Regina Mota

Regina Mota

Novo09 de Outubro de 202651 min 33 s

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Hoje no programa Olhos nos Olhos, vamos querer conhecer a alma por trás de uma das vozes mais inconfundíveis da música adventista no Brasil. Regina Helena Cunha Mota Maier nasceu em São Paulo, cresceu no Rio de Janeiro e traz consigo uma herança profundamente ligada à música adventista. Filha de Luís Mota, que integrou a primeira formação do Quarteto de Araldos do Rei, e de Maria Elisa Cunha Mota, professora de música, regente de coral e professora em escolas adventistas. Regina cresceu rodeada de notas e de letras. Cantou desde sempre, frequentou a igreja desde sempre, mas a sua história espiritual não é feita sempre com as mesmas notas em harmonia. É antes uma peça musical complexa, ora com notas graves, ora com notas agudas, ora com muitos silêncios.

Regina Mota é cantora, professora, produtora musical, preparadora vocal, regente e académica. É graduada em letras e em música, especialista em regência coral e mestre em artes cénicas, com investigação na arte da performance vocal. Hoje vamos olhar para a menina que, apesar de nascer num ambiente de igreja, não encontrava sentido no que fazia, até que Deus lhe mostrou que, afinal, tudo fazia sentido.

Infância e memórias

Olá, Reina, bem-vinda. Caramba, espera aí, deixa eu respirar depois da introdução. Tudo faz sentido agora, ou ainda há muitas coisas que não fazem sentido? Eu acho que muitas coisas não fazem sentido, mas o passar dos anos faz com que a gente aceite um pouco mais, sabe? Eu acho que é uma das vantagens do envelhecimento, na minha opinião, é você ser um pouco mais calmo com o que você não entende, né? Sei lá. És uma pessoa mais de dúvidas ou de certezas? Mais de dúvidas. Mas eu tenho muitas certezas que estão erradas também. Mas sentiste que, com o evoluir da tua vida, muitas dúvidas que tu tinhas viraram certeza e certezas viraram dúvidas?

Não, eu acho que, claro que isso também aconteceu, mas quando eu digo que mais de dúvidas é que, ou que eu tenho certezas que não estão certas, é que eu acho que eu sou um pouco impulsiva. E ainda é, a idade não te acalmou? Acalmou, mas a impulsão ainda está lá. Então assim, com o tempo, aí hoje em dia já sei que eu preciso refletir um pouco e tentar entender aquela dúvida. Mas sim, algumas certezas se tornaram dúvidas e algumas certezas se tornaram inverdades que eu abandonei, simplesmente deixei para trás.

Tem uma foto que eu gostava que visses, que conheces certamente, que é uma foto tua em criança. Quando olhas para esta menina com 5, 6 anos, não sei, por aí, o que é que tu vês ali? Ela parece comigo, mas é tão diferente, não é? Eu acho que nessa idade aí, tava bem... começando a vida olhando tudo assim com uma forma bem positiva. E isso eu tenho em comum com ela, porque eu ainda sou otimista, apesar de muitas dos otimismos não se confirmarem, né?

Então, eu vejo uma menina que também, ela era bem sapeca e muito... constantemente em movimento e aí ela se acalmou numa tentativa de não... porque vira... muito movimento vira uma agressão para muita gente, né? Eu sinto que alguns professores meus viam assim, né? A minha constante tem que estar fazendo alguma coisa... Era super ativa? Não sou hiper ativa, mas sou muito... E tens um raciocínio muito rápido também, não é? Tudo acontece de uma forma muito... E aí a resposta também vem rápida. Às vezes nem sempre a resposta vem bem, né?

Mas ela vem assim... No Brasil tem uma expressão, bateu, levou. Essa expressão, ela se aplica muito a mim. Mas ainda és aquela pessoa que se enerva no trânsito e assim? Ah, a mim enervo em várias coisas. Mas então, se tu pudestes dizer alguma coisa àquela Regininha ali de 5, 6 anos, imagina que podias entrar assim numa espécie de máquina do tempo e podias dar 3 conselhos, só te autorizariam a dar 3 conselhos a ela, o que é que tu lhe dirias? Uma das coisas que eu diria para ela ser uma irmã mais velha, mais sábia, eu me sinto um pouco culpada por esse meu temperamento meio rebelde de ter passado um pouco isso para os meus irmãos mais novos, então eu diria para ela acalmar a rebeldia.

Eu diria pra ela, na hora que tivesse com muita vontade de pular e tal, ir lá, pular e aí voltar e ficar quieta. Às vezes eu acho que me faltou isso, né? Alguém que me deixasse e dar um berro e uns pulos e aí eu voltava e quem sabe acalmar. E uma terceira coisa que eu diria pra ela é pra ela ouvir a voz de Deus antes do que ela ouviu. Ela demorou bastante. Temos ainda uma foto com os teus irmãos. Tu és a mais velha. Eu sou a mais velha, a minha irmã Sílvia é a do meio e no meu colo está o meu irmão Luís que já é falecido. Com quantos anos é que ele faleceu? Com 40. Dois dias antes. E sentes então um bocadinho o peso de não teres educado os teus irmãos.

