Nazireus e Sacrifícios

Nazireus e Sacrifícios

09 de Julho de 202627 min 2 s

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Olá, está a começar agora mais um episódio do Fórum Bíblico e espero que este tempo seja uma oportunidade valiosa para conhecer melhor a Bíblia e as verdades que nelas estão reveladas. Nós, ao lermos o Antigo Testamento, encontramos práticas que muitas vezes podem despertar dúvidas. Quem eram os Nazireus e por que seguiam eles regras tão rigorosas? Além disso, qual a razão dos sacrifícios de animais que são descritos? Seriam apenas rituais antigos? ou haveria neles uma mensagem espiritual mais profunda? No programa de hoje, nós vamos procurar compreender o sentido destas práticas e a importância que tinham na experiência de fé do povo de Israel, através das respostas às perguntas que nos foram enviadas. Por isso, permaneça na nossa companhia para ouvir e conhecer os esclarecimentos que nos serão dados pelo nosso convidado residente, o teólogo Arthur Machado.

Olá, Artur. Obrigado, uma vez mais, pela sua presença, pela sua disponibilidade e por este trabalho de conseguir dar resposta às perguntas que nos vão chegando. E hoje, não é exceção, e temos mais uma pergunta que vamos, então, partilhar com aqueles que nos veem e que nos ouvem. E a pergunta é, como eu introduzi, quem são os nazireus mencionados em números no capítulo 6 e porquê que nem uvas podiam comer? Depois uma segunda pergunta, qual é a razão de todos aqueles rituais de sacrifício de animais, algo que parece tão pagão como pergunta a pessoa que nos enviou. Muito bem. Agradecemos também o envio destas duas questões, que nos vão levar ao centro daquilo que era a vivência do ritual do Antigo Testamento e, por um lado, daquilo em que uma pessoa podia estar diretamente envolvida, como era o caso do Nazireu, e também, por outro lado, porque é que os sacrifícios tinham que

O voto dos nazireus

existir e se fariam, no fundo, algum sentido. No fundo, a questão é essa. Começamos, então, pelos nazireus. O nazireu era qualquer pessoa, um homem ou uma mulher, que num determinado momento da sua vida decidia, livremente, dedicar um tempo da sua existência para o serviço de Deus. No livro de números, no capítulo 6, nós encontramos vários detalhes sobre a forma como Nazireu podia dedicar-se a este seu voto, digamos assim. No versículo 2 diz, fala aos filhos de Israel e diz-lhes, quando um homem ou mulher estiver separado, fazendo voto de Nazireu, para se separar para o Senhor.

É interessante, porque justamente a palavra hebraica, tal como nós vamos ver, nazir, tem o sentido de se separar ou de se consagrar. No fundo, o que este texto de Números está a dizer é, fala aos filhos de Israel, quando um homem ou uma mulher se consagrar, fazendo voto de Nazireu, para se separar para o Senhor. Normalmente, portanto, é algo que é voluntário. Há uma outra exceção na Bíblia, sobretudo no Livro de Juízes, onde nós vemos que um anjo visita Manuá e a sua esposa para lhe dizer que o filho que vai nascer, que vai ser um personagem chamado Sansão, vai ser Nazireu desde o ventre.

isto é, ele vai ser consagrado a Deus para esta função de juiz que Deus quer que ele exerça no povo de Israel, para libertar o povo de Israel na altura da opressão dos filisteus. E, portanto, o anjo visita este casal. A própria mulher, a partir desse momento, não poderá, ela mesma, enquanto estiver grávida, beber vinho ou comer do fruto da videira. Nós sabemos que, no povo de Israel, as pessoas, por natureza, que eram dedicadas a Deus, eram os sacerdotes ou os levitas, que eram dedicados, na sua própria existência, ao serviço e ao ministério do santuário. Por isso, eles não tinham herança entre o povo de Israel.

