Bem-vindo, marcou presença na sua consulta que já está marcada aqui no médico de família. Hoje vamos falar sobre alimentação, mas de uma forma muito especial. O estilo de vida e sobretudo a alimentação desempenham um papel crucial na prevenção, tratamento e recuperação de pessoas com cancro. Hoje, com a ajuda, mais uma vez, da Dra. Cláudia Neves, vamos falar sobre esta relação estreita entre a alimentação e o cancro. No programa anterior, ficou uma quiapulguinha atrás da orelha quando tu mencionaste, assim, de uma forma muito rápida, alimentos que ajudavam a prevenir ou atenuar, precisamente, os efeitos secundários do cancro. Nós já sabemos que existem alimentos cancerígenos ou que podem ajudar a trazer maior probabilidade de termos de cancro, mas saber que existem alimentos que nos ajudam a prevenir e a tratar são boas notícias.
Vamos então a isso, alimentos protetores, alimentos favorecedores de cancro e, o melhor de tudo, alimentos anti-cancro. Cláudia, mais uma vez, bem-vinda. Obrigado pela tua similidade por nos trazer estes assuntos, mas já falámos disto no passado, qual é esta relação entre a alimentação e o cancro? Já falámos quando falámos das causas de cancro. Segundo dados que não são nossos, é da OMS e do Instituto Americano de Investigação Oncológica, mais de 30% dos cancros relacionam-se realmente com uma dieta incorreta. E muitos dos cancros mais frequentes poderiam ser prevenidos com uma alimentação adequada. Vemos aqui as duas faces da moeda. Já há muito tempo se sabe que um em cada três cancros tem na sua origem um dos fatores base à alimentação.
E digo base porque, como já vimos também, o cancro não tem só uma única causa, é multifatorial. E a maioria das pessoas que superam o cancro alteraram o seu estilo de vida. Entre estas alterações está uma alimentação, uma dieta mais correta. Com resultados práticos. Exatamente. Que é fantástico. Claro que a melhor terapia para não adoecer e a melhor forma de prevenir
realmente é a alimentação. Por isso é que teríamos que falar realmente de alimentação quando falamos de cancro. Existem, como tu já falaste também, alimentos que são considerados protetores e aqueles que são favorecedores de cancro. Dentre os protetores, vamos falar em grupos de alimentos que todos conhecem. Vamos começar pelos cereais. Os cereais, em geral, são a base da alimentação, mesmo em Portugal. Basta falar do trigo, do arroz, aveia, cevada, centeio. E são a fonte principal onde o nosso organismo vai buscar a energia. que são os hidratos de carbono. Complexos. É importante realmente para nos dar energia para o dia-a-dia.
Também são uma fonte de proteínas. Não muito, mas também são. e, de preferência, devem ser ingeridos integrais. São mais ricos em vitaminas e minerais, tendo realmente o germen e a parte externa que é retirada durante a refinação dos cereais. que elementos protetores é que estes cereais integrais têm para o cancro? Têm determinados antioxidantes, eu posso dizer só os nomes, polifenoides, ácidos fenólicos, flavonoides, de uma forma geral, eles protegem o corpo da oxidação, da alteração das células. Eu diria que de todos aqueles que provavelmente nos vais falar este é o mais conhecido, é o mais dissonante. Toda a gente quando ouve falar de antioxidantes às vezes até alguns produtos tinham já este rótulo para que as pessoas pudessem adquiri-los mais.
Porquê? Os antioxidantes evitam as alterações das células, que levam às alterações, por exemplo, cardiovasculares e cancro, que vemos que são as doenças que no conjunto mais matam no mundo e em Portugal também. E principalmente, a parte dos cereais que tem realmente estes antioxidantes é o germen e realmente o farelo, aquilo que é retirado quando são refinados. Primeiramente quando é refinado, exatamente. E estes fitoquímicos têm estas propriedades e vão evitar as lesões genéticas das células, que podem levar ao cancro. Isto explicando, ao pormenor, já vimos então que este grupo de alimentos cereais, apesar de estarem muito mal vistos ultimamente, são a base da alimentação, são importantes, devem ser ingeridos de forma integral.