Eu acho que o irmão mais velho tem um pouco essa responsabilidade de, não sei, de nutrir. Eu acho que os meus irmãos olhavam muito para mim. Minha irmã, quando a gente cresceu e escolhemos faculdade, ela acho que estava mais em dúvida do que eu e foi, alguns anos, fez a mesma faculdade que eu. Então, nisso eu não poderia ter influenciado. Ela acabou abandonando e fazendo outra coisa. Mas se vê que havia uma admiração ali e eu acho que eu não fui a melhor ideia para ser admirada. Mas tu sempre sabias o que querias, mesmo sendo irrequieta. No Brasil usam a palavra sapeca, em Portugal será talvez uma irrequieta?

Nós não temos a palavra sapeca em Portugal.

Sonhos e estudos

Sapeca seria peralta, sabe? Faz muita arte. Também não temos peralta. Come on! É uma pessoa, assim, mischievous em inglês, sabe? Sempre fazendo alguma arte, uma peraltice, uma coisa pra... aprontando alguma coisa que a mãe vai ficar chateada ou brava. Aqui talvez seja traquina. Existe no Brasil. Então temos aqui uma palavra comum. Um sinónimo bom. Mas sempre sabias o que tu querias? Tinhas muita ideia de que é isto que eu vou querer fazer a vida toda, desde pequenina? Então, eu tinha e elas foram todas caindo. Eu sou casada com um arquiteto que desde pré-adolescente ele sabia que ele queria ser arquiteto.

Eu queria ser 300 coisas que eu não fui. O que é que tu querias ser? Passou pela medicina, depois passou por alguma coisa assim, professora de história e tal. E aí ficou muito forte, vários anos, que eu ia ser escritora. Eu gostava muito de escrever desde criança e lia muito. Então, quando eu voltei para o Brasil, na época eu morei fora e voltei nessa época que tem que decidir qual faculdade. Então, nessa hora eu não sabia nada. Então, ok, o meu sonho é ser escritor, então eu vou fazer letras. Mas, na hora de trabalhar, eu não sabia para onde ir.

Eu podia ter pensado em ser jornalista, mas não me veio essa ideia. Meus pais também me deixaram bem livre. E aí, eu comecei... Eu lembro que bem jovem, antes de terminar o ensino médio, eu já dava aula de inglês. Então, por quê? Eu falava inglês e... E eles queriam alguém que falasse inglês. Então, foi uma coisa muito... Não fui eu que eu queria ser professora de inglês, mas o fato dessas oportunidades de dar aula se apresentarem já desde muito nova, acabaram colocando uma sementinha de algo que eu gosto muito, que é dar aula de música.

Acabou a amadurecer. Nunca escreveste nenhum livro. Escreveste as tuas teses, naturalmente, letras de músicas, mas porquê que nunca tiveste tempo? Porque eu sou idiota. Não, é brincadeira. Eu acho que a vontade, o escritor tem que sentar e escrever. Eu já comecei algumas ideias de livro agora, que eu sou mais velha. Na minha juventude, eu realmente escrevia coisas rápidas, letras de música, poesia. Mas a música foi entrando assim na casa dos 20, ela era desde a infância, mas ela foi entrando com uma força. E aí, se tornou assim, tudo o que eu quero, tudo o que eu respiro e o meu oxigênio é isso aqui.

Será que a música foi o que mais deu, mas também o que mais te tirou? Provavelmente tirou, mas eu não sinto isso, eu só sinto que ela me deu muito. Se escrevesse algum livro, iria escrever sobre o quê? Como é que seria esse livro? Atualmente, a minha ideia, que eu ainda estou, o objetivo infantil ainda tem, a criança ainda está aqui. Eu penso em escrever histórias das músicas. que eu gravei e que outros gravaram, porque eu conheço muitos compositores e muitos cantores, então talvez seja algo que eu realize mesmo. O meu trabalho como professor em música tem diminuído para um nível que talvez eu consiga agora.

me dedicar, sentar e escrever. Tu cresceste, ou pelo menos vivestes algum tempo nos Estados Unidos. Quanto tempo é que viveste? Foram dois anos e meio nessa fase adolescente, que meu pai foi estudar, levou a família toda. Teu pai pastor? Não. Ele fez teologia, cantou no Arautos e pediu licença da Voz da Profecia para ir estudar. Ele percebeu que pastor de igreja não era o talento dele. Então ele se viu mais administrador, professor, fez um vestibular na área de pedagogia e depois acabou transferindo essa faculdade para administração. A intenção inicial dele era voltar. a trabalhar para a igreja, mas acabou sendo paralelamente servindo a igreja de outras formas.

