Joseph Bates

Joseph Bates

03 de Março de 202627 min 36 s

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Olá, seja muito bem-vindo ao Sol à Escritura, um programa da Novo Tempo Portugal, onde viajamos pela história do Cristianismo para perceber como a Bíblia moldou homens, ideias e movimentos que mudaram o mundo. No episódio de hoje vamos conhecer a vida de José Bates, um homem improvável para uma história de fé, um marinheiro, capitão de navio, prisioneiro de guerra, reformador social e, mais tarde, um pregador incansável. Um homem que cruzou oceanos, enfrentou preisões e perseguições, mas, acima de tudo, decidiu seguir a Bíblia, custasse o que custasse. José Bates viveu num tempo de grandes mudanças, marcado por guerras, revivimentos e profundas crises espirituais.

E foi nesse contexto que ele fez uma descoberta que mudaria também a sua vida para sempre e também a identidade de um movimento cristão que estava prestes a nascer. Hoje vamos falar não só da história, mas também da doutrina que ele defendeu com convicção, o sábado do sétimo dia, redescoberto à luz das escrituras. Fique conosco, porque esta é a história de um homem que escolheu obedecer à palavra de Deus acima da tradição, acima da pressão e, sobretudo, acima do seu próprio conforto.

A vida no mar

No episódio de hoje nós vamos conhecer a história de um homem cuja vida parece que foi retirada de um livro de aventuras, mas que foi profundamente marcada pela fé, pela coragem e pela obediência à Bíblia. A história de José Bates começa muito longe dos púlpitos, longe dos debates teológicos, ela começa no mar. Ruben, quem foi José Bates antes de se tornar uma figura central do movimento adventista e que tipo de vida é que ele levava nos seus primeiros anos? José Betes nasceu em 8 de julho de 1792 em Rochester, no estado de Massachusetts. e ele desde muito jovem foi atraído pelo mar. Com apenas 15 anos deixou a casa dos pais para se tornar marinheiro, iniciando uma vida marcada por perigos constantes, longas viagens e experiências bastante extremas.

O seu mais ardente desejo era tornar-se marinheiro e após a primeira viagem, por mais incrível que pareça, ainda despertou mais essa paixão. Durante mais de 20 anos, José Bates navegou pelos oceanos Atlântico, também pelo Oceano Pacífico. Ele enfrentou tempestades violentas, naufrágios iminentes, enfrentou piratas e até foi preso pelas forças britânicas. Durante esse período, ele afirma que viveu situações em que a espessura de uma simples tábua era tudo que o separava da eternidade. revelando a constante proximidade da morte no seu cotidiano, no seu dia-a-dia. No entanto, ainda assim, antes de ele ser um pregador ou um reformador, José Veites foi um homem moldado pela disciplina do mar, pela sua coragem em situações extremas e por uma consciência imoral que começou a despertar ainda longe de Deus.

A vida no mar expôs então José Bates a situações extremas, mas também começou a moldar o seu caráter de forma profunda. Essas experiências não ficaram apenas no campo da aventura. De que maneira, Ruben, é que essa vida dura do mar influenciou os valores, influenciou as escolhas e a consciência moral de José Bates? Então, a vida no mar marcou profundamente o caráter de José Bates. Foi ali que ele desenvolveu um forte sentido de justiça, de disciplina, de honestidade, e muitas vezes em contraste com o ambiente moral degradado que ele via à sua volta, que era comum naquele tipo de vida. E ele recorda que os navios de guerra e as prisões britânicas eram verdadeiras escolas de vício e de degradação do caráter moral. E foi exatamente nesse contexto que começou a sentir um forte apelo para a reforma pessoal.

