E Começa agora mais um episódio do programa A Bíblia Aberta. É um privilégio podermos estar consigo. Seja muito bem-vindo ao nosso programa. E desejamos muito que, a partir de agora, nós possamos abrir a Bíblia e também você, desse lado, possa receber as bênçãos que Deus tem para nos oferecer sempre que fazemos este gesto, sempre que temos esta atitude na nossa vida de podermos escutar a sua aí voz. Para nós é um privilégio muito grande estarmos na sua companhia e, já sabe, pode estar connosco em vários canais de comunicação. Vou dizer-lhe que se tiver a operadora Mel, poderá sintonizar o canal 186.
É aí que nós nos encontramos, a TV Novo Tempo. Portugal tem vários programas que lhe permitem ter esperança de vida e aprender mais sobre Jesus. Se não tiver o canal da MEU, então poderá ligar-se à rádio RCS, na Grande Lisboa, nos 91.2 FM, e se não estiver em Lisboa e não conseguir sintonizar a rádio, então poderá ligar-se à TV Novo Tempo através do canal do YouTube TV Novo Tempo Portugal. Todos estes são os caminhos onde nos encontra semanalmente e permanentemente para lhe oferecer esperança. No programa A Bíblia Aberta, não é um programa de uma pessoa só. Normalmente temos sempre três convidados e hoje não há exceção. Nós hoje temos connosco uma equipa de três amigos.
Ora, o Miguel Sabino. Olá, Miguel. Sejas bem-vindo. É a primeira vez que estás connosco, pelo menos comigo aqui na emissão do programa A Bíblia Aberta. É verdade. Obrigado. Daniel? Já é um, digamos, um repetente, digamos assim, não com muita frequência, mas é um privilégio. É sempre um privilégio de poder voltar cá. Exatamente, é sempre bom ter-te connosco.
O Pedro, bom, o Pedro é aquele que semanalmente nos acompanha e por isso também te agradecemos, Pedro, por estares connosco neste programa. Na semana passada, nós considerámos um capítulo que talvez seja dos mais bonitos, não mesmo o mais bonito da Bíblia, que é o capítulo 13, de 1ª de Coríntios. É um capítulo onde nós podemos encontrar os vários requisitos da personalidade de Deus, requisitos esses que, se nós olharmos para a nossa vida, bem que precisamos deles para podermos viver e para podermos ter a liberdade de sermos felizes neste mundo. Hoje nós vamos continuar ainda nas epístolas de Paulo aos Coríntios e vamos falar um pouco, ou destacar, a ressurreição de Jesus. Porquê? Porque ela dá-nos a certificação para a nossa salvação, dizendo que a nossa certificação é válida, é real e poderá ser eterna.
Por isso, o primeiro ponto que eu quero ver com todos nós aqui, e mesmo consigo aí em casa, é que sem ressurreição Nada faz sentido. E vamos tentar explorar um bocadinho esta ideia lendo 1ª de Coríntios, capítulo 15, para lermos os versículos 14 e depois o versículo 17. Portanto, 1ª de Coríntios 15, o 1º versículo 14 e depois o 17. O 14 diz, e se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação. E também é vã a vossa fé. O 17 diz, e se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé e ainda permaneceis nos vossos pecados. Portanto, Paulo, bate aqui bem esta, ou salienta bem esta questão da falta de fé. Daniel, vou começar por ti.
Por que razão é que a ressurreição de Cristo se tornou, e ainda hoje é e será sempre, o fundamento indispensável da fé cristã? Jorge, é realmente algo que se torna extremamente interessante quando nós olhamos para a Bíblia como um todo. e conseguimos ver que a Bíblia aponta toda no mesmo sentido. Aponta sempre no sentido de necessidade de salvação do ser humano e que essa personagem que conseguiria concluir esse objectivo seria o próprio Cristo. E é muito interessante que mesmo neste capítulo 15, Paulo começa logo nos versos 3 e 4 a apontar um bocadinho de onde é que ele tirou esta ideia de chegar a este ponto já no fim da carta e ir buscar o tema da ressurreição.
É que dizia, Paulo, no verso 3, antes de tudo vos entreguei o que também recebi, que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras. Mas depois também continua. e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. Ou seja, ele começa a abordar todo este tema, não como um tema que ele traz ao assunto, mas relembrando que realmente era isto que as Escrituras de então, o Velho Testamento, já falavam. Ou seja, era o plano que estava estabelecido. Exatamente. E mesmo para os dias de hoje, acho que isto é extremamente interessante. Porque, frequentemente, começamos a pensar que parece que o Velho Testamento fala de um assunto e o Novo Testamento é que vem falar de outro. Mas, na realidade, o que Paulo está aqui a assegurar é exatamente o contrário.
Tudo o que eu vos tenho justado a falar, tudo aquilo que eu acho que é importante para vós, não é novidade nenhuma. Já vem de trás. A Ressurreição já lá estava distinguida. E, aliás, Essa é a base para a ideia de que precisamos salvação. É porque há alguém que tem essa capacidade. E para alguém ter essa capacidade, deve ter um determinado plano ser concluído até ao final. Ora, aqui a questão surgia. O Velho Testamento apontava de uma salvação que viria. E agora chegamos ao Novo Testamento e esta carta de Paulo, e Paulo está a dizer, já aconteceu. E podíamos colocar aqui numa lógica do pensamento, como é que eu posso assegurar que já aconteceu e que ainda não continuamos à espera que venha a continuar no futuro.
E aí veio a parte mais interessante. É que Paulo não fica pelos seus méritos. Paulo vai dizer, olha, há muita gente que está viva, que viu. Portanto, se têm alguma dúvida do que eu estou a dizer, que realmente isto aconteceu, que Cristo ressuscitou, não confiem só em mim. Procurem mais alguns. Aliás, se nós formos a pensar, muitos temos que, nas suas mais variadas ideias e créditos religiosos, começam a dizer que não é importante estar numa igreja, que não é importante ter uma vida congregacional. Paulo está aqui a dar a razão pela qual isso continua a ter lugar, mesmo no século XXI, e ainda para mais no século XXI, em que existe tanta dúvida sobre os conteúdos que aparecem nas redes sociais e nos mídia, sobre a veracidade deles.
Sentimos cada vez mais necessidade do testemunho direto. Olha, eu não o vi numa rede social, eu não o vi num ecrã. Eu o vi com os meus olhos na realidade. E é isto que Paulo está a dizer. Quase que podemos ouvir aqui uma semelhança àquilo que é os dias de hoje. Olhem, não estejam a confiar no que eu estou a deixar aqui num registro escrito. Ou num vídeo. Vão... Ainda há muita gente que viu, que vivenciou, que experimentou. Perguntem-lhes. Porque ao perguntarem a muitos ao mesmo tempo vão sentir voz, confiança e segurança para acreditar que realmente é. Hoje ainda estamos pior por causa da inteligência artificial, que se alguém dissesse ou aparecesse um vídeo como alguém que tinha ressuscitado, alguém diria isto foi inteligência artificial. Está ali qual. Portanto ali só o testemunho é direto. E ele chega ao fim e então conclui.
