Olá viva, seja muito bem-vindo a mais um episódio do programa A Bíblia Aberta. É um gosto muito grande para nós podermos estar consigo semanalmente e podermos abrir a palavra de Deus para juntos descobrirmos as grandes verdades que Deus deixou para cada um de nós, porque elas servem para a nossa edificação espiritual, para nós podermos ter uma vida muito mais equilibrada e um estilo de vida muito mais saudável, mas também pensando que a nossa vida não termina aqui. Ela terá uma continuidade no céu, ao lado do nosso Salvador. É por isto que, semanalmente, nós voltamos a estar consigo através do Canal da Esperança, na MEU. A MEU tem um canal, que é o Canal da Esperança. No canal 186, você pode estar 24 horas sobre 24 horas ligado ao Canal da Esperança.
Somos a TV Novo Tempo Portugal e temos o grato privilégio de lhe oferecer muitos e bons conteúdos que podem fazer a diferença na sua vida. Este é um deles. O programa Bíblia Aberta é um programa semanal, é um programa de estudo, onde todas as semanas temos uma ótima conversa. Pena é que o tempo não nos permite estar mais tempo a conversar. Mas hoje voltamos a ter a mesma equipa da semana passada. Comigo eu tenho a Milu. Olá, Milu. Obrigado por voltares a estar connosco. É um prazer. Também tenho o Edgar. Edgar, é um gosto ter-te aqui. Olá, Milu. Somos amigos de longa data, aliás, todos os três. E o Luís. Olá, Luís. Olá, João. Obrigado. É bom estar outra vez convosco, não é? À conversa.
À conversa. À volta de Biblias, de Biblias abertas. E de temas tão importantes como aqueles que temos semanalmente aqui e que são sempre extraídos da palavra do Senhor. Muito bem. Hoje, para começar, nós vamos ter também um tema muito importante. Um tema que é muito necessário entre nós. que é arrependimento, que é uma coisa difícil muitas vezes em nós, e perdão. E vamos começar pelo perdão, ok? E depois vamos ao arrependimento. Para isso, eu convido a si que está aí em casa a ter a sua Bíblia à mão. Se não tiver em papel, se tiver através do telemóvel, ou do tablet, enfim, do computador, poderá abrir e manter a sua Bíblia aberta, porque vamos ler vários versículos que poderão ser muito úteis e de certeza que nos ajudarão nos temas e nos subtítulos Vamos abrir agora a nossa Bíblia em 1ª de João, capítulo 1.
1ª de João é quase no final da Bíblia, portanto é uma das epístolas de João que ficam quase, praticamente antes do Apocalipse. Capítulo 1 de 1ª de São João, para lermos o versículo 9. E o versículo 9 diz, se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça. Edgar, como é que Deus consegue equilibrar a sua própria justiça, a justiça dele, e também a sua fidelidade neste plano da salvação que ele desenhou para a humanidade? É verdade que no primeiro plano podemos dizer que a justiça de Deus exige que o pecado seja punido para ser justo.
Ou seja, Deus não tem nada a ver com o pecado. Nem se aproxima do pecado, nem pode ter o pecado por perto. De jeito nenhum. Outra coisa interessante é que se nós lermos também outros... Vamos só ler esses dois outros textos que nos podem ajudar. A Bíblia nos diz claramente que Deus não tem prazer nenhum na morte do ímpio. E se não tem prazer nenhum na morte do ímpio, Então é uma solução. E qual a solução que ele tem? Mas vamos ler e lhe dizer que é o capítulo 33, versículo 11. Bom, diz assim. Diz-lhes, vivo eu, diz o Senhor Deus, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho e viva.
Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos. Depois, por que razão morrereis o casa de Israel? E um outro texto semelhante a este também, é Ezequiel, no mesmo livro de Ezequiel, que o próprio Deus inspirou o profeta também, diz assim, Ezequiel 18, versículo 32. 18, 32. 18, 32. Ok. E diz assim, porque não tenho prazer na morte do que morre. diz o Senhor Deus. Convertei-vos, pois, e vivei. Dentro dessa mesma linha, se antes seja no Antigo Testamento, o amor de Deus por nós é incondicional, é o mesmo.
O que Deus aborrece e não suporta é o pecado. É o pecado. Agora, é verdade que para que haja, podemos dizer, este equilíbrio, ele tem que destruir. Um dia o pecado será destruído. Deus não quer, aquilo que Deus mais deseja não é destruir o pecado juntamente com o pecador. Apenas um exemplo. Vamos imaginar que tens no teu quintal uma macieira. Ok? Tens uma macieira. E essa macieira, vamos dizer que está contaminada e chega um especialista, um agricultor e diz assim, olha, esta árvore tem realmente aqui um vírus, um problema grave.
A única forma que tem é nós destruirmos, é incinerar, é queimar, é dar fogo. Vamos imaginar que desde a tua infância sempre estiveste aí, brincaste, cresceste naquele quintal, os teus pais fizeram baloiços ali e possivelmente venham, mas talvez os teus netos brincam sempre ali e dizem, olá, o homenzinho que veio para tratar da árvore disse, olha, nós temos que queimar essa árvore, mas tem o baloiço. E eu disse, não, recuso-me a sair daqui porque sempre vivi aqui. Já sou da terceira ou quarta geração aqui. Agora, se alguém deitar fogo naquela árvore, o objetivo do especialista que cuida das árvores é queimar a árvore ou queimar a pessoa que está a brincar no baluço?
Não. O objetivo é queimar a árvore. Mas se eu estiver agarrado à árvore, o que vai acontecer? Se alguém vier destruir a árvore e eu estiver agarrado à árvore, ou então se alguém destruir o banco e eu estiver agarrada, podemos dizer, ao banco, sou destruído a mesma. Agora, Deus não quer isso. Por essa razão que Deus nos faz esse tão grande convite. Porque se vocês confessarem os vossos pecados, Deus é fiel e justo para vos perdoar. Porque é interessante que os evangélicos também nos dizem que para quem foi destinado o fogo? Foi para o homem? Não. Foi para Satanás e quem?
