Volvido a mais uma semana, cá estamos para trazer mais um Ser Família. Este é o último episódio nesta série que temos trazido ao longo, contando com o dois, de dez episódios sobre as barreiras, os desafios e as dificuldades no relacionamento a dois, no contexto familiar. Para falar sobre este assunto, como sempre, Daniel Bastos, mais uma vez, bem-vindo. Obrigado. Daniel, escolheste que barreira para fechar esta série de programas? Bem Daniel, na lista de John Regeer, o tema de hoje são os pensamentos negativos. E pensamentos negativos podem ser muita coisa, não é?
Mas queremos nos referir concretamente a formas de pensar acerca de nós próprios e da realidade que muitas vezes resultam de experiências negativas e até traumáticas que tivemos no início da nossa vida, na nossa infância, não é? atreve-me a contar uma experiência. Vamos chamá-la de Maria. Este não é o seu nome... Nome fictício. Será o nome fictício. É o nome verdadeiro, mas é uma história verdadeira. Maria era uma criança, desde o início, muito doente. Ela tinha irmãos mais velhos, uma irmã e alguns irmãos.
E eles eram saudáveis. Mas no caso dela, ela estava sempre a lutar com algum tipo de problema de saúde. E em algum momento ela sentia que os seus irmãos eram bonitos, eram saudáveis. e ela sentia-se feia e doente. Isto era agravado pelo facto da mãe muitas vezes ter também uma atitude de queixome, uma atitude muito negativa, porque obviamente que ela também se constituía num fardo pesado para a mãe. Ou seja, acentuava precisamente essas dificuldades. Então, ela, de alguma forma, sentia-se rejeitada e esses sentimentos eram, de alguma forma validados por críticas, por observações, não só da mãe, mas também dos próprios irmãos.
Quando alguma coisa não corria bem, a culpa era da Maria, não é? E ela sentia-se, em função de todas essas circunstâncias e do tratamento que recebia, ela sentia- se inferior, sentia-se diminuída, não é? Apesar de se esforçar, de procurar fazer o seu melhor, muitas vezes Nada servia e estava sempre tudo mal. E ela foi crescendo nesse ambiente. Ela finalmente interiorizou essa culpa e ela rejeitou-se a si própria. Começou a ter este tipo de pensamento que se ela não existisse, a sua família era perfeita ou que todos estariam melhor sem ela.
Ela cresceu, acabou por se casar e descobriu que, por causa dos seus problemas de saúde, ela não podia engravidar. Quando ela partilhou isto com a sua irmã, com a sua mãe, a reação delas foi, olha, até é melhor assim, não é? Até é melhor assim, não vais perpetuar o teu infortúnio, vamos dizer assim, não é. Isto ainda agravou mais os seus sentimentos, porque não sentia empatia daquelas que eram as pessoas mais próximas e, portanto, a sensação que tinha é que não podia contar com ninguém.
e o resultado disto é que a sua autoestima era muito baixa e tinha sentimentos comuns de depressão. Obviamente que o relacionamento com o marido não poderia ser extraordinário, não é? Porque ela própria se fechava por medo de ser rejeitada, de ser criticada, portanto, não tinha esta saúde. emocional que é necessária para ter um relacionamento a dois, não é? E muitos ressentimentos, muita amargura, muita ira, muito sentimento de rejeição, muita insegurança emocional, muita autopiedade e depressão tinham, ao longo do tempo e também naquele momento da sua vida, ensombrado a sua vida, não
é? Mas, Daniel, todos nós somos frutos da nossa educação, do meio onde estamos e das nossas vivências, como é óbvio. Portanto, aquilo que fomos no passado, aquilo que foi a nossa experiência, afetará sempre aquilo que somos hoje e aquilo que são os nossos relacionamentos. Eu penso que o que tu estás a salientar é quando esses pensamentos negativos eles acabam por influenciar as minhas decisões, influenciar a minha autoestima, influenciar o meu comportamento no dia de hoje. E eles podem ser muitos, tu mencionaste assim, ao leve, alguns deles, mas são variados os traumas, as coisas que podem acontecer na nossa vida, que depois afetarão ou podem afetar os nossos pensamentos no presente, não é?