E isto é tão importante, porque se não existiu ressurreição, então todo aquele plano que vinha na escritura escrito, não tem sentido nenhum. E estamos a acreditar em algo que não tem sentido. Portanto, para podermos sequer começar a conversar sobre a nossa esperança, primeiro e meio, temos de ter a certeza que temos a nossa fé fundamentada em algo que aconteceu. E este era o grande desafio que Paulo está aqui a deixar, porque realmente, se Cristo não estiver ressuscitado, Então, o plano não foi conseguido. Se o plano não foi conseguido, significa que a morte e o pecado não foi vencido. Então, porque é que nós estamos aqui a defender algo, se esse Senhor chamado Cristo, que morreu, foi como qualquer mortal e morreu pelos seus defeitos, como qualquer um de nós?
Porque aqui é que estava o cerne da questão. Cristo, para ter ressuscitado, é porque foi perfeito. Se ele não ressuscitou, é porque não foi perfeito e teve o mesmo fim de todo ser humano. E ainda hoje nós continuamos com o mesmo dilema. Para nós aceitarmos Cristo, temos que aceitar que Ele superou o mero ser humano. Ele atingiu algo bem à frente, nomeadamente o não ter pecado. Porque é o facto de Ele ter chegado à cruz sem pecar que lhe dá acesso à ressurreição, e é a sua ressurreição que Paulo mais à frente até vai falar, e falaremos posteriormente, que é as premícias. Seria o primeiro que ressurgiu com direito a ressurgir, porque ele não tinha falhado. E penso que isto é fundamental porque traz a lição que nós temos desta semana para os dias do século XXI e perceber que os problemas são os mesmos.
Paulo não diminui a excelência de todo o sacrifício de Jesus, mas coloca na ressurreição o remate a todo o sacrifício que Jesus teve. Certíssimo. Há aqui uma dimensão que eu acho que é importante. No fundo, o Dino estava aqui já a dar essa ênfase, mas penso que vale a pena relembrar o facto de que Jesus não pode ser confundido, por isso é que essa é a essência da pregação cristã, com um homem sábio, um homem extremamente bom, tudo coisas que ele foi. E isso existe em evidências, as coisas que ele disse, nós lemos os discursos de Jesus. Reparem, mesmo que nós não fôssemos crentes, nem em Cristo, nem na Bíblia, os discursos de Jesus, a sabedoria das suas parábolas, isto é uma coisa de enorme enorme...
é um vulto do pensamento. Por isso há muitas pessoas que, mesmo não crendo em Jesus, admiram aquele personagem. Mesmo eticamente... Há uma estrutura de pensamento em Jesus que é admirável. A questão de facto é que a ressurreição é que retira Jesus de ser apenas uma pessoa admirável. E por isso a ressurreição é tão importante para a pregação cristã porque ela não coloca Jesus ao nível de um homem extraordinário. Nós, obviamente, lemos os especialmente o Antigo Testamento, e vemos homens extraordinários na história de Israel, entre os profetas. Alguns até passaram pela Ressurreição. Claro que no Velho Testamento não está essa informação, mas depois no Novo Estado, como Moisés, ou como Enoch, que nem passou pela morte, que ainda é mais impressionante.
Ou Elias, que é levado também. Então, homens que viveram vidas extraordinárias e que por alguma razão Deus os levou, Para a vida eterna nós temos, mas de facto a morte de Cristo distingue a biografia de um grande homem daquele que tem os méritos para poder salvar. São duas coisas muito diferentes. Tu disseste bem que Jesus não foi superior, digamos assim, mas ele conseguiu completar aquilo que era impossível completar por um homem. Exatamente. E a ressurreição é a prova evidente disso. Então, sem ressurreição, tudo perde sentido. Mas há outra questão que Paulo vai evidenciar também, que é a esperança, de
alguma maneira, ela consegue vencer esta questão da morte. E se formos a 1ª de Coríntios, capítulo 15, versículo 20, Nós podemos ler, 1 Coríntios 15, 20 diz, mas agora Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as premícias dos que dormem. Miguel, o que é que significa para nós hoje saber que Cristo ressuscitou e ao mesmo tempo é ou tornou-se as primícias dos salvos? É interessante e eu estava a ouvir o Daniel a falar e realmente a ressurreição de Jesus sem ela não faz sentido e o Paulo diz, é vã a vossa fé, não acreditam em nada porque E o que é interessante é que a ideia seguinte é precisamente, ok, agora nós aceitamos esta ressurreição, a nossa fé tem um fundamento, a nossa fé não é vã, e agora a nossa fé não é só para Jesus.
O caso não acontece só com Jesus. E então ele usa aqui uma expressão interessante que é esta expressão das primícias. E para nós hoje que vivemos, enfim, a maior parte de nós num ambiente urbano, moderno, que não vivemos, por exemplo, dos ciclos agrícolas, para nós a expressão primícias tem pouco significado. Aliás, é o único contexto onde eu me lembro de ouvir esta expressão é precisamente num contexto religioso e espiritual, nunca num contexto de vivência. Mas esta expressão, naquela época e nos povos antigos, Aliás, até à Revolução Industrial, era fundamental, porque era o que explicava, ao fim ao cabo, não só aquilo que acontecia no ciclo anual de semeia e de colheita, mas que indicava o que é que vinha aí.
Indicava o que é que vinha depois. E as primícias, é interessante que eram. o primeiro fruto, a primeira colheita, o primeiro feixe de trigo ou os primeiros frutos colhidos na colheita anual. E, portanto, era um sinal de que vinha aí a abundância. Vamos ter comida para mais um ano. E, portanto, as premissas indicavam que não só havia comida, como o que vinha para a frente era bom. E nós podemos confiar no que vinha para a frente. E, entretanto, Paulo devia buscar esta expressão das primícias para Jesus. Ele foi feito as primícias. Ou seja, Jesus é o primeiro, mas não é o primeiro e termina. é o primeiro, mas traz precisamente a ideia de que a seguir vem a abundância. E é interessante que não é a primeira vez que a imagem ou a figura das colheitas e da semeadura é trazida para o contexto espiritual.