E os seus anjos? Para o mal? O mal tem um rosto, Satanás. A destruição é para ele. Mas o amor que Deus tem para com o ser humano é tão grande, tão grande, tão grande, que ele insiste, insiste, conversa, muda de atitude, muda de comportamento, volte para mim. Porque se tu voltares para mim, alcançarás misericórdia. É interessante mesmo até a própria conversão em si podemos dizer. É, podemos dizer também, é um dom de Deus. É um dom de Deus. Atos, o capítulo 11, versículo 18. Ok? Atos, o capítulo 11, o versículo 18. Vamos então abrir em Atos, capítulo 11, para lermos o versículo 18.
Atos 11, versículo 18. O Edgar vai nos dar o privilégio de lermos ainda esta passagem. Atos 11, versículo 18. O que é que diz? ouvindo essas coisas, aclamaram-se e glorificaram a Deus, dizendo, na verdade, até aos gentios Deus concedeu o arrependimento para a vida. Até o arrependimento é um dom de Deus. E é isso que Deus dá a todos, não somente para o judeu, mas para todo ser humano. E agora, quando o Espírito Santo trabalha nos nossos corações e quando nos apercebemos que fomos longe demais ou que pecamos, o que Deus deseja é que nós possamos voltar para Ele.
E quando honestamente e de coração nós abrimos nosso coração a Deus e confessamos nossos pecados, o maior prazer que Deus tem é de nos conceder o perdão, é de nos dar a paz. Esta é mais a boa nova. A boa nova. A fidelidade de Deus realmente traduz-se também em cumprir as suas promessas. Porque Deus o que vai fazer? Ele prometeu-nos a salvação, porém não temos o perdão. Agora, de um lado Ele condena, podemos dizer, o pecado, mas do outro lado o que Ele quer fazer? Ele quer cumprir com as muitas promessas que Ele deixou na Sua Palavra para mim e para ti. Ou seja, Ele é justo, Ou seja, ele condena o pecado.
Condena o pecado. Mas por outro lado ele é fiel naquilo que ele promete a cada um de nós no plano da salvação. Sendo ele.
E perante este plano da salvação existe de alguma forma uma urgência. Há urgência no plano da salvação e a urgência claramente está no arrependimento. Se nós abrirmos E agora sou eu que sugiro uma passagem bíblica em Isaías, capítulo 55, versículo 6. Se formos rapidamente a Isaías, capítulo 55, versículo 6, nós podemos ler esta passagem. Buscai ao Senhor enquanto se pode achar e invocaio enquanto está perto. Nesta passagem nós encontramos aqui um apelo profético, garantidamente, ou seja, há aqui uma urgência profética de alguma maneira. Que relação nós podemos ver entre oportunidade e urgência espiritual neste apelo feito por Isaías?
Luís. Pessoal, primeiro nós encontramos aqui um elemento de oportunidade. Enquanto se pode achar. O que significa que esse tempo poderá terminar, não é? Esse tempo poderá terminar. Mas antes disso nós vemos que aqui, enquanto se pode achar, ou seja, Deus aproxima-se. Aqui Ele deixa-se encontrar, não é? Ele revela-se. Ele está ali disponível. Portanto, a iniciativa Não é do homem a iniciativa, é de Deus. Ele é que abre o caminho, é Ele que cria a oportunidade. Há aqui uma oportunidade, mas quem a cria é Deus. Deus coloca-se ao alcance. A sua graça está acessível. Deus está perto, não está distante. Há aqui um tempo favorável, e isso estarás-nos para um outro elemento, que é a questão da urgência.
Buscai, invocai. Portanto, são duas expressões que mostram uma urgência. E mais, são imperativos. Isto realmente não é uma sugestão. Há uma convocação, claramente. Há uma urgência que nasce de vários fatores. porque o tempo da oportunidade não é infinito. Portanto, aqui diz em quanto se pode achar, mas não diz quanto tempo, durante quanto tempo a oportunidade está aí disponível e aberta. Por isso, é preciso aproveitar esta oportunidade. No Novo Testamento, nós reencontramos este apelo em 2 Coríntios 6.2, 2 Coríntios 6.2, Vamos abrir então em 1ª de Coríntios, capítulo 6.
2ª Coríntios, capítulo 6, versículo 2. E, portanto, nos é lembrado este apelo, não só no Antigo Testamento, mas agora no Novo, que diz Eu ouvi-te no tempo de oportunidade e te socorri no dia da salvação. Eis agora o tempo sobremodo oportuno. Eis agora o dia da salvação. Ou, noutras versões, agora é o tempo favorável, agora é o dia da oportunidade. É agora, há uma urgência, há um apelo urgente. Cada um que ouve este apelo da palavra de Deus Ele tem urgência em ter essa resposta.
Deus está a chamar por aqueles que nos estão a ver neste momento e a cada um faz um apelo urgente. Esta é a oportunidade que eu estou a criar para ti. E há aqui um relacionamento entre a oportunidade e a urgência. A graça de Deus, ela cria a oportunidade. Mas, por outro lado, há urgência da parte de cada um de nós para aproveitar esta oportunidade. Não pode haver um adiamento. Será que Deus também tem urgência na nossa decisão? É. Há um chamado de Deus para que a decisão que eu preciso tomar em relação a isso seja tomada agora.
Se nós olhássemos para o início, para os versículos iniciais de Isaías 55, fala daquele que tem sede. E existem muitos seres humanos sede de algo. Sedentes. se dentro de uma necessidade, talvez alguns daqueles que nos assistem podem estar a sentir necessidade de algo. E há uma ansiedade de Deus, há uma ansiedade de um relacionamento com Deus, claramente. E Deus diz, mas eu estou aqui, eu estou neste versículo que tu referiste e que nós lemos em conjunto, nós vemos um tempo de oportunidade que Deus cria e que a nossa responsabilidade é aceitar. Pode-se dizer assim, em resumo, que Deus abre o caminho para o arrependimento.