E foi a família toda para os Estados Unidos. A gente foi para os Estados Unidos, a gente pegou um visto muito legal, que eu nem sei se existe mais, que é um visto que chama Exchange Visitor. Você pode estudar, trabalhar, ter uma vida lá. E a gente ficou esses dois anos e meio sempre em função do estudo do meu pai. Voltamos, E assim, dá uma certa... Todo mundo que já viveu em dois países vive essa coisa do inconformismo. Você vai para o outro, você está inconformado de estar lá, mas quando você volta para o seu, você está inconformado de ter voltado. Um amigo do meu pai, que fez doutorado nos Estados Unidos, tinha dito para ele que você nunca mais vai ter paz depois que você for morar lá.

Então, assim, minha irmã mora fora do Brasil há mais de 20 anos. Meu irmão foi, antes de falecer, morou nos Estados Unidos muito tempo. O filho dele nasceu lá. E eu ainda voltei algumas vezes, mas bem menos que os meus irmãos. Só sempre com... fui lá, passei um semestre num projeto, mas... Eu me acostumei, voltei e me consegui centrar. Ok, isso aqui é a minha vida agora. E aí, claro, que fazendo música brasileira, com a referência de música popular brasileira que eu tenho e sendo de uma igreja que tem muita riqueza musical lá no Brasil, acabou que para mim ficou...

Não, é aqui que eu tenho que ficar. Regressas dos Estados Unidos ao Brasil, como é que são esse período de adaptação? Porque eras uma adolescente a viver num dos países mais mediáticos do mundo,

Conversão e música

pelo menos a nível da cultura ocidental, e depois vais para o Brasil, que é também um país riquíssimo culturalmente, mas ainda assim é muito diferente dos Estados Unidos. E assim, muito diferente, por exemplo, em questões básicas da vida, como a educação. Foi traumático voltar. Para os meus irmãos, que eram mais novos, foi mais difícil. A gente foi mal na escola naquele primeiro ano, eles piores do que eu. Eu tinha sido sempre boa aluna, essa reentrada, eu demorei um pouquinho a voltar a ser uma boa aluna, sabe? Mas eu acho que faz parte das perdas da vida, das decepções. E nesse período que tu regressas dos Estados Unidos ao Brasil, foi um período mais conturbado do ponto de vista espiritual?

Muito. Eu acho que coincide com a idade também, que não é uma idade fácil, de muita definição. Eu sinto que eu era uma pessoa bem espiritual até esse ensino médio lá. que tinha momentos de oração individuais, que tinha reflexões com Deus sobre a minha vida. Mas reflexões profundas enquanto criança? Eu acho que adolescente tinha a profundidade de uma adolescente. Pareciam profundas para mim naquele momento, né? Mas assim que eu voltei, isso tudo se quebrou.

E então aí eu não digo que seja só pela volta, mas talvez a junta, juntando mudar de cultura e ter uma idade em que eu estou tentando definir a minha personalidade. que decidir qual é o meu futuro profissional, isso teve um impacto negativo e, assim, seria o caso de ficar mais apegado a Deus ainda para resolver esses problemas, mas a minha reação foi completamente de, vamos, assim, esquece um pouco e não foi uma coisa tipo eu quero esquecer, sabe? Não foi premeditado, não foi organizado, foi no fundo deixaste-te levar um pouco até pela tua vocação, que também tinhas a música, também poderia ter ajudado, mas mais no sentido artístico do termo.

Sim, porque nesse momento eu nem pensava em trabalhar com música, mas ela era presente na minha vida. E eu acho que essa é uma das razões porque eu fiquei fora da igreja bem menos que os meus irmãos, porque eu nunca parei de ir à igreja. E então eu me envolvi em vários projetos locais de música. E nesse momento eu conheci o Jader. Então aí ficou um canal que Deus ainda podia falar um pouco mais perto para mim. Com que idade é que conheceste o Jader? Devia ter 18, 19. E quando é que tu percebeste que tu tinhas uma voz diferente, num sentido com um timbre muito característico e que as pessoas até te reconheciam, mesmo se tivesse a falar de costas?

Aliás, se alguém tivesse costas conseguia perceber que eras tu. Quando é que percebeste isso? Relativo ao canto, foi nessa fase que eu estava nos Estados Unidos, minha avó me ouviu cantar e voltou para o Brasil. Quando eu cheguei no Brasil com 17 anos, a minha avó já arranjou uns convites para mim na igreja. Nesse momento, pela primeira vez, eu nunca tinha cantado solos, cresci cantando música coletiva, com minha família, em coral infantil, em grupo de meninas. Foi a primeira vez que eu falei, opa, eu tenho uma voz que afeta as pessoas. Então, eu tinha 17 anos. E agora, a esta distância, qual é que achas que é a diferença entre cantar e tocar as pessoas através da voz?

São coisas diferentes. Como é que tu achas que se consegue chegar através de alguém utilizando a voz no canto? Eu acho assim, que tocar as pessoas através da voz é imediato e é visceral, porque as pessoas se ligam a determinados timbres, né? Nesse momento, o meu pensamento não tinha nada a ver com tocar no plano espiritual, passar uma mensagem de Deus. Tinha sim. O meu timbre, ele impacta. Então, esse é o primeiro e é real para qualquer pessoa, tem timbres que te tocam.

