E. Olá, seja muito bem-vindo. Estamos de regresso aqui à Voz da Esperança. Sabe que este é um espaço aqui na Novo Tempo onde tomamos o tempo suficiente para olharmos para a vida de Jesus, para a sua palavra, e encontrarmos nela os grandes aí fundamentos para enchermos a nossa vida, o nosso coração de esperança. Essa é a palavra-chave, o nosso mote. Há mais de 50 anos que este programa em Portugal proclama uma mensagem de esperança.
Hoje vamos começar este programa como habitualmente. ouvindo o quarteto Voz da Esperança com a direção do nosso maestro e pianista André Santos e as vozes das nossas cantoras, quatro vozes maravilhosas e harmoniosas que vamos hoje escutar cantando a magnífica oração do Pai Nosso. Por isso vamos abrir este programa com as palavras de Jesus, a sua oração que eu acredito que também pode nesta hora chegar e até ir a casa, ao seu coração. E vamos preparar-nos, se quiser, para começarmos hoje a escutar precisamente a palavra de Jesus. Venha daí, estamos juntos para mais um episódio da Voz da Esperança.
Pai nosso, que estás no céu santificado seja teu nome teu reino vem à tua vontade na terra e céu se faça o nosso pão Nossas dívidas perdoa Como não de quem nos deve Mas libra-nos das tentações E dos males deste mundo.
Cá estamos, depois de ouvirmos este cântico maravilhoso, esta oração, hoje quero desafiá-lo também, antes de partilhar propriamente hoje um tema de reflexão consigo, mas, aliás, bem relacionado com esse tema, hoje quero falar-lhe de uma oferta, como aqui fazemos habitualmente, que é muito útil especialmente para esta série que estamos a desenvolver aqui já nos últimos episódios aqui na Voz da Esperança. Estamos numa série de programas centrados na vida de Jesus. Quase que estamos a fazer uma viagem, se quiser, através da biografia. Estamos ainda no início. Já passámos pelo seu batismo, pela sua tentação. Hoje vamos centrar-nos um pouco nos primeiros discípulos O primeiro chamado aos discípulos que Jesus fez e o desafio que isso representou para as suas vidas.
Vamos refletir sobre como é que isso também tem muito a ver com a nossa própria experiência e porque somos chamados por ele também para o seguir. E é por isso mesmo que lhe quero recomendar um pequeno manual, se quiser um pequeno livro quase de bolso, chamado Histórias de Esperança. É um manual que precisamente conta ou parte de histórias da vida de Jesus, para o ajudar a ir mais fundo na Bíblia, em alguns temas extraordinários da Palavra de Deus. São histórias da vida de Jesus que podem transformar a sua. Havia uma mensagem para nós. Esse é o método, já sabe. 933-939291. É o nosso número. Envie uma mensagem, peça o manual Histórias de Esperança, que temos muito prazer em fazer chegar até a sua casa.
Mas hoje, como lhe disse, vamos continuar esta viagem que estamos a fazer através da vida e da obra de Jesus.
A verdade é que há momentos na história da humanidade, e se quiser na história de todos nós, em que o céu parece que se aproxima da Terra. São momentos que temos registro deles, seja na Palavra, na Bíblia, seja até na nossa própria história. Há momentos em que Deus fala, e às vezes parece que Deus fala com uma clareza que é muito profunda. Há momentos em que, por isso mesmo, o coração humano dificilmente fica indiferente. Ora, um desses momentos aconteceu nas margens do Rio Jordão. É claro que se nós estamos a falar de Jesus, da sua história, é evidente que viajamos no tempo e na história até esses lugares onde o Mestre viveu.
E nas margens do Jordão, os Evangelhos contam-nos a história de um profeta, um profeta vestido de forma humilde, mas com voz firme, com aquele olhar penetrante, pelo menos é assim que eu o imagino, João, chamado o Batista, porque esse era o seu ministério, chamar ao arrependimento e batizar. Mas neste dia em particular, João ergueu-se e com essa voz que proclama, ele anunciou ao mundo essa extraordinária verdade. Ele observou o mestre aproximar-se e disse, eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado Estamos no início, no primeiro capítulo do Evangelho de João.
Aliás, é aí que hoje nos vamos situar aqui nesta história. O povo de Deus, o povo de Israel, particularmente nesta altura, estava com muitas expectativas. E havia razões para isso. Porquê? Durante séculos, Israel, enquanto nação, uma nação que tinha a palavra, a revelação dos profetas como a base de toda a sua estrutura religiosa, Israel durante muitos séculos dizia-se Pro Messias. O Messias, no fundo, significava, essa era a visão, claro que Israel tinha um libertador. Alguém que estava prometido, os profetas tinham falado claramente e eles tinham uma grande expectativa na vinda desse libertador. Mas especialmente porque as profecias de Daniel, por exemplo, estavam a cumprir-se naquele momento.
