Olá, seja muito bem-vindo e obrigado pela sua companhia aí desse lado. Estamos de regresso para mais um programa Fórum Bíblico e regressamos também com mais perguntas que nos vão chegando todas as semanas. Neste Fórum, já sabe, nós procuramos trazer sempre uma resposta para cada questão que nos é enviada sobre a Bíblia e hoje não será diferente. Na primeira parte deste programa, vamos responder a uma questão relacionada com o dia em que ocorreu um determinado acontecimento bíblico e, na segunda parte, nós vamos responder a uma outra pergunta, agora sobre a localização geográfica de um local também mencionado nas Escrituras. Fique connosco, não mude canal, não desliga o seu rádio, se estiver a ouvir pela rádio, para descobrir a que acontecimento e a que lugar mencionados na Bíblia se referem às perguntas que hoje vamos partilhar consigo aqui no Fórum Bíblico.
Para dar resposta a cada uma destas perguntas, está connosco o Teólogo Arturo Machado. Olá Arturo. Olá Marco. Muito obrigado pela sua disponibilidade, pela presença uma vez mais aqui no Fórum Bíblico e vamos então conhecer a primeira pergunta e perceber que
acontecimento foi esse que está mencionado na mesma. E a pergunta é a seguinte. Gostaria que me explicassem se em Josué 6, capítulo 6, Jericó foi tomado no dia de sábado. Muito bem, agradecemos também o envio desta pergunta, que nos pode ajudar a retomar o relato bíblico da conquista da cidade de Jericó e fazer justamente a alusão a esse acontecimento. Ora, o contexto desta pergunta situa-se no capítulo 6 do livro de Josué. O povo de Israel atravessou o seu período de 40 anos do deserto, chegaram às fronteiras da Terra Prometida e passaram o Rio Jordão. Esta passagem do Rio Jordão foi determinante para se poder iniciar a conquista daquele território. Foi também um momento marcante para os povos que já lá estavam, porque enquanto o povo de Israel se manteve A lá do Jordão, para lá do Jordão, não é?
As pessoas estavam apreensivas, mas não muito, digamos, preocupadas. A partir daí, sim. Aliás, o relato bíblico diz mesmo em Josué, no capítulo 5 e no versículo 1, o sucedeu que ouvindo todos os reis dos amorreus que habitavam desta banda do Jordão, ao Ocidente, e todos os reis dos cananeus que estavam ao pé do mar, que o Senhor tinha secado as águas do Jordão de diante dos filhos de Israel, até que passamos, derreteu-se-lhes o coração e não houve mais ânimo neles por causa dos filhos de Israel. E este estado de ânimo, ou melhor dizendo, de desânimo, foi também depois confirmado quando Josué, na preparação da conquista e da primeira cidade, que seria Jericó, começou a enviar espias para poderem verificar que tipo de defesas é que eles tinham, quais eram as dificuldades que o povo de Israel poderia encontrar, e esses espias ficaram a residir ali na casa de uma prostituta, que se chamava Rahab, e ela também lhes disse qual era realmente o estado de apreensão e até de medo dos próprios habitantes de Jericó.
E depois, no capítulo 6, nós temos então os preparativos para a conquista da cidade. E aí, nos versículos 13 e 4, está dito qual era a estratégia que iria ser seguida. Vós, pois, dizia Deus, todos os homens de guerra, rodeareis a cidade, cercando a cidade uma vez, assim fareis por seis dias. E sete sacerdotes levarão sete buzinas de chifre de carneiro diante da arca e, no sétimo dia, rodeareis a cidade sete vezes e os sacerdotes tocarão as buzinas. Há certos autores que, pela forma como o texto está, portanto, escrito, pensam que a conquista de Jericó se terá dado no dia de sábado, porque é feita uma menção de rodear a cidade seis dias e no sétimo dia é que se daria, então, propriamente dita, a queda da cidade de Jericó.