Jesus faz isso, tem as suas parábolas, não é? O semeador, o trigo e o joio. Portanto, são parábolas que associam precisamente aquilo que era a vivência do dia-a-dia, porque eles viviam para as colheitas e as colheitas é que os faziam viver, não é? E, portanto, esta associação da semeadura e da colheita era uma imagem que era muito presente e muito forte na vivência de cada povo. E, portanto, é precisamente esta associação que garanta àqueles que estavam a ouvir, que sabiam precisamente o que é que Paulo queria dizer com as primícias, dizer, ok, então, eu aceito que Jesus, em primeiro lugar, ressuscitou e, portanto, a minha fé não é vã. E, em segundo lugar, eu sei que ele é a primícia e, portanto, a seguir, essa esperança também pode ser aplicada à minha vida. E, ao fim e ao cabo, isso que nós podemos ter para nós hoje também.
E é isso que eu tiro para mim, precisamente, desta expressão de pau, que é, se Jesus ressuscitou, a minha fé não é vã, como vimos há pouco. E, se Jesus ressuscitou, ele é a primícia, ele é o caminho através do qual eu também vou poder ter a bênção da ressurreição. E, portanto, é, de facto, uma continuação das ideias que, para mim, basta... faz de pau, enfim, o autor e o teólogo que nós conhecemos, com a profundidade que nós conhecemos, mas também com o aspecto prático. Eu sei. Então eu, para isto, posso tirar na minha vida que, para mim, a ressurreição de Cristo significa que eu também tenho acesso à vida eterna. E isso é uma esperança extraordinária. Fantástico, não é? Miguel, se me permites... Estava-te a ouvir e estava-me a lembrar de uma coisa que recorrentemente aparece nas notícias ainda nos dias de hoje e que ajuda a compreender um bocadinho esta história das premícias com algo que é corriqueiro.
E não ir buscar apenas o que aconteceu há décadas e décadas atrás. De vez em quando, na altura do outono, aparecem uns... uns documentários falando enólogos sobre a primeira uva espremida e que vão comentar Contando com estes primeiros frutos, eu posso saber que a colheita deste ano vai ser de uma determinada qualidade, maior qualidade ou menor qualidade. E quando esta primeira colheita é de boa qualidade, as empresas que se dedicam vão guardar uma maior quantidade para envelhecer e para ser usada e para valorizar no tempo. E eu vejo aqui, em toda esta situação das premícias, exatamente este mesmo conceito.
Na premícia, podemos ver a qualidade do que aí vem. E Paulo está aqui a dizer, olha, como dizias, a nossa fé não foi vã. Nós temos agora aqui o primeiro fruto, nós sabemos o que nos espera para a frente. E esta ideia acho que é útil trazer para os dias de hoje, porque é algo que nós volta e meia vemos, que é sempre que chega uma primeira colheita, vai alguém dizer, olha, o que vai ser colhido ainda não foi colhido, mas o resto que vai ser apanhado, podemos ir com confiança e alegria, porque temos aqui na amostra já o que vai daí sair. E neste caso, Podemos dizer que essa outra colheita maior, que é a referência às primícias dos que dormem, é uma referência ao ensino bíblico da ressurreição dos justos. Exatamente. Que Paulo vai explorar melhor, por exemplo, em Salonicenses.
E talvez seja interessante evocar isso, que é aquela ideia de que Paulo faz bem uma espécie de uma descrição. Os que estiverem vivos. Estes não precisam passar pelo plano de ressurreição. Isto quando Jesus volta, quando Jesus se manifesta. Mas os que estão mortos, os que dormem. Obviamente que essa é a referência. Nós daqui a pouco já falaremos mais sobre a morte. esses serão ressuscitados e o seu corpo transformado. E depois subirão ao céu, que é o que vai acontecer com Jesus, porque ele não apenas ressuscitou, ele depois, uns dias mais à frente, vai subir aos céus. E nesse sentido Jesus passou exatamente pelo processo que a ressurreição dos justos vai trazer. que é um processo de morres, mas não ficas sepultado para sempre, ressuscitas e depois sobes com o Senhor nos ares.
Isto foi exatamente o que aconteceu com o próprio Cristo. Por isso é que nós vamos seguir o que ele fez. Claro. E há uma ideia bastante interessante, quando há pouco o Daniel começou por
apresentar a sua ideia na primeira pergunta que eu lhe fiz, falava um bocadinho das testemunhas, daqueles que vivenciaram, no fundo, e viram o próprio Jesus ressuscitado. E se formos a 1ª de Coríntios, capítulo 15, e é um bocadinho isto que nós vamos agora tentar desenvolver. 1ª de Coríntios, capítulo 15, versículos 5 e 6, diz que foi visto por Cefas, depois pelos 12, depois foi visto uma vez por mais de 500 irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também. Pedro. O testemunho aqui é a parte mais profunda que Paulo tenta agarrar e trazer ao de cima.
Ou seja, como o testemunho das pessoas que viram Jesus ressuscitado fortalece esta confiança no Evangelho. Sim. Este argumento é muitíssimo importante para validar o relato da ressurreição. Existem alguns argumentos que se podem usar. A natureza de utilizar argumentos a favor de uma determinada crença é aquilo que habitualmente se chama no campo da teologia, mas não só, porque isto não é só a teologia, apologética. Apologética é a ciência de argumentar a favor de uma tese, de uma ideia, de uma teoria, de uma hipótese, e argumentar de forma racional pretendendo com isso dizer que uma determinada afirmação não é feita de forma gratuita ou apenas em teoria.
A ressurreição de Cristo é evidente, aliás, como toda a mensagem bíblica carece, é muito importante nós dizermos e explorarmos isto, aqui com todos aqueles que nos ouvem, a fé não substitui uma análise de factos que possam ser, até um determinado limite, comprovados e possam ser apoiados com evidências. Isto é muito importante. É evidente que as pessoas que têm fé, vamos ser honestos, mesmo que se houvesse algum argumento ou evidência que pudesse pôr em causa alguma coisa que acreditamos, nós não íamos deixar de acreditar imediatamente por causa desse argumento. Mas se nós dissermos que a nossa fé é totalmente ausenta ou incapaz de providenciar argumentos lógicos ou racionais, vamos ser honestos, então nós estamos no campo, como é que podíamos chamar, da crendice.
Vamos dizer, nós os quatro aqui sentados a esta mesa podíamos inventar uma religião. Nós até acreditamos que algumas religiões foram mais ou menos inventadas assim. E não seremos os primeiros. Não seremos os primeiros a inventar uma religião. Ou seja, nesse caso seria o quê? Nós criaríamos um conjunto de convenções. Vamos convencionar uma história. Vamos dizer que existe um Deus e a esse Deus damos-lhe um nome. Vamos dizer que ele está num planeta qualquer. Podemos dar um nome a um planeta. Se quisermos, é um pouco equivalente ao que acontece no mundo da ficção, com os super-heróis, por exemplo, e toda uma mitologia que se cria. Por exemplo, é assim que se normalmente entende toda a mitologia grega. A mitologia grega é uma coisa absolutamente fascinante.
