Tradição

Tradição

11 de Maio de 202627 min 41 s

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Abertura e reflexão

Por aqui estamos de regresso à Voz da Esperança, aqui na Novo Tempo Portugal ou na Rádio RCS, onde estiver connosco nesta hora, acredito que é um grande prazer para mim juntar-me assim, para continuarmos neste que tem sido aqui o nosso roteiro ao longo destes já muitos episódios. Estamos à procura de entender e acompanhar a história de Jesus, e os seus muitos encontros, milagres, ensinos, histórias extraordinárias que, claro, enchem o nosso coração de esperança. E aqui a voz que queremos transmitir-lhe é essa mesma. A esperança é a palavra-chave deste nosso encontro semanal. Por isso, muito obrigado pela sua presença aí desse lado.

Estamos a começar, vamos ouvir, vamos cantar, vamos falar sobre esperança.

Momento musical

Oh, que esperança vibra em nosso ser Porque guardamos o Senhor Fé possuímos que Jesus nos dá O massacre nos fez Eis que o tempo logo vem Das nações daqui além Vêm a levar, vão cantar Aleluia!

Servos, ateus e trombita tocar Prevos, Jesus voltará A todo mundo a mensagem levar Breve Jesus voltará Ondas e valos, o sol e o coelho Breve Jesus voltará Ondas no mar, a canção e o coelho Preva Jesus voltará Preva virá Preva Jesus voltará Preva Jesus voltará

O perigo da tradição

Ao longo da história tem-se provado que o maior perigo para a saúde espiritual do povo de Deus, das pessoas que procuram, através da sua crença, ter uma relação de fidelidade com Deus, esse perigo a que me quero referir hoje nunca foi apenas rejeitar a verdade que esteja revelada. O maior perigo sempre foi substituir a verdade por alguma alternativa, normalmente criada por nós. Muitas vezes isto vem através de mecanismos de substituir a verdade revelada por Deus, não por algo completamente absurdo, totalmente errado, mas normalmente usar a aparência religiosa como o instrumento do engano.

E foi exatamente isso que aconteceu nos dias de Jesus. Aliás, Jesus lidou de uma maneira muito direta, muito forte, quase que me atrevo a dizer que Jesus levou muito a peito este problema que poderíamos designar através da palavra tradição. Ou seja, a tradição humana, a religiosidade e a expressão religiosa humana a substituir, a tomar o lugar da palavra divina. da revelação feita por Deus. E é neste contexto que nós encontramos uma espécie de confronto direto entre Cristo e os líderes religiosos do seu tempo, precisamente.

E a razão pela qual este tema me parece sempre muito relevante é porque este confronto entre Cristo, uma relação profunda com Jesus e a aparência religiosa é um tema que continua muito mais atual do que pode parecer. Ora, vamos a isso. A Palavra de Deus e Evangelhos relatam muitas histórias e ocasiões em que os líderes religiosos procuravam por isso mesmo questionar Jesus, debater com ele porque a forma de Jesus estar na fé e na religião causava, permita-me aqui a expressão, uma comissão tremenda a estes homens. Aliás, eu vou aqui, se calhar, à minha Bíblia, venha acompanhar-me aqui mesmo, porque eu gostava de apresentar-lhe aqui, ler diretamente aqui da minha Bíblia o momento onde queria conduzir o seu pensamento.

Eu vou abrir aqui a minha Bíblia no Evangelho de Mateus, no capítulo 15, provavelmente aí em casa ou no carro não está em condições agora de abrir a Bíblia, por isso obviamente eu aqui sempre leio, vou citando os textos. Mateus 15, precisamente um capítulo que fala sobre tradição. Algumas bíblias, aqui a minha que tenho neste momento tem mesmo um titulozinho que é a tradição dos anciãos e veja, vamos ler aqui os primeiros três versículos só para dar aqui o contexto. Diz que chegaram ao pé de Jesus uns escribas e fariseus de Jerusalém que disseram o seguinte, porque transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos, pois não lavam as mãos quando comem o pão.

E Jesus porém respondeu-lhes dizendo, porque transgrediz vós também o mandamento de Deus pela vossa tradição." Aqui vemos realmente um confronto direto. Jesus responde com uma pergunta a uma pergunta que lhe tinha sido feita. Vamos analisar isto agora de uma maneira um bocadinho mais direta. Repare que o tema que estes homens trouxeram para o debate com Jesus não era sobre pecado moral, sobre a lei de Deus, sobre alguma coisa que era feita realmente que demonstrava um desacerto com o que Deus pede ao ser humano.