Na verdade, tal como nós iremos ver, as expressões em hebraico para seis dias e para sétimo dia, que nós encontramos no livro de Josué e que encontramos também, por exemplo, no capítulo 20 do livro do Êxodo, referente ao quarto mandamento, e no capítulo 31 também do livro do Êxodo, relativamente também ao mandamento do sábado, nós vamos ver que essas expressões são realmente idênticas. Podemos até reparar que, em ambos os textos, a expressão seis dias é dada pelo hebraico Shechet Yamim e a expressão sétimo dia é dada pelo hebraico Bahom Shebihi, no sétimo dia. E, portanto, nestes três textos, Júzio é seis, que descreve a conquista de Jericó e, portanto, o rodear da cidade durante esse período de tempo.
E o quarto mandamento e o êxodo 31, a expressão para seis dias e para sétimo dia é exatamente a mesma. Por exemplo, o êxodo capítulo 20, versículo 11 diz, porque em seis dias, ou seja, fez o Senhor os céus, a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia, ou seja, abençoa o Senhor o dia de sábado e o santo ficou. Em éso 31.15, esta expressão, sétimo dia, tem também como referente o dia de sábado, Yom HaShabbat. E, portanto, temos aqui as mesmas expressões para os mesmos Isto levou alguns autores a pensar que realmente esta expressão no sétimo dia, que se referia a quando o povo de Israel fizesse a volta da cidade durante sete vezes nesse sétimo dia, esse dia seria o sábado.
Porém, temos uma diferença entre o relato de Josué, o relato de Êxodo 20 e o relato de Êxodo 31. É que tanto em Êxodo 20 como em Êxodo 31, este sétimo dia tem um referente, que é o sábado, Em Josué 6 não nos aparece esse referente e, portanto, nós não sabemos a que é que corresponde esse sétimo dia. Se, na realidade, o povo de Israel começou no primeiro dia da semana a fazer o cerco, o processo do cerco da cidade de Jericó, não há dúvida alguma que o sétimo dia cairia num sábado. Mas se o povo de Israel começou no outro dia qualquer, então esse sétimo dia faria apenas parte do rodear da cidade, num dia qualquer, e o sétimo dia, que foi o dia em que a cidade caiu, seria...
Cronologicamente, o sétimo? Outro dia qualquer. Seria um domingo, uma segunda, uma terça, uma quarta, uma quinta ou uma sexta. Não importa que dia fosse, seria o sétimo dia consequente ao primeiro dia do início do cerco. E a verdade dos factos é que nós podemos ver isso na próxima afirmação, é que a expressão sétimo dia barreome shabihihi pode ser encontrada noutros contextos em que seguramente a referência pode acontecer tanto num sábado como em qualquer outro dia da semana. E nós vamos ver esses contextos. É, por exemplo, o caso da festa da Páscoa. Nós sabemos que a Páscoa, que comemora a libertação do povo israel do Egito, se dá no dia 14 de Nizã, pouco importa o dia do ano, de ano para ano vai sendo um dia diferente.
Quando nós chegamos ao livro de números, ao capítulo 28 e ao versículo 25, diz justamente nas regras para a celebração da Páscoa, dizia assim, e no sétimo dia, cá está a expressão, teréis tanta convocação, nenhuma obra servil fareis. Este sétimo dia, que está aqui descrito, portanto, no livro de números, funcionava como um feriado. E daí a expressão que não se poderia fazer nenhuma obra servi-lo. Na verdade era como se fosse um sábado de descanso, mas poderia ser qualquer dia da semana, porque era o dia em que coincidia com a celebração da festa da Páscoa. Mas esse dia podia acontecer em qualquer dia da semana, porque a festa da Páscoa, como eu mencionei, era um 14 de Nizã.
