Nova Aliança na Epístola aos Hebreus

Nova Aliança na Epístola aos Hebreus

25 de Junho de 202626 min 56 s

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Olá, é um gosto recebê-lo novamente aqui no Fórum Bíblico. Não sei se nos está a acompanhar pela televisão, pelo YouTube, pela rádio ou então por qualquer outra plataforma, não importa o canal, o importante mesmo é que esteja desse lado para aprofundar o conhecimento sobre a Palavra de Deus. No programa de hoje vamos abordar uma questão que tem suscitado dúvidas e até alguma controvérsia entre aqueles que são os leitores da Bíblia sobre se afinal a chamada nova aliança veio substituir ou até anular completamente a anterior. E se assim for, que implicações é que isso terá para a lei de Deus, os 10 mandamentos? Para nos ajudar a compreender este tema, contamos, novamente, com a presença do teólogo Arturo Machado, que nos irá guiar, certamente, numa análise clara, sempre fundamentada, deste assunto e, dessa forma, responder às questões que hoje temos colocadas.

Por isso, fique connosco. Quem sabe se aquilo que vamos abordar no programa de hoje não poderá ajudar na forma como compreende toda a mensagem bíblica. Olá, Arthur. Olá, Marcos. Obrigado uma vez mais pela sua presença e vamos então conhecer a primeira

O significado da aliança

pergunta hoje do nosso Fórum Bíblico, e que é a seguinte. A nova aliança mencionada na Epístola aos Hebreus invalidou a aliança anterior? E se sim, será que por isso os 10 mandamentos já não estão em vigor? Esta é uma boa pergunta que nos vai permitir trabalhar dois assuntos. O primeiro é que a Bíblia tem um princípio que é o princípio da não-contradição. Isto é, Deus não pode dizer uma coisa de um lado e dizer o seu oposto. Já o iniciámos várias vezes. Portanto, isso é fundamental. O segundo é perceber que, muitas vezes, e isso aparece na Bíblia com frequência, o que existe é uma relação de alguns aspectos que prefiguravam, que antecipavam aquilo que viria a ser a obra e o ministério de Jesus Cristo.

De uma vez Jesus Cristo tendo vindo à Terra, esses aspectos já não teriam mais sentido em continuar. Eles foram importantes, foram úteis, para ajudar as pessoas a compreender qual seria o papel de Jesus Cristo, mas uma vez Jesus Cristo tendo vindo, esses aspectos... Tiveram cumprimento. Tiveram o seu cumprimento, ou seja, não foram abolidos. Se eles tiveram o seu cumprimento, já não faria sentido eles continuarem, porque aquilo para o qual eles apontavam, aquilo que eles prefiguravam, já tinha, portanto, vindo. Mas é importante também nós percebermos o que é uma aliança do ponto de vista bíblico. Uma aliança é, portanto, o estabelecimento legal de um tipo de relacionamento, de uma relação entre Deus e o seu povo, na qual Deus toma a iniciativa, Deus institui essa relação e Deus assegura essa relação.

E essa relação é, digamos, orientada por certos princípios, certos valores que são descritos nessa aliança e por condições dessa mesma aliança. E, portanto, é bom nós termos isto em mente quando falamos da noção de aliança. Certos autores pensam que Quando se fala de nova aliança, e sobretudo ela vai aparecer mais explicitamente no Novo Testamento, embora a noção de nova aliança já fizesse parte no Antigo Testamento, mas ela vai aparecer mais no Novo Testamento e certos autores pensam que essa nova aliança estabelecida entre Jesus Cristo e a sua igreja anulou.

toda a aliança que estava para trás. Portanto, nada do que tinha sido feito por Deus no Antigo Testamento continuaria, portanto, em vigor. Ora, a palavra aliança é uma palavra que é muito importante na Bíblia. Talvez não seja tão importante pelo número de vezes em que ela vai aparecer, mas é importante pelo significado teológico que ela contém. A palavra brit, que se traduz por aliança no Antigo Testamento, vai aparecer 265 vezes com esse significado, aliança. Ela aparece 285 vezes no Antigo Testamento, mas 265 delas é que a palavra significa mesmo aliança. E no Novo Testamento é a palavra diateke que aparece 33 vezes no Novo Testamento e 17 com o sentido de aliança.

