Olá, seja muito bem-vindo. Como prometido na semana passada, estamos de volta para mais um Fórum Bíblico. E estamos também em plena celebração do Natal. Isso mesmo. Um tempo tão importante e tão significativo de reflexão sobre a mensagem de esperança e amor. Uma mensagem que nos é revelada através da Bíblia, que é a palavra de esperança. Talvez hoje e este momento em particular seja duplamente especial para si, porque é Natal, mas também porque poderá haver respondida no programa de hoje a sua pergunta. Já lá vamos. Antes, eu quero lembrar que cada episódio do Fórum Bíblico é preparado a partir das perguntas que nos chegam. Assim, se ainda não enviou a sua questão, não deixe de o fazer. Estamos aqui para ajudá-lo a alcançar a resposta que talvez esteja à procura.
Por isso, não hesite, não se iniba. Envie-nos a sua questão para o nosso e-mail, que é programas-arroba-novotempo.pt, ou então, se preferir, pode enviar uma mensagem para o número 933-939291, mencionando o nome do programa, que, como já sabe, é Fórum Bíblico. Todos os anos nós celebramos o Natal no dia 25 de dezembro, mas será que foi neste dia que Jesus nasceu? No programa de hoje nós vamos procurar conhecer a verdadeira história que acompanha esta data, na qual o nascimento de Jesus é celebrado por milhões em todo o mundo. Para abordar a data do nascimento de Jesus, está connosco, como sempre, o teólogo Arthur Machado. Olá Arthur, aproveito para lhe desejar um Feliz Natal.
Um Feliz Natal também. Obrigado por estar hoje connosco para responder a esta pergunta que é tantas vezes colocada e que vai suscitando muitas dúvidas e nós vamos já colocá-la no
nosso ecrã. E a pergunta é a seguinte, os cristãos celebram o Natal em duas ocasiões diferentes. Podemos ter alguma certeza do dia em que Jesus nasceu? Muito bem, é uma boa pergunta. Realmente o Evangelho não nos deixa qualquer apontamento sobre o dia em que Jesus terá nascido. Não obstante, os cristãos dividem-se em duas datas diferentes. Consoante estivermos a falar dos cristãos de Ocidente, e mesmo no Ocidente, basta nós estarmos aqui na Península Ibérica e repararmos que, enquanto que os portugueses celebram o Natal a 25 de dezembro, os espanhóis celebram-no no dia 6 de janeiro.
Portanto, se estou por aí, já poderia sugestar alguma dúvida que só tem exatidão do dia, não é? Exatamente. A exatidão do dia é complicada. No programa anterior, nós vimos também que, para o ano em que Jesus nasceu, a coisa também não está muito clara. Conseguimos avançar com um intervalo, mas não. Com o ano concreto. Exatamente, não com o ano concreto. Para o dia, é exatamente a mesma coisa. O que Lucas nos diz de concreto, no capítulo 2 do seu Evangelho e no versículo 8, é que havia naquela mesma região pastores que viviam nos campos e que guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite. Ora, este detalhe é importante, porque nós sabemos que na Palestina os pastores estavam nos campos mais ou menos entre março-abril até ao mês de novembro. E, portanto, se quiséssemos indicar pelo menos as estações do ano em que Jesus teria nascido, ele poderia ter nascido na primavera, no verão e no outono.
estaria excluído, estaria partida, portanto, o inverno. E essa ausência de informação concreta levou os cristãos, ao longo dos séculos, a procurar calcular a data para o nascimento de Jesus. Vamos a um primeiro Um primeiro escrito que foi falsamente atribuído a Cipriano, esse escrito é datado do ano 243 da nossa era, portanto do século III, em que fixa o dia do nascimento de Jesus a 28 de março. E porquê a 28 de março? Porque, segundo o autor deste escrito, quando no livro de Gênesis Deus separou a luz das trevas, elas formariam duas partes iguais.
Por isso, a criação do mundo teve de ter necessariamente lugar num momento em que o dia e a noite tivessem o mesmo comprimento. Ora, o calendário romano fixava o equinócio da primavera no dia 25 de março, pelo que este autor raciocinou. E ele diz 25 dia 1, 26 dia 2, 27 dia 3, 28 dia 4. E, portanto, ele, como no profeta Malaquias, É dito que Jesus é o Sol da Justiça. O Sol é criado no dia 4º da Criação. Ele raciocinou, tal como para o Sol é criado no dia 4º da Criação, Jesus nasce, portanto, nesse dia 4.