E esse dia, portanto, de ano para ano, ia se alterando no correspondente dia da semana. Assim, neste capítulo 31 de números, também, num contexto de guerra, e agora já nos aproximamos mais do contexto dos EUA, que é um contexto de guerra, é mencionado que alguns soldados que tinham participado no combate deveriam purificar as suas vestes antes de entrarem no acampamento. E números, capítulo 31, versículo 24, vai nos dizer o seguinte, também lavareis as vossas vestes ao sétimo dia.
E cá temos a mesma expressão, Bayom Shebi. Ao sétimo dia, vocês levarão os seus vestes e depois entrareis no arraial. Também aqui não há dúvida alguma que o sétimo dia poderia acontecer a qualquer dia da semana, dependendo do dia em que cessaram os combates. A partir do dia em que cessam os combates, os soldados que participaram nesses combates e que eventualmente teriam morto alguém, ficariam fora do arraial do povo de Deus e purificariam durante esses... passariam por rituais de purificação e só sete dias depois é que eles poderiam, portanto, entrar. Logo, a partir do contexto do capítulo 6 de Josué, não nos é verdadeiramente possível perceber quando é que calhou esse sétimo dia.
Ou seja, a que momento da semana, a que dia da semana é que veio a calhar esse Poderia ter sido ou não no sábado. Ou seja, os elementos que nós temos no texto não são suficientes porque não temos uma referência, não sabemos quando é que começou realmente esse circo. E como vimos, a expressão sétimo dia pode ser idêntica, usada noutros contextos, que mostram que realmente também a expressão só por si não significa dia de sábado. É preciso que ela esteja associada ou que tenha uma referência que nos permita
concluir logo, diretamente, que esse sétimo dia é realmente o sábado. E porquê que isto acontece? É que a palavra sete, no hebraico, significa plenitude ou perfeição. E, portanto, quando o povo de Israel chegava a esse sétimo dia do cerco da cidade de Jericó, eles ainda tinham que rodear a cidade, contrariamente aos outros dias todos, durante sete dias. Durante todo esse momento de cerco, eles não pronunciaram palavra. Só na última volta do sétimo dia é que Josué disse ao povo, gritai. E, portanto, rodear a cidade durante sete dias, e no sétimo dia rodeá-la sete vezes, queria dizer que eles estavam a completar a plenitude daquilo que Deus lhes tinha dado como orientações.
Porque a estratégia era de Deus, não é? A estratégia era de Deus. E, portanto, o cair da cidade não era de mão humana. era, digamos, por intervenção divina. O povo de Israel apenas estava ali para cumprir aquilo que foi a orientação de Deus. Muitos autores também pensam que, neste cerco, o sábado foi transgredido, quer o sétimo dia coincidisse com o sábado, quer qualquer um dos dias da semana. Mas, na verdade, nós temos que raciocinar no seguinte, o sábado É uma orientação de Deus. O cerco de Jericó também é. E, portanto, ambas são orientações de Deus. E se Deus pede ao seu povo, que num sábado vá rodear a cidade de Jericó, tenha sido esse sábado o último dia do cerco, ou um dos dias do cerco...
E terá que ter sido um dos dias. Pouco importa. Exatamente. Pouco importa. Porque, na verdade, de facto, o que importa é que o povo de Israel obedece a Deus. E, portanto, ele tanto obedece a Deus em qualquer dia, como o obedece no sétimo dia. E as duas orientações não se opunham nem na mente das pessoas, nem na mente do escritor que transcreveu, portanto, o livro de Josué. Não se trata, portanto, de uma transgressão, porque tanto o mandamento do Sábado quanto a ordem de cercar Jericó partiram do mesmo autor, isto é, é Deus quem diz para que esse cerco tenha, portanto, lugar.
