O que os profetas disseram

O que os profetas disseram

31 de Janeiro de 202242 min 31 s

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Seja muito bem-vindo. Estamos de regresso para mais um programa em busca da verdade. Aqui estamos nesta segunda temporada que já vai bem avançada. Este é o programa número 12 e por isso muito obrigado por continuar connosco. Acredito que talvez tenha acompanhado ao longo de todas estas semanas. Se está a ver-nos por acaso ou pela primeira vez, saiba que então pode aproveitar na página da Novo Tempo, nos canais, aliás, do YouTube, por exemplo, da Novo Tempo Portugal, a procurar os nossos programas e fazer toda esta série. Estamos a fazer uma série de estudos bíblicos, estamos à procura de grandes verdades da Bíblia e a encontrá-las sobretudo a partir da história e da vida de Jesus. Já agora a dizer também que tem a primeira série desta, ou a primeira temporada do nosso programa, onde tem um conjunto de 20 grandes temas bíblicos também, se porventura nunca os viu, fica talvez aqui o desafio Por agora vamos hoje descobrir o que os profetas disseram, uma expressão que vamos encontrar na Bíblia e que tem uma grande relevância porque Jesus como Messias e a sua vida realmente ela foi anunciada pelos profetas.

E hoje vamos procurar na Bíblia, vamos descobrir esta grande verdade e depois a encontrá-la realmente de uma maneira profunda na palavra de Deus. Antes de lermos então o nosso texto bíblico de hoje, de base vamos pedir a benção de Deus para este momento. Convido-o então a orar uma pequena prece comigo. Te agradecemos, Nosso Pai, porque estás aqui connosco neste momento, porque bem disseste que onde alguns estivessem abrindo a Tua Palavra, Tu estarias com eles e sabemos que pelo Teu Espírito Santo estás connosco, comigo aqui neste momento e com quem está em sua casa ou em qualquer lugar a ver este programa. Que a Tua bênção esteja sobre todos nós, é o que te pedimos em nome de Jesus. Vamos então a Lucas no capítulo 24.

O caminho de Emaús

Vamos ler um encontro incrível de Jesus já depois da ressurreição de Cristo. E Jesus teve um encontro muito especial que vamos ler então a partir do versículo 13. Acompanhe. Diz o texto, eis que no mesmo dia iam dois deles para uma aldeia que distava de Jerusalém, 60 estádios, cujo nome era Emmaus. Iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido e aconteceu que indo eles falando entre si faziam perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou e ia com eles. mas os olhos deles estavam como que fechados para que o não conhecessem. E ele disse-lhes que palavras são estas que caminhando trocais entre vós e porque estáis tristes.

E respondendo um cujo nome era Cleópas, disse-lhe és tu só peregrina em Jerusalém, não sabes as coisas que nela têm sucedido nestes dias. E ele lhes perguntou quais. E eles disseram as que dizem respeito a Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo, e como os principais dos sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação de morte e o crucificaram. E nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel, mas agora, com tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram. É verdade que também algumas mulheres dentre nós nos maravilharam, as quais de madrugada foram a sepulcro e, não achando o seu corpo, voltaram dizendo que também tinham visto uma visão de anjos, que dizem que ele vive.

E alguns dos que estavam connosco foram ao sepulcro e acharam ser assim, como as mulheres haviam dito, porém não o viram. E ele lhes disse, honestos e tardes de coração, para querer tudo o que os profetas disseram. Porventura não convinha que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória? E começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se encontrava em todas as escrituras. Que tremendo encontro este com dois discípulos de Cristo e o seu mestre que eles não reconheciam. É uma passagem realmente onde podemos dar ênfase a esta expressão quando eles próprios falaram de Jesus dizendo que ele era o profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e do povo.

O texto, como lemos, dizia que eles estavam com os olhos como que fechados, porque eram dois discípulos de Jesus e eles caminhavam em direção à pequena terra de Imaús, que estava a cerca de 12 km de Jerusalém e, no entanto, não foram capazes de reconhecer Jesus, que se juntou a eles. É interessante porque, mesmo que não o reconhecessem, Jesus podia ter-se dado a conhecer. Mas aquela emoção que eles iriam experimentar mais tarde, quando o reconhecessem todos juntos, ter-lhes ia impossibilitar, talvez, a aprendizagem que Jesus quis dar-lhes e que foi tão proveitosa. Talvez teria impossibilitado a maravilhosa experiência que eles estavam prestes a viver e que ainda hoje nos pode ser muito útil.