O povo tinha noção disso, os rabis e mestres ensinavam. Por tudo isso, o coração desta nação ardia de uma esperança muito especial. E João Batista veio precisamente para já cumprir o que os profetas tinham dito, mas encontrou o povo, este lugar, precisamente nessa expectativa. Por isso é que ele pregava também com esse fogo, com esse ardor, pregava esse chamado ao arrependimento, à confissão. E as multidões vinham. Eram multidões de homens diferentes, diferentes quadrantes. Ali havia pescadores, simples, humildes, soldados, mas havia grandes líderes também, às vezes meios à distância, os fariseus, com toda a sua religiosidade impecável, os publicanos, todos vindos de contextos muito diferentes, experiências diferentes, buscavam algo que nos seus rituais, na religião, se quiser, da tradição, eles já não conseguiam encontrar, Porque também esses rituais, na verdade, não conseguiam oferecer uma paz profunda, vivida com Deus.
Porque a religião é isso. O que é a religião senão esse instrumento de mediação, de nos conectar com o Deus transcendente? Por isso é que os líderes religiosos deste tempo, desconfiados do que poderia estar a acontecer ali e dos perigos que João podia representar, certa vez enviaram mensageiros para interrogar João Batista. E a pergunta era muito simples, mas se calhar por isso muito complexa. Quem és tu? Perguntavam eles. E João respondeu, lá está, com o estilo próprio de João, Muito direto, muito assertivo. Eu não sou o Cristo. Lá está. Cristo significa o ungido, o Messias.
Então perguntavam-lhe, és tu Elias? Como se fosse uma reencarnação. E ele dizia, não sou. És tu profeta? A fasquia ia baixando. És tu profeta? E João dizia, não. Então eles continuaram. Então quem és? Para que demos resposta àqueles que nos enviaram. E então João vai citar as palavras do profeta do Antigo Testamento e vai dizer o seguinte, estamos no versículo 23, no capítulo 1 de João, porque é hoje, como já lhe disse é hoje, vamos ficar aí. João então disse o seguinte, eu sou a voz do que clama no deserto, endireitai o caminho do Senhor. João não era a luz, mas veio para falar dela, para testificar ou dar testemunho daquilo que era a luz.
E essa luz, na verdade, estava prestes a brilhar diante de todos, com um brilho claro. João não quis ser o centro, porque podia ter falado de si, de tudo o que ele era, mas ele não quis, porque ele sabia que a sua missão era apenas ser voz, uma voz que aponta. Neste caso, claro, uma voz que apontava para Cristo. O verdadeiro servo de Deus, como era João, não estava à procura de aplausos, de ser o centro das atenções. Buscava apontar o caminho da salvação.
E enquanto os mensageiros voltavam a Jerusalém, João, que continuava ali, nas margens daquele Jordão, com multidões à sua volta, João olha para a multidão E, de repente, podemos quase dizer que o olhar de João se acendeu. Porquê? Diante dele vem alguém que caminha, também simples como ele o era, também humilde, com a sua serenidade, com uma atitude que atraía. E o profeta João vai exclamar. Eu imagino que com uma emoção, quem sabe uma voz meio embargada, então ele diz, eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Estas palavras, podemos dizer que elas revelavam ali o coração do Evangelho, a essência do que é o Evangelho. Com certeza já ouviu esta expressão. O mundo cristão fala dessa expressão com muita naturalidade. Mas aqui está o próprio coração do que é o Evangelho. Porque desde o cordeiro que tinha sido sacrificado por Abel, lá em Génesis, no princípio da história da humanidade, até o cordeiro da Páscoa, que aconteceu no Êxodo, quando Moisés guiou aquele povo para fora do Egito, todos esses momentos, na verdade, apontavam para este momento exato que João agora testemunhava. Jesus é que era o verdadeiro cordeiro. Todos esses cordeiros que já tinham sido mortos em diferentes circunstâncias ou rituais, Agora estavam ali, na verdade, vistos em carne e osso.
O profeta Isaías, aliás, já tinha dito, lá no capítulo 53, que quando o Messias viesse, ele viria como um cordeiro. E que seria como um cordeiro, lembra-se, talvez conheça, como um cordeiro seria levado ao matadouro e como ovelha muda perante os seus tuscadores. E assim ele não abriu a sua boca. Só que o povo não esperava um cordeiro. O povo esperava um guerreiro. O povo esperava um trono de onde alguém com autoridade pudesse governar, não uma cruz, como viria a acontecer. No entanto, o trono de Cristo seria erguido precisamente nessa forma humilde de redenção.
