Olá, Viva! Que bom podermos voltar a estar consigo depois de mais uma semana de trabalho, enfim, de muitas atividades. O programa Bíblia Aberta volta até si para podermos juntos abrir a Palavra de Deus e estudarmos um pouco mais daquilo que o Senhor Deus deixou para cada um de nós. É sempre muito bom voltarmos à sua companhia, estarmos consigo durante alguns minutos É sempre muito bom que você também se ligue à TV da Esperança, a TV Novo Tempo Portugal. Você encontra esta TV no canal 186 da Mel. Nós estamos por cá, 24 horas sobre 24 horas, trazendo-lhe esperança, trazendo-lhe sempre uma palavra de apreço.
de conforto e de certeza em Cristo Jesus. Semanalmente, o programa Bíblia Aberta tem sempre mais do que uma pessoa. Somos quatro a conversar. É sempre uma conversa muito agradável e nós sabemos que você desse lado aprecia e tem estado connosco semanalmente. Hoje voltamos a ter a presença do Pedro Esteves. Olá, Pedro. Da Hortelinda. e do Mário. Olá Mário, obrigado aos três por terem aceitado o convite para estarem connosco neste programa e será sem dúvida uma conversa bastante interessante. Hoje nós iremos fechar esta temporada com um tema tão extraordinário que a Bíblia nos apresenta, como é a eternidade. Falar da eternidade, de certeza absoluta que o tempo que vamos ter não será suficiente, mas também nós, como limitados, não conseguiremos falar de tudo o que é a eternidade.
Mas tentaremos apresentar-lhe aquilo que de mais importante nós consideramos e conseguimos ao longo desta semana de preparação podermos tirar e retirar da Palavra de Deus. Para isso, eu gostava de convidar todos aí em casa, onde você se encontra, se
não estiver em casa, e se estiver a ver-nos também, ou melhor, a ouvir-nos pela Rádio RCS, então eu convido a poderem abrir as nossas Bíblias. Nós aqui vamos fazê-lo em 1ª de Pedro, no capítulo 4. É a primeira passagem que nós vamos utilizar das Sagradas Escrituras. 1ª de Pedro, capítulo 4, versículo 7. para podermos olhar um pouquinho para este tema, sobre a eternidade. E diz esta passagem, 1 Pedro 4, 7, e já está próximo o fim de todas as coisas. Portanto, sede sóbrios e vigiai em oração. Vou começar pela Hortelinda e vou perguntar-te, Hortelinda, Como deve a proximidade do fim moldar, de alguma maneira, a vigilância espiritual da nossa vida e, ao mesmo tempo, a nossa prioridade, sobretudo no que toca à oração na vida, enquanto crentes, sobretudo aqueles que esperam na volta de Jesus, porque nós sabemos que nem todos ainda têm este conhecimento.
Mas nós que esperamos a volta de Jesus, que importância tem a oração na nossa vida? tem muita importância ao longo de toda a Bíblia. A mensagem profética, tanto no Antigo como no Novo Testamento, está sempre carregada de um sentimento de urgência. A vinda de Deus é sempre anunciada para breve. O Senhor vai vir em breve, como diz o apóstolo. Temos o exemplo dos cristãos do primeiro século. que esperavam já a vinda de Jesus para o seu tempo, e isso mostra que eles receberam da parte de Jesus a mensagem com este sentido de urgência. Portanto, é sempre urgente a vinda do Senhor Jesus. Aliás, o apóstolo João, na sua primeira epístola, diz o seguinte, no versículo 18, filhinhos, é já a última hora.
E como ouviste que vem o anticristo, também agora muitos têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora. Portanto, para o apóstolo era já a última hora. E é importante que todas as gerações sintam que a vinda do Senhor é para breve. Porque é tão importante o que está em causa no dia do Senhor, que ele é sempre visto como algo que está realmente para breve. Mas para nós, que vivemos já 20 séculos depois, portanto, do apóstolo Pedro e do apóstolo João, vivemos na proximidade da vinda de Jesus. E a proximidade da vinda de Jesus para nós é atestada por muitos sinais. por muitas profecias cumpridas e muitas que estão a cumprir-se sob os nossos olhos, de forma que nós não duvidamos que chegamos mesmo ao tempo do fim.
O tempo do fim é aquele período lato, que tem um princípio, um meio e um fim. E nós podemos dizer que estamos no fim. do fim. Estamos realmente perante a eternidade, como o nosso tema indica, e devemos ter este sentimento de urgência. É o que diz o apóstolo Pedro no texto que tu leste. Como está próximo o fim de todas as coisas, então há um comportamento a desenvolver. E esse comportamento é interessante, aquilo diz ser de sóbrios. E o que é ser sóbrio? Ser sóbrio é o contrário de estar hebreu. O ébrio é aquele que não se controla, que os seus pensamentos estão deturpados, ele está fora da realidade, está alienado da realidade.
O ébrio, não é? O sóbrio é o que está dentro da realidade, tem uma visão correta da realidade, que conhece onde está, conhece o seu tempo, está a senhor de si e conhece todas as suas, está na posse de todas as suas capacidades. E é isto que, como cristão, nós devemos estar conscientes do tempo em que vivemos, conscientes dos desafios que nós encontramos e estarmos preparados, portanto, para ele. Não brincar, portanto, com o tempo. Então o apóstolo diz, sede sóbrios e vigiai. A sobriedade e a vigilância vão juntas. A vigilância é um estado de estar desperto. É o contrário de dormir.
O sóbrio é o contrário do ébrio. E o vigilante é o contrário do que está realmente adormecido, também inconsciente, dentro do seu sono, desatento. Vigiar é um estado de tensão, implica um estado de tensão com o foco realmente em qualquer coisa. E para nós, os cristãos, o foco está precisamente nessa proximidade da vinda de Jesus. Vigiai mantém as antenas bem ativas, em bom estado. E a maneira de mantermos as nossas antenas ativas e em bom estado é através da oração. Por isso é que eu diz vigiai em oração, porque é a oração que vai manter a nossa perceção apurada, intensa, desperta, para podermos realmente ligados a Deus discernirmos o tempo em que vivemos e os desafios que nos são lançados.
Portanto, a oração é realmente esse meio. A oração não é uma estratégia. Muitas vezes pensamos que a oração é uma estratégia. É um meio de agir sobre Deus para, enfim, obter aquilo que nós queremos. É a maneira de pormos Deus do nosso lado. Deus já está do nosso lado, sempre. Deus está do nosso lado, aquilo que é importante para nós. E a oração não é isso. A oração é um canal de comunicação. É um espaço de proximidade, em que o crente busca Deus, está com Deus, busca a sua orientação, a sua luz. e é também uma estrada com dois sentidos. A oração não é apenas um monólogo em que tu debitas e vê-os. A oração é uma estrada com dois sentidos.
