Bem-vindos ao Sol à Escritura, aqui na Novo Tempo Portugal. Ao longo da história do Cristianismo, Deus usou homens simples para reacender verdades esquecidas da Bíblia. Alguns foram teólogos, outros foram pastores, outros ainda pessoas comuns sem formação académica. Mas com uma profunda sede pela Palavra de Deus, No episódio de hoje, vamos conhecer a história de Guilherme Miller, um agricultor americano e veterano de guerra, que ao estudar a Bíblia de forma honesta e sistemática, chegou a uma convicção que abalou igrejas, abalou cidades e até nações. A certeza de que a volta de Cristo estava próxima. A sua história não é apenas sobre datas ou cálculos proféticos.
É a história de um homem que decidiu levar a Bíblia a sério, confiar que a Escritura se explica a si mesma e anunciar aquilo que queria ser verdade, mesmo quando isso lhe trouxe críticas, oposição e profunda desilusão. Hoje vamos olhar para a vida de Guilherme Miller, o contexto do grande despertar profético do século XIX e a doutrina bíblica que esteve no centro da sua mensagem, a esperança da breve volta de Jesus. Fique conosco, porque esta é mais uma história poderosa de fé, bíblia e coragem, aqui no Sola Escritura.
Antes de falarmos das profecias e do grande movimento que marcou o século XIX, é importante nós conhecermos o homem que está por trás desta mensagem. Quem era Guilherme Miller antes de subir a púlpitos e falar sobre o fim dos tempos? Vamos então recuar às suas origens. Ruben, quem foi Guilherme Miller antes de ser conhecido por pregar profecias? Então, Tiago, Guilherme Miller nasceu a 15 de fevereiro de 1782 em Pittsfield, no estado de Massachusetts, numa família simples ligada ao trabalho da terra. Mais tarde, ainda jovem, mudou-se com os pais para a região rural de Lowhampton, no estado de Nova York, um ambiente marcado pela vida agrícola, pelo esforço diário, mas também vivia uma religião bastante prática. Ele cresceu longe dos grandes centros urbanos, num contexto onde o estudo formal era limitado, mas o contacto com os livros não o faltava.
Apesar de não ter ido para a universidade, de não ter frequentado um curso superior, Miller desenvolveu desde cedo um gosto profundo pela leitura. O próprio biógrafo refere, na sua infância, manifestavam-se sinais de uma força intelectual e atividade fora do comum. Isso levou a ler tudo o que tinha ao seu alcance, desde história, a filosofia e também teologia. Nesse ambiente rural, aliado ao hábito constante de leitura e reflexão, acabou por moldar o seu caráter. E antes de ele ser um pregador, sequer pensar sobre isso, Miller era conhecido como um homem trabalhador, disciplinado, respeitado na comunidade, alguém que valorizava a razão, a lógica, a coerência, qualidades que mais tarde marcariam também a forma como ele estudou a Bíblia.
Apesar, então, de Guilherme Miller ter crescido num ambiente simples, num ambiente rural, ele tinha muito gosto pela leitura e pela reflexão. Mas essa mesma sede de conhecimento acaba por levá-lo por um caminho inesperado, afastando-o da fé que recebeu em criança. Ruben, como é que ele passa da fé simples para aquilo que nós chamamos de daísmo? Então, na sua juventude, Guilherme Miller começou a ser influenciado por várias correntes intelectuais do seu tempo e especialmente pelo racionalismo e pelo pensamento deista que eram muito populares na América no final do século XVIII e no início do século XIX. À medida que ele lia obras de filosofia, de história, passou a questionar a autoridade da Bíblia e a ver a religião organizada com muita desconfiança, com uma crescente desconfiança, e ele próprio disse Acreditei na autoridade divina das Escrituras, mas adotei os sentimentos dos deístas e supus que a Bíblia continha muitas contradições.
Esse afastamento levou-o também a uma visão muito negativa da história religiosa. Ele passou a considerar o cristianismo responsável por guerras, por divisões, por fanatismo, e passou a ver a religião mais como um problema do que uma solução para a humanidade. Então, apesar desse ceticismo, esta fase não lhe trouxe nenhuma paz interior. Pelo contrário, deixou-o com perguntas sem resposta sobre o sentido da vida, sobre o mal, sobre a morte, criando uma crise interior que mais tarde abriria o caminho para um reencontro profundo com a Bíblia. Então o daísmo afastou Guilherme Miller da Bíblia, mas também lhe retirou a paz interior. Essa crise que ele viveu tornou-se ainda mais profunda quando a realidade da morte deixou de ser apenas teórica e passou a ser vivida de forma direta.
