O Verdadeiro Sinal

O Verdadeiro Sinal

25 de Maio de 202625 min 23 s

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Abertura e boas-vindas

Estamos de regresso aqui à Voz da Esperança, sempre consigo, semana após semana aqui na Novo Tempo. E muito obrigado pela sua companhia aí desse lado. A Voz da Esperança é um programa que tem muitos anos, acredita nisso, já são mais de 60 anos. de Voz da Esperança aqui em Portugal. É verdade, uma longa história. Talvez um dos programas contínuos mais antigos em Portugal, com o mesmo nome, mais ou menos a mesma identidade, claro, pessoas oradoras e vozes sempre diferentes ao longo do tempo. Isto apenas para lhe dizer que é um prazer estar consigo e que nós também temos um grande prazer em estar aqui a continuar esta longa história. É claro, esta longa história não aconteceu sempre aqui na televisão, aliás essa é bem recente, mas sobretudo na rádio, por isso hoje quero saudar de uma maneira especial todos aqueles que me estão a escutar na rádio.

A Voz da Esperança já esteve, aliás, foi um programa que esteve em muitas rádios neste país, mas agora está aqui na rádio RCS. aqui na região da Grande Lisboa, para quem ouve, claro, no FM. Há, com certeza, muitas pessoas que estão a ouvir-me em direto, mesmo no carro. Mas, naturalmente, que este programa está também em podcast, passa também em diferentes horários, aqui na antena da rádio. Mas, claro, há pouco mais de um ano Um ano e pouco tornou-se também um programa da televisão e por isso aqui estamos no estúdio da Novo Tempo Portugal, aqui em Sintra, e seja qual for o meio pelo qual neste momento estamos juntos, é um grande prazer estarmos reunidos e podermos continuar a cumprir a missão deste programa que é sempre explorar os fundamentos da esperança.

A busca por sinais

Porque é que temos razões para ter esperança? De que forma Deus, através da sua palavra, alimenta a nossa esperança. E, sobretudo, como é que Jesus é a grande referência para nós, como esse homem que foi a esperança viva aqui entre nós. É isso que estamos a explorar. Hoje vamos continuar a fazê-lo. Tenho já para partilhar consigo uma história extraordinária da vida de Jesus e tirar delas muitos ensinamentos, dos seus discursos, das suas palavras. Antes vamos ouvir a palavra, mas também cantada, como sempre, na abertura deste programa com o quarteto Voz da Esperança.

libera e nos sustenta. Porta, guardamos o Senhor. Repetimos que Jesus nos ama. A que nos fez Vejo que o tempo logo vem As leções daqui além Tenho alerta a não cantar Aleluia!

Aleluia! Servos de Deus, a trombeta tocai, breve Jesus voltará. A todo mundo, mensagem levai, breve Jesus voltará.

Mutras e balas, o som é coelho Prevas, Jesus voltará Ondas do mar, a canção entoai Prevas, Jesus voltará Oh que esperança!

Este é o nosso moto, o nosso lema, mas Jesus é realmente a nossa maior referência. Ora, vamos descobrir mais um grande ensinamento na sua vida. Nós vivemos num tempo em que muitos ainda se perguntam, talvez até se questionam, se Deus desse um sinal, se Deus fizer algum milagre ou se Deus se mostrar, então eu vou crer. Quase como se a nossa relação com Deus fosse assim uma espécie de jogo de crendice como um negócio. Mas esta atitude é uma atitude antiga, não começou agora. Muitas pessoas ao longo da história vão desenvolvendo esta espécie de relação muito egoísta com Deus.

nos dias de Jesus isto também era verdade. Especialmente os líderes religiosos, aliás aqui nos últimos episódios temos estado a olhar muito para essa realidade, líderes religiosos que também exigiam provas e sinais extraordinários, algo que pudesse vir do céu e que viesse como uma confirmação de quem era Jesus e de qual era a sua missão. No entanto, mesmo cercados de milagres, estes homens permaneciam incrédulos. Na verdade, isto acontecia porque o problema nunca foi a falta de evidência. O problema sempre foi o coração, a postura, a atitude.

