Mais uma vez é um prazer estar na sua companhia para lhe trazer mais um médico de família. Eu não vou dizer já qual é o assunto do nosso programa de hoje, mas posso dizer várias coisas. praticamente era desconhecida, esta doença. Mesmo assim conhece-se não muito. Hoje em dia a maior parte das pessoas não sabem ainda que ela existe e sobretudo ela acontece nas senhoras e é visto como sendo um fenómeno normal. Ainda não sabe o que é que eu estou a falar? Pois bem, vamos ficar a saber já já a seguir. Quem nos vai trazer todo este assunto e falar sobre isto é a doutora Diana Lascas mais uma vez. Diana, bem-vinda. Obrigada. Uma doença do endometrio, endometriose, pouco conhecida, conhecida recentemente, durante muito tempo foi desvalorizada, e eu até diria, hoje continua a ter um diagnóstico, enfim, corrijam-me se eu estiver errado, muito tardio, porque maior parte das senhoras, das mulheres, esta é uma doença que acontece nas mulheres, já vamos perceber porquê, Olham para ela como algo normal, ou que até pode estar associada à idade, e por aí fora, em menopausa.
Para já falam-nos um pouquinho do que é, para nós percebemos porque é que há tanta confusão à volta da endometriose. É endometriose. É uma doença das mulheres, porque só elas é que têm o outro, com o endométrio. Já vamos perceber melhor depois, mas isto para dizer que nas mulheres a dor sempre foi muito aceitável. Que ela acontece. Ter dor. Ter dor é normal. Tens que passar por isso. Faz parte. A dor da endometriose acontece mais relacionada com o ciclo menstrual e, portanto, como a menstruação é algo natural das mulheres, o ter dor na menstruação também era normal. É normal. Muitas pessoas acham que é normal durante a menstruação.
Sofre, quer, é o que viesse para aqui para fazer, para o mundo, viesse ao mundo para sofrer, portanto sofre e aguenta. Outros tipos de ciclo menstrual também é normal em muitas mulheres. Outras são mais certinhas, mas noutras são muito irregulares e portanto se isso acontece é normal mais uma vez. Todo o ciclo menstrual é regulado por hormonas. E as hormonas funcionam bem, o ciclo funciona bem. Se as hormonas não funcionam bem, o ciclo funciona mal. Portanto, e a dor de endometriose está muito relacionada com este ciclo. Mas, e começo logo a dizer que a dor relacionada com a menstruação pode ser normal, a dor incapacitante não é. Uma dor que impede a pessoa de ir à escola, que impede a pessoa de ir trabalhar, que impede a pessoa de ter qualidade de vida, de fazer a sua vida habitual, não é normal.
E isto é algo que apenas recentemente é que se começou a falar mais. porque as mulheres antigamente tinham estas dores que limitavam naquelas fases do ciclo e a solução era essa, era aguentar, era tomar os medicamentos para as dores e pronto, e vai aguentando assim a vida toda. Mas Odina, não é só em caso de dor, não é? Ou seja, mesmo a própria menstruação em si... A alteração do ciclo. Se ela for demasiado incapacitante, ela tem que ser olhada também como uma doença, como um problema. Claro que sim. Não é só se tiver dor. Tudo que é incapacitante ou fora do habitual deve ser visto, porque pode ter um problema por trás. Nós podemos pensar que a menstruação é normal e comum, mas se ela for muito abundante e constante, ela é bastante perturbadora e incapacitante, portanto tem que ser tratada, não é?
Claro, claro que isso sim. que Por a comunidade médica passou a olhar para isso com outros olhos. Claro que sim. Eu posso me atravessar aqui um bocadinho no que vou dizer, mas eu acho que acabou por se olhar mais para estes problemas quando as mulheres começaram a entrar mais na medicina. Porque, é verdade, as mulheres é que conseguiam perceber efetivamente o que é que sofriam e qual era aquela dor. Porque por muito que nós sejamos empáticos, nós não temos noção do que é que a pessoa está a sofrer. Podemos tentar imaginar, mas a dor só a pessoa é que sente. Por isso é que nós dizemos que a dor é subjetiva. Eu não tenho forma de medir a dor da outra pessoa.
Por isso, quando as mulheres começam a entrar mais no campo da medicina, começam a dizer, espera lá, mas isto não é normal, tem que haver aqui alguma coisa por trás. Claro que sempre houve estudos e sempre houve muita investigação por trás.