Porém, o naziriado era uma forma de outras pessoas poderem também participar ao mesmo título que um sacerdote ou que um levita, não no serviço do santuário, mas num serviço dedicado a Deus. O voto nasiriado implicava várias coisas. Não beber vinho ou qualquer bebida forte, e temos aqui duas palavras que nós já vimos em programas anteriores. A palavra ya'in, que designava o vinho fermentado, portanto o vinho alcoolizado, E uma outra palavra hebraica, que é a palavra shekar, que fazia alusão a um outro tipo de bebidas fermentadas, normalmente a cerveja. Em segundo lugar, eles não podiam comer uvas nem qualquer outro produto da videira.

Em terceiro lugar, não podiam cortar o cabelo durante o período que durasse o seu voto de Nazireu. E em quarto lugar, não podiam tocar um cadáver. E quando nós examinamos estas regras dos nazireus e as comparamos com aquilo que eram as regras aplicadas aos sacerdotes e aos levitas, que se pode encontrar no Livro de Levíticos, no capítulo 10, por exemplo, no versículo 9, ou no Livro de Levíticos capítulo 21, nos versículos 5 e no versículo 11, nós vamos perceber que as regras são as mesmas. as regras que se aplicam aos levitas e aos sacerdotes são exatamente as mesmas que se aplicam aos nazireus. Não nos é dada uma razão. Porquê destas regras?

Não nos é dada. E, portanto, eu presumo que o comer das uvas teria alguma coisa relacionada com o não beber vinho, porque é um facto que é da... da pressão exercida sobre as uvas e que depois vai dar lugar ao sumo de uva que, deixando apanhar, acaba por fermentar, poderia, digamos, já que não se bebe uma coisa, não se coma outra. Poderia ser por aí. Mas a verdade é que a Bíblia não dá uma explicação. Ela diz, é assim, esta é a regra e, portanto, a pessoa que quer seguir este voto faz esta regra. No final do período desse voto, no período do Naziriado, também é mencionado que, para se chegar ao final desse período, a pessoa deveria trazer alguns sacrifícios.

E diz, ele oferecerá a sua oferta ao Senhor, um cordeiro sem mancha de um ano, em holocausto, uma cordeira sem mancha de um ano para expiação da culpa, um carneiro sem mancha por oferta pacífica, um cesto de bolsasmos, de bolos de flor de farinha amassados e com escorões untados com azeite, como também a sua oferta de manjares e as suas libações. Ou seja, este ritual tipificava, digamos, a dedicação completa do Nazireu ao Senhor. A oferta pelo pecado pode ser justificada pelo facto de que, se durante o seu período de Nazireu, a pessoa, por ignorância, por inadvertência, tivesse cometido algum pecado, esse sacrifício poderia fazer sentido.

O cabelo também era queimado juntamente com esse sacrifício. Era cortado, era queimado e isso simbolizava também a sua oferta pessoal, digamos, a dedicação da sua pessoa ao serviço de Deus. E através destes rituais, os nazireus expressavam o compromisso com o Senhor, que era oferecendo uma parte daquilo que era a sua propriedade, os animais e os grãos, quer oferecendo o seu cabelo, que representava a si próprio. É interessante que o apóstolo Paulo, na Epístola aos Romanos, no capítulo 12 e no versículo 1, vai apresentar uma expressão que tem muito a ver com este tipo de dedicação, de consagração a Deus que o voto de Naziriado simbolizava.

No capítulo 12 da Epístola aos Romanos, o apóstolo Paulo vai dizer assim, Paulo não está aqui a dizer para as pessoas irem ao altar e mularem-se. Portanto, apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo. Não é isso que o apóstolo Paulo está a dizer. O que ele está a dizer é que, tal como o Nazireu, se consagrava inteiramente a Deus durante um determinado período de tempo, o cristão é também instado a consagrar-se a Deus. Esta é uma passagem que tem a ver com a consagração a Deus. Aliás, o verbo grego que está utilizado aqui, o verbo paristēmi, significa apresentar ou colocar à disposição.