Mas é bom lembrar que durante os três primeiros séculos a Igreja não mostrou qualquer interesse na data do nascimento de Jesus. Numa data particular, concreta, do nascimento de Jesus. Havia, depois, vários autores que foram fixando essa data em diferentes épocas. Por exemplo, a 2 ou 19 de abril, outros fixavam a 20 de maio, e havia esta escolha da primavera. Porquê? Porque prendia-se com este raciocínio. que se tinha feito sobre a criação do mundo. Houve alguns casos em que a data do nascimento de Jesus terá sido colocada justamente no inverno.
E, portanto, no inverno porquê? Porque a concessão teria acontecido a 25 de março, já sabemos porquê, porque é o equinócio da primavera, e o nascimento de Jesus dar-se-ia no inverno. Júlio, o africano, Vamos ver essa citação também. Na sua cronologia, no ano 221, se situa justamente o nascimento de Jesus no dia 25 de dezembro. Mas eu volto a referir que até ao século IV da nossa era, a Igreja não deu grande importância a estas diferentes datas que foram aparecendo para o nascimento de Jesus. São os cristãos do Oriente que vão começar a refletir mais concretamente sobre a data em que Jesus teria nascido e a maneira como ele se manifestou ao mundo.
Os cristãos do Oriente tinham muito esta ideia da manifestação de Cristo ao mundo. E havia uns que diziam que foi somente no momento do seu batismo que Cristo se tornou homem. Ou seja, que Cristo se manifestou como um ser humano. Até ali ele seria, digamos, um ser divino. Outros cristãos do Oriente sustentavam que não, que Jesus se tornou ser humano desde o momento em que nasceu. O que é correto é que Clemento de Alexandria dá-nos uma informação que havia, na cidade de Alexandria, um certo basilides que era gnóstico. O gnosticismo é uma filosofia grega que tinha impregnado bastante o cristianismo.
E este basilides, com os seus seguidores, festejava, no dia 6 ou no dia 10 de janeiro, a manifestação de Jesus sobre a Terra. E, portanto, porquê a manifestação de Jesus? Porquê esta palavra, a manifestação de Jesus, sobre a Terra? Nós vamos ver porquê. Muito bem, vamos. E esta citação vai nos dizer que a palavra manifestação, em grego, diz epifaneia. E, portanto, esta festa do batismo era dominada epifania. Este Basílides acreditava que Jesus só se tinha manifestado em carne no momento, portanto, do batismo, o que significa que no início do mês de janeiro, a 6 ou a 10, os discípulos deste Senhor festejavam a manifestação de Cristo no mundo terrestre.
Ora, este 6 de janeiro tinha conotações pagãs. Vinha justamente, a data não é, digamos, desprovida de significado. Na verdade, a 6 de janeiro, os pagãos faziam uma festa em honra de Dionísio. Essa festa estava relacionada com o prolongamento dos dias. Também em Alexandria, nesta data, festejava-se o nascimento de Eón. que era nascido da Virgem Coréia. Portanto, temos aqui algumas semelhanças com o facto de Jesus ser nascido também da Virgem Maria. E essa data do 6 de janeiro era também uma data importante porque era dedicada ao Deus Osíris.
Acreditava-se que nessa data as águas do Nilo recebiam um poder milagroso. Daí que os discípulos de Basílides escolheram esta data para justamente, como cristãos, perceber que Jesus Cristo se tinha manifestado no seu batismo ao mundo, porque já que no mundo pagão o Nilo recebia um poder mágico, havia também este deus Éon, que era nascido da virgem Coréia, Portanto, todas estas coisas concorreram para que realmente esta data fosse escolhida, digamos, no Oriente.
Depois, nas controvérsias cristológicas que vão abalar a Igreja sobre justamente a origem divina ou a origem humana de Jesus Cristo, no século IV, sobre a divindade de Jesus, vai-se sentir muito a necessidade de considerar o nascimento de Jesus, lá está, como a sua manifestação, a epifania. E o que a igreja constatou foi que, no Oriente, esta festa, que comorava no dia 6 de janeiro, vai, na realidade, comorar duas realidades. No dia anterior, ela vai comemorar o nascimento de Jesus, no dia 5. No dia 6, ela vai comemorar o batismo, portanto, de Jesus.