E neste episódio vamos descobrir como Cristo revela a eles e a nós qual é o verdadeiro sinal de Deus. E com isso, Jesus também nos alerta sobre um perigo às vezes silencioso que pode destruir a fé, sem que nos apercebamos sequer. Bom, vamos à história. Depois de passar pelas regiões de Tiro e de Sidon, aliás, no nosso último episódio falámos sobre isto, Jesus vai de novo até à área chamada de Decapolis. E ali, entre gentios, portanto pessoas que não tinham a fé judaica, não tinham esse conhecimento e essa relação com o Deus de Israel. Pessoas, aliás, que antes já o tinham rejeitado. Jesus agora, nesta nova passagem, nesta região, vai encontrar corações mais disponíveis, mais abertos.

Temos a história primeiro de um homem, um homem surdo, gago, que é trazido até Jesus. e num gesto pessoal, um gesto, como sempre, de Jesus cheio de compaixão, Jesus vai proferir uma palavra de libertação e imediatamente este homem foi curado. A multidão cresce, aproxima-se de Jesus, pessoas doentes, enfermas são trazidas e durante três dias o povo vai permanecer ali com Jesus. Muitos, milhares vão ouvir as suas palavras, vão sentindo o poder da transformação de Jesus. E no final deste encontro, mais uma vez, Jesus vai alimentar milhares de pessoas, como já tinha feito.

Este mesmo poder que tinha sustentado aquelas 5 mil pessoas que tinham sido alimentadas por ele, agora Jesus mais uma vez manifesta-se e mostra que Deus, na verdade, não faz distinção. Mesmo para fazer milagres e multiplicar o pão, Jesus não faz distinção entre serem judeus ou serem jedios, serem de Israel ou de outras terras. E foi e Jesus operou essa obra maravilhosa ali. E agora Jesus vai voltar à Galileia e aí o cenário muda completamente. E o Evangelho acaba por demonstrar estas diferenças, estas nuances. Em vez de fé, Jesus vai encontrar agora resistência.

Fariseus e Saduceus, grupos que normalmente se opunham entre si, por razões históricas e teológicas, vão unir-se neste propósito, que é unir-se contra Jesus. É aí que, no capítulo 16 de Mateus, nós vamos encontrar este momento em que estes homens vão pedir a Jesus um sinal do céu. E pedem-lhe mesmo, mostra-nos um sinal. É interessante porque estes homens já tinham visto milagres extraordinários feitos por Jesus. Eles tinham sido testemunhas disso, mas ainda assim pedem provas. Jesus vai responder-lhes com sabedoria, mas também com firmeza e vai dizer, vocês sabem interpretar até o aspecto do céu, mas não conhecem os sinais dos tempos.

Uma expressão muito interessante, aliás ainda hoje muito usada, uma expressão que tem uma leitura profética. Muito especial esta ideia de que há sinais dos tempos, ou seja, de que podemos ler a realidade à nossa volta. Jesus vai fazer aqui um jogo de palavras, podíamos dizer, entre o tempo. Ou seja, eles conseguiam prever o clima, usando sabedoria e bom senso, mas não conseguiam discernir a presença de Deus entre eles, mesmo sendo homens de tanta fé, de tanto conhecimento. Jesus vai então agora fazer-lhes uma declaração bastante forte e direta e vai dizer-lhes que nenhum sinal lhes seria dado a não ser o sinal do profeta Jonas.

Portanto, Jesus vai usar aqui uma referência bíblica, profética, temas que eles conheciam mas para fazer uma referência que provavelmente os olhos deles não estavam disponíveis ou capazes de entender. Porquê? Porque assim como Jonas esteve três dias no ventre de um peixe, Cristo estava aqui a fazer uma referência profética, claro, porque era em relação ao futuro, uma referência que é à sua morte e à sua ressurreição. E esse, sim, seria o maior sinal que eles ou alguém nesta terra poderia assistir. Porque não se trata apenas de um milagre visível, Porque a morte e a ressurreição de Jesus falam-nos de uma obra redentora capaz de salvar a humanidade inteira.

Não apenas de salvar uma pessoa doente ou morta. E a verdade é que o maior sinal já estava diante deles. Era a própria vida de Jesus. O Deus feito homem. os seus milagres, as suas palavras, o seu ensino, o seu caráter, tudo isso revelava Deus. Como Jesus Ele mesmo disse, Ele vinha revelar o Pai. Quem vê a mim vê o Pai. Tudo isto estava implícito e visível na sua missão, porque Ele fazia as obras do Pai e manifestava o caráter de Deus. Esta é que era a grande evidência que os homens e mulheres neste tempo precisavam. Só que estes corações endurecidos não eram capazes de reconhecer nem mesmo o sinal mais claro e evidente que fosse dado.