Depois temos as leguminosas, que são todos os tipos de feijão, o grão, as lentilhas, as favas, onde se inclui também a soja, que é um tipo de feijão, e os termoços também são uma leguminosa. Claro que existem os derivados, seja sob a forma de farinha, seja sob a forma de bebidas vegetais ou até o tofu. São derivados destas leguminosas. São uma boa fonte de proteínas de origem vegetal. e têm alguns aminoácidos essenciais. O que é que são os aminoácidos? As proteínas são divididas em vários fragmentos, que são os aminoácidos. Ou seja, vários aminoácidos juntos formam uma proteína. Há vários aminoácidos, vinte e poucos. Alguns alimentos têm uns, outros têm outros.
Dentro do mundo vegetal, alguns têm uns, outros têm outros e temos que comer os tipos de alimentos juntos para se complementarem. Então, as leguminosas têm a maioria dos aminoácidos essenciais. Aquilo que eles têm menos, que é a metionina, o nome deste aminoácido, existe nos cereais. Se nós na mesma refeição comermos uma leguminose e um cereal, vou dar um exemplo, arroz e feijão, temos os aminoácidos essenciais todos. O que quer dizer aminoácidos essenciais? Que o nosso corpo não consegue produzir a partir de outro tipo de substâncias, tem que ser ingerido. Porque há outros aminoácidos que o nosso corpo, tendo falta, consegue produzir a partir de outra matéria.
Ingestão de uma porção de leguminosas três vezes por semana, comer leguminosas, diminui o risco de pólipos no intestino e, consequentemente, de cancro em 33%. Vemos que é uma porcentagem considerável. Para uma porcentagem pequena que temos que ingerir luminosa. Três vezes por semana. Exatamente. Vou relembrar os vários tipos de feijão, o grão, as lentilhas, as favas, as ervilhas, os termosos. E isto em termos de Portugal não é difícil de ingerirmos, são relativamente baratos, acessíveis. A nossa dieta mediterrânea é rica, precisamente. Exatamente. Claro que esta porcentagem de ser melhor em termos de diminuir a probabilidade de câncer, é melhor se ingerimos, como já vimos, tudo de forma o mais natural possível.
É importante falar também aqui das fibras. As fibras é aquilo que existe nos alimentos, essencialmente nos vegetais e nos cereais e nas frutas, que o nosso corpo não consegue digerir nem aproveitar. Costumamos dizer, de uma forma simplista, é como se fosse o escovilhão do nosso intestino. Mas que continua a ter uma função muito útil. Muito importante. Não só na prevenção do cancro, mas de outro tipo de doenças, na regularização do intestino, é ótimo para a nossa flora intestinal. As fibras são essenciais para realmente o que tem que ser eliminado, eliminado. E a ingestão de fibra alimentar diariamente diz-nos que devemos ingerir, em termos de quantidade, cerca de 50 gramas por dia. Claro que olhando para aquilo que comemos não temos essa noção quanto é que ingerimos.
Mas para termos uma noção, a média nos países ocidentais onde se inclui Portugal é simplesmente 15 gramas por dia. E vemos aqui que o aconselhado é de 50 gramas por dia. Isto não é... Desculpe-me por ter interrompido. Isto não significa que nós comemos pouco quando comemos. Significa que comemos poucas vezes, não é? Comemos poucas fibras. Ou seja, na nossa dieta poucas vezes colocamos a fibra em termos... no nosso prato. Exatamente. Porque quando comemos facilmente podemos comer os 50 gramas. Sim. E quando comemos os alimentos a forma mais natural e integral possível. E esta fibra, nesta quantidade, diminui o risco de alguns tipos de cancro, do cólon, do fígado, da mama, diminui a mortalidade por cancro e de doenças cardiovasculares e diabetes, que são outro exemplo, e do colesterol elevado.