Está aqui relacionado com a ideia de sacrifício e, por isso, evoca a consagração da oferta no altar. Quando uma pessoa apresenta uma oferta no altar, a oferta deixa de lhe pertencer. Passa a pertencer a Deus. Da mesma maneira, o que Paulo aqui está a dizer é que o crente que se oferece a Deus deixa de se pertencer a si próprio. passa a pertencer inteiramente, portanto, a Deus. E isto é uma oferta completa e é uma oferta voluntária. E o apóstolo Paulo poderia muito bem estar aqui a pensar naquele que foi o voto do Nazireu. Aliás, que é o vosso culto racional, diz o apóstolo Paulo. A palavra racional é dada pelo grego pela palavra logikos.

E a palavra Logikos, em alguns círculos judaicos, designava aquilo que é interior, aquilo que é profundo, por oposição àquilo que era formal, àquilo que era exterior. E, portanto, o apóstolo Paulo diz que nós não precisamos de fazer de conta. diante de Deus. Não precisamos de fazer um papel. O que nós precisamos é de nos dedicar inteiramente ao serviço de Deus. E se nós fizermos a junção dessas duas palavras, culto, racional, ou seja, a palavra logiken e a palavra latreian, o que Paulo está a dizer é que a pessoa que se dedica a Deus é inspirada pelo Espírito Santo e, no fundo, vai ser a essência do que se pretende da experiência cristã, que é a pessoa ser completamente dirigida por Deus.

E, portanto, a entrega completa da pessoa a Deus corresponde à tomada de posse do Espírito Santo para o serviço de Deus. E nós podemos ver aqui justamente esta interação entre duas coisas. É verdade que no povo de Israel, no conjunto das 12 tribos, há uma que é dedicada para Deus, as outras poderiam dizer que nós estamos dispensados. Mas não, o voto de Nazireu dizia a todas as outras tribos de Israel que qualquer pessoa pode ter um ministério, um serviço de dedicação a Deus, tal como a tribo de Levi e tal como a família sacerdotal.

Portanto, o facto de haver uma tribo e uma família dedicadas exclusivamente ao ministério de Deus, ao serviço de Deus, não excluía a participação de qualquer outro membro do povo de Deus de eles próprios sentirem que podiam participar durante um período da sua vida, que seriam eles que diriam qual, para o serviço de Deus, qualquer que fosse esse serviço. E, portanto, era uma maneira de o próprio povo de Israel perceber que, na sua totalidade, eram um povo, eles próprios, separados. Aliás, Deus tinha dito isso. Eles todos, na sua totalidade, eram um povo de sacerdotes e o Naziriado fornecia-lhes essa ocasião.

Da mesma maneira, o apóstolo Paulo, na Epístola aos Romanos, traduz isso para os cristãos a partir desta expressão, como eu mencionei, dos Romanos capítulo 12, versículo 1. Fica assim respondida a primeira pergunta.

Oferta e intervalo

Deixamos agora para a segunda parte do nosso programa, a resposta à segunda parte e, portanto, à segunda pergunta, a propósito dos sacrifícios de animais, aliás, também mencionados no capítulo 6, que evocava a pergunta. Mas antes de respondermos à segunda pergunta, eu quero dizer-lhe que em todos os programas, já sabe, nós temos sempre aqui uma oferta especial para si, que nos chega, e hoje não é exceção e trago-lhe por isso mesmo o Guia de Estudo da Bíblia à Procura da Verdade. O nome deste manual traduz muito bem aquilo que é, na verdade, o grande objetivo do Fórum Bíblico, e que é a procura da verdade na Palavra de Deus. Neste manual são abordados 15 importantes temas bíblicos e o manual tem como ponto de partida aqueles que são os fundamentos essenciais da fé cristã para depois o desafiar a chegar até questões mais profundas.