Com muita criatividade. Tem imensa criatividade, tem muitos valores associados, porque aqueles muitos deuses refletem obviamente um conjunto de valores e de realidades, mas a mitologia grega é um exemplo de uma mitologia, por isso é que ela é considerada mitologia, não uma religião, porque se assume que os autores fossem quem fosse daquele quadro de referência, eles assumem que aquilo é uma invenção. Por isso misturam deuses que têm filhos com seres humanos, depois dá os semideuses e esses depois têm capacidade de coisas... É assumidamente uma mitologia. E por isso ninguém... É curioso porque é uma coisa muito estudada e analisada, mas ninguém toma aquela mitologia como uma referência teológica ou de fé.
Assim, portanto, outras religiões poderão fazer da mesma forma. Eu tenho absoluta convicção, e acredito nós todos aqui também, de que o cristianismo não se insere dentro deste quadro de referência. Sabendo eu que Pessoas que são assumidamente ateias, e quem sabe alguém pode ou estar a cruzar aqui o Youtube ou a fazer zapping na televisão e calha a ver este grupo de pessoas, percebe que isto é um programa cristão, se alguém, um espectador nos vê é ateu, obviamente que provavelmente olha para o cristianismo da mesma forma. Mas temos que entender que há uma distinção. Por isso é que os argumentos apologéticos, eles concebem-se a partir de uma certa estrutura lógica. Portanto, existem argumentos ou não a favor da ressurreição?
Existem. E o que o apóstolo Paulo está a fazer aqui, agora vamos voltar aqui a 1 Coríntios 15, é não apenas a dizer, creem, eu tenho muita fé que Jesus ressuscitou. Porque esse argumento, tenham fé, vamos dizer assim, isso pode ser usado para tudo. Era como eu dizer, tenham fé que Vénus existiu. Mas então Paulo vai providenciar, provavelmente, o mais sério e mais forte argumento a favor da ressurreição. E eu vou juntar aqui mais um ou dois, ou pelo menos algum corolário deste. Qual é essencialmente o argumento apologético que o apóstolo Paulo está a dar? É que quando os cristãos afirmam que Jesus ressuscitou, eles estão a fazê-lo não com base numa teoria, numa hipótese ou numa ideia romântica.
estão a fazê-lo com base em testemunhos diretos. Aliás, uma curiosidade, que é ele dizer que ele vai citar quais são as pessoas a quem se poderia fazer, no fundo, checar se isto é verdade ou não. Nós hoje temos um nome para isto, que é fazer fact-checking. Quer dizer, que é o que fazem, como é que se chamam hoje nos telejornais e assim, os... Os fact-checkers, os verificadores. Sim, verificadores e polígrafos. Os polígrafos. No fundo ele está a usar esse mecanismo no polígrafo que é. Eu vou afirmar isto, mas é possível ir saber se isto é verdade ou não. E o que é que ele vai fazer? Vai dar um grupo de pessoas, neste caso dá três grupos, que é curioso que vai desde uma pessoa isoladamente, portanto é possível identificar esta pessoa e ir falar com ela e perguntar-lhe, é verdade que tu viste Jesus ressuscitado?
E essa pessoa pode dizer, sim, é verdade, eu vi. Mas ele diz, bem, mas uma pessoa pode mentir, é fácil uma pessoa mentir. Ele diz, ok, depois foi visto pelos 12. Lembrar que ele está a fazer referência aos evangelhos. Porque os evangelhos dizem que, claro, Pedro o viu. Ou seja, que foi a correr ao sepulcro com João e viu que ele não estava lá. Embora aí, obviamente, se podem colocar as hipóteses. Pera, ele não estava lá porque alguém roubou o corpo. Depois, no campo da apologética cristã sobre a Ressurreição, há teses muito interessantes, porque há pelo menos três teses que se dizem e que se analisam mesmo. Há três teses possíveis. Isto podia ser uma mentira criada por eles, o corpo podia ter sido roubado por eles, E, portanto, depois criaram a seguir o mito da ressurreição, que esta era uma hipótese, por isso é que eles deviam dizer, ah, o corpo não foi encontrado.
Não foi encontrado porque eles teriam criado o mito de que Jesus ressuscitava e para isso esconderam o corpo. Ou então de que os inimigos dos cristãos fossem os judeus ou os romanos teriam levado e eles escondido o corpo. Nós percebemos que estas várias hipóteses caem por terra por diferentes razões. Mas a principal é esta, pois ele diz que foi visto por mais de 500. E agora há este detalhe importante, que é completamente apologético, e que é dos quais vive a maior parte. Ou seja, ele está a dizer aos coríntios. Se alguém aí tem dúvidas sobre a possibilidade da ressurreição existir como um fenómeno concreto, porque esse era o problema teológico, Era haver algumas teorias que punham em causa a hipótese dos crentes ressuscitarem.
Por exemplo, se quiserem uma hipótese disso moderna hoje é qualquer crença, mesmo que seja cristã, que diga que quando nós morremos recebemos o galardão, ou seja, vamos para o céu, e ainda há algumas crenças que acreditam que as pessoas também podem ir para o inferno, se isso acontecer no momento em que nós morremos, então a ressurreição é desnecessária. Portanto, a crença na imortalidade da alma invalida a eficácia e a necessidade da ressurreição. E a ressurreição de Jesus só tem um parâmetro para nós, que é nós ressuscitarmos também. Ora está, porque se Jesus... E ressuscitados por ele, quando ele voltar. Porque se quando nós morrermos recebêssemos logo imediatamente da parte de Deus essa consequência e nos juntamos como tantos crentes, se calhar alguns que estão connosco, e nós respeitamos que as pessoas creiam nisso, claro.
Mas imaginemos, muita gente crê. Morreu o meu pai, a minha mãe, o meu filho, e eu fico naquela esperança. A pessoa subiu aos céus e agora a sua alma está no céu, está com Deus. Se isso fosse verdade, então Jesus não podia aparecer. Porquê? Porque Jesus já tinha ido para o céu. Se Jesus já estava no céu, maravilha! Estava no seio de Deus. Teria voltado para onde ele sempre pertenceu, mas ele não foi para lá, porque quando nós morremos não vamos para lá. Ficamos aqui. Por isso, quando ele ressuscitou, voltou à vida, ao seu próprio corpo. Ora, quando o apóstolo Paulo se refere às testemunhas da Ressurreição, ele está a tentar validar junto destas pessoas. Não é como nós, porque nós hoje, de todas as maneiras, não podemos ir lá atrás e perguntar. Mas os crentes de Coríntios podiam.