Que impacto teve a guerra na vida de William Miller e de que forma é que isso marcou um ponto de viragem espiritual na sua vida? Então, já em 1812, Guilherme Miller foi chamado a servir na guerra entre os Estados Unidos e o Reino Unido. E ele, como oficial do exército, esteve exposto à violência, ao sofrimento e também à constante possibilidade da morte. Experiências que abalaram profundamente as suas convicções de daístas. No relato do próprio movimento, é dito que ao se ver escapar da morte numa batalha, Miller disse Então surgiu-me este pensamento. Como poderiam ser assim relatar-se na destruição das suas criaturas? A guerra expôs o vazio do daísmo. A ideia de um Deus distante, que não intervém na história humana, deixou de fazer sentido diante da fragilidade da vida e do medo real da morte.
A guerra destruiu a confiança de Guilherme Miller no daísmo, mas ainda assim não lhe deu as respostas que ele procurava. No entanto, foi o evento que lhe abriu o coração para procurar algo mais sólido,
algo que pudesse dar sentido à vida e à morte. Quando aquele se rende a Cristo e porquê? Então, Tiago, após ele regressar da guerra, ele começou a sentir um profundo peso de consciência. As perguntas sobre o pecado, sobre a justiça divina, sobre o destino da alma, tornaram-se impossíveis de ignorar. Foi neste contexto que ele voltou a abrir a Bíblia, não como um livro religioso tradicional, mas como alguém à procura sincera de respostas. Segundo uma biografia, afirma que o carácter de Cristo, tal como apresentado nas escrituras, pareceu-me de excelência incomparável. Miller ficou especialmente tocado pela revelação de um Deus próximo interessado no ser humano, disposto a perdoar aquilo que antes via como um livro confuso e contraditório, passou a fazer sentido à luz da pessoa de Jesus, E este reencorto com a Bíblia marcou a sua conversão.
Guilherme Miller rendeu-se a Cristo porque encontrou nas Escrituras algo que o daísmo nunca lhe ofereceu. A esperança, perdão e também um salvador vivo. Depois da sua conversão, Guilherme Miller não se limitou a recuperar uma fé pessoal. Ele sentiu necessidade de compreender a Bíblia de uma forma profunda e coerente, ao procurar respostas claras para as grandes questões espirituais que ele tinha. O que o tornou diferente não foi só a mensagem, foi o método. Como é que ele estudava, Ruben? É, Guilherme Miller decidiu estudar a Bíblia de uma forma sistemática, mas também disciplinada. Em vez de partir de ideias pré-concebidas, ele começou a ler as Escrituras verso a verso, procurando deixar que o próprio texto bíblico se explicasse. O seu princípio fundamental era muito simples, a Bíblia interpreta-se a si mesma.
De acordo com o registro biográfico, ele disse... Para esse estudo, utilizava uma leitura metódica, fazia um amplo uso de uma concordância bíblica, a concordância de Cruden, que lhe permitia ligar textos sobre o mesmo tema em diferentes partes da Bíblia. Era o estudo paciente das escrituras, guiado pela convicção que Deus fala com clareza através da sua palavra, um verdadeiro exemplo prático do princípio da só da escritura. Esse método de comparar escritura com escritura e procurar coerência eterna foi o que deu força às conclusões a que Guilherme Miller acaba por chegar.
E é aqui que a história ganha atenção, porque o estudo dele acaba por apontar para um período concreto. Quando é que ele chega à conclusão das datas proféticas? Então, ele chega a essa conclusão, ainda numa fase bem inicial do seu estudo profético, por volta de 1918, quando está a trabalhar sobretudo em Daniel 8,14, onde diz até 2300 tardes amanhãs e o santuário será purificado. O raciocínio dele foi até simples e também rigoroso. Ele concluiu que um dia na profecia é equivalente a um ano literal. Por isso, entendeu que os 2.300 dias de Daniel 8.14 especificavam um período de 2.300 anos.
