Pecado, o Evangelho e a Lei

Pecado, o Evangelho e a Lei

23 de Maio de 202655 min 56 s

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Abrimos mais um programa da Bíblia Aberta, um programa que passa aqui semanalmente nesta que é a sua TV de lição, uma TV que procura trazer-lhe paz de espírito e muita esperança. Estamos a falar da TV Novo Tempo Portugal, que está no canal da MEU, no canal 186 da MEU. É aqui que nos encontra e é aqui que poderá estar connosco 24 sobre 24 horas. Se não puderes estar connosco no canal da Mel, poderás assistir e, no fundo, escutar a Programação Cristã através da Rádio RCS, nos 91.2 FM, para a Grande Lisboa. Ou se nenhum destes forem possíveis para poder estar connosco, poderá então ligar-se ao YouTube e poder ver o canal da TV Novo Tempo.

Esta é uma programação e este é um episódio dentro de uma programação do Programa Bíblia Aberta que semanalmente está no ar para poder fazer-lhe companhia e oferecer-lhe também ótimos conteúdos que retiramos das Sagradas Escrituras. Fazemos deste programa uma conversa e, para hoje, nada melhor do que apresentar os meus três convidados. São três novos convidados. Nunca estivemos, digamos, numa conversa aos três, mas eu acredito que todos eles irão contribuir para que nós tenhamos aqui um bom momento de reflexão ao longo de todo este episódio. Tenho comigo Amilu Cordeiro. Bom, Amilu já esteve, pelo menos em outros programas. Amilu Cordeiro. Tenho também o Edgar Justino. Olá, Edgar. É a primeira vez que estamos neste programa da Biblioteca.

É a primeira vez. Ok. E também o Luís. Olá, Luís Paulo. Obrigado por estares connosco. Obrigado pelo convite também. E de certeza que esta conversa será uma conversa bastante interessante porque habitualmente nós trazemos sempre um tema e o tema de hoje aborda o que é o

O impacto do pecado

pecado, o que é o evangelho e ao mesmo tempo como é que a lei ou o papel da lei de Deus pode funcionar dentro destas duas perspectivas. Vamos começar pelo princípio e vamos ver aqui as questões do impacto do pecado na nossa vida, na vida do ser humano e o que é que ele pode provocar em cada um de nós. Para isso, e porque é um programa onde nós abrimos a Bíblia, vamos abrir as nossas Bíblias na primeira passagem, que é de Isaías, capítulo 59. Isaías 59, para lermos o versículo 2. Isaías 59. Versículo 2 diz-nos o seguinte, mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós para que vos não ouça.

Edgar, vou começar por ti. De que forma é que esta passagem bíblica pode definir o impacto real do pecado no relacionamento que podemos ter com Deus, na nossa vida diária com Deus? Nós sabemos o quão triste, o quão difícil é conviver com o pecado. As marcas que isso deixa em qualquer ser humano, em todos nós. Mas eu acho que talvez, se não se importam os meus colegas, Eu creio que para nós lermos este versículo, seria muito bom também nós lermos o primeiro e também o terceiro. Vamos lá? Pode ser. Então, estás a falar de Isaías 59.

O Isaías 59, o versículo 1 e também, e depois podemos ler novamente o versículo 1 e até o versículo 3. Então, faz a leitura. Está bem, diz assim. Certamente a mão do Senhor não está encolhida para que não possa salvar, nem surdo o seu ouvido para que não possa ouvir. Contudo, as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto da voz, para que não vos ouça. Pois as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos de iniquidade, os vossos lábios falam falsamente, a vossa língua pronuncia perversidade.

Do lado, o que nós encontramos aqui nesses versículos, eu diria mesmo que talvez é mais um dos textos, mais um dos versículos bíblicos que nos falam sobre o inexplicável amor de Deus. Desde que os nossos pais pecaram, é verdade que... mas antes disso... O pecado não é um problema de homens, é um problema de anjos. Começou no céu. Apocalipse, capítulo 12, versículo 7 a 9, ele começa no céu, Satanás diz que uma terça parte dos anjos também foram expulsos e mais tarde o pecado é transferido para o ser humano no jardim do Éden e também o ser humano é expulso do jardim.

Isso deixa marcas tremendas, mas em todos esses momentos não encontramos ali algo que é inexplicável. É o amor de Deus. Deus toma sempre a iniciativa de ir ao encontro do ser humano. Fê-lo no Jardim do Éden, por exemplo. Fê-lo no Jardim do Éden. O homem pecou, ele foi atrás dele. Apresentou um plano. E vamos ver que ao longo de toda a história do povo de Israel, quantas vezes o povo se afastou, mas quantas vezes o próprio Deus tomou iniciativa. Demonstra aqui realmente, eu diria mesmo, as boas novas, é a boa notícia.

Porque de um lado vemos aí, olha, o homem que sofre e quantas vezes nós sofremos o sentimento de culpa, por exemplo. Eu lembro bem uma vez, o meu pai fez um culto de sábado. O meu pai também é pastor. E ele fez um culto de sábado e, por acaso, uma das frases que eu retive, então era miudinho. Ele disse que a pior cadeia para um ser humano, ok, não são as quatro paredes, mas a nossa consciência. A nossa consciência. Porque quando nós temos a consciência limpa, quando estamos livres de qualquer sentimento, uau! É bom, dá prazer, dá-nos vontade para sorrir, dá-nos vontade para, enfim, fazer muitas coisas que nos satisfazem.

Mas quando carregamos o sentimento de culpa, é tão difícil. É tão duro. E carregamos o sentimento de culpa exatamente por esta questão. Porque o versículo diz que as nossas iniquidades, ou seja, os nossos pecados, fazem uma separação entre nós e o Criador. Porque é o seguinte, aí está. Quando Deus nos diz isto, é porque... Quantas vezes nós... talvez queiramos atribuir a culpa a Deus? Temos um problema, temos algo que nos preocupa e nós oramos ao Senhor e parece que Deus não responde. E perguntamos, mas onde está Deus?