Nos Evangelhos, em 3 de cada 4 vezes, a aliança está relacionada com o sangue de Jesus. no contexto da ceia do Senhor. Porque quando Jesus está na última ceia com os seus discípulos, ele vai-lhes dizer que justamente ele vem estabelecer uma nova aliança. Mas também é verdade que o Novo Testamento utiliza muitas vezes esta palavra sem fazer nenhuma referência direta ao Novo Pacto. Pelo contrário, faz referência direta ao anterior. E também é importante nós percebermos que o autor da Epístola aos Hebreus faz uma distinção clara entre a Primeira e a Nova Aliança.

É raro ele apresentar essa expressão Primeira Aliança. apresenta uma ou outra vez, mas normalmente ele fala do primeiro concerto ou simplesmente da palavra primeiro ou da palavra primeira e reserva muitas vezes a expressão segunda para a nova aliança. E nós vamos ver, por exemplo, na Epístola aos Hebreus, nesse capítulo 8 e dos versículos 8 em diante, que o autor diz assim, Eis que vêm dias, dirão o Senhor, em que com a casa de Israel e com a casa de Judá estabelecerei um novo concerto. Não o segundo concerto que fiz com os seus pais, no dia em que os tomei pela mão para os tirar da terra do Egito, Como não permaneceram naquele meu concerto, eu para eles não atentei, diz o Senhor.

Mas este é o concerto que depois daqueles dias farei com a casa de Israel. Porei as minhas leis no seu entendimento, em seu coração as escreverei, eu lhes serei por Deus e eles me serão por povo. E não ensinará cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo, conhece o Senhor, porque todos me conhecerão, desde o menor deles até o maior, porque serei misericordioso para cor suas iniquidades, e dos seus pecados e das suas prevaricações não me lembrarei mais. Esta nova aliança surge. na Epístola aos Hebreus, no contexto do Ministério de Jesus Cristo, no Santuário Celestial, como sub-sacerdote, quando esse Ministério é comparado com os serviços que decorriam ainda no Templo, portanto, os serviços cultuais dos sacrifícios de animais.

É por isso que a Epístola aos Hebreus fala de uma aliança superior, que é a nova aliança, ou também da segunda. Esse adjetivo superior é muito interessante, porque é um comparativo de bom. Na verdade, o que ele quer dizer é que a anterior aliança era boa. uma vez que superior é um comparativo bom. A anterior aliança era boa, a nova aliança é melhor, é superior, mas não significa que a anterior fosse má. E, portanto, o autor da Epístola aos Hebreus usa este termo aliança como primeira aliança apenas em Hebreus 9, versículo 15, e com isso ele quer fazer, portanto, referência àquela que se fez no Antigo Testamento.

E no capítulo 8 e no versículo 19 especifica-se, então, que a nova aliança não é segundo à aliança que se fez com o povo de Israel no dia em que os tomei pela mão. Ora, isto é importante porque está-se a referir aqui, sem dúvida alguma, a Aliança do Sinai, quando o povo de Israel fez essa aliança no Monte Sinai depois do Êxodo. Essa aliança, diz o texto bíblico, foi ratificada com o sacrifício de animais, foi depois renovada pelo Senhor após a apostasia do povo de Israel com o Beserdouro e é interessante que ela não é nova na formulação. Porque mesmo o profeta Isaías, no capítulo 31, vai dizer, eis que faço com o povo de Israel uma nova aliança, já no Antigo Testamento.