Depois, ele foi à procura do ponto de partida desse período e ligou-o ao decreto para reconstruir Jerusalém. o livro de Esdras, afirma que começou com o decreto de Ertaxes em 457 a.C. para reconstruir Jerusalém e que Miller interpretou a expressão, e então o santuário será purificado, como uma referência à segunda vinda de Cristo. Ou seja, nas suas palavras, Assim cheguei, em 1818, à solene conclusão de que dentro de cerca de 25 anos, a partir desse momento, todos os assuntos do nosso estado presente chegariam ao fim. Com o passar do tempo e com a forma como o movimento comunicou mensagem ao público, essa expectativa ficou popularmente associada ao período de por volta de 1843, que é a linguagem pela qual Miller passou a ser conhecido.
A partir então do momento em que Miller chega a uma conclusão profética clara, surge então um novo desafio. Aquilo que começou como um estudo pessoal, precisava agora de ser partilhado. E isso iria mudar completamente a dimensão da sua missão.
Como é que este agricultor sai do campo e inicia o movimento nacional? Então, durante vários anos, Guilherme Miller hesitou em falar publicamente sobre as suas conclusões. Mas a partir de 1931, após uma grande luta com Deus, ele começou a aceitar convites para pregar. Primeiro isto foi em pequenas igrejas rurais e pouco a pouco em cidades maiores e a clareza do seu método e a força bíblica da mensagem atraíram rapidamente a atenção do público. E este crescimento foi amplificado pelo uso intenso da imprensa. Sermões, artigos, também folhetos começaram a ser impressos e distribuídos em grande escala. criando uma rede de apoiantes que organizava encontros, financiava publicações e promovia conferências.
Sylvester Bliss registra que, em poucos anos, as suas palestras eram anunciadas em jornais, os seus escritos circulavam amplamente e milhares reuniam-se para ouvir a mensagem do breve regresso de Cristo. Assim, aquilo que começou no campo tornou-se um dos maiores despertares religiosos da América do século XIX, marcado não por uma figura carismática isolada, mas por uma mensagem bíblica que encontrou eco num público ávido por esperança e por sentido espiritual. A mensagem espalhou-se e as expectativas cresceram. Milhares aguardavam com esperança o cumprimento dessa promessa. Mas quando o tempo passou e Cristo não voltou, é isto que surge, então, o momento mais difícil de toda esta história.
E quando o tempo passa e Cristo não volta, Ruben, o que é que fica? Quando a expectativa da volta de Cristo não se cumpriu como era esperada, Guilherme Miller reagiu com franqueza e humildade. Em vez de fugir ou negar o erro humano, ele reconheceu os limites da sua compreensão, sem nunca abandonar a confiança na Bíblia nem a esperança no regresso de Jesus. O desapontamento não apagou o impacto do movimento, pelo contrário, ele despertou milhares para o estudo sério das escrituras e especialmente das profecias. Bliss escreve ainda que o grande resultado do movimento foi conduzir muitos a um exame mais profundo da Bíblia e a uma esperança viva na promessa do regresso de Cristo. O legado de Guilherme Miller não está numa data, mas numa atitude espiritual.
Ele ensinou que a Bíblia deve ser estudada com seriedade, que o erro humano não invalida a verdade divina e que a esperança cristal permanece firme, mesmo quando é necessário rever a forma sem nunca abandonar a fé. Ao longo deste episódio, nós temos acompanhado a história de Guilherme Miller e do grande despertar bíblico que marcou o século XIX. Mas esta não é apenas uma história de passado. As verdades que reacenderam a esperança naquela geração continuam atuais e relevantes ainda hoje. É por isso que nós queremos apresentar-lhe a revista O Grande Conflito, um curso bíblico totalmente gratuito, preparado para o ajudar a compreender a Bíblia de forma clara, de forma prática e fiel às Escrituras. Nesta revista, encontra estudos organizados por temas, com perguntas simples e respostas baseadas diretamente na Palavra de Deus.
O tema que abordamos hoje está desenvolvido no estudo 19 desta revista, onde poderá aprofundar o significado das profecias bíblicas e a esperança da volta de Cristo. Se deseja receber gratuitamente a revista O Grande Conflito, é muito simples, basta enviar uma mensagem por SMS ou por WhatsApp para o número 933-939291. É só enviar a sua mensagem e a revista chegará até si sem qualquer custo.