O Messias não veio empunhar uma espada, ele veio para carregar uma cruz. E por isso é que João, ainda estávamos há anos desse acontecimento, mas João já lhe chamava o Cordeiro, aquele que vem para ser sacrificado. Porque o poder do mestre, do Messias, não estava na força de exércitos ou numa força política, humana ou militar, mas no amor daquele que se entrega. Era essa a grande força do Messias. No dia seguinte, João continuava. João estava novamente junto ao Jordão. E agora ele tinha dois dos seus discípulos. O que é que a história nos diz? Vou contar-lhe aqui. Quando viu Jesus, ele volta a dizer, porque agora já estamos um pouco mais à frente, estamos ainda no capítulo 1 de João, mas no versículo 36, João Batista vai novamente afirmar, eis aqui o Cordeiro de Deus.
E estas palavras, como já era a segunda vez, ainda por cima que eram ditas, tocaram de uma maneira muito especial o coração desses que estavam ali com João. Neste caso, a história fala de um jovem chamado André e outro João, esse que viria a ser esse futuro grande apóstolo, evangelista, profeta. Movidos por uma força que para eles foi irresistível, a história diz que eles simplesmente começaram a seguir Jesus. Dá ideia, pelo relato, que eles não disseram nada. Simplesmente foram atrás de Jesus. E que, a certa altura, Jesus sabendo isso, e tendo, claro, uma intenção e um plano para a vida destes rapazes, Jesus voltou-se para eles e perguntou-lhes assim.
O que buscais? Eu acho esta pergunta absolutamente extraordinária, de uma grande beleza e profundidade. Sempre com esta simplicidade do mestre. o que buscais? De que é que estão à procura? Qual é a vossa intenção? Por que é que estão atrás de mim? E Jesus faz esta pergunta, eu acredito que ainda hoje a faz, porque é uma pergunta essencial na relação com Cristo. Por isso que estas histórias na Bíblia são muito úteis para nós, porque elas ilustram, como nós também podemos, qual pode ser a dinâmica da nossa relação com Ele. No fundo, a pergunta que Jesus fazia, o que é que vocês procuram em mim? E eles responderam também de uma maneira um pouco curiosa. Rabi, que quer dizer mestre ou professor, onde moras?
A este desafio, onde moras, Jesus respondeu com duas expressões fortíssimas. Vinde e vede. E não é que eles foram. Foram, seguiram. onde Jesus morava, mas mais, ficaram com ele durante aquele dia. Um encontro. Esta simplicidade do encontro, íntimo, sem multidões, sem milagres, sem pompas.
Apenas dois jovens com dois corações sinceros e o seu Salvador. Este encontro foi o suficiente para mudar, eu podia arriscar-me a dizer, o curso da história. Sabe que a verdadeira conversão ou mudança, um novo rumo na vida de alguém acontece precisamente quando há um encontro pessoal com Jesus. Não é apenas ouvir falar dele, é estar com ele, é ver onde ele mora, é deixar o nosso coração, a nossa vida morar com ele. É por isso que estes dois homens, discípulos, seguidores, são um excelente exemplo de qual é essa postura e atitude que hoje nós também podemos buscar.
André diz o texto que cheio de alegria foi a correr, porque estava entusiasmado, e foi contar ao seu irmão, Simão, e disse-lhe, achamos o Messias. Mais uma expressão extraordinária. Continuamos a avançar no primeiro capítulo de João, já estamos no versículo 41. Achámos o Messias, diz André ao seu irmão. Ora, quando Simão chegou, Jesus olhou para ele e também vai buscar esse encontro direto e pessoal. E disse-lhe, tu és Simão, filho de Jonas. Tu serás chamado Cephas, que quer dizer Pedro. Porquê esta mudança? Porquê esta atitude meia invasiva de Jesus?
Eu creio que podemos pensar o seguinte, Jesus não viu apenas quem Pedro era. Jesus viu um potencial extraordinário neste homem, com as suas características, virtudes e defeitos, que eram muitos. Na verdade sabemos isso. Mas Jesus viu quem este homem podia ser. Jesus viu este pescador impulsivo. Era isto que ele era. Mas Jesus anteviu um apóstolo dedicado e firme. É por isso que logo este primeiro encontro com Pedro diz-nos que Jesus não nos chama pelo que nós somos, mas por aquilo que podemos vir a ser. Porque o olhar de Cristo é sempre um olhar de transformação. Jesus consegue pegar num desgraçado pecador e transformá-lo num pregador da palavra, num homem vacilante e errático, numa pessoa firme, numa pessoa fraca, numa pessoa cheia de força.
