Barreiras na Família a Dois III - Imoralidade
Ser FamíliaT1 · E62

Barreiras na Família a Dois III - Imoralidade

14 de Setembro de 202626 min 52 s

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Estamos de volta para mais um programa Ser Família. Foi num instantinho, ainda mesmo há pouquinho, começámos esta nova série e já estamos no terceiro episódio. Já falávamos sobre prioridades baralhadas e amargura. E hoje vamos trazer-lhe mais um tema. Como sempre, temos connosco Daniel Bastos. Daniel, bem-vindo. Obrigado. Vamos para o terceiro tema desta série. O que é que escolheste para o assunto da nossa conversa hoje? Um dos temas que o Dr. João Reguir aborda, como sendo uma barreira, tem a ver com a sexualidade. Ele vai chamá-la de imoralidade. Ou seja, aquilo que não é moralmente correto dentro da sexualidade.

A sexualidade, já aqui no programa Ser Família, nós temos abordado e temos dito e podemos repetir que é um grande dom que Deus dá ao homem, à humanidade. para tornar esta relação a dois, no âmbito do casamento, ainda mais satisfatória, complementar e feliz, não é? Mas se ela for mal utilizada, podemos ter aqui algumas dificuldades. Ou até mal compreendido, não é? Muitas vezes é mal compreendido. Exatamente. Eu posso usar aqui o exemplo de um instrumento como uma faca.

Todos nós temos facas em casa e não abdicamos delas porque elas são extremamente úteis para cortar a fruta e os legumes e há uma série de utilizações para as quais elas são necessárias. Mas uma faca também pode ser usada para matar alguém, não é? No inverno, uma das coisas que eu mais gosto e me delicio é com uma boa lareira. Excelente. Mas, obviamente, que eu não gostava de ter a minha casa incendiada, não é? Portanto, o fogo tem o seu lugar e a sua utilidade e pode se tornar uma grande bênção se tiver no seu lugar próprio e restrito àquele local.

Da mesma maneira, a sexualidade foi feita e dada à humanidade com este propósito. Ele deve acontecer e é para o uso exclusivo de duas pessoas que se amam e no âmbito de um compromisso, não é? E numa altura certa, não é? Nada mais bonito que uma rosa linda e aberta. Mas se eu for tentar utilizar, abrir essa rosa à força, antes dela desabruxar, eu vou estragar aquela rosa. E eu penso que com a sexualidade há muitos traumas, há muitos problemas de saúde mental, porque a sexualidade é utilizada num contexto que não aquilo para o qual ela foi criada.

Aí surge a imoralidade. E daí o tema da imoralidade, que pode depois vir a ser uma barreira à felicidade

Consequências da imoralidade

do casal e de toda a família. Muito bem, então olhamos para consequências. É uma pergunta que vamos trazer ao longo de toda esta série. Consequências para a pessoa que, neste caso, pratica a imoralidade. É verdade que nós vivemos numa sociedade bastante secularizada, não é? O conceito da culpa e do pecado é melhor compreendido pelos cristãos, por aqueles que usam e estudam a Bíblia, não é? Mas a realidade é que mesmo que eu não tenha estes conceitos na minha mente, a sexualidade livre acabará por trazer sofrimento e dano à própria pessoa, não é?

E nós vemos isto num contexto. Poderíamos falar de culpa, mas poderíamos falar também de outras consequências emocionais e psicológicas que eu acompanhei ao longo da minha observação, do contato com muitas pessoas, algumas que não eram crentes, mas que, por causa de relacionamentos sexuais fora de um contexto de compromisso e de amor, acabaram por acumular cicatrizes feridas, profundas, que depois vêm a afetar o próprio ser na sua totalidade. Desculpa, Teófilo, tenho-me rompido. Estamos a falar até mesmo de questões de autoestima e por aí fora, ou seja, são coisas que depois se podem arrastar, às vezes por um momento inconsequente, esse sentimento pode se arrastar por uma vida inteira, não é?

Eu conheço uma pessoa que provavelmente já terá morrido, já não tem contacto há muito tempo, fazia parte da nossa sociedade, aqui na cidade de Lisboa, em particular, de uma família de classe alta, que teve o privilégio de viver a sua juventude com, e estamos a falar de 40, 50, 60 anos atrás, com acesso a tudo que naquela altura já existia e que viveu, inclusivamente no estrangeiro, em países que tinham outra mentalidade e moralidade, talvez, e que viveu, acabou por viver nesse contexto, e estamos a falar dos anos 60, com o amor livre e com todas estas coisas, e eu tive a oportunidade de conhecer esta senhora já numa fase avançada da sua vida, ela tratou-me como o neto, enfim, e na altura eu já tinha, já estava a trabalhar um bocadinho nestes temas, mas ela teve a abertura também de me contar um pouco sobre a sua vida e eu percebi que uma depressão que tinha mais de 40 anos, naquele caso, estava diretamente relacionada com esta vida livre que ela tinha tido, na sua juventude.

