Volvido a mais uma semana, cá estamos para lhe trazer mais um Ser Família. Lembro que no programa anterior começámos por falar sobre alguns segredos para uma família a dois num relacionamento, num casamento. E no programa de hoje vamos continuar a trazer-lhe mais dois segredos. Comigo tenho, mais uma vez, Daniel Bastos. Daniel, mais uma vez, bem-vindo. Obrigado. Daniel, foi bastante interessante aquilo que nos trouxeste no programa anterior e percebemos que estes segredos realmente são fundamentais num relacionamento. Eu diria em qualquer tipo de relacionamento, mas ainda mais num casamento, até mesmo num namoro. Antes de avançarmos para mais dois segredos, podias só relembrar, por favor, os três segredos que nos trouxeste no programa anterior.
Com certeza. Então, nós falamos sobre a capacidade de ver e despertar as qualidades positivas no outro. De ajudar a trazer o que há de melhor na outra pessoa. Um dos segredos. Outro que mencionamos também foi a aceitação das dificuldades do outro. e a capacidade ou a criatividade para ultrapassar, encontrar soluções para essas mesmas dificuldades, não é? E depois, por último, falamos sobre a importância da liberdade, não é? Como algo que cada ser humano precisa para poder, de facto, desenvolver-se em todos os sentidos e também na dinâmica de um relacionamento.
Vimos também, com curiosidade, que esses três segredos estavam relacionados uns aos outros e, na realidade, reforçavam-se uns aos outros. Os dois segredos que trazes para o programa de hoje, de alguma forma, também estão ligados com os anteriores. eles acabam por ser...
há sempre uma relação, porque os relacionamentos são dinâmicos e muitas vezes têm a ver com traços da nossa própria personalidade, com atitudes que vamos tendo, portanto, eu diria que sim. Então, qual é o primeiro segredo? Bem, eu vou, antes de revelar o segredo, tenho que fazer aqui um bocadinho de suspense e vou um bocadinho aqui à literatura. Deixem-me mencionar Mário Benedetti. Ele escreve uns poemas e um deles se chama A Culpa é Minha. No fundo, é a história de um homem que acaba por perder a sua companheira, vive um momento de angústia horrível e ele vai expressando o seu sentir nesse processo, não é?
Ele, por exemplo, quando se refere a esse momento da partida, em que ela o deixa, ele fala que ela teve um jeito meigo e implacável de o desiludir. Uma forma interessante. Um jeito meigo e implacável de o desiludir. E que ela terá mergulhado na saudade que ele teria mergulhado na saudade, ainda recordava, e ainda recordava a forma como ela tinha atravessado o nevoeiro. Uma outra forma poética de dizer que ela tinha desaparecido da vida dele, não é? Mas, neste processo, ele, na continuação, ele, então, vem esta, que é o título, a afirmação de que a culpa é minha.
E porquê? Por não ter conseguido cativar-te, diz ele no poema. Por não ter sabido germinar em ti a paixão que enlaça os corações. Por não ter conseguido despertar a esperança de um final feliz a dois. Aquele homem, na sua reflexão, nem são todas as pessoas que chegam a estas conclusões, não é? Mas ele, na sua depressão, eu até diria, ele acaba por reconhecer que foi ele que falhou. Mas, neste poema, quando o lemos com algum cuidado, verificamos que ele, de certa maneira, anteviu que isto ia acontecer.
E a pergunta é, porquê que ele não agiu? atempadamente para evitar aquilo que estava a passar e que poderia ter aquele desfecho tão trágico, não é? Em determinada altura, nós lemos que foi como ele acabasse por ter sucumbido no abismo da solidão, condenado a ouvir o eco repetido da sua desventura diante do espelho da sua covardia. É o que diz o poema, não é? Parece que alguma coisa faltou. Faltou talvez coragem, mas talvez faltou algum discernimento para perceber exatamente qual era o segredo que estava ali a faltar e que levou aquele aquele desenlace trágico, eu poderia dizer.
Apenas conseguia ver os sintomas, não conseguia ver como resolver. Exatamente. E a pergunta que se põe é, por que é tão difícil amar para além daquela paixão inicial? que normalmente, onde as coisas são tão espontâneas e são tão imediatas e são tão eufóricas, por que é tão difícil perseverar nesse amor, para além daquela fase inicial, que poderá ser o casamento, a lua de mel, ou mesmo o namoro, aqueles primeiros encontros? Seríamos nós tão ignorantes a ponto de não conseguir perceber isto? e não perceber o que é verdadeiramente amar, no que é que consiste o amor.