O tema e a preocupação destes líderes, destes fariseus, sobre o comportamento de Jesus e os seus discípulos era sobre a tradição. Talvez eu precise explicar um pouco melhor do que é que se trata aqui. Os fariseus tinham criado um sistema muito complexo de regras, por um lado, mas também de cerimónias. Portanto, umas coisas diziam respeito à própria conduta da vida normal no dia-a-dia, outras regras mais para a parte cerimonial e religiosa. E entre estas regras encontravam-se especialmente coisas sobre purificação, formas e ritos para a pessoa se purificar. E estas práticas não só não tinham sido reveladas por Deus, como não havia nenhuma instrução eram formas religiosas tradicionais, culturais muitas vezes até, mas que o mundo religioso deste tempo começou a tratar como se fossem coisas sagradas.

Na verdade, muitas vezes, estes líderes religiosos, especialmente entre o farisaísmo, na verdade, olhavam para estas regras como se elas fossem mais importantes do que os próprios mandamentos, ou seja, do que a palavra de Deus. E portanto Jesus, obviamente como nós lemos, vai responder-lhes de uma forma bastante firme e direta, dizendo porque é que vós também transgredis o mandamento de Deus pela vossa tradição. E aqui temos então o ponto central deste tema. É quando a tradição substitui a palavra, então deixa de ser um detalhe. Torna-se, na verdade, um problema espiritual muito sério.

E Jesus aqui vai dar um exemplo concreto. Eu vou partilhar consigo. No fundo, é a continuidade deste texto que estávamos a ler. Jesus vai citar um mandamento, portanto, algo realmente sagrado, revelado por Deus, na sua lei, que foi dado lá atrás, no monte Sinai, escrito pelo dedo de Deus, como diz Como diz a Escritura, lembra-se do mandamento que diz honra teu pai e tua mãe. E Jesus vai mostrar como os líderes tinham encontrado uma forma de contornar este mandamento através de uma prática que eles chamavam Corban. E através desta prática que tinha sido criada, alguém podia declarar os seus bens como sendo dedicados a Deus.

Esta era a desculpa. E assim evitavam de ter que ajudar ou apoiar os seus próprios pais. Ou seja, veja bem, esta gente criou um sistema que usava a religião para justificar a desobediência direta ao mandamento de Deus. E neste caso, veja só, um mandamento que tem a ver com o respeito, a honra e o cuidado aos pais, o que parece uma coisa quase básica, não é? Na estrutura humana, quase nem precisaríamos de um mandamento divino para uma coisa tão óbvia. Mas Jesus vai declarar, na continuação do texto, depois mais à frente, no versículo 6, Jesus vai então comentar esta prática deles e o que é que vai dizer?

Vocês invalidaram pela vossa tradição o mandamento de Deus. E nós vemos aqui palavras fortes, muito fortes. Na verdade Jesus ainda vai talvez um pouco mais longe, porque vai citar o profeta Isaías, E vai dizer, este povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens. Isto são palavras de Jesus em que ele está a citar o profeta. E, portanto, nós estamos aqui confrontados com uma verdade realmente solene e extraordinária. É possível que pessoas adorem a Deus, tenham os gestos de adoração a Deus, mas o façam totalmente em vão.

Veja bem. É possível ter religião práticas religiosas, ser muito fervoroso e piadoso nessas práticas, é possível experimentar e praticar um conjunto de tradições que quem olha diz, aqui está uma pessoa religiosa, uma pessoa de fé, e ainda assim estar distante de Deus e mais do que isso, fazer exatamente o contrário da vontade de Deus. É isto que Jesus está a dizer.

O que contamina o homem

Jesus vai depois chamar a multidão, vai, no contexto deste debate, apresentar o que poderíamos chamar de um princípio espiritual muito importante, muito profundo. Então Jesus vai dizer que o que contamina o homem não é o que entra pela boca, mas o que sai da sua boca. Isso é o que contamina o homem. O que é que Jesus quer dizer com isto? que o problema do ser humano não está no exterior, nessa aparência das coisas que são feitas, das tradições que são cumpridas ou da religião tal como ela se apresenta, nos seus templos, com os seus rituais. Não são em cerimónias externas que nós encontramos qualquer definição de fé, de pureza espiritual.

Mas onde é que é? É no interior da pessoa. Nas suas escolhas, na sua conduta, no seu coração. Portanto, Jesus está a alertar todos os homens e mulheres para toda a história, na verdade, de que não são rituais humanos que nos tornam aceitáveis diante de Deus. É a transformação do nosso interior. Esta grande verdade, mais tarde, aliás, é reforçada pela palavra de Deus, por exemplo, se formos à carta de João, o evangelista, no capítulo 2 e no versículo 3, tem lá esta expressão. E nisto sabemos que o conhecemos, ele a Deus, se guardamos os seus mandamentos.