Podiam dizer assim, é tão para lá que eu quero ter a certeza de que isto é verdade. E podiam ir, e não era tão difícil assim, ir à procura de alguém que ainda estivesse vivo, encontrar essa pessoa e perguntar, diz-me lá, sem que ninguém agora aqui esteja a ouvir-nos ou a fazer pressão, tu viste Jesus vivo depois de o ter visto morto na cruz? E ele diz que são mais de 500 pessoas que poderiam dizer, vi sim, vi com os meus próprios olhos. Que é aliás aquilo que depois o apóstolo João vai referir nas suas cartas, quando fala de Jesus e diz, foi aquilo que nós vimos. ouvimos e tocámos, e isso inclui o relato da ressurreição. Por isso nós não queremos na ressurreição apenas porque temos fé nela. Nós queremos que um grupo de homens deram a vida, e este é o segundo argumento apologético que eu vou usar aqui para terminar, que é o de que se estes 500 homens, incluindo estes 12, não tivessem visto nada Jesus...
E mais Cefas. E mais Cefas, não é? Pedro, se todas estas pessoas, na verdade, tivessem criado um mito, não tivessem nada visto de Jesus, no limite até eles próprios tivessem escondido o corpo... Vamos ser honestos, se eu inventar uma mentira, se nós inventássemos a tal religião feita por nós e a seguir alguém nos dissesse, ou seja, vão para a prisão ou vão ser mortos por causa da nossa religião, o que é que nós íamos... Isto é uma questão lógica. As pessoas não eram mais estúpidas, permita-me uma expressão, há dois mil anos do que são hoje. Então as pessoas iam entregar a vida, nós íamos morrer por causa de uma mentira que inventámos a esta mesa. Não, a gente dizia pronto, então esqueçam lá isso, a gente não vai dizer mais. Eles deram a vida, os mesmos que tinham negado Jesus e que se tinham acobardado e traído, deram a vida porque viram-no vivo. Isso para nós é uma evidência tremenda.
E tenho plena consciência de que esses que viram deram o seu testemunho. e esse testemunho perpetuou-se até hoje e mantém-se até nós. Nós hoje estamos a dar destaque, sem dúvida, à Ressurreição de Cristo, porque ela é, de alguma maneira, a certificação para a nossa salvação, tornando-a válida, tornando-a real e, ao mesmo tempo, dando-nos a possibilidade da vida eterna. Nós vamos ter que fazer aqui um curtíssimo intervalo, não saia do seu lugar, nós voltamos já a seguir. TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança. Estamos de volta para a segunda parte da emissão de hoje do programa A Bíblia Aberta.
Nós somos a TV Novo Tempo Portugal. Se você sintonizou agora a programação deste canal de TV, já sabe que estamos no canal MEU, no 186 da MEU. Estamos também na Rádio RCS e, se não tiver nenhum destes canais, poderá ver-nos e assistir à programação da TV Novo Tempo Portugal através do canal do YouTube. Antes de retomarmos a nossa conversa, porque hoje estamos a falar da ressurreição de Cristo e o privilégio que este momento tão maravilhoso aconteceu a dado momento na história universal deste mundo, mas esse privilégio dá-nos a nós a possibilidade também de sermos nós, ressuscitarmos, se porventura não passarmos pelo som da morte, É uma conversa que você não pode perder. Antes de voltarmos à conversa, quero dizer que tenho um guia de estudo também bastante interessante para lhe oferecer.
Tem por título Profecias de Daniel. Todo este guia de estudo possibilitará você encontrar neste livro, que é um livro do Velho Testamento, mas é um livro profético, Um livro muito interessante onde nos conta várias profecias, nos dá conta de várias profecias que já aconteceram, outras que estão a acontecer e outras que ainda vão acontecer. Ora, por este livro nós podemos mais ou menos saber em que época estamos. E quanto tempo falta para Jesus voltar? Sem podermos marcar provavelmente uma data, mas podemos estudar as profecias e perceber em que momento é que estamos da história universal e o tempo que nos resta para vermos Jesus voltar. Se desejar ter este guia de estudo, não perca mais tempo. Envie uma mensagem a partir de agora para o 933 93 92 91.
933 93 92 91. E da nossa parte teremos todo o gosto em enviar-lhe gratuitamente para a sua casa. Vamos voltar à conversa.
Nós estamos a considerar a importância da ressurreição de Jesus no processo da nossa salvação e eu gostava agora de entrar, e vou voltar outra vez ao Daniel, de entrar num aspecto que merece, na minha perspectiva, muita atenção, ou merece a nossa atenção. Porque, se olharmos, há um perigo da nossa autoconfiança espiritual. E se formos a 1ª de Coríntios, capítulo 15, lendo os dois versículos 33 e 34, 1ª de Coríntios 15, 33 e 34, diz-nos assim, não vos enganeis. As más conversações corrompem os bons costumes. Vigiais justamente e não pequeis, porque alguns ainda não têm o conhecimento de Deus. Digo para vergonha nossa. Ou para vergonha vossa, neste caso.
Daniel, de que forma estas influências à nossa volta podem, de alguma maneira, enfraquecer a nossa esperança naquilo que é o tema de hoje, a ressurreição de Cristo e a ressurreição na vida eterna, ou e na vida eterna, se quisermos. Isto é o grande desafio de qualquer pessoa que estuda, seja que tema for. O sentimento de que já atingimos um determinado objetivo, que já atingimos um determinado patamar, tem inerente um perigo, que é o perigo de baixar a guarda. E muitas vezes nós próprios reconhecemos isto, que são nos momentos dos nossos auges emocionais que vieram grandes quebras. Não é por acaso que temos vários ditados populares que se adequam a este tipo de temática, nomeadamente o quanto mais alto se está maior é a queda.
E elas acontecem exatamente por esta baixa de guarda. E Paulo, inclusive no verso anterior, até tem uma expressão muito comum aos dias de hoje, que até existe um outro dito popular, quando o Paulo dizia que se os mortos não ressuscitam, então vamos comer e beber porque amanhã morreremos. E realmente Paulo está aqui a usar um tipo de raciocínio de resumo absurdo, como eu gosto de chamar, que é obrigar aquelas pessoas a quem ele está a escrever a pararem um pouco e a pensarem em que situação é que estão. Ele, durante todo este verso, ele vem repetindo temos fundamentos, como ainda há pouco o Pedro disse, temos fundamentos mais que suficientes para acreditar na ressurreição.