Portanto, fibra na alimentação, importante. Dentro dos alimentos protetores, já falámos dos cereais, das leguminosas, temos que falar dos vegetais. Existem de vários tipos, de várias cores. Eles têm pouca quantidade de proteína, mas são ricos em fibra, em geral. Não têm gordura. não são uma boa fonte de energia, ou seja, não são muito tendencialmente para aumentar o nosso peso e são uma boa fonte de vitaminas e minerais. Podemos falar de tomate, pepino, batata, cenoura, berinjela, brócolos, pimentos, espinafres, beterrabas, vemos muitas cores. Quanto mais natural, melhor. São importantes para o controle do peso, porque não têm muitas calorias. Têm grande quantidade de fibra, que já vimos que é importante para prevenir o cancro.
E a fibra também ajuda a termos a saciedade, não temos tanta fome. Se numa refeição comermos bastante fibra, vamos ter mais horas sem ter fome. consumir pelo menos 300 gramas por dia de verduras frescas, de várias cores, porque quanto maior o número de cores, mais colorido o nosso prato, maior o número de nutrientes, vitaminas e minerais, que são também importantes e que devemos variar. O consumo destes vegetais está associado ao aumento da esperança de vida e a redução de várias doenças crónicas, entre elas o cancro. Tem o efeito protetor de cancro. Claro que este efeito também pode ser reduzido pelos químicos que podem ser às vezes associados aos vegetais, a forma de os tratar.
Temos também as frutas. As frutas têm poucos hidratos de carbono, essencialmente é a frutose, que é um hidrato de carbono simples, comparativamente aos cereais ou às leguminosas, poucas proteínas, não têm gordura, exceto a azeitona, o coco e o abacate, que têm gordura saudável e que mesmo assim deve ser ingerida de forma equilibrada, não em excesso. Têm muita fibra e fitocompostos, também antioxidantes, e grande fonte também de vitaminas e minerais. Claro que, como os vegetais devem ser consumidos preferencialmente frescos, pode ser ingerida também em forma desidratada, em batidos, em sumos, e evitar aquelas preparações de fruta que nós dizemos, vou comer fruta porque comi pão, ou comi fruta porque comi pão com compota.
Aí já tem o açúcar associado. Já estragou tudo. Deve-se evitar ao máximo, não é? Portanto, o mais natural possível. Aumenta a esperança de vida e reduz o cancro, como já vimos. Depois temos os frutos secos, também conhecidos, eu acho que em Portugal também são usados, alguns mais recentemente que não existiam, mas essencialmente as nozes, a castanha de caju, amendoins, amêndoas, avelãs, pistachos, pinhões, castanhas. E temos também sementes que são importantes, sésamos, girassol, chia, linhaça, abóbora, papoilha, por aí fora, que também são importantes em fibra, proteínas, gorduras saudáveis, mono e poliinsaturadas, não tem colesterol e devemos comer cerca de 30 gramas por dia, ou seja, uma mão cheia, não mais que isso.
Um punhado, não é? Sim, porque em excesso é gordura a mais e também já não é saudável. Eu retive uma má notícia e uma boa notícia. Diz. A má notícia é que eu estava à espera que tu disseste. Existe um alimento X e Y milagroso para nos ajudar a prevenir o cancro. Mas é uma boa notícia. Mas também é uma boa notícia porque é um leque largado de alimentos, um grupo muito grande de alimentos, não é apenas uma opção ou duas opções, mas pelo outro lado temos, eu diria, basta ter uma alimentação saudável para nós já termos os alimentos que precisamos para prevenir o cancro. que também, como estava a dizer, são boas notícias. É verdade. E já que estamos a falar de boas notícias, para si especialmente, que nos está a ver e a ouvir neste momento, vamos também ter uma má notícia e uma boa notícia.
A má notícia é que vamos fazer o intervalo, mas são apenas alguns segundinhos. A boa notícia é que já a seguir eu tenho uma oferta para si. TV Novo Tempo, o canal da saúde. O canal da esperança. Como lhe disse, a promessa está cumprida. Foram apenas alguns segundos. A oferta que tenho para si, para além de lhe trazer muitas dicas práticas de como ter uma alimentação saudável, um dos assuntos do nosso programa de hoje, também tem um capítulo especial dedicado à preparação saudável dos alimentos. quais e como. Tudo aqui e é totalmente gratuita. Para além disso, também, este Guia de Estudo Máquina Humana tem um conjunto de textos bíblicos onde mostram a vontade de Deus para esta máquina, a que ele chama Máquina Humana.