Ainda antes da sua conversão, Bates decidiu abandonar completamente o álcool, abandonar completamente o tabaco, algo que era extremamente raro entre os marinheiros da sua época. O seu compromisso com a reforma pessoal, com a sua própria reforma, abriu caminho para uma experiência espiritual mais profunda. Apesar de conhecer plenamente o Evangelho, ele, José Bates, era um homem disposto a ir contra a corrente e a também viver segundo a sua consciência. Nós vemos, então, que muito antes de se tornar um homem de fé, José Bates já

Conversão e reforma social

lutava contra esses hábitos e práticas que o considerava erradas e que tu nos trouxeste ainda agora, mesmo indo contra a cultura do seu tempo. Mas quando é que essa busca moral se transforma, então, numa verdadeira experiência espiritual com Deus? A verdadeira viragem espiritual na vida de José Bates acontece já em 1824 e foi durante uma das suas viagens como capitão, capitão do barco. Houve um marinheiro que morreu e a morte desse marinheiro, a bordo, obrigou a dirigir um funeral cristão. E essa experiência confrontou-o de uma maneira profunda com a sua própria condição espiritual. Ele descreve esse momento como um ponto de retura, afirmando que ali sentiu um profundo afundar da minha vontade na vontade de Deus.

Isto levou a fazer um compromisso seleno com o Senhor. E poucos dias depois, a 4 de outubro de 1824, Bates escreveu e assinou o que chamou um pacto soleno com Deus, entregando-lhe completamente a sua vida. George Knight resume bem este momento ao dizer, José Bates encontrou a fé não num êxtase momentâneo, mas numa entrega consciente e progressiva da sua vida a Deus. A partir daí, José Bates nunca mais foi o mesmo. O capitão lá dos mares começava a transformar-se no capitão da fé. A conversão marcou então um ponto de viragem claro na vida de José Bates. A partir desse momento, então, a sua fé deixou de ser apenas interior e começou a ter consequências práticas. Como é que essa nova fé o leva a envolver-se ativamente nas grandes causas da reforma da sua época?

Então, após a sua conversão, José Betes não ficou satisfeito com uma fé apenas pessoal. Ele acreditava que a verdadeira religião devia transformar a vida prática, não só dele, mas também da sociedade. Por isso, ele envolveu-se de imediato em várias causas de reforma moral e ele próprio afirmou que depois de entregar a sua vida a Deus, sentiu o desejo de entregar o resto da minha vida no serviço do Senhor e no bem dos meus semelhantes. Então, a partir daí, Beitos tornou-se um forte defensor da temperança, do abandono do álcool, do tabaco e também foi um forte defensor do abolicionismo. Ele destacou-se como um reformador social incansável que via a obediência a Deus, ligada à justiça, ligada à saúde e ligada à dignidade humana.

Este espírito reformador preparou José Bates para aceitar mensagens exigentes, mesmo quando estas iam contra a maioria, algo que se tornaria decisivo nos anos seguintes. Esse espírito reformador preparou José Bates para aceitar mensagens exigentes e

Descoberta do sábado

para se comprometer com movimentos que pediam uma fé viva e uma fé ativa. É nesse contexto que ele entra, então, no movimento adventista. Ruben, como é que José Bates viveu a grande expectativa do regresso de Cristo e também a desilusão de 1844? Então José Bates entrou no movimento Adventista, que na altura era denominado o movimento Milerita, durante a grande expectativa do regresso de Cristo na década de 1940. Como muitos outros, acreditava sinceramente que Jesus voltaria em breve. Quando essa esperança não se cumpriu em 1844, ele enfrentou uma profunda desilusão, mas ele nunca abandonou a fé. Na sua autobiografia, Bate escreve que, apesar do desapontamento, sentiu que Deus não tinha falhado e que era necessário voltar às Escrituras e compreender onde tínhamos errado.

E esse período de crise não destruiu a fé de José Bates, pelo contrário, levou-o a estudar mais profundamente a Bíblia e levou-o a preparar o caminho para uma descoberta que marcaria definitivamente a sua vida e também a história do cristianismo moderno. Depois então dessa grande desilusão, houve muitos que desistiram, como já disseste, mas José Bates escolheu outro caminho, foi estudar mais profundamente a Bíblia em busca de respostas. É nesse processo que surge uma descoberta decisiva na sua vida. Como é que José Bates segue à verdade do sábado do sétimo dia? Então, após 1844, ele dedicou-se intensamente ao estudo da Bíblia. E foi neste contexto que ele entrou em contacto com escritos que defendiam o sábado do sétimo dia como o verdadeiro dia de descanso.