Agora, e quem não acredita? E quem não age de acordo com essa certeza? Então, se a certeza de alguém é que não existe ressurreição, então realmente faz sentido aproveitar a vida. E muitas vezes ouvimos o grande dito, até se calhar mais do fim do século XX, do viva a vida, aproveita o momento. E durante muito tempo realmente, se formos a pensar, se não houver um background de crença nas Escrituras, faz sentido. Porque se realmente chegamos ao dia da morte e não acontece mais nada, então mais vale aproveitar cada momento que temos nesta Terra. Agora, por contraponto, ele salta deste pensamento para o pensamento de tu não estás sozinho neste mundo.
Tu não és uma ilha. Tu vais estar envolvido com outras pessoas. E quando eu me envolvo numa determinada comunidade, invariavelmente eu vou ser afetado por ela. Agora, a força de eu afeto mais a comunidade, ou a comunidade afeta mais a mim, vai depender de para que lado é que a informação está a seguir, se é de mim para a comunidade ou se é da comunidade para mim. Onde é que nós aqui chegamos? é que se eu estiver numa atitude que já conheço, que não preciso de mais, eu vou baixar a guarda. E no momento em que eu baixar a guarda, a comunidade e aquilo que os outros que não conhecem vão trazer para mim, vai levar a que eu caia naquilo que Paulo chamou de vergonha.
Como é que alguém que sabe tanto, deixou-se influenciar por quem não sabe. Como é que tendo tanta esperança e tendo tanta certeza sobre o que daí vem, tendo já visto a qualidade do que aí nos espera, a história das premícias, tu já tens noção do que podes te esperar e ainda assim estás-te a resumir aos hábitos de vida daqueles que não têm esperança nenhuma? Isso é a mesma coisa de termos um professor universitário de matemática que, de repente, de tanto conviver com crianças pequenininhas, desaprendeu de fazer dois mais dois. É ridículo dizer isto, mas é exatamente este resumo absurdo que Paulo está a usar.
Então vocês sabem de tudo isso e vão cair no outro extremo. de apenas conviver com quem não sabe nada, sem terem consciência que essas más conversações, esse ambiente, sem qualquer conteúdo. Porque muitas vezes nós esquecemos de uma coisa muito importante. Às vezes é importante eu falar o que penso para eu próprio me lembrar disso. Às vezes eu tenho que exprimir os meus pensamentos, tenho que exprimir as minhas dúvidas, os meus dilemas, para eu próprio conseguir vivenciar com isso. E não é por acaso que, a nível da psicologia, esse é um dos grandes caminhos para o perdão. Eu primeiro tenho que perdoar a mim próprio. E para eu me perdoar a mim próprio, tenho que primeiro ser capaz de exprimir o problema, para conseguir aceitar e ultrapassar.
E pausar um pouco esta lógica de pensamento humano. Se tu encheres o teu dia-a-dia com pensamentos de desconhecedores, vais-te envergonhar a ti próprio, porque vais deixar de ter esse contexto. E mais! Há um outro ditado que eu gostava daqui de pegar, que eu acho que assenta que nem uma luva e que podíamos pôr e parafraziá-lo na voz de Paulo. Anda com os bons e serás como eles. Anda com os maus e serás pior do que eles. E no fundo é isto que Paulo está a dizer. Olha, se o teu dia-a-dia for com aqueles que, não acreditando, comem e bebem para aproveitar todo o momento que têm até que morram... Então, mesmo sabendo, vais-te tornar pior que eles e todo o conhecimento não te vai adiantar de nada e serás, aquilo que no outro sítio dizia, serás um opróbrio.
E Paulo diz que tudo isso corrompe, não é? E depois ele vai chamar a atenção ainda a outra questão neste versículo, é que não te esqueças que há muitos que ainda não têm o conhecimento de Deus, não é? E isso leva-nos àquele pensamento muito comum... E tu és responsável de alguma forma. quer a nível disso, quer. Eles têm uma desculpa para terem essa atitude que ainda não conhece. Tu já conheces, não tens desculpa. Eles não têm responsabilidade nada que não de sentir fome por aprender. Tu tens a responsabilidade tanto no que tu estás a fazer porque estás a perder-te a ti mesmo, como também pela falta que tens de não transmitir essa certeza. E daí que chegamos àquele ponto que tantas vezes aqui falámos neste fórum, de dizer, não é o que eu digo, mas sim o que eu sou e o que eu vivo.
Porque esta mensagem que Paulo repetidamente vai falando, vai no sentido de dizer, não acreditem só no que eu estou a dizer. Eu faço disto a minha vida, e se têm dúvidas daquilo que eu estou a dizer, vão-vos perguntar a outros, Mas não vacilem. E quando estiverem nas vossas comunidades, não se fiquem pelo que os outros partilhem. Porque se vocês não forem aquilo em que acreditam, então mais valia nunca terem aprendido. E acho que é por aqui o foco. E Paulo vai continuar, no fundo, esta ideia, digamos, não só do perigo da autoconfiança, a necessidade de nós partilharmos, mas ao mesmo tempo sermos um
todo. E ele vai colocar aqui também uma pitadazinha, digamos assim, de informação ou de chamada de atenção para o nosso corpo. Se formos a 1ª de Coríntios, capítulo 15, lendo os versículos 42 a 44, nós podemos ver que Paulo vai aqui referir-se da nossa necessidade de termos um corpo transformado pela glória de Deus. 1ª de Coríntios, versículos 42 a 44, diz assim também a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em corrupção, ressuscitará em corrupção. Se meia-se em gnomínia, ressuscitará em glória. Se meia-se em fraqueza, ressuscitará em vigor. Se meia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo natural, então também, como diz Paulo, há corpo espiritual.
Miguel, de que forma esta promessa de um corpo incorruptível, ou seja, um corpo completamente diferente do que temos hoje, transformado, pode mudar a forma como nós enfrentamos hoje o sofrimento, a doença ou até mesmo a morte? Eu acho que faz toda a diferença. Termos esta promessa presente e ensinarmos esta promessa, acho eu que faz toda a diferença. E é interessante porque Nós, embora consigamos racionalizar a ideia da incorruptibilidade, nós não a experimentamos, porque nada daquilo que nós passamos, ou vivemos, ou experimentamos, ou observamos neste mundo é incorruptível.
Nada. acaba por enferrujar, sabemos que nós temos um ciclo de vida e depois falecemos e vamos para a Terra e desfazemos na Terra e isto é transversal a toda a realidade que nós conhecemos neste mundo. E, portanto, é logo um desafio grande, ao início, nós pensarmos na incorruptibilidade. O que é isso? É alguma coisa que nós podemos racionalizar ou que é alguma coisa que não se deteriora, que não se estraga, que não apodrece. Mas isso é algo que nós não conseguimos experimentar na nossa vida e, portanto, mantendo presente esta ideia que nós conseguimos racionalizar, mas que não a conseguimos experimentar, é algo que nos deixa, ou pelo menos na minha experiência, me deixa a mim com uma esperança adicional, porque é algo que eu não sei como é que eu vou experimentar.