Claro. Obviamente, Daniel, todos nós tivemos experiências negativas no período inicial da nossa vida. O problema é quando essas experiências negativas ganharam uma proporção de tal ordem que acabam por marcar... Ou até mesmo impedir um relacionamento saudável. Exatamente. Marcar a nossa estrutura emocional, mental, ao ponto de afetar depois os relacionamentos, não é? E a lista destes sentimentos negativos, na realidade, é grande. Mas vamos dizer que os mais comuns, e que já citamos na história da Maria, poderiam ser, por exemplo, este sentimento de inferioridade.
uma autoestima muito baixa, o sentimento de ansiedade, a preocupação, o medo, a culpa, a depressão, a autopiedade, desencorajamento, amargura, ressentimento, que levam muitas vezes a que a pessoa tenha o coração fechado. Está sempre em modo de segurança. Evita expor-se, evita ser a própria pessoa com medo de ser magoado. Então, está sempre na defensiva. Portanto, sentimentos negativos também poderiam ser a rejeição, a inveja, o ciúme.
e outros que não são aqueles nos quais nos vamos concentrar mais nesta conversa, mas diríamos que o egocentrismo, a ganância, pensamentos imorais, sobre os quais também já falamos, também são pensamentos negativos que comprometem um relacionamento. Na prática, nós diríamos que são sentimentos que fazem com que eu me centre na minha própria dor, incapacitando-me para amar, incapacitando para ter um relacionamento com outra pessoa, porque estou demasiado centrado na minha própria dor. E como estou magoado, doído, sou por vezes agressivo.
Todos já vimos como os animais reagem. Quando eles estão feridos, eles são agressivos, não é? E muitas vezes é isso que se passa também com muitas pessoas. Portanto, estes pensamentos negativos, que são muitas vezes fruto de experiências vividas, condicionam uma relação a dois por essa mesma razão. E imagino que não são necessariamente até pensamentos egoístas. Mesmo por amor ao outro, podemos evitar ter relacionamentos, evitar assumir uma relação, por não queremos magoar o outro. Há pais e mães que não querem ser pais e mães porque estão convencidos que não vão ser bons pais e boas mães.
Exatamente fruto daquilo que foi o seu relacionamento. Ou seja, muitas vezes pode não ser só pensar no eu, Mas porque me conheço a mim mesmo ou tenho esses pensamentos negativos a mim, por amor ao outro, eu evitar determinados relacionamentos ou até compromissos, não é? Claro. E esses pensamentos negativos, frutos de experiências negativas, podem de facto condicionar as minhas possibilidades de ser feliz e de ter um relacionamento, porque o ser humano foi criado para relacionamentos. Portanto, é preciso tratar, é preciso encarar essas questões, esses pensamentos e resolvê-los da melhor forma possível.
Sou pena de eu não conseguir lograr bons relacionamentos, vivenciar e ter bons relacionamentos no meu ambiente familiar e não só, não é? Já vimos em programas anteriores como ter as ferramentas certas para evitar termos esses pensamentos ou até colocarmos esses pensamentos nos nossos filhos, naqueles que nos seguem. Mas aqui já estamos a falar quando eles já estão instalados. Portanto, a pergunta não é tanto como evitar, mas quando eles já estão
instalados, o que é que é possível fazer para nos libertarmos desses pensamentos negativos? Exatamente. A Bíblia tem um versículo, em Provérbios capítulo 23, 7, que diz, como um homem pensa na sua mente, assim é. Ou seja, se havermos de tratar ou de resolver os nossos problemas, os nossos pensamentos negativos, o primeiro passo seria confrontar esses pensamentos. De acordo com o texto bíblico que acabei de citar, muitas vezes nós pensamos que aquilo que...
nós achamos que aquilo que pensamos é a realidade. e muitas vezes não é, não corresponde à realidade. Portanto, questionar os nossos próprios pensamentos. Questionar os pensamentos, confrontá-los com a verdade. A Bíblia diz, conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Muitos desses pensamentos negativos são opressivos, mas não correspondem à verdade. Então, o que eu preciso é investigar a verdade sobre cada assunto, sobre cada coisa, e isto inclui o meu valor como pessoa. Por exemplo... Desculpe-me pela tarde, tenho de cumprir. Mas vivemos numa sociedade em que a verdade é algo que já não existe.
Tudo é relativo. Onde procurar? Como saber o que é que é a verdade? Em si mesmo já é um desafio complexo. Claro. Exatamente. Onde buscar a verdade? Como programa Ser Família posso-vos dizer que acreditamos que a Bíblia é uma fonte da verdade, não é? E, por exemplo, uma pessoa que se sinta nada, um lixo, porque teve uma experiência como esta que acabamos de citar da Maria. Ora bem, a Bíblia diz-me um pouco sobre o valor do ser humano. Primeiro, cada ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus.
Segundo, a Bíblia me diz que Jesus veio a este mundo e deu a sua vida por mim. Logo, cada ser humano tem um imenso valor. Então, se eu tenho a sensação de que eu não tenho qualquer valor, eu tenho que confrontar este sentimento que eu tenho porque alguém me fez sentir assim, por exemplo, com aquilo que a Bíblia diz sobre o meu real valor. E este valor é indiscutível, não é? Jesus teria morrido, ainda que fosse por uma só pessoa. Então, eu vou acreditar nesta verdade e não nos meus sentimentos e pensamentos.