E Deus aqui, através do seu servo, do profeta, vai querer revelar-nos. Diz que a culpa não está no Senhor. Há algo que Deus ama sem dúvida nenhuma. A pessoa, o pecador, ele separa o problema da pessoa. Ela ama a pessoa, ela ama o pecador, mas Deus não suporta o pecado. E aquilo que impede Deus muitas vezes responder e Deus muitas vezes agir, é o pecado. E Deus não está a nos apresentar aqui a solução para o problema. Senhor filho, o que cria divisão, aquilo que impede Deus poder agir na tua vida, é o pecado. As vossas palavras, a vossa forma de ser, as vossas mãos, tudo isso.

Agora, e Deus apresenta aqui uma solução, porque se eu for a Jesus, se eu for até Jesus e puder confessar o meu pecado, a que bênção que é, Deus me dá, podemos alegria, Deus quer apenas que eu faça uma troca, que eu entregue a Ele todo o meu sentimento de culpa, tudo aquilo que me entristece, Ok? Tu é aquilo que me entristece e em troca o que é que ele me dá? A paz! A paz! Talvez nós possamos pensar. Sim. O pecado é verdadeiramente um grande problema na nossa vida. Porque a Bíblia diz claramente, ele separa-nos do Criador. Mas há uma situação que eu ainda considero mais grave. É permanecermos no pecado. Porquê?

Porque se permanecemos no pecado, aqui diz claramente que os nossos pecados encobrem o rosto de Jesus. Para que ele não nos oiça, o que significa que quando nós permanecemos em pecado, o Senhor Deus não consegue estar, digamos, não é disponível, mas não consegue estar a olhar para nós com a mesma ternura que tu estás a dizer. Olha, essas palavras são tão fortes, porque agora sim, eu tenho a oportunidade de poder fazer a melhor escolha. Deus é muito claro. Deus está a ser muito claro. São filhos. Há algo que nos separa. E é o pecado. Agora, é bom que tu voltes para mim. Se tu voltares para mim, se tu confessares, eu te alivio.

Agora, carregar um sentimento de culpa é desastroso. É difícil. Infelizmente, quantas histórias nós ouvimos de pessoas que colocaram fim à vida. por carregar um sentimento de culpa, mas que simplesmente a solução estava num clique. É tu te votares para o Senhor, tu te votares para Deus. Dizeres, Senhor, eu pequei, eu errei, eu falhei. Aconteceu uma pequenina história. Passou-se há uns meses atrás. Eu estava a sair da igreja de Canelas e numa reunião de oração, foi numa quarta-feira, E então, eu estava a cumprimentar os irmãos, estavam a sair, e uma senhora, uma irmã da igreja com uma idade, eu a abracei e a vi que ela não estava com aquele sorriso dela.

E perguntei-lhe o quê? Passou alguma coisa? Ela disse, pastor, estou muito preocupado porque não sei, desconfio que a minha neta está a passar um problema, tem um problema grave de saúde. Uma menina de 12, 13 anos. Eu fiquei completamente desincronizado. Depois dali, ponho-me no carro, estava a pensar naquilo que a irmã disse, e já a programar a visita e tudo, quando, de repente, eu estava tão distraído a conduzir, e havia uma bifurcação. Eu era obrigado a ir pela direita, e fui pela esquerda, sentido proibido. Assim que ando no sentido proibido, vejo lá atrás o azar da cobra, como se diz, né? De repente, vejo uns faróis e uma sirene. Era a polícia. Era PSP.

Isso aí. Entrei na rotunda, todos que vinham, pararam. Eu comecei a fazer, dei sinais de luz, que eu estava no caminho aderrado. Entrei na rotunda, voou pela direita e saio para ir apanhar a Via Rápida. Assim, estava na rampa, o polícia estava ao lado e, normalmente, deu o sinal e eu encostei o carro. Mal abri o ouvido e ele chegou. Eu disse logo ao Sr. Polícia. Senhora gente, eu lamento imenso. Peço imensas culpas e o rei merece a multa. Não preciso dizer mais nada. Eu sei o que eu fiz. Eu sei que aquilo que eu fiz foi extremamente grave e muito grave. Podia, naquele momento, ficar sem cartas, pagar uma multa muito avoltada.

Terem sentido o contrário. Eu pedi-me os documentos, fui ver a questão do seguro, vi a matrícula, e depois ele veio até comigo e perguntou-me, o senhor é justino? Eu disse sim. Ele disse, olha, então o que aconteceu? Ele disse, olha, eu estou a vir da igreja e contei-lhe o que aconteceu. Eu disse, olha, ok, mesmo quando temos problemas, quando temos problemas, é bom nós estarmos atentos, porque quando nos metemos na estrada, podemos, corremos o risco nós e o outro também que está à frente. Eu tenho consciência disso. Eu errei. Eu vou ter que pagar a multa. Ele disse, não, não vais pagar a multa. Eu vou me colocar aqui atrás, vou bocar a estrada para que o senhor possa entrar e seguir a viagem. Mas estou muito cuidado.

Eu disse, uau. Interessante que o sentimento de culpa por ter entrado em sentido proibido. A lei estava lá, ok? E acusou-me. Mas o facto de ter confessado, e é verdade que não podia ter esse desfecho, mas teve esse desfecho feliz para mim. Mas foi uma lição muito grande que aprendi. O quanto bem realmente afeta a misericórdia. E do lado daquilo que Deus quer fazer conosco. Se tu carregas um peso enorme e se tu tens alguém que pode aliviar, então por que não ires a Jesus? Por isso é que nós podemos usar a frase do versículo 1, certamente que a mão do Senhor não está incluída.