E a própria inteligência foi evoluindo. Exatamente. Hoje em dia olhar para uma menstruação abundante durante 3, 4 semanas e às vezes mais, não pode ser considerado normal. Claro que sim. Então falamos lá um pouquinho do que é o endométrio e de onde é que vem a endometriose. Portanto, o endométrio é um tecido, é a parte dentro do útero. O útero é um órgão com a apertura embaixo, duas em cima, portanto é assim uma forma quase redondada e oco por dentro. Portanto, a parte de dentro é que se chama o endométrio, como se fosse a pele de dentro. E quando, todos os meses, esse endométrio vai aumentar, vai engrossar para receber uma possível gravidez.
Quando não há gravidez, tudo aquilo que foi criado, aquela almoçadinha que foi criada ali, vai sair pela menstruação. Vai rebentar os vasos, daí o sangue, e vai sair todo aquele tecido extra. Portanto, este é o funcionamento normal. Na endometriose, o que é que acontece? Há bocadinhos deste tecido semelhante ao endométrio, mas que estão fora do utero. Estão implantados noutros tecidos, noutros órgãos até. Portanto, eles podem estar nos ovários, nas trompas, que é logo ali perto do utero. mas também podem estar no intestino, na bexiga, atrás do útero, na cavidade abdominal. Portanto, estes bocadinhos de endométrio que estão fora do útero, que estão noutros órgãos, vão funcionar também eles regulados pelas mesmas hormonas do ciclo menstrual.
Portanto, estes bocadinhos de endométrio vão ter o mesmo comportamento do endométrio que está no seu local habitual, no útero. Portanto, sempre que há o momento da menstruação, este tecido também vai passar pelas mesmas alterações. Só que, ao contrário do útero, vai provocar, eu diria, inflamações nos próprios tecidos, não é? precisamente porque não é suposto no intestino haver um bocado de endométrio. Portanto, se aquele endométrio está numa fase mais ativa, em que está a multiplicar-se e depois vai evoluir, antes que essa evolução aconteça, o corpo vai perceber, se está aqui um bocado, que não é suposto estar aqui no intestino.
Então, vai haver uma resposta inflamatória. Uma resposta inflamatória, sempre quando o corpo percebe que alguma coisa não está bem e manda para lá as células do sistema imunitário para atuar, para eliminar aquele corpo estranho, aquela situação que não devia estar a ocorrer. Portanto, quando aquele endométrio que está fora do útero está a passar por aquele período proliferativo, o corpo vai enviar para lá as células inflamatórias e vai causar a reação inflamatória. Portanto, uma reação inflamatória repetidamente em tecidos que não é suposto, que é suposto estarem saudáveis, vai causar esta dor, este desconforto e até outras alterações conforme o órgão em que está.
Há um fenómeno ainda mais interessante ou estranho que é a ligação entre órgãos chamadas pontes, é isso? quando o tecido faz ligação entre os órgãos e causa a inflamação em ambos, não é? Sim, sempre que há inflamação, a resposta inflamatória vai-se proceder, ou seja, depois da resposta inflamatória vai haver a cura. Quando há cura, esses tecidos, essas células que foram para lá atuar, vão se transformar em fibrose. E aí, se a inflamação estava aqui e ao lado estava outro órgão, e isto aqui esteve a proliferar, vai acabar por colar, vai criar aderências, vai colar uma parte à outra. É a mesma coisa, por exemplo, uma mulher que teve que ser operada de barriga aberta, como se fosse dizer, para tirar o útero, esteve ali a barriga aberta, as pessoas a mexer, os cirurgiões a mexer, a cortar aqui, a cortar ali, a colar ali, a cozer.
Quando, anos depois, aquela barriga vai ter essas aderências também. Ou seja, sempre que houve algum ato lesivo, quer tenha sido o próprio corpo ou externo, vai causar uma resposta curativa que é a criação da fibrose. E isso vai criar aderências, as pontes uns órgãos aos outros. Porque também eles vão causar problemas. Sendo que muitas vezes o que acontece é que, com o passar do tempo, sobretudo se não for identificada a doença, se não for identificada o problema, é que muitas vezes a dor é progressiva, ela vai aumentando com o tempo. Sim, porque esta inflamação crónica, ou seja, esta inflamação repetida naqueles tecidos, vai fazer com que cada vez, em cada ciclo que acontece, a resposta seja ainda maior.