Mas o ser humano precisa responder enquanto o caminho está aberto. Portanto, a graça de Deus é verdade que ela é generosa, mas o tempo é precioso. E por isso, esta oportunidade que Deus nos dá exige uma decisão humana, uma decisão minha, uma decisão tua. E essa decisão não pode ser tomada amanhã, daqui a um mês, daqui a um ano. Deus faz um apelo que é um apelo pro gente. É agora. Eis aqui agora. Eis aqui agora o dia da salvação. Há uma oportunidade de salvação para mim hoje. Mas eu preciso de tomar uma decisão. Eu preciso de aceitar esta oportunidade que Deus me está a dar e eu preciso aproveitar esta proximidade de Deus que se diz...
Ele está a deixar-se encontrar. É muito interessante nós termos esta perspectiva de Deus e este trabalho fantástico que Deus faz por cada um de nós. É verdade que nós estamos num tempo de urgência, é agora, mas podemos considerar
este tempo que tem um limite, é verdade, como tempos de refrigerio. Podemos olhar para este tempo de oportunidade como tempos de refrigerio. E se formos, neste momento, a Atos capítulo 3, para lermos o versículo 19, Atos capítulo 3, para lermos o versículo 19, nós podemos encontrar aqui uma verdade escrita muito importante, que nos dá esta perspectiva. Atos 3-19 diz, Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor. É muito curioso ver aqui o papel que nós temos que desenvolver e, ao mesmo tempo, depois, aquilo que o Senhor Deus nos dá.
Milu, De que maneira este arrependimento que nos é pedido por Deus está ligado não apenas ao perdão, à necessidade de perdão, mas também a este refrigerio espiritual e, se quisermos, introduzir aqui também a restauração da presença de Deus na nossa existência. Como o Edgar disse no início, e eu creio que isto é muito importante sublinhar, disse, porque leu o versículo que trazia esse ensinamento, o arrependimento é um dom de Deus. Nós, naturalmente, não nos arrependemos. na nossa natureza pecaminosa e carnal, nós resistimos ao reconhecimento. Mesmo até entre nós, às vezes, nos relacionamentos, como costumamos dizer, não queremos dar o braço a torcer, não é?
Portanto, porque percebemos ali de qualquer coisa, mas este orgulho que está intrínseco na nossa natureza carnal só pode ser vencido pela graça de Deus. E daí que o arrependimento é um dom de Deus. Mas, ao mesmo tempo, sendo um dom de Deus, requer a nossa colaboração. Porque o senhor pode querer dar esse dom, o senhor está a propor exatamente esse caminho e eu posso rejeitá-lo. Ele quer que nós sejamos participantes. Exatamente. Tem que ser, inevitavelmente, porque o senhor respeita a liberdade, a escolha de cada um, a decisão de cada um. Mas com certeza que o seu gozo maior será nós estarmos atentos àquilo que ele nos quer dizer. E exatamente o caminho do arrependimento.
E porquê é que nós temos necessidade deste caminho de arrependimento? Porque Deus quer a nossa felicidade. E às vezes nós não entendemos isto. Nós achamos que, não, é melhor eu permanecer naquilo que eu acho, naquilo que eu penso, do que fazer este caminho ou este percurso de Deus. Quando o Senhor é o que nos quer conceder, é tal felicidade que eu tanto ambiciono. E quando eu teimosamente continuo no meu lugar, no meu pensamento, na minha atitude, rejeitando ou resistindo a esse arrependimento, não há refrigerio. E essa questão do refrigerio espiritual. O que é que é isso, um refrigerio espiritual? Lembram-se, com certeza, num dia de verão muito quente, quão bem nos sabe um copo de um sumo bem fresco.
Ou até mesmo de água. De água, ou o que seja. Um copo de um sumo de água, ou o que seja. Bem fresco. Traz um alente, um alívio, um refrigerio, que é uma coisa que não sabemos até verbalizar, mas que sentimos. O arrependimento é isso. Quando o Senhor coloca dentro do nosso coração, dizendo, olha, não devias ter dito isso, não devias ter feito aquilo, olha, ora considera, será que poderias ter feito diferente? Não é para nos magoar e humilhar na nossa vergonha pecaminosa, mas é exatamente para nos fazer tirar do lamaçal para nos dar esta novidade de vida, deste refrigério que a gente diz, ai, e todos nós já vivemos isto também, realmente eu não estava bem, e quão bem agora eu me sinto, pela graça de Deus.
E, portanto, tudo isto é operação do Espírito de Deus na nossa vida, E ele convida-nos exatamente a esta intimidade, a este relacionamento, para que nós tenhamos esta, portanto, esta forma de ser e de estar, que é viver esta experiência com o Senhor. E o primeiro pedido que vem aqui em Atos 319 é arrepende-se, não é? Isso, isso. Ou seja, tem que partir de nós. Deus montou todo o seu plano. E dentro do seu plano há esta indicação que tu dás, e muito bem, que é o próprio Deus que nos traz a necessidade de arrependimento, não é? É um dom que Ele nos dá, mas Ele lhes arrepende. Sem dúvida. Porque de outra forma não é possível, não é? Porque é a nossa colaboração. É a nossa colaboração. O Senhor quer dar o dom, mas se eu não o quiser receber, o Senhor respeitará.
E a primeira coisa que nos é a pagar são os nossos pecados. Sem dúvida. Pela graça de Deus. Muito bem, a nossa conversa está ótima. Como vê, temos sempre muito para poder dizer e nunca fica tudo dito.
Mas agora temos mesmo que parar um pouquinho o nosso programa. Vamos para a intervalo. Voltamos já a seguir. TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança. Voltamos para a segunda parte do programa Bíblia Aberta, aqui na TV Novo Tempo Portugal. Estamos no canal da MEU, no canal 186 da MEU, e estamos também na Rádio RCS, nos 91.2 FM. Se nenhum destes órgãos de comunicação, enfim, contempla o privilégio de poder estar connosco, poderá assistir e, enfim, caminhar ao nosso lado também através do canal do Youtube Novo Tempo Portugal ou Rádio RCS.
