Tal como prometido na semana passada, voltamos a estar consigo para abrirmos a Palavra de Deus e nos próximos minutos podermos manter a Bíblia aberta, de modo a podermos encontrar nela aquilo que nos faz falta para a nossa vida. Hoje vamos falar sobre a fé, tendo fé. O que é necessário para nós descobrirmos a fé, mantermos essa fé, de modo a um dia podermos nos encontrar com Jesus face a face? Estamos a estudar durante esta temporada um tema bastante interessante, crescendo e descobrindo a forma de nós conhecermos Deus, de podermos nos relacionar com Deus.
E o tema da fé é, sem dúvida, um dos aspectos importantes a ter em conta. Já sabe que o programa Bíblia Aberta é um programa que faz parte da programação da TV Novo Tempo, que está no canal 186 da Mel. É aqui que nós estamos. Se tem a mel, já sabe, pode sintonizar o canal 186, marcar este como o seu canal de excelência e poder também dizer a todos os seus amigos que este canal existe para lhe trazer esperança à vida. Se porventura não tiver este canal e estiver a ouvir-nos pela Rádio RCS, saiba que a programação do Programa Bíblia Aberta está semanalmente no encadeamento dos programas da Rádio RCS.
Se não puderes nem num nem no outro, então vá ao YouTube e encontre o canal da TV Novo Tempo Portugal, porque existe a TV Novo Tempo Brasil, nós somos Portugal, e por isso aqui também encontra o nosso programa, o Programa Bíblia Aberta. Também ficou marcado, na semana passada, que esta semana nós iríamos manter os mesmos convidados. Tenho comigo três companheiros, três amigos, que me vão fazer companhia durante esta, praticamente, hora de emissão. e que nos ajudarão a encontrar alguns aspectos importantes da fé. Pedro, olá. Sejas bem-vindo. Obrigado. Inês também. Olá, Inês. E o Carlos. Voltamos a ter o Carlos connosco.
É um prazer. Olá, Jorge. Obrigado. E que a nossa conversa hoje possa ser tão boa como foi a da semana passada, em que nós não vimos o tempo passar, mas ele passou. E é de certeza absoluta que hoje nós iremos ter também muito para dizer sobre a
fé. E para isso eu gostava que nós aqui em estúdio pudéssemos abrir as nossas bíblias em... no capítulo 11 de Hebreus, versículo 1. E você aí em casa, se tiver a sua Bíblia à mão, faça com que ela esteja aberta durante este tempo. Poderá ser em papel, poderá ser a partir do telemóvel ou do aparelho qualquer, não importa. Desde que tenha a Bíblia consigo, é muito importante para seguirmos as leituras. Vamos ler então em Hebreus, capítulo 11, versículo 1. Diz, ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem. Inês, vou começar por ti. Como é que este versículo pode definir a fé bíblica, contrastando-o com outras ideias que nós podemos ter sobre a fé?
Ok, se calhar vamos até começar pelas outras ideias que podemos ter sobre a fé. Porque, atualmente, Há várias ideias que não correspondem ao que a Bíblia nos quer ensinar. Por exemplo, há pessoas que veem a fé como uma opinião, uma crença vaga, dizendo uma esperança incerta. Vamos ver se está certo. Talvez aconteça. Tenho fé que isto vá acontecer. Ou uma superstição, fazendo certos gestos, rituais, que acham que são quase mágicos. e que para eles é um sinal de fé, mas que se calhar não vão... que não correspondem ao que a Bíblia quer ensinar também.
Ou então este otimismo que diz, tenho fé que vai correr tudo bem, é quase um esper que vai correr tudo bem, não é? Mas na Bíblia a fé não é bem assim que Deus nos quer explicar a fé. A fé é diferente. É convicção baseada na revelação de Deus. Neste versículo, que é o versículo que nós temos como base de explicação do que é fé, podemos dizer, ou até releer outra vez, a fé é a certeza das coisas que se esperam à convicção de factos que não se vêem. Esta minha tradução, se calhar, diz de uma maneira um pouco diferente, mas o que é certo é que temos a fé de uma maneira diferente.
Então, a fé não é um sentimento. Neste versículo vemos que a fé não é um sentimento. Não depende da emoção, mas depende da confiança em Deus. E é querer sem evidência. Às vezes há pessoas que também vão acreditando, e se quer só para dar mais um pontinho em relação a algumas coisas que as pessoas acreditam, mas não têm fundamentos, Eu vejo os jovens também na internet que acreditam em qualquer coisa que é postada. Uma pessoa que nem sequer tem formação, mas que afirma algo sobre a Bíblia e já acreditaram, não é? Então, a Bíblia diz que a fé não é bem assim, mas há umas evidências que nós precisamos de pôr aqui.
Então, a palavra de Deus é a base da nossa fé, as promessas de Deus, a história e a ação de Deus. Então, o firme fundamento das coisas que se esperam indicam que a fé bíblica não é apenas o desejo ou o pensamento positivo, é uma confiança sólida naquilo que Deus promete. Jesus prometeu voltar na Bíblia e eu não fico a dizer que espero que isto vá acontecer. Eu tenho a certeza que vai acontecer, porque Deus prometeu, e se Deus prometeu, eu confio nesta palavra, nesta promessa. Então, a fé bíblica tem base no carácter e na palavra de Deus, e não só nestes sentimentos humanos. A fé comprova do invisível, não é? A segunda parte deste versículo fala disso.
E diz-nos que a fé significa que nós aceitamos como algo real aquilo que não vemos. Confia na realidade espiritual e nas promessas de Deus. E este próprio capítulo dá exemplos de pessoas que agiram com base nessa certeza, antes de verem o resultado. E eu peguei aqui logo no versículo 8, em Hebreus 11, 8, que diz, ele foi, ele obedeceu. Ele não sabia qual era o resultado, ele não sabia para onde é que ele ia. mas obedeceu. Sendo chamado, obedeceu.