Alguns cristãos, até mesmo algumas denominações cristãs, a verdade é que desconsideram em grande parte o Antigo Testamento e colocam toda a sua ênfase no Novo Testamento. Mas a verdade é que as Sagradas Escrituras, a Bíblia, que eu tenho aqui, que com certeza tem também em sua casa, são um todo, um todo indivisível. Porque os livros que foram organizados naquilo que nós chamamos Novo e Antigo Testamento, eles foram inspirados rigorosamente da mesma maneira, pelo Espírito Santo, como diz o apóstolo Pedro, que os homens de Deus foram inspirados pelo Espírito Santo. E, portanto, todos estes textos inspirados são os indispensáveis à nossa caminhada Ora, o versículo 21 especificamente, estes dois discípulos reconheceram que esperavam que fosse Ele, Jesus, o Cristo, o Messias, que remisse Israel.

Todos sabemos que na vida, muitas vezes, quando Quando a maior expectativa que nós temos em relação a alguma coisa não se cumpre, maior é a desilusão. Ora, no caso dos discípulos, o desconhecimento do que profeticamente estava anunciado desde o Antigo Testamento pelos profetas sobre o Messias, foi esse desconhecimento que os levou agora à angústia e à decepção que eles tinham. E agora, estes homens, a caminho de Imaus, o que é que eles diziam ao próprio Jesus? Esperávamos que ele fosse aquele que remisse Israel. Eles estavam, na verdade, cegos. Cegos para a grandeza da redenção que eles acabavam de testemunhar. Ora, o conhecimento das escrituras, e neste caso lembremos que as escrituras eram aquilo que nós chamamos o Antigo Testamento, teriam dissipado tudo isto.

Aliás, como depois se verificou, quando o mestre dizia o texto, os ajudou a entender tudo o que estava escrito. Portanto, o que é que nós entendemos ou podemos concluir daqui? Que uma fé em Cristo que pode ser possível na vida de qualquer cristão. Mas uma fé que não esteja enraizada nos ensinos da Bíblia, será sempre uma fé que é muito facilmente sacudida, muito facilmente até destruída. Basta surgir algum problema, alguma dúvida, e então a fé é destruída. E Jesus mostrou claramente a estes homens que se eles tivessem conhecimento do que estava revelado pelos profetas, que isto teria sido evitado. Ora, no versículo 22 nós compreendemos que nem o relato das mulheres que já tinham ido ao sepulcro, mesmo a ida de alguns outros discípulos para constatar que o sepulcro estava vazio, é interessante que nem isto foi suficiente para tirá-los daquele desespero, daquela dúvida.

E eu ponho-me a imaginar quão diferente teria sido se estes homens tivessem conhecimento bíblico necessário através dos profetas. E, nesse caso, em vez de motivo de desilusão, a morte de Jesus teria sido o quê? É interessante isto. Teria sido uma confirmação. Porque, ainda que isto pareça até um paradoxo, uma coisa incoerente, a mesma crucificação de Cristo, que destruiu as esperanças dos discípulos, aquela esperança que tinham de que Ele fosse o Messias, Esta mesma proporcionou a José ou a Nicodémus uma prova convincente dessa grande verdade. Foi logo após a sua morte, antes ainda da ressurreição, que os seus testemunhos de fé em Jesus tornaram-se públicos.

Quer dizer que eles não deixaram de querer. Ora, por isso mesmo Jesus afirmou que eles eram nércios, porque a sua mente estava fechada para a verdade. O que é que os profetas tinham anunciado sobre o Messias? Será que a nossa convicção de que Jesus é o Messias prometido, ela está firme nas Escrituras? Hoje isto é uma pergunta importante. É porque muitos, mesmo crendo nos profetas, ainda resistem à ideia de que Jesus é o Messias de Deus. Mas nós não precisamos de hesitar, porque as coisas que Deus revelou aos profetas, como dizia o apóstolo Paulo, estão escritas para aviso nosso. E hoje eu vou desafiá-lo realmente aqui no nosso programa, a procurarmos na Escritura para encontrarmos, quem sabe, até grande parte do que Jesus, nesse dia lá em Imaús, ou a caminho de Imaús, terá dito aos discípulos.