Qualquer um deles tem lá toda a programação cristã, uma programação de esperança para si na breve volta de Jesus. Antes de continuarmos a nossa conversa sobre o tema de hoje, estamos a falar sobre arrependimento e também sobre perdão. Nós temos algo muito importante para lhe dar. Temos sempre, semanalmente, um guia de estudo da Bíblia para que você possa ter a forma de chegar mais longe no seu conhecimento. Nós hoje temos uma revista muito interessante que é sobre pais preparados, filhos de caráter. Ou seja, é um guia de estudo que lhe permite de alguma forma encontrar dicas e conceitos muito interessantes sobre a forma como nós podemos educar os nossos filhos ver o crescimento deles e torná-los, de alguma forma, dignos na sociedade.
Por isso, se tiver interesse nesta revista, poderá solicitar, por meio de uma mensagem, através do nosso número de WhatsApp 933 939291 Vou repetir, 933 939291. Esta é uma revista que está à sua disposição. Este é um guia de estudo que você não pode perder. E se o pedir através de uma mensagem, nós iremos ter todo o gosto em enviar-lhe para a sua casa. Voltamos à conversa. E nós parámos a nossa conversa nos tempos de refrigerio e vimos que realmente os tempos de refrigerio é algo de tão bom. Satisfaz a nossa vida, tempera a nossa existência e leva-nos a olhar para Cristo como o autor e consumador da nossa fé.
E neste tempo, que é um tempo de graça que Deus nos dá, talvez seja necessário nós agora tentarmos encontrar ou alcançar esse caráter que nos permite ir à viver no céu, um caráter que esteja envolvido em perdão, porque não podemos sair deste desígnio. E, por isso, nós encontramos na Bíblia um caráter que perdoa. Vamos a Êxodo. Vamos ao livro de Êxodo, o segundo livro da Bíblia. No segundo livro da Bíblia, em Êxodo capítulo 34, nós vamos encontrar aqui uma passagem que Moisés escreveu muito interessante. e que nos fala um bocadinho daquilo que foi a presença de Jesus a dado momento, a presença de Deus com a humanidade. Diz no capítulo 34, versículo 6, vamos ler.
E passou o Senhor perante a sua face e proclamou, Jeová, o Senhor, Deus misericordioso, piadoso, tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade. Esta é uma passagem sublime, porque mostra bem as características do caráter de Deus. Deus revela-se à humanidade, mostrando como é que Ele é propriamente composto. Edgar, vou fazer uma pergunta. Como é que nós podemos, como é que esta autorrevelação de Deus, do caráter de Deus, nos pode ajudar a compreender e a perceber o que é o perdão, em primeiro lugar? mesmo perante uma grande apostasia, como foi aquela naquele dia em que eles construíram um bezerro de ouro lá no deserto.
Como é que nós podemos perceber esta autorrelação do carácter de Deus perante, muitas vezes, o nosso caminho? Que texto arrepiante e bonito e nós acabamos de ler aqui. Sem dúvida, sem dúvida. Porque, simplesmente, isso revela quem é realmente o nosso Deus. Apesar das falhas do povo, apesar de terem cometido um pecado grave, foi extremamente grave. Depois de terem adorado aquele bezerro de ouro, depois de terem visto com seus próprios olhos a manifestação do amor, da bondade, da misericórdia de Deus.
Em tirá-los da terra do Egito. Abrir o mar, dar-lhes o alimento durante a viagem no deserto, todos os dias o alimento fresco, o pão fresco, o maná. A nuvem, a cruz de fogo. A nuvem, a cruz de fogo. É que são tantas... Deus manifestou-se de tal forma, e que de repente, eles agora por uma questão de dias, mas eu estava no monte, estava com o Senhor para receber a lei e eles simplesmente agora esquecem isso tudo e vão adorar um bezerro douro, uma estátua. Se é que há algum pecado grave para Deus, é a idolatria. Há pessoas que dizem que Deus é ciúmento, tem um certo ciúme.
Deus que depositou a total confiança naquele povo, que tudo fez por eles, e quando de repente voltam-lhes às costas. Mas mesmo assim, mesmo assim, mesmo assim, Deus vai ao encontro deles. Deus considerou aquele povo como a menina do seu olho. Como a menina do seu olho, como a menina do seu olho. Agora, é interessante porque aí nós vamos ver também algo tão bonito que é a intimidade ou a relação que Moisés tinha com Deus. Talvez o desejo de querer ver o seu rosto, a sua face, era muito grande. Era muito grande. Ele sempre procurou fazer. Procurou ver. Aliás, nós somos seres humanos muito curiosos. Muito curiosos. Olha, nesse momento eu já tenho o privilégio. Ele já lá está. Ele já lá está.
Mas é interessante porque quando Deus passa... O texto nós lemos, não é? Quando Deus passa, podemos dizer, diante dEle, Ele tem essa exclamação. Ele proclamou, Senhor, Senhor Deus misericordioso, compassivo, tardio em irar, sem grande beneficência, e é verdade. Podemos encontrar aqui, podemos dizer, seis maneiras diferentes nas quais o Senhor manifestou o Seu amor para com o povo. Primeiro, Ele é compassivo, clemente e longânimo, grande em misericórdia e fidelidade, que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado.
O perdão só é possível porque Deus é misericordioso e piedoso. Agora, em termos práticos, o que isso significa? Era que nós perdemos essa capacidade, quando o pecado entrou nós perdemos essa capacidade de amar o outro incondicionalmente. Nós perdemos isso. Mas Deus disse que é possível. E é possível, se tu tiveres uma intimidade tão próxima comigo, eu vou transformar o teu caráter e tu serás semelhante a mim. E serás capaz de perdoar, serás capaz de orares até pelo teu próprio inimigo.