Da Síria, há também um testemunho que nos chegou de Éfram, que era um pai da igreja, que chamava a esta festa – portanto, estamos sempre no Oriente, ok? – chamava a esta festa a mais sublime da festa cristã e dizia que nesta festa as casas dos cristãos eram ornamentadas de coroas, havia uma grande alegria entre os cristãos e este Efraim menciona justamente que no dia 5 se celebrava o nascimento de Jesus, a adoração dos pastores, o aparecimento da estrela e no dia 6 a adoração dos magos e o batismo de Jesus nas águas do Rio Jordão. Portanto, nós podemos dizer de concreto que esta festa da Epifania, que se comemorava na Igreja do Oriente no dia 6 de janeiro, era uma adaptação das festas pagãs a Dionísio, aos Íris e ao Deus Éom, que os cristãos recuperaram, reciclaram para poder transmitir uma ideia que se formou e que era controversa na Igreja do Oriente sobre em que momento é que Jesus Cristo se teria manifestado em carne.
Uns diziam que era no momento do nascimento, outros diziam que era no momento do batismo. E assim como vimos, esta festa dividia-se em duas e contentava todo o mundo. Muito bem. Creio que ficou muito claro. Portanto, já percebemos que nós não podemos determinar com exatidão a data do nascimento de Jesus e que as datas que são assinaladas para celebrar o seu nascimento, que era o 25 de dezembro, mais no ocidente, e o 6 de janeiro, no oriente, este que, portanto, vem de... Preveniente de festas pagãs mais antigas. Na segunda parte, nós vamos ver, agora com mais detalhe, como é que surgiu o 25
de dezembro para assinalar o nascimento de Jesus. Mas antes, eu quero, no programa de hoje, dizer-lhe que nós temos um presente muito especial para si. Já percebeu que este é um espaço totalmente dedicado ao estudo aprofundado da Bíblia, das Sagradas Escrituras? E se, porventura, deseja estudar a Palavra de Deus, mas ainda não tem consigo uma Bíblia, se ainda não possui uma Bíblia, tenho uma boa notícia. Nós queremos oferecer-lhe, neste dia, uma Bíblia exatamente igual a esta que nós temos aqui colocada no nosso estúdio, a Palavra de Espança. Ela estava junto a uma candeia, uma lanterna, fazendo-nos lembrar as palavras do Salmo 119, versículo 65, quando lemos que a palavra de Deus é a lâmpada para os meus pés, é a tua palavra e luz para o meu caminho.
Mostrando que a palavra de Deus ilumina e pode guiar a nossa vida. Se ainda não tem uma Bíblia, então pode receber uma igual a esta sem qualquer custo. Para isso, basta enviar uma mensagem para o número 933 939291 e mencionar, anote bem, oferta palavra de esperança. Eu vou repetir, na sua mensagem escreva oferta palavra de esperança. Não perca por isso a oportunidade de receber esta Bíblia em sua casa e começar a descobrir o poder transformador que a Palavra de Deus pode trazer para a sua vida. Antes de avançarmos para a próxima pergunta que já adiantámos, vamos para um brevíssimo intervalo. Continuo por aí porque nós voltamos já de seguida. TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança.
Estamos a dar início à segunda parte do programa Fórum Bíblico. Hoje estamos a abordar, eu diria que quase inevitavelmente, o tema da data do
nascimento de Jesus. Artur, vamos avançar então para a segunda pergunta. E a segunda pergunta vai nos focar no dia 25 de dezembro. E a pergunta é como se chegou à data de 25 de dezembro, que nós celebramos, para assinalar o nascimento de Jesus? Ora bem, nós já vimos a data do 6 de janeiro. Esta data também estava, de alguma maneira, já a ter alguma implantação nas igrejas do Ocidente. Não há é consenso entre os diferentes historiadores, nem entre os diferentes especialistas, em que momento é que o 25 de dezembro foi adotado em detrimento do 6 de janeiro. Portanto, em que momento é que a Igreja do Ocidente adota a data do 25 de dezembro como a data para celebrar o nascimento de Jesus.
Pensa-se que isso terá acontecido entre o ano 325 e o ano 354 da nossa era, uma vez que há documentos que atestam a existência desta festa do dia 25 de dezembro desde o ano 336. Portanto, a Igreja do Ocidente desde o ano 336 que celebra o 25 de dezembro. Só não sabemos quando concretamente é que isto começou. Pode ter tido aqui alguma influência o facto de Constantino o Grande ter exercido uma pressão sobre a Igreja do Ocidente para adotar essa data. E há dois elementos que podem ter aqui concorrido para que isto tivesse acontecido. Nós vamos ver que um desses elementos foi o concílio de Niceia, no ano 325 da nossa era, justamente para se condenar a doutrina de que Jesus, no momento do seu nascimento, não teria sido feito homem.