A função da lei

Muito bem. Para nós podermos ter uma noção clara do pecado, o que é o pecado e como ele trabalha na nossa vida e como ele destrói a nossa vida, Deus aplicou uma lei. Ou seja, Deus introduziu uma lei dentro do nosso conceito, que é a lei que o próprio Deus escreveu com o seu próprio dedo. Eu quero ler duas passagens e vamos introduzir aqui esta questão da lei e da definição do pecado. A primeira delas encontra-se em Romanos capítulo 3, versículo 20, que diz que por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Este versículo é claríssimo. Pela lei vem o conhecimento do pecado.

E se formos a 1ª de João, capítulo 3, Para lermos o versículo 4, tem aqui esta norma. Qualquer que comete pecado, também comete iniquidade. Porque o pecado é iniquidade. Luís, estas são duas passagens. Podíamos ler outras, porque não são as únicas. Poderíamos ler outras que também nos dariam uma explicação clara, mas lemos estas duas. E eu penso que é importante nós podermos conhecer aqui a função essencial da lei dentro daquilo que é o plano da salvação, porque o Edgar falou-nos de um plano da salvação de resgate, se quisermos, não é? E ao mesmo tempo, a razão de esta lei não poder justificar o pecador.

A lei não justificou o pecador porque também isso não é função da lei. É importante pensarmos a nível de um país. As leis de um país falam muito do caráter e das prioridades de quem fez essa lei. E a lei de Deus fala-nos muito e fala-nos do caráter de Deus. A perfeição da lei, a justiça da lei, fala-nos de um Deus que é justo e perfeito. Além disso... A lei foi-nos dada e basta nós lermos, por exemplo, os dez mandamentos e nós vemos que eles têm uma função protetora.

Protetora de relacionamentos. Olhamos para os dez mandamentos e nós vemos ali uma função muito relacional. Portanto, eles destinam-se a proteger relacionamentos. Primeiramente com Deus e depois com os homens, não é? Exatamente. Quatro primeiros que têm muito a ver diretamente com o nosso relacionamento com Deus e depois os seis últimos que apontam claramente por uma função protetora do relacionamento com o homem. A lei de Deus fala-nos de Deus, da perfeição de Deus. Ela também nos mostra quando nós, seres humanos, perante aquela lei moral, ela nos mostra a diferença entre aquilo que está certo e aquilo que está errado. Aquilo que faz bem ao relacionamento com Deus e com o próximo e aquilo que prejudica esse relacionamento.

E, portanto, há consequências, claramente, da violação dessa lei. Portanto, além disso, ela é como vamos comparar a lei de Deus a uma luz. Portanto, se nós entrarmos num aposento que esteja sujo e desarrumado, mas completamente às escuras. Pensem nele à meio da noite. Vocês entram ali, não há luz nenhuma, portanto não se vê que aquilo está sujo e desarrumado. Mas assim que a luz é acesa, percebe-se de repente que aquilo há um problema. A luz não foi responsável pela sujidade ou pela desordem, mas ela revelou. Ela mostra, ela revela. E, a nível do pecado, ela revela, ela mostra claramente ao ser humano que ele errou, que ele falhou.

Mas também não é a luz que vai arrumar, digamos, o que está a desarrumar. Também não. Só mostra. A luz só mostra. Mas ao mostrar o problema, ao apontar o problema do pecado, ao mostrar o problema, ela também desperta a nossa consciência para a necessidade de uma solução. E, portanto, a lei de Deus, ela nos conduz a Jesus. Portanto, a Bíblia fala agora como um tutor que nos conduz a Jesus para, em Jesus, nós encontrarmos uma solução para o problema. Portanto, a lei não resolve o problema do pecado em si, porque não é a sua função. Ela não tem essa função. Ela tem uma função de mostrar aquilo que efetivamente está certo ou errado, e quando nós pecamos, falhamos, transgredimos aquela lei, ela mostra que nós estamos no erro, nós estamos com um problema.

Mas ela não tem em si a solução para aquela solução, Vem de uma outra origem. A solução está em alguém. A solução está naquele que deu a lei. Mas será que nós podemos, de alguma forma, ignorar então a lei, visto que ela não tem o poder de nos libertar do erro? Será que nós podemos colocá-la de lado? Não, porque colocar a lei de lado faria com que nós pudéssemos permanecer no pecado. E permanecer no pecado, o pecado é aquilo que estraga, prejudica, atrapalha o nosso relacionamento com Deus e com os outros. Ou seja, porquê que o pecado é tão grave? porque ele escraviza.

A Bíblia diz que todo aquele... foi Jesus mesmo que disse que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. Ou seja, ignorar a lei faz com que o homem permaneça aparentemente confortável no pecado, mas isso tem graves consequências para os relacionamentos. Nós, seres humanos, nós fomos criados para um relacionamento de amor com Deus e um relacionamento de amor com os outros. E, portanto, O pecado tem consequências muito graves nesses relacionamentos. E mais, ele tem mesmo um relacionamento grave no nosso relacionamento com nós próprios. Ou seja, nós, interiormente, nunca podemos estar bem e felizes quando nós estamos no pecado.

O pecado engana, ele efetivamente causa dor nos outros, causa dor também em Deus, ou seja, Deus é afetado. Por isso é que temos uma lei que está dividida em duas partes, uma que nos aponta para Deus e outra para os relacionamentos, como estavas a dizer há pouco. Mas como ela nos leva, nos chama a atenção para a necessidade de salvação, aí nós, indo a Jesus, nós podemos, efetivamente, encontrar graça, podemos encontrar alguém que esse, sim, pode resolver o problema. Ele pode justificar. A lei nos conduz a Cristo. No livro O Caminho para a Esperança é dito que a lei nos conduz a Cristo para que sejamos justificados pela fé. Ela não pode justificar em parte também porque a lei exige obediência perfeita.