E em termos práticos nós vamos ver se Jesus se tornou homem, se ele se torna homem. Como é que ele lidava com as pessoas? As várias, podemos dizer, as segundas oportunidades que ele deu a homens e mulheres que cruzaram o seu caminho. Lembra de um Zaqueu? Lembra de um Pedro? É fantástico. Essa história de Pedro, para mim, é um dos episódios mais bonitos. E só não mudou Judas porque ele não quis. Ele não quis. E Deus lhe deu a oportunidade, sabe? Ele lhe deu a oportunidade mesmo... O livro de Jato das Nações, um livro muito bonito, já foi... Já foi o livro da... Foi o livro que... O livro missionário!
Tem uma parte que diz... Há uma parte que diz em relação a Judas... Sabe quando é que deu a última porta? Quando ele fechou. com a porta, quando ele perdeu a oportunidade de poder mudar. Jesus, mesmo assim, quando ele... Jesus meteu a mão no prato para tirar um pedaço de um pão, ou seja, Jesus foi muito calençado lá. Aquele que mete a mão, esse amigado de trair, que mete a mão comigo no prato. Era Judas que estava a colocar aí. Mas Deus não... Jesus não disse isso para o condenar. Jesus disse isso para dizer, olha lá, eu sei o que tu vais fazer. mas pelo menos arrepente. Ela vai morrer, vai morrer a mesma. Mas se pelo menos tu te arrependeres, o que é que ele faz?
Ele levantou-se e bateu com a porta. É o tempo da graça terminou. É o tempo. A gente não sabe o dia da manhã. A salvação é agora. Interessante que, voltando novamente à história de Pedro e vou só concluir com isso aqui. Pedro, quando negou Jesus, sentiu-se tão mal, tão mal, tão mal. E quando Jesus ressuscita, Quando os anjos dizem, o anjo diz a Maria, diz agora, diga aos seus discípulos que Jesus vai adiante de vós para a Galileia, como ele vos disse, que ele marcou o ponto de encontro na Galileia. E o texto diz assim, e dizer também a Pedro.
Por quê? Pedro sentia-se indigno. Eu mereço a morte eterna, eu mereço a perdição eterna, porque eu traí o meu Senhor. Mas tem de ser confessados os vossos pecados. E ele confessa o seu pecado a Deus. E o que é que Deus vai dar? Dá essa boa notícia aos meus discípulos e a Pedro. A viagem para a Galileia é mais de cem quilômetros. Imagina a alegria com que ele foi para a Galileia. Imagina a alegria que eu tenho e que tu podes ter também, apesar de ouvinte, apesar de amigo, quando sentimos que fomos longe demais, que pecamos e que nós não há solução para o problema, mas quando com toda a confiança e com a plena certeza de que alguma vez que Deus prometeu que Ele iria cumprir com a sua promessa, então eu vou a Ele e confesso o meu pecado e me dá a paz.
Aleluia! É uma bênção. É muito interessante ver que nesta passagem que lemos para caracterizarmos um pouquinho o modo de Deus ou a personalidade de Deus ou a pessoa de Deus, este pedacinho que diz que Deus é misericordioso, não é? E quando nós falamos de misericórdia, nós sabemos que misericórdia significa ter um coração para com o miserável, ou seja, a total disponibilidade de Deus para ser um connosco e para nos transformar. Até isso é um dom de Deus. É um dom de Deus, não é? E nós podemos ver que a Bíblia, apesar de tudo, ela não esconde o que é que pode
ser a nossa vida, não é? Tanto ao lado de Jesus, como do lado oposto de Jesus. A Bíblia é muito clara. Mostra-nos estes dois caminhos e mostra aquilo que nós podemos palmilhar e encontrar nestes dois caminhos. Há um versículo que eu gostava de ler convosco, e também consigo aí em casa, para introduzir esta ideia dos dois caminhos, se quisermos. Em poucas palavras nós podemos perceber qual é o destino que cada um deles tem. Em Romanos capítulo 6, versículo 23, indo a Romanos, no capítulo 6 de Romanos, para lermos o versículo 23, nós vamos encontrar aqui uma passagem que nos dá esta perspectiva de dois caminhos.
Diz 623 de Romanos, porque o salário do pecado é a morte. Um caminho. Mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna. O caminho oposto. Por Cristo Jesus, nosso Senhor. Claramente aqui eu creio que não temos dúvidas nenhumas destes dois caminhos. Luís, como é que nós podemos compreender este versículo? Sobretudo porque ele fala de seriedade, da seriedade do pecado, mas ao mesmo tempo fala da suficiência da graça, ou seja, da capacidade que a graça tem em vencer o pecado. Isto sobretudo no contexto do arrependimento, que é a conversa que nós estamos a ter aqui, e também da justificação, não é? Nós vemos aqui que este texto fala-nos da gravidade do pecado.
Portanto, o Edgar, há bocado eu falava da maneira como a pessoa se sente e o seu sentimento. Ele até partilhou uma experiência sua de entrar numa outra ocasião. Ou seja, viver no pecado, isso produz efetivamente um sentimento bastante negativo e há uma certa gravidade em relação a isto. Diz aqui que o salário do pecado é a morte. E repara que aqui é falado, é dito o salário. Não é uma consequência simplesmente natural, é algo que é a recompensa de algo que é feito.
Como que Romanos capítulo 6 nos fala como que existem dois senhores. Um é Jesus, não é? Portanto, o senhor. E o pecado se apresenta como um senhor, não é? Portanto, Jesus diz que aquele que peca é escravo do pecado. Há aqui um senhor. E quando realmente nós trabalhamos para o pecado, recebemos algo em troca e que é efetivamente a morte. Este texto apresenta as coisas, não é uma coisa trivial, há aqui uma espécie de relação de serviços. Este capítulo como contrasta aqui dois senhores, o pecado e Deus do outro lado, e há aqui uma retribuição justa.
A retribuição do pecado, qual é? é a morte. Portanto, o salário é algo que nós recebemos por méritos e o que merecemos em consequência do pecado é a morte. Mas há algo aqui maravilhoso aquilo que Deus faz. Perante este problema muito grave, O pecado que realmente nos prende, nos atormenta e nos condena finalmente à morte. Já nos faz bem em vida, mas coloca como nosso destino a morte. E não é uma morte qualquer, é a morte eterna. Estamos aqui a falar claramente da morte eterna. Eterna. Portanto, Deus vem ao nosso auxílio, fazendo algo que nós não podemos fazer por nós próprios.