Nos primeiros séculos do Cristianismo, a Igreja vivia numa expectativa clara e literal da volta de Jesus. Para os apóstolos, a promessa não era simbólica nem era distante, era uma realidade viva que moldava a forma de viver e a forma de pregar. O apóstolo Paulo escrevia aos crentes como pessoas que aguardavam ativamente esse momento, dizendo que esperavam, dos céus a seu filho, a quem ressuscitou dos mortos.
e que essa esperança os sustentava no meio das dificuldades. A volta de Cristo era vista como um acontecimento real, visível e decisivo para a história humana. Também Pedro fala dessa expectativa, lembrando que o dia do Senhor viria de forma concreta e transformadora, trazendo juízo, mas também libertação para os que confiam em Deus. A igreja apostólica não separava a esperança da volta de Cristo da responsabilidade de viver uma vida santa e vigilante. Desde cedo, portanto, a fé cristã esteve ligada a duas ideias centrais. Cristo voltaria e essa vinda teria juízo e restauração. No entanto, com o passar dos séculos e o aparente atraso da promessa, esta esperança começou a enfraquecer.
À medida que o cristianismo se institucionalizou e se aproximou do poder político, a expectativa da volta de Cristo foi sendo gradualmente empurrada para segundo plano. A promessa bíblica passou a ser reinterpretada de forma simbólica ou espiritual. Ao mesmo tempo, o ensino profético tornou-se confuso. Livros como Daniel e Apocalipse passaram a ser vistos como obscuros, até perigosos ou irrelevantes para o crente comum. O juízo deixou de ser entendido como um ato justo de Deus para restaurar a ordem moral do universo e passou a ser associado sobretudo ao medo e à punição. Assim, uma doutrina que originalmente produzia esperança e vigilância acabou por gerar indiferença ou especulação.
Foi nesse contexto que, séculos mais tarde, surgiu um novo interesse pelas profecias bíblicas, durante os grandes despertais espirituais do século XVIII e XIX. Muitos cristãos voltaram a abrir a Bíblia com uma pergunta simples. E se Deus disse exatamente o que queria dizer? Ou seja, entra aqui o princípio da sola escritura aplicada à profecia. Em vez de tradições ou interpretações alegóricas, passou-se a estudar a Bíblia deixando que ela própria se explicasse. Textos como Daniel 8, Daniel 9 e Apocalipse 14 voltaram ao centro da reflexão cristã. E este despertar não se concentrou em sensacionalismo, mas num estudo metódico irreverente das escrituras.
A mensagem era clara. A história humana caminha para um clímax e Deus chama o ser humano a preparar-se espiritualmente para esse momento. Hoje, o cristianismo apresenta um quadro diverso, diferente, em relação à volta de Cristo. Há crentes que continuam a esperar uma vinda literal, visível e iminente, como ensinam as Escrituras e como ensinava a Igreja Primitiva. Outros preferem uma interpretação simbólica, onde a promessa perde o seu sentido histórico e concreto. Ao mesmo tempo, existe muita confusão profética. Datas marcadas, teorias contraditórias e interpretações sensionalistas levam muitos a rejeitar completamente o estudo das profecias bíblicas. No entanto, a Bíblia continua a apresentar a mesma mensagem equilibrada.
Cristo voltará e esse evento terá juízo e restauração. E essa esperança não deve gerar medo, mas alegria e confiança em Deus. A verdadeira doutrina bíblica da volta de Cristo não é um convite à especulação, mas um apelo à fé, à santidade e à esperança viva ancorada unicamente na Palavra de Deus.
Chegámos, então, à hora do estudo bíblico. Ruben, o que ensina a Bíblia sobre a segunda vinda de Jesus? Vamos, então, Tiago, abrir a Palavra de Deus e vamos começar por Atos capítulo 1, que diz... E estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se opuseram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram, Varões galileus, por que estáis olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu ouvisteis ir. Em Apocalipse 1, 7 diz, Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo os que o trispassaram, e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele.
Sim. Amém. E Mateus 24 diz também, Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e grande glória. Estes textos dão-nos uma verdade muito importante. A segunda vinda de Cristo será literal, será visível, será um acontecimento pessoal. Ela não será nem secreta, nem simbólica. É algo que todo mundo vai ver, todo mundo reconhecerá este evento incrível descrito na Palavra de Deus. Ruben, como é que a segunda vinda é o cumprimento de uma promessa? João XIV diz, Em Hebreus 9, Paulo diz-nos, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados do mundo, aparecerá a segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação.