Ela reflete o caráter do legislador, que é perfeito, que é justo e perfeito, e, portanto, ela demanda de nós perfeição e justiça. E nós não estamos à altura do caráter do legislador, porque nós somos pecadores. Portanto, isso tem consequências. No Livro dos Atos das Nações é dito que a lei exige justiça, uma vida perfeita. E isso o homem não pode dar por si mesmo. Portanto, ela aponta para o pecado, mas só alguém que é Jesus, esse sim, ele pode perdoar e pode resolver o problema. Portanto, não é essa a função da lei. Ela aponta para Jesus e então em Jesus, sim, há uma solução e há uma justificação, ou seja, nós encontramos perdão e salvação, mas em alguém, em Jesus.

Ou seja, nós podemos olhar para a lei com um ponto principal, que é apontar o nosso erro e o nosso pecado, mas por outro lado, de uma forma mais restrita, é verdade, mas ela também nos aponta para a solução. Também nos apresenta a solução. Muito bem. Esta é a importância da lei. Ela foi escrita pelo próprio dedo de Deus.

Jesus e a lei

Extraordinário. É a única passagem, pelo menos que nós temos na Bíblia, em que claramente foi o próprio Deus que a escreveu e que a revelou, a Moisés, naquele encontro fantástico no monte. Mas será importante talvez nós podermos ver agora um pouquinho a relação de Jesus com esta lei, face à permanência da lei, não é? E quando nós vamos a Mateus capítulo 5, e gostava que todos aqui em estúdio, mas também você que está aí em casa, pudesse abrir a sua Bíblia agora em Mateus capítulo 5, é para lá que nós vamos, para o versículo 17. Capítulo 5 de Mateus, versículo 17, diz... Estas são palavras do próprio Jesus.

Milu... Perante estas palavras que Jesus coloca, perante esta tónica de que não veio para destruir, mas veio para cumprir, que implicações teológicas é que nós podemos retirar desta passagem, desta declaração de Jesus, para de alguma forma podermos compreender, sobretudo, a relação entre o Evangelho e a lei, olhando para o Evangelho como Jesus? É sem dúvida muito pertinente porque normalmente, como seres humanos, nós tendemos a cair nas extremidades. Ou seja, não há equilíbrio, não há harmonia nas nossas atitudes. E porquê dizer isto? Porque ou nós nos refugiamos no Evangelho apenas e só, dizendo Deus é bom, Deus salva, Deus é poderoso, que não está nada disso em causa.

Com certeza que Ele é elevado, seja o Deus por isso. Mas em detrimento da lei. Ou então caímos para o lado da lei, tentando nós fazer aquilo que a lei, para a qual foi incumbida, não tem poder para fazer. Tudo isto por causa do pecado. Do pecado, exatamente. Então nós ficamos sem Deus completamente em desarmonia com este princípio e esta graça que é como é que poderemos viver o Evangelho tendo conhecimento do pecado pela lei e sendo libertados da consequência da lei. Então o que é que nós percebemos? E já agora eu acho que é importante referir o seguinte. Parece que nos dá mais alegria e mais felicidade a questão de pensar no Evangelho.

E quando pensamos na lei ficamos assim um bocadinho mais abatidos. Não é incorreto, porque realmente o que é que a lei faz? Mostra-nos o que não está bem em nós e ninguém gosta, não é, de que alguém faça referência ou sublinhe os aspectos menos positivos da sua vida. Mas sabem que a importância da lei é tão grande quanto esta de que porque somos infantis, muitas vezes, na nossa vivência espiritual, nós precisamos de alguém que nos diga o que é que não é certo e o que é certo. Assim como quando temos os nossos filhos. Eles são pequeninos. À medida que vão crescendo, nós lhes vamos ensinando o que é correto e o que não é. Porque muitos, mesmo a nível da nossa espiritualidade, do nosso relacionamento com Deus, Se não temos esta base, esta base sólida, que é o conhecimento da vontade de Deus, então nós não saberemos o que é certo e o que não é.

Poderemos estar a viver um evangelho Meide e Milú, ou em Jorge, ou Luís, ou Edgar. Ou seja, estamos a viver uma experiência de religião, mas não um relacionamento com Deus. E eu acho que esta questão da importância de ver esta ligação entre Evangelho e lei, em primeiro lugar dizer, o Evangelho não anula a lei. E tanto não anula, que o Evangelho é pessoa do Senhor Jesus, que ele veio, não é? E veio para nos dar a salvação. Esta é a boa nova. Mas ele veio, como tu leste o versículo de Mateus, não veio para anular, mas veio para confirmar. Confirmar como? Cumprindo. Aliás, quando nós olhamos para o escritor da lei, e nós pela Bíblia conseguimos perceber que o escritor da lei é próprio Jesus Cristo, como é que ele a dado momento viria aqui e anulava a lei ou não lhe dava o significado e a importância?

Eu creio que muitas das vezes o facto de desconhecermos a Palavra de Deus na sua totalidade nos leva a momentos de ignorância. Dizer o quê? Quando o Senhor vem cumprir esta lei, vem cumprir, é verdade, para já cessar todas as leis cerimoniais, não é? Porque às vezes há esta confusão entre a lei cerumenial e uma lei moral. E realmente as leis cerimoniais cessaram porque o verdadeiro Cordeiro, que era o Senhor Jesus, veio e morreu por cada um de nós. não foram escritas com o dedo de Deus. Exatamente. Eram leis que apontavam para aquelas necessárias, como uma questão pedagógica de ensino, de aprendizagem. Mas quando o Senhor Jesus morre ali naquela cruz, cessam todas essas leis cerimoniais, mas a lei moral Aquela que tem a ver com a tal questão da transgressão, porque se nós vivermos em pecado, a consequência do pecado é a morte, a morte eterna, não estamos apenas a falar da morte nesta vida, a morte eterna.