E por isso é que a Bíblia apresenta como um dom. Portanto, é uma oferta, é algo que é oferecido por Deus. Portanto, não é algo que vem do nosso mérito, mas vem de Deus. No livro Fé e Obras, da autoria de Ellen White, diz que a justiça de Cristo é-nos imputada, não por mérito nosso, mas como dom gratuito de Deus. É-nos imputada, é-nos atribuída, é-nos concedida. E reparem neste contraste radical. O salário é algo que se ganha, é como que é algo que nós merecemos porque fizemos um trabalho. Versus o dom gratuito de Deus, algo que não se pode ganhar.
Portanto, a ideia de uma salvação obtida por méritos, ela está presente na generalidade das religiões mundiais fora o cristianismo. Há ali um mérito. O homem tem que fazer algo por si mesmo para poder agradar à divindade e para obter finalmente a salvação. Em contraste, aquilo que a Bíblia apresenta e aquilo que Jesus nos propõe, o seu plano da salvação de Deus passa por algo que é gratuito. Paulo não só diz que é um dom, mas reparem que há aqui um plenarmo, dom gratuito. Portanto, se algo é um dom, é uma prenda, por natureza, nós não temos que fazer papel.
Mas eu repeto, ou seja, de tal modo, nós seres humanos Temos esta noção de que só temos aquilo que de alguma forma nós conseguimos por mérito, a tal meritocracia, que de tal maneira nós temos a inclinação para passar isto para a religião. que a Bíblia tem que insistir às vezes na mesma frase, os aspersões à partida parecem um bocado desnecessárias, não é? Dó gratuito, não é? Portanto, aqui reforçando que a vida eterna não é um pagamento, não é uma recompensa, não há mérito do ser humano. Portanto, ela não é conquistada nem sequer pelo arrependimento. E aqui, entrando no elemento do arrependimento, o próprio arrependimento pela palavra de Deus é um dom de Deus, não é?
A própria palavra nos diz. Ou seja, mesmo o facto de alguém se arrepender porque o ser humano é de tal modo focado em méritos que podia pensar, não, eu sou uma pessoa que tem uma capacidade extraordinária para se arrepender, não é? Era bom que tu tivesse a mesma capacidade que eu para te arrepender, mas não. A Bíblia nos diz claramente que até o arrependimento é algo que nós recebemos de Deus. O que é maravilhoso, porque a pessoa pode ser assim, mas eu não consigo arrependerm-me, não é? Eu não sou capaz de arrependerm-me. O arrependimento não é uma capacidade tua. É algo que tu precisas de ir a Deus e nesse relacionamento com Deus receber o arrependimento que Deus te quer conceder.
Portanto, a bondade de Deus nos conduz ao arrependimento, diz-nos a Bíblia. Portanto, é verdade que o pecado produz morte. Mas a graça vai produzir o quê? A graça vai produzir vida. não apenas esta vida, uma vida restaurada, mas finalmente vida eterna, com uma permanência que só Deus pode conceder. Só Deus é eterno em si mesmo e, portanto, só Ele pode conceder a vida eterna. A graça é obtida unicamente por Jesus Cristo, o nosso Senhor. É a graça de Cristo que nos leva ao arrependimento e que finalmente nos pode conceder a vida eterna. Portanto, este processo de nós nos tornarmos justos e podermos alcançar o perdão, não é um processo autónomo, ela é centrada em Jesus.
Jesus é o fundamento, é o meio e é o fim da vida eterna. Dele vem a vida eterna, é através dele que ela é obtida e, finalmente, ela é vivida com Jesus na eternidade. Este versículo, como Ele articula a ideia do arrependimento com o ser justificado, ser purificado, ser perdoado. É verdade que Romanos 6.23 não menciona especificamente o arrependimento, mas pressupõe esse arrependimento. O arrependimento, e voltando àquela questão dos senhores, dos patrões, por assim dizer, embora a relação com Cristo não é uma relação patrão-empregada, é uma relação pai-filho, pai-nosso que estás nos céus.
Conhecemos bem essa expressão, que vem dessa oração magnífica que Jesus ensinou. Mas, por outro lado, o pecado se apodera de nós. Mas o arrependimento é algo que vem de Deus. No livro Atos dos Apóstolos, neste caso o livro Atos dos Apóstolos da autoria de
Ellen White, é dito que o arrependimento provém de Cristo tão verdadeiramente como o perdão. Ou seja, é Jesus que concede o perdão, mas também é Ele que concede o arrependimento. O arrependimento não compra a graça. Ele é fruto da própria graça, não é? Portanto, ele é o resultado da graça, daquilo que a graça de Deus fez por nós. Portanto, aqui nós deixamos de servir o pecado como o Senhor e nós passamos a servir a Deus. E isso é maravilhoso, não é? Neste caso, nós vemos aqui que a justificação é pela fé em Jesus, mas ela é baseada naquilo que Cristo fez.
É Ele que pagou o preço e por isso é que, para nós, é um dom. É gratuita. É gratuita para nós. Mas, um bocadinho para satisfazer a nossa preocupação, nós, espera aí, então eu não tenho que pagar? Alguém pagou. Jesus pagou. E, portanto, Ele me concede esse dom pela graça. Nós, por mérito, merecemos o quê, segundo este versículo? O que é que nós merecemos? A morte. É o que nós merecemos. E o que é que nós vamos receber pela fé em Jesus e por um relacionamento com Jesus, de amor, o que é que nós recebemos sem merecer? A vida. E isso é extraordinário. Este versículo mostra que o arrependimento e a fé não são uma moeda de troca.
Não são uma moeda de troca. Eles não compram a vida eterna. Eles apenas nos colocam numa posição para receber aquilo que Deus nos quer dar. gratuitamente. Eu penso que, em resumo, podemos ver este versículo desta maneira. É um resumo claro disto. E aqui nós encontramos os dois caminhos possíveis da nossa vida. Não temos um terceiro nem um quarto, só existem dois. Esse versículo de Provérbios 28, versículo 13. Por verbos 28, versículo 13. Poderás ler, poderás ler.