Ele que foi o Criador sabe como ninguém o que devemos fazer para cuidar dela. E como disse, é totalmente gratuita. Basta enviar-nos uma mensagem para o 933 939291, 933939291, e depois entraremos a contacto consigo para lhe fazer chegar este guia de estudo, esta revista, a
casa pelo correio. Cláudia, Por um lado, trouxeste-nos bastantes alimentos que nos favorecem, nos ajudam a prevenir o cancro. Mas também, cada vez mais, há estudos científicos que nos mostram e comprovam que há determinados alimentos e grupos de alimentos que aumentam o risco de podermos ter e surgir cancro. Que alimentos, bichos, papão, são esses que nós devemos afastar da nossa alimentação? Temos, para começar, a carne em geral, que vou dividir aqui de duas formas, pela forma como é processada. Temos a carne fumada, salgada, fermentada, que tem determinadas substâncias conservantes que são consideradas pelo OMS como claramente cancerígenos.
Ou seja, já vimos que não é só o alimento em si, mas a forma como também se é preparado. Sim. E, essencialmente, este tipo de carne promove o desenvolvimento de câncer, de alguns tipos de câncer, nomeadamente cólon, reto, que são dos mais frequentes no nosso país, como já vimos noutro programa, e do estômago também. Sobretudo, as carnes fumadas estão muito associadas ao câncer do estômago. A carne fresca encontra-se no grupo 2 da classificação de substâncias cancerígenas da OMS, que é provavelmente cancerígena. Porquê? A carne ao chegar ao nosso intestino, em contacto com a nossa flora intestinal, vai produzir substâncias que são tóxicas para o nosso código genético. promovem, favorece o desenvolvimento de cancro do cólono.
O que é isso de carnes frescas? Carne em geral que não seja processada, por exemplo um bife, um hambúrguer, carne picada. E promove essencialmente também o do cólono e do recto, do estômago e da próstata. Estas carnes mais frescas. Teríamos que falar do açúcar, porque as pessoas em geral acham que consumir mais açúcar desenvolve mais o cancro. A célula cancerígena em si, como já vimos, precisa de muita energia porque replica rapidamente. Pode não ajudar a favorecer, mas pelo menos alimenta-o. Exatamente. Ou seja, não existe uma associação direta entre o consumo de açúcar e o desenvolvimento de cancro. à exceção do colorectal. Mas, indiretamente, vou dar um exemplo.
Obesos e diabéticos tipo 2, de uma forma geral, têm mais resistência à insulina. Isto leva a níveis mais elevados de glicose, de açúcar. Aumenta a produção de insulina porque o corpo é resistente à insulina. Maior quantidade de insulina, há maior proliferação de células. Este ambiente todo no nosso organismo favorece o desenvolvimento de cancro. Vemos aqui que, indiretamente, o açúcar tem um papel importante no desenvolvimento de cancro. Ou seja, não é um alimento favorecedor, deve ser evitado sempre na prevenção e quem tem cancro e está a tentar tratar ou evitar a sua recidiva. Outro alimento que tem aqui gerado muitos estudos nas suas genes de câncer é o leite.
Não há relação comprovada com o cancro em geral nem com o desenvolvimento do processo carcinogénese, mas está associado essencialmente a um tipo de tumor, o cancro da próstata. O leite, quando falamos de leite, leite vaca. De alimentos favorecedores, não há dúvida que há um que é considerado alimento, mas não é bem alimento, classificado pela OMS como agente de cancerismo, que é o álcool. E quando falamos do álcool, falamos de todas as bebidas alcoólicas. E ele é responsável por oito tipos de cancro na sua origem. Não como único, mas um dos principais. Do fígado, que é o nome do que as pessoas mais associam ao cancro, do fígado álcool, mas também do pâncreas, do cólon, do esófago, da mama, da boca, da faringe e da laringe.