A historicidade de Jesus

Antes disso, queria mostrar-lhe aqui alguma coisa. Nós podemos hoje estar seguros que a existência de Jesus, enquanto o homem que esteve nesta Terra, nós temos absolutamente provas de que isto não se trata de uma lenda. Existem muitas lendas, naturalmente, sobre grandes heróis do passado, algumas misturam verdades históricas com invenções, propriamente lendas, mas nós temos muitas ou pelo menos várias fontes e fontes de diferentes origens que não apenas a Bíblia, porque a Bíblia é uma fonte de qualquer forma, mas existem outras que atestam aquilo que nós podemos chamar a esturicidade de Jesus. Isto para que ninguém pudesse pôr aqui em causa que Jesus tenha existido, embora hoje isto também já não é um debate, mas é sempre interessante fazer esta análise.

Eu vou mostrar-lhe aqui hoje pelo menos três exemplos. Trago-lhe o exemplo de Flávio Josefo, um historiador judeu nascido ali por volta do ano 37, 38 depois de Cristo, portanto praticamente ele quase contemporâneo de Cristo, mas pelo menos contemporâneo de toda a história do Cristianismo. Há um verso aliás bastante polémico de alguma forma entre os judeus E ele escreveu o seguinte, no livro, na obra Antiguidades Judaicas, diz assim, por esse tempo apareceu Jesus, um homem sábio que praticou boas obras e cujas virtudes eram reconhecidas. Muitos judeus e pessoas de outras nações tornaram-se seus discípulos. Pilatos o condenou a ser crucificado e morto, porém aqueles que se tornaram seus discípulos pregaram a sua doutrina.

Eles afirmam que Jesus apareceu a eles três dias após a sua crucificação e que está vivo, talvez ele fosse o Messias previsto pelos maravilhosos prognósticos dos profetas. Depois temos uma fonte romana, agora não um historiador judeu, mas romano, portanto alguém que estava obviamente em total confronto, aliás com a história cristã, Mas repara o que Tácito, um historiador romano, portanto muito, muito cedo, em relação à história cristã, nasceu por volta de 52, Tácito escreveu que, nomeados a partir de Cristos, sofreu a penalidade máxima nas mãos de Póncio Pilatos durante o reinado de Tibério.

Portanto, esta fonte judaica coloca, aliás, Jesus num contexto e num relato histórico. E depois temos uma fonte, neste caso grega dita pagã na linguagem cristã, de um texto de Luciano de Samosata. que nasceu por volta do ano 125 d.C. Ele, na verdade, escreve um texto a criticar Cristo e os cristãos. Portanto, estamos a falar de alguma coisa que é antagónica ao cristianismo, mas que, portanto, é uma fonte que é um relato muito fidedigno do movimento de Cristo e do que se passou nesse tempo. E ele escreveu o seguinte, os cristãos, como sabemos, adoram o homem até hoje. O personagem distinto que introduziu os seus rituais insólitos, dizia ele, foi crucificado por isso e foi incutido neles por seu legislador, que são todos irmãos, desde o momento que se convertem e vivem segundo as suas leis.

Tudo isso adotam como fé e como resultado desprezam todos os bens mundanos, considerando-os simplesmente como propriedade comum. Interessante que com base em documentos como este, É claro, sobretudo quando aliamos estes relatos ao grande relato, à grande evidência da obra e da presença de Cristo, que é o Novo Testamento, nós podemos afirmar que a verdade histórica

As profecias do Messias

da existência de Cristo está para lá da dúvida. Agora, a questão que se coloca realmente é quem realmente é Jesus. Ora, a Bíblia E o Antigo Testamento, em particular, falavam desde muito cedo da promessa de um ungido ou um escolhido de Deus, portanto designado como o Messias. Para que o seu povo pudesse crer, o grande propósito das profecias era este, que o povo de Deus pudesse crer e preparar-se. Então, centenas de revelações, centenas mesmo, foram feitas pelos profetas de Israel, que deveriam cumprir-se no Messias, enviado de Deus. Ora, as profecias do Antigo Testamento, elas não foram acrescentos modernos ou posteriores ao cumprimento.