A Bíblia tem uma parte, um capítulo, que fala sobre, que define o que é amor. Usa 15 frases em 4 versículos, aproximadamente, para descrever o que o amor é e o que o amor não é. E eu vou ler aqui. Mas o interessante é que nestas 15 afirmações, 8 são negativas e só 7 positivas. Por isso, eu penso que deixa à cruz uma realidade. nós somos naturalmente ignorantes, ou os nossos conceitos sobre o que é amar estão naturalmente distorcidos.
E porquê? Bem, vamos analisar. É o apóstolo Paulo, em I Coríntios, capítulo 13, versículos 4 a 8, que diz assim, o amor é sofredor, é benigno, não é invejoso, a primeira negativa. Não trata com leviandade, não se insuberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta, o amor nunca falha. Bem, cada frasezinha dava um programa, não é Daniel?
Aqui poderíamos aprofundar. Mas deixa-me pegar aqui numa das 15 afirmações, aquela que está mesmo no centro deste texto. O amor não busca os seus próprios interesses. Ou seja, o amor não é egoísta. E aqui é que está o problema. é que muitas vezes no nosso modo de amar não nos apercebemos quão egoísta nós somos. E o que acontece é que quando o relacionamento avança, torna-se cada vez mais flagrante esse egoísmo.
Éric Frum, o nome muito conhecido na sua obra famosa, no seu livro A Arte de Amar, ele também se preocupa aqui com as questões dos segredos, ele define o amor maduro como a atitude de dar mais do que de receber. Então, qual era o quarto segredo? Dar mais do que receber. Não sei se já aconteceu contigo, Daniel, mas já algumas vezes eu fui tentado a pensar, fosse numa festa de Natal, ou seja, de família, ou numa outra circunstância qualquer. que eu estou a dar mais do que a receber.
E, normalmente, quando nós temos este sentimento, esta suspeita, isto tende a preocupar-nos. Claro. Quando, na realidade, não nos devia preocupar. Porque, no fundo, verdadeiramente amar é estar disposto a dar mais do que receber. Mas, Daniel, é esperado que isso seja recíproco? Se nós damos mais do que recebemos e o outro dá mais do que recebe, traz aqui um plano de igualdade entre os dois. Não podemos ignorar que em alguns relacionamentos há apenas um deles que acaba por investir muito no relacionamento e as coisas acabam por dar mal.
Ou seja, para essas pessoas é exigível também que haja diálogo para perceber que não pode haver apenas um a investir no casamento. Não pode ser só um a suportar essa área de dar. E estamos a falar, às vezes, até de relacionamentos entre crentes e não crentes, que muitas vezes, exatamente pelo espírito cristão de mais vale dar do que receber, que muitas vezes torna ali um jogo desigual nessa área, não é? Claro, sem dúvida. Por isso é que nós estamos a falar de segredos para uma vida a dois. E é importante que os segredos sejam abraçados pelos dois. E quando os dois têm esta mesma perspectiva, então há uma competição positiva porque cada um se preocupa em dar, em vez de reclamar o que supostamente não recebeu.
E quando ambos fazem isso, portanto, temos aí um segredo fantástico. Muito bem, prometeste no programa de hoje trazer dois segredos e vou-te pedir
então que deixes para a segunda parte o segundo segredo. Fazemos apenas um pequenino intervalo, são também dois, dois minutinhos apenas, sensivelmente. Voltamos já para a segunda parte e com uma oferta especial para si. Então até já. TV Novo Tempo, o canal da família, o canal da esperança. Estamos de volta para a segunda parte e também para trazer mais um segredo para uma família a dois. O que já não é segredo é este guia de estudo que temos para lhe oferecer. É um novo guia de estudo elaborado por especialistas e que trata alguns dos aspectos que trazem atrito dentro do relacionamento ou também quando as coisas já estão muito complicadas.
como lidar com traumas familiares, o que deve fazer para salvar um lar em crise ou então a importância do perdão para recomeçar. São apenas alguns dos tópicos dos vários que este guia de estudo aborda. E o melhor é que é totalmente gratuito. Basta enviar-nos então um SMS, uma mensagem a dizer LAR12LAR, que é o nome deste guia de estudo, para o 933-939291. 933-939291. É importante salientar que todas estas dicas não servem apenas para se já
estiver em crise, serve também para evitar esses momentos de crise, portanto este guia de estudo é para todos. E como disse, é totalmente gratuito. Agora sim, Daniel, vamos para mais um segredo que, se às minhas contas não me falha, já é o quinto nesta série. Exatamente. Bem, para introduzir este segredo, deixa-me invocar aqui um exemplo da ciência. Desde Aristóteles acreditava-se, e até Pasteur, na geração espontânea. que basicamente é uma teoria obsoleta, que já foi provada como não válida, de que era possível criar seres vivos da matéria inanimada.