Logo, nunca esteve em causa o espírito do descanso sabático. Bem pelo contrário, o povo de Israel, ao fazer o cerco da cidade de Jericó num dia de sábado, achou que estava a cumprir religiosamente com aquilo que era a vontade e o desejo divino. Muito bem. Ficou claro, respondido à primeira pergunta, e acho que ficou muito claro para a pessoa que gentilmente nos enviou a questão e que ficou esclarecido. Nós temos que ir para intervalo, mas antes de dar lugar agora a esta pausa, eu quero aproveitar para lhe falar do Guia de Estudo da Bíblia que hoje nós temos aqui no programa para lhe oferecer. É o Guia de Estudo da Bíblia intitulado Eu creio. E este manual é uma excelente ajuda, essencialmente para compreender de forma simples e orientada as verdades fundamentais da Bíblia e, acima de tudo, as suas implicações práticas.
No final de cada um dos temas que compõe este manual, vai poder encontrar, no fim de cada lição, um QR Code para o qual pode apontar a câmara do seu telemóvel e, dessa forma, poder aceder a uma videoaula que ajuda a explorar um pouquinho mais sobre o assunto em estudo. Para receber um exemplar em sua casa, é muito simples. Ele não tem nenhum custo para si e apenas precisa de nos enviar uma mensagem para o número 933-939291 a pedir o guia de estudo, eu creio. E depois, alguém da nossa equipa entrará em contato consigo para tratar do respectivo envio. É tempo agora sim de avançarmos para um curto intervalo. Nós regressamos já de seguida para a segunda parte e para responder à próxima pergunta que talvez seja a sua. Por isso, continue por aí.
TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança. Estamos de volta para a segunda parte do programa Fórum Bíblico e tal como anunciei logo no início deste programa, vamos agora responder uma pergunta sobre qual será a localização de um lugar mencionado logo no princípio da Bíblia. Talvez já percebeu de que lugar estou a falar. Mas antes de apresentar a próxima pergunta e sabermos que lugar é esse, quero relembrar que o principal objetivo deste programa é responder às suas questões sobre a Bíblia. Por isso, se por acaso tiver alguma dúvida ou quiseres classificar algum tema em particular, seja algo que o deixa confuso ou talvez um texto que considere mais difícil ou mais complexo, não hesite em enviar a sua pergunta, que pode enviar para o nosso e-mail, que é programas arroba novotempo.pt, ou então, se preferir, pode fazê-lo enviando uma mensagem para o número 933 939291.
Em qualquer um dos casos, nunca se esqueça de indicar o nome do programa, Fórum Bíblico, para que as suas questões depois sejam encaminhadas diretamente para nós. Vamos então conhecer a segunda pergunta e vamos descobrir que lugar é esse que é o objeto da pergunta. E a segunda pergunta do programa é É possível saber onde estava situado o Jardim do Éden? Ora, muito bem. Esta pergunta se situa-se no contexto de que, a um dado momento, o Livro de Génesis menciona um rio que saía, portanto, do Jardim do Éden e que se dividia em quatro braços, que davam, por sua vez, origem a quatro rios. E, na verdade, é isso que no capítulo 2 do Livro de Génesis, a partir do versículo 10, diz se dividia e se tornava em quatro braços.
O nome do primeiro é Pison, este é o que rodeia a terra de Havila onde há ouro, o ouro dessa terra é bom, ali há o bedélio e a pedra sardónica. O nome do segundo rio é Gion, é o rio que rodeia toda a terra de Cux. O nome do terceiro rio é Idkel, este é o que vai para a banda do oriente da Assíria. E o quarto rio é o Eufrate. Este Idkel tem sido muitas vezes associado também ao Ritigre. Portanto, temos aqui uma descrição... Em termos geográficos, não é? Exatamente, em termos geográficos. E Moisés, que é quem está a escrever o livro de Génesis, está a fazê-lo a partir do seu do seu tempo, do contexto geográfico em que ele se situa.