Seria o primeiro grande passo, não é? Muito bem. Vamos fazer um pequenino intervalo. É muito breve. Voltamos já a seguir para a segunda parte e com uma oferta muito especial para si. Até já. TV Novo Tempo. O canal da família. O canal da esperança. Bem-vindo à segunda parte do nosso Ser Família de hoje. Se só agora chegou até nós, quer através da rádio, quer através da TV Novo Tempo, fica a saber que temos uma oferta muito especial para si. O Guia de Estudo Pais Preparados, Filhos de Caráter. não nascemos com o manual de instruções e quando casamos também não recebemos o manual de instruições para lidar com os nossos filhos.
Muitas vezes aprendemos a ser pais sendo pais cometendo muitos erros. Para evitar alguns deles, estes especialistas prepararam este guia de estudo para nos ajudar em alguns que são os maiores desafios que enfrentamos como pais e como mães. e o melhor é que é totalmente gratuito. Queremos oferecê-lo e, para isso, basta enviar-nos um SMS, uma mensagem a dizer Pais Preparados, para o 933 93 92 91. 933 93 92 91. Depois, nós mesmos entraremos em contato consigo para lhe fazer chegar este guia de estudo pelo correio. Não hesite, envie já a sua mensagem a dizer Pais Preparados. Daniel, terminámos a primeira parte falando no que acreditar.
Muitas vezes não acreditar nos nossos próprios pensamentos e falaste em verdade. Mas há aqui alguma coisa que eu acho que é bastante importante, que é, se eu não acreditar em mim mesmo, não é no que acreditar, mas então em quem acreditar. Porque se eu não acreditar em mim mesmo, vou confiar em quem? E esta pergunta é muito relevante e provavelmente quem nos está a ver e ouvir se está a fazer. Então, obrigado pela questão que colocas. O primeiro passo confrontar ou questionar os meus próprios sentimentos e pensamentos, não é?
Em segundo lugar, eu tenho que de facto decidir em quem eu vou acreditar. Muito bem. Se eu não me constituo como a fonte da verdade, e muitas vezes já dei por mim a pensar em coisas que não correspondiam à verdade, porque fui induzido em erro, porque percebi mal a questão, então eu posso depositar a confiança, não em mim próprio, mas em alguém que sabe melhor do que eu. Mas eu fiz esta pergunta de forma intencional, porque normalmente essas pessoas que têm pensamentos negativos tendem a acreditar mais nos outros do que elas mesmas. Já de alguma forma, acreditam sim na sua incapacidade, nos seus defeitos, porque valorizam-nos, mas sobretudo se têm uma autoestima muito baixa, tendem a acreditar mais no cônjuge.
muitas vezes acabam por ser até vítimas de bullying, porque vão fomentando no outro esse domínio neles próprios, por isso o quem é muito importante. E de facto, Daniel, vamos lá ver, no caso da Maria que tínhamos comentado, ela rejeitou-se a si mesmo, porque ela acreditou naqueles que eram o seu núcleo familiar, e que tinham atitudes muito negativas em relação a ela, não é? Portanto, o quem foi errado. Em quem ela acreditou não devia ter sido. Exatamente. E, finalmente, ela... acabou por interiorizar isto e depois até acreditou em si, baseado naquilo que tinha sido influenciado a acreditar sobre o seu valor como pessoa.
Agora, o que nós queremos dizer é que a Bíblia por si e Deus é a verdadeira fonte de uma autoestima saudável. E, por isso, eu devo decidir em quem acreditar. E, neste caso, se eu escolher acreditar no que a Bíblia me diz sobre mim próprio, eu estou no caminho certo, porque a Bíblia coloca a dignidade de cada ser humano num nível Tremendo, que raramente vamos encontrar na sociedade. Eu até vou dizer no ponto certo, que já fizemos aqui um programa anterior que falámos sobre o narcisismo, não é? A Bíblia coloca-nos, autoestima-nos no sítio certo. Exato, exato. Não deixa de me apontar as minhas dificuldades, mas mostra que eu fui criado à imagem e semelhança de Deus e fui objeto do amor de Cristo para redimir essas falhas que são reais e que existem também na minha vida.
Um terceiro passo, se eu hei de resolver os meus problemas de saúde, de pensamentos negativos, é decidir perdoar, e também agora utilizes as tuas palavras, já aqui falamos bastante sobre o perdão, sobre o que o perdão é e o que o perdão não é. Mas o perdoar quem me causou estes traumas e estes pensamentos negativos é um passo absolutamente vital, porque senão eu estou a carregar este ressentimento e esta amargura pelo resto da minha vida e nunca me liberto dos pensamentos negativos. E finalmente eu tenho que vigiar com muita atenção, todos os meus pensamentos.