Luís Pastor provou que não é assim. Bem, nos relacionamentos nós também achamos que o amor nasce assim espontaneamente, não é? É assim uma coisa, não é preciso fazer nada, é espontâneo. À primeira vista. É, é uma coisa. Só que na prática, no dia-a-dia dos relacionamentos, nós vamos perceber que as coisas não são bem assim. como um jardim, se não for cuidado, cultivado e tratado, vai ter uma quantidade de ervas daninhas, isso sim está garantido, não é? Se não for até as próprias flores morrerem, não é? Exatamente, mas não é isso que se pretende, quer-se ter algo bonito e belo, por isso é preciso trabalhar.
E aqui, então, a ideia básica é que nós não podemos deixar o nosso relacionamento, ou os nossos relacionamentos, e particularmente o relacionamento a dois, ao acaso como se ele naturalmente cuidasse de si próprio, não é? Seguindo apenas as minhas próprias emoções, quando eu tenho vontade, quando eu estou inclinado. Não, tem que haver um plano, tem que haver uma intencionalidade, não é? E... talvez para fazer esse relacionamento cindrar. E talvez alguém lá em casa até esteja a pensar, olha, eu gostava de ter um plano.
Eu gostava de saber o que fazer, passo um, passo dois, ou de ter uma estratégia. Bem, penso que já neste programa, o Ser Família, há uns episódios atrás, nós falamos sobre este filme, A Prova de Fogo, não é? E que tem um livro, que é este, que é O Desafio de Amar, como um tema central é a história de um casal que estava em ruptura, praticamente já tratar do seu divórcio, até que o homem, neste caso o Caleb, é desafiado, interpelado pelo próprio pai a ter um plano, a ter um plano, a estabelecer uma estratégia.
Ele muito a contragosto, muito relutante, mas acabou por acatar e colocou em prática esse plano. O interessante é que este plano tem sido uma bênção para muitas pessoas. inclusivamente algumas que eu imagino que nem sequer viram o filme, não é? Que não conhecem a história. Mas, basicamente, como é que funciona este plano? São 40 dias. e em cada dia há uma parte para ler. Só agora, este é um livro que facilmente podemos encontrar através da internet, nas livrarias, e é um desafio que eu lanço a algum casal, a alguma família que esteja a viver uma fase mais complicada da sua vida.
Eu, sem dizer nada à minha mulher, eu comprei o livro e comecei a pô-lo em prática. para ver se era mesmo assim. Para testar, não é? Para testar. E comecei a tentar fazer passo a passo, porque isto de falar aos outros, sem nós próprios experimentarmos e sabermos como é, eu só posso dizer coisas boas, porque o que aconteceu, na prática, foi que as reações começaram a ser muito positivas àquilo que se estava a passar. Ou seja, o desafio, o livro, vai desafiando-nos a cada dia ter uma tarefa específica. Exatamente. E nós vamos colocando, algumas delas são progressivas, com impacto ao longo dos 40 dias.
Portanto, não é nada que tenha a ver com negociação com o outro, é algo que eu vou experimentar eu próprio. Eu posso adquirir o livro, posso decidir fazer aquele plano, independentemente da outra pessoa. E eu vou pôr aquilo em prática e ver o resultado. Exatamente. Há um princípio que é sempre para cada dia. Há um texto bíblico que acompanha esse... Já agora, pessoas religiosas e não religiosas vão tirar o mesmo benefício porque são princípios que regem a forma como os relacionamentos funcionam, não é? E depois há também no livro um espaço para eu...
eu tenho uma tarefa diária, não é? Alguma coisa que eu preciso, um objetivo para aquele dia, e depois eu tenho que fazer uma descrição daquilo que aconteceu, daquilo que... Eu fiz isso tudo em segredo, aliás, como o Caleb, até ser descoberto, não é? um tempo depois, não é? Depois de já ter completado o desafio. E eu posso pôr aqui alguns dos... todo ele é baseado em pôr na prática aquele texto que nós falamos, no fundo, sobre o amor, não é? Por exemplo, logo na semana um, os sete dias têm a ver com o amor é paciente e bondoso. Então, por exemplo, no primeiro dia não reagir negativamente a alguma...
alguma... provocação, por exemplo. Então, exercer paciência. No dia dois, bondade. Fazer algum ato de bondade, alguma gentileza. Bem, aquilo que nós fazemos tem um impacto, certamente, nas pessoas que são alvo destes atos, mas Aquilo que eu faço acaba por me influenciar e determinar também aquilo que eu sou. Portanto, é muito bonito porque este processo vai mudando o exterior, mas vai mudando o interior também. Mas, em tudo isto, há um momento em que eu decido fazer alguma coisa.