Muito interessante. O que significa que nós temos aqui uma alternativa à nossa condenação. Nós estamos condenados à partida, mesmo quando nascemos, E quando nascemos nós não temos aquela noção que um dia vamos morrer, não é? Temos a noção de que vamos crescer e que vamos nos desenvolver e que vamos fazer como que um castelo, não é? De coisas. Mas o que é certo é que nós estamos condenados à morte. E perante esta condenação da morte, Deus traz uma alternativa. Que é este chamado, como dizia o Luís, o dom gratuito de Deus, não é? Nós podemos dizer, Jorge, que o pecado ele paga exatamente aquilo que ele promete, é a morte. Mas Deus dá-nos aquilo que nós não poderíamos conquistar para nós mesmos. É que não merecemos. A justificação é como Deus nos declarar justos por meio de Cristo dá-nos a vida eterna como um dom, como algo que nós não merecemos, algo que não veio nós próprios.
Portanto, ou seja, a graça faz mais do que superar o pecado. Ela verdadeiramente vence o pecado e faz-nos, efetivamente, e nos prepara para a vida eterna, uma vida eterna, e eu quero, no fundo, salientar esta noção, a vida eterna é um relacionamento eterno com Jesus. Eu gostava só de dizer isto, Jorge, assim, Porquê que valeu a pena para Jesus pagar um preço tão alto? E porquê que foi tão importante para Ele vir cá abaixo e sofrer tudo aquilo? Porque Ele deseja ter contigo. comigo um relacionamento de amor por toda a eternidade. Não apenas durante a vida humana aqui neste planeta, mas por toda a eternidade.
E por isso vale a pena pagar qualquer preço, e neste caso o preço suprem, para poder viver isso connosco. Uma vida eterna, uma relação de amor eterna. E esta vida eterna é, sem dúvida, este dom que Paulo chama de gratuito. É um dom que está totalmente à nossa disponibilidade. É verdade que a plenitude desta oferta acontecerá, claramente, a quando da volta de Jesus, aquilo que vamos ainda como tema para podermos desenvolver ainda. O próprio Salvador está a provar-nos, se queremos ou não queremos e se aceitamos
ou não a sua oferta. E para isso eu gostava que nós pudéssemos ir ao livro de Apocalipse para ver que oferta é que Deus está de alguma forma a... a disponibilizar a cada um de nós. Capítulo 19 de Apocalipse. Vamos abrir as nossas Bíblias. Estamos no último livro da Bíblia, no capítulo 19. Diz aqui no versículo 8 que o Senhor tem algo para nos oferecer. Para além da vida eterna, o que é que na vida eterna nós vamos poder alcançar? Diz que foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente, porque o linho fino são as justiças dos santos. Milu, Esta é uma imagem muito bonita. Para além de tudo aquilo que o Senhor Deus nos deu ao longo desta terra, ao longo da nossa vida nesta terra, ainda tem o privilégio de nos vestir com vestes brancas, que são as chamadas vestes de justiça.
Como é que estas vestes de justiça nos podem ajudar a compreender os conceitos de justificação, foi um pouco aquilo que nós estivemos a conversar, e ao mesmo tempo de santificação, porque não é a mesma coisa. Justificação e santificação são dois processos na nossa caminhada com Cristo, mas um tem um tempo, digamos, específico e o outro também. Como é que a justiça nos ajuda, estas vestes brancas nos ajudam a compreender estes conceitos de justificação e de santificação na nossa experiência cristã?
Aliás, a questão da justificação e da santificação são dois termos bíblicos que, se nós não os compreendermos, não percebemos o caminho da salvação. E é interessante que no versículo que tu fizeste referência a este apocalipse diz que lhes foi dado vestir-se. Portanto, se é uma coisa que nos é dada, não é uma coisa que era nossa. E como disse o Luís e que estava à boca a referir, a questão da justificação é quando Deus nos declara algo que nós não somos por nós próprios. Então, a justificação é Deus declarar-nos justos apesar dos nossos pecados. E porquê aquilo pode fazer? Porque as suas vestes de justiça, lá está. Portanto, o facto de o Senhor Jesus ter morrido por nós na cruz, legitimou, deu legitimidade e agora poder fazer conosco aquilo que lhe aprovere.
E o que é que lhe aprovem? É amar-nos, é querer-nos, é redimir-nos, é restaurar-nos, é abraçar-nos, é ter-nos de volta. Exatamente. porque a saudade é muita, porque a perda foi muito grande. Então o senhor, como quando amamos qualquer coisa, que não se compara, é verdade, mas fazemos tudo o que pudermos para recuperar novamente isso, o senhor veio ao campo do inimigo, veio morrer no nosso lugar, para pegarem nós e nos restaurar outra vez e levar com ele novamente. Repara, esta questão da justificação é, quando nós pensamos bem nisto, Eu até digo assim, como é que não vamos amar o Senhor? Se nós éramos uma coisa e Deus diz que pela sua graça nós podemos ser outra, e outra melhor, com certeza, e depois disponíveis com o Senhor Jesus para a salvação, eu digo, como é que não amar este Senhor?
Como é que não amar este Deus que veio, deu inclusive a sua própria vida, para nós termos este futuro e esta esperança, este alento? Uma vida eterna, não é? E repara, quando a questão da justificação, eu acho interessante o facto de sermos aceitos por Deus pela fé e não pelas nossas obras. O que é que isto quer dizer? Quer dizer que o crente que ama Jesus não deixa de ter as obras. mas as obras são consequência de uma salvação e de uma graça que Deus já lhe concedeu. Portanto, nós não estamos, ó senhor, olha, vê isto, olha, fiz aquilo, estás a ver, disse assim, olha, respondi assim, check, check, check, e depois dizemos assim, senhor, cá está, pode salvar-me.
