Nicodemos

Nicodemos

15 de Dezembro de 202529 min

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Estamos. De regresso aqui à Voz da Esperança, na Novo Tempo. É um prazer recebê-lo aqui na nossa casa e poder partilhar estes próximos minutos, que eu acredito que serão uma bênção. Por isso, o desafio é ficar aí desse lado. Temos bons ingredientes hoje para este convite. Vamos começar, como sempre, com o nosso quarteto Voz da Esperança, com a liderança musical de André Santos, o nosso maestro, que vai, mais uma vez, conduzir estas quatro vozes para trazer os nossos pensamentos e o nosso coração para a esperança.

Também é de esperança que lhe vou falar hoje, ao levá-lo até mais uma extraordinária, talvez uma das mais belas histórias dos encontros de Jesus. Isso vai ser já a seguir, por agora. Oh, que esperança!

Momento musical

Com o quarteto Voz da Esperança. Vibra em nosso ser Pois aguardamos o Senhor Fé possuímos que Jesus nos dá Fé na promessa que nos fez Vejo que o tempo logo vem E as missões daqui a bem Dai a letra vão cantar Aleluia!

Aleluia! Aleluia! Hoje Deus é dormido a tocar, breve Jesus voltará. A todo mundo a missagem levai, breve Jesus voltará.

Ondas e volas, o som e o coelho, Breve Jesus voltará. Ondas do mar, a canção e o coelho, Breve Jesus voltará. estrangeira.

Profecias de Daniel

Tenho dois livros na minha mão neste momento. Um é seguramente mais importante do que o outro, mas vou começar por falar-lhe deste mais pequeno porque, na verdade, ele serve, este guia de estudo, serve para o ajudar a estudar este livro, a Bíblia. Mas particularmente hoje volto, já há umas semanas atrás aqui o fiz num dos nossos outros episódios, a trazer-lhe um guia de estudo que pode ser uma mudança, pode marcar uma mudança na sua vida. Trata-se de um manual sobre as profecias de Daniel, do profeta Daniel. quase capítulo a capítulo. Este guia vai ajudá-lo a compreender essas incríveis revelações. É uma oferta que temos para si hoje. Se nunca teve a oportunidade de pedir este material, se quer oferecer a alguém na sua família, um amigo, um colega de trabalho, a Novo Tempo oferece este material.

Envie uma mensagem, precisamente a pedir, o guia Profecias de Daniel para o número 933-939291. Acredito que já saiba, se não o conhece bem, anota aí 933-939291 para estudar as profecias de Daniel. Ora, claro está que as profecias de Daniel são relevantes precisamente porque Deus não ficou em silêncio ao longo da história. Deus revelou a sua palavra, os seus planos, revelou também grandes verdades para a nossa vida e deixou-as reveladas na sua palavra.

O encontro noturno

Nós estamos a estudar a vida de Jesus. Tem sido este, se quiser, o fio condutor das últimas sessões aqui da Voz da Esperança. E hoje, eu disse há pouco, que vamos mesmo a uma das mais belas histórias, ou um dos mais belos encontros. Estamos em João no capítulo 3. e Jesus vai encontrar-se com um homem. O seu nome, aliás, ficou famoso. Vou ler aqui os primeiros versículos só para o situar e depois já vamos aprofundar esta história. Diz aqui que havia entre os fariseus um homem chamado Nicodémus. Ele era príncipe dos judeus. E ele foi ter de noite com Jesus.

É este o contexto onde nos vamos encontrar. Eu vou fazer-lhe aqui hoje quase como uma viagem, quase imaginando os movimentos deste homem que procura Jesus. E nós vamos percorrer agora os vários momentos e as várias frases que tanto Jesus como Nicodemus vão dizendo um ao outro. Um diálogo absolutamente maravilhoso. Mas, mais do que a curiosidade de ler esta história, é claro, nós queremos refletir sobre como é que ela também fala à nossa vida e é isso que eu desafio a fazermos a partir de agora. Às vezes, grandes conversas acontecem naquele encontro privado. Não é nem diante das multidões, nem com muito barulho à volta.

É por isso que a noite pode ser um espaço muito importante para o encontro, porque a noite, naturalmente, ela traz o silêncio, a acalmia, a zafama que vai, também há menos olhares. E no silêncio da noite, às vezes, podem acontecer grandes conversas. É exatamente assim que nos encontramos nesta história. A cidade dorme, vamos imaginar o quadro. As ruas já estão praticamente vazias, E há um homem que tem a alma desperta, mesmo se a maior parte das pessoas se calhar já descansam nas suas casas. Esse homem era Nicodemus. Um homem que sabemos que era extremamente culto, um grande conhecedor, especialmente do mundo religioso, um homem respeitado, que aliás tinha uma posição de enorme destaque nesse sinédrio judaico.