E este é apenas um caso que eu poderia mencionar entre outros, não é? Portanto, o sentimento de culpa, o afastamento de Deus, sobretudo daquelas pessoas que antes da prática de imoralidade tinham essa proximidade de Deus. Depois, por causa da culpa, sentem-se afastadas de Deus. Normalmente, a presença da imoralidade hoje E vamos colocar os nomes nas coisas, não é? Podemos estar a falar de relações sexuais fora do casamento, podemos estar a falar da pornografia, podemos estar a falar de um sem número de coisas. Possivelmente extraconjugais, para e fora. Tudo que tenha a ver com... a imoralidade.

Isto inevitavelmente vai, mais tarde ou mais cedo, produzir conflitos na relação com o cônjuge. Há um estudo, por exemplo, que diz que mais da metade dos divórcios verificou-se que em pelo menos um dos conjos havia a prática de ver pornografia, em mais da metade dos divórcios. Sentimentos de rejeição indiferença para com os outros, perda de respeito pelo conjo, isto poderá também ser uma das consequências, deixa de haver transparência, porque normalmente a imoralidade vai levar a que a pessoa comece a ocultar e a mentir ao outro.

Então, deixa de haver esta intimidade emocional porque deixa de haver verdade absoluta entre o casal, não é? Havendo falta de transparência, há naturalmente falta de confiança, uma dificuldade de comunicação, uma incapacidade para o fazer. É interessante que a Bíblia, em Provérbios capítulo 5, versículo 10 e capítulo 6, versículo 26, diz que a imoralidade está ligada à perda financeira. Aquele que, de alguma forma, condescende ou cai nesta armadilha, inevitavelmente, mais tarde ou mais cedo, vai passar por perda financeira.

provavelmente por adições que, entretanto, acaba por assumir para satisfazer essa imoralidade, não é? Exatamente. Vai-se constituir esta imoralidade num vício, como dizias, e isto vai levar a uma obsessão, a pessoa vai ser menos produtiva, vai estar menos atenta e vai se deixar enganar mais facilmente ou simplesmente vai financiar o vício. E isto vai, se tratarmos aqui de um caso de divórcio, vai haver um Aí uma perda tremenda em função disso e o interessante é que a imoralidade vai afetar muito o relacionamento físico e sexual do casal, não é?

Hoje nós temos, já aqui falamos numa outra série, que temos uma porcentagem elevada de casais onde praticamente não existe atividade sexual, não existe intimidade física e muitas das vezes a razão é esta, é a imoralidade. Segundo Samuel 12, 14, diz que vai vir calamidade sobre a família, sobre a própria pessoa. Nós temos aqui o caso de Davi, que é o que é mencionado nesta passagem bíblica. Nós sabemos que depois do seu adultério, ele teve calamidade após calamidade, como resultado direto do seu erro.

E, por isso, são problemas tremendos. A Bíblia diz que os maridos devem amar as suas esposas. Ora, se houver imoralidade, Jean Reguier, com base em alguns estudos que foi fazendo, diz que o amor de uma pessoa que é imoral vai a 3%. Numa escala de 0 a 100, ele só consegue amar a 3%. Porquê? Porque ele está centrado, está demasiado centrado na sua própria imoralidade. E, segundo João Regueiro, este tipo de pessoas até pode ser identificado sem a pessoa conhecer A sua imoralidade. Normalmente é uma pessoa instável, é uma pessoa que usa muito da lisonja, é um banjulador, não é?

É uma forma de estar, é uma pessoa que tem muita dificuldade em guardar as suas promessas, É de se cumprir, não é? De cumprir. É uma outra característica. Ela tem uma falta de sabedoria e de conhecimento, tudo por causa das circunstâncias em que vive. e acaba por cometer erros simples, erros às vezes até básicos, porque está demasiado transtornado com a situação em que está a viver. Ele normalmente tende, esta pessoa tende a ser, usar de sedução, não é?

