A Incrível Relação Entre o Nosso Corpo e a Nossa Mente

A Incrível Relação Entre o Nosso Corpo e a Nossa Mente

01 de Abril de 202526 min 42 s

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Transcrição

Gerada automaticamente

Apresentação do programa

Olá, seja muito bem-vindo, muito bem-vinda a este que é o novo programa Mentes que Sentem. Se está aqui connosco porque ouviu falar deste programa, seja bem-vindo. Se está aqui por acaso, também é muito bem-vindo. É um prazer, é um privilégio estar consigo neste programa que nos propomos falar, pensar, refletir sobre aquilo que é a nossa saúde. A nossa saúde a nível psicológico, a nível mental, a nível emocional, a nível físico e a nível espiritual. É um prazer estar consigo, fico por aí, com certeza que estamos no início de uma caminhada que vai ser uma bênção para si, para nós e quem sabe até possa convidar alguém a poder fazer parte também destes programas que nos propomos fazer para a sua bênção, para a sua saúde e para a nossa saúde também.

Para estes programas nós vamos ter o privilégio e a alegria de ter connosco a doutora Cristina Dias. Cristina, bem-vinda. Muito obrigada pela tua presença. A doutora Cristina Dias é psicóloga clínica, tem já muita experiência na questão das palestras, dos seminários, a nível dos tópicos da família, de todo o seu trabalho que já... Cristina, há 27 anos que está nesta área de pensamento, de reflexão, de ajuda. E daí, Cristina, nós damos graças a Deus por estares aqui e por poderes também fazer esta caminhada connosco, nestes assuntos tão interessantes, e eu diria mesmo, nestes assuntos tão imprescindíveis e necessários à nossa sociedade e à nossa vida.

Portanto, mais uma vez, se bem-vinda, ok? Milu, muito obrigada pela oportunidade que temos de refletir em conjunto sobre isto. Efetivamente, a possibilidade que nós temos de compreender como é que funcionamos, qual a ligação que existe entre a nossa mente e o nosso corpo. acaba por nos permitir agir de uma forma mais saudável sobre os desafios aos quais somos sujeitos todos os dias. Esperamos também que possam acompanhar-nos e que de alguma forma tiramos

A ligação entre mente e corpo

proveito e estratégias práticas para o nosso dia-a-dia. Já agora, Cristina, nós definimos este programa Mentes que se Sentem. O que é que poderíamos dizer disso? É um título bastante sugestivo, diria mesmo que dá para termos várias abordagens e vários caminhos. O que poderias esclarecermos? Ele não foi escolhido aleatoriamente. Será que existe uma ligação que nos comprove cientificamente que a nossa mente e o nosso corpo interagem? Para te poder responder essa questão, eu gostava de utilizar dois exemplos práticos. Vamos imaginar que calçaste uns sapatos que te estão apertados. Vamos supor isto.

A tua reação, se estiveres 10 minutos com esses sapatos apertados nos pés, será a mesma do que se tu tiveres os pés nesses sapatos durante 10 horas? É uma questão. Achas que vais reagir da mesma forma? Mas a pergunta que se coloca é, então nós não estamos a ter ali receptores da dor? Porquê que isto influencia ou poderá influenciar o meu estado de humor? porque é que em 10 minutos eu poderei dizer que estou desconfortável e em 10 horas estar profundamente aborrecida. Gostava de pegar-me um segundo exemplo para poder responder a essa questão que estavas a colocar há pouco. E para isso vou utilizar um pequenino desenho que fiz antes de começarmos com isto. Vou-te mostrar dois desenhos muito simples e vou-te pedir que me digas qual é que preferes.

Muito bem. Um deles é este aqui. E o outro? Este aqui. Prefiro o primeiro. Ok. E mais uma vez coloca-se a questão. Mas isto não é apenas um estímulo visual? Por que é que um círculo com modificação nos traços teve um impacto e gera uma reação emocional em ti? Essa é uma das questões que nós deveríamos começar a perceber. O ser humano é a máquina mais fabulosa e complexa alguma vez criada. E, pegando no exemplo do sapato, como é que o estímulo da dor, recebido nas pontas dos dedos, é processado no nosso cérebro através de impulsos elétricos, sinapses, e provoca emoções.