Tu envias e tu recebes. É uma verdadeira comunicação receptor e emissora. Houve mesmo alguém que disse que a oração é o respirar da alma. A oração é o respirar da alma. E porquê é que é tão importante a oração? Porque em todas as nossas expectativas, em todos os nossos desejos, os nossos anelos pela eternidade, de tudo aquilo que o Senhor nos permite, nós não devemos nunca esquecer que o mais importante é Ele. Deus é o que Ele tem de melhor para nos dar, é Ele mesmo. E ele mesmo podemos já tê-lo agora aqui através desta comunhão com ele, da oração, não é? Jesus disse, a vida eterna é o quê? É que te conheçam. Conhecer Deus é a vida eterna. A vida eterna só tem sentido porque existe lá Deus, está Cristo lá para podermos comungar com ele.
Gosto muito da frase que Deus disse uma vez a Abrão. Não temas, eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão. O nosso galardão é uma pessoa, é Cristo, é o Senhor. É na medida em que mantemos comunhão com Ele, intimidade com Ele. Tenho um amigo que diz sempre, Deus não tem preferidos, Deus tem íntimos. E penso que é esta intimidade que nos aproxima de Deus, que faz com que Deus seja especial para nós e nós sejamos também especiais para Deus. E há sempre lugar para mais um íntimo, se quisermos, não é? Deus é de uma grandeza que pode receber na sua intimidade a humanidade inteira, o universo inteiro, não é? Mas, ao mesmo tempo, ele é tão específico que te recebe a ti, como se não existisse mais ninguém.
E mantém contigo uma relação de proximidade, de... de comunicação em que tu ouves. Claro que ouvir Deus não é como eu te ouço a ti. Mas Deus fala ao nosso coração, fala-nos pela palavra. E muitas vezes, Deus fala pela oração. Quantas vezes, através da oração, Deus nos corrige. Eu já tenho feito orações. que eu batalho na oração e depois eu recebo a mensagem que Deus diz, não vale a pena, não é isso que eu tenho para ti, eu não te vou dar isso. Então, quer dizer, Deus corrige-nos na própria oração, guia-nos pela oração. E através da oração nós habituamos uma coisa muito importante nos tempos do fim, que é a discernir a voz de Deus.
Há muitas vozes. tantas vozes, às vezes simpáticas, agradáveis, mas nós precisamos de discernir o que vem de Deus e o que não vem de Deus. Foi o que Jesus diz no Evangelho de João, no capítulo 10, naquela parábola sobre o bom pastor, em que ele diz as minhas ovelhas conhecem a minha voz. E não conhecem a voz dos estranhos, porque não seguem os estranhos porque não conhecem a sua voz. Como é que nós podemos conhecer a voz do Senhor no meio de tanta confusão, de tanto ruído? Mas se estamos habituados a ouvir a voz do Senhor, nós vamos ouvir essa voz e isso é oração. É manter-nos ligados para podermos identificar as tentações, podermos identificar até aquelas tentações que eu digo que são tentações brancas.
São aquelas tentações que até são boas coisas, não é? É porque nós não somos tentados só com as coisas negativas. Geralmente essas até expomos rapidamente de lado. Mas há tanta coisa que em si mesma não é má, que até é boa, mas que vem ocupar o lugar daquilo que é primordial, que é essencial, que é precisamente esta relação com Deus, este discernimento espiritual que nos vem através da oração. Então, a oração prepara-nos, a oração capacita-nos, a oração protege-nos, a oração realmente mantém-nos vivos para Deus e aptos, portanto, para o recebermos. Quando eu era jovem, lembro-me da história que foi contada de um jovem que deveria ir fazer uma entrevista de trabalho numa cidade longe daquela onde ele vivia E no caminho, de comboio, ele entrou em contacto com um senhor que ia praticamente no mesmo banco que ele.
Então eles falaram, falaram de muita coisa, partilharam muita coisa. Quando chegaram ao destino, o senhor desceu mais cedo, o jovem desceu depois. Despediram-se como amigos. Tinham feito uma caminhada juntos. No outro dia, o jovem apresenta-se num lugar de trabalho para fazer a entrevista. E quando ele entra para fazer a entrevista, quem é que o ia entrevistar? Era o amigo que tinha. tinha vindo com ele na viagem no dia anterior. Ele viu imediatamente que ele seria tomado para o cargo de trabalho que ele estava a propor-se. É isto que é o nosso encontro com Jesus. O nosso encontro com Jesus é um encontro com um amigo com quem caminhámos toda a nossa vida.
ou a vida deste que conhecemos. É essa intimidade que fará que, quando chegarmos junto dele, nós digamos, este é o Deus que nós esperávamos e que nós aguardávamos. E que conhecíamos. E que conhecíamos. Infelizmente há, contudo, e depois desta explicação brilhante da Hortelinda sobre o que é que pode ser a oração para cada um de nós e a vivência e a descoberta de Deus na nossa vida, eu vou colocar aqui agora uma situação um pouquinho diferente, que é infelizmente nós somos pessoas que nos esquecemos
muito facilmente e muito rapidamente. sobretudo daquilo que Deus fez e que Deus continua a fazer por cada um de nós. E, por isso, a ideia que a Bíblia nos dá de dependermos totalmente de Deus é algo fundamental, é algo para não perder, quer queiramos, quer não. E eu gostava de ler convosco agora uma passagem que se encontra em Tiago, na Epístola de Tiago, capítulo 14, capítulo 4, versículo 14, assim é que é. Tiago, capítulo 4, versículo 14, diz, porque, que é a vossa vida? E o próprio Tiago dá a resposta. É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece. Mário, apesar da nossa experiência e digamos que o nosso tempo de vida poderem de alguma forma desvanecer precocemente, há uns que duram mais tempo, há outros que duram menos tempo, dependendo daquilo que é a vontade de Deus.
Que implicações nós podemos encontrar na Bíblia em sermos conscientes da brevidade da vida, da nossa vida, mas ao mesmo tempo da dependência contínua que a Bíblia nos apresenta numa relação, como dizia a Hortelinda, com Deus, de possuirmos a graça de Deus, se quisermos. Ah, eu penso que há vários fatores. Há dois, fundamentalmente, que nos devem fazer reconsagrar a nossa vida a Deus. Um deles é essa questão da brevidade da vida. A brevidade da vida talvez se ponha mais urgente ou pungente para aquelas pessoas que já estão nos 60, nos 70, talvez como esta. E tu, a nível profissional, como médico, viste muita gente que partiu recedo demais, digamos assim, não é?