Os textos, o que estou a tentar dizer-lhe é que os textos do Antigo Testamento não foram escritos depois de Jesus ter vivido para tentar criar uma espécie de encenação profética. Sobre isto, aliás, nós não precisamos ter qualquer dúvida porque as evidências da existência antiga dos profetas é grande. E a este propósito podemos até referir, por exemplo, a tradução da Bíblia das Escrituras, que é chamada Septuaginta, que é uma versão traduzida para a língua grega, isto foi feito a partir do terceiro século antes de Cristo, mas é uma tradução da Bíblia Hebraica, portanto aquilo que nós temos na nossa Bíblia como o Antigo Testamento. Ora, uma obra que só pode ser feita depois do Antigo Testamento já estar completa, Por isso foi uma tradução praticamente completa do Antigo Testamento e que foi usada muito antes de Jesus nascer ou viver.

Portanto, neste contexto, este é um testemunho muito importante, essa tradução, mas também podemos referir aqui as descobertas muito importantes arqueológicas de Qumran, que ficaram muito conhecidas e foram descobertas naquelas grutas lá nessa zona de Qumram, isto em 1947. E essa grande descoberta arqueológica veio a revelar rolos com trechos ou até com livros completos dos profetas do Antigo Testamento, alguns deles datados do 2º e até do 3º século antes de Cristo. E, portanto, nós temos aí evidências inequívocas de que os textos do Antigo Testamento já estavam escritos e que revelavam profeticamente detalhes sobre a vida do Messias que vieram a cumprir-se.

E este é o foco do estudo que quero fazer hoje consigo. Estes detalhes vieram a cumprir-se de forma exata, incrivelmente exata, em Jesus Cristo na sua vida. e foram revelados, em alguns casos, com centenas, até 700 anos antes de Cristo ter nascido. E, por isso, hoje vamos fazer essa pesquisa. Que profecias são essas? Como é que podemos verificar a exatidão do seu cumprimento? Então vamos fazer o exercício mais simples, mas ao mesmo tempo mais revelador que pode ser feito, que é, nós vamos colocar aqui em evidência as profecias do Antigo Testamento e depois vamos verificar na história, no relato da biografia de Jesus, o momento em que essas profecias foram cumpridas tal como está registado no Novo Testamento.

Para isto o que é que nós precisamos de fazer? Ir à procura, fazer essa pesquisa, citar, procurar os textos do Antigo Testamento, para depois verificar a harmonia com aquilo que está revelado sobre a vida de Jesus. Mas nós ainda podemos ir levar um pouco a fasquia. E vamos fazer isto exclusivamente para profecias que se tenham cumprido particularmente nas últimas 24 horas de Jesus. Ou seja, os momentos que levaram Jesus à sua morte. Porque nós temos profecias, na verdade, nas Escrituras, que dizem a respeito ao nascimento, à vida de Jesus, mas vamos focar-nos apenas na sua morte. Será possível que os profetas do Antigo Testamento, centenas de anos antes de Cristo ter vivido, tenham revelado com exatidão Algumas dezenas de detalhes sobre a experiência terrível que Jesus viveu na sua morte.

Se nós conseguirmos fazer isto e se encontrarmos essas evidências, nós temos duas evidências que ficam claras dentro de nós, de que a Bíblia é a palavra de Deus porque ele revelou segredos aos profetas e de que Jesus é realmente o Salvador. Então, eu convido-o a fazer isso. Eu não trouxe hoje dezenas para trazer o número redondo, trago-lhe apenas dez. Dez evidências proféticas. E o que vamos fazer é muito simples. Eu vou mostrar-lhe os textos do Antigo Testamento e imediatamente vamos verificar o cumprimento desse texto na vida de Jesus durante essas últimas 24

Profecias da paixão

horas da sua vida. Então vamos começar. Primeira declaração profética. O Antigo Testamento e os profetas anunciaram que Jesus seria traído por um amigo e que esse amigo comeria do seu pão. Não lhe parece incrível? Vamos ler onde é que está isto. Salmo 41. Nós encontramos nos Salmos várias indicações e revelações proféticas. Diz o Salmo o seguinte. Até o meu próprio amigo íntimo em quem eu tanto confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar. Uma indicação profética sobre o que aconteceria com Jesus, o Messias. Onde é que isto se cumpriu? na vida de Jesus com os seus discípulos e Judas em particular. Vamos ler. Respondeu-lhe Jesus, é aquele a quem eu der este pedaço de pão molhado no prato e, tendo molhado o pedaço de pão, deu a Judas Iscariotos, filho de Simão.