E foi. Então, nós vemos aqui que Abrão tem uma fé muito grande, porque ele confiou na certeza daquilo que Deus prometeu. Ele confiou a 100%. Ele foi, ele largou tudo para trás. E tinha a convicção de que aquilo ia acontecer, mesmo que ainda não tenha visto. Então, tem aqui uma confiança activa que o levou a agir. Então, a fé não é um desejo, não é um sentimento, não é uma crença cega, mas a confiança firma em Deus, nas suas promessas. Isto também só pode existir porque nós já temos também uma relação com Ele e recebemos este dom da fé. Em Romanos 10, 17, diz-nos que a fé vem pelo ouvir e ouvir a palavra de Deus. Então, isto já inclui a nossa relação com Ele.
e não é algo que nós possamos gerar por nós próprios. Hoje tenho mais fé, mas, na verdade, em Romanos 12 diz que Deus repartiu a cada um a medida da fé. E em Efésios 2, versículo 8 e 9, transmite-nos a ideia que a fé é um dom de Deus. Então, se nós temos fé, ou se queremos mais fé, temos também de pedir, como os discípulos, pediram a Jesus, aumenta-nos a fé, porque é um dom de Deus e Deus quer ajudar-nos a crescer na nossa fé, na nossa relação com Ele. E, claramente, às vezes a fé, então, é um salto no escuro. É no escuro porque nós não vemos o que está a acontecer. Imagina aqui um precipício, eu não vejo o que está ali, mas porque eu conheço este Deus, porque eu sei quem Ele é, então, sem saber se tem ali uma rede ou não, eu salto.
porque de certeza que vou ser apanhada, porque se Deus me disse para ir, é porque vai correr bem, não é? Então, isto é fé e é uma experiência que temos todos de fazer também individualmente. É curioso que o próprio Jesus até nos deu a dimensão da nossa fé. Se ela for do tamanho de um grão de mostarda, nós teremos capacidade para ultrapassar, digamos que, todas as fases mais difíceis da nossa vida. E por isso é que Jesus vai dar uma importância grande e vai reconhecer a nossa fé. Ele próprio reconhece a nossa fé. Por pequenina que ela possa ser, e obviamente que quando nós falamos de um grão de mostarda quase que não se vê, um grão de mostarda não é maior do que um grão
de areia, basicamente, e se a nossa fé tiver apenas esse tamanho, já será uma fé poderosa. Então, se nós formos a Mateus capítulo 15, versículo 28, Nós vamos encontrar aqui um exemplo desta fé grande. Se calhar esta pessoa tinha fé também de um grão de mostarda. Vamos ver o que é que o versículo diz. Mateus capítulo 15, versículo 28 diz... Carlos, Que elementos tornam esta fé grande, como Jesus referiu a esta mulher, sobretudo no nosso dia-a-dia, aos olhos de Jesus?
Como é que a nossa fé pode ser uma fé grande? Eu gostava de dissecar um pouco aqui estes... Tu leste o último versículo, portanto, desta desta experiência que é passada aqui com Jesus, eu gostava de dissecar um pouco aqui estes sete versículos. Peço desculpa, sou aqui um bocadinho mais ao pormenor, mas eu acho que é tão interessante percebermos todos estes detalhes que eu não gostaria de deixar nenhum de fora. Nós temos que, primeiro temos que ver, situar o que é que se está a passar naquele momento. Portanto, Jesus vem da multiplicação dos pães, que vinham a acontecer há relativamente pouco tempo. Portanto, Jesus está numa parte itinerante da sua do seu caminho, do tempo que passou aqui nesta terra.
Ele é seguido não só pelos seus discípulos, mas também por uma multidão que vem com ele, entre os quais vêm homens letrados, homens fariseus, vem uma série de gente que vem atrás dele. E chegamos a este ponto e começamos pelo versículo 21 que diz-nos que ele está nas regiões de Tire e Sidon. Portanto, ele está ali na Fenícia, que era um importante ponto comercial, onde muitas pessoas de muitas nacionalidades e origens vinham ali ter. e diz-nos que, no versículo 22, que há uma mulher cananeia que se segue a ele. Portanto, logo aqui temos aqui uma questão importante que é, primeiro, é cananeia, ou seja, isto quer-nos dizer que ela é uma mulher pagã, ou seja, que é uma mulher que não é, portanto, dentro do...
portanto, é gentia, portanto, não é dentro da parte judaica, e depois é mulher. Ou seja, são aqui logo dois pontos. Mulher, também, pressupõe aqui que na sociedade não é tão bem vista. Portanto, há aqui dois pontos que são importantes. E depois ela vai ter com Jesus, grita, porque ela quer ser ouvida, porque Jesus está no meio de uma multidão, imagino pessoas a tentar falar com ele, etc. Ela grita, porque ela tem algum desespero também com ela, e ela diz uma coisa muito importante. Senhor, filho de Davi. Ora, esta mulher que é pagã, que é uma mulher que na sociedade não é tão bem vista, ela interpreta aqui logo uma situação muito importante.
Ela diz que este é o Messias. Porque se ela diz que é o filho de Davi, ela interpretou e ela sabe que ele é o Messias. Este é um ponto logo bastante importante. E depois ela apresenta o problema que lhe passa, que a filha está possessa. Jesus não responde naquele momento. É interessante. Mas o que é que os discípulos dizem logo imediatamente? expulsa esta mulher daqui. Está aqui a criar problemas, ela está aqui aos gritos, manda-a embora, corre com ela. E depois Jesus tem uma parte, nos versículos seguintes, muito interessante. Jesus aqui faz quase que uma... como é que eu ia dizer?
prova, digamos assim, prova ali um pouco mais a situação dela. E diz que ele foi enviado às ovelhas perdidas da casa de Israel. Portanto, Jesus dá ali logo uma ideia de que, atenção, que eu não tenho tempo para ti, ou seja, eu vim para a casa de Israel. E depois diz, e a seguir, no versículo 25, muito importante, ela, diz a Bíblia, ajoelha-se diante dele. Ela não desiste. Ela não desiste. Ela não desiste e, mais do que tudo, ela mostra que Aquele é o Messias e ela ajoelha-se perante ele. Entretanto, Jesus diz-lhe mais, até diz-lhe mais de uma forma que até pode ser um pouco ofensiva, que é... Ela quase que diz que eles são os cães, não é?