Então há a necessidade de uma solução. E qual é a solução para isso? Foi o sangue de Jesus. Então ele toma, coloca-se no nosso lugar que deveríamos nós de ser mortos, mas ele dá a sua vida para que nós tenhamos vida. e uma vida eterna. Então, repara Jorge, a questão é esta, quando nós conhecemos a palavra de Jesus, a questão do pecado, ou melhor, da lei em si, não se torna um fardo. Porquê? Porque nós amamos quem a escreveu. É como um relacionamento, não é? Mal vai se eu achar que a vida com o meu marido é um fardo. Poderá tornar-se se não há amor, se não há intenção, se não há relacionamento. E um bom exemplo é o Davi, não é?

Isso. Quando ele diz claramente, eu amo a tua lei. Eu escondi a tua lei no meu coração. E ela me não apenosa. Exatamente. Ou seja, quando temos este conhecimento de que O que é que é o verdadeiro Evangelho? Que o Senhor veio para nos dar uma oportunidade de vida nova, uma novidade de vida. Então nós compreendemos a lei do Senhor. aceitamos essa lei que nos quer... Repara, uma lei o que é que é? É como, não sei se aqui, seguramente, nós já fomos à Madeira, não é? E tem aquilo que é chamado às levadas, que é aquelas caminhadas muito bonitas que se faz ali naquela ilha portuguesa. E em determinada altura nós chegamos a um lugar onde há uma vedação. E porquê que há essa vedação?

Porque logo após vem um abismo. Nós estamos deslumbrantes diante da imagem e da natureza, mas há logo um abismo ali. E nós aborrecemos que há já uma vedação. E aceitamos a vedação, é? não Ora, não nos vamos aborrecer pela vedação. Pelo contrário, a gente agradece que ela ali esteja. A lei... É isso na nossa vida. Não é para nos impedir da felicidade, é exatamente para preservá-la. Para nós nos sentirmos bem, abençoados e deslumbrar a vida e vivenciá-la o melhor possível, mas resguardados e protegidos pela graça. Podemos, talvez, só fazer aqui um resumo. Perante o pecado que o Edgar falou, temos a necessidade da lei que vem nos mostrar o pecado, mas o próprio Jesus vem resgatar-nos do pecado.

Ou seja, Jesus sem lei é impossível. Não. O próprio Senhor Jesus veio cumprir na sua própria vida aquilo que era a sua própria palavra, não é? Portanto, ele não veio anular a sua palavra, ele veio confirmar a sua palavra. A conversa está ótima aqui em estúdio e eu acredito que você aí em casa também está colado, digamos assim, ao seu televisor ou até mesmo ao seu rádio, não importa. Mas neste momento temos que fazer um curto intervalo. Voltamos já para a segunda parte. TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança.

Justificação pela fé

Estamos de volta para a segunda parte do programa Bíblia Aberta, hoje com três convidados, a Milu, o Edgar e também o Luís. Estamos numa conversa entre pecado, evangelho e lei. Três áreas que nós precisamos ter bem definidas na nossa vida e a conversa aqui tem sido muito boa. Antes de continuarmos, quero, contudo, dizer-lhe que temos um guia de estudo para lhe oferecer. Se tiver interesse em receber este guia de estudo, que tem por título Céu ou Inferno? Se posso estar salvo ou se posso estar perdido? São as duas condições que a Bíblia nos fala. São as únicas que temos, ou salvos ou perdidos. Se tiver interesse neste guia de estudo basta que solicite para o número que aparece em rodapé 933 939291 933 939291 basta que envie uma mensagem pelo WhatsApp e alguém deste lado irá contactá-lo, irá enviar gratuitamente para a sua casa para que possa ter este guia de estudo e possa aprender mais sobre o que é o céu e o que é o inverno.

Quanto a nós, aqui vamos continuar a nossa conversa. Voltamos, portanto, a estar em sintonia com o tema que nos trouxe até aqui. É um ingrediente bastante interessante, ou melhor, três ingredientes, pecado, lei e evangelho. Mas eu gostava de introduzir aqui também uma outra noção que a Bíblia nos dá de justificação pela fé. Tentarmos compreender um bocadinho o que é a justificação pela fé. Este é um tema muito conhecido entre os cristãos, mas é necessário que nós também aqui o possamos desenvolver. E para isso eu gostava que nós pudéssemos abrir agora a nossa Bíblia em Romanos capítulo 3. Vamos a Romanos, é um dos livros do Novo Testamento. que nos dá a perspetiva de podermos encontrar aqui algo sobre a justificação pela fé.

Romanos capítulo 3 versículo 28 diz concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei." Uau, parece que Paulo agora criou-nos aqui um problema, não é? Sem as obras da lei. Edgar, eu volto a ti e volto a perguntar-te como é que nós podemos encontrar uma resposta coerente e válida a partir deste versículo, sobretudo, como é que nós o podemos compreender tendo por base a lei que foi dada e ensinada a Jesus, porque já vimos que Jesus sem lei e lei sem Jesus não funciona. Como é que nós podemos ver este versículo e compreender este versículo tendo por base claramente que a lei foi dada e ensinada por Jesus? É verdade que alguns pensam, e quando nós lemos Paulo, os escritos de Paulo, Paulo é complicado.

Às vezes é complicado, mas ainda bem que há outros escritores bíblicos também que, dentro da mesma linha, dão uma luz mais clara, ou talvez mais simples, e isso simplifica. É daqui, todo o capítulo 3, em momento algum, o apóstolo Paulo fala aqui em que a lei tinha sido abolida. O capítulo 3 de Romanos fala claramente sobre a justificação pela fé. Talvez uma outra pergunta que nós podíamos fazer e já vamos responder à questão. Quem era Paulo, podemos dizer, para poder anular uma lei que o próprio Deus escreveu?

Por exemplo, se nós formos ler, normalmente, Mateus, o capítulo 5. Mateus, o capítulo 5, versículos 18 e 19. Nós lemos 17, não é? Agora vamos ler o versículo 18 e 19. Mateus 5, o versículo 18 e 19, nos diz assim. Podes ler? Diz assim. Em verdade, vos digo que até que o céu e a terra passem nenhuma letra, ou um só traço se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido. Qualquer que desobedecer a um desses mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos seus.