Porque já há uma certa memória imunológica para aquela lesão. E como ela acontece cronicamente? Cada vez mais o corpo vai reagir de uma forma mais exacerbada. Portanto, essa dor vai tender a aumentar. Até pelos órgãos que já mencionaste, ela pode afetar várias coisas, não é? Sim, afeta. Lá está, depende de onde está implantado. Se há tecido, se há endométrio apenas no intestino, a mulher vai ter queixas só mais apenas no intestino. Se está mais na pexiga, vai afetar mais a pexiga. E isto tudo vai acabar por afetar, de uma forma geral, o sono e o humor da pessoa, ou seja, a pessoa vai se sentir melhor, mais bem disposta se não tiveres esta dor constante e vai começar a sentir-se, se calhar, até um bocado deprimida de ter a sua vida constantemente limitada, todos os meses, com dores mais intensas, com uma limitação cada vez maior.
Sendo que, como vimos logo no princípio, Muitas mulheres olham para isto até com
alguma normalidade. Acreditamos que é uma doença subdiagnosticada. Mas, mesmo assim, ainda é muito prevalente. Ainda acontece com muitas mulheres, não é? Mesmo assim, 10% das mulheres férteis. É muito. É bastante. Sendo que... Tem tratamento, vamos querer falar sobre isso também mais à frente, mas achas que é por muitas mulheres olharem para isso com alguma naturalidade que ela demora tanto tempo a ser diagnosticada? Era o que falávamos no início. Historicamente, a dor da mulher sempre foi normalizada. Em muitos países, o tempo médio entre os primeiros sintomas da mulher e o diagnóstico vão alguns anos. A mulher é capaz de sofrer muitos anos, fases avançadas em que há mais implantações de endométrio.
e com sintomas muito mais difíceis de controlar, porque se nós sabemos que uma dor é mais facilmente controlada, se começarmos a fazer a medicação logo no início da dor, se deixarmos esta dor avançar, os medicamentos não vão ser tão eficazes nesta dor que é crónica e que vai estar ali há anos, vai ser muito mais difícil da mulher controlar estes sintomas, mas infelizmente na mulher tem sido assim. Aguenta? Masturação é normal, então doer é normal. Sendo que todos nós conhecemos, certamente tu conheces, quem nos está a ver e a ouvir também, meninas, digo meninas porque desde as suas primeiras masturações passam a ter dores horríveis, até muitas vezes insuportáveis.
Ou seja, há mulheres que em todo o seu processo e todo o seu ciclo menstrual as dores são muito intensas. o que depois também naturalmente percebemos que estas dores intensas agora do problema e da doença possam ser reconhecidas como aquilo que eu sempre tive. A questão é que muitas vezes são tão intensas que dão vómitos, entre outros sintomas, não é? Sim, sim. Há outras coisas associadas a essas próprias dores. Mas a questão é que muitas vezes acontece essa dor fora da menstruação e aí já deve Sim, aí já é quando a mulher percebe que afinal não é bem normal, porque realmente, e referiste-se bem, na adolescência, ou seja, nas primeiras menstruações, aí sim é mais habitual a dor ser um bocadinho mais intensa.
Mais intensa não só por causa da grande atividade do corpo e das hormonas no início das menstruações na menarca, mas também porque as jovenzinhas não têm tanta capacidade para lidar com a dor. Agora, o problema é quando essa dor se perpetua. Porque se a gente diz, ah, mas não se preocupe, isto é normal nas primeiras vezes, é porque realmente, aí sim, a maior parte das mulheres depois aquilo diminui bastante, passado poucos ciclos. No início é normal e a adolescente não está muito habituada a ter aquelas dores, sente tudo muito intensamente. mas não é habitual se se perpetuar pela vida adulta.
E quando sai do ciclo menstrual, aí sim já a mulher procura ajuda, porque afinal isto não é só as dores menstruais, eu também estou a ter estas dores fora do ciclo. Mas aí já há doença, já lá está há muito tempo. Vamos continuar a falar sobre isto já já a seguir, para já vamos fazer uma pequenina pausa, apenas dois minutinhos e a seguir voltamos com uma oferta muito especial para si. Até já. TV Novo Tempo, o canal da saúde, o canal da esperança. Estamos de volta para a segunda parte. Como lhe disse, foram apenas breves minutinhos e, como tinha prometido, temos a oferta para si, a guia de estudo à origem de tudo.
Perceber quem somos, de onde viemos, é fundamental para saber também quem somos. Este guia de estudo foi preparado por Michelson Bojos, que preparou este Guia de Estudo exatamente para nos trazer uma visão criacionista do ser humano. Este Guia de Estudo é totalmente gratuito. Ele está disponível apenas à distância do SMS. Basta enviar-nos uma mensagem para o 933 939291 a dizer a origem de tudo, que é para sabermos que é este Guia de Estudo a que se refere. e depois nós mesmos o faremos chegar gratuitamente a sua casa pelo correio. Hoje temos mais uma vez a Dra.