Não temos atributo nenhum. Aliás, se nós conseguimos fazer alguma coisa de bom, de positivo, de abençoado, é Deus em nós. Tudo posso naquele que me fortalece. E ainda considera esse tipo de injustiça como trapos de imundícia. Exatamente. Eu até iria sugerir aqui, digamos que num exemplo muito prático, uma coisa é eu em casa, como homem, fazer uma série de tarefas por mim porque eu amo a minha esposa e entendo que devo fazer para o bem da minha relação e quando ela chega a casa eu tenho duas possibilidades, não é? Dizer, olha querida, eu fiz isto e isto e isto e isto e isto. É só para tu saberes o que eu fiz. Então podes amar-me.
Agora, depois, outra é eu não fazer nada e ela descobrir que eu fiz todas aquelas coisas. Há uma grande diferença nestas duas posturas, não é? E o outro termo, para além da questão da justificação, é esta questão de santificação. Onde é que fica isto? O que é que é isto? No fundo a santificação é o processo de sermos transformados por Deus ao longo de toda a nossa vida. Porque quanto mais perto de Deus, Mais o tal espelho que falávamos na semana passada, não é? Daquilo que nos é apontado, daquilo que nos é dito que não está bem. Olha, está uma mancha aqui, está uma mancha ali. Olha, tens que aperfeiçoar ali. Então o que é que é isto de santificação? É exatamente esse processo de à medida que vamos vivendo, vamos sendo transformados à imagem e semelhança de Jesus.
Agora, isto nunca põe em causa, pela fé, a justificação. Porque quem não se sente perdoado em Cristo ainda não viveu a alegria da salvação. E a justificação é isto, é o Senhor. O que tu fizeste por mim que eu não merecia. Aquilo que tu me tornas quando eu não sou. mas aquilo que eu me posso tornar pela tua graça e pelo teu poder. Achas que muitas pessoas ainda estão só na justificação e ainda não conseguiram alcançar a santificação? Agora repare porque, Jorge, porque é tal questão. Um relacionamento com Deus, como qualquer outro relacionamento, volto sempre à questão dos relacionamentos humanos, mas ainda maior com certeza com Deus, exige tempo, exige dedicação, exige intenção, Quando nós não somos intencionais nos nossos relacionamentos, nós perdemos-los naturalmente.
E na primeira fase tem que ser sempre individual e não coletivo, não é? Individual, sem dúvida. Entre nós e Deus e entre nós e os outros. e exige entrega. Nas coisas que tu mencionaste, no relacionamento de amor, ele exige entrega. E quando nós vivemos uma relação de amor, mas não nos entregamos a esse relacionamento, há algo sempre que nos separa da pessoa amada. E constitui um problema da nossa relação com Deus. Isto é muito sério e muito importante. Nós precisamos, para conseguirmos viver esse relacionamento como Deus deseja, entregar-nos verdadeiramente e, portanto, viver essa relação de amor, uma relação de entrega a Deus e podemos entregar-nos a Deus com toda a confiança porque Ele nos ama e, obviamente, não há ninguém mais seguro para nós nos entregarmos.
Mas é muito interessante ver que quando Deus revelou-se a Moisés, Ele só mostrou o seu interior, não mostrou o seu exterior. Porque era impossível para Moisés ver o seu exterior. Mas esta passagem mostra-nos que nós vamos ganhar também o exterior de Jesus, ou seja, vamos ter vestes brancas. Queres só sublinhar esta espécie? Exato, da questão das vestes brancas que simboliza com certeza a justiça do Senhor Jesus, aquilo que nos é imputado que nós naturalmente não temos, por nós não temos, não possuímos. E já agora, Jorge, dizer o seguinte, a santificação não acontece num dia. Portanto, é o tal crescimento diário ao longo de toda a nossa vida. Aliás, a própria palavra do Senhor, em 1ª Salão de Censos 4.3, diz, a vontade de Deus é a vossa santificação.
E porquê que é vontade de Deus a nossa santificação? Para que um dia possamos estar com o Senhor. E portanto, e porquê? Porque Ele quer interferir, e agora no sentido positivo, agir na nossa vida diariamente e a cada momento. Então, o que eu diria, talvez até em título de resumo, repara, a diferença entre justificação e santificação, a justificação acontece quando nós aceitamos Jesus, ok? Portanto, Deus declara-nos justos, é uma posição que estamos ali diante de Deus, enquanto que a santificação acontece ao longo da nossa vida.
Portanto, é a transformação que Deus faz na nossa vida diariamente e a cada momento. Dando um exemplo, imaginemos que um jovenzinho faz algo de errado na escola. Agiu de forma errada. O diretor decide perdoá-lo. Portanto, isto é a justificação. E depois a santificação. É o que o jovem vai fazer ao longo da sua vida para ser diferente e para ser melhor. Quem nos dera que o tempo não terminasse, mas ele está. Terminou mesmo. Nós não podemos continuar a nossa conversa. Agradeço-vos bastante e acredito que vamos ter outras oportunidades no futuro para nos encontrarmos neste estúdio, para abrirmos a palavra do Senhor. Antes de nos irmos embora, tenho ainda que lhe relembrar o guia de estudo que oferecemos no início deste programa. É pais preparados, filhos de caráter.
É um exemplar bastante interessante para que você possa também conhecer o que a Bíblia nos diz sobre a educação que podemos oferecer aos nossos filhos. Basta enviar uma mensagem para o 933 93 92 91 e do outro lado alguém irá receber a sua mensagem, irá tratar dela, irá enviar-lhe este guia de estudo muito interessante para si. Resta-me agradecer-lhe a si, que esteve connosco ao longo deste perto de uma hora, para que pudéssemos abrir a Bíblia consigo. Para a semana voltamos, se Deus quiser, com outro tema, com outra temática. Seja agraciado pelo Senhor. Obrigado.
Neste episódio do programa Bíblia Aberta, somos convidados a refletir sobre dois temas essenciais para a vida cristã, o perdão e o arrependimento. Através da Palavra de Deus, descobrimos como estes dois elementos estão profundamente ligados ao plano da salvação e à nossa restauração espiritual.