Ao comparar esses argumentos com essas escrituras, Bates ficou profundamente convicto e ele próprio descreve esse momento com clareza, dizendo, Esta convicção não ficou apenas no plano teórico. Quando José Bates aceitou o sábado, fez dele o centro da sua mensagem e da sua missão. Para Bates, o sábado não era uma tradição judaica, nem um detalhe secundário, mas um mandamento claro da Palavra de Deus que exigia obediência prática. Uma pergunta que te faço agora é, aceitar o sábado significava ir contra a maioria dos cristãos do seu tempo e até contra antigos companheiros de fé? Exatamente, Tiago. E sabes que o grande delegado de José Bates está na sua fidelidade à Bíblia acima de tudo.

Ele foi um homem disposto a mudar de vida sempre que a Palavra de Deus lhe mostrava um caminho diferente, mesmo quando isso significava o isolamento, críticas e até sacrifício pessoal. José Bates lançou as bases do adventismo sabatista e deu-lhe identidade e lógica antes mesmo de existir uma igreja organizada. E até ao fim da sua vida, Bates manteve a convicção de que a verdadeira fé se expressa na obediência. A sua história mostra que a Reforma começa no coração, passa pela Bíblia e transforma a forma como vivemos. Mais do que um marinheiro ou um reformador, José Bates foi um homem que decidiu seguir a Escritura, custasse o que custasse. Ao longo do programa de hoje vimos como a vida de José Bates foi transformada pelo estudo da Bíblia e pela decisão de obter a Palavra de Deus acima da tradição.

Tal como ele, muitas pessoas ao longo da história fizeram perguntas sinceras sobre a fé, sobre verdades bíblicas e sobre os grandes temas do Cristianismo. Foi a pensar nessas perguntas que nasceu a revista O Grande Conflito, um curso bíblico totalmente gratuito que temos para oferecer. Esta revista acompanha os principais temas da história do Cristianismo e da Bíblia, incluindo o tema que abordámos hoje, o sábado do sétimo dia, que corresponde ao estudo número 20 da revista. Se deseja receber gratuitamente a revista O Grande Conflito, basta enviar uma mensagem por SMS ou WhatsApp para o número que está a aparecer agora no ecrã

A história do domingo

933-939291. Não perca esta oportunidade de estudar a Bíblia com mais profundidade e descobrir por si mesmo as verdades que transformaram a vida de homens como José Bates. TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança. Nos primeiros tempos do Cristianismo, a autoridade final da fé era a Escritura. Os primeiros cristãos, muitos deles judeus, continuaram a guardar o sábado, o sétimo dia da semana, conforme o mandamento bíblico.

Mas com o passar do tempo, especialmente a partir do século II, começaram a surgir mudanças graduais. Em grandes centros do Império Romano, como Roma e Alexandria, alguns cristãos passaram a reunir-se também no primeiro dia da semana, o domingo, em memória da ressurreição de Cristo. É importante notar que, nesta fase, o domingo não substitui imediatamente o sábado. Durante um longo período, os dois dias coexistem. O sábado continua a ser guardado por muitos cristãos, enquanto o domingo começa a ganhar importância, sobretudo em comunidades gentílicas e em centros com maior influência cultural romana. Esta transição não acontece por mandamento bíblico, mas de forma progressiva, influenciada por fatores culturais, sociais e também políticos.