Porque estava tão embaixo na questão da sociedade que ele veio dar o pão àqueles para quem ele veio, que seriam os judeus, mas que eles... são os cães que não têm direito sequer a partilhar do pão. E ela responde de uma forma incrível. Incrível. Ou seja, ela diz que, mas também os cães comem as migalhas que caem da mesa dos seus donos. E esta frase foi aqui uma pedra... Jesus já sabia o que é que se passava no coração dela. Jesus não precisava... Se estivesse ali sozinho acredito que Jesus não tinha dito nada disto. Jesus pura e simplesmente lhe dizia, olha, o que lhe disse no versículo 28. Portanto, a tua... Grande é a tua fé, pois seja como tu queres.
Ou seja, dizia-lhe imediatamente. Mas Jesus tinha... queria que passasse esta mensagem não só para os discípulos, mas para todos aqueles que estavam ali à volta. Primeiro, a grande preocupação que ele tinha não só com os judeus, mas com todos, com os gentiosos, porque ele tinha vindo para todos, não só para os judeus. E depois, também, que apesar dele ter desafiado ali um pouco a ver até onde é que chegava a fé desta mulher, ele... inclusive a trata por cães, etc., mas ela não desiste e mantém este discurso de que eu preciso de ti e eu acredito que tu me podes ajudar. E, portanto, respondendo à tua pergunta, é dizer que O facto dela ter acreditado, o facto dela não ter desistido de ser preservante, isto é para nós hoje uma lição tremenda, ou seja, porque a vida nem sempre nos corre como nós gostaríamos.
Muitas vezes nós oramos, e nós na semana passada até falámos um pouco sobre isto, Nós oramos e muitas vezes o tempo que Deus leva a responder não é aquele que nós às vezes pensamos que devia ser. Tudo isto junto muitas vezes faz com que as pessoas ou nós nos possamos sentir um pouco mais deixados ao acaso e voltamos para trás, não continuamos. E a fé desta mulher mostrou que, além de ser preservante, ela acreditava que Jesus lhe podia dar esta mensagem. Portanto, para nós hoje e para aqueles que nos estão a ouvir, acreditem sempre. Porque Jesus vai sempre responder. Ele vai sempre responder. Porque foi por isso que, e como disse a Inésia muito bem, ele nos deu este dom da fé.
É curioso ver que realmente esta mulher vem sem... Na semana passada nós falávamos das orações já preestabelecidas, o que nós fazemos, a ordem que damos e tudo mais. Esta mulher vem sem nada disso. Ela vem sem nenhum sinal religioso, digamos assim, evidente, que nos permitisse dizer, bom, ela já sabia e então veio porque já conhecia. Ela veio porque acreditou claramente que Jesus podia ser a solução.
E eu gostava que nós pudéssemos ver um pouquinho esta questão da fé e dos sinais religiosos que muitos de nós, enfim, temos à nossa volta. Em Marcos, no capítulo 8, lendo os versículos 11 e 12, nós vamos encontrar aqui também uma referência aos fariseus. Marcos 8, 11 e 12 diz que saíram os fariseus e começaram a disputar com ele, pedindo-lhe sinal do céu para o tentarem. e suspirando profundamente em seu espírito disse, porque pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo que esta geração não se dará, ou a esta geração não se dará sinal algum. E nós vemos aqui que... o Senhor Jesus foi confrontado com toda a espécie de situações.
Passamos de um caso tão evidente de uma mulher que acredita verdadeiramente que Jesus é a solução, para outros que põem em causa o ministério sagrado do Senhor Jesus. Pedro, porquê que Jesus considera tão problemática, digamos assim, uma fé que possa depender constantemente de sinais? Parece que se não virmos os sinais, nós não vamos acreditar. Mas se houver sinais, então estamos no caminho certo. A palavra que usaste é certa. Uma fé baseada nessa lógica transacional é uma fé problemática, para dizer o mínimo. Senão mesmo poderíamos dizer que não se trataria mesmo de fé. O que é certo é que esta passagem tem aqui elementos muito interessantes para a nossa análise, sobretudo porque nos ajudam a perceber de facto o que é que é fé.
A verdade é que o texto já indica que estes homens fizeram este pedido de sinais para tentarem Jesus, o que é evidente. que o evangelista quando escreveu isto, portanto não escondeu, é o narrador, ele está a escrever mais tarde, sabe tudo o que está em causa, portanto ele não esconde o facto de que o pedido de um sinal que é feito aqui não é numa lógica de confiança em Deus, de desejo até profundo de que Jesus, por exemplo, confirmasse alguma coisa. Eu ainda há pouco tempo estive com uma pessoa ainda muito jovem, que tínhamos uma conversa profunda sobre fé, sobre os caminhos da vida, e essa pessoa dizia-me que há muitos anos que tem desenvolvido uma forma de relacionamento com Deus, em que parte do seu relacionamento com Deus vem com o pedido de sinais.
Neste caso não estamos a falar de pedir milagres, de sinais como para ela ter confirmação, às vezes sobre decisões que tem de tomar, que ela desenvolve esta lógica que Deus lhe tem respondido de maneira muito profunda. No fundo ela pede a Deus que lhe confirme. Se calhar, olha, se for para ir por aqui, confirma-me desta ou daquela forma. E o testemunho, é um testemunho pessoal dessa pessoa, é de que tem sido uma maneira extraordinária de relacionar-se com Deus. E eu, claro, não ponho de maneira nenhuma em causa essa experiência e já tive... Enfim, testemunho de outras pessoas que usam também essa lógica. O que está totalmente... É um outro universo do que o que estamos aqui a falar. Por isso é que o evangelista Marques, aqui neste caso, embora esta história seja relatada por outros evangelhos também, mostram precisamente que a ideia não era pedir um sinal como uma intenção positiva de, quem sabe, alguma dúvida que eles ainda tivessem e quisessem confirmar.
Nós temos um exemplo bíblico, muito curioso até, que é a história de Gideão. Ele chega a ser quase engraçado. Parece que Gideão está a tentar por todas as maneiras que Deus lhe mostra que não é ele. Porque Deus chamou-o para uma missão para a qual ele não estava preparado. Então lembram-se que o gideão começa a pedir sinais. Mete lá um novelo de lã e diz... Hoje à noite o novelo fica todo molhado e à volta está tudo seco. E Deus vai atender e faz esse milagre, dá-lhe um sinal. mas depois ele diz, peço desculpa, mas eu não queria confirmar isto. Então ele pede que no dia a seguir seja ao contrário. Está o novelo totalmente seco e à volta tudo molhado. E, no entanto, Deus vai responder positivamente a essa espécie de desafio.