E aquele, porém, que os cumprir e ensinar, será chamado o grande, no reino dos seus. Não nos podemos esquecer que estas normas foram do próprio legislador, não é? Do próprio legislador. Isso. De que Paulo não podia, de forma nenhuma, aqui falar da abolição da lei. Não faz sentido. Falamos, sim, das leis cerimoniais, como a Camila falou. Sim, essas leis, sim. Porque hoje, para remissão dos meus pecados, não preciso pegar um cordeiro. Eu não preciso matar um cordeiro, não preciso fazer um sacrifício. De que essas leis foram abolidas, sim. Mas a lei moral, não. A lei escrita pelo próprio legislador. É verdade que o apóstolo Paulo Aquiles, neste capítulo 3, ele vai simplesmente colocar, como já dizia o Luís, a lei no seu devido lugar.

A lei tem uma função, ok? A função. O exemplo que ele deu, da luz, É interessante que um outro escritor bíblico, Tiago, por exemplo, o capítulo 1, versículos 23 e 24, também nos diz assim. Porque se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural. Porque se contempla a si mesmo e logo se esquece de como era. Se tiver a trabalhar o carro, enfim, uma pequenina avaria, uma pequenina reparação, ou então uma senhora está em casa a fazer, a preparar o almoço, uma sobremesa, e com a sua batedeira de repente sai um, sei lá, algo, ou a massa cai, salta na testa, possivelmente não se deu conta.

Mas o que é certo é o seguinte, é que ela ao ver-se ao espelho, o espelho mostra que olha, tens uma mancha, mas o espelho não tem braços. Não tem braços. Então o que o espelho faz? O espelho indica, olha lá, para tirar essa mancha só tens uma solução. Tu tens que ir até o lavatório e lavares o rosto. O espelho não tem braços para tirar, não te vai tirar a mancha. Não vai tirar a mancha. Isso significa que o Apolo... Paulo aqui não está realmente de forma nenhuma a dizer que a lei tenha sido abolida, mas pelo contrário, a lei tem essa função de nos conduzir, como já vimos aqui, tem uma função realmente de nos conduzir, de nos conduzir, de nos conduzir a Cristo. Isso significa que a salvação realmente, a salvação não é de forma nenhuma alcançada através das obras, através do meu bom comportamento.

Isso deve vir como consequência. Eu não vou à igreja para ser salvo. Eu vou à igreja porque fui salvo. Torna-se muito mais fácil Torna-se muito mais fácil quando eu olho para os mandamentos de Deus como uma promessa. Porque a partir do momento que eu aceito, quando eu aceito Jesus como meu salvador pessoal, olha a diferença que faz.

Quando eu aceito Jesus como meu salvador pessoal e se eu olhar para a lei de Deus como uma promessa, olhem como fica. Deus olha para mim e me diz assim, Edgar, eu sei que tu tens uma dificuldade muito grande em guardar o sábado ou respeitar o pai e a mãe. Eu sei que tens essa dificuldade, mas eu te prometo uma coisa. Enquanto nós estivermos ligados um com o outro, eu te prometo que tu não terás outros Deuses diante de mim. Eu te prometo que tu não vais cobiçar aquilo que é do outro. Eu te prometo que tu vas honrar o teu pai e a tua mãe.

Aquilo que Deus quer, em primeiro lugar, é que eu tenha um profundo relacionamento com Ele. Porque não será a lei que me vai salvar. A lei não me justifica. Quem me justifica é Cristo. E aquilo que Deus deseja é que eu possa ter, eu possa desenvolver este relacionamento com o Senhor. E quanto mais próximo do Senhor eu estiver, a tal lei, torna-se uma benção, uma alegria ao psalmista. Podemos então, talvez, resumir um pouquinho a justificação pela fé como o nosso relacionamento íntimo com Deus. Com o Senhor. E é isso que vai ditar a diferença.

A lei mostra-nos o nosso erro, mas a nossa relação com Deus vai mostrar a nossa vitória. E já agora poder dizer o seguinte, mesmo neste grande relacionamento com Deus, que nos esforçamos por ter, exatamente porque o temos, a gente percebe a nossa pecaminosidade. E ao percebermos a nossa pecaminosidade, percebemos que aí nós não há solução. E percebermos a importância da lei, não é? Da lei e, mais do que isso, aquele poder que vem de Deus de nos justificar. Ou seja, fazer por nós aquilo que nós próprios não conseguimos fazer. Daí que a justificação é um ato de fé. Porquê? exatamente porque o pecado é da parte do inimigo que vem e que nos tenta e que faz com que nós caiamos em pecado, depois coloca em nós pensamentos de desvalorização, de humilhação, de vergonha, de culpa e esmaga cada vez mais.

Como é que saímos daqui? Tem que ser pela graça de Deus. Então quando essa justificação vem, Pela fé, não é às vezes até a mais do que aquilo que eu sinto. Tem que ser pela fé. Até posso nem sentir, mas eu tenho fé que o Senhor me perdoou. Isto é justificação. E olhando para este princípio, vou dizer, jurídico, não é? Porque e implica uma jurisdição de verificação da nossa fé, o que é que Deus

Amor e obediência

está, de alguma forma, tem... interessado em perceber em nós? Claramente dois fatores, e podemos olhar para esses fatores como, por exemplo, para um estilo de vida saudável, o amor e a obediência. Estes são dois fatores que estão, digamos, que são analisados pelo próprio Deus. Se não vejam, se formos a São João, capítulo 14, E olhando agora para aquilo que o evangelista João escreve em São João capítulo 14, versículo 15, diz o seguinte, e esta frase é muito clara, se me amardes, guardareis os meus mandamentos. Este versículo é um versículo bem pequenino, mas eu diria cheio de conteúdo e cheio de verdade. E, mais claro, creio eu que Deus não podia ser. Luís, de que maneira é que este versículo pode, de alguma forma, redefinir a obediência que nós temos que ter no nosso dia-a-dia para não cairmos naquilo que nós chamamos de legalismo?