E, portanto, Deus tem sempre necessidade de estabelecer uma nova aliança, sobretudo porque o povo de Israel vai se tornando infiel para com a aliança que Deus estabeleceu. E esta aliança concreta de que se está a falar em Hebreus não é a mesma aliança que Deus estabeleceu com Adão, não é a mesma aliança que Deus estabeleceu com Abrão, é a aliança que Deus estabeleceu com Moisés e com o povo de Israel no monte Sinai. Até porque no capítulo 9 e no versículo 1 está a dizer, ora também o primeiro, cá está a referência, à anterior aliança, o primeiro tinha ordenanças de culto divino e um santuário terrestre. Significa isto que aquela aliança tinha um sistema cultual, ou um sistema cerimonial, um sistema sacrificial, que tinha os seus próprios regulamentos e que tinha uma outra parte, que nós podemos dizer que era um sistema moral, com promessas de Deus e, portanto, esse Esse sistema moral com promessas de Deus não constam apenas nesta anterior aliança.

Eles já eram evidentes, por exemplo, no tempo de Abraão. A Bíblia diz que Abraão guardou os mandamentos de Deus, guardou a lei de Deus. A Bíblia diz, por exemplo, que no livro de Génesis, José recusou adulterar com a esposa de Putifar, o que significa que ele compreendia perfeitamente o que era o adultério. E o adultério vai aparecer depois nos 10 mandamentos. E, portanto, temos aqui que compreender que há elementos que são cultuais, que vão depois encontrar em Jesus Cristo a sua explicação, o seu expoente máximo, e que há outros elementos, que são elementos morais, que são transversais a todas as alianças.

Eles não mudam com as alianças. O facto de Jesus Cristo vir e de instituir uma nova aliança, porque já não era mais necessário a morte de um cordeiro, é uma coisa. Quer dizer que o sistema cultual da anterior aliança tinha cumprido o seu objetivo. Jesus era, simultaneamente, o sacrifício, o sacerdote e o templo. Porque o próprio Jesus vai dizer na Epístola ao João, destruí este templo, e eu ridificá-lo bem em três dias. E o Evangelho de João diz que ele se referia, portanto, ao templo do seu corpo. Portanto, o problema da anterior aliança não é que essa aliança no seu todo fosse má ou não servisse, é que ela tinha um outro objetivo.

Tinha um objetivo proposto numa das suas partes. E nós poderíamos ver, desde já, o resumo do que nos mostra a Epístola aos Hebreus. Portanto, segundo a Epístola aos Hebreus, o problema da Primeira Aliança não era o facto dela ser má, mas sim o de ser insuficiente. Aliás, o objetivo grego que lá está, é amêmpetos. Amémpetos, que nós encontramos em Hebreus 8.7, significa sem culpa, irrepreensível, sem defeito. Se a aliança tivesse sido sem defeito, ou seja, se a aliança tivesse sido irrepreensível, ela poderia ter continuado. Mas o facto é que a aliança tinha um aspecto que apontava justamente para o próprio Cristo.

O texto diz literalmente, se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, de maneira alguma estaria sendo buscado lugar para uma segunda. Ou seja, podemos dizer que a primeira aliança era boa, mas ela tinha sido tornada obsoleta com a vinda de Jesus Cristo. O próprio verbo grego que ali está, utilizado em Hebreus 8.13, que é o verbo palaiou, significa declarar obsoleto. tornar ou envelhecer. A primeira aliança foi tornada envelhecida por Jesus Cristo, porque Jesus é o cumprimento de uma série de aspectos cultuais e cerimoniais relacionados com essa aliança, que a partir do momento em que Jesus Cristo chega, ela não é mais necessária.

Ela tinha cumprido, digamos, o seu papel e o seu objetivo. Muito bem, acho que ficou claro. Portanto, ela era boa, mas era insuficiente. Era insuficiente. Tornou obsoleto os rituais, não é? Exatamente. E, portanto, mas, de facto, a nova aliança vem manter e vem aprofundar aquilo que são os princípios eternos da... E, na segunda parte, nós vamos ver melhor isso. Exatamente. E já lá vamos, portanto, fique connosco. Nós estamos a chegar agora ao final da primeira parte do nosso programa, mas antes de fazermos uma pequena pausa, é tempo agora para lhe mostrar a oferta que hoje temos para si e que, é exatamente o que tenho aqui nas minhas mãos, o Guia de Estudo da Bíblia Eu Creio. Este manual de estudo foi preparado para o ajudar a compreender aquelas que são as verdades essenciais da Bíblia e este estudo é feito através da leitura de vários textos bíblicos, de muitos comentários que vai encontrar detalhados e inclusive no final de cada tema poderá assistir a uma vídeo uma videoaula, que poderá aceder apontando a câmara do seu telemóvel para o código QR, aqui no final de cada estudo, e assim terá a oportunidade de aprofundar e de saber mais sobre o assunto em análise.