Um momento decisivo ocorre no ano 321, quando o imperador Constantino promulga o primeiro decreto civil dominical da história. O édito declara que todos os juízes e todos os habitantes da cidade e todos os mercadores e artifícios descansem no venerável dia do sol. Este decreto não é um mandamento cristão, mas uma lei civil do Império Romano, ligada à veneração do dia do sol. A partir daí, o domingo deixa de ser apenas uma prática religiosa e passa a ter força legal, o que acelera a sua expansão. Um detalhe histórico muito significativo ajuda-nos a perceber que, mesmo depois do Decreto Dominical de Constantino, a questão entre o sábado e o domingo ainda estava longe de ser resolvida entre os cristãos.

Os próprios historiadores reconhecem que, embora alguns cristãos tenham usado o decreto como apoio à guarda do domingo para tentar solucionar a polêmica entre guardar o sábado ou o domingo na igreja cristã, na realidade o decreto não se aplica aos cristãos ou judeus. Essa afirmação é reveladora. O fato do Estado legislar sobre o descanso dominical sem impor essa lei diretamente aos cristãos mostra que muitos crentes mantinham outra prática semanal e que o sábado continuasse observado por uma parte significativa da cristandade. Historiadores cristãos do século IV confirmam esta realidade. Por exemplo, Sócrates Escolástico e Sosumeno afirmam que, em muitas regiões do mundo cristão, os cristãos continuavam a reunir-se ao sábado e destacam que Roma era uma exceção na guarda do domingo.

Esses registros mostram que, mesmo quando o domingo ganha espaço, o sábado não desapareceu imediatamente. Durante séculos, continua a ser observado por comunidades cristãs fora da esfera da influência direta de Roma. Este conflito entre o sábado e o domingo torna-se ainda mais evidente, ainda no século IV, quando a própria liderança da Igreja sente necessidade de legislar contra a guarda do sábado. Um exemplo claro é o concílio de Laodiceia, realizado por volta do ano 363, no seu Cânone 29. Este concílio diz que os cristãos não devem judaizar descansando no sábado, mas devem trabalhar nesse dia e honrar o dia do Senhor. Esta decisão é extremamente reveladora.

Se fosse necessário proibir a guarda do sábado, é porque muitos cristãos ainda guardavam o sábado. O sábado não estava esquecido, estava a ser praticado. A partir daqui, torna-se claro que a substituição do sábado pelo domingo não aconteceu por um mandamento bíblico, mas por decisões conciliares, apoiadas progressivamente pelo poder civil. A questão deixou de ser apenas qual o dia correto e passou a ser quem tem autoridade para definir a fé cristã. Mas mesmo durante a Idade Média, período frequentemente chamado de Idade das Trevas, há evidências de que nem todos os cristãos seguiram a prática dominante do domingo. Alguns grupos dissidentes foram identificados por fontes medievais como insábati, termo associado à ideia de guardar o sábado.

Entre esses grupos, algumas comunidades ligadas aos valdenses foram assim descritas por opositores e inquisitores. De forma semelhante, a Igreja Cristã da Etiópia preservou ao longo da sua história a observância do sábado juntamente com o domingo, mostrando que a prática não desapareceu do cristianismo mundial. Com a Reforma Protestante, o princípio de voltar à Escritura abriu caminho para a redescoberta de doutrinas esquecidas. Um dos primeiros reformadores a defender publicamente o sábado foi Andréas Calcetat, colaborador de Martim Lutero. Ao estudar a Bíblia, Calcetat concluiu que o quarto mandamento continuava válido e começou a ensinar a observância do sábado como o dia bíblico de descanso.

E entre os anabatistas, o mesmo princípio levou a conclusões semelhantes. Líderes como Oswald Glett e Andreas Fischer aceitaram o sábado com base direta nas escrituras e passaram a ensiná-lo como mandamento de Deus. Quando a mensagem anabatista chega à Inglaterra, influencia o nascente movimento batista. Alguns batistas aceitam o sábado e no século XVII surge a Igreja Batista do Sétimo Dia, associada ao nome de Peter Chamberlain. Esta igreja mantém a fé evangélica protestante, mas guarda o sábado por convicção bíblica. Perseguidos na Europa, muitos batistas do sétimo dia fogem para a América do Norte. Nos Estados Unidos, encontram então refúgio em Rhode Island, uma colónia fundada por Roger Williams, defensor da liberdade religiosa.