Cumprimento exato da profecia feita pelo Salmo 41. Mas a Bíblia também revelava, pelos profetas, que Jesus, ao ser traído, seria avaliado em 30 moedas de prata, mas mais, que estas moedas seriam lançadas no chão, lançadas por terra, na casa do Senhor e que isto estaria associado ao campo de um oleiro. Note bem, tudo isto anunciado centenas de anos antes. Como é que isto é possível? Vamos ler Profeta Zacarias no capítulo 11 e o versículo 12. E pesaram o meu salário, trinta moedas de prata. Novamente, a referência. O Senhor, pois, me disse, arroja ou lança isto ao oleiro, esse belo preço em que fui avaliado por eles.

E tomei as trinta moedas de prata e as arrojei ao oleiro na casa do Senhor. Oráculo revelado ao Profeta Zacarias. Veja agora o cumprimento disto na vida de Jesus, tal como escrito pelos apóstolos. Mateus, vamos ler vários versículos de Mateus 26 e 27. e eles lhe pesaram 30 moedas de prata. E ele atirando para o templo, lemos depois mais à frente no 27, ele atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar. Versículo 7. Os príncipes dos sacerdotes, tendo deliberado em conselho, compraram com elas o campo de um oleiro para a sepultura dos estrangeiros.

Que incrível exatidão no cumprimento desta profecia. Terceira profecia. Que Jesus ficaria em silêncio quando fosse julgado e acusado. Encontramos esse texto num dos mais importantes textos proféticos, Isaías 53. Vamos ler agora aqui o versículo 7. Ele foi oprimido, mas não abriu a boca. Como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tuscadores, ele não abriu a sua boca. Onde é que a encontramos no Novo Testamento, nos Evangelhos? A perfeita... O perfeito cumprimento desta profecia, leia comigo Mateus 27, 12 a 14. Sendo acusado pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu.

Disse-lhe então Pilatos, não ouves quando testificam contra ti? E nem uma palavra lhe respondeu. De sorte que o governador estava maravilhado. Mas mais maravilhados podemos ficar nós. Não apenas pelo seu silêncio naquele momento, mas porque Jesus Esta sua atitude foi profetizada 700 anos antes pelo profeta Isaías. Leímos depois que Jesus seria ferido e particularmente que ele seria ferido nas suas mãos. Onde é que encontramos esta revelação? Profeta Zacarias novamente. Capítulo 13, versículo 6. Se alguém lhe disser que feridas são essas nas suas mãos, dirá ele são as feridas com que fui ferido em caso dos meus amigos.

Uma descrição incrível de Jesus, o Messias, sendo ferido nas mãos por aqueles que ele veio para salvar. Ora, o que é que nos revelam os evangelhos? Vamos ler Lucas 22, 63 e João 20, 27. E os homens que detinham Jesus zombavam dele ferindo-o. Depois ele disse a Tomé, põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos. Chega à tua mão e põe-na no meu lado. Não sejas incrédulo, mas crente. Jesus, quando apareceu a Tomé, que estava incrédulo de que ele pudesse estar vivo, disse-lhe, vê as minhas mãos, põe as tuas mãos nas minhas feridas, para que ele pudesse ter a confirmação. Então sabemos que a profecia de Zacarias foi perfeitamente cumprida.

Mas também sabemos um detalhe horrível, mas um detalhe que foi profetizado. Que o mestre do Messias seria cuspido pelos seus detratores. Ora, Isaías no capítulo 50 apresenta este oráculo, esta visão do Messias. Vamos ler. As costas dou aos que me ferem e a face aos que me arrancam os cabelos. Não escondo a face dos que me afrontam e me cospem. Nesta declaração profética, profeta Isaías anunciava a experiência que o Messias viveria. Podemos ler estas palavras. Custa até ler, mas que estão registadas em Mateus no capítulo 26 e versículo 67. Então cuspiram-lhe no rosto e davam-lhe murros e outros os bofeteavam.