Estas evidências bíblicas mostram que nós não temos uma base bíblica para dizer que é pecado, é mau, é proibido, é horrível pedir a Deus um sinal. Porque nós temos estas evidências, estes testemunhos, tanto na palavra como na experiência de algumas pessoas. Nós temos um caso no Novo Testamento em que para a escolha, por exemplo, de uma pessoa, e neste caso até para um papel muito importante, para fazer parte do grupo dos discípulos, depois de Jesus ter partido, a Bíblia diz que foram lançadas sortes, para que fosse escolhido o nome. Isto a nós hoje, a maior parte de nós, somos uma coisa assim um bocadinho... Estranho, claro. Estranho, um bocado aleatório demais. O próprio Gedeão, quando teve que lutar, não é?
Com apenas 300 homens, não é? Exatamente. Acabamos de citar essa história. Ora, mesmo o Novo Testamento, isto é só para trazer uma história do Novo Testamento, que mostra que também houve esse pedido de sinais, usar uma evidência, digamos, como que assorte uma coisa aleatória que vem como uma evidência. E Deus, não há nenhuma evidência que Deus não tenha aceitado aquela forma. Porque, na verdade, essa forma de escolher um homem para uma função de serviço foi avante e tudo correu pelo melhor. O que quer dizer que sinais também fazem parte da possibilidade de uma relação com Deus. Eu quis fazer esta espécie de parênteses, ou pelo menos um pronto prévio, para que alguém, até que nos esteja a ouvir e que também já tenha tido esta experiência de pedir um sinal a Deus, de repente não sinta aquele desconforto de ter estado a fazer tudo errado porque vamos pôr aqui em causa a possibilidade de pôr um sinal.
Existem situações em que isso é possível. Esta situação, no entanto, é uma evidência de que pedir sinais pode ser, na verdade, a revelação de uma absoluta incredulidade. No caso destes homens, estes fariseus, é mais do que incredulidade. Porquê? Porque Jesus já lhes tinha dado evidências através de muitos sinais. E uma das provas mais evidentes que estamos a ver aqui a agir de má fé, não é com fé, é com má fé, é de que Jesus tinha acabado de fazer o milagre. Isto vem após o milagre da multiplicação dos pães, uma delas. O que significa que há uma evidência de que eles próprios tinham testemunhado, tinham acabado de testemunhar um extraordinário sinal.
Portanto, quando vêm a Jesus e dizem, dá-nos um sinal do céu, significa que ou eles estão incapazes de ver os sinais que Deus já está a dar-lhes, e no caso Jesus demonstrando como ele é de facto o Filho de Deus, como ele estava ali para representar esse poder de multiplicar o seu reino. Portanto, eles estavam cegos. Se não estivessem de má fé, que obviamente aqui é uma evidência, a outra alternativa é eles estarem cegos, incapazes de ver a realidade. Porque Jesus já lhes tinha dado essas evidências, então nós não temos aqui alguém que está à procura ou numa busca sincera porque tem dúvidas.
E ter dúvidas. Nunca esqueçamos que é uma parte muito importante da nossa relação com Deus e do nosso caminho de fé. Dúvidas. Ninguém tem só certezas. Aliás, melhor é duvidar de pessoas que só tenham certezas. Mesmo no campo da fé. Pessoas para quem parece tudo evidente, está tudo certo. A dúvida é um elemento muito importante do nosso caminhar. Porque a dúvida é que me vai colocar numa situação em que eu tenho que exercer verdadeiramente a fé que é. Eu não tenho a certeza. Eu avanço, tenho dúvidas, mas vou avançar na mesma. A dúvida nasce da fé. É isso. Portanto, essa dúvida cria para mim uma situação de que eu tenho que dar um passo sem saber qual vai ser o resultado.
Então, confio, rendo-me, entrego-me. Por isso, a dúvida faz parte da fé e nós aqui não temos homens com dúvidas. É por isso que é muito importante estabelecer a diferença. Nós temos homens que não querem querer. Por isso é que em Mateus também se usa a mesma história contada e o evangelista Mateus usa a expressão uma geração má e adultra pede um sinal. Enquanto aqui Jesus no texto de Marcos diz porque é que esta geração pede um sinal? Ele não adjetiva esta geração, mas quando vamos comparar com Mateus ele adjetiva como adultra. E quando vamos a João, que também tem várias histórias precisamente sobre o pedido de sinais.
João 6, por exemplo, que é paralelo a esta história também, mas João 4, 48, por exemplo, Jesus diz que se não viveres de sinais e milagres, não crereis. E aí, portanto, Jesus está a fazer uma frase de julgamento É uma frase negativa, dizendo que o vosso problema é precisamente que só crêem se virem sinais e milagres. Por isso, uma fé que depende de provas é um indício de uma fé que, na verdade, se trata de falta de confiança. Ora, a nossa fé tem que se basear em quê? Se houver alguma evidência para a nossa fé, ela não pode ser o milagre, o sobrenatural, uma ação extraordinária. Se há uma base, e tem que haver, uma base que traga solidez à nossa fé, qual é essa base?
É a palavra. É o que Deus já revelou. Por isso, a fé vem pelo ouvir, creio que há bocadinho até Inês já tinha citado esse texto, e o ouvir a palavra de Deus. O que significa que, sim, há uma dimensão de confiança que é preciso exercer, mas essa confiança é, em primeiro lugar, naquilo que já está revelado. Por isso é que a fé não é uma coisa cega, não é uma crendice. Porque se fosse apenas a expectativa de um milagre que viesse a acontecer, então sim, a fé era uma espécie de crendice, na possibilidade de uma coisa extraordinária acontecer. A nossa fé está baseada, em primeiro lugar, numa coisa que já está revelada. E é a palavra de Deus que a revela.
Por isso Jesus, em João capítulo 20, disse, bem-aventurados os que não viram e creram. E quando Jesus disse isso, que era no contexto da sua ressurreição, e quando ele fala, por exemplo, aos discípulos a caminho de Imaus, e depois fala a Tomé, que estava ali dúvida, não vou crer se eu não vir e tocar, é nesse contexto que Jesus diz, bem-aventurados os que não viram e creram. Mas agora é interessante que quando Jesus diz não viram e creram, é curioso porque quando colocamos isso em paralelo com o que ele fez no caminho de Imaus com os discípulos, diz que ele começou pelos profetas a mostrar-lhes como estava previsto e profetizar tudo o que o Messias havia de padecer. Ou seja, a palavra de Deus tinha evidência suficiente para que eles crescem.