O verdadeiro milagre interior

E agora aqui, claro, damos sempre estes saltos até ao nosso tempo e à nossa realidade. Porque eu creio que este princípio continua absolutamente válido hoje. Muitos crentes ainda pedem sinais, coisas externas, extraordinárias. mas ignoram que o maior de todos os milagres é aquilo que acontece no coração humano, numa vida transformada e rendida a Deus. Deixe-me lembrar-lhe aqui uma declaração extraordinária da Bíblia, que nos diz, numa promessa do profeta Ezequiel, dar-vos-ei um coração novo e purei dentro de vós um espírito novo. E este é o verdadeiro sinal de que a ação de Deus está a fazer efeito na nossa vida.

Uma vida transformada, um caráter renovado, um pecador que é restaurado da sua falha. Isto é que é a evidência da ação divina. Jesus saiu deste lugar e então, automaticamente, ele sentiu a necessidade de advertir os discípulos. E disse-lhes o quê? Advertiu-os do quê? Continuamos em Mateus 16. Eu ero no versículo 6. É interessante porque eles inicialmente pensam que Jesus está a falar de pão real, físico e do papel do fermento. Mas é evidente que Cristo se referia a algo muito mais profundo e espiritual.

Jesus referia-se aqui à influência espiritual de alguém sobre outra pessoa. O fermento aqui é uma metáfora, porque o fermento, nós sabemos, ele age silenciosamente. Ele não se vê, mas vai transformando toda a massa e produzindo o seu efeito. E o mesmo acontece com a hipocrisia, com o egoísmo, pequenos desvios que, quando começam a ser aceitos, crescem e contaminam toda a vida. Jesus já tinha ensinado, precisamente, que o problema A essência da vida cristã não são as aparências externas. Essas é muito fácil tê-las todas certinhas. Mas o coração, aliás, temos falado aqui várias vezes desse tema. E aqui Jesus volta a esta ideia de que o perigo não era a falta de sinais ou de evidências para ter fé.

O perigo era a presença de um espírito errado. Este espírito, o que é que ele tinha? Que características mostrava? Orgulho. incredulidade, auto-exaltação. Este mesmo fermento, ele não morreu com o tempo. É um fermento que continua a atuar e a ter poder hoje. Especialmente quando a religião se torna um campo de aparências. E quando as vontades próprias, o orgulho, o eu, como dizemos, ocupa o centro da vida das pessoas. Quando a verdade é uma coisa que se quer moldar para se poder adaptar à nossa vida. É aí que começa esse processo de nos afastarmos de Deus, da pureza do Evangelho, mesmo quando se mantém à aparência de fé.

É por isso que Jesus aqui chama-nos a algo mais profundo, uma fé sincera, uma vida alinhada com Deus. O verdadeiro sinal é isso que Jesus hoje queria ensinar a estes homens. O verdadeiro sinal de Deus não está no espetáculo, na performance espiritual. Está na transformação, está numa obra profunda que acontece na vida, no interior de cada um. Os fariseus pediam sinais do céu, mas ignoravam o Deus que estava dentro deles. E hoje, acredito nisto, muitos ainda estão no risco, na iminência, de seguir o mesmo caminho.

evidências externas, manter uma religião que vive dessas aparências, mas resistir à obra interior e profunda do Espírito Santo. E o maior milagre, que já era assim no tempo de Jesus e continua a ser hoje, o maior milagre é este. Quando uma vida é renovada, quando o egoísmo é vencido, quando o coração aprende a amar a Deus. Se a fé que nós professamos nos leva a buscar a glória de Deus acima da nossa, então nós sabemos que essa é uma fé verdadeira.

Aliás, Jesus mesmo dizia, Pai, glorifica o Teu nome. Este foi o centro da vida da obra de Jesus. E também deve ser o nosso, porque ele é o nosso perfeito exemplo. Por isso, o meu desafio hoje é que não esteja à procura de sinais, mas torne o seu coração disponível para que Deus opere na sua vida o maior de todos os milagres, a maior evidência e o maior sinal. Que a paz de Deus consiga habitar no seu coração de uma forma profunda e transformadora. Novo Deus encontra os tempos de ignorância Mas avisa a todos os homens que se arrependam do mal Não tenho prazer na morte do pecador, diz Deus.