E é uma questão interessante. Quando os meus filhos eram mais pequeninos e perguntavam sobre a morte ou sobre coisas tão engraçadas. Quando nós estamos, por exemplo, na terra dos meus avós e temos lá uma casa que tem formigas e tem melgas ou abelhas e eles foram picados. E eles, mas porquê que Jesus criou as melgas ou as formigas? E a minha resposta é, olha, eu não sei, essa pergunta tu vais ter que fazer a Jesus. Eu sei que eles têm o seu papel aqui. E as formigas, enfim, as abelhas, até os desgraçados dos mosquitos que nós todos podemos concordar que de facto não encontramos nenhuma utilidade para eles. O que é certo é que no ecossistema onde nós vivemos eles têm o seu papel.
Mas têm o seu papel nesta lógica da corruptibilidade do ciclo da vida. E quando nós adicionamos a isto uma ideia que nos é estranha à nossa vivência, à nossa realidade, mas que foi a ideia para a qual nós fomos criados, então isto ganha uma dimensão completamente diferente. Então eu passo a deixar de ter esta visão fechada, pequena, de que isto é um ciclo e nós não saímos daqui, não é? E, portanto, lá está a lógica de eu vou viver o meu dia-a-dia e vou aproveitar o que eu tenho aqui porque é o que eu tenho garantido. E de repente nós passamos para uma outra dimensão. Uma dimensão que é aspiracional. Que é eu quero viver mais do que isto. Eu quero ter outra experiência de vida. Porque eu sei e eu quero aceitar e eu quero acreditar na promessa de que eu fui criado para algo mais do que isto.
E é interessante quando nós... Vemos, e eu gosto de assistir a debates entre ateus e entre, enfim, pessoas que têm uma visão racional, e que o racional, obviamente, entre aspas, porque, e como tu dizias há pouco e bem, a razão nunca pode estar desligada da fé. Mas quando eu olho para as pessoas a debaterem os argumentos, seja pela astrofísica, ou seja, pela química, ou seja, por todos os ramos das ciências, A dimensão de experiência destas pessoas é sempre limitada àquilo que nós temos aqui. E aquilo que nos dá Jesus, aquilo que Paulo nos está a dizer aqui é que, atenção, que há mais.
Há algo que é incorruptível, há algo que não é a ignomínia, que não é o apodrecer, o decair. Nós vamos, enfim, vamos envelhecendo. as nossas pernas já não vão respondendo da mesma maneira, o nosso cabelo vai caindo, a nossa força de braço, se calhar, vai mudando ao longo do tempo. Então, Paulo dá-nos uma dimensão completamente diferente. Paulo diz-nos, olha, aquilo que hoje é corruptível, vai ser incorruptível. aquilo que hoje é degradante naquilo que é a nossa experiência de vida, vai deixar de o ser. E, portanto, esta dimensão dá-nos uma nova esperança, uma nova forma de olhar para a vida e dizer, ok, apesar do sofrimento, apesar da decadência, apesar da corrupção deste corpo, desta vida, deste ciclo de vida que nós conhecemos, há mais e é esse mais que eu quero viver e experimentar na minha vida.
E é interessante que se nós fôssemos fazer só um programa ou só um episódio de experiências de homens e de mulheres que viveram pela fé e que tiveram sofrimento, doença e morte, eu acho que não tínhamos tempo. Realmente eu acho que Eu hoje estou voltado para as experiências, para as imagens da natureza, que nós, por incrível que apareça, nós temos uma situação da natureza que nos ensina o que é que é isto, já nos dias de hoje, de algo que foi destruído e tornou-se em algo incorruptível, que passam-se milhares de anos e permanece com a mesma integridade. E isso é o mel. O mel é algo que é criado, digamos assim, a partir de restos de pólen de flores, mas a partir do momento em que é depositado num alvéolo que tem a forma mais estável que podíamos ter, a forma hexagonal, ele vai permanecer com as mesmas características, só preciso por milhares de anos, como aliás encontraram em algumas pirâmides no Egito, mel com mais de 3 mil anos e que ainda continuava com as mesmas características como se tivesse acabado de ser apanhado, Mas tem uma característica muito especial.
É que não tem nenhum aditivo. Não houve contaminação. Depois que ele foi transformado e ficou no seu estado de pureza, não se estragou. A menos, que é o que acontece nos dias de hoje com o mel comercializado, que seja adicionado alguma coisa, e por ter algo a mais, deixa de ter o mesmo valor. E esse algo a mais nós podemos facilmente chamar de pecado. E é essa, às vezes nós podemos olhar e ver como Deus deixou as tais evidências, as tais argumentos racionais para nós dizermos, isto não é impossível. Pode ser incomum no mundo de pecado, mas foram-nos deixadas evidências suficientes para podermos ter uma crença racional. Miguel estava aqui a ouvir o Daniel e estava a dizer, queres ver que há qualquer coisa de incorruptibilidade aqui?
Não. Mas nós percebemos, o mel pode durar muito, mas há um momento em que ele também se disse para... É apenas uma imagem daquilo que poderá vir. Vamos dar uma pedaça. Ou seja, a ressurreição leva-nos a um ponto extraordinário. Ao cume, digamos assim, da montanha, se quisermos, não é? é que permite que qualquer ser humano consiga vencer a morte. Até mesmo os que ficarem vivos, porque não nos esqueçamos que a morte vai deixar
de existir. Portanto, também aqueles que estiverem vivos quando Jesus voltar, também vão beneficiar desta vitória. E se formos a 1ª de Coríntios, capítulo 15, versículos 54 e 55, Basicamente, Paulo vai dizer isto. Quando isto que é corruptível ser revestido em corruptibilidade, aquilo que nós não conseguimos pensar, como dizia o Miguel, porque nós não temos essa capacidade, isto que é mortal ser revestido em mortalidade, é então cumprir-se-á a palavra que está escrita, targada foi a morte na vitória. E depois Paulo faz esta pergunta. Onde está, ó morto, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? Pedro, Vamos praticamente fechar aqui o nosso episódio de hoje, mas dá-nos aqui uma ideia de como é que a morte É o drama que todo ser humano vive, de alguma forma.