Então nós percebemos como a fé não é uma aventura, uma espécie de imaturidade poeril, Mas nós temos evidência e uma base suficiente para fundamentar a nossa fé. Depois, precisamos é de exercer dependência de Deus. É curioso ver que, a dado momento, Jesus também vai medir a fé dos israelitas. Esta questão é uma questão muito interessante que nós vamos deixar para a segunda parte do nosso programa. É já a seguir, a um curtíssimo intervalo.
TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança. Cá estamos nós de novo para abrirmos a segunda parte do programa A Bíblia Aberta. Este é um episódio onde nós estamos a procurar desenvolver o tema da fé e a encontrar elementos importantes para a nossa vida, para o nosso dia-a-dia, de modo a que a fé seja uma ferramenta onde nós nos apoiemos e onde nós nos possamos, no fundo, chegar mais perto de Cristo. Terminei dizendo que realmente Jesus, a dado momento, vai fazer uma avaliação da fé entre o povo de Israel. E, para isso, nada melhor do que lermos Lucas capítulo 7, versículo 9. Porque aqui nós encontramos Jesus a falar da fé que havia entre o povo.
Lucas 7, 9 diz que, ouvindo isto, Jesus maravilhou-se dele e, voltando-se disso, à multidão que o seguia. Digo-vos que nem ainda em Israel tenho achado tanta fé. Talvez seja bom, Inês, nós tentarmos perceber quem é este, de quem Jesus se maravilhou, mas para sintonizarmos um pouquinho esta ideia, o que é que distingue a fé deste homem, que no fundo era um centurião, da fé encontrada em Israel? Qual é o contraste? É verdade que este centurião, que é recumano, é uma pessoa que não tinha nem a nacionalidade, nem a cultura judaica, então era uma pessoa que era exterior a esta fé de Israel, vai manifestar algo incrível, e que Jesus considera incrível, não é?
Porque vem ter com Jesus, este homem, e fala-lhe do seu servo. Ele certamente já ouviu falar de Jesus muitas vezes para vir até ele, não é? Já ouviu falar destes milagres e até, um pouco como o Pedro estava a dizer, havia muitos milagres e outras pessoas que tentavam Jesus e pediam sinais, não porque precisavam de fé, mas por outras razões. E, neste caso, estes milagres que Jesus fez, ou tantas outras histórias, devem ter aumentado a fé deste centurião. Este centurião, só para relembrar um bocadinho a história, eu peguei aqui no relato de Mateus. e diz a Jesus, no versículo 6 do capítulo 8, dizendo, Senhor, o meu criado jaz em casa paralítico e violentamente atormentado.
E Jesus já disse, eu irei e lhe darei saúde. E o centurião respondendo disse, Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas diz somente uma palavra, e o meu criado há-de cerar. E depois ele vai explicar que também tem soldados às suas ordens e que ele diz algo e estes soldados fazem o que ele diz. E então Jesus maravilhoso, não é? E é aí que Jesus vai afirmar, em verdade, eu vos digo que nem mesmo em Israel encontrei uma fé tão grande. E aquilo foi feito na mesma hora, não é? O versículo 13 diz, nos vai e como Cristo seja feito. E naquela hora o criado foi Sarato.
Então nós vemos que este homem tem uma confiança absoluta na autoridade de Jesus. Bastava dizer uma palavra, Jesus nem precisava de ir à casa dele, uma palavra bastava para ele saber, ter esta certeza que o cérebro seria curado. Então reconhece esta autoridade espiritual sobre a doença, a enfermidade, e muitos em Israel não reconheciam, não acreditavam e pediam ainda mais sinais e a presença física e o centurião confiou nesta palavra de Jesus. Depois vemos também que ele tem uma humildade profunda, porque neste texto ele vai dizer que não é digno de receber Jesus na casa dele, não sou digno. E isto mostra o reconhecimento, em primeiro lugar, da sua própria indignidade, e o respeito pela autoridade de Jesus.
Ele reconhece em Jesus alguém maior. E faz esta distinção, não é? Então nós temos também uma fé baseada num entendimento espiritual. Porque mesmo que ele seja gentil, como é comum dizer na Bíblia, exterior à fé judaica, ele compreendeu que Jesus tem uma autoridade sobre o mundo espiritual e que a sua palavra tem um poder imediato. Então, ele via Jesus praticamente como um Messias, não é? Não o afirmou, se calhar, com palavras claras, mas a sua fé demonstra que ele vê em Jesus algo mais do que só um mestre. Ele já viu em Jesus algo mais. E os outros do povo que tinham conhecimento da Bíblia, do Antigo Testamento, das profecias, Duvidavam.
Muitos duvidavam. Muitos não acreditavam que Jesus seria este Messias, nem no poder dele. Ficavam surpreendidos com as coisas que ele fazia, mas questionando, mas o que é esta pessoa? E este homem não está a questionar isso. Ele viu, ele submeteu-se, ele acreditou, ele veio com a fé dele simples, quase como a fé de uma criança, não é? uma fé direta, não tem testes, não há exigências, só há aqui uma súplica de um coração, não é? Diz apenas uma palavra, não te quer incomodar, tens muito que fazer, mas... ajuda esta pessoa. E Jesus também nos disse que era bom termos uma fé como a fé de uma criança. E eu, ao ver este relato, fez-me pensar nisso.
As crianças confiam plenamente, não precisam de muitas explicações, não precisam de grandes aleridos. Aqui, a relação, aquilo que nós vemos, basta para confiar na nossa palavra, não é? E este homem confiou. Então, o que distinguiu a fé do centurião da fé encontrada em Israel foi o reconhecimento da autoridade de Jesus, a humildade, a confiança na palavra de Cristo e a convicção que ele tinha dentro do coração dele. E Jesus vai dizer, nem em Israel ele encontrou uma fé tão grande. Agora, se calhar, temos de nos questionar, nós mesmos, como é que é a minha fé. Confio eu também plenamente E a verdade é que, se assim não for, nós podemos sempre pedir ajuda a Deus.