Todos estes associados na sua origem ao álcool. Claro que o risco de cancro associado ao álcool aumenta exponencialmente se for associado ao tabaco, se a pessoa fumar. E se tiver um tipo de alimentação também não saudável. Ou seja, temos aqui um verdadeiro cocktail. Por isso se explica porque é que o cancro neste momento é um problema tão grave a nível mundial. Claro, Portugal não é exceção. O problema de saúde pública mundial cada vez existe com mais prevalência. Exatamente. Porque temos um estilo de vida desregrado, comemos mal e ainda existem esses vícios que vêm multiplicar todos esses problemas. É. E em termos de diferenciação de bebida alcoólica, não existe. Tem álcool, é bebida alcoólica, em termos de maior risco de cancro.
E não há um nível seguro de ingestão do álcool para evitar o cancro. O único nível seguro é zero. Como o tabaco, igualmente. Exatamente. É não ingerir. Muito bem. Por fim, vamos falar de alimentos anti-câncer.
Isto é muito bom, sobretudo para quem já sofreu, eu diria, a trágica notícia de perceber que está a lidar com este flagelo. Também saber que há alimentos que ajudam no seu tratamento Na evolução da doença, eu diria que é uma forma, eu diria, gente, permite-me a minha brincadeira, uma forma muito fácil de decorar. Estou a bocado de falar nas cores. Eu diria, se olharmos para as frutas e para os vegetais, legumes vegetais, se for vermelho, se é amarelo, se é laranja, sabemos que é um alimento muito bom para nos ajudar. Estou a brincar, estou a dizer de uma forma muito simplista. Sim, sim. Mas é muito próximo disto, não é? É, é, é. É um bocadinho. Sabe-se que alguns tipos de alimentos, realmente, pelas suas características, pela sua constituição, ajudam a prevenir, entre elas são as crucíferas.
As crucíferas são todos aqueles alimentos que na sua superfície, daí vem o nome, têm o formato de cruz, em termos de fibras. As couves, em geral, onde se inclui os vários tipos de couve, os bróculos, a couve galega, a couve de Bruxelas, a rúcula, a couve-flor, repolho, couve chinesa, agrião. Eles têm anticancerígenos, têm o efeito protetor do câncer, sobretudo da bexiga e do pulmão. Portanto, couvinhas de várias cores. Até pode ser a couve roxa, também é uma crucífera. E um aspecto que eu achei interessante é as maçãs. As maçãs, e nós conhecemos vários ditados que dizem que comer uma maçã por dia é bom, não é? Mantenha o médico longe. Menos para os médicos que mantêm os médicos longe. Exatamente. Diz que elas favorecem as enzimas hepáticas de desintoxicação e têm uma ação protetora contra o fumo do tabaco.
Portanto, maçã. Nós temos vários tipos em Portugal. Pode ser verde, pode ser amarela, pode ser vermelha. Maçã. Maçãzinha. E não é das frutas mais caras. Temos opções económicas. Uma maçã, essencial. E como tu já disseste, as cores são importantes. Temos vegetais amarelos, laranja e vermelhos, em que as cores é dado pelos betacarotenos que elas têm na sua constituição. Temos a sonora, o damasco, abóbora, melão, o espinafre também faz parte deste grupo. São importantes não só pelo seu conteúdo vitamínico para a nossa visão, para o sistema imunitário, mas também têm propriedades anti-cancerígenas. Não esquecer também substâncias anti-cancro como ômega 3, que é um tipo de gordura saudável, e boas fontes de Ômega 3.
De origem animal nós temos o óleo de figa de peixe, do salmão, por exemplo, e temos hortícolas de cor escura, os bróculos, os espinafres, e temos também óleos de sementes de linhaça, a linhaça moída, as nozes, o óleo de soja, o óleo de milho. Eles têm um efeito não só anti-cancerismo, tudo o que é Ômega 3, mas também anti-inflamatório. Claro que teria que falar também nos sumos e nos batidos. Porquê? Porque é uma forma de nós, num copo, numa dose, condensarmos esses antioxidantes. É uma forma realmente de consumir maior quantidade, numa só dose, dessas substâncias antioxidantes e protetoras naturais.