Muito cedo, exatamente. Mas essa situação, essa consciência da brevidade da vida, deve levar-nos a fazer aquela pergunta, o que é que eu estou aqui a fazer? Para onde é que eu vou? Qual é o sentido desta vida? Há muitos textos na Bíblia, desde o Velho Testamento, textos que eu gosto muito sobre este tema, como o texto de Tiago, que aliás é uma transcrição de textos do Antigo Testamento. Eu sublinhei alguns e não resisto. Eu depois deixo para o fim aquele que eu gosto mais. Mas Jó dizia no capítulo 7, verso 7, lembra-te, dizia-lhe na conversa com Deus, lembra-te que a minha vida é um sopro. Isto dizia Jó. Depois o salmista dizia, o homem é semelhante a um sopro, os seus dias são como a sombra que passa.
E, finalmente, o texto que ele dizia que gostava mais é um salmo também, mas escrito por Moisés. Talvez seja dos primeiros salmos, portanto. E diz assim, a duração da nossa vida é de 70 anos. E se alguns chegam a 80 pela sua robustez, a medida deles é canseira e enfado, pois passa rapidamente e nós voamos. Depois no verso 12 diz-nos isto, ensina-nos, Senhor, a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios. Então, o que é esta sabedoria que pede aqui o salmista, que pede aqui Moisés? A sabedoria é a consciência de que, de facto, a nossa vida, nós fomos feitos, fomos medidos, temos em nós a semente da eternidade, porque quando estamos em confronto com a morte, quando estamos a perceber, quando perdemos alguém, quando vemos que a vida se interrompeu, nós perguntamos, então, mas é este o sentido da vida?
Porquê é que fazemos esta pergunta? Porque, de facto, nos nossos géneros não está escrito o aceitar facilmente a morte e o aceitar esta realidade de que todos temos que morrer. Nós temos uma esperança, evidentemente, e essa esperança também se traduz num outro fator, que é a proximidade da segunda vinda. Nós acreditamos que a eternidade, que é o tempo que estamos a estudar, vai iniciar-se quando? Quando Jesus Cristo vier pela segunda vez a esta terra. E a proximidade da segunda vinda também é nos dada, como dizia Hortelinda, pelos sinais que temos. pelas guerras como agora se vivem, etc. Tudo isto que está a acontecer nos deve fazer pensar que Cristo está às portas. Nós, eu estou na igreja há muitos anos e já desde criança ouvi dizer Jesus vai chegar.
Os meus avós diziam, os meus pais diziam, eles já morreram e Jesus ainda não veio. Mas esta esperança não nos deve fazer entristecer, pelo contrário. Sabemos que este é o fim do fim. Estamos às portas da... E temos um Salmo também muito interessante, já que estamos nos Salmos, que é o Salmo 80, que é o Salmo da Zaf. em que ele fala em ver a face de Deus. É um salmo longo mas muito interessante. Este salmo tem um referão que eu vou ler e neste referão que é dito três vezes, que é repetido três vezes ao longo, no princípio, no meio, no fim, o salmista diz assim restaura-nos ó Deus, faz resplandecer o teu rosto e seremos salvos.
Então, esta esperança de que Deus fará resplender esta também é a benção sacerdotal que Moisés descreveu em números. A benção sacerdotal é que Deus faça resplandecer o seu rosto sobre nós e com isto nós seremos salvos. Nós temos a experiência, por exemplo, de Jacob, que naquela luta com Deus, sentiu que a salvação da sua alma tinha sim já acontecido quando ele viu a face de Deus. Ele não viu verdadeiramente a face de Deus, porque isso era impossível, mas lutou com ele e percebeu que aí tinha estado a sua salvação. E é-nos proposto para nós que nós seremos restaurados pelo Deus dos exércitos se ele fizer resplandecer o seu rosto, e seremos salvos assim. Hortelinda falou, naquela passagem de João 17, 3, que a vida eterna é esta que te conheçam a ti como Deus verdadeiro e Jesus Cristo a quem enviaste.
Portanto, ao conhecermos o Deus dos exércitos, ao conhecermos, ele fará resplandecer o seu rosto sobre nós e seremos salvos pela sua graça. Esta é a esperança mais maravilhosa que nós temos, a esperança na vida eterna, a esperança dessa vida eterna que se aproxima com a vinda de Jesus. E é isso que nos faz, vá lá, depender de Deus ou vivermos na dependência do próprio Deus. E se há certeza bem vincada em toda a Bíblia, no Velho Testamento existem N passagens. O Novo Testamento é pródigo, digamos assim, em passagens que nos falam que Jesus vai voltar de novo para vir buscar um povo que se aprofeiçoou, que viveu no seu amor, que dependeu da sua graça. Enfim, temos estas balizas ou estas ideias bem vincadas na Palavra de Deus.
Nós podemos ver também aquilo que Paulo diz sobre a volta de Jesus.
E se formos a 1ª edição do Iniciantes, capítulo 4, no versículo 17. O capítulo 4 é muito interessante. Todo ele, basicamente, é sobre a volta de Jesus. Mas há versículos específicos, claros, para nos dizer o que é que vai acontecer. No capítulo 4 de 1ª edição de licenças, versículo 17, diz depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens a encontrar o Senhor nos ares e assim estaremos sempre com o Senhor. Esta frase aqui é deliciosa e é uma certeza clara. Estaremos sempre com o Senhor. Pedro, a partir deste exemplo que Paulo nos dá aqui, em 1ª de 1600, podemos dizer que a promessa do encontro com Jesus, com Cristo, de também ele ter ascendido ao céu, porque sabemos que quando ele esteve na terra, voltou para o céu, os próprios seus discípulos viram, depois até receberam, digamos, a presença de um anjo, tudo isto molda a nossa compreensão no que toca, digamos, à esperança da salvação?
A nossa compreensão da Bíblia, da fé, da nossa experiência com Deus deve e está completamente filtrada por esta convicção de que nós caminhamos para um fim específico. Por isso a volta de Jesus é quase como uma grelha que nos permite ler a realidade, a nossa própria vida, porque as nossas escolhas são feitas a partir desse horizonte, e também ler a Bíblia, que é um pouco o que está implícito aqui na pergunta. A eminência e a certeza da volta de Jesus, de alguma maneira, interfere em toda a nossa leitura do que é a verdade, do que está revelado. Podemos analisar isto de várias perspetivas.