Este guia de estudo, eu creio, já sabe, não tem qualquer custo para si e, portanto, não há nada que o impeça de o pedir neste momento, bastando enviar-nos uma mensagem para o nosso número, que eu tenho a certeza que também já sabe de cor, 933 93 92 91. Vamos agora, sim, dar lugar a um breve intervalo. Aproveite este momento, quem sabe, para enviar a sua mensagem, a pedir o guia, porque nós voltamos já a seguir para responder à segunda pergunta do nosso fórum hoje. Por isso, não saia daí. TV Novo Tempo. O canal da Bíblia. O canal da esperança.

A primeira aliança

Estamos a dar início à segunda parte do programa Fórum Bíblico. Este é um espaço na programação da TV Novo Tempo Portugal e também da Rádio RCS, dedicado a esclarecer perguntas, dúvidas sobre os mais diversos temas da Bíblia. Cada semana os nossos programas são todos eles preparados com base em questões, nas questões que nos fazem chegar, e por isso eu quero convidá-lo agora mesmo a enviar as suas perguntas sobre a Bíblia. Pode fazê-lo através de e-mail ou telemóvel, Se quiser utilizar o e-mail, pode enviar para programas arroba novotempo.pt. Se optar pelo telemóvel, apenas precisa de enviar as suas perguntas numa mensagem para o número 933 939291. Se o fizer, então, num dos próximos programas, seja no canal 186 da MEU, no YouTube da Novo Tempo Portugal, ou então através da emissão da Rádio RCS em 91.2 FM, ou através, quem sabe, da ajuda direta de um dos nossos instrutores bíblicos, fica a promessa de procurarmos trazer até si, se possível, a resposta que precisa e que está à procura.

Vamos então avançar para a segunda pergunta do nosso fórum, para continuarmos a aprofundar o tema hoje em foco, e a segunda pergunta é a seguinte. Por que é que a Primeira Aliança deixou de ser relevante e o que há de novo na Nova Aliança? Muito bem. Tal como nós estávamos a dizer, a Primeira Aliança era uma espécie de ilustração, uma espécie de lição prática, através da qual Deus dizia ao povo de Israel como é que lidava com o seu pecado, como é que lidava também com o mal e qual era, digamos, a solução que Deus tinha previsto para poder libertar o povo de Israel da culpa que a sua desobediência acartava.

E, portanto, todo esse sistema vai depois encontrar, como nós dissemos, o seu apógeo em Jesus Cristo. E a Epístola aos Hebreus vai dizer justamente isso, ou seja, a Epístola aos Hebreus vai dizer que esta primeira aliança tinha ofertas de sacrifício e de sangue de animais, mas engraçado, diz, não podiam perdoar os pecados. Porque, na realidade, a única coisa que pode perdoar os pecados é Deus. Ou seja, Deus, através do sacrifício desses animais, perdoava aqueles pecados, tendo em vista aquilo que Jesus Cristo viria, posteriormente, um dia fazer, o sacrifício para o Supremo. A Epístola aos Hebreus diz também que nem podiam trazer a perfeição, nem purificar a consciência das pessoas e assegurar a salvação.

A segunda coisa que o sistema da anterior aliança, no seu aspecto cerimonial, fazia é que tinha realmente uma classe sacerdotal que se ocupava dessa mediação. Mas esses mesmos sacerdotes eram pecadores. E, portanto, eles próprios tinham que oferecer sacrifícios por si mesmos. Enquanto que a Epístola aos Hebreus mostra uma coisa. O sacerdócio de Jesus Cristo é completo porque ele nunca pecou. E, portanto, o seu sacrifício não é por si próprio. O seu sacrifício é inteiramente pelos outros. A terceira coisa é que a Epístola aos Hebreus mostra justamente então a diferença entre o sacerdócio levítico e o sacerdócio segundo a ordem de Melquisedeque, um programa que nós também já fizemos aqui atrás e que eu relembro àqueles que nos seguem que possam rever para tirar alguma dúvida.