Viver essa morte no horizonte, vamos dizer, como um fim inevitável. Não temos outra alternativa. Ela está diante de nós. Como é que o ensino da Bíblia sobre a morte pode ser a fonte de esperança para nós, mortais, que precisamos tanto de ter esperança? Sem dúvida que a morte aqui nesta terra é provavelmente a realidade mais universal que é possível imaginar. E mais dramática para a nossa vida. Mas é universal e dramática, que é a experiência mais dolorosa que podemos passar, porque nós somos seres sociais. Nós já nascemos de alguém, não somos gerados a partir de uma qualquer equação química. Nós fomos feitos para morrer. Nós nascemos de pessoas, não fomos feitos para morrer.
Nascemos e vivemos de conexão profunda com outros seres humanos. O que significa que, a não ser uma pessoa que estivesse totalmente isolada e remita a algures, a morte de qualquer ser humano é o arrancar de uma relação profunda com um outro que fica. E é muito interessante até ver o nosso próprio corpo. Ele resiste ao máximo à morte. Luta contra essa inevitabilidade. A morte é um tema sobre o qual qualquer ser humano consegue elaborar, questionar-se, seja a partir das experiências que já vivemos ou da dúvida. O Miguel falava há bocadinho dos filhos e é verdade que as crianças colocam-se muitas questões sobre a morte porque até uma fase da vida delas nunca tiveram que lidar com nenhuma.
De repente ouvem falar que as pessoas morrem e começam a perguntar aos pais, mas tu vais morrer também? E já ficam aflitos só de pensar nessa possibilidade, porque eles nunca a experimentaram. Por isso, a morte é uma realidade altamente destrutiva. e que a própria experiência que a morte gera no ser humano já é um pouco indutora de uma das grandes verdades que a Bíblia nos apresenta. Eu tenho aqui duas ou três que acho que é relevante nós considerarmos. A primeira delas é que a morte é inimiga e logo a morte não é natural. Por isso os apóstolos e os profetas na Bíblia não romantizam a morte, que é o que o apóstolo faz aqui. Ele apresenta a morte claramente como o inimigo.
O versículo 26 aqui do capítulo 15, creio que nós não chegámos aqui a ler, Paulo diz que o último inimigo há de ser aniquilado. Portanto, ele dá um título à morte de último inimigo. O apóstolo Paul também aos romanos dizia, um texto que nós conhecemos tão bem todos, que o salário do pecado é a morte. Portanto, a morte está diretamente associada à ideia de que quando nos afastamos de Deus e como doador da vida, a morte é a consequência. É neste sentido que nós percebemos que a morte está diretamente associada à ideia de um mundo que se corrompeu pelo seu afastamento de Deus. Por isso, morte na Bíblia, desde o livro do Génesis, a morte está associada ao afastamento de Deus.
Ao corte. Ao corte com Deus como autor da vida. Por isso, a primeira vez que a Bíblia fala de morte é quando é dito a Adão e Eva que se comeres deste fruto, certamente morrereis. Aliás, lógica que o diabo, através da serpente, vai desafiar. Por isso é comum ouvir-se, eu vou repetir essa ideia aqui porque acho que ela é útil, dizer-se que a primeira mentira do diabo, e na Bíblia é, seguramente, portanto aquela que está na narrativa bíblica como a primeira mentira do diabo é dizer certamente não morrerás. Por isso, a questão da morte é uma questão muito interessante do ponto de vista da análise da fé. Porque é como se pudéssemos dizer assim, e eu acredito que as pessoas que nos ouvem poderão entender, eu não vou falar aqui especificamente de crenças e da prática religiosa de ninguém, mas podemos dizer que se há uma distinção em dois grupos das religiões, do fenómeno religioso no mundo, é aquelas que apresentam a morte como se a morte fosse a solução.
E, nesse caso, elas mantêm viva, vamos dizer assim, a mentira original, que é não morrarás. Portanto, quando eu digo que morro, não morro. Quando eu digo que há algo no ser humano, se for para as religiões mais orientais, eu vou reencarnando em outros seres, portanto, eu nunca morro. Na realidade, é como se existisse uma centelha de vida que nos pertence, que é nossa, que é uma coisa mística, e, portanto, é como se a morte não existisse. Eu ao bocadinho referia-me, por isso vou pegar novamente. Já nem preciso explorar, também não há tempo. Mas a ideia, aliás, bastante espalhada no mundo cristão, de que na morte a alma mantém-se viva e então só para Deus, ou iria para um purgatório, ou para um lugar qualquer, se analisarmos só a partir da perspectiva da morte, é uma afirmação de que a morte não é uma morte.
de que eu, a minha identidade, mantém-se viva, só o meu corpo é que vai embora. Ora, isto, como vemos, continua a ser uma afirmação assumidamente contrária ao que Deus diz que é. Se tu te afastares da minha vontade, morres. E o diabo diz, não ouças, tu não morres. É nesse sentido que eu digo que a religião no mundo divide-se entre os que dizem que nós morremos e os que dizem que nós, na verdade, nunca morremos. Por isso é que é muito importante que o apóstolo Paulo, aqui em 1 Coríntios 15, desafie a morte. E o versículo que tu leste aí no princípio, desta pergunta, quando ele diz onde está a morte do teu aguilhão e onde está o inferno da tua vitória, é um desafio.
É como se o apóstolo dissesse, eu sei morte. Portanto, é uma metáfora que ele está a usar. Ele fala com a morte e diz, eu sei que tu tens poder, mas há um poder que te vai superar. Cristo. A conversa está excelente, mas vamos ter que fazer uma pausa de uma semana para voltarmos. Portanto, estão convidados que na próxima semana retomaremos, não propriamente este tema, mas a continuidade daquilo que Paulo escreveu aos Coríntios. Muito obrigado pela vossa presença. Marcamos encontro para a próxima semana convosco. Quanto a si que está aí em casa, já sabe, todas as semanas nós estamos com a Bíblia aberta, aqui na TV Novo Tempo, e é muito importante que você também se mantenha com a Bíblia aberta. Antes de nos irmos embora, temos uma oferta para lhe fazer, já há pouco mencionei, volto a mencionar, temos este guia de estudo.
que fala sobre profecias que Daniel escreveu e que compilou num dos livros mais importantes da Bíblia, no Velho Testamento. Se estiver interessado em estudar o livro de Daniel, poderá pedir ou solicitar este guia de estudo para poder fazer esse estudo mais aprofundado. 933-939291 é o número de telefone para onde devem enviar a sua mensagem e solicitar este guia de estudo. Já sabe, para a semana nós voltaremos para a conversa, porque ela estava animada, e vamos juntar um tópico. O processo da salvação não termina aqui. Ele tem uma continuidade, mas veremos isso na próxima semana. Que Deus o abençoe. Até lá.
Continuamos a explorar a Primeira Epístola aos Coríntios, refletindo sobre os desafios enfrentados pela igreja de Corinto e a forma como os ensinamentos do apóstolo Paulo continuam a transformar a nossa vida hoje.