A primeira que eu gostava de assinalar é que a esperança Por causa da vinda de Jesus, ser uma promessa sobre um acontecimento, que é um acontecimento que é apresentado na Bíblia como literal. Não é um acontecimento, não é uma ideia, não é uma abstração, não é um conceito filosófico. Não é um conceito ou nem uma ideia que alguns verão, outros não. É, é exatamente isso. Apocalipse 1.7 diz exatamente, quase que induziza isso, e é um dos textos que eu tenho aqui, é que todo olho verá. Os núveis, diz o Senhor. São os olhos das pessoas que vão ver Jesus voltar. É um acontecimento real. Jesus, por exemplo, deixou muitas promessas. Ele dizia, eu virei outra vez, virei ter convosco, estou a preparar-vos uma casa.
Essas descrições muito concretas davam aos discípulos essa noção de um encontro real. Por isso, a Catalina no princípio até falava, por isso é que as descrições dos apóstolos nas suas cartas, por exemplo, são constantes sobre aquela iminência. Parece que é uma coisa que vai acontecer dali a uns dias, o que pode até dar uma falsa leitura de que eles estavam enganados. Isto não tem a ver com um engano. O apóstolo Paulo chegou a escrever, nós, os que estivermos vivos. Esta iminência deriva do facto de que Jesus falou da sua vinda. Ele próprio, como uma coisa muito concreta, vai acontecer, estarei convosco. E portanto, Jesus é o responsável por ter embebido a fé cristã numa ideia de reencontro rápido e seguro.
Podemos lembrar-nos, e os discípulos estavam lá todos, que quando Jesus ascendeu aos céus, vêm aqueles dois varões galileus, aqueles anjos, não, os anjos aparecem e falam aos varões galileus, assim é que é, e dizem a este mesmo Jesus, que para o seu avesso diz, há de vir da mesma forma. É claro, eles estão a ver fisicamente Jesus a subir e quando vem uma presença divina, celestial, que lhes diz, olha, vocês estão a ver, Ele está a ir assim, vai ser assim como vocês O veem a voltar. Isto dá àqueles indivíduos uma absoluta confirmação de que, ok, nós ainda vamos ver isto acontecer. Passou muito tempo, o tempo profético era outro, nada a ver com aquilo que poderia dar, mas aos discípulos deu-lhes esta ideia bíblica e muito importante de que a salvação, a experiência cristã, vai culminar num encontro real.
Nós, ao longo desta temporada, que foram três meses que estivemos a estudar, precisamente a ideia de que nós crescemos na nossa fé através de várias disciplinas. Por isso nós falámos sobre estudar a Bíblia como uma parte muito importante, meditar, interpretá-la, falámos muito sobre oração, ser guerreiros de oração, falámos sobre como é que nós nos preparamos e a nossa fé se estimula e amadurece Mas todas estas coisas, elas consumam-se no facto de que isto vai terminar num encontro concreto. Portanto, o nosso encontro com Deus é realmente o horizonte para o qual nós caminhamos. Por isso é que há algumas consequências para a nossa vida hoje, e ainda gostava de me esborçar aqui um pouquinho, sobre as consequências para a nossa realidade, para a nossa experiência de fé, de nós termos um vislumbre sobre um encontro concreto com Cristo.
A primeira delas, aliás, vem no contexto deste texto de 1ª e 2ª Unicénsos de Tolias, há pouco. Qual é o contexto dessa passagem? Que eu posso só recordar que Tolias, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, para nos encontrarmos com o Senhor e estarmos para sempre com ele. O contexto desta passagem, se formos ao versículo 13, capítulo 4, é este, não quero irmãos que sejais ignorantes acerca dos que já dormem. Portanto o contexto é, nós passamos, isto liga-se muito com o que estava precisamente o Mário a referir, nós passamos por esta experiência da morte ou de perdermos pessoas que estão obviamente à nossa volta. E o que o apóstolo quer agora explicar é que nós não precisamos de nos entristecer como outros, ele até lhe chama os demais que não têm esperança, Ele não está a minurar os outros, os desgraçados que não têm fé.
Pelo contrário, ele está a dizer que existem pessoas que não têm esperança. E como não têm esperança, é evidente que a morte soa-lhes a uma separação definitiva, uma coisa da qual não há solução. Mas o apóstolo diz que quando ele vem falar sobre a vinda de Jesus e sobre esta possibilidade de estarmos para sempre com o Senhor, é precisamente para conectar Essa promessa, essa esperança que nós temos com a realidade concreta que nós vivemos. Por isso é que o crente tem a possibilidade, a benção maravilhosa, de enfrentar a realidade desta terra, mesmo a realidade mais dura, de uma maneira diferente. E depois, esta passagem, aliás, tem uma expressão lá mais para o final, muito bonita, que é consolai-vos uns aos outros com estas palavras.
Esta ideia de que se nós relembrarmos e formos falando desta esperança, deste encontro que vai acontecer, que vai ser literal, isto consola o nosso coração. É claro que isto não elimina a nossa dor. Quase que Paulo podia dizer consolei-vos a todos com esta certeza, não é? Estamos seguros que isto vai acontecer, como é certo que esta pessoa que morreu agora desapareceu aqui da nossa presença. As duas coisas são certas. Finalmente está definitivo a não ser o objeto da esperança. A única coisa que é definitivo é aquilo que o senhor está preparando. O resto tudo é transitório, mesmo a morte. Essa ideia de que tudo é transitório, o que é que muda na nossa vida com isso? Muda o sentido, vamos dizer, a direção. Não retira a tristeza, a dor, as lágrimas de perder alguém que nós amamos, de maneira nenhuma.
Mas dá um sentido. Porque nós sabemos, no fundo, para onde é que caminha a nossa esperança. Portanto, não é uma esperança filosófica. Não é uma maneira de interpretar a realidade. É como se só nós soubéssemos que estamos a caminhar para aquele acontecimento. E queria terminar com uma nota que acho também muito importante sobre as implicações práticas de termos esta esperança. É que a esperança, num encontro literal com Jesus, na sua vinda, molda completamente a nossa maneira de viver hoje, ou seja, as nossas escolhas. Por isso é que o apelo da Bíblia é muito permanente, quando se fala da vinda de Jesus e da consumação da nossa esperança, a sermos vigilantes, que já falámos aqui disso, a procurarmos ser santos, a estarmos atentos. Porquê? Porque é inassociável, se nós estamos a caminhar para um encontro com o Senhor, nós estamos a preparar-nos.