E podemos sempre... E há pouco ainda dizia isso, como os discípulos pediram a Jesus, aumenta-nos a fé, nós podemos vir até a Jesus pedir isso também. Não fiquemos neste... Ah, mas eu ainda não acredito, ou não tenho fé suficiente, ou não sei, tenho muitas dúvidas. Isto são limites que nos estamos a pôr a nós mesmos no nosso crescimento espiritual. Podemos ir até Jesus, sermos sinceros e pedir e Deus responda às nossas orações sinceras. Eu acho que aquilo que mais Deus quer é que nós possamos estar numa relação de intimidade, de entrega e de sinceridade total. Porque é só na sinceridade que nós vamos poder também crescer espiritualmente com o nosso Deus.
Se negamos aquilo que nós somos, nós estamos a pôr aqui um véu à nossa frente e impedir de ver a realidade e de crescer com o nosso Deus. Assim que tiramos o nosso véu, Nós podemos ir mais longe, não pelas nossas forças, mas porque reconhecemos a nossa necessidade e fomos pedir ajuda. É muito interessante também podermos perceber a frustração do próprio Jesus quando ele diz que em Israel não há tanta fé como neste homem. E tu dizias algo muito importante. Nós devemos pedir a Deus que realmente ame a nossa fé. Que ele produza fé em nós. E produza fé como um dom da graça. Antes de continuarmos a nossa conversa, que ela está muito boa e estamos a caminho do fim, eu não posso deixar de dizer a quem está em casa que temos uma lembrança para si.
Se desejar ter esta lembrança, é muito fácil, vou lhe dizer como é que deve obtê-la. Mas é uma lembrança que nos fala sobre a máquina humana, quem somos nós e a necessidade que temos de cuidar da nossa máquina. Para isso, existem pelo menos oito segredos. que você deverá descobrir-se e, para isso, nada melhor do que solicitar este guia de estudo, a máquina humana, 933 93 92 91. 933 93 92 91 é o número para o qual deve enviar a sua mensagem para poder
receber em sua casa totalmente gratuito este guia de estudo e aí poder, se ainda não sabe quais são, poder descobrir quais são os oito remédios que nos darão melhor saúde. Fé, É um dom da graça. E eu posso afirmar isto porque pelo versículo que vamos ler a seguir não vamos ter dúvidas. Chegamos a esta conclusão. Para isso eu lanço-vos o desafio de nós podermos abrir em Efésios capítulo 2 para lermos agora o versículo 8. Efésios 2.8 diz que porque pela graça sois salvos, por meio da fé, isto não vem de vós, é dom de Deus. Carlos, de que forma é que este texto pode, de alguma maneira, corrigir os conceitos que nós podemos ter de um certo orgulho espiritual na nossa vida e, ao mesmo tempo, do esforço humano que possamos fazer para a nossa salvação?
Afinal de contas, de que serve a fé no meio disto tudo? Olha, este versículo assusta-me porque podíamos estar aqui o resto do dia a falar sobre ele. Ainda temos tempo. Mas eu sei que o tempo é muito, então estou aqui alguma pressão. Mas, respondendo à tua pergunta, em primeiro lugar dizer que a fé não se compra. Ou seja, a fé não é material, ou seja, não posso agarrar em dinheiro e comprar a fé, não. Portanto, a fé, no fundo, e como diz o versículo muito bem, é um dom de Deus, ou seja, no fundo é uma reação humana suscitada pelo Espírito Santo. Portanto, o Espírito Santo entrega-nos esta fé. E nós somos, e o versículo diz um ponto muito importante, nós somos salvos pela fé. Isto é uma responsabilidade tremenda. Ou seja, porque no fundo isto é uma resposta da graça de Deus que nos é dada por meio da morte de Jesus.
Portanto, Jesus morre por nós, dá-nos esta graça, e nós somos, através do Espírito Santo, dá-nos a possibilidade de ter esta fé que nos pode salvar. Agora, Nós temos aqui também uma responsabilidade muito grande também, que é, nós temos que exercitar esta fé. Eu costumo comparar a fé com um músculo. Ou seja, nós temos que exercitar os músculos, porque senão eles, o que é que acontece? Atrofiam, não é? Eu tenho uma experiência muito interessante, muito rapidamente, que eu, a partir de uma determinada idade, que eu já tenho a reguma, eu comecei a fazer flexões. Ou seja, como não tinha tempo para todos os dias fazer desporto, então eu obrigava-me a fazer flexões. Então fazia, comecei. Ao princípio fiz 5 e era horroroso, mas depois passei para 10, para 15, para 20, andava contentíssimo.
Só que aleijei-me no cotovelo, se calhar fiz mais do que aquilo que devia fazer, e parei. Tive que parar durante um mês e meio. E quando voltei às minhas flexões, eu não conseguia fazer 5 seguidas. Porquê? Porque os meus músculos tinham atrofiado. Ou seja, eu não conseguia chegar lá. E a fé é exatamente isto. Ou seja, nós temos que exercitar a nossa fé, porque senão ela atrofia. Ou seja, nós temos que usar a fé nos bons e nos maus momentos. E naqueles maus momentos em que estamos rodeados de dificuldades, é aí que nós temos que exercitar a nossa fé. Muito rapidamente também dizer como é que eu posso, onde é que eu vou exercitar a fé? Orando. como o Pedro disse há pouco, lendo a palavra de Deus, muito importante, ajudando o meu próximo, ou seja, esta é uma forma que eu posso ter imediata de exercitar a minha fé, levando a mensagem àqueles que não conhecem, portanto esta mensagem fantástica que Jesus morreu por mim e que me deu esta graça para que eu possa exercitar a minha fé, levar aos outros e explicar esta situação, porque eles podem ser salvos pela fé e não pelas obras, Portanto, isto é eu exercitar a fé e fazer com que esta graça que Deus nos deu seja aproveitada ao máximo.
E, portanto, no fundo é isto que eu penso que será este dom de Deus que pode atuar em nós. Exercitando a fé dá-nos mais fé. Exatamente. Dá-nos mais fé, não é? Fortalece. Fortalece a nossa fé. Esta parte do orgulho espiritual, então, cai, não é? Porque se a fé é um dom, se nós não temos remédio nenhum nisso, então não podemos ter este orgulho espiritual. Infelizmente muitos seres humanos têm este orgulho, não é? Como os próprios líderes espirituais no Novo Testamento, que muitas vezes os vemos muito cheios deles, mas a Bíblia está a dizer, e é por isso também que está aqui escrito, não é? É pela graça, não é por vosso mérito.