E, finalmente, Diz a Epístola aos Hebreus, esta aliança antiga tinha regulamentos para o culto e um santuário terrestre. Mas, a Epístola aos Hebreus diz, mas há um santuário celeste. Ou seja, o Santuário Celeste é superior ao Santuário Terrestre. Portanto, tal como nós dissemos, não há nada de errado com a anterior aliança. Era uma aliança que fazia, digamos, parte daquilo que Deus cria como relacionamento com o seu povo. O problema põe-se justamente em duas partes. É que ela apontava para Jesus Cristo, mas o problema da Primeira Aliança residiu sobretudo no povo.

Diz Hebreus 8.8 que Deus repreendeu. O verbo que ele utiliza é o verbo memphomai, ou seja, e o que é que acontecia? É que o povo estava sempre a quebrar. Essa mesma aliança. Eles tomaram esta aliança como apenas uma série de regulamentos que, se fossem seguidos, por si só poderiam assegurar a salvação. E não era esse o interesse de Deus. Deus sempre quis que o povo de Israel interiorizasse, vivesse. essa aliança a partir de dentro. Não como uma espécie de regulamentos, mas como uma relação efetiva entre eles e Deus e entre eles próprios. Ou como uma forma de obrigação externa, não é?

Exatamente. Não seria por uma obrigação externa que a coisa se iria dar, seria sobretudo por uma vivência interior. A transformação do ser humano dá-se sempre de dentro para fora. E, portanto, essa parte cultural desta primeira aliança era temporária. Os regulamentos, os sacrifícios, os sacerdotes, o santuário terrestre, tudo isso teve o seu cumprimento em Jesus Cristo.

A novidade da nova aliança

Neste sentido, faz alusão à Epístola aos Hebreus, dizendo, tira o primeiro para estabelecer o segundo. Agora, a questão é, e o conteúdo? O conteúdo da nova aliança, desta que Jesus Cristo veio estabelecer, mudou, porque diz a Epístola aos Hebreus, vou escrever as suas leis no seu coração e nas suas mentes. Mas como eu mencionei, Jeremias já tinha dito isso no capítulo 31. Aliás, quando nós verificamos bem o Antigo Testamento, eu mostro, por exemplo, Deuteronómio, capítulo 30, versículo 14, Deus diz acerca da Antiga Aliança, esta palavra está muito perto de ti, na tua boca e no teu coração, para a cumprires, na tua boca e no teu coração.

A palavra coração significa mente. Esta lei está na tua boca e na tua mente, que significa que Deus cria. que o povo de Israel a interiorizasse. Da mesma maneira, no Salmo 37, no versículo 30 e 31, diz, a boca do justo profere a sabedoria, a sua língua fala o que é justo, no coração tem ele a lei do seu Deus. Jesus Cristo, no Sermão da Montanha, vai fazer exatamente a mesma coisa. Jesus Cristo vai interiorizar A lei de Deus, a lei da antiga aliança, ou seja, o fundamento da antiga aliança. Uma coisa são os aspectos cultuais dessa aliança, a outra coisa é aquilo que lhe serve de fundamento. Qual é o seu fundamento? E Jesus mostra no sermão da montanha que o fundamento permanece.

Por isso é que Jesus diz, nesse Sermão da Montanha, não cuideis que eu vim abrugar, eu vim cumprir. E a palavra cumprir significa trazer à plenitude. E daí que Jesus pudesse mostrar que a transgressão dos mandamentos não é apenas uma transgressão formal. Ela começa na mente. E é daí que, na mente, nós temos que interiorizar essa relação com Deus para poder a nossa própria mentalidade ser transformada. Por isso, o que é que nós podemos dizer sobre a novidade da Nova Aliança? É que o termo novo, quer no hebraico radash, quer no grego kainós, deve ser traduzido por renovar, no contexto bíblico em causa.