Isso acontece na nossa vida. Quando nós estamos... Eu ainda há uns dias atrás estava com um jovem casal que vão casar-se daqui a uns meses. Eu vou oficiar o casamento deles e é sempre bonito ver quando um jovem casal estão há uns meses, poucos meses de se casarem, toda a vida deles está à volta daquilo. Na prática aquilo é só uma cerimónia em que a pessoa vai ali, o casamento em si e está na presença de Deus, depois faz uma festa com os amigos. Mas a gente nota que Só se consegue pensar naquilo durante umas semanas, há uns meses, porque é uma coisa tão importante, é uma mudança tão importante na vida, que todas as escolhas, as decisões, o dia-a-dia parece que torna-se totalmente em função daquele acto. Porquê? Porque é uma coisa concreta que vai acontecer.
É um pouco um exemplo do que precisa de acontecer em nós. O apóstolo João, por exemplo, diz o seguinte, ele era João III, qualquer que nele tem esperança, Agora vamos ver o que ele vai dizer. Nós já sabemos, esperança para o cristão é a possibilidade de se encontrar com Jesus. E depois diz, purifica-se a si mesmo. Ou seja, como eu quero preparar-me, é um ato, uma decisão intencional de me purificar, de estar o melhor possível, de estar o mais preparado possível. Ou seja, vigia, horas. Isso, vigias, horas, procuras fazer as melhores escolhas. Portanto, não tem nada a ver com uma ideia de que eu tenho que comprar a salvação e agora vou tentar ser puro. Essa lógica é uma lógica antibíblica, mas não retira que eu tento me purificar a mim mesmo, que é, eu quero estar o melhor preparado possível.
Inclusive podes estar, na perspectiva que o Mário apresentou aqui, de uma limitação de vida, não importa se é de muito ou pouco tempo, em que podes até passar pela morte, não é? Por isso, como nós não sabemos o momento em que isso vai acontecer, a nossa preparação é constante. Por isso, o apóstolo Paulo tinha muitas frases, muitas vezes ele diz que nós temos que viver neste século de maneira justa, pia, aguardando a bem-aventurada esperança. Por isso, nós temos que tentar viver o melhor possível a nossa vida, porquê? Porque estamos a preparar-nos para a vinda de Jesus. Isso é um horizonte que não é apenas uma expectativa sobre o futuro, altera completamente a maneira como nós vivemos o presente. A nossa conversa está sempre muito alta e muito importante, mas por questões mesmo, digamos, de responsabilidade no programa, nós temos que fazer aqui um curto intervalo.
Nós voltamos para a segunda parte para continuarmos a falar daquilo que poderá ser a eternidade e daquilo que a Bíblia nos apresenta como a eternidade. Não saia do seu lugar. Será um intervalo muito breve. Voltamos já a seguir. TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança. Voltamos para a segunda parte do programa A Bíblia Aberta. Estamos no final desta temporada, estamos a falar sobre eternidade, porque realmente este é o tema que nos leva a concluir que de todo o projeto de vida, de crescermos numa relação com Deus, vai haver um prémio, digamos assim, vai haver uma recompensa e a recompensa será eterna. Será estarmos olhos nos olhos com Jesus, face a face, poder abraçá-lo, poder ouvi-lo.
Vai ser extraordinário, de certeza absoluta. Antes de nós continuarmos a nossa conversa aqui, eu tenho algo para lhe oferecer. Se é da sua vontade ter este guia de estudo, nós temos o grato privilégio de poder oferecer-lhe um exemplar. Este tem por título Mente Feliz. O que é que poderá encontrar neste guia de estudo? Poderá encontrar um tema, entre muitos outros, que eu acho que é muito interessante de nós podermos refletir, é como é que nós podemos sair da ansiedade excessiva. Eu creio que, nos dias em que nós corremos e vivemos, de certeza absoluta que a ansiedade é algo que está muito presente na nossa vida, infelizmente, às vezes de forma até de prejudicar grandemente a nossa saúde física, mental e até espiritual.
Então, se desejares, poderá pedir solicitar gratuitamente este guia de estudo para o 933 93 92 91 933939291 e nós teremos muito gosto em enviar para a sua casa e oferecer-lhe um exemplar. Já sabe, mande então uma mensagem a solicitar o tema Mente Feliz, guia de estudo. O nosso tempo é reduzido, vamos aproveitá-lo da melhor maneira. Voltamos então à nossa conversa e eu gostava de incluir aqui uma outra ideia, que agora é uma ideia que Apocalipse explora bastante e que eu acho que é muito
bonita. E eu até vou fazer esta pergunta à Hortelinda, porque vamos falar aqui de casamento, se quisermos, não é? Eu gostava de ir a Apocalipse capítulo 21, versículo 9. Porque no versículo 9, o versículo é muito interessante. 21 de Apocalipse, versículo 9, diz, vem mostrar-te-ei a esposa, a mulher do cordeiro. Eu creio que nada melhor do que perguntar a uma senhora e ela até poderá, se calhar, reviver os seus tempos, digamos, de noiva. Mas, Hortelinda, qual é o significado teológico, se quisermos, desta imagem de uma noiva para descrever a relação que Deus vai ter ou que quer ter com o seu povo? Ser noivo é qualquer coisa de espetacular, não é? Eu imagino. Aqui nesta mesa só eu sei o que é ser noivo, não é?
Você sabe o que é ser noivo. Mas eu penso que o noivado não se vira da mesma maneira do lado masculino que do feminino, visto que as mulheres investimos, portanto, esta... este momento do entusiasmo e de uma intensidade emocional muito grande. Mas esta imagem da noiva, a esposa, é uma imagem muito presente na Sagrada Escritura, já no Antigo Testamento, e evoca um tema de base, que é o tema da aliança. O Deus que liberta o seu povo do Egito, da terra da escravidão e o leva através do deserto para a terra da promessa e se compromete a ser o seu Deus, compromete-se a prover, a guiar, a proteger.
a orientar, ele estabelece uma aliança com este povo. Este povo lhe pertence, da mesma maneira que Deus é fiel. Portanto, em tudo isto que ele promete, o seu povo deve ser fiel, escolhendo a ele como único Senhor da sua vida, único Deus, e ser obediente às suas leis, porque é ele que realmente sabe o que é bom. Esta aliança é muito interessante, que indica um compromisso. O amor antes do noivado ou antes do casamento ainda pode não ter esta característica do compromisso. O compromisso é o que dá realmente seriedade à aliança. Deus compromete-se e o povo compromete-se e ambos são fiéis a esta aliança.