Vocês não merecem, mas é um dom de Deus. Então, A Bíblia está a convidar-nos a termos esta atitude de agradecimento, de gratidão e, sim, exercitar a fé todos os dias que é necessário. E o Carlos disse uma coisa que eu gostei bastante. A fé não se compra. Porque, normalmente, quando nós temos a capacidade de comprar, temos um certo orgulho naquilo que adquirimos. Parece que fizemos um esforço e alcançámos isso. A fé não é possível por esse modo. É um dom que vem de Deus, ou seja, é algo que é de Deus, que Ele distribui segundo a nossa vontade e segundo o nosso querer. Por isso é que não há meritocracia na fé. Enquanto na vida a meritocracia é um valor real, que é as pessoas que esforçam mais, que aproveitam melhor as oportunidades, conquistam mais coisas e podem ter mais sucesso, o universo da fé não vive nessa lógica.
Jesus contou parábolas que ilustram muito bem isto. Por exemplo, os trabalhadores, o que chegava na última hora, depois recebeu o mesmo que o que tinha vindo o dia inteiro, e os que vinham o dia inteiro diziam, então, isto não é justo. Mas Jesus explicou, pois não é justo porque ele está a falar do Reino de Deus. Ele não estava a falar de indicações para o mundo do trabalho. No mundo do trabalho a gente ganha a hora. Se trabalhar menos, vai ganhar menos. Isso não é normal. Mas na fé não é assim. Porque a meritocracia vai depender de coisas que eu tenha para demonstrar. Mas todas as coisas que eu tenho para demonstrar, leio mais... Falamos de uma lista de coisas que o Carlos aqui nos apresentou, que são realmente os grandes fundamentos de como é que exercitamos a fé.
Mas é interessante que se eu me esforçar e fazer essas coisas todas, elas vão-me ajudar a exercitar a fé. Mas eu não posso ir a Deus e dizer assim, olha aqui o que eu fiz. Já ali estou a fazer o ano bíblico há 10 anos, que faço o ano bíblico todos os anos. Isto, diante de Deus, não coloca em vantagem diante de uma pessoa que não fez o ano bíblico nenhuma vez. Se não estavas a comprá-la, não é? Porque aí é que era a meritocracia. Se eu for disciplinado e ler mais vezes a Bíblia, isso vai-me pôr em vantagem. Não coloca. Agora, mas é melhor fazer 10 vezes o ano bíblico ou não fazer nenhuma? Por isso é que isto é engraçado. É melhor fazer 10. Porque isso significa que tu leste mais a Bíblia, a tua fé foi alimentada. Foi bom para ti, o teu músculo está mais forte. Mas, na lógica da salvação, isso não te deu vantagem.
Porque se houver uma pessoa que no fim da sua vida abra a palavra de Deus... Foi a primeira vez que ela leu um versículo. Ela leu aquele versículo que diz, eu creio em ti, Senhor. E isso foi creditado como mérito e equivale ao que andou 20 anos a fazer o ano bíblico. E isto não é injusto. Pode parecer que é injusto, mas não é. E é interessante que o tempo foge, mas podíamos explorar aqui também a ideia de que O conceito de ter fé uma vez não significa que é uma fé para sempre. Claro que não. É uma fé diária, se quisermos. É uma fé de horas. Hoje podemos ter fé. Aliás, Elias teve uma fé incrível. Ele conseguiu uma vitória estrondosa diante de uma série de homens, 400 profetas de Bálido.
Logo a seguir, a fé foi-se de um momento para o outro. Adormeceu. Adormeceu completamente. Ou seja, impediu até a morte.
Nós não temos tempo para exercitarmos um pouquinho aqui esta área. Eu só gostava de finalizar, no fundo, este período de Bíblia Aberta olhando também para aquilo que foi a fé de Jesus. Porque eu acho que ela é, sem dúvida, o melhor exemplo para nós. Muitos homens viveram uma fé incrível e nós temos eles um bocadinho como referência. Mas a referência da fé de Jesus e a persaferança que ele nos fala até ao final dos nossos dias, ela é incalculável. Se formos a Apocalipse capítulo 14 para lermos o versículo 12, ele faz aqui uma referência a um grupo de pessoas que vão ter fé sempre ou que vão demonstrar a sua fé permanentemente. Diz Apocalipse 14.12, aqui está a paciência dos santos, aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus.
Portanto, a fé de Jesus é algo que nos acompanha, se quisermos, e que está claramente diante de nós. Pedro, Só mesmo para arrematarmos, o que é que significa biblicamente possuir a fé de Jesus neste contexto em que nós estamos a viver e que nós claramente chamamos, porque a Bíblia assim o diz, os tempos do fim. Introduzir esta dimensão que é mais profética e até escatológica Desculpem-me assim a expressão mais técnica, mas é que tem a ver com o tempo profético do fim, aquele tempo que está antes da vinda de Jesus, é muito importante, porque a fé nesses tempos tem um papel essencial, claro, porque o justo vive pela fé, sempre, mas aquele que vive em momentos profeticamente muito relevantes, esse vai ser alimentado pela sua fé.
Sabemos, por exemplo, que os tempos do fim serão tempos mais trabalhosos, Serão tempos onde perseguição, luta religiosa, conflito, que pode ser um conflito à nossa volta, mas também um conflito espiritual interior, que é mais acérrimo. Tudo isso coloca o universo da fé como especialmente relevante nesse tempo. Ora, Apocalipse 1412 é uma espécie de conclusão Sem entrar sequer em muitos detalhes, mas é a conclusão de uma passagem deste capítulo muitíssimo importante em que existem três mensagens muito relevantes, que são mensagens proféticas que precisam de ser proclamadas ao mundo antes de Jesus voltar. muitas vezes designadas como as mensagens dos três anjos, porque o João vê esses três anjos voar pelo meio do céu e vê que eles proferem estas mensagens.