E, a partir desse contexto geográfico onde ele se situa, ele está-nos a dar indicações geográficas de onde estes rios estariam. eles partiriam, portanto, desse tal rio que banhava o Jardim do Éden e, portanto, a partir dali, temos quatro várias possibilidades. Mas a questão é justamente esta, é que quando Moisés está a descrever aquilo que, no seu tempo, para as pessoas poderem situar os rios e saberem que esses rios tinham tido origem num outro rio, É preciso saber que no tempo de Moisés, o Jardim do Éden já não existe. E também um outro fator, uma catástrofe de grandes dimensões, tinha atingido toda aquela região que foi o dilúvio.
Não somente aquela região, mas nós pensamos que o dilúvio terá sido um fenómeno global, um fenómeno que atingiu todo o planeta. E logo houve, portanto, aspectos geográficos que ficaram verdadeiramente alterados. e, portanto, não seria de estranhar que, portanto, o mencionar-se estes rios não conjugasse verdadeiramente com uma origem que, a seu tempo, no tempo do Jardim do Éden, era verdadeiramente conhecida. E, portanto, daí o que é que acontece? Os diversos comentadores, uma vez que o rio Pion e Guion desapareceram, cá está.
Nós não sabemos onde é que eles se situam. Temos, portanto, a menção do Euphrates e do tigre. Daí que alguns especialistas situam, por exemplo, o Jardim do Éden na região da Mesopotâmia Outros, como sabem, por exemplo, que o Eufrates tem a sua nascente na Arménia, se situa em um jardim do Éden na Arménia, outros na Arábia, outros até na Pérsia, mas há também alguns detalhes que levam alguns especialistas a optar inclusivamente pela terra de Canaã. E, portanto, temos aqui uma disparidade de posições quanto a uma possível localização do Jardim do Éden.
Pelo que nós teremos que dizer, por estas razões, os especialistas consideram que não é possível determinar a localização geográfica do Jardim do Éden com exatidão. Portanto, estamos a falar aqui com alguma exatidão. O relato de Génesis menciona a posição estratégica que estes rios realmente ocupavam. E essa posição estratégica prendia-se também, por exemplo, com a orientação da própria terra de Canaã. Por exemplo, os rios Tigre e Eufrate situavam-se a nordeste e, se pensarmos, que possivelmente, como alguns especialistas têm avançado, que a menção do rio Guion teria a ver com o rio Nilo, teríamos então o rio Nilo a sudoeste e teríamos aí delineada as fronteiras ideais da terra prometida a Abraão.
Porque no livro de Génesis, no capítulo 15 e no versículo 18, é dito que o Senhor fez um concerto com Abraão e lhe disse, à tua semente tenho dado esta terra, desde o rio do Egito, até ao rio Eufrates. Houve também quem sugerisse que esta menção destes dois rios, o Tigre e o Eufrates, delimitariam, portanto, esta esta posição das fronteiras da Terra Prometida para cima e das fronteiras do Egito e da Etiópia para baixo, uma vez que, como há essa associação de Guion com o Rio Nilo, há especialistas que associam que, por exemplo, a Etiópia e o Egito sempre foram associados em vários relatos bíblicos.
Ávila e Cux também são nomes que são mencionados neste relato bíblico, que menciona os rios Pion, Guion, Eufrates, e que aparecem também no relato bíblico associadas ao Egito e associados também à Etiópia. Mas há outras coisas interessantes que nós podemos verificar. Toda esta descrição do livro de Génesis, por exemplo, também configura com aquilo que mais tarde seria o santuário de Israel. E, embora nós não tínhamos tempo para ver todas as associações, por exemplo, o facto de o candelabro que estava no lugar santo do templo, ser em forma de árvore, o facto de se mencionar Corubins em ambos os textos, o facto de em ambos os textos haver a menção de água, a própria orientação do Jardim do Éden, que era ao oriente.