Portanto, o concílio de Niceia vai debater, é um concílio sobre a Cristologia, o concílio, um concílio sobre a Cristologia, que nos mostra, quer clarificar, justamente, todas as situações heréticas que começavam a acontecer no meio cristão. E ele pode ter realmente tido uma influência na escolha desta data. E, portanto, esta condenação afastava de imediato todas as ideias que diziam que Jesus só se tinha manifestado em carne no momento do seu batismo, em causa à origem da festa da Epifania. A origem, portanto, da festa do 6 de janeiro. Daí tem que escolher uma outra data.
E essa data vai recair sobre o 25 de dezembro. Agora, o problema vai ser o mesmo no Ocidente. Tal como a data do 6 de janeiro vinha já de um meio pagão, a data do 25 de dezembro também já vinha de um contexto pagão, porque nós sabemos que havia uma festa pagã chamada o Dies Natalis Solis Invicti, ou seja, o dia do nascimento do sol invencível. E essa festa era celebrada no 25 de dezembro. Nós sabemos isso pela história. Ainda antes da introdução, por exemplo, do culto de Mitra, os próprios imperadores romanos tinham... o sol como um deus e tinham feito um culto ao sol invictus, ao sol invencível.
E no século III sabemos que havia os jogos, sabemos que havia celebrações, nesse dia 25 de dezembro, em honra do deus sol. O culto de Mitra, que era particularmente realizado em favor dos soldados romanos, veio também promover essa adoração do sol invencível. concorrente do culto cristão. Portanto, este culto de Mitra era realmente um concorrente do culto cristão. Daí que a Igreja de Roma tenha feito alguns esforços para opor a esse culto pagão, um culto cristão e a natureza de um dia que pudesse justificar, portanto, para os cristãos e para a população em geral, uma celebração que fosse mais comum.
Já sabemos, portanto, que a profecia de Malaquias 4.2, que coaciona Jesus como o Sol da Justiça, vai ser aproveitada, em particular, por Ambrósio de Milão, que confrontava a festa pagã e a festa cristã, dizendo que Cristo é o nosso, Novo Sol. Santo Agostinho também fez alusão à festa do dia 25 de dezembro e exhortava os cristãos a não adorar o Sol. nesse dia, como faziam os pagãos, mas sim a adorar aquele que o criou. Nós sabemos ainda, e agora este é um outro elemento que tem muita importância na escolha do dia 25 de dezembro, que o Imperador Constantino envidou todos os esforços para reunir o culto solar e o culto cristão.
E para alcançar esse objetivo, no ano 321 da nossa era, ele fez com que o dia de domingo, que era um dia consagrado ao Sol e que era também tido pelos cristãos de Roma como o dia do Senhor, fosse declarado dia de descanso semanal oficial. E, após isso, Constantino continuou a exercer a sua influência para fazer com que o dia 25 de dezembro, o dia do Sol invencível, do nascimento do Sol invencível, pudesse ser adotado pelos cristãos como o dia do nascimento de Jesus. Roma tenta impor esta data do 25 de dezembro às igrejas do Oriente. Mas as igrejas do Oriente nunca implantaram verdadeiramente esta data.
Ofereceram uma forte resistência e nós temos documentos que provam isso. Por exemplo, em Antioquia, no ano de 386, portanto século IV, João Crisóstomo, no dia 20 de dezembro, exorta os fiéis a comparecerem cinco dias mais tarde para celebrar o nascimento de Jesus. Era a prova que eles não o faziam. Ele exorta-os para eles virem fazê-lo no dia 25 de dezembro, era a prova que eles continuavam a fazê-lo no dia 6 de janeiro. Em Constantinopla, a festa do 25 de dezembro foi introduzida por Gregório de Nazianzo no final do século IV, portanto no ano 379. O Egito vai resistir até o século V, até o ano 431, e apesar de Jerónimo, que é um dos tradutores da Bíblia para o latim, fazer também a sua pressão para que o dia 25 de dezembro fosse celebrado, Muito na Terra Santa não convenceu os cristãos a mudarem do 6 de janeiro para o 25 de dezembro.
Temos, portanto, duas datas, 6 de janeiro e 25 de dezembro. Ambas as duas têm raízes relacionadas com festas pagãs que foram aproveitadas pelos cristãos para traduzir o nascimento de Cristo. Obrigado. Mas não há qualquer apoio nos Evangelhos que nos possam dizer que ambas as datas estão corretas, porque os Evangelhos não nos dizem em que dia Jesus nasceu.