Elas sucedem-se umas às outras e basicamente são três mensagens de profunda advertência. Nem sequer agora vamos descrevê-las, mas só para as pessoas entenderem que o que esses três anjos estão a fazer antes da vinda de Jesus é chamar a atenção, é divertir para a solenidade do tempo que estamos a viver. Por isso é que a essência dessas mensagens é o tempo. Ou seja, atenção que fenómenos no mundo religioso, fenómenos na vida das pessoas, fenómenos no mundo político, coisas estão a acontecer que tornam este tempo muito solene. E então o que é que as pessoas têm que fazer? Têm que se exercitar precisamente, têm que se preparar. Na sequência, em espécie de conclusão dessas mensagens de advertência, então, o profeta João vai revelar de que aqui, portanto, a interpretação que se faz é que este texto descreve o caráter do povo de Deus precisamente no tempo do fim.
Como é que são, que características espirituais, sobretudo, têm aqueles que vão atravessar estes momentos e sair virtuosos deles? E é aí que aparece esta descrição que caracteriza o povo de Deus com estas três características. Passo à redonância. são os que têm a paciência ou a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus. Claro que a pergunta, porque queremos nos situar mais na fé, mas ela aqui só pode ser entendida dentro desta lógica. São três dimensões que se completam umas às outras. Por isso eu acho que o mais interessante a fazer aqui nesta passagem é compreender que a fé de Jesus, ela vem numa lógica de três coisas. Então, eu tenho que ter perseverança, que é uma perseverança escatológica, que é, eu tenho que ser fiel a Deus, Sabendo que estou a viver um tempo único, uma crise final, um tempo que antecede a vinda de Jesus.
Essa é a primeira característica. A segunda é a lealdade a Deus, ao Criador. A lógica de guardar os mandamentos a Deus não é uma lógica salvífica. A característica não é que alguém se vai salvar porque guarda os mandamentos, é uma expressão de lealdade. Porque num tempo tão único e especial como o tempo do fim, ser fiel a Deus obviamente que é muito importante. E a fidelidade vai-se manifestar em eu querer conhecer a vontade de Deus e aplicá-la na minha vida. E depois em terceiro lugar vem a fé de Jesus. Claro que há um debate sempre muito interessante sobre como é que se lê esta expressão. Até porque quando nós lemos o original, em grego, não está lá especificamente a expressão ''de'', claro. Se quiséssemos traduzir literalmente, que é ''Pisteniensis'' é ''Fé, Jesus''.
Então nós poderíamos traduzir isto, talvez, há aqui diferentes maneiras. Por isso é que deixo uma certa abertura sobre de que é que se está a falar aqui quando coloca nestas três características a fé de Jesus. Existem essencialmente três possibilidades. Eu descrevo-as muito rápido para dizer que se calhar estão todas certas, o ponto nem é bem discutir qual delas é que é a verdade. Mas isto pode ser lido de três maneiras. Uma delas é de que a fé de Jesus é que eu vou exercer confiança em Cristo porque eu não posso salvar a mim mesmo, nem as minhas obras, nem guardar os mandamentos, ou a minha perseverança, e são as coisas que estão antes. Então a primeira leitura é que a fé de Jesus vem equilibrar a lógica das três coisas. Não é por eu ser perseverante e aguardar os mandamentos que Deus me vai salvar.
É a fé que me salva. Mas isso não impede que eu procure ser perseverante e que queira guardar os mandamentos. Esta é a primeira leitura possível. É uma leitura mais teológica, se quisermos. É como se a teologia da graça e da salvação pela fé, não pelas obras, que na época aqui foi citada, aqui volta a ser relembrada. Esta é uma dimensão. Outra possibilidade é que, quando diz a fé de Jesus, seja uma referência à fé dele. E, nesse caso, o que o texto está a dizer é que eu tenho que buscar imitar Jesus. É a fé dele. É como se pudéssemos dizer assim, eu tenho que ter uma fidelidade semelhante à que Jesus manifestou. Então, aí coloca... O que este texto está a fazer é colocar Jesus como a referência do que é ter fé.
Então, o que eu tenho que fazer é tentar viver como ele viveu. as coisas que ele fez, a maneira como ele tratou as pessoas, a relação dele com o pai, tudo isso é o meu exemplo de fé. E depois ainda há uma terceira via, se quisermos, que é a ideia de que a fé de Jesus fala, na verdade, podíamos dizer, de lealdade ao Evangelho. Ou seja, o que está em causa é que ter fé em Jesus... Portanto, aqui seria mais como se fosse ter fé em Jesus. Ou seja, eu tenho que aderir ao Evangelho, aos valores que Jesus veio mostrar e revelar. Eu tenho de ter fé nele. Então temos três dimensões que mostram que... Há aqui uma riqueza enorme, mas para mim a síntese disto talvez mais interessante é esta ideia de que A obediência e o Evangelho estão unidos na experiência que os santos, os crentes vivem no último tempo.
Acho que esta é a ideia principal. Ou seja, a lei, a obediência, a lealdade, a fidelidade a Deus são uma parte muito importante da experiência de fé, mas que isso está assente numa coisa que não vem de nós, que é Deus que nos dá. E isso é que se chama a fé de Jesus. E é para terminar, digamos encerrando, dizer apenas que este versículo também nos dá a perspectiva clara que Deus, no final, vai ter um grupo. Um grupo de homens e de mulheres, onde eu espero que nós os quatro estejamos, e todos aqueles que lá em casa também assistem, que possamos estar entre estes, que realmente vão ser vencedores. Despeço-me de vocês os três. Foi um gosto ter-vos no programa Bíblia Aberta.
Temos de marcar novo encontro para podermos desenvolver estas ideias tão preciosas que o Senhor Deus nos dá. Vamos terminar. Antes, porém, quero voltar a dizer-lhe que a máquina humana que somos nós precisa de ser bem tratada. Para isso, aconselhamos-lhe a que solicite este guia de estudo. através do 933 939291. Este é o número de telefone para onde deve enviar a sua mensagem e poder, de alguma forma, solicitar este guia de estudo que lhe dará, entre outras ideias, o segredo da saúde, que são os oito remédios que o Senhor Deus colocou à nossa disposição. Para a semana vamos voltar com um novo tema, um tema também muito interessante, aquilo que nos separa de Deus.
que é o pecado. Não perca este próximo episódio, é já na próxima semana. Continue com a sua Bíblia aberta. Quanto a nós, fica a promessa que voltaremos de hoje a oito dias. Até lá, que o Senhor abençoe.