Ou seja, quando alguém ouve um David Phelps, não consegue ficar indiferente. É, mas mesmo vozes, você pode pegar da voz mais, que você acha feia e que o outro acha bonito, e a voz mais bonita, que o outro talvez não goste tanto, sempre ela é reconhecível para você, né? Obviamente, tem algumas vozes que têm menos personalidade. Então, elas são mais blá. Mas, esse primeiro, essa primeira força desse impacto, ela se torna completamente... O desimportante, quando você pensa em ministério, quando a pessoa não faz o outro pedaço do tocar, que é você ter algo que veio de cima para você, para você passar.

Quando você não tem nada para passar, o impacto do som é real, mas não provoca nada de mais profundo no outro. E tu sentiste isso numa fase em que eventualmente estarias mais desligada, que apesar de cantaste tu não conseguias chegar a ninguém? Ou isso nunca te aconteceu? Não, porque eu não tinha essa consciência ainda. Quando eu me converti, pensa que quando eu me converti eu ainda não pensava que eu faria música profissionalmente. Eu só gostava de cantar, era uma atividade de lazer quase. Cantavas nas igrejas. Então, assim, quando eu me converti, aí eu percebi, olhando para trás, eu veria isso.

Mas aí, não foi essa a reflexão que me levou à conversão. A conversão foi uma coisa completamente pessoal e de transformação da vida como ela era. Como é que acontece a tua conversão? Incrivelmente, ela tem a ver com música. Na igreja que eu frequentava, em Botafogo, Eu estava nesse plano de vida dupla e tal, e aí eu fui entrando num momento difícil da vida e, como eu sempre ia à igreja, eu procurei um pouco, estava um pouquinho mais aberta. E aí teve uma semana de oração do William Scolza Jr. sobre louvor.

sobre, e aí não sempre louvor como música, mas como atitude, louvor nos momentos ruins, louvor como adoração a Deus, como gratidão e tal. Eu me lembro que esse impacto dessa mensagem foi a primeira fagulha para eu transformar aquela busca para uma vida que estava bem assim, eu não sei o que eu faço, em nenhum plano, relacionamento, faculdade. Isso aqui foi a primeira centelha para eu me aproximar de Deus e aí ser transformada por Ele para poder perceber essas outras, essas coisas que Ele me deu com uma voz e que eu estava usando a voz ali sem...

Então, no fundo, aquilo que eu dizia, que a música foi o que te mais deu, mas também o que mais te tirou, no fundo, foi a música que te ajudou a encontrar o caminho da conversão. Sim. E a manter, né? Porque eu acho que a conversão é um pedaço da sua vida curto. Ela dura, sei lá, uns meses, alguns anos de burilar aquele processo de Deus na sua vida. E para alguns ela é mais tchan, um raio, para mim ela é um pouco mais lenta, mas só que aí a vida é muito maior, né? Então eu acho que a música foi o caminho que Deus encontrou para me dar muitas mensagens em momentos-chave, sabe?

E quando alguém chega junto de ti e diz que uma das músicas que tu cantaste, seja ao vivo, seja através de algum CD ou do que seja, levou à conversão dessa pessoa? Tu te identificas com isso? O que é que te sentes nessa altura? Eu não me identifico. Tipo assim, não sei, por bobeira talvez, né? Mas eu nunca tive esse processo de identificação. O que eu tenho no momento é uma gratidão muito grande, sabe? A minha sensação é assim, eu não... Eu não mereci nada disso, eu não tenho a menor capacidade de nada disso e Deus usou o instrumento falho, sabe?

Então eu tenho uma sensação de muita gratidão. Mas isso acarreta também uma responsabilidade extra, saber que Deus te usa enquanto cantora Por acaso nunca fizeste a pergunta a nenhum cantor. Eu acho que saber que alguém que tem o seu ministério ao longo de tantos anos e que tocou a vida de tantas pessoas e se carrega não um peso, a responsabilidade, se calhar, é a palavra mais certa. Eu acho assim, o peso fica, por exemplo, que eu já me perguntei assim, será que teve alguma música, essa pergunta já veio na minha mente, será que teve alguma música que eu não gravei e que eu precisava? Um tempo atrás, dois, três anos atrás, eu comecei a pensar.

Em que que, num mundo tão... assim, as pessoas tão adoecidas, né? O que que eu preciso dizer para essas pessoas? Então, eu tenho uma vontade, assim, que Deus me dê as músicas, né? Que precisam ser ouvidas por quem... seria tocado pelo meu tipo de música, porque obviamente existem muitas vozes e muitos sons maravilhosos que vão tocar pessoas diferentes. Então, essas são dúvidas que eu tenho. Essas são dúvidas que eu considero positivas. E que ainda te inquietam no sentido de sentires que precisas de fazer ainda mais para conseguir chegar a mais pessoas.