Tem uma característica que também é rebelião, é uma pessoa que não se submete uma coisa normalmente leva a outra e tem outra característica que é gostar de estar fora de casa. Fantástico. Enfim, vamos fazer um pequenino intervalo, são apenas dois minutos, e prometo

A esperança e a libertação

que já a seguir vamos olhar para este problema da imoralidade, eu diria, por perspectiva positiva. E mesmo já a seguir, fico por aí. TV Novo Tempo, o canal da família, o canal da esperança. Estamos de volta para a segunda parte deste Ser Família e como já é habitual, tenho uma oferta para si. Hoje volto a dar o Guia de Estudo LAR do Ocelar. É totalmente gratuito para todas aquelas pessoas que nos enviarem uma mensagem para o 933 939291. Este Guia de Estudo em concreto é preparado por especialistas que tem temas como lidar com os traumas familiares, como o que fazer para salvar um casamento ou lar em crise, ou então a importância do perdão dentro do contexto familiar.

São apenas alguns tópicos dos vários que este guia de estudo aborda. É feito e foi feito exatamente para nos ajudar, para ajudar as nossas famílias e, como disse, é mesmo uma oferta totalmente gratuito. Não tem porquê não o solicitar. Já sabe, basta enviar uma mensagem e dizer LAR12LAR para o 933 939291. Depois nós mesmos entraremos em contacto consigo para lhe o enviar gratuitamente pelo correio. Não hesite, envie então já a sua mensagem. Daniel, eu diria que o melhor deixaste para o fim, porque este é um mal que infelizmente aflige muitos lares, muitas pessoas. A pergunta é, mesmo sendo muitas vezes uma adição, é possível nos libertarmos deste mal que é a imoralidade?

Claro que sim. Mas não é fácil. Não é fácil. Até porque vivemos numa sociedade que está hipersexualizada. Nós vemos sexo em tudo. Na comunicação, nos pensamentos, em tudo. O sexo está presente. Willard Harley diz que A parte sexual é uma das necessidades principais dos homens, não é? Claro que a imoralidade não é um problema exclusivo dos homens, mas é um problema com o qual os homens têm que se bater. Há um outro livro, um outro autor que eu tenho, que diz que 80% dos homens têm problemas nesta área.

10% já não é um problema, eles já destruíram completamente a sua vida, foram presos, divorciaram-se, portanto 10% eles já arrasaram a sua vida por causa deste assunto da imoralidade. É sustancial? É muito. 80% lidam com este problema e estão a lutar e 10% apenas, segundo este estudo, são pessoas, são homens que têm um relacionamento conjugal muito satisfatório com a sua esposa e têm uma vida normal e não têm dificuldades de maior com este assunto. É assustador, Daniel.

É assustador. Portanto, dada esta dimensão, e pensando que estamos a falar de um assunto que é um problema para grande parte dos homens, mas também afeta muitas mulheres. Por outra vez, a parte emocional, sobretudo, nós diríamos que nós devemos investir também para que esta barreira não exista e os relacionamentos possam ser satisfatórios. A Bíblia tem muitos conselhos sobre o que fazer neste campo. Salomão, por exemplo, diz guarda os teus pensamentos. as entradas da alma. Então, eu tenho que ser muito seletivo naquilo que eu vejo, naquilo que eu leio, para que os meus pensamentos possam ser guardados puros.

Aliás, Jó, ele diz que fez um pacto com os olhos dele, portanto, iria ser muito seletivo e não iria colocar os seus olhos sobre uma virgem ou sobre uma mulher que não fosse a esposa dele, não é? A Bíblia nos aconselha mesmo a fugir das tentações, a não gastar tempo em lugares ou com pessoas que são imorais, porque certamente que isto nos irá influenciar, a submeter e a nos dedicarmos completamente a Deus, a passarmos tempo com Deus cada dia, porque sem mim nada podeis fazer, mas Deus pode nos ajudar naquilo que são os nossos pontos mais fracos, certamente, e para aqueles que são casados a desfrutarem o dom da sexualidade com a companheira da nossa mocidade, como a Bíblia própria o afirma.

E assim sendo, nós precisamos de desenvolver o domínio próprio, que também é fruto do Espírito, mas também é o resultado da prática de escolhas que sejam adequadas e moralmente corretas. Nós na Bíblia temos o exemplo de pessoas que tiveram vidas bastante imorais. A Bíblia fala de Maria Madalena, por exemplo, mas fala-nos como esta mulher foi perdoada E Jesus diz, vai e não peques mais. E quando Jesus diz isto, é um mandamento, mas também é uma promessa. Ela foi habilitada e Jesus vai honrá-la.

Ela é a primeira pessoa a quem Jesus aparece depois da sua ressurreição. Por isso, Deus conhece as nossas lutas. Ele conhece as nossas fraquezas. e ele pode nos fortalecer quando nós vamos ter com ele, quando nós buscamos a sua ajuda. Nós também temos, já nesta série, falamos sobre José, que não guardou amargura, nem sucumbiu à tentação sexual. Ele era um jovem, escravizado, mas quando tentado por uma mulher, Até com dano seu, ele fugiu da tentação, não é? Por isso, vemos que é possível, é possível sermos fiéis, guardarmos a pureza e isto vai se tornar numa fonte de prazer, de alegria, de satisfação, porque aí sim poderemos desfrutar da sexualidade e do dom que Deus nos deu com um prazer acrescido.