Vantagens relativamente aos vegetais ou aos frutos sólidos. mais fáceis de tomar, maior quantidade de substâncias ativas contra o cancro, como já falámos, numa só dose, e permitem tomar os alimentos crus sem ser processados e no seu estado natural também, ao fazermos estes sumos. Desculpa, mas tem a desvantagem para já das fibras, que são também importantes. Sim, não deve ser só isto. Por exemplo, podemos nas pessoas que estão a tratar o cancro, seja com química, com rádio ou que tenham feito cirurgia, uma vez, duas vezes por dia, mas também comer as frutas no seu estado natural com as fibras. Portanto, não substitui. Exatamente, não substitui. É uma outra forma, se me permites a expressão, de dar um shot de vitaminas, minerais e substâncias antioxidantes e anticancerígenas, uma dose maior.
Até poder fazer algum tipo de mistura que, de uma forma normal, não se podia fazer. Por exemplo... Um vegetal e uma fruta. Uma fruta, como a couve, a maçã, por exemplo, que se pode beber junto. Dificilmente se come uma cor crua, não é? E uma maçã a seguir.
Com esse cocktail é possível, e estamos a fazer realmente, vou usar a tua expressão, um shot, enfim, para favorecer o cancro. Vimos claramente que... Estamos a falar, Cláudia, de algo muito simples e estamos a falar quais a generalidade da alimentação que comumente conhecemos como saudável, o que mostra que o vegetarianismo não é apenas uma moda. Percebemos claramente os benefícios que tem um tipo de alimentação, mas isso também pode implicar, desde logo por aquilo que nos disseste, que pequenas alterações no dia-a-dia e até de uma forma progressiva podem já ter um impacto muito grande na nossa vida. Claro que sim. Infelizmente, nós em Portugal estamos a mudar os nossos hábitos de bem para pior.
Como tu já referiste há pouco, nós tínhamos uma dieta relativamente saudável, a chamada dieta mediterrâneca, rica em leguminosas, em vegetais e em frutas. mas estamos a copiar um bocadinho as dietas ocidentais com o fast food e o junk food, que são essencialmente comidas mais processadas, enlatadas, perdem-se os vegetais, perdem-se as frutas, e tudo isso favorece realmente não só o diabetes, a obesidade, o aumento do colesterol, as doenças cardiovasculares, mas também o cancro, esse tipo de alimentos. Portanto, importante ingerir os alimentos na sua forma mais natural possível, destes grupos alimentares que falámos todos, evitar o excesso de sal, atenção, já vimos o sal em excesso também é prejudicial, falámos do exemplo das carnes salgadas, e mais sal, mais retenção de líquidos, aumenta a tensão arterial, sal nos alimentos em excesso está associado muitas vezes à bactéria no estômago, helicobacter pylori, que também é favorecedor de cancro do estômago, e, como tu disseste, ter a ver com escolhas que fazemos no dia-a-dia.
É uma questão de escolhemos o mais saudável para nós. Muito bem. Obrigado, Cláudia, mais uma vez. Para quem está desse lado, nós temos uma oferta muito especial para si, o Guia de Estudo à Máquina Humana, que certamente, por exemplo, o vai ajudar a fazer essas escolhas. Hoje falámos também de alimentos que nos ajudam a curar o cancro, por exemplo, a não evoluir a doença ou a retardar a evolução dessa doença. Sabia que nesta revista vai encontrar precisamente uma lição que fala sobre oito remédios naturais. É esse mesmo, eu não estou a brincar, é mesmo assim. São oito remédios naturais que tem ao seu dispor. Só basta saber quais são e como pode usá-los.
A alimentação saudável, claro, é um deles, mas o descanso, o sol, está a ver, são apenas coisas muito simples. Para receber totalmente gratuito este guia de estudo, basta enviar-nos uma mensagem para o 933 939291, depois entraremos em contato consigo para que lhe possamos enviar para casa pelo correio. Queremos muito que tenha um estilo de vida mais saudável. Ao fechar, lembrar que este programa, bem como todos os outros que já fizemos no passado, estão disponíveis quer no site da Rádio, em radiorcds.novotempo.pt, quer também no YouTube da Novo Tempo Portugal. Foi um prazer estar na sua companhia. Marcamos encontro no próximo Médico de Família. Não falte a sua consulta. Já está marcada.