Foi esta a realidade da experiência que o Mestre viveu. Mas quem estivesse atento às Escrituras sabia. Podemos imaginar Jesus naquele caminho até Imaús, a mostrar um texto como este e a mostrar àqueles homens que o que eles viram e que terá sido um horror para eles ver Jesus sofrer estes horrores, esta tortura, eles viram, não? Mas os profetas tinham-no anunciado. Vamos continuar. Jesus seria também escarnecido, uma outra forma de ser humilhado. Onde é que os profetas registaram isso? No Salmo 22, que eu aconselho a ler todo ele, um Salmo profético acerca dos sofrimentos e da experiência do Messias. Veja o que diz o versículo 7 a 8. Todos os que me veem zombam de mim, estendem os lábios e maneiam a cabeça dizendo, confio no Senhor que o livre, livre-o pois nele tem prazer.

Ora, com incrível exatidão, estas palavras se cumpriram na experiência de Jesus nestes últimos momentos da sua vida. Vamos ler Mateus 27, a partir do versículo 41. Da mesma maneira também os príncipes dos sacerdotes, com os escribes e anciãos, e fariseus, escarnecendo diziam, salvou os outros e assim mesmo não pode salvar-se. Se é o rei de Israel, deixa agora da cruz e creremos nele. Confiou em Deus? Livre-o agora, se o ama, porque disse, sou filho de Deus." Note, parece que estão a dizer palavra a palavra aquilo que estava registrado no Salmo 22. Ora, eles não o fizeram de propósito. eles não tinham consciência de que estavam a cumprir de maneira atroz, mas a cumprir o que tinha sido profetizado no Salmo 22.

Outro detalhe incrível, até porque era contrário ao que era normal acontecer neste tempo na pena por cruz, A escritura nos profetas revela que nenhum dos ossos de Jesus seria trespassado, do Messias, mas também... Perdão, que nenhum dos ossos seria quebrado, mas que ele seria, sim, trespassado. Como é que é possível? O que é que isto quer dizer? Vamos encontrar a profecia em Zacarias e depois o cumprimento. Zacarias 12.10 diz sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o espírito de graça e de súplicas e olharão para mim a quem trespassaram e o prantearão como quem pranteia por um unigénito, e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogénito." Mas chegamos à vida de Jesus, à experiência horrível da sua morte.

E vamos encontrar esta descrição em João, no capítulo 19. que diz o seguinte, quando se aproximaram de Jesus e viram que ele já estava morto, não lhe quebraram as pernas. Contudo, um dos soldados perfurou o lado de Jesus com uma lança e imediatamente brotou sangue e água. Cumprimento exato. Por isso a profecia anunciava que eles olhariam para aquele a quem traspassaram. Mas há um outro detalhe de incrível precisão que realmente era impossível, não apenas prever humanamente, mas impossível que alguém tentasse, vamos dizer, criar as condições para que isto fosse possível.

Então, nós sabemos que a profecia anunciava que Jesus morreria no meio ou entre outros, na verdade, esses verdadeiros transgressores, acusados à mesma pena ou condenados à mesma pena que ele. Então, vamos ler essa profecia mais uma vez em Isaías 53. E aí é-nos dito que porquanto derramou a sua alma na morte e foi contado com os transgressores. Ora, na vida de Jesus, onde é que nós vamos encontrar esta descrição de que ele morreu contado entre transgressores? Em Marcos no capítulo 15 e no versículo 27 está o registro de que crucificaram com ele dois salteadores, um à sua direita e outro à sua esquerda.

Sim, Jesus morreu sem culpa, mas morreu entre os transgressores. E chegamos às vestes, às vestes de Cristo. Embora humildes, mas as suas vestes seriam sorteadas, até porque tinham posto sobre ele uma veste com mais valor do que as que ele usava no dia-a-dia, como que ainda dentro desse contexto de gozo e de escárnio, as suas vestes, segundo a profecia, seriam sorteadas e repartidas. Vamos ler no Salmo 22, mais uma vez