Eu acredito que as pessoas que mais desfrutam da sexualidade são aquelas que fogem da imoralidade, não é? Na realidade. Por isso, nós temos aqui a Bíblia, ela é cheia de histórias, mas nós encontramos também uma oferta de graça, de perdão, que é essencial. Porque o que acontece é que a pessoa quando, enfim, sucumbe às suas tentações naturais, depois também fica cheia de desânimo, de culpa, e o mais seguro é manter-se nesse registro, vamos dizer assim, não é?

De maneira que a Bíblia tem, eu vou ler aqui um texto de Paulo, no capítulo 6, versículos 11 a 13, ele encerra uma estratégia com estas palavras.

A sexualidade num contexto saudável

Eu gostava de ler. Ele diz assim, então vocês considerem-se mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus. Não reine, portanto, o pecado no vosso corpo mortal para obdecer-vos às vossas concupiscências, ou seja, desejos pecaminosos. Nem tão pouco apresenteis os vossos corpos ao pecado como instrumentos de iniquidade, mas apresentai-vos a Deus como redivivos dentre os mortos e os vossos membros a Deus como instrumentos de justiça. Na realidade, esta expressão mortos, no fundo, é renunciar a desejos e a práticas que nós, lá no fundinho, sabemos que são destrutivas.

E não só destrutivas, vão nos tirar o melhor que esta vida tem. São momentos, instantes de gratificação que, se não for renunciada por ser desadequada, pode nos privar de uma satisfação prolongada. que será, vamos dizer, a cereja no topo do bolo e que inclui muitas outras coisas que também igualmente nos trazem satisfação, não é? Gostei muito de ver um estudo sobre a sexualidade num contexto saudável, por um lado, e num contexto imoral por outro.

E o estudo vai verificar as hormonas e as endorfinas e as dopaminas e verificou que esta sexualidade imoral também tem muita adrenalina e outros stressores, outras hormonas de stress, que fazem que esta experiência mesmo em si mesmo não seja aquilo que a pessoa realmente quer, não é? Até porque... a sexualidade é muito mais do que o ato sexual em si. A complicidade, o relacionamento, a intimidade, para além do ato sexual em si, é muito mais satisfatório do que o ato sexual em si.

Eu imagino, para todas as pessoas que nos estão a ouvir, para todos os casais, nós próprios, mesmo dentro do casamento, dentro do lar, já tivemos momentos melhores e momentos menos bons. E nós conseguimos perceber Quais são aqueles que para nós são mais satisfatórios? E esses são aqueles que a sexualidade é vivida de forma plena, onde a intimidade, onde a cumplicidade está também envolvida naquele lado sexual. Em que o relacionamento também está bom. O relacionamento em tudo mais está bom. A sexualidade como epílogo desse mesmo relacionamento. Exatamente. A sexualidade vem como o tal morango ou cereja no topo do bolo. Portanto, Deus nos criou para a felicidade e nós não podemos permitir que barreiras possam privar-nos daquilo que a vida tem de melhor.

Obrigado mais uma vez, Daniel. Este programa chega ao fim. Para a semana vamos lhe trazer mais uma barreira, mas para já, para evitar precisamente essas barreiras, para as conhecer, para saber como ultrapassá-las, temos um guia de estudo para lhe oferecer. Este guia de estudo com o nome Lar, Doce Lar, é totalmente gratuito. Ele é composto pelo conjunto de várias lições que abordam assuntos diferentes no relacionamento e é totalmente gratuito. O que tem que fazer para receber este guia de estudo não é participar num passatempo, num concurso, porque nós vamos dar a todos aqueles que entrarem em contato connosco. Basta enviar uma mensagem para o 933 939291 a dizer LAR.

do Ocelar. Fechamos o nosso programa de hoje dizendo-lhe que, quer este programa, quer os dois anteriores desta série, estão disponíveis em podcast em rádio rcs.pt e também no YouTube da Novo Tempo Portugal. Esta série continua, por isso marcamos encontro consigo na próxima semana. Até lá, se Deus quiser.

Sobre este episódio

Descubra como proteger o seu casamento da barreira da imoralidade e resgatar a verdadeira intimidade e cumplicidade que Deus planeou para o casal.

Série
Ser Família · 66 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 62
Estreou
14 de Setembro de 2026
Categoria
Família
Apresentação
Daniel Galaio
Convidados
Daniel Bastos