Por isso, se quiser receber este material em sua casa, ele não tem nenhum custo para si e apenas precisa de pegar o seu telemóvel e enviar para nós uma mensagem a pedir este guia para o número 933 939291, mencionando o Guia de Estudo à Procura da Verdade. Temos agora mesmo de dar lugar a um curto intervalo. Eu convido-o a ficar por aí, pois nós estamos de regresso dentro de instantes com a segunda parte, com a segunda pergunta que nos foi colocada. TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança. Estamos de regresso para a segunda parte do programa Fórum Bíblico. Obrigado por continuar connosco.

E tal como anunciámos no final da primeira parte, vamos dar agora lugar para a resposta à segunda pergunta, no caso sobre os rituais de sacrifícios de animais.

O sentido dos sacrifícios

E a pergunta, vamos recordar, a segunda parte da pergunta era a seguinte. Qual é a razão de todos aqueles rituais de sacrifício de animais há algo que parece tão pagão? Muito bem. É preciso ter consciência que o programa inteiro não daria para nós abordarmos esta questão, porque o sistema de sacrifícios era um sistema complexo. Havia sacrifícios para determinados momentos da experiência religiosa e, portanto, nós vamos abordar o assunto mais pela sua perspectiva geral. O livro de Levíticos, logo nos primeiros sete capítulos, menciona o porquê de vários tipos de sacrifícios. Às vezes nós podemos ficar chocados com a razão de ser de um sacrifício animal e, na verdade, hoje em dia, na nossa cultura, na nossa sensibilidade e, sobretudo, na proteção que nós temos para com os animais, é algo que nos choca.

No entanto, nós temos que perceber que o sacrifício animal enquadra-se dentro de uma teologia da Bíblia onde Deus procura lidar com uma realidade que é a realidade do mal. o problema do mal e ter um motivo pedagógico de ensinar ao seu povo como é que o próprio Deus pretende resolver o problema do pecado e as suas consequências. Há vários objetivos nos sacrifícios. O primeiro objetivo, nós podemos dizer, é que o sacrifício era a expressão de um sentimento religioso. E, na verdade, os sacrifícios não aparecem apenas no livro de Levíticos.

Nós temos no livro de Génesis os patriarcas que faziam vários sacrifícios. E para o povo de Israel, o sacrifício era a maneira pela qual ele agradecia a Deus pelos dons, pelas capacidades que Deus lhe dava. Entre essas ofertas poderiam haver ofertas de produtos da terra, por exemplo. Não era incomum haver esse tipo de ofertas. E havia também, portanto, ofertas animais. Essas ofertas animais dependiam do estatuto social do ofertante. Daí que havia pessoas que podiam oferecer um touro, outras pessoas ofereciam uma ovelha e os mais pobres ofereceriam duas pombas ou dois pombinhos.

nós estejamos a ver, digamos, o equivalente monetário desse tipo de ofertas. Seria hoje como alguém, por exemplo, oferecer o valor de um automóvel e doá-lo a Deus porque era, digamos, o meio de subsistência que aquelas pessoas naquele tempo tinham. Um segundo objetivo ou uma segunda razão pelas quais os sacrifícios são mencionados na Bíblia é porque eles eram um momento de partilha de alimentos. E, na verdade, determinados sacrifícios, nós vemos que eles vão ao templo ou ao santuário, que existia anteriormente, e ali a família que vai oferecer esse sacrifício, juntamente com o sacerdote que oferece o sacrifício, uma parte desse sacrifício reverte para o sacerdote, uma outra parte desse sacrifício poderia ser comido ali entre o ofertante e o próprio sacerdote.

Também temos relatos bíblicos que mostram que, em determinadas festas do povo israel, o rei partilhava com as pessoas o alimento resultante desse sacrifício, com todas aquelas pessoas. E, portanto, as pessoas eram as beneficiárias da bondade e da generosidade do rei. Um terceiro elemento que nós encontramos para justificar os sacrifícios era porque, através destes sacrifícios, se podia realizar a expiação do pecado, quer da pessoa, quer da comunidade. E este era, talvez nós podemos dizer, o propósito fundamental do sacrifício. Logo no início do livro de Levíticos, Nós encontramos no capítulo 4, Deus a dizer a Moisés, fala aos filhos de Israel, dizendo, quando uma alma pecar por erro contra algum dos mandamentos do Senhor acerca daquilo que se não deve fazer e fizer algo contra eles, se o sacerdote ungido pecar por escândalo do povo, oferecerá pelo seu pecado que pecou um novilho.