Portanto, um homem também de grande poder e autoridade. Mas tudo isto, toda esta pompa, todo este poder, não lhe retirou, não era suficiente para que ele estivesse tranquilo e seguro. Havia o que poderíamos chamar uma inquietação profunda em Nicodemos. Portanto, este homem tinha tudo o que o mundo valoriza, mas sentia seguramente um vazio que nem o prestígio Mas agora note bem, nem mesmo a religião conseguiram preencher. E esta conversa que vamos olhar é muito sobre como é que a religião, por vezes, não é suficiente para dar aquilo que ela promete dar. Nesta noite, Nicodemus vai, por tudo isto, ao encontro de Jesus.

É ele que o procura. Ele vai discreto, por isso é que vai à noite, quase, poderíamos dizer, escondido, Mas o coração de Nicodémus está em busca de uma luz que ele não consegue ainda encontrar. Há bocadinho eu fiquei ali no início do versículo 2, quando ele apenas diz que Nicodémus veio à noite procurar Jesus, e é ele, portanto, que inicia o diálogo. E o diálogo começou assim. Rabbi, que quer dizer mestre. Bem sabemos que és um mestre vindo de Deus. Veja como começa o diálogo. Nicodemus elogia e salta Jesus. Mas sempre com uma distância de segurança.

Ele ainda não está ali para se entregar. Ou seja, ele admira, mas não confessa. Mas Jesus pega em qualquer coisa. Mais pequeno lampejo de um coração que busca. Jesus, na verdade, conhece o coração de Nicodemus e de todos nós. antes que uma palavra saia da nossa boca. E, neste caso, Jesus conhecia Nicodémus. Mas Jesus não vai entrar nesta conversa meia diplomática. Jesus sabe o que o Nicodémus precisa e, portanto, vai direto ao essencial. Na verdade, acredito numa coisa. Deus não responde à nossa curiosidade. Algumas pessoas buscam em Deus, na religião, às vezes até na Bíblia, buscam resposta a curiosidades, mas acredito que Deus não está a tentar responder às nossas curiosidades, mas antes à sede profunda da nossa vida, do nosso interior.

E por isso Jesus vai olhar Nicodemus, eu quase que imagino um olhar que vai prescrutar o coração, um olhar bem profundo nos olhos e vai dizer, Nicodemus, na verdade, na verdade te digo, que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus. Talvez já tenha ouvido esta frase, uma das mais célebres de Jesus. E agora, o que é que nós vemos? O mestre da lei. Nicodemus é o mestre da lei. E como mestre da lei, ele provavelmente esperava chegar a Jesus e tentar discutir com ele as coisas da lei, a doutrina, os meandros, a interpretação. Só que Jesus, logo desde o início, vai falar-lhe de vida, de transformação.

Jesus não vai oferecer a Nicodemus mais um curso de teologia, porque não era isso que Nicodemus precisa. Nicodemus precisava de um novo coração. E por isso Jesus não vai estar com meias palavras a entrar no tema que era importante. Nicodemus pensava que bastava conhecer. Mas Jesus mostra-lhe que era preciso renascer. E este será, na verdade, o tema central desta história e deste encontro. É por isso que Nicodemus, naturalmente, fica meio desconcertado. Não podia ser de outra maneira. Jesus, diante desta proposta, deixa-o com uma interrogação. O que ele vai colocar diante de Jesus?

Como pode um homem nascer sendo velho? Não sei ao certo se a pergunta era genuína, se era uma pergunta irónica, mas há uma coisa que me parece. É que Nicodemus, na verdade, tinha medo. E talvez esta pergunta fosse mais na base desse medo. Medo de quê? De perder o controle. Medo de ter que admitir que o sistema no qual viveu toda a sua vida, essa estrutura de vida religiosa, a organização, a instituição, mesmo os seus cargos, não serviram. Não foram suficientes para lhe dar as respostas que ele precisava.

O novo nascimento

E isso cria medo. Por isso é que Jesus insiste diante desta pergunta Aquele que não nascer da água e do espírito não pode entrar no reino de Deus. O batismo, com certeza já ouviu falar. O batismo é um gesto a exterior, um símbolo. Esse batismo que acontece na água, ele limpa o exterior e depois há o batismo do espírito, claro, esse é que importa de facto, que renova o interior. Nicodemos, talvez aqui tenha começado a perceber que no reino de Deus não há lugar para quem apenas reformou hábitos ou encontrou uma nova forma. É preciso morrer e nascer.