Eu estou disposta. É isso que eu sinto. A minha responsabilidade, eu penso que é assim, eu me disponibilizar para fazer o que Deus me mandar e aí, ao mesmo tempo, essa gratidão por Ele ainda trabalhar através de mim, porque o que eu vejo, pelo menos ao meu redor, é muita gente que para, muita gente que não continua. E eu vou ser sincera, eu tive momentos de desejar parar, mas por alguma razão Deus sempre me carregou nesses momentos. Então, isso me dá muita gratidão, sabe? Regina, vamos para o nosso primeiro intervalo.

Nós voltamos já a seguir. Estamos Olhos nos Olhos com Regina Mota. TV Novo Tempo, o canal da família, o canal da esperança. Segunda parte do programa Olhos nos Olhos, estamos com a Regina Mota, a nossa

Família e missões

convidada. Regina, já vimos aqui algumas imagens tuas da tua infância, da tua adolescência, agora gostaria também que visses esta imagem que temos aqui preparada para ti, que é a imagem, talvez, do dia mais importante da tua vida. Ah, está! Esse dia foi maravilhoso! Este aqui, já disseste que o teu marido é arquiteto. Sim. E ele gravou uma mensagem para ti. Vamos ver. Sério? O que falar da Regina? Companheira de jornada. Já estamos juntos, casados, há mais de 33 anos. Mas mais do que companheira de jornadas, é companheira de missão. Estou aqui na comunidade de Nova Jerusalém.

A Regina já veio muitas vezes aqui, no Amazonas. Participei muitos anos do ministério da Regina, e agora, já recentemente, ela participa há muitos anos do meu ministério de missões. Então, que venha a eternidade, que a gente possa seguir fazendo isso até Jesus voltar. Te amo, Regina. Obrigado por ser minha companheira, sempre. Ai, que lindo. Nossa, lá tem um sinal péssimo. A gente viajou no mesmo dia, eu vim para cá e ele foi para lá. Aliás, ele demorou bastante a conseguir mandar precisamente por causa do sinal da internet. Mas eu fiquei curioso, que missão é esta que ele falou e que tu também estás a ajudar?

No curso de arquitetura do NASP, ele é o professor responsável, além de dar várias aulas, ele é responsável pelas extensões, atividades de extensão. que no Brasil são atividades que os universitários têm que realizar para a comunidade. Então aí ele faz atividades ali no nosso redor, de plantio de árvores, melhoria de praças e tal, coisas que tenham a ver com os arquitetos impactando a sociedade ao nosso redor. Mas ele, há muitos anos, é apaixonado por essas missões de férias, missões de duas semanas em que você vai para um lugar e cria uma ação impactante. As dele sempre têm a ver com obras, né, arquitetônicas, de engenharia ou qualquer coisa assim.

Então, esse lugar onde ele filmou é uma escola que ele projetou, no meio da floresta amazônica. mais de um dia de viagem de barco de Manaus, que é a capital do Amazonas. Então, ele tem feito isso no Brasil e fora do Brasil. Então, eu já fui com ele para a Albânia, para o Egito, para o Amazonas muitas vezes. Eu já tinha ido numa missão de férias quando eu era universitária com um grupo dos Estados Unidos, lá no Amazonas. Então, se tornou assim o meu descanso do meu trabalho musical é nas férias, eu doar um pouco das minhas férias para esse trabalho de ajuda humanitária através de obras, né?

E apesar de vocês serem de mundos tão diferentes, o mundo da música, o mundo da arquitetura, apesar de no fundo serem duas artes, têm ali semelhanças, mas ainda assim, como é que vocês adaptaram a vossa vida para ele ser um amparo no teu ministério musical e tu também seres um amparo em todo o trabalho que ele tem feito? Foi bem coisa de Deus, foi bem aos poucos. Quando a gente casou, ele toca piano, canta, é bem musical. Então, quando a gente casou ele já sabia, eu já tinha começado esse ministério e ele ia comigo, às vezes tocava, às vezes ficava no som, vendia disco, CD, a gente antigamente fazia isso.

Então, ele era um apoio nesse sentido. Conforme o tempo foi passando, Ele sentiu vontade de ter algum... Ele se sentia muito assim, só sou uma ajudinha muito pequena, eu posso fazer algo a mais. Eu lembro que quando a gente... O meu filho era pequenininho, eu viajei para Brasília para cantar num evento da Maranata. E aí eu trouxe um cartão para o Rolfe. E o Rolfe é filho de missionários. Os pais dele eram argentinos que foram para o Brasil como missionários lá na Amazônia, no estado do Pará. Outro estado. O pessoal pensa que o Amazonas é a Amazônia. Não, a Amazônia é imensa e o Pará é um dos estados dessa imensidão.