sem mancha, por expiação do pecado. E, portanto, a expiação significava que tinha que haver um sacrifício, uma vítima inocente, se assim quisermos, para poder evitar que a pessoa morra. O pecado, qualquer pecado, exige de imediato a morte do transgressor. E Deus, para solucionar o problema do pecado e para ensinar às pessoas duas coisas, em primeiro que qualquer pecado tinha como consequência direta a morte e, portanto, não poderia ser tolerável, utilizou este sistema de sacrifícios. Essa era a primeira lição. A segunda lição é que a vida do transgressor era poupada, mas isso implicava que uma vítima inocente tinha que morrer e que o sangue dessa vítima, a vida dessa vítima, era, digamos, o elemento que propiciava a que a pessoa, era o elemento de substituição que propiciava a que essa pessoa pudesse continuar a viver.

Pode-nos parecer uma lição injusta, pode-nos parecer uma lição horrível, mas é a realidade. E, portanto, Deus, através desta realidade, procurava mostrar ao seu povo como é que se lida com a questão do pecado. Aliás, o Novo Testamento vai nos apontar para isso. Mas nós podemos reforçar isto, ou seja, o facto de um animal sacrificial ser uma vítima inocente, apontava para o elevado preço da redenção. Ou seja, a vida é-nos garantida, mas a um elevado preço. E esse elevado preço, mais tarde, foi o preço da vida de Jesus Cristo. E era isso que eu estava a mencionar.

Portanto, a Epístola aos Hebreus, no capítulo 9 e no versículo 22, vai dizer assim, quase todas as coisas, segundo a lei, purificam com sangue. Sem derramamento de sangue não há remissão." A palavra aphesis, remissão, que aqui aparece, significa libertação ou perdão. Sem derramamento de sangue não há Perdão. É por isso ainda que a palavra sacrifício no hebraico, que se diz zebá, vem da raiz zabá, que significa abater um animal. Portanto, a palavra sacrifício significa abater um animal. Esta palavra traduz a realidade difícil de que o pecado reclama sempre uma vida.

E, portanto, o Antigo Testamento fornece vários tipos de sacrifícios. Holocaustos, sacrifícios pelo pecado, o sacrifício de culpa, etc., para nos mostrar justamente este princípio que é fundamental. A Epístola aos Hebreus, no capítulo 9 e nos versículos 11 e 12, que mostra a excelência do Ministério de Cristo, e do sacrifício de Jesus Cristo em relação a estes sacrifícios, vai nos dizer assim, mas vindo de Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, nem por sangue de bodes e broseros, mas pelo seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, tendo efetuado uma eterna redenção.

E no versículo 14, ele assinala, quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo, imaculado a Deus, purificará a vossa consciência das obras mortas para servir-lhes ao Deus vivo." Portanto, os sacrifícios podem nos parecer uma coisa horrível, mas eram fundamentais para a salvação. Apontavam para este sacrifício supremo, que era o sacrifício de Jesus Cristo. Hoje em dia, nós não temos necessidade de fazer sacrifícios, mas ele já foi feito. Nós, às vezes, esquecemos isso. Às vezes, nós lemos a Bíblia de uma maneira asséptica, sem perceber a realidade crua que ela traduz.

E a realidade era esta, qualquer pecado exige a morte do transgressor. a sua permanência de vida só pode ser assegurada por uma outra vida. A minha e a vida de qualquer outra pessoa aqui nesta terra foi assegurada pela vida de Cristo. E, portanto, nós poderemos dizer que em Levíticos, por exemplo, 17-11, Deus dizia, a alma da carne está no sangue, que eu lhe tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma. Ora, nesta passagem, Nós iremos ver a palavra expiação. Para fazer expiação pela vossa arma, que é a palavra hebraica kafer, tem o sentido de resgatar pela substituição. Portanto, resgata-se pela substituição.