Mas nós também sabemos que o mesmo João, voltando agora ao Evangelho, dizia que aquele que crê no Filho tem a vida eterna e aquele que não crê no Filho, esse não virá a vida. O que é que nós entendemos aqui? Que a Cristão, portanto, nunca foi a tradição, o quão perfeitos nós somos a cumprir rituais, mas tem a ver com a relação com Deus. Ou seja, o quanto eu aceito e compreendo que a vontade de Deus é boa para mim e o quanto eu procuro viver na minha vida essa relação. A religião, os seus ritos, as suas aparências, Algumas até podem ser aceitáveis, fazem parte de uma liturgia religiosa, mas elas não são a essência da religião.

Naturalmente que por causa disso os fariseus ficaram ofendidos, claro. E os discípulos até vieram a Jesus quase como que alertá-lo, de cuidado que eles vão ficar muito ofendidos e chateados. E a resposta de Jesus, aliás, é muito interessante, muito clara. Jesus vai dizer-lhes, toda a planta que o meu Pai Celestial não plantou, será arrancada. Ou seja, tudo aquilo que não vem de Deus, por mais antigo que seja, por mais tradicional, por mais respeitado, por mais religioso que pareça, o que não vem de Deus, não vai permanecer. E agora entenda, isto traz-nos uma realidade que eu acredito muito que tem uma aplicação direta à nossa vida. Portanto, não estamos apenas a analisar uma história que se passou no tempo de Jesus ou um contexto único daquele tempo.

Porque o mesmo perigo para as pessoas que têm fé, que praticam a religião, e eu acredito que será seguramente o seu caso, ainda existe. substituir a palavra de Deus, o que está revelado, o que Deus sabe que é bom para nós, substituir isso por tradições humanas. Isto pode vir em muitas formas. São costumes, coisas que nos habituámos a fazer, hábitos religiosos, práticas que foram herdadas. Muitas podem parecer corretas, outras podem até não ter mal nenhum em serem executadas, só que elas não têm uma base que nos possa dizer isto é a vontade de Deus. Pode até ser uma expressão religiosa. Outras são tradições abertamente contrárias ao que está revelado.

E muitas vezes, quando alguém tenta chamar a atenção para isso, normalmente isso vai trazer resistência. Isso é histórico. Podemos olhar para a história da reforma protestante, por exemplo, que inicialmente tinha o objetivo de reformar essencialmente tradições e práticas que eram totalmente desprovidas de sentido, exploravam as pessoas e usavam a religião como a desculpa para isso. E nos dias de Jesus passava-se exatamente a mesma coisa. É interessante que a Bíblia também nos alerta para isso de muitas formas. Se pensarmos no capítulo 12 do livro de Apocalipse, um capítulo profético, extraordinário, a certa altura lá diz, no versículo 17, que o dragão, falando de Satanás, que é chamado em Apocalipse de dragão, irou-se contra a mulher, que representa o povo de Deus, e diz que foi fazer guerra ao resto da sua descendência, aqueles que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus.

Veja como o verdadeiro conflito, que aqui, neste ambiente perfeto em que nos é revelado, sempre gira em torno de dois pontos. Os mandamentos de Deus, por um lado, que é realmente a pureza daquilo que Deus pediu e revelou, e depois, claro, a fé em Jesus. É por isso que a base segura para a nossa religião, a nossa vivência cristã e de fé, a base segura nunca está na tradição. no que as igrejas dizem, no que a religião forjou. A base segura é a Palavra de Deus. É o que está escrito, é o que está revelado. O salmista, por exemplo, já dizia isto de muitas formas. O Salmo 119 é um dos mais belos salmos que exalta essa ideia de que a lei de Deus é a pureza do que Deus tem para nós.

Por exemplo, a certa altura diz o Salmo 119, eu tenho mais entendimento do que todos os mestres porque medito nos teus testemunhos. Sou mais prudente do que os velhos porque guardo os teus preceitos. Podemos dizer, por isso, que Jesus, obviamente, não veio abolir nada do que seja a lei de Deus. O que Jesus veio fazer foi restaurar o seu verdadeiro significado. Jesus veio libertar as pessoas do peso da tradição. E libertar as pessoas desse peso, então, é conduzi-las à verdade, à essência da fé. É por isso que hoje a pergunta, e a pergunta muito importante para a nossa própria experiência religiosa, não é o que é que sempre foi feito, como é que as coisas sempre se fizeram, ou como é que fizeram os antigos.