Diana Lascas conosco, estamos a falar de endometriose e nesta segunda parte eu gostaria de falar de algo que certamente já está na mente de muitas das mulheres que nos estão a ouvir. Qual é a relação entre este problema e a fertilidade? Realmente tem havido uma relação bastante grande em que há uma maior dificuldade das mulheres engravidarem, mas importa referir e reforçar de que muitas mulheres com endometriose conseguem engravidar, portanto não significa que não o consigam. E se me permites voltar aqui um bocadinho atrás, falávamos na dor fora da menstruação, mas também há uma situação que geralmente leva as mulheres a procurar ajuda e que só mais recentemente é que ficou mais associado a endometriose, que é a sensação de distensão abdominal, ou seja, da mulher sentir a barriga inchada.
Porque isso também é um sintoma que geralmente é mais relativizado, pode ser mais por causa da parte intestinal. Mas também é associado ao cansaço, não é? Também, também. Aquela mulher que já tem as suas dores incapacitantes. que já é muito complicado durante os ciclos. Fora dos ciclos começa a ter dor e nas mesmas alturas tem uma distensão abdominal, uma fraqueza, um cansaço. Atualmente isso desperta-nos mais para a endometriose. Sendo que lá está, são sintomas que muitas vezes acontecem também no período menstrual. Precisamente. Esse é que é o problema, não é? Ou seja, no momento em que eu passo a ter uma hemorragia maior do que o normal, mais prolongada no tempo, é um alerta, eu diria, visível.
Sim, sim. Notório, visível. No entanto, como tu estavas a dizer, são pequeninos sintomas que podem ser lá está. Por isso é que é tão tardio que é diagnosticado. Mas não custa nada numa visita normal ao médico de famílias. Olha, eu sinto isto... Porque faz-se ali um examezinho, faz-se ali um... E tenta-se perceber, não é? Porque o diagnóstico de endometriose faz... principalmente pela história clínica. Portanto, é muito importante esta conversa, é muito importante falar sobre estes pormenores, se sente mesmo e a mulher perceber mesmo. Será que é só durante a menstruação? Pode haver fora da menstruação, mas claramente na menstruação a dor é a mesma, mas é mais intensa. Ou seja, o fato da dor ser a mesma também tem uma certa relação.
Porque diz, já não, eu tenho dor fora da menstruação. Mas a dor não é igual. Tem características completamente diferentes. Então aqui podemos estar a falar de coisas diferentes. Mas, a melhor é perceber que tem o mesmo tipo de dor dentro e fora do ciclo. da menstruação, tem estes sintomas. É importante referir estes pormenores todos para que nós, deste lado, consigamos juntar as pecinhas todas do puzzle e aí sim pedir os exames necessários, pedir uma ecografia e, se necessário, até uma residência magnética. Essas ecografias narcológicas até podem ser feitas e pedidas de forma preventiva, ou seja, há aqui alguns sintomas, vamos lá tentar perceber se sim ou se não, e um médico de família normalmente poderá, dentro desse quadro que tu estás a dizer, ainda muito antes dos tais sintomas e deixar as coisas avançarem, fazer ali uma ecografia para perceber pelo menos se é ou se não é.
Não custa nada ir ao médico de família dizer, passa-se isto, estou com estes sintomas, vamos tentar descobrir o que é, não é? Quando tratamos, só rectificar aqui um pequeno termo, quando falamos da mulher vir porque já sente alguma coisa, já não estamos a fazer de forma preventiva, já estamos mesmo à procura de um diagnóstico. Pode ser efetivamente logo no início. A mulher não precisa de esperar ter sintomas mais intensos para ir procurar ajuda. O que eu estava a dizer é, quando eu sinto que aquilo que é o normal, enfim, os sintomas normais do ciclo menstrual possam já não ser tão normais, porque pode até não acontecer nada. Pois, precisamente. Uma mulher que vai avançando na idade, mais próxima da menopausa, vai ter mais ciclos irregulares, muitas vezes...
A irregularidade do ciclo acontece, mas não acontece associada a dores. associado a um aumento da menstruação. Por isso é que eu dizia, é importante todo e qualquer pronome. Porque ninguém conhece melhor o nosso corpo do que nós próprios. E isso é uma doença que não vai aparecer do nada aos 40 anos, às portas da menopausa. Portanto, a mulher ou foi suportando ao longo de muitos anos estes sintomas ou então já há muito tempo percebia que alguma coisa não estava bem. Mas imagina, uma mulher perto da menopausa, ela vai ter alterações. mesmo até mulheres que sempre foram regulares no seu ciclo menstrual, a determinada altura passam a ter ali alguma irregularidade e pode não ser nada, pode ser fruto precisamente da menopausa.