Muito bem. O problema é que, muitas vezes, a lógica do legalismo é eu obedeço para ser aceito. Eu cumpro as regras para merecer algo de Deus. E Jesus vai e inverte completamente esta lógica. O ponto de partida de Jesus é o amor e não a obrigação. A obediência não é uma moeda de troca. Ela é consequência de um relacionamento. Eu falei da questão do relacionamento quando falamos da lei de Deus, não é? Que é uma lei de amor, não é? A lei de Deus é uma lei de amor. Aqui também, Jesus parte para a obediência dessa lei.

O ponto de partida é o amor. Portanto, a obediência torna-se uma resposta ao amor que foi recebido. Portanto, o amor vem primeiro. A obediência vem depois, como consequência, desse amor. Portanto, nós vivemos numa relação de amor em nossa casa, nós fazemos e devemos fazer as coisas porque amamos aquelas pessoas que estão ali, não? E não por uma questão de, ah, eu sou obrigado a fazer isto. A motivação certa é, e aquela que realmente Jesus deseja, é a motivação do amor. O problema do legalismo é quando as coisas são feitas por obter algo e por um sentimento de obrigação, aquilo passa a ser um fardo.

O legalismo ele pesa, ele exige perfeição, enquanto que o amor, a obediência por amor, ela liberta. Porque ela é transformadora, há uma transformação de coração. O amor liberta, enquanto aquela obediência a legalista, ela prende, ela escraviza. Obedecer assim não é um fardo, não é seguir uma lista de regras, não é portar-se bem. É amar, e porque se ama e porque se é amado, e é também uma resposta ao amor. Ou seja, nós somos amados por Deus, sentimos-nos amados por Deus, E é algo totalmente natural, não é? Se tu amas alguém, tu tens o desejo de agradar esse alguém.

Então é totalmente normal e é algo totalmente lógico e totalmente intuitivo. Ou seja, nós seguimos um impulso natural. E daí que o centro, o foco, precisa estar no nosso relacionamento. A obediência passa a ser relacional e não para cumprir um ritual, um código, um conjunto de leis. E mais, se nós olharmos para este capítulo um bocadinho mais abaixo, Jesus introduz a alguém que é o Espírito Santo e, portanto, como viver esta lei por amor. Portanto, se nós virmos o versículo 16, diz que eu rugarei ao Pai e ele vos dará outro Consolador a fim de que esteja para sempre convosco.

o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque o mundo não o vê, nem o conhece. Vós o conheceis, porque Ele habita convosco e estará em vós. Ou seja, é o Espírito Santo em nós que é a fonte desse amor, não é? Portanto, nós olhamos, por exemplo, para Romanos, capítulo 5, versículo 5, que fala um bocadinho também do relacionamento do Espírito Santo com o amor, não é? E diz que o amor de Deus foi derramado nos nossos corações como Pelo Espírito Santo. Pelo Espírito Santo que nos foi dado. Portanto, eis a fonte da obediência toda. Ou seja, é o amor de Deus que chega ao nosso coração através do Espírito Santo, que nos permite, através desta transformação de amor, assim, quando nós estamos apaixonados, quando nós amamos, isso nos transforma.

Nós não somos as mesmas pessoas. Da mesma maneira, há esta mudança. Eu quase que diria que o amor é aquela parte em nós que nos faz ultrapassar o limite, não é? Porque nós somos seres limitados, não é? Mas no amor, nós deixamos esse limite para trás, não é? E cada vez que amamos, temos mais vontade de amar. Estamos quase no final, mas eu ainda queria ver aqui uma perspectiva muito interessante naquilo que é o sentido da justificação pela fé e vemos que realmente nós estamos a ser avaliados por Deus dentro deste enquadramento da justificação pela fé, pelo amor e pela obediência, ou seja, pelo interesse que temos pelo nosso Deus. Mas como é que nós podemos ser verdadeiros seguidores de Jesus?

Praticar a vontade

E esta regra, eu diria que ela é composta por dois verbos. Vamos encontrar dois verbos na Bíblia que são muito importantes, o verbo ouvir e depois o verbo praticar. Se não, abramos a nossa Bíblia em Mateus capítulo 7. Em Mateus capítulo 7, versículo 24, nós vamos encontrar esta passagem. E aliás, depois Jesus até vai contar uma parábola, digamos assim, entre aquele que fez a casa na rocha e a casa na areia. Miluno, o tempo que ainda nos resta, Qual é a diferença espiritual entre conhecermos a vontade de Deus e praticarmos a vontade de Deus?

É sem dúvida uma pergunta pertinente. Eu diria que a diferença espiritual entre conhecer a vontade de Deus e praticá-la é a mesma diferença entre sermos informados ou transformados. Porque uma coisa é eu ter o conhecimento. Eu tenho o conhecimento que há uma lei de código das viaturas na rua que diz que ao sinal amarelo nós devemos começar a abrandar. Mas não é isso que sempre a gente faz. Normalmente aceleramos. Porque estamos com pressa, porque temos muitos compromissos e fazemos exatamente o oposto daquilo que a lei diz. Portanto, em vez de abrandarmos a gente acelera, que é para ver se ainda passa no amarelo. Então repara, esta questão de conhecer a vontade de Deus, nós podemos realmente conhecê-la ou a nível intelectual apenas e só, ou então a nível prático do nosso dia-a-dia e, portanto, da experiência da nossa vida.

E isto faz toda a diferença, porque, repara, tu podes saber o que a Bíblia ensina, isso não está em causa, tu podes entender até o que é certo e o que é errado, que também não está em causa, e até podes ter consciência dos mandamentos e dos princípios de Deus, intelectualmente falando. É uma coisa eu ouvi, eu conheço, eu sei, mas outra coisa eu pratico. Eu faço isso na minha vida e isso faz parte da minha vida. É completamente diferente, ok? E reparem, mesmo praticar a vontade de Deus a nível espiritual e prático, Isto vai trazer com que nós obedeçamos a Deus, portanto lá está a questão da obediência, que vem em consequência do amor e portanto nós sentimos alegria nessa obediência.