É Isaías que diz no capítulo 54, versículo 5, porque o teu Criador é o teu marido. O Senhor dos Exércitos é o Seu nome. O Santo de Israel é o Teu Redentor. Ele é chamado o Deus de toda a Terra. Ou seja, o Senhor, o Teu Criador, é o Teu Marido. Esta é esta ideia, portanto, da aliança e ela vai atingir o ponto mais forte e também mais dramático quando Deus pede a um Seu profeta no Seu casamento traduzir aquilo que se passa no casamento entre Deus e o seu povo. Como sabemos, é o profeta Oseias que desposa uma mulher que lhe é infiel e é a maneira de Deus dizer ao seu povo como eles são infieis.
Deus é fiel nesta aliança, mas o povo é realmente um povo infiel. No Novo Testamento, esta imagem traduz a mesma A mesma ideia é a nova aliança, que é agora a definitiva, entre Cristo e a humanidade crente, entre aqueles que aderem a Ele e é composta, portanto, por todos os que nele creem, como Salvador e Senhor. Portanto, é o Senhor e o Senhor. Portanto, é Ele que guia, é Ele que prevê, é Ele que mostra o caminho, é Ele que dirige. E a sua amada, portanto, que é a noiva, que é a igreja, portanto, deve segui-lo. Todos os que entram em aliança com Cristo pelo batismo formam esta noiva, esta noiva-esposa de Cristo.
O apóstolo Paulo, na Epístola aos Efésios, ele expressa-o muito bem quando ele diz aos homens maridos, amai as vossas mulheres, como também Cristo amou a Igreja. E assim mesmo se entregou por ela para a santificar. para apresentar a si mesmo uma igreja gloriosa, sem mácula, sem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Portanto, é o amor que está na base desta aliança. Mas esta aliança implica um compromisso, um dom, uma fidelidade, tanto da parte do esposo como da parte da esposa. Então, Jesus, na sua primeira vinda, veio na realidade estabelecer, poderíamos dizer, um noivado com a humanidade crente.
Todos os que creem fazem parte, portanto, da sua igreja, que é a sua noiva. Mas entre a sua primeira vinda e a sua segunda vinda, podemos dizer que é um período de noivado. Nós já amamos o nosso Senhor, já lhe pertencemos. O meu amado é meu e eu sou dele. Este amor já existe. Mas há um momento em que nós nos vamos encontrar, como já foi dito aqui. Esse momento do casamento, que é um momento particular e específico. Tu referiste aqui no capítulo 21 de Apocalipse, mas eu ainda gosto mais no capítulo 19, quando fala deste encontro entre a noiva e o noivo, No capítulo 19 do Apocalipse, a partir do versículo 7, diz assim, e demos-lhes glória.
Por quê? Porque vindas são as bodas do Cordeiro. E já a sua esposa se aprontou e foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente, porque o linho fino são a justiça dos santos. Tanto alegremos-nos e podemos nos alegrar porque isto não é conversa fiada. O Senhor diz, escreve porque estas palavras são fiéis e verdadeiras. Ou seja, nós temos aqui o princípio de que o noivo já nos escolheu e este é o tempo da noiva escolher o noivo. A noiva escolhe o noivo, a noiva também já escolheu o noivo. Sim, nesse sentido. É o sentido da liberdade. E é também o sentido do tempo. Porque não podemos esquecer que a noiva é uma realidade em movimento.
É uma comunidade crente, que vem desde o primeiro século até hoje. São muitas e sucessivas gerações que se estão preparando para este encontro. Mas, na realidade, quando o Senhor voltar, todos estaremos lá. Todas as gerações estarão lá, mas todas elas terão que ter feito realmente esta preparação, porque diz o texto, já a sua esposa se aprontou. Eu penso que este estar pronto, visto que a igreja é um movimento humano na história, este estar pronto também está completado. Porque eu penso muitas vezes, se Jesus estivesse vindo... Falamos nesta urgência da vinda de Jesus. Todos se esperaram. Mas se Jesus estivesse vindo no século passado, nem vocês nem eu lá estaríamos.
Mas eu creio que Deus me viu desde toda a eternidade. Ele sabia que eu ia estar. Portanto, Ele sabia que Jesus não podia vir no século passado. Portanto, Deus espera que a igreja, a noiva, esteja a nível do número completa. Este estar pronto é estar pronto todos aqueles que realmente quiseram. Houve oportunidade e possibilidade para todos. E estar pronto porque está madura, atingiu um estado de santificação, de maturidade espiritual, que pode agora encontrar-se, portanto, com o seu noivo. Logo, este tempo de espera que todos nós temos, que, como dizia o Pedro e também o Mário, É o tempo da nossa vida, não é?
A nossa vida é curta e fugaz, mas eu tenho a minha vida para me aprontar. Cada um de nós tem a sua vida para se aprontar. E é importante que estejamos prontos quando a nossa vida termina, mesmo que ainda Jesus não tenha vindo. Ela é cheia de expectativa, a euforia do noivado, a preparação. Toda a vida, e penso que foi o Pedro que disse isto, toda a nossa vida hoje, com aquilo que tem de positivo e de negativo, é vivida em função desse encontro. O nosso foco está nesse encontro. É por isso que Paulo diz a Tito que é a bem-aventurada esperança. Essa bem-aventurada esperança tem sustido a Igreja, que tem consolado, que tem dado força na caminhada e que tem, como sabemos, os mártires quando entravam no...
Na arena, não é para morrer por Jesus. Eles pensavam na vinda de Jesus. Eles escreveram lá nas catacumbas de Roma, Maranata. É realmente esta esperança que anima, que fortalece, que tem fortalecido a Igreja ao longo dos séculos e nos fortalece a nós ainda. Portanto, em breve estaremos lá. nas bodas do Cordeiro. Será um encontro glorioso, visível, com efeitos eternos. Não há mais sofrimento, não há mais dor, não há mal, não há morte. Será realmente o início de uma nova vida. Então aí o casamento estará realmente celebrado. Temos que estar lá. Temos que lá estar. Exatamente. Que alegria nós podermos saber que Deus está a preparar todas as coisas, por iniciativa dEle, estendendo-nos a nós o privilégio deste casamento eterno, como a Hortelinda estava a falar.