Podem até ter menstruações mais abundantes ou até a própria menstruação ser irregular dentro do próprio ciclo. Por isso é que eu estava a dizer, as coisas alteram tanto que pode levar a mulher a não procurar preventivamente o seu médico de família. Pois, mas é importante. É importante falar e ter essa abertura para que nós percebamos se há efetivamente sinais de alerta e prosseguir com a investigação. Uma ecografia é relativamente simples e inóqua e conseguimos logo descartar algumas situações. Eu sei que é ingrato a pergunta que te vou fazer, porque pode ser também multidisciplinária e de forma variada, mas vá lá, de uma forma mais genérica possível, como é que é o tratamento? Não existe uma única solução, é claro, dependendo da doença, dependendo de onde estão implantados o enométrio, o tratamento pode ser diferente, mas passa primeiramente por um tratamento hormonal.
Há formas de nós inibirmos a menstruação, portanto, às vezes pode passar por aí e a mulher já retoma ou melhora muito a sua qualidade de vida, mas, em algumas situações, pode ser necessário outro tipo de tratamentos médicos ou até mesmo
cirurgia. Muito bem. Para fechar, um último assunto, porque também é desvalorizado e se calhar eu diria que só mais recentemente é que se olha para isto com outros olhos, que é a relação, eu diria até direta, entre a endometriose e a saúde mental, eu diria o equilíbrio mental da mulher. Claro. É só tentarmos imaginar a ter dores intensas, ter alterações de ciclo, até quase incapacitantes mesmo, tal como a dor, mês após mês. e às vezes nem mês a mês, às vezes com uma prioridade ainda menor, ou mais frequente.
Portanto, acho que isto não haveria ninguém que não acabasse por se sentir minimamente afetado. quer a nível do amor, quer uma dor que não deixa a pessoa dormir, uma ansiedade extrema, depois pode também alterar os próprios relacionamentos com colegas, com o marido. Há tal desvalorização, Eva, que depois mesmo em contexto familiar ou profissional estes sintomas sejam desvalorizados. Sim, e o que muitas mulheres infelizmente referem, mulheres com endometriose, referem é ninguém acreditava em mim, ninguém me ouvia, ninguém acreditava que eu não estava bem, que alguma coisa não estava bem no meu corpo.
É mal feito. É, é mal feito e está constantemente com dores e não aguenta as dores. Portanto, isto é muito complicado, passar por uma doença que não se sabe qual é, até a pessoa ter o diagnóstico não se sabe qual é, e portanto até lá muita gente não acredita que a pessoa tem efetivamente algum problema. Apetece ficar em casa quando estás com as menstruações, Isto é mais a parte dos trabalhos. Uma pessoa que tem que faltar constantemente ao trabalho a cada mês é uma mulher que não aguenta com o seu período menstrual e prefere ficar em casa. A mulher a passar por isto constantemente no trabalho, em casa, até mesmo com os médicos, é difícil não ficar afetada.
Claro, e há tratamento, não é? Pode haver recidivas, mas há tratamento, enfim... Há formas de melhorar a qualidade de vida das pessoas. É isso mesmo. Diana, obrigado mais uma vez, sobretudo, enfim, por trazeres estes assuntos, sem tabus, é importante para cada um de nós conhecer todas estas coisas e conhecermos a nós mesmos, conhecer-se a si mesmo. É também por isso que a oferta que temos para si é o Guia de Estudo, a origem de tudo, de onde vimos. quem somos. Tudo isto é importante até, eu diria, para nós nos posicionarmos ideologicamente no mundo e muito mais, conhecendo o nosso organismo, conhecendo-nos a nós mesmos. É totalmente gratuito. Esta é uma oferta que temos para si. Basta enviar-nos uma mensagem para o 933 939291 a dizer a origem de tudo, para sabermos que é este guia de estudo a que se refere, depois nós mesmos entraremos em contacto consigo para o enviar gratuitamente para a sua casa.
No final ele tem um pequenino questionário que poderá responder e depois de responder pode também solicitar um certificado como tendo concluído este guia de estudo. É totalmente gratuito, como lhe indiquei. Este programa estará disponível em podcast em Radio RSS.pt e também no YouTube. da Novo Tempo Portugal. Ficamos também à sua espera. Se quiser sugerir um assunto para ser tratado aqui pelos nossos médicos, no consultório, no seu consultório da Novo Tempo Portugal, faça-nos chegar também a sua sugestão. Quem sabe, num próximo programa, falaremos sobre esse assunto, sobre essa doença. Mais uma vez, um grande abraço e até ao próximo programa, se Deus quiser.