Aplicamos a sua palavra à nossa vida diária e por isso é que é tão importante nós diariamente nos alimentarmos da palavra de Deus, porque ela é para ser degustada, apreciada ao longo da nossa vida, ao longo dos nossos dias. E claro, diz, diz, Eu diz. penso que Mateus foi muito feliz quando ele coloca aqui o verbo escutar ou o verbo ouvir, não é? Porque falta-nos muito isto na nossa vida, não é? Falta-nos isto para com Deus e uns para com os outros. Nós vivemos tão apressadamente e tão velozmente, passamos pela vida, que nem sempre nos apercebemos daquilo que verdadeiramente Deus nos quer dizer e dos diálogos que nós temos uns com os outros. Aliás, não é por acaso, e agora ainda é uma área que aprecio bastante, é que o problema número um dos relacionamentos, e particularmente entre marido e esposa, é a questão da comunicação.

É o número um. Portanto, nós nem sempre nos fazemos entender ou somos entendidos, ok? A nossa relação ficava muito mais simplificada se escutássemos mais. Sem dúvidas. E escutássemos bem. Saber escutar, saber ouvir. E agora repara, Jorge, esta questão desta diferença principal entre saber e conhecer ou ouvir e praticar. Ainda há pouco o Luís estava a falar sobre a questão da luz. Nós diríamos, espiritualmente falando, é o conhecimento, ou seja, conhecer é a luz que é recebida. Nós recebemos esta luz que é a palavra de Deus. Mas depois a prática é uma luz que é vivida, ou seja, que nós pegamos na palavra e a traduzimos no nosso dia a dia.

E isto quer dizer o quê? Se Deus diz algo, então eu considero isso que o Senhor disse. Eu sou obediente porque sei que Deus me ama e quer o melhor para mim, então é isso que eu vou praticar, é isso que eu vou fazer. E além disso, muito importante, voltando aquilo que eu falava há bocado sobre o papel do Espírito Santo, a diferença entre conhecer a vontade de Deus e praticar, muitas vezes está justamente no Espírito Santo. Ou seja, a obediência por amor, ela não coloca o foco em mim, na minha capacidade de cumprir e de obedecer, mas em alguém, em Deus, na pessoa do Santo Espírito, que me vai, para já, transformar e ajudar a viver a vontade de Deus na prática da minha vida, portanto, ou seja, é uma obediência por amor e relacional, ou seja, é alguém que trabalhando comigo ajuda não só a conhecer a vontade de Deus, porque o Espírito Santo tem um papel importantíssimo na revelação, não é o tema de hoje, mas nós sabemos disso, mas também depois a pôr em prática aquilo que ele inspirou, a palavra de Deus, a ficar registado e a praticar a vontade de Deus Santo.

Ou seja, isso também liberta. Porque, no fundo, não é uma performance nossa, é algo que alguém, o Espírito Santo, me ajuda a viver na prática, à medida que eu me mantiver perto de Deus e, portanto, perto desta influência transformadora. Já agora, Jorge Couso, de uma forma muito seller, dizer apenas duas frases, que acho que é interessante. Conhecer a vontade de Deus muda o nosso pensamento, mas praticar a vontade de Deus muda quem somos. Isto é algo de extraordinário e é este relacionamento e esta entrega e esta comunhão e esta cumplicidade que o Senhor quer connosco. Aliás, a palavra de Deus, se nós quisermos de uma forma muito prática, podemos dizer que quando nós compramos um eletrodoméstico lá para casa, ele traz sempre um livro de instruções.

Nós podemos usar o livro de instruções ou podemos ir por nós, não é? Mas se formos por nós, garantidamente que não vamos conhecer aquele eletrodoméstico completamente como ele foi feito. E quais são os recursos que nós podemos tirar, não é? Por isso é que o Senhor Jesus disse, escutai a minha palavra, porque se a escutares vais praticá-la. Meus amigos, muito obrigado pela vossa presença. O nosso tempo chegou ao fim, mas há sempre muito mais que podíamos dizer. Fica a promessa. Na próxima semana voltarmos. Convido-vos, desde já, a poderem estar comigo na próxima semana para podermos ter aqui mais um tempo de conversa sobre as coisas que Deus deixou escritas para nós na sua palavra. Antes de nos irmos embora, eu quero voltar a relembrar-lhe que temos uma oferta para si, um guia de estudo, um guia de estudo da Bíblia, com o título Céu ou Inferno, se eu posso ser salvo ou se eventualmente, se eu não fizer nada, se fico perdido.

Este é um guia de estudo muito importante, muito interessante, retirado da palavra de Deus e poderá assim aprender mais. Se ligar para o 933-939291, 933-939291, simpaticamente alguém deste lado receberá a sua mensagem e dará conta do seu pedido para que o receba gratuitamente em sua casa. Está tudo dito por hoje, nada mais podemos dizer porque o tempo acabou, terminou, mas estaremos de volta na próxima semana com mais um episódio do programa A Bíblia Aberta, aqui nesta que é a sua TV da Esperança e também em rádio, na Rádio RCS. Que o Senhor o abençoe.

Sobre este episódio

📖 Neste episódio do programa Bíblia Aberta, mergulhamos num tema profundo e essencial para a vida espiritual: pecado, lei e evangelho. Qual é o verdadeiro impacto do pecado na nossa vida? Qual é o papel da lei de Deus? E como podemos encontrar salvação através de Jesus?

Série
Bíblia Aberta · 13 episódios
Temporada e episódio
Temporada 6 · Episódio 9
Estreou
23 de Maio de 2026
Categoria
Espiritualidade