Ali, a observância do sábado continua a ser praticada e transmitida. É nesse contexto que, já no século XIX, Rachel Oakes, membro da Igreja Batista do sétimo dia, apresentou o sábado a cristãos ligados ao movimento mildrita. Essa mensagem chega até a José Bates, que estuda a Bíblia, aceita o sábado e torna-se o principal defensor, levando esta doutrina até ao movimento que daria origem à Igreja Adventista. Ao longo da história, o sábado nunca desapareceu completamente. Sempre houve cristãos que o guardavam e ele foi redescoberto repetidamente sempre que homens e mulheres decidiram colocar a escritura acima da tradição.

O sábado não é apenas uma doutrina antiga, é também uma doutrina redescoberta pela Reforma e baseada no mesmo princípio que moveu reformadores em todas as épocas. A Sola Escritura.

Estudo bíblico sobre o sábado

Agora vamos abrir a Bíblia e estudar este tema à luz das Escrituras. E vamos responder às perguntas exatamente como aparecem no estudo bíblico, deixando assim que a Palavra de Deus nos guie. Ruben, quando foi criado o sábado como dia de descanso? Vamos abrir a Palavra de Deus, vamos começar logo por Génesis capítulo 2 e do versículo 1 a 3 que nos diz, Também em Êxodo 20, quando fala do mandamento do sétimo dia, e reparem que existe uma ligação direta ao texto que acabámos de ler em Génesis capítulo 2.

Diz o seguinte, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus. Não farás nenhuma obra, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou. Portanto, abençoou o Senhor o dia do sábado e o santificou. O que é que nós podemos aprender com estes dois versículos tão importantes? Em primeiro lugar, O sábado não foi dado para alguém em particular, não foi dado para um povo em particular, nem sequer foi dado na altura em que foi entregue ao povo de Israel os 10 mandamentos.

O sábado foi instituído na criação. Ele foi abençoado e santificado por Deus na criação. E como lemos no mandamento, no 4º mandamento, E ele é um memorial da obra da criação. O sábado fez parte da criação e daquilo que Deus deu ao ser humano quando criou a vida e quando criou o ser humano neste planeta. Por que motivo foi criado o sábado? Então, porquê que Deus deu então um sábado ao ser humano? E por fim, Isaías 56 diz o seguinte, Então, o sábado foi dado como um sinal de aliança, um sinal de obediência, um sinal que Deus é o nosso Deus.

Aponta para Deus como um Criador, mas também para o Deus que santifica, que transforma o ser humano. E também nos convida para o descanso, para termos um dia especial de comunhão e um dia especial de adoração. Para quanto tempo foi criado o sábado? Vamos novamente à palavra de Deus. Salmos 111 diz... Depois temos em Mateus 24 que nos diz... E ainda para terminar esta resposta, Isaías 66 diz-nos, porque como os novos céus e a nova terra que iei-te fazer estarão diante da minha face, diz o Senhor, assim estará a vossa posteridade e o vosso nome.

E será que de uma lua nova ou outra, de um sábado ou outro, virá toda a carne adorar perante mim, diz o Senhor. Então no primeiro texto nós vimos que o sábado foi estabelecido para sempre, não como uma medida temporária, mas para ser estabelecido para sempre. Vimos também que ele aparece antes do pecado e aparece novamente depois da redenção. E o mais incrível é o que nós vimos em Isaías, onde fala do Novo Céu e da Nova Terra. E o que é que diz? Que no Novo Céu e Nova Terra o povo se juntará no Sábado para adorar o Senhor. Então o Sábado é eterno. Jesus também nos disse que era Senhor de um dia, que dia era esse. Então em Marcos capítulo 2 diz-nos assim, o filho do homem até do sábado é senhor.