Essa é a grande metáfora da proposta que Jesus tem. Ou seja, cristianismo não é aperfeiçoar o velho homem, não é uma tentativa de corrigir isto ou aquilo, é ser recriado pelo Espírito de Deus. Jesus vai continuar o seguinte, eu estou a fazer-lhe aqui uma leitura, se quiser vamos acompanhando a história. E Jesus disse-lhe assim, o que é nascido da carne, é carne. Mas a quem é nascido do espírito, é espírito. E depois de dizer isto, Jesus vai então acrescentar uma ilustração que tem atravessado os séculos e continua a ser muito cativante ainda. Jesus dizia, o vento sopra onde quer.

E tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem nem para onde vai. Assim é todo aquele que é nascido do Espírito. O vento, o que é que tem como características? O vento é invisível. mas os seus efeitos são evidentes, são claros. É por isso que ele serve como uma excelente inspiração, uma metáfora, uma imagem para o Espírito de Deus. Ninguém o controla, mas todos veem o que ele faz. É por isso que este processo de viver uma conversão, um novo nascimento, nas palavras de Jesus em Nicodemus, não é uma realidade que se possa explicar.

Ela pode-se viver. e depois desfruta-se e observa-se. Pode começar com uma leitura, uma oração, uma dor, uma angústia, uma memória, mas quando o espírito sopra, porque ele é esse sopro de Deus, algo acontece na vida, daqueles que deixam esse sopro inundar o seu coração, a sua experiência, muda Mudou o coração, mudou o interior, mudou o nosso olhar sobre o mundo, sobre a vida, mudou o tom do nosso discurso e das nossas ações. Diante disto, o Nicodemus tenta entender o como é que isto pode acontecer.

Só que Jesus está numa onda um pouco diferente. Jesus tenta-lhe mostrar quem é que pode fazer esta mudança. Não é uma técnica que se aprende. Nem eu hoje aqui lhe posso ensinar uma técnica para isto acontecer na sua vida. É uma presença. Esta experiência que Jesus chamou de novo nascimento não se fabrica. Não se pode estar escrita num papel como uma receita que eu vou seguir. Acontece quando o Espírito de Deus encontra em nós o espaço, o trono, para guiar os nossos caminhos. Porque a prova de que o Espírito de Deus está presente é uma vida que muda de direção. Portanto, não é uma emoção de um momento.

E aqui chegamos talvez à confusão de Nicodemus. E esta confusão é respondida pela paciência de Jesus em conduzir este homem. Porque Nicodemus balança nesta altura, balança entre a razão e o arrependimento. Ele quer crer, só que o orgulho é muito forte, o orgulho luta, não se deixa vencer rapidamente. Jesus percebe esta luta, este conflito que está no coração deste homem e vai dizer-lhe com ternura. Estamos a avançar no capítulo 13, agora já vamos no versículo 10. Jesus diz-lhe que tu és mestre em Israel e não sabes isto, não entendes estas coisas. Nesta pergunta retórica não há ironia da parte de Jesus. Esse nunca foi o método de Jesus, porque a ironia muitas vezes serve para humilhar ou rebaixar.

Na verdade, nesta pergunta há compaixão. Jesus não está a tentar rebaixar aquele que o procura, mas Jesus está a tentar iluminar este que se considerava um mestre e era chamado como mestre, mas a quem lhe falta a compreensão do mais básico. A partir deste momento, Nicodemus começa a perceber que toda a sua religião baseava-se nessa ideia de aparência e que a sua justiça própria seja pelas suas obras, seja pelos cargos que ocupa, todas essas coisas não lhe dão resposta. Talvez no Ecodemos se lembrasse-se de palavras dos profetas, como as de Isaías, no capítulo 64, que diz que todas as nossas justiças são como trapos de imundícia.

Quem sabe, estou eu agora a conjeturar, que plamente lhe tenha passado a palavra, o sentimento, a expressão de Davi, o grande Rei Davi. Crie em mim, ó Deus, um coração puro. E Nicodémio está agora mais perto de entender esta grande verdade. Que o reino de Deus não é para aqueles que cumprem as regras religiosas. ou que estão atentos às tradições para as seguir direitinhas. Mas é para aqueles que deixam Deus reescrever a sua alma. Deus não procura os sábios, os grandes, com as suas posições. Deus procura os humildes que queiram começar de novo.

E estes podem ser homens de grande poder. ou mulheres de grande estatuto.

A serpente no deserto

Mas os humildes são os que querem começar de novo. É claro que Nicodemos está numa luta, se quiser, com Jesus sobre como é que isto pode acontecer. E ainda volta a perguntar a Jesus, mas como é que pode ser isso? Então, Jesus vai conduzi-lo a uma história que ele conhece bem. E vai dizer-lhe o seguinte. como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo aquele que nele crê não presa, mas tenha a vida eterna." Neste deserto, lá, no tempo da peregrinação do povo de Israel, foi erguida, na forma de uma serpente, uma haste, E bastava olhar para ela para viver.