No dia seguinte, Jesus vai encontrar-se com um outro discípulo, Filipe, um outro jovem. E Filipe encontrou Natanael, Mais um personagem, esta história é muito rica aqui, estamos sempre no capítulo 1 ainda, e vai dizer-lhe o seguinte, Natanael, achamos aquele de quem Moisés escreveu na lei e nos profetas, Jesus de Nazaré, o filho de José. Ora, Natanael, que não estava muito por dentro, ou pelo menos estava desconfiado desta informação, fez aquele célebre questionamento, pode vir alguma coisa boa de Nazaré? E Filipe vai responder com, mais uma vez, uma destas expressões fortes, marcantes deste primeiro capítulo de João. Vem e vê.
Uma resposta poderosa, que na verdade ele tinha aprendido com Jesus. Então é sem discussões, é sem argumentos, é sem a tentar dizer que tu não sabes o que estás a dizer. Não como nós que tantas vezes, sejamos honestos, usamos a religião para nos combater e argumentar. Aqui vemos apenas um convite. Diante da falta de fé, de desconfiança de Netanel, ele diz vem e vem. E quando Nataniel veio, então Jesus recebeu e disse-lhe, Eis aqui um verdadeiro israelita em quem não há dolo ou falha. Imagina alguém lhe dizer isto. Nathaniel ficou meio surpreendido por esta afirmação, sobretudo ao pensar de onde é que este homem me conhece.
Aliás, foi isso que ele perguntou a Jesus. De onde me conheces? E Jesus vai abrir um pouco o livro e vai dizer-lhe, antes que Filipe te chamasse, eu vi-te quando tu ainda estavas debaixo da figueira. Que interessante. Claro, isto vai mexer o coração de Natanael, que vai imediatamente responder mostrando que perdeu de vista as suas dúvidas e desconfianças. Rabi, tu és o filho de Deus. Respondeu-lhe ele. Ora, esta resposta de Natanael mostrou que ele estava já consciente de quem era aquele de quem ele disse, tu és o rei de Israel.
Estamos em João, agora já no capítulo 1, claro, mas no versículo 49. Podemos por isso dizer que quando o mundo não nos vê, quando às vezes parecemos invisíveis, Jesus conhece a nossa história e vê-nos. Talvez quando ninguém entende as suas orações, os seus clamores, pode ter a certeza que Jesus está à escuta. Quando lutamos, e as nossas lutas parecem-nos em silêncio, Jesus sussurra, antes que essa luta viesse à tua vida, eu já te tinha visto e eu já te conhecia. Foi por isso que Jesus lhe disse, Vite debaixo da fieira. Mas depois o mestre ainda continuou e acrescentou.
Coisas maiores do que estas verás.
Em verdade, vos digo, vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem. Cristo é a escada de Jacó. Cristo é o elo entre o céu e a terra. E por ele as nossas orações são ouvidas, fazem sentido. Por ele as bênçãos de Deus descem. Ele é o mediador, aquele que está como uma ponta entre o humano e o divino. É esse o ensino que a Bíblia sempre fez, que os apóstolos vieram a escrever e que estes primeiros discípulos conseguiram experimentar. É por isso que hoje também o desafio para a sua vida é experimentar.
este potencial de permitir que Jesus seja a ponte e o mediador entre a sua vida, a sua experiência e o céu e a presença de Deus. O céu abrir-se-á, anunciando a sua vinda. Trovões soará Como sons de ovos A luz do seu olhar Cobrirá os que esperam E nós o veremos Em esplendor Os anjos cantarão Canções de vitórias Os mortos casarão
que ao seguir serão transformados num sonho mentoso. Nós o veremos em esplendor Nós ouviremos, nós ouviremos, face a face, em todas as noites Que tal?
Ouvimos nesta maravilhosa música, esta pêlua e esta confiança de que nós poderemos ver o nosso mestre. E eu deixo-lhe esse apelo para que abra espaço na sua vida também para o ver. Aqui, enquanto vive, Queremos apoiá-lo a fazer isso. Relembro que podemos oferecer-lhe hoje o livro Histórias de Esperança. Envie uma mensagem para nós, os contactos que pode ver, o 933 939291, para que, com este apoio, Jesus seja cada vez mais visível na sua vida. O nosso tempo chegou ao fim. Se Deus quiser, na próxima semana, cá estaremos de novo para mais um programa Voz da Esperança. Até lá, que Deus o abençoe.