E nós sabemos que Deus não deseja que este casamento seja quase como que uma surpresa não conhecida. Vai ser uma surpresa, mas nós temos consciência daquilo que o Senhor Deus está a programar. Eu gostava muito rapidamente de ir ao centro da eternidade. Não sei se é possível usarmos esta expressão, irmos ao centro da eternidade, porque é muito profunda, mas eu gostava de ir a Apocalipse capítulo 7, versículo
17, porque nesta passagem fala aqui de alguma coisa muito importante. Diz que porque o Cordeiro porque o Cordeiro, que está no meio do trono, os apachentará e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida. Mário, tentando encontrar aqui este centro da eternidade, o que nós podemos dizer desta figura do Cordeiro como pastor? mostrar-nos, de alguma forma, o centro da experiência eterna que será a nossa experiência como povo de Deus no céu. Ou na eternidade, se quisermos. De facto, o Cordeiro de Deus, como disse João Batista, ele é também o nosso pastor. É quase uma contradição um cordeiro ser o pastor, mas aqui ele é cordeiro, mas também é o cordeiro pascal, aquele cordeiro que estava prometido desde a fundação do mundo, não é?
e que ao longo do Êxodo e ao longo do Antigo Testamento sempre teve como figura central. Foi esse cordeiro que apareceu a Moisés, foi esse cordeiro na forma de anjo que apareceu também a vários profetas e patriarcas. E agora é esse Cordeiro que é, no fundo, o centro da nossa esperança e que é o foco da nossa fé e que é a razão de ser da nossa vida também. É ele que está no centro, que está no trono, como diz o texto do Apocalipse. O texto diz mais, diz que ele torna-se o nosso guia quando nós temos uma relação pessoal com ele no céu. No céu, o cordeiro que está no meio, diante do trono, os apacentará e os conduzirá às fontes da água da vida, como tu disseste, e Deus lhes enxugará dos olhos toda a lágrima.
Nós, na nossa perspectiva da vida, da vida eterna, eu tenho uma perspectiva, eu tenho por, enfim, talvez por deficiência profissional, tenho uma visão muito racional. E quando vejo aquelas imagens idílicas que estão descritas em Isaías, do lobo e do cordeiro, talvez já gostasse muito delas quando era criança, mas agora já não me dizem tanto. Tenho sempre muitas perguntas, porque dos textos todos, que existem sobre a vida na Nova Terra, aquilo que eu mais gosto é o do apóstolo Paulo. Sabem qual é? Aquilo que diz assim... As coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem penetraram no coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam. Quer dizer, nem essas imagens conseguem render e traduzir o que vai acontecer.
Porque as imagens, para mim, têm sempre muitas perguntas. Muitas vezes fico um bocadinho a pensar, não digo nada a ninguém, mas sei lá, quando as pessoas se dizem, quando se despedem de alguém que está no leito de morte, nós encontramos um árvore da vida debaixo, vamos lá encontrar-nos no dia de sábado, por exemplo. E eu fico a pensar. Eu hei de abraçar Jesus e estar com Ele e depois eu penso assim, quantos milhões é que não haverá na Terra, na nova Terra? Quantos milhões? Eu ponho a pensar nisto, mas seguramente muitos milhões, porque estas gerações todas de crentes há de haver muitos justos e a gente não sabe quantos, mas têm que ser milhões e milhões. Não se podem contar. Não se podem contar, não é? Então, se todos quiséssemos abraçar Jesus, tínhamos que esperar talvez um bilhão de anos para poder ter essa oportunidade.
Estão a perceber? As perguntas é que eu faço. Se eu tiver... Mas não importa se sejamos os últimos, ok? Exatamente. Há tempo. Se tivéssemos todos que encontrar alguém, um amigo, na árvore da vida, se estão lá milhões a procurar uns dos outros, como é que é? Portanto, todas estas perguntas, que são muito racionais, quer dizer, mas que a mim não me preocupam. Não me preocupam porque o mais importante é que tudo aquilo que nós pensamos, tudo aquilo que nós imaginamos sobre a vida na Nova Terra não chega sequer à sombra daquilo que vai acontecer e, portanto, nós não temos capacidade de perceber porque nós estamos a lidar com quem? Com o Criador, com o autor da vida, com o autor do universo, com o autor do micro e do macrocosmos e, portanto, nós não temos capacidade de compreensão do que é a vida eterna.
E não temos esta capacidade, como nos disse o apóstolo Paulo muito bem neste texto, e quando nós lemos, o que nós temos que fixar é que a figura do Cordeiro, como pastor, de facto, redefine a nossa perspectiva cristã. Ele é o autor da nossa fé e ele é a pessoa que nós queremos ver na Nova Terra e que queremos abraçar verdadeiramente, não é? Porque está no centro, como diz o texto, ele está diante do trono, mas eles conduziram-nos aonde? Às fontes de água viva, às fontes que nos dão a vida eterna. E nós, aquilo que temos que fazer é numa relação pessoal com Deus, com Jesus, e como é que temos essa relação conhecendo-o?
Porque é através do conhecimento, como já vimos, não é? A vida eterna é conhecer a Deus. Conhecer como? Através do estudo da sua palavra, através da oração, através da tal via de dois sentidos, que é ouvir e falar, ouvir e falar, aí podemos estar certos de que Ele nos vai dar o galardão de estarmos um dia com Ele na vida eterna. Muito bem. Eu diria que o tempo foge quando nós falamos da eternidade porque há tanta coisa para dizer. Estamos na reta final e a última pergunta será para o Pedro. Eu acho que nós, quando estamos, digamos, na preparação, por exemplo, de um casamento, e o Pedro falava aqui, que daqui a alguns dias irá participar num casamento, todos nós temos aqui uma intenção de convidar o maior número de pessoas, ou então, pelo menos, aqueles que nos são mais queridos, mais próximos, e fazemos convites para as nossas festas.
Jesus também usa este mesmo princípio e também usa um convite, digamos assim, modelo para nos convidar às bodas. E se formos agora à Apocalipse 22, e é com esta passagem que nós iremos fechar,
no fundo, este episódio e esta temporada, capítulo 22, versículo 17, é aqui o convite, digamos, que Jesus faz à humanidade. E o Espírito e a esposa dizem, vem, e quem ouve diga, vem, e quem tem sede, venha, e quem quiser, tome de graça da água da vida. Este versículo é brilhante, é fantástico. Por fim, Pedro, estamos mesmo a terminar, temos dois ou três minutos, mas o convite está feito, quer queiramos, quer não. Para mim, para ti, para todos nós, é um convite de graça que a Cristo nos faz. Como é que este convite, que é universal, como há pouco a Hortelinda falava, o Mário referiu também, vão ser milhões e milhões de pessoas, incontáveis se quisermos, como é que este convite universal pode revelar a natureza complementar da graça e também da responsabilidade humana na resposta que nós podemos dar ao plano da salvação.