Eu tenho um plano, eu tenho uma estratégia, não é? Eu estou a cuidar agora, com muito afinco, de uma pequena horta. E claro que eu tive que ter uma estratégia. Eu primeiro vou limpar, depois eu vou colocar um pouco de composto, eu vou colocar umas plantinhas, depois vou colocar outras numa horta, não é? Então, há toda uma metodologia, há todo um processo, há todo um sistema que vai acontecendo. Desculpa interromper-te. Mesmo isso implica, em alguns aspectos, uma aprendizagem. Claro. Tu tiveste que aprender agora como cuidar da tua hortinha, não é? Claro.
Quando nós vamos fazendo esse exercício, muitas vezes nós temos que pensar o que é que eu vou fazer? Qual é a forma mais correta de fazer? O que é que o outro gostaria? Tenho que fazer um ato de bondade, mas o que é que o outro gostaria que eu fizesse? Este tipo de aprendizagem em si mesmo já é bastante relevante em todo o processo. Claro, e tendo em conta que nós partimos de uma natureza que é egoísta, e que muitas vezes nem sequer sabemos exatamente o que é que devemos fazer, porque estamos, de alguma forma, condicionados pela nossa forma egoísta de ver as coisas, e muitas vezes achamos que estamos a fazer um brilharete, mas na realidade São os nossos próprios interesses que estão em jogo, não é? Ou então, em última análise, aquilo que a mim me faria feliz e não aquilo que faria feliz o outro.
Exatamente, exatamente. Então, todo este plano, eu acredito que qualquer casal, independente de estar numa crise ou não, faria bem. Não é o único plano, existem outras estratégias, outros planos, mas este aqui penso que está mesmo muito bom. Iria, certamente, melhorar substancialmente a qualidade do relacionamento de um casal. Portanto, o segredo que seria este, o quinto segredo, era exatamente este, não deixar as coisas ao acaso, mas ter um plano, ter uma estratégia. que inclui algumas coisas, algumas tarefas que eu preciso desempenhar, que eu preciso fazer.
Mas, oh Daniel, desculpa lá interromper-te. É interessante, e o magnífico desse plano é que normalmente tendemos a fazer planos que incluam o outro. Para que isto dê certo, acho que tu devias agir assim, tu devias agir daquela maneira. Tendemos a implicar o outro, como sendo a atitude do outro o determinante do sucesso ou não do relacionamento. E esse plano diz-me o que tu podes fazer, o que tu podes mudar, o que tu é uma responsabilidade minha e por isso é que é tão magnífico, porque eu só estou-me a responsabilizar a mim e sou eu o condicionante para o sucesso ou não do relacionamento. Claro, e unindo estes dois segredos e a ilustração que utilizei daquele poema, No fundo é a responsabilização pessoal, é aquilo que eu posso fazer, porque é fácil deitar a culpa, é fácil acusar, é fácil...
Enfim, a culpa é sempre do outro, não é? Mas o que é que eu posso fazer? E muitas vezes eu acredito que isto é algo em que Deus certamente nos vai ajudar muito. porque, no fundo, os nossos defeitos de caráter e quando eu, por exemplo, aconteceu comigo, quando eu fui dia após dia, eu percebi que muitas das tarefas que eu tinha que fazer não eram práticas frequentes. Ou se calhar até algumas delas pouco agradáveis para nós. Exatamente, porque isto tudo passa pela bondade, passa pela paciência, passa pela humildade, passa pelo perdão, passa também por valorizar, encorajar o próximo.
Portanto, é uma estratégia que, certamente, eu recomendo a todos os nossos ouvintes e telespectadores. Obrigado, Daniel, mais uma vez.
Dizê-lhe que, se está tão encantado como eu com estes segredos, fica a saber que ainda há mais segredos para partilhar consigo no próximo programa. Dizê-lhe também, como fizemos no nosso intervalo, que temos este guia de estudo para oferecer, lar doce de lar totalmente gratuito, um guia de estudo que olha para alguns dos conflitos, atritos que acontecem dentro do casal, propondo algumas soluções ou até mesmo dicas para prevenir que esses mesmos conflitos e atritos possam surgir. É mesmo gratuito, basta enviar-nos um SMS, uma mensagem a dizer lar doce lar para o 933 939291 porque depois seremos nós que entraremos em contacto consigo para saber como quer receber este guia de estudo gratuitamente ou então para o receber gratuitamente através do correio.
Hoje trouxemos mais dois segredos, mas no programa anterior partilhámos os três primeiros segredos. Se não teve a oportunidade de ouvir o programa, ele está disponível em podcast, quer em radioxcs.pt, quer também no YouTube da Novo Tempo Portugal. No próximo programa trazemos mais dois segredos, mas dizer que se quiser também sugerir algum assunto, quem sabe no próximo programa estejamos aqui a falar precisamente da sua sugestão. Marcamos a conta no próximo Ser Família. Até lá, se Deus quiser.
💍 O amor no casamento não vive apenas de emoções — precisa de entrega, intenção e escolhas diárias.