Mas sim prazer que o pecador se converta do mal e viva. Ele ouviu o Seu Filho, para não sentir nor a viver. Mais que isso, deu Cristo vida, para cobrir a separação entre um ser pecador e um Deus que é santo. Não veio Jesus para condenar Mas para oferecer Salvação Quis ver Jesus a juntar-te abaixo dos seus braços Viva para aqueles que rejeitariam o seu amor Tenha-la feito convite incessantemente Cheio de compaixão nos chama a

garantir nova vida ao pecador O Mateus, o Jesus Que viria outra vez Nesse dia com toda glória Faremos do Salvador Finalmente tudo valerá a pena Mas estes passos se derão E com ele nós sobreiremos Já posso eu imaginar Que o amor da vida amará Não veio Jesus para condenar Mas para oferecer Salvação Falta pouco Perto está Vem, Senhor Jesus Falta pouco Perto está Vem, Senhor!

Vem, Senhor! Vem, Senhor! Vem, Senhor! Jesus! Ao descer com poder, os justos ressuscitarão.

Promessa da vinda de Jesus

Já posso eu imaginar que o autor da vida a dará de volta. Não veio Jesus para condenar, mas para oferecer salvação. São estas extraordinárias verdades, esta promessa também de que é que ouvimos cantar no nosso quarteto sobre as verdades bíblicas, a vinda de Jesus, a esperança que inunda a nossa vida.

São estas grandes verdades que são os sinais que alimentam a nossa fé. Muito mais do que apenas aparências ou a vontade de Deus operar milagres e coisas externas na nossa vida. Que, claro, são sempre muito atrativas. mas nem sempre são exatamente aquilo que nós mais precisamos. Hoje estamos a terminar e ainda queria partilhar consigo uma oferta que ainda não tinha feito hoje aqui no nosso episódio. Precisamente uma obra, Parábolas de Jesus, um livro extraordinário que através destas belíssimas histórias do Mestre nos ensina grandes lições Precisamente para aprendermos a manifestar esta fé genuína e verdadeira, não enganadora, Parábolas de Jesus é um livro que eu acredito que pode ser uma grande bênção na sua vida, para ir mais a fundo nas histórias e nos ensinos do Mestre.

Envie uma mensagem para nós, já sabe, um WhatsApp, normalmente é a maneira mais rápida e eficaz, o número é o 933-93-9291. Registe aí, pode até guardar aí no seu telemóvel para quando quiser pedir os nossos materiais entrar em contato conosco 933 939291 e peça. Basta dizer Parábolas de Jesus ou diga que gostava de receber o livro Parábolas de Jesus. Se quiser referir-se aqui ao nosso programa, à Voz da Esperança, e nós teremos todo o gosto em fazer-lhe chegar esta oferta. E, se Deus quiser, também teremos o gosto de estar juntos no próximo episódio. Conto consigo, faça planos para voltarmos a nos reunirmos aqui. Convido algum amigo para assistir consigo ou ver também a sua casa, para irmos aumentando aqui a nossa família da Vaz das Praças.

Que Deus o abençoe e até lá, se Deus quiser.

Sobre este episódio

Neste episódio de A Voz da Esperança, refletimos sobre um dos grandes ensinamentos de Jesus, o pedido dos fariseus e saduceus por um sinal do céu, mesmo depois de presenciarem tantos milagres e evidências do poder de Deus.

Jesus revela que o maior sinal não está no espetáculo, nem nas demonstrações exteriores, mas na Sua própria vida, morte e ressurreição. O sinal de Jonas aponta para Cristo, para a Sua vitória sobre a morte e para a salvação oferecida a toda a humanidade.

Ao longo deste episódio, somos também alertados para o “fermento” dos fariseus, uma influência silenciosa que pode contaminar a fé através do orgulho, da aparência religiosa e da resistência à transformação interior.

✨ O maior milagre continua a ser uma vida renovada por Deus. Um coração transformado, uma fé sincera e uma vida rendida a Cristo são as maiores evidências da ação divina.

📖 “Dar-vos-ei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo.” Ezequiel 36:26

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Série
Voz da Esperança · 68 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 59
Estreou
25 de Maio de 2026
Categoria
Outros