E ainda a título, capítulo 2, diz-nos, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador, Jesus Cristo. Então, é isto uma promessa, sim? O próprio Jesus prometeu que voltaria. E vemos pela Palavra de Deus que a segunda vinda cumpre essa promessa. Ela é chamada a bem-aventurada esperança. O que é que acontecerá com os mortos na segunda vinda? Paulo é muito claro em relação a este assunto. Em 1ª de De Salmo, no Licenças, ele diz, não quero, porém, irmãos, que o sejais ignorantes acerca dos que já dormem. para que não vos entristeçais como os demais que não têm esperança. Porque se queremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele.
Dizendo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor, que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com larido, e com voz de arcanjo, e com trombeta de Deus, e os que dormem em Cristo ressuscitarão primeiro. Temos também em João capítulo 5 que diz, não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizerem o bem sairão para a ressurreição da vida, e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação. Este texto nos diz claramente, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Vimos também que a morte é comparada a um sono e que a ressurreição, a ressurreição dos salvos, acontece precisamente no dia da vinda de Jesus.
Vimos o que acontecerá com os mortos e agora a pergunta que te faço é o que acontecerá com os salvos vivos quando Jesus regressar. Então vamos voltar à 1ª sessão, não licenças, onde Paulo diz... Primeiro, Coríntios Paulo também nos diz, Ainda em Filipenses capítulo 3, mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido para ser conforme o seu corpo, glorioso.
Então, o que é que vai acontecer aos salvos-vivos? Eles serão transformados. E após essa transformação, eles irão ao encontro de Jesus nos ares e permanecerão com Ele, com o Senhor, para todo o sempre. E o que acontecerá então aos ímpios? Vamos agora à 2ª de Santa Licença, onde diz... Também em 2ª Sanulicense, agora no capítulo 2, diz-nos... Ainda em Apocalipse, capítulo 6...
Neste texto mostra claramente que os ímpios não suportarão a glória da vinda de Cristo. A sua destruição, a destruição dos ímpios, acontece pela manifestação da presença de Jesus. Ou seja, a segunda vinda de Cristo marca o início do juízo final. Uban, como é que devemos nós e os nossos espectadores viver em preparação para esse dia? Vamos voltar à palavra de Deus, vamos a Mateus 24. Também em 2 Pedro 3 diz-nos, havendo depois de aparecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato e piedade, aguardando e apressando-vos para a vinda do dia de Deus. E ainda em 1 João 3 diz, e qualquer que nele tenha esta esperança purifica-se a si mesmo, com também ele é puro.
Então o que é que Deus nos diz? Deus chama-nos à vigilância espiritual, ou seja, a uma preparação para esse dia. E nós vemos também nos textos que lemos que a esperança deve produzir em nós o que é uma santidade, deve produzir em nós fidelidade, ou seja, devemos ter uma preparação diária, mas uma preparação espiritual, não apenas algo emocional, mas algo concreto e espiritual na nossa vida, uma vida de Preparação para esse grande evento por um encontro com Jesus. Chegámos assim ao fim do nosso estudo bíblico. A Bíblia é clara. A segunda vinda de Jesus será literal, será visível e será gloriosa. E Deus convida-nos e convida-vos a viver preparados para este grande dia.
Ruben, tens algo mais a acrescentar? A pergunta que a Bíblia nos deixa hoje é simples e profunda. Está preparado para esse dia? Entregue hoje a sua vida a Cristo. Viva em obediência à sua palavra e faça da segunda vida de Jesus a esperança central da sua fé e da sua vida diária. Obrigado por ter estado connosco em mais um episódio do Solo a Escritura, aqui na Novo Tempo Portugal. Se deseja aprofundar este tema, pode pedir gratuitamente à revista O Grande Conflito. Já sabe, enviando um SMS ou uma mensagem do WhatsApp para o 933 939291. Esperamos por si no próximo episódio.
Neste episódio do Sola Scriptura, acompanhamos a história de Guilherme Miller, um agricultor americano e veterano de guerra que, ao estudar a Bíblia com seriedade e método, acabou por iniciar um dos maiores movimentos de despertar espiritual do século XIX.