É, eu acho que é muito interessante podermos, na verdade, terminar esta temporada com este tema e esta pergunta porque, em certo sentido, resume muito do que nós estivemos a ver aqui ao longo destas semanas. É de que não há nenhuma incompatibilidade entre estas duas dimensões. Que a salvação só é possível por uma graça estendida, um favor que não é merecido e que é Deus que estende, mas ninguém vai ser salvo se não for buscar a salvação que está estendida. Estas duas coisas são as duas verdades ao mesmo tempo. Não são incompatíveis. Este texto, que parece que não tem nada a ver com os conceitos teológicos de graça, que nós normalmente vamos mais para o apóstolo Paulo explorar isso, quando ele elabora teologicamente esses conceitos, mas aqui isso está elaborado ou apresentado de uma maneira diferente.
Porque nós vemos, por um lado, que a graça é uma iniciativa divina. Aqui nós vemos que é... É o Espírito que diz. Vem. É um convite que está a ser feito. É uma oferta que está a ser feita. Vem. Está aqui. Podes vir. É de graça. Então, essa afirmação desse propósito divino está totalmente afirmado, o que está em tanta coerência com outras passagens bíblicas. Sei lá, a primeira de João 4 que diz que nós o amamos porque ele nos amou primeiro. É o amor primeiro de Deus. É que é a fonte da salvação ser possível.
A graça de Deus manifestou-se trazendo salvação a todos os homens, diz Tito. Ou seja, a salvação é um processo que começa sempre com Deus. Por isso é que a graça é verdadeiramente o agente da salvação. A graça é anterior a tudo. A graça é universal. A graça é gratuita. Só que graça não significa que é coerciva. Caso contrário, não era graça, era um martelo de salvação. Vais salvar-te e vais mesmo. É um bocado o que nós, às vezes, pais, fazemos com os nossos filhos quando eles são mais pequenos e eles não querem comer. Mas como nós precisamos que eles comam, porque é para a salvação deles, nós dizemos, vais comer, vais. E é muito clássico o pai ou a mãe dizerem isso. Eu não quero comer. Comes, comes. E a gente vai ali, agarra, mete o...
Às vezes, quando estamos chateados, quando eles são pequenos, abrimos a boca, vais comer. Ou seja, o que parece uma contradição, quer dizer, a comida é a nutrição que a pessoa precisa, mas é alguém de fora que obriga o outro a comer. A salvação não acontece assim. Deus estica uma colherada de graça e de salvação e diz, queres beber, queres comer? É bom. Mas não diz, agora toma lá, que és obrigado a comer. Não. Por isso o texto diz, quem ouve, quem tem sede, quem quiser. Esta expressão é essencial aqui. Mas isso não quer dizer que haja uma indiferença da parte de Deus. Não. Porque apesar de tudo Deus não aperta o nariz para quebrarmos a boca, mas ele insiste, ele cria por vezes condições.
Isso. Ou seja, ele quer com intensidade que nós realmente aceitemos essa salsa. Sem dúvida. Ele faz tudo o que é possível. E esse teu comentário joga aqui perfeitamente com um texto que eu coloquei aqui, que é de Jesus, que é um pouco a descrição do que acabaste de fazer, que é em Mateus 23, Jesus diz, quantas vezes, diz a Jerusalém, eu quis juntar os teus filhos e tu não quiseste. Quer dizer, Deus está a dizer, eu tentei, eu fiz tudo. E está a chorar porque eles não quiseram. Está a chorar, está a pedir, é este convite, vem. Ele mostra de todas as maneiras, só que ele respeita a liberdade humana de escolher. Por isso, a graça é um convite muito forte, muito significativo, é um chamado intenso. Deus usa todos os mecanismos possíveis para que a graça produza efeito, mas ele não força.
É por isso que a resposta humana é necessária. E por isso é que, ao longo desta temporada, nós falámos tantas vezes aqui sobre o crescimento na fé. É uma coisa que depende muito das nossas escolhas, das nossas ações. Quer dizer, se eu não quiser ler e estudar a palavra de Deus, é evidente que as bênçãos, as riquíssimas bênçãos que ela tem, eu não vou poder usufruir delas, pois se eu não leio, se eu não estudo, se eu não orar e buscar comunhão com Deus, a bênção dessa comunhão não pode cair sobre a minha vida, porque eu não quis. Vai cair sobre aquele que lutou e orou e aproximou-se de Deus. Então, eu acho que isto resume perfeitamente esta ideia de que Deus tem a graça estendida e nós temos que aceitar. Foi tão bom conversarmos sobre a eternidade, mas melhor será se nós pudermos estar um dia no céu.
Estamos todos convidados. Estamos todos convidados e esse convite ainda se mantém e manter-se-á enquanto estivermos neste mundo, enquanto houver vida. Foi desta forma, falando da eternidade, que encerramos mais uma temporada crescendo. no conhecimento e na preparação da nossa eternidade para nos encontrarmos com Deus. Eu quero-vos agradecer, mas quero-vos lançar o desafio da próxima semana de podermos estar aqui. Vamos começar uma nova temporada, mas eu quero que vocês estejam comigo para voltarmos a conversar. Agora, num outro tema. Quanto a si, já sabe, se foi boa a nossa companhia, se ao longo desta temporada conseguiu aproximar e fortalecer a sua fé, então marque a encontro connosco na próxima semana, porque voltaremos.
para falarmos agora de duas epístolas de Paulo. Vamos falar de 1ª e 2ª de Coríntios. Vamos deixar isso para a semana com muita expectativa, que também será uma temporada muito interessante, porque o apóstolo Paulo tem sempre muitas coisas para nos oferecer. Antes de fecharmos este episódio, eu quero só relembrar-lhe que temos Mente Feliz, é o guia de estudo para lhe oferecer. Se tiver interesse em receber gratuitamente em sua casa, já sabe, poderá ligar, ou melhor, poderá mandar uma mensagem para o 933-939291 e nós, deste lado, faremos o favor de lhe entregar gratuitamente em sua casa para que possa usar este guia e possa aprender mais sobre estes temas. Quanto a nós, como eu disse, voltamos na próxima semana para iniciarmos uma nova temporada, para podermos encontrar Jesus consigo também.
Fica aqui o Bíblia Aberta. Até para a semana, se Deus quiser.
Neste episódio, o programa Bíblia Aberta encerra a temporada com um dos temas mais profundos da fé cristã, a eternidade. Uma conversa envolvente que nos leva a refletir sobre o fim de todas as coisas, a esperança da volta de Jesus e o encontro definitivo com Deus.