Tudo isso configura com uma associação entre o santuário israelita, que é posterior, e o jardim do Eden. Isto para dizer que o próprio jardim funcionava como uma espécie de santuário. Mas é interessante também perceber que a própria palavra Eden, evoca o prazer, ou seja, mais do que nos dar uma localização geográfica. O que o autor do livro de Génesis, ao descrever todos aqueles livros, nos está a dar, é que aquele era um lugar paradisíaco. Daí nós falarmos em termos de paraíso, muitas vezes, quando nos referimos ao capítulo 1 e ao capítulo 2 do livro de Génesis. E, aliás, essa função de paraíso vai ter, como é que nós podemos dizer, um paralelo nas próprias profecias do Antigo Testamento, que vão associar, muitas vezes, a Nova Terra justamente tendo como modelo a terra inicial da criação de Génesis 1 e 2.
E, portanto, toda esta associação deste rio que saía e que banhava, não há dúvida nenhuma que o Jardim do Éden teve uma posição geográfica nesta terra, Infelizmente desconhecemos qual, mas o relato pensamos que não estará ali para nos indicar qual era a posição geográfica, mas para nos indicar justamente a beleza, o prazer, a felicidade que era viver nesse local. E esses elementos são os que vão transitar depois para a descrição da nova terra que Deus irá criar de novo quando vier e, portanto, será justamente um novo Éden. Muito bem. Portanto, o Éden não é apenas um lugar perdido no passado, ele simboliza essa promessa viva de que Deus irá restaurar a sua criação, oferecer-nos, lá está, um novo começo e a vida eterna.
O nosso tempo está mesmo mesmo a terminar, mas eu queria dizer-lhe que falámos hoje do Jardim do Éden, que temas como a criação, a volta de Jesus, ou até o novo céu e a nova terra, são temas que são abordados precisamente no Guia de Estudo, eu creio, que hoje temos como oferta para si. O estudo destes temas, de todos os outros que estão contidos neste guia, é sem dúvida uma oportunidade que pode ter ao seu dispor para fortalecer a sua fé e encontrar esperança nestas promessas de um futuro glorioso junto ao nosso Criador. Este material, já sabe, é gratuito, pode ser seu hoje mesmo, bastando para isso enviar-nos uma mensagem para o número 933-939291 a pedir o guia de estudo Eu creio. O nosso tempo está mesmo a terminar, mas quero aproveitar os últimos segundos para lembrar que pode acompanhar este programa semanal na televisão, no canal 186 da MEU, ou então online no YouTube da Novo Tempo, ou então se ouve rádio e está na região de Lisboa, poderá ouvi-lo na frequência 91.2 FM.
Se perdeu algum dos programas anteriores ou se porventura gostava de rever a resposta a alguma pergunta que aqui já foi colocada e que foi respondida, não se preocupe, porque eles estão todos disponíveis em novotempo.pt. E assim, temos mesmo que chegar ao fim. deste nosso Fórum Bíblico. Obrigado pela sua companhia. Obrigado também a quem nos enviou as perguntas que hoje foram respondidas. E como a próxima pergunta merece igualmente uma resposta, nós estaremos de volta já na próxima semana. Até lá. Leia e estude a sua Bíblia. E se tiver dúvidas, já sabe, nós estamos aqui para o ajudar. Fique bem.
Neste episódio do Fórum Bíblico, respondemos a duas perguntas muito interessantes sobre a Bíblia.
📖 Jericó foi conquistada num sábado? A partir de Josué 6, analisamos o relato da queda de Jericó, o significado da expressão “sétimo dia” e a importância da obediência às orientações de Deus. Terá esse dia coincidido com o sábado? O texto bíblico permite uma resposta definitiva?
🌿 Onde ficava o Jardim do Éden? Em Génesis 2, a Bíblia menciona rios associados ao Éden, como o Tigre e o Eufrates. Mas será possível localizar hoje, com exatidão, esse lugar tão especial? Neste episódio, refletimos sobre o Éden como lugar real, símbolo de comunhão com Deus e promessa de restauração futura.
Um programa para quem deseja compreender melhor a Bíblia, aprofundar a fé e encontrar esperança nas Escrituras.
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