E temos o mesmo texto em Mateus 12, porque o filho do homem até do sábado é senhor. E se nós formos a Isaías 5.88, podemos completar isto com o texto, se desviares do teu pé do sábado. Te fazes a tua vontade no meu santo dia, e te chamás ao sábado deleituoso e santo dia do Senhor digno de honra, e honrarás não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando as tuas próprias palavras, então te deleitarás no Senhor. Jesus declara, sem sombra de dúvidas, e Ele é o Senhor do Sábado. Foi Ele, como Criador de todas as coisas, que lá em Génesis capítulo 2, criou também o Sábado como parte da semana de criação. E o Sábado foi feito para o bem do ser humano, para o benefício do ser humano.

Então deve ser entendido como um dia de alegria e um dia de deleite em Deus. Aboliu Jesus a lei do Sábado? Muitas vezes temos esta pergunta, será que Jesus veio a esta terra e veio terminar o sábado? Nas suas próprias palavras isto torna-se muito evidente. Em Mateus 5 ele diz, Vemos também em Hebreus capítulo 4, por quanto resta ainda um repouso para o povo de Deus. Porque aquele que entrou no seu repouso, ele próprio repousou das suas obras, como Deus das suas.

E em Tiago 2, 10 diz-nos, por qualquer que guardar toda a lei e trepassar num só ponto, torna-se culpado de todos. E estes textos são diversos, mas apontam para algo de muito interessante. Primeiro, Jesus não aboliu a lei, nem veio para abolir a lei, veio para cumprir a lei. Vimos que o sábado mantém a sua validade, continua válido hoje em dia. E como vimos em Tiago, que alguém que quer guardar a lei, tem que guardar toda a lei. Se for culpado de um, é culpado de todos. E temos de ter noção que a nossa obediência nasce do nosso amor e nasce da nossa fé para com o Criador. Os discípulos de Jesus continuaram a guardar o Sábado?

Bom, nós olhámos para a Palavra de Deus e especialmente para o livro de Atos, vemos exatamente isso. Vamos começar por Atos 13, onde nos diz eles, passando de Pérsia, chegaram à Antiguia da Persíria, e estando na sinagoga no dia de sábado, assentaram-se. Também em Atos 16 diz, e no dia de sábado saímos da cidade para Junto do Rio, onde parecia haver oração, e assentámonos, falámos às mulheres que ali se ajuntavam. Também em Atos 17. E Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles. E por três sábados disputou com eles sobre as Escrituras. Então o que é que nos diz a Palavra de Deus? Após a morte e a recepção de Cristo, os discípulos continuaram a guardar o sábado. Era para eles um dia especial de culto, um dia especial de estudo e de oração.

E fizeram isso seguindo o exemplo de Jesus. Chegámos ao fim do nosso estudo bíblico, vimos que o sábado é um presente divino instituído na criação e reafirmado por Jesus e pelos seus discípulos. Ruben, queres deixar um pensamento final? O sábado é um convite de Deus ao descanso, à comunhão e à renovação espiritual. Se Deus se pôr a este dia como especial, a pergunta é simples, estamos nós dispostos a reservá-lo para Ele hoje? Deus convida-nos a segui-lo com fidelidade, colocando a sua palavra acima de tudo. Muito obrigado por ter estado connosco. Se deseja receber gratuitamente a revista O Grande Conflito, que inclui este estudo, basta enviar um SMS ou mensagem de WhatsApp para o número 933-939291.

Esperamos por si no próximo Sol da Escritura, aqui na Novo Tempo de Portugal.

Sobre este episódio

Neste episódio de Sola Scriptura, viajamos pela história para conhecer uma figura fascinante do cristianismo, José Bates, marinheiro, capitão de navio, reformador social e um dos grandes defensores da Bíblia no século XIX. A sua vida parece saída de um livro de aventuras, mas o que realmente a define é a sua profunda decisão de seguir a Palavra de Deus acima de tudo.

Série
Sola Scriptura · 25 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 10
Estreou
03 de Março de 2026
Categoria
Espiritualidade