Então nós temos que estar mais atentos a esta questão. desde a criança que nasce agora até ao idoso, nós somos influenciados pelos estímulos do nosso meio. Nós somos influenciados pelo impacto que nos acompanha, não só aquele que recebemos, mas aquele que é produzido internamente também. E grande parte da origem das doenças mentais tem sobretudo a ver com isto, com a forma como o nosso cérebro vai interpretar e processar esses mesmos estímulos. pode levar a um fator de adoecimento ou pode levar a uma manutenção de equilíbrio. Se calhar poderíamos dizer aquilo que normalmente até há comumente e dizemos a título popular que quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga, não é?

E no fundo uma desgraça nunca vem só. Se calhar neste sentido e estás a tocar possivelmente naquilo que é o essencial e que vamos trabalhando ao longo destes programas que estaremos juntas como gerir esta questão do peso que tem realmente e como é que é isto a mente acabar

A liberdade interior

por intervir no físico. Como é que nós gerimos isto? Sabes que essa expressão que tu acabaste de utilizar, a nossa sabedoria popular traduz frequentemente coisas que acabam por ser de uma profundidade substancial. Mas eu gostava para poder responder essa questão de partilhar contigo uma experiência. Na altura da Segunda Guerra Mundial, foram vários os relatos que vieram a público posteriormente. Entre eles, há um psiquiatra austríaco, de ascendência judia, o Dr. Viktor Frankl, que posteriormente passou por essa experiência quando ainda era relativamente jovem, embora já casado. E ele acaba por publicar uma série de estudos e de reflexões sobre como é que o ser humano, em circunstâncias tão devastadoras, conseguiu lidar com isso.

E ele escreveu vários livros e eu gostava de ler uma citação de um dos livros que ele escreve, mas primeiro quero fazer-te o contexto. Portanto, ele perguntava, ele questionava-se, como é que nós, sendo desprovidos de tudo, fomos desprovidos da nossa identidade? Fomos desprovidos da nossa liberdade? Somos desprovidos das condições básicas de saúde? Não somos acarinhados, não somos reconhecidos? Pelo contrário. Porquê é que há uns que sobrevivem e há outros que acabam por morrer? O que é que faz a diferença se nós estamos sujeitos ao mesmo tipo de estímulos? Claro que aqui temos que ter sempre em consideração o fato de, fisicamente, ele poder ter uma maior capacidade para poder lidar com algumas destas circunstâncias.

E é neste contexto que ele faz esta afirmação. Se me permite, vou passar a força. Está no livro O Homem em Busca de Sentido. Diz assim, A experiência da vida, no campo de concentração, demonstra que o homem mantém a sua capacidade de escolha. E tu, aparentemente, olhas e dizes, como é que é possível num sítio onde te privam de liberdade, manteres a capacidade de escolha? A que é que ele se está a referir? E ele continua. Abundam os exemplos, frequentemente heroicos, que provam que se pode superar a apatia e a irritabilidade, porque eram duas características comuns às pessoas que estavam no campo de concentração. o homem pode conservar um reduto de liberdade espiritual, de independência mental, inclusive em estados terríveis de tensão psíquica e física.

E daqui a um bocadinho eu vou tentar transpor isto para uma realidade provavelmente mais comum, mais conhecida no nosso dia a dia. Mantém a citação. Os sobreviventes dos campos de concentração lembram-nos dos homens que iam aos barracões consolar os outros, oferecendo-lhes a sua única crosta de pão. Talvez não tenham sido muitos, mas esses poucos são uma prova irrefutável de que podemos arrebatar tudo a um homem, exceto uma coisa. A liberdade humana. A livre escolha da ação pessoal perante as circunstâncias. Isto é estracedor. Quer dizer que mesmo na situação em que eu possa estar a ser confrontada com algo que abala o meu próprio fundamento e a parte emocional é fundamental nesta questão, eu mesmo assim ainda tenho uma capacidade de escolha, ainda tenho uma liberdade.

Mas, frequentemente, nós somos induzidos em erro. Mais tarde iremos ver isso. A nossa própria mente, os nossos próprios pensamentos e emoções, atraem-se a ondes, levam-nos a ver as coisas de uma forma um bocadinho diferente. Eu vou só terminar a citação. E ali havia sempre ocasiões para escolher. Cada dia, cada hora, concedia a oportunidade de tomar uma decisão. Uma decisão que estipulava se a pessoa se submetia ou não à pressão que ameaçava arrebatar-lhe o último vestígio da personalidade. A liberdade interior. Será que nós compreendemos que ter esta noção de liberdade interior ter esta noção de que ainda somos capazes de escolher, ter esta noção de que temos autonomia, acaba por ter um impacto profundo na forma como nós gerimos as emoções, no processo de adocecimento ou no processo de estabilidade e a maneira como isto impacta fisicamente.

E agora, se me permites, deixa-me transpor isto um bocadinho para a nossa realidade. Algumas décadas atrás, a investigação e a ciência começou a questionar-se. Aliás, essa é uma das características, e eu acho que qualquer um de nós deveria desenvolver esta característica, questionar o porquê das coisas. Porque quando nós questionamos, procuramos respostas. E a procura de respostas leva-nos sempre a uma descoberta, e isso é positivo. Começaram a questionar, por exemplo, situações de pessoas que tinham doenças oncológicas. como é que umas sobreviviam e outras não sobreviviam. Mas nós estamos a falar exatamente do mesmo tipo de câncer, estamos a falar exatamente do mesmo tipo de tratamento que a pessoa recebe e poderemos estar até a falar do mesmo suporte que a pessoa poderá receber daqueles que estão à sua volta.

Esta é uma dúvida legítima. Então, se aquilo que intervém no combate à doença é igual, se os parâmetros são os mesmos, o que é que faz a diferença? O que faz a diferença foi exatamente isto que nós acabamos de ler. Teve a ver com a atitude. Eles começaram a perceber que a atitude da pessoa perante o estado em que se encontrava tinha uma interferência direta na forma como o teu corpo processa essa informação, reage a esse estímulo e mantém um processo que te permite lidar de uma forma mais adequada ou menos adequada com a situação. Agora, eu não estou com isto a querer dizer que nós temos que ser positivos só por si. Não. Esta falsa ideia do positivismo que não importa as circunstâncias, nós temos que responder sempre da melhor maneira possível, e a melhor maneira possível é o equivalente a ser positiva em todas as situações.

Esta ideia muitas vezes é fragmentadora. Traz-nos mais doença do que equilíbrio. O que estamos a falar é de uma coisa um bocadinho diferente. Chama-se resiliência. E daqui a pouco iremos ver com mais calma em que é que isto consiste. É interessante, Cristina. Estavas a falar, portanto, desse tal livro, não é? O Homem em Busca de Sentido. E eu acho muito interessante porque eu creio que muitos dos desafios que nós possamos viver, inclusive físicos e sobretudo psicológicos, possa ter a ver sobretudo sobre esta questão de o homem se questionar, o ser humano se questionar, de onde é que eu venho, porque é que eu aqui estou e para onde é que eu vou, o sentido da vida. E perceber o sentido da vida, e nós como crentes e como cristãos, perceber que houve um Deus criador, que há um Deus presente que nos acompanha e um Deus que no futuro nos dá uma esperança, nos dá algo dessa esperança para viver e para sentir.

que faz toda a diferença nessa tal liberdade de pensamento, mesmo que a nível físico nós estejamos até fechados em algum local, realmente a nível da nossa mente nós temos um potencial enorme, que tanto e esse potencial nas mãos de Deus colaborar para o nosso bem, para a nossa saúde, mas também se não é cuidado, se não é tratado, se não é estimado, podemos ter as nossas maiores dificuldades. E é interessante, já agora, para os nossos leitores que estão, para os nossos amigos, a nossa amiga, o nosso amigo que nos está a escutar, eu gostaria de apresentar para vós Uma oferta que nós temos para vos dar, uma oferta deste guia de estudo, portanto, esperança, portanto, sentimento, a ciência do existir.

Um guia de estudo que seguramente vai ser útil para a sua vida ou quem sabe até para oferecer a alguém, que trata exatamente de todos estes grandes desafios a nível da saúde mental. Tem aqui vários assuntos como a depressão, a ansiedade, Assuntos como o isolamento, a solidão. É um guia de estudo que eu acredito que lhe vai ser de grande benção e se realmente quiser recebê-lo aí na sua casa, só tem que nos contactar através do WhatsApp e nós vamos deixar o número para si, o 933 939291 pode contactar-nos e com certeza vai ser uma benção para si e para aqueles que mais estima.

Cristina, falar mais destes assuntos e pensar mais no sentido que é verdade que

O poder do propósito

só em Deus nós poderemos encontrar este equilíbrio entre os desafios que nós encontramos na nossa vida e os desafios que por vezes, é verdade, podem vir em consequência de algumas escolhas não muito certas. Como poderás ou poderemos nós encontrar esta estabilidade ou, no fundo, esta ajuda a nós próprios para que façamos as melhores escolhas para nos trazer essa saúde? Essa é uma pergunta cuja resposta não se limita a um momento. Essa é a pergunta que nós vamos querer responder ao longo destes momentos que vamos ter em conjunto. Mas deixa-me voltar atrás para algo que estávamos a referir. Estavas a falar do propósito.

E eu não expliquei há pouco, mas acho que é importante fazê-lo neste momento, que a conclusão a que este psiquiatra chegou foi que aqueles que sobreviviam eram aqueles que tinham um propósito na vida. E às vezes nós temos esta noção, um bocadinho criada pelo contexto que nos rodeia, de que ter o propósito na vida é uma coisa grande. E ele dizia, às vezes o propósito na vida era alguém que dizia, eu tenho um neto para cuidar, quando eu sair daqui eu tenho um neto para cuidar. Ou alguém que dizia, Eu gosto muito de dar aulas. Quero continuar a partilhar quando tu te focas num objetivo. Permito-me introduzir aqui uma experiência pessoal que, para mim, é um bocadinho ilustradora disto e para tentar responder à tua questão.

Eu vivo numa zona um bocadinho mais rural e, frequentemente, nós acabamos por ir a uma espécie de barragem que existe lá próximo para podermos desfrutar um bocadinho. E algum tempo atrás fui com os meus filhos, íamos de carro, e passamos lá pelo meio da aldeia e alguém tinha pintado a casa. E aqui eu não estou a pronunciar-me sobre a cor da casa, porque cada qual tem a legitimidade de fazer. Mas, efetivamente, era uma cor que não é muito comum nas casas. Estamos a falar de um cor-de-rosa choque. Aquele cor-de-rosa da Barbie, por exemplo, E é óbvio, quando eu passei pela casa, eu pensei, mas não verbalizei. Esta não é a cor que eu escolheria para a minha casa. E quem ia no banco de trás, neste caso os meus filhos, não se coibiram de dizer comentários.

Que cor feia! Que horror! Quem é que escolheu uma cor destas? E enquanto eu os ouvia, eles traduziam, na realidade, algo que pensavam, mas eu comecei a perceber que o tom de voz e o desconforto que aquilo estava a causar, estava a fazer com que estivéssemos mais agitados. E pensei, como é que fazer este tipo de verbalização, ter este tipo de atitude, está a fazer com que haja algum desconforto? E acabei por lhes dizer, olha, nós não sabemos porque é que a pessoa escolheu esta cor, temos é que respeitar, vamos baixar um bocadinho o tom de voz. Bom, a coisa passou. Quando regressamos, agora adivinha o que aconteceu, passamos pela mesma casa, tivemos o mesmo tipo de comentários. Quando eu cheguei à casa, estive a pensar naquilo e fui ter com eles e perguntei-lhes, vocês sabem porque é que a casa é daquela cor?

Não. Pois olha, eu sei porque é que a casa é daquela cor. Naquela casa, Nós temos uma menina, portanto há uma família que tem uma filha com oito anos. Aquela menina está profundamente doente. E aquela menina está... Os médicos não encontram neste momento uma alternativa que permita dar alguma esperança de vida àquela menina. E o maior sonho daquela menina é ser uma princesa. Agora, a pergunta que eu coloco é, onde é que normalmente as princesas vivem? Nos castelos. De que cor é que os castelos são? Cor de rosa. E agora a questão que eu te coloco é, será que a reação que nós temos perante esta informação mantém-se a mesma?

Ou ter atribuído um sentido à situação? o ter encontrado um propósito que me permita lidar com ela de uma forma mais prática, mais objetiva, ajuda-me a sentir controle sobre as coisas. E o que muitas vezes nos assusta é, quando estamos a lidar com algum estado emocional, é primeiro não sentirmos um propósito para o que acontece. Enquanto eu não consigo explicar. e quando não é justo. E quando as coisas ocorrem num timing e de uma forma para a qual eu não tenho solução. Será que mesmo assim eu consigo gerir isto de uma forma mais saudável? De uma forma que não me retire completamente a noção de propósito?

E agora, sendo um bocadinho má, vamos pegar outra vez nesta história e vamos clarificar aqui algo. Tudo o que eu partilhei contigo, efetivamente aconteceu. Mas este bocadinho em que eu te dei uma explicação de que existia lá uma menina, eu não faço a mínima ideia se é correto ou não. Foi algo que eu utilizei para mostrar como é que uma informação base, em meia dúzia de minutos, altera o teu estado emocional. E agora aquilo que eu te convido a fazer é, vamos extrapolar isto para o nosso dia-a-dia. Será que nós conseguimos perceber que isso ocorre no dia-a-dia?

Que isso ocorre nos desafios aos quais estamos sujeitos? Será que nós conseguimos perceber que é possível atribuir um propósito àquilo que eu faço, mesmo que aquilo que esteja à minha volta não tenha sentido? Será que é possível perceber que eu tenho a capacidade de manter esta liberdade de escolha? É a liberdade de como é que eu me vou posicionar face àquilo que me está a constranger. E a relação entre a nossa mente e o nosso corpo é tão extraordinária que quando eu tenho este senso de que eu tenho esta condição de ação, ele traz, tem um impacto direto na forma como o meu cérebro processa a informação.

Eu poderia-vos dizer então que levará algum tempo, é uma questão de disciplina mental, talvez, de nos ajudar a perceber isso que tu acabaste de explicar, que nem tudo está condicionado às circunstâncias que se nos apresentam, mas para além das circunstâncias que se nos apresentam pode haver aí outras realidades, outras formas de estar e de ser que se eu tenho essa sensibilidade para me questionar e para pensar e refletir sobre isso, mais facilmente, então, ultrapassarei esse desafio. Portanto, aqui a questão de uma disciplina, de uma prática, porque é verdade, tudo está, no fundo, no poder da nossa mente e diante de determinada circunstância, como tu dizias, porque é que uns agem de uma forma e outros agem de outra forma.

E este poder de escolha Acho que é extraordinário.

Conclusão e saúde mental

E termos consciência da importância desse poder de escolha. Mentes que sentem. Será que as nossas mentes sentem? Nós somos um todo. Físico, mental, espiritual. Quando nós começamos a questionar, quando nós começamos a perceber que uma escolha ou uma decisão ou uma atitude tem um impacto nesse todo, Quando nós começamos a atribuir um propósito, quando nós começamos a perceber que eu sou responsável em grande medida pela manutenção deste equilíbrio, isto leva-me a ter uma noção de respeito. E mesmo que eu não saiba de tudo, à medida que eu vou adquirindo algum conhecimento e alguma perceção, isso leva-me a não aceitar tacitamente a incapacidade de fazer as coisas.

Porque quando nós estamos a lidar com situações de alteração emocional, quando estamos a lidar com desafios, com situações que nos causam dor, o que a nossa mente faz é bloquear-nos muitas vezes esta noção. de que tu tens a liberdade de escolha. Sem dúvida é um mundo infinito de conhecimento e de assuntos que nós poderemos ter para reflexão. Esta questão de manter a nossa liberdade interior mesmo no meio da diversidade é uma aprendizagem e realmente um caminho a fazer em conjunto, portanto, em conjunto com quem sabe, e nós estamos muito felizes por poder estar aqui consigo, que escolheu estar connosco.

Não esqueça que nós temos um guia de estudo para lhe oferecer, aquele que nós já dissemos, portanto este guia Sentimentos, a Ciência do Existir, onde poderá encontrar vários assuntos referentes a estes temas que nos propomos trazer até aqui. Se tiver alguma dúvida, se desejar algum esclarecimento, nós estamos aqui para si também, já sabe, não esqueça de nos contactar através do nosso WhatsApp e o nosso contacto 933-939291 e teremos uma equipa pronta e preparada para atender àquilo que possa ser a sua dúvida e a sua necessidade de esclarecimento. Doutora Cristina Dias, temos só um minuto. O que é que poderia arrematar, ou seja, como conclusão breve de importância neste primeiro programa?

Eu acho que acima de tudo é termos a noção de que nós estamos num processo. Todos nós. Desde a criança que nasce até à pessoa que já tem mais idade. Um processo que nos permite ter estabilidade, que nos permite ter escolhas saudáveis. Ter conhecimento sobre as coisas permite-nos agir de forma mais equilibrada sobre elas. E o que nós vamos convidar, a ti, a mim, a cada um de nós, é fazermos parte desta descoberta. É percebermos como é que nós mantemos o estado de saúde e é percebermos porque é que aduícemos. Nós vamos falar sobre isso. Este foi o modo de saída, percebermos a relação entre a nossa mente e o nosso corpo. Mas iremos ao longo deste período de tempo em que vamos estar juntas, vamos tentar perceber porque é que eu adoeço?

De que forma é que eu posso combater isso? Quais as estratégias que estão ao meu dispor? Mas, acima de tudo, como é que eu me mantenho saudável? Muito bem. Muito obrigada, Cristina. É sempre um prazer estarmos juntos. Foi um prazer estarmos aqui neste primeiro programa consigo. Marcarmos encontro no próximo programa, no próximo episódio. Fique bem. Até lá. Que Deus o abençoe.

Série
Mentes que Sentem · 50 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 1
Estreou
01 de Abril de 2025
Categoria
Saúde