Muito bem, essa era a razão de ceder a terceira pergunta, portanto deixando de lado as tradições e os cálculos que vão sendo feitos ao longo da história, perceber se pela Bíblia nós conseguimos ou não determinar esse dia. E a terceira pergunta que tínhamos para colocar, eu vou pedir que ela seja colocada no ecrã, é se seria possível então com os evangelhos nós determinarem em que data é que Jesus nasceu e já explicou. Lucas diz-nos que Zacarias, o pai de João Batista, foi ao templo segundo a ordem de Abias. Isto é importante porque João vai nascer e Jesus nasce seis meses depois de João. Agora, nós só não sabemos é em que data Zacarias foi ao Templo. Porque ele foi na ordem de Abias, mas a ordem de Abias poderia ter dividido-se em duas turmas e nós não sabemos em qual das turmas Zacarias foi.
Porque se ele fosse numa primeira turma, nós sabemos, a partir do calendário do ano V antes de Cristo, que essa primeira turma estava de serviço ao Templo entre o 24 de junho e o 1 de julho. E, portanto, se Zacarias tivesse sido nessa primeira turma, ele ao regressar a casa poderia ter tido o seu relacionamento sexual com a sua esposa e, João Batista teria nascido entre os dias 23 e 30... João Batista teria sido concebido aí, perdão, teria nascido nove meses depois e Jesus teria nascido seis meses depois, ou seja, João Batista teria nascido em Abril e Jesus em Outubro.
Mas se Zacarias fosse na segunda ordem, que era entre 23 e 30 de Dezembro, João Batista já teria nascido em Janeiro, teria sido concebida em janeiro, perdão, teria nascido em outubro e Jesus teria nascido em março ou abril. Portanto, em ambas as possibilidades, Jesus nunca teria nascido no inverno, nem a 6 de janeiro, nem a 25 de dezembro. Ele poderia ter nascido ou no outono, entre setembro e outubro, ou na primavera, entre março e abril, consoante Zacarias tenha ido ao templo. na primeira turma ou na segunda turma. Logo, os dados que os evangelhos nos dão nunca nos permitiriam chegar à data nem de 25 de dezembro nem de 6 de janeiro.
Porém, porque é que eu celebro essa data no dia 25 de dezembro? E vou dar o meu testemunho muito rapidamente. Jesus nasceu. Eu não sei em que data foi. Eu sei é que os cristãos e as pessoas são mais sensíveis nesse dia. E nesse dia eu procuro traduzir para as pessoas e em todos os dias da minha vida aquilo que é a essência do nascimento de Cristo. É estarmos disponíveis para os outros. É entregarmos justamente ao mundo num serviço que promova o bem-estar e que desenvolva o amor para com as pessoas. apesar de eu saber que Jesus Cristo não nasceu nem no dia 25 de dezembro, nem no dia 6 de janeiro. É mais o espírito que me move do que uma certeza de data que eu sei à partida, que não coincide com estas que são comemoradas.
Muito bem. Portanto, mais importante do que sabermos a data é entender o significado do nascimento de Jesus. O nosso tempo está mesmo mesmo a terminar, mas antes de concluirmos, eu não queria deixar sem chamar a sua atenção, uma vez mais, para a oferta que hoje temos para si. Se ainda não tem uma Bíblia consigo, esta é uma excelente oportunidade para pedir uma igual a esta, a Palavra de Esperança. E pode fazê-lo enviando-nos uma mensagem para o número 933 939291, na qual deverá escrever, tome nota, escreva, anote bem, oferta palavra de esperança. A nossa equipa, depois de receber a sua mensagem, vai enviar para si esta bíblia gratuitamente, a qual vai certamente, tal como a lanterna aqui no nosso estúdio, iluminar a sua vida.
Ficamos assim à espera da sua mensagem, mas também ficamos à espera das suas perguntas, que já sabe, poderá enviar para o mesmo número ou então, se preferir, para o e-mail programas arroba-novotempo.pt. Termino deixando-lhe, em nome de toda a equipa de produção do Fórum Bíblico, os votos de um Feliz Natal, junto de todos aqueles que lhe são queridos, lembrando, acima de tudo, que o maior presente é Jesus Cristo, o nosso Salvador. Continua a estudar a Bíblia e permita que ela seja a luz para o seu caminho. O Fórum Bíblico volta a abrir já na próxima semana porque queremos continuar a responder às suas perguntas. O encontro fica a ser marcado. Esperamos por si e tenham um Feliz Natal.