Às vezes é muito fácil encontrar no mundo da religião uma espécie de adoração do antigo. Como se uma coisa, por ter muitos anos ou por ser velha, em princípio, será mais digna do que uma coisa que é moderna. E é interessante como nós olhamos para Jesus e vemos que claramente Jesus agiu ao contrário disto. Jesus arriscou, podemos dizer assim, estes confrontos para destruir essas camadas de história e de tradição que impediam as pessoas de ver e de responder à pergunta mais importante, que é o que é que Deus nos diz? O que é que Deus pede de nós?

A verdadeira fé, portanto, é isto que eu hoje queria deixar consigo. Ela não se baseia em costumes que foram herdados. A verdadeira fé baseia-se numa relação viva com Cristo e essa relação é que alimenta a nossa prática religiosa. A verdadeira adoração não está nos nossos lábios, ou seja, no que sai de nós ou na aparência exterior. A verdadeira adoração que Deus procura está num coração transformado, que é um coração que está rendido a Deus, que procura conhecer a sua vontade. Por isso a advertência de Jesus continua viva hoje. Em vão me adoram, ensinando doutrinas, práticas que são preceitos dos homens. Foram criadas através da cultura, através das práticas, através do tempo.

Por isso, cada um de nós precisa hoje de fazer isto, que é escolher onde é que queremos firmar a nossa vida espiritual. Eu hoje desafio a não colocar na tradição a sua confiança, mas na palavra, não na aparência, mas na verdade, não no exterior, mas no coração. Que isso nos ajude a vivermos uma fé que não apenas parece correta, mas uma fé

Momento musical

que é genuína, que é profunda, que nasce de uma relação profunda também com o nosso Deus e Criador. Ouvi a tua oração E escolhi para mim este lugar Se eu fechar os céus e não o vejo a cair Ou se ordenar as nações que te consumam Ou se enviar a peste entre o meu povo E se o meu povo E se o meu povo que se chama Pelo meu nome se humilhar E buscar a minha face E se convertir dos seus caminhos Então o ouvirei E dos seus eu perdoarei Serei a sua terra Pois aberto o chão, meus olhos a oração.

Ouvi a tua oração e escolhi este lugar. Se eu fechar os céus e não o vejo a cair, se ordenar as noções que te consumam, Ouça-me enviar a peste Entre o meu povo E se o meu povo E se o meu povo quem se chama Pelo meu nome se humilhar E buscar a minha faça E se converter nos seus caminhos Então me ouvirei E deixe-os eu perdoarei, sererei a sua terra.

Pois abertos são meus olhos, a hora será. Enquanto a ti, se andares diante de mim, como andou teu pai David, e fizeres como te ordenei, e guardares os meus estatutos e os meus Sois os meus E são o meu povo que se chama Pelo meu nome se humilhar E buscar a minha face E se converter dos seus caminhos Então o ouvirei E dos seus eu perdoarei Fararei a sua terra pois abertos são meus olhos a oração e se o meu povo

Oferta e encerramento

porque hoje falei de tradição, de uma religião feita de aparências e de enganos. Hoje tenho, por isso, quero terminar fazendo uma oferta muito especial. Tenho comigo aqui hoje este guia de estudo da Bíblia, chamado Eu Creio, que o vai ajudar, nas suas páginas, em variedíssimos temas, a saber fazer a distinção, precisamente, entre o que é revelado, o que está revelado na Palavra de Deus, e aquilo que é aparência, religião, tradição. Por isso, fica este convite. Peça gratuitamente a revista Eu Creio. Envie uma mensagem para o 933-9291 e nós teremos muito gosto em fazer-lhe chegar esta oferta.

Nosso encontro hoje fica por aqui na Voz da Esperança. Foi um prazer ter estado consigo. Se Deus quiser, na próxima semana voltamos a estar juntos. Até lá. Que Deus o abençoe.

Sobre este episódio

Neste episódio da Voz da Esperança, refletimos sobre um dos grandes alertas deixados por Jesus, o perigo de substituir a Palavra de Deus por tradições humanas.

A partir de Mateus 15, somos convidados a olhar para o confronto entre Jesus e os líderes religiosos do Seu tempo, que davam mais importância às tradições dos homens do que aos mandamentos de Deus.

🙏 A verdadeira fé não se baseia apenas em rituais, aparências ou costumes herdados. Ela nasce de uma relação viva com Cristo, de um coração transformado e disposto a seguir a vontade de Deus.

📖 “Este povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim.”

Neste episódio, descubra porque a base segura da vida cristã não está na tradição, mas na Palavra de Deus. Uma mensagem profunda sobre verdade, adoração, obediência e esperança.

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Série
Voz da Esperança · 68 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 57
Estreou
11 de Maio de 2026
Categoria
Outros