Então, assim, ele tinha esse espírito dentro dele. Os pais dele sempre foram muito missionários. Mesmo se aposentaram e continuaram sendo missionários, construindo igrejas e ajudando igrejas pequenas e tal. Então, aí ele foi num projeto da Maranata, levou o nosso filho, que na época devia ter uns oito anos. e foram para a Nicarágua, numa missão de férias que era assim de famílias. Famílias iam com seus filhos, tinha atividade para as crianças também. E aí o UNASP começou a se interessar, porque anteriormente, e quando eu era jovem, a gente via a missão de férias assim como algo só do pessoal que fazia ou medicina, coisas da área da saúde ou teologia.

E o próprio Naspe tinha esses grupos, não de medicina, mas de teologia, que vinham para a África, vinham para outros lugares do Brasil, e iam. Mas aí surgiu essa possibilidade de pessoas de outras áreas irem e o Rolf estava desde o começo nisso e continua.

Performance e ensino

Regina, além da tua vertente musical, que acaba por estar conectada com isso, és também uma professora, tens uma vida académica muito intensa. É muito interessante a tua tese de mestrado, que está mais ligada às artes cênicas. Qual o título da tua tese? Eu não lembro, é enorme. Eu tenho aqui escrito. Mas tem a ver com a corporeidade do músico. Perceção corporal do cantor. Um estudo etnográfico sobre a performance vocal. O que é isto? Etnográfico porque se baseia muito na minha história. Eu tenho dito isso nas palestras que eu faço. capacitações de músicos voluntários da igreja e tal, como que aquilo que você aprende acaba regendo as coisas que você vai ensinar.

Você não ensina o que você não aprendeu, né? E a música, para mim, ela era uma fonte de energia desde a infância e de muita alegria. Mas eu me vi assim, quando assumi esse trabalho, com o tempo, você vai querendo ir enriquecendo, ficando cada vez um melhor profissional, e eu percebia que eu entendia muito pouco a minha... O corpo inteiro da Regina estava muito aqui, sabe? No trato vocal. E aí eu não achei na música quem me respondesse isso, os atores são mais ligados na performance.

E por isso eu fui para as artes cênicas. Tive uma orientadora que trabalhou muito tempo com ópera, então ela já era uma atriz de formação e de profissão, porém que também acabou se envolvendo muito na atuação dentro do espaço musical. em montagens de ópera e tal. Então, foi extremamente enriquecedor. Eu me lembro de ter conversado com um músico brasileiro, um cantor que eu admiro muito, adventista, que é o Luiz Cláudio, e ele dizia para mim que tudo que saía, o som que saía da minha boca, isso muitos anos atrás, tudo que sai sonoramente de você me toca profundamente, mas você ainda não tem consciência de você na frente das pessoas.

Engraçado ele ter me dito isso e me marcou profundamente. E foi uma coisa que eu fui amadurecendo e acabou que ao fazer um estudo sobre essa... É uma performance? Não é, né? Porque a performance tem muito essa coisa do ator, é uma coisa... Ele tá só fazendo de conta e tal, e eu não posso fazer de conta cantando música evangélica. Então, eu uso a palavra performance só numa forma de falar da parte técnica de você estar diante das pessoas e você saber se colocar...

dentro desse ambiente da música religiosa, você saber se colocar da forma correta. Quer dizer, se você está cantando num apelo... de um pastor faz no final de um sermão, é um tipo de presença e também é um tipo de interpretação musical, que é totalmente diferente de um concerto que você faz, como, por exemplo, a gente fez no fim do Encontro de Músicos em Portugal, com a alegria de estar diante do público mostrando uma coisa que foi feita durante os encontros e as músicas que foram ensaiadas e tudo, é outro tipo de...

Ou seja, para um cantor deve ter muito esta questão, a noção da presença, é algo muito importante, que talvez seja um passo além do que só é meramente a voz. E eu tento, eu atualmente rejo um coral do curso de música e trabalho como preparadora vocal de um coral que o Linneo rege. Então, assim, eu tento já desde o aquecimento vocal trabalhar essa noção. Então, eu faço eles se mexerem cantando. Porque quanto mais cedo a gente entende isso, e hoje em dia eu acho que os cantores da igreja já saem muito melhor formados do que quando eu comecei, que eu não tinha ideia do que eu estava fazendo, isso impacta a sua interpretação e a forma como as pessoas recebem.

A performance, eu baseei muito o meu trabalho num... O cara que trabalhou com letras, ele era um belga já falecido, Paul Zumthor, ele trabalha com essa coisa de que em muitos momentos da nossa história mundial, a poesia e a música só existiram quando alguém fazia aquilo. No tempo das tradições orais, não tinha nada registrado. Você só ia ouvir música se alguém tocava para você. Você só ouvia poesia, a maioria da população não sabia ler. Então, quando alguém declamava a poesia, né? E o cantor, eu tento ter essa noção de que naquele momento, embora exista o registro hoje, né?

Abro o Spotify lá e tem milhões de coisas para ouvir. mas aquele momento você é o conector entre Deus e aquele receptor. E no espaço da música, mais especificamente música de igreja, acreditas que é possível haver inovação sem perda de reverência? São dois conceitos que conseguem coexistir atualmente. Eu acho que a inovação, ela tende, artisticamente falando, a inovação tende ao choque. O artista quer chocar as... Mas eu acho que a inovação também me lembra criatividade. Eu acho que a gente tem que pensar criativamente nas formas que existem de...

Conseguir inovar e ainda manter o espírito do adorador, que na verdade, porque quando a pessoa vai no teatro, só quem paga vai. Então, você sabe que quem está ali gosta de você. Na igreja não é isso. Na igreja tem todo tipo de pessoa, todo tipo de faixa etária. E alguns já ouviram falar de você ou da sua música, outros não, nunca ouviram. Isso eu, né? Pensa nos meus alunos que ainda estão começando, ele vai lá, ninguém nunca ouviu falar nele e ele tem uma função. Então, assim, é... Eu creio que a gente devesse constantemente inovar, porque o Salmo diz, cante ao Senhor um cântico novo, não é para cantar só o velho.

Então a inovação está aí, talvez até para cantar o velho também precise da inovação. para a nova geração admirar o hino antigo, falando da minha área, e da forma que seja possível não quebrar o espírito do receptor que pode, de repente, se chocar com alguma coisa. Eu acho que, às vezes, a gente erra. Ou eu acho que às vezes a sociedade não está preparada para um determinado... O nosso erro não é um erro do ponto de vista do pecado, mas simplesmente do não saber avaliar o quanto aquele grupo está preparado para aquilo.

Mas eu acho que a gente faz, e os músicos com quem eu convivo, todas as faixas etárias, eu sinto uma vontade muito grande de acertar, de fazer a inovação só para fazer melhor, mas não para chocar. E, às vezes, chocando porque... E nas apresentações que fazes, tens consciência ou já fazes de tal forma automática que, desta questão da presença que falavas há pouco, tens ainda essa preocupação ou já é algo que fazes de forma tão natural? A preocupação ela tem que ser antes, na hora ela não pode existir, porque senão a mensagem ela se perde. A ruído. É. A técnica vocal, eu sempre falo isso para os meus alunos, ela não é um casaco, né?

Eu vou botar uma roupa de técnica vocal, então agora eu estou em público e eu vou ter... Ela tem que ser uma coisa, uma capacidade que foi trabalhada repetidamente, né? tanto nos músculos do corpo, quanto nos músculos que mexem a prega vocal. E aí você chega e pode se dar completamente para a mensagem. Gina, vamos para o nosso último intervalo, que nós já voltamos.

Reflexões finais

Terceira e última parte do programa Olhos nos Olhos. Estamos com Regina Mota, cantora, professora. Qual será aquele título que melhor se adequou à ti quando queremos falar sobre a Regina Mota? Quando eu vou para um hotel e coloco a minha profissão, eu ponho musicista. Musicista, ok. Acho que é o que eu mais me sinto. E a professora é um resultado. Mas o que é que tu sentes que tens aprendido pelo facto de seres professora? Há bocadinho dizias que ninguém pode ensinar aquilo que não sabe. O que é que tu tens aprendido? Olha, muito! Eu acho que os alunos, além deles trazerem alguns conteúdos que eu não veria, eu sou uma pessoa que estou completamente afastada da cena pop.

Tens televisão em casa ou nem televisão tens? Eu tenho, ela serve só para os esportes. Porque tu gostas muito do desporto, acompanhas tudo e mais alguma coisa. Eu gosto bastante de muitos esportes. Quem é o teu desportista português favorito? Ah, o atual? Talvez o... Nuno? Não, talvez o... O Nuno Mendes? É. Ah, o Nuno gosta de Nuno Mendes. Eu gosto. Mas tem alguns... portugueses muito bons, assim, da geração nova jogando. Mas desculpa, interrompi o teu raciocínio para falar. Ah, o Vitinha, o Vitinha é uma joia de pessoa. É? Sim. Então, gosto dele também. Mas assim, a gente estava falando sobre a...

Não és muito ligado à cultura pop, no fundo. É, sobre a forma como os meus alunos me colocam em contato com certas coisas que são mais atuais. E o meu filho também. Então, eu acabo conhecendo podcasts e youtubers e pessoas dessa cena através dos alunos. E também porque a curiosidade de alguns deles acaba... por ser diferente da minha, acaba alimentando a minha. Então eu acho que o professor tem uma vida muito rica quando ele se envolve com os alunos. Mas tu preferes mais, por exemplo, ler um livro do que ver um filme?

Ou tu continuas a ter hábitos muito clássicos apesar de seres uma pessoa bastante moderna? Absolutamente não clássica, mas os meus hábitos musicais e de leitura e artes são bem clássicos. Por que é que tu dizes que és uma pessoa não clássica? Porque eu acho que eu sou muito informal, eu não sou uma pessoa conservadora do ponto de vista de nada, nem nas minhas visões de vida, política, educação, costumes, roupa. Eu sou bem informal, porém, essa informalidade não... Não traduziu para os teus gostos populares. Interessante. Regina, estamos a chegar ao fim.

No entanto, eu tenho aqui algumas perguntas que eu gostava de te colocar neste estilo mais ping-pong. Como é que tu definirias a tua infância numa palavra? Divertida. Uma qualidade do teu pai? Integro. E da tua mãe? diplomática. Uma música que tu não consegues cantar sem te emocionar? Eu choro pouco, mas algumas vezes... Mas emocionas-te facilmente. Eu choro pouco sempre e quase nunca cantando, porque eu não consigo cantar e chorar, mas Cristo, que o Novo Tom cantava, é uma música que eu já cantei chorando.

Mas emocionas-te, só não choras, é isso? Ou nem te emocionas? Não, não, aí meio que sai um canto bem tosco porque o canto fica... Uma voz que te inspira? Atualmente, a Lala Hathaway. Isso aí é cíclico, vai mudando. Vais mudando constantemente a fase da vida. Preferes cantar em coro ou em solo? Não pode gostar dos corais, eu adoro o coral. Ontem eu estava até falando com os amigos, como eu amo o canto assim, em coral, a massa, né? São alegrias diferentes. Técnica ou emoção?

Um grande ícone, para mim, da música, que é o Nelson Freire, é que ele é bom porque ele é as duas coisas. O Messi é bom porque ele é as duas coisas. Eu acho que técnica e emoção juntos fazem os gênios. Mas também consegues emocionar-te com alguém sem técnica nenhuma ou não? É difícil, não é? Não, eu acho que é possível. Se emocionar é uma premissa humana, a técnica é uma busca. Partitura ou ouvido? Também a mesma coisa, duas coisas, mas eu acho que... Quando a pessoa tem um ou outro, pode ser extremamente talentoso, mas quando junta os dois, aí chega na genialidade.

Sintonia. Um hino que nunca te cansas de cantar? É... Tantos também... E no hino mesmo, da Enódia, do Inário? Pode ser também uma música popular, como tu queiras. Acho que uma música minha, que é do meu primeiro disco e que eu nunca me cansei de cantar, é Vem Para Jesus. Já tiveste algum erro que se traduziu depois num grande momento de aprendizagem? Ah, muitos. Errar é uma coisa que eu fiz e ainda faço muito, infelizmente. Uma pessoa que foi um instrumento de Deus na tua vida?

O Lineu Soares. Um projeto musical que se tornou inesquecível para ti. O Herói da Fé. Já tiveste algum momento em que quase desististe de cantar? Sim. Alguns. Dois mais fortes. Que não podes partilhar. Não posso, são momentos assim que você... Uma viagem que eu fiz para Belo Horizonte e que as pessoas, os organizadores eram tão desorganizados que o meu marido ficou sem passagem para voltar para casa, eu voltei a viagem inteira chorando e decidida a nunca mais cantar. Mas Deus me mandou mensagens claras de que eu estava errado em tomar aquela decisão.

Qual é, na tua opinião, o maior inimigo de um cantor? Ele mesmo. E o maior aliado? Deus. Que conselho darias para alguém que desafina imenso? Não, cante e se aceite, né? Eu acho que, para quem não gosta da sua própria voz e tal, porque o canto é tão necessário à vida humana, sendo ele afinado, com voz bonita ou feia, desafinado, ele é uma expressão visceral do ser humano, então eu pediria para ele cantar. Por isso é que todos os homens e mulheres conseguem cantar. Podem, enfim, ser de outra forma que não aquela que nós estamos habituados, mas todos conseguem cantar...

Sim! Exatamente. Algo que não pode faltar no ensaio? Para mim, é aquecimento de voz e corpo. Preferes simplicidade ou sofisticação? Simplicidade. Mas és uma pessoa sofisticada. Musicalmente sempre sofisticação. És intelectualmente sofisticada também. Mas eu leio coisas simples também. Uma palavra que tu uses para definir o teu ministério. É... Resiliente. Está durando, não é? Ainda bem para nós. Ainda bem para mim também. Nossa, amo. Regina, esta é a última pergunta que eu faço a todos os nossos convidados e vou fazer a ti, naturalmente.

Se alguém algum dia gostasse de escrever uma música sobre ti, ou então, quem sabe, um livro. Até eu podia escrever um livro com base nestas entrevistas todas e iria escrever algo sobre ti também. Que título é que tu gostarias que tivesse para falarem sobre a Regina Mota? Ela errou, ela caiu, mas ela continuou. Sempre resiliente. Regina, muito obrigado por teres dado esta oportunidade de estares aqui. Que Deus continue a abençoar o teu ministério, a tua voz inconfundível e a tua simplicidade na forma como também geres os teus relacionamentos. Obrigado, Regina. Valeu.

Série
Olhos nos olhos · 30 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 31
Estreou
09 de Outubro de 2026
Categoria
Outros