O sacrifício não tem como objetivo aplacar um Deus irado. Isso eram os sacrifícios pagãos. Os sacrifícios pagãos têm como objetivo aplacar um Deus irado. O sacrifício é a maneira pela qual Deus diz ao ser humano, esta é a forma como eu te perdoo, como eu te resgato e como eu evito que por este pecado tu morras automaticamente. Isso ajudava o povo de Israel a compreender a tragédia do pecado e a solução que Deus previdenciava para a sua continuação de vida. Portanto, fica aqui recordado que o perdão e a reconciliação com Deus tiveram um custo real, que foi o sangue de Jesus, e que hoje esta pergunta dos pelotones

Encerramento

ajude, de facto, a nós valorizarmos a graça de Deus e a vivermos com mais gratidão e também responsabilidade, como efetivamente apelou. Como viu, nós falámos de sacrifícios bíblicos que simbolizam a expiação do pecado e apontavam para o sacrifício de Jesus Cristo. Na verdade, Deus estabeleceu um plano de redenção para a humanidade e isso inclui-me a mim, inclui o Arturo Machado e cada um de nós. No guia de estudo que hoje nós estamos a oferecer aqui no programa, à procura da verdade, vai encontrar um capítulo dedicado justamente ao tema, o plano de redenção. E esta talvez seja uma boa razão para não deixar passar esta oportunidade de receber este guia gratuitamente em sua casa, enviando-nos uma mensagem para o número 933 939291.

Para este mesmo número também poderá enviar as suas perguntas com as suas dúvidas, com os seus pedidos de esclarecimento sobre qualquer assunto da Bíblia e, Pode fazê-lo de duas formas, já sabe. Pode fazê-lo por e-mail para programas arroba novetem.pt ou então enviar para o número que já conhece. E desta forma nós chegamos ao fim de mais um Fórum Bíblico. Nós vamos continuar com os nossos contactos disponíveis para continuar a receber as suas perguntas. Todas elas são importantes e cada dúvida é sempre uma oportunidade que temos aqui neste Fórum de abrir mais portas para o conhecimento bíblico. Na próxima semana, quem sabe, a sua dúvida poderá ser esclarecida aqui, no programa, ou então em alternativa com a ajuda mais próxima de um dos nossos instrutores bíblicos. Até lá, que o estudo da Bíblia continue a inspirar e a guiar a sua vida.

A nossa oferta

A nossa oferta

À procura da Verdade

Sobre este episódio

Quem eram os nazireus? Porque não podiam beber vinho, comer uvas, cortar o cabelo ou tocar em mortos? E qual era, afinal, o verdadeiro significado dos sacrifícios de animais no Antigo Testamento?

Neste episódio do Fórum Bíblico, exploramos duas perguntas profundas que ajudam a compreender melhor a Bíblia, a consagração a Deus e o plano da redenção.

Com o teólogo Artur Machado, descubra: • O que era o voto de nazireu em Números 6 • Porque homens e mulheres podiam consagrar-se voluntariamente ao serviço de Deus • A relação entre os nazireus, os sacerdotes e os levitas • O significado espiritual do cabelo, das uvas e das restrições do voto • Porque existiam sacrifícios de animais no Antigo Testamento • Como os sacrifícios apontavam para o perdão, a expiação e o sacrifício de Jesus Cristo • Porque o sacrifício bíblico não procurava acalmar um Deus irado, mas revelar a graça e a solução de Deus para o pecado

A Bíblia mostra que a verdadeira adoração não é apenas exterior: é uma entrega sincera, voluntária e completa da nossa vida a Deus. Como diz Romanos 12:1, somos chamados a apresentar-nos como um sacrifício vivo.

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Série
Fórum Bíblico · 70 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 63
Estreou
09 de Julho de 2026
Categoria
Espiritualidade
Apresentação
Marco Figueiredo
Convidados
Artur Machado