E Jesus coloca diante desta grande verdade que é preciso crer para ser salvo. Crer. A fé não é um esforço humano, não é uma tentativa de alcançar alguma coisa. Fé é o olhar que confia no que Deus está a fazer. Lá no deserto em Israel, o israelita que fosse mordido por uma serpente, porque essa foi a história e o contexto, não se curava olhando para si, tentando tapar a ferida ou indo chamar o médico, nem sequer a pedir explicações. A pessoa que fosse mordida por essas serpentes que apareceram no deserto, ela tinha que olhar para aquela imagem que foi erguida e então vivia.

um exemplo perfeito do que precisa de acontecer connosco. Nós não nos salvamos pelas coisas que fazemos, nem pela nossa tradição, nem pelo nosso mérito, nem pela nossa história religiosa, mas salvamos-nos se tivermos um olhar de fé. Por isso Jesus era chamado o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Porque quando nós olhamos para esse cordeiro, para a cruz, nós não vemos apenas o seu sofrimento, vemos o seu amor. E o amor de Deus é que tem esse poder de atrair, de nos convencer e de iniciar essa obra de recriação. O coração daquele que crê é o coração que nasce de novo.

Por isso é que o que está em causa na nossa vida espiritual não é quão bem, quão capazes intelectualmente somos nós de compreender a cruz. É o quão profundamente nós olhamos para ela. E então o fruto vem. A conversa terminou, este encontro, nesta noite, mas a semente ficou. Durante anos, Nicodemus guardou estas palavras em silêncio no seu coração. Anos mais tarde, ele vai defender Jesus no próprio sinédrio. E quando todos fugiram da cruz, com medo ou admirados que afinal era tudo mentira, Nicodemus está entre aqueles que vai pegar o corpo de Jesus, que vai levar mirra e aloéias para preparar o corpo do Mestre.

Portanto, nós sabemos que esta luz brilhou e iluminou o Calvário, mas também a vida de Nicodemus. O homem que tinha medo de ser visto com Jesus em vida, agora foi visto com ele na morte. E mais tarde, quando a igreja cristã começou a nascer, Nicodemus deu tudo o que tinha para sustentar os discípulos que eram perseguidos. A fé de um homem, uma fé que começou tímida, tornou-se uma coragem inabalável. Aquele vento de que Jesus falou com Nicodemus, esse vento soprou sobre ele e a sua vida nunca mais foi a mesma. Quem se encontra verdadeiramente com Jesus muda de rumo, muda de causa, muda de coração.

Nicodemus procurou de Jesus de noite, é certo, mas Jesus já o esperava há muito tempo. Neucodemos foi em segredo, mas saiu com uma nova esperança. Ele ouviu esta voz suave e mansa de Jesus que o convidava. E esta voz é que nós hoje também precisamos de ouvir.

Chamada de esperança

Não se fique suave, Jesus está chamando Chama por ti e por mim Veis que Ele à porta está esperando Espera por ti E por mim Vens já Vens já Se estás cansado Vens já Mas fui suave Jesus estás amante Cogem os dias, as horas se passam Passam por ti e por mim Tempos de angústia por fim

nos esperam Esperam por ti e por mim Vem já Vem já, me estás cansado Vem já, me assisto a Deus Jesus estás chamando E mantens-no a ver A voz deste meu coração A voz que o coração Também pode sentir Se estás cansado, vem já Grave amor que Jesus nos tem dado Tem dado a ti, dado a mim Vem já, vem já Se estás cantado, vem já Aflito abre, Jesus tá

chamando Chama o Pai, chama a Vó Chama o Pai, pecadora Desejo. Muito que esta voz também seja ouvida na sua vida e que o Espírito de Deus mova também para o fazer nascer de novo.

Sobre este episódio

Neste episódio da Voz da Esperança, na Novo Tempo Portugal, acompanha-se um dos encontros mais marcantes de Jesus, a conversa com Nicodemos em João 3. Num diálogo íntimo, em silêncio e sem multidões, Jesus conduz um homem religioso, respeitado e inquieto ao essencial, não basta saber mais, é preciso nascer de novo.

🌙 Porque é que Nicodemos foi de noite, o que procurava realmente, e por que razão Jesus não responde à curiosidade, mas à sede profunda do coração. 💧 “Nascer da água e do Espírito” ganha aqui um sentido prático, não é só mudança exterior, é transformação interior. 🌬️ O exemplo do vento mostra como o Espírito é invisível, mas os Seus efeitos são claros numa vida que muda de direção. ✝️ E a história da serpente levantada por Moisés aponta para a fé que salva, um olhar que confia no que Deus está a fazer.

📖 “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus.” João 3:3

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Série
Voz da Esperança · 68 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 36
Estreou
15 de Dezembro de 2025
Categoria
Outros