Porque a tendência é eu resolvê-los agora, mas daqui até à próxima experiência, um bocadinho mais complicada, e quando alguma coisa corre mal, lá estou eu a pensar, pronto, cá está o desastrado a fazer as coisas todas ao contrário. Ou quando alguém menciona os fantasmas do passado. Exatamente. E a tendência desses pensamentos afetar os meus relacionamentos é enorme. Eu dou um outro exemplo. Eu passo por alguém e essa pessoa não me cumprimenta. Se eu tenho uma autoestima baixa, eu vou me sentir rejeitado por aquela pessoa. Provavelmente não me vai ocorrer que aquela pessoa é um grande distraído, nem notou que eu estava a passar por ela, não é?
Então, a minha tendência é sempre Olhar pelo lado negativo. Diz a Bíblia, em Filipenses capítulo 4, versículo 8, Finalmente, e poderíamos dizer que este é o quinto passo, não é? Se há algo que é verdadeiro, nobre, correto, puro, amável, boa fama, se houver algo que é positivo, pensem nisso, diz o apóstolo Paulo. Há aqui uma substituição interessante, não é? Exatamente. Se eu hei de ter melhores relacionamentos, eu tenho que resolver o problema dos meus pensamentos negativos. e fazê-lo também é substituí-lo, substituí-los por pensamentos que são positivos.
Tu mencionaste a história da Maria e mencionaste que era uma história verídica,
enfim, conhecida. Como é que terminou? Sabes, porque deixaste a história a meio, sabes se houve esta experiência positiva na história da Maria? Curiosidade, não é, Daniel? É possível? Mas não deve ser. Lá em casa, ou quem nos ouve no carro está... Como é que acabou isto? Mais que uma vez eu menciono uma história e depois alguém me vem perguntar e como é que terminou? Então vamos terminar... Muito bem. Com esta história. Ora, a Maria, felizmente, entrou em contacto com alguém que tinha esta forma de ver as coisas e de aconselhar, é um método bíblico, eu diria até.
Ela foi então, aceitou ir à procura de ajuda. No momento em que a sua estrutura mental e emocional estava muito degradada, mas pouco a pouco a Maria compreendeu que ela compreendeu como é que ela tinha chegado àquele estado de coisas. Porque o que acontece é que muitas vezes nós nos esquecemos. É assim? Sempre foi assim? Não. Há um início, há um processo. E ela deu-se conta do que é que se tinha passado, não é? Aprendeu a lidar com a sua dor, com a sua amargura, para com a sua família e até para com Deus, não é? Enquanto fazia terapia, é interessante que ela foi aconselhada a ir à oficina de um oleiro.
A Bíblia usa esta analogia em Jeremias, capítulo 18, 1 a 6, e eu estou a mencionar porque alguém pode querer ir ler também, Isaías 64, 8. E nessa figura ela conseguiu-se rever o oleiro sendo Deus e nós o barro. Um vaso que por vezes é defeituoso, está quebrado, mas que é refeito, que pode ser restaurado. E há um texto na Bíblia que trouxe muito ânimo à Maria. É Jeremias 29, 11, onde a Bíblia diz, eu conheço os planos que tenho para ti.
Planos para te fazer prosperar, não para te causar dano, para te dar uma esperança e um futuro. Estas palavras animaram a Maria, ela finalmente conseguiu lidar e resolver os fantasmas do passado. pôde ter pela primeira vez um sentimento saudável de autoestima que resultou depois num relacionamento muito bom com o seu marido e é bom pensar que estas barreiras podem ser ultrapassadas, incluindo esta, a dos pensamentos negativos, não é? E, de alguma forma, quebrar o ciclo para as gerações que vêm a seguir.
Exatamente. Este texto bíblico bonito também pode ser de quem nos ouve, quem está lá em casa. Há um Deus que tem pensamentos bons, um futuro bom para quem nos ouve. E, por isso, ao terminar esta série, o meu desejo é que, lá em casa e cada um de nós, possa, no seu dia-a-dia, ultrapassar estas barreiras, de forma a poder desfrutar daquilo que os relacionamentos e a vida têm de melhor. Obrigado mais uma vez, Daniel. Para si que está desse lado, fechamos o programa lembrando, a nossa oferta de hoje, o Guia de Estudo Pais Preparados, Filhos de Caráter, um guia totalmente gratuito para nos ajudar como educadores.
Para receber gratuitamente este Guia de Estudo, basta enviar-nos uma mensagem para o 933-939291. Esta série de programas levou-nos 10 programas, portanto, se não teve a oportunidade de ouvir os programas anteriores, eles são todos disponíveis, quer no podcast da Rádio RCS, como também no YouTube da Novo Tempo Portugal. Dizer-lhe a fechar que esta série termina, mas já na próxima semana damos início a uma nova série. Por isso, contamos consigo. Marcamos o encontro para a próxima semana. Até lá, se Deus quiser.