Ele aponta para a renovação da intenção original da aliança que Deus fez com o seu povo, bem como para a sua continuidade. E, portanto, este aspecto moral de Deus, de inscrever a sua lei, a sua orientação primordial na mente do homem, continua. mesmo após a vinda de Cristo continua, porque é isso... Não foi invalidada. Não foi invalidada, porque é isso que realmente vai ajudar o ser humano a procurar nesse relacionamento com Deus e na interiorização daqueles que são os seus princípios fundamentais pelos quais ele rege o seu universo, que as pessoas podem compreender que os aspectos éticos, morais dessa aliança permanecem.

E, portanto, o que há de novo na nova aliança? Nada. Na verdade, ela é uma aliança renovada. Porque, não apenas porque Jesus Cristo veio e certos aspectos tiveram o seu cumprimento, mas sobretudo porque, por parte do ser humano, essa lei foi sendo continuamente quebrada por mal compreendida que ela era. E logo, o que Deus pretende através deste termo de nova aliança é dizer à humanidade, eu renovo. renova aqui o meu pacto contigo, renova aqui a minha relação contigo, para que tu possas ser evidentemente salvo. Muito bem. E fica também o convite de nós vivermos a lei de Deus no nosso interior, pela fé em Jesus, e não lá está por uma mera obrigação externa.

Fica também este convite. Obrigado, Artur, pela explicação detalhada, sempre muito clara, para percebermos que a nova não anulou, não invalidou a primeira. Muito bem. Se pedir o guia de estudo que hoje estamos a oferecer aqui no Fórum Bíblico, eu creio, pode encontrar duas lições no seu interior, nomeadamente a lição ou guia número 6, que fala sobre a lei de Deus, e a lição ou guia número 7, que fala sobre Cristo e a lei de Deus. E o estudo destas duas lições poderá ser, creio eu, um complemento ao assunto que hoje estivemos aqui a analisar. Por isso, se ainda não tem este guia, eu creio, aqui fica mais uma boa razão para o solicitar agora mesmo, pedindo um exemplar deste estudo, o qual é totalmente gratuito e para o qual apenas precisa de enviar uma mensagem para o número 933 939291.

O nosso tempo terminou, hoje ficamos por aqui, mas quero agradecer a sua companhia em mais um momento sempre muito importante e fundamental de descoberta das verdades eternas da Palavra de Deus e da sua vontade para a nossa vida, para a minha e para a sua. E porque não queremos deixar aqui nenhuma resposta, nenhuma pergunta, aliás, sem resposta sobre assuntos da Bíblia, Nós voltamos na próxima semana para partilhar neste fórum as respostas que precisa e que está à procura. Está assim combinado o nosso encontro. Que a Bíblia continue a iluminar e a guiar cada passo da sua vida. Fique bem e até ao próximo programa.

A nossa oferta

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Eu Creio

Sobre este episódio

A Nova Aliança anulou a Antiga Aliança? E os 10 Mandamentos continuam em vigor?

Neste episódio do Fórum Bíblico, analisamos uma questão que levanta muitas dúvidas entre os leitores da Bíblia: o que mudou realmente com a vinda de Jesus Cristo e com a Nova Aliança mencionada na Epístola aos Hebreus?

Com a ajuda do teólogo Artur Machado, vamos perceber a diferença entre os elementos cerimoniais da aliança feita no Sinai — como os sacrifícios, o sacerdócio levítico e o santuário terrestre — e os princípios morais eternos da Lei de Deus.

Descubra por que motivo a Nova Aliança não representa a anulação da vontade de Deus, mas sim a renovação de uma relação vivida pela fé, com a Lei escrita no coração e na mente. Uma conversa clara e fundamentada para compreender melhor Hebreus 8, Jeremias 31, o Sermão da Montanha e o papel de Jesus como sacrifício, sacerdote e mediador.

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Série
Fórum Bíblico · 69 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 61
Estreou
25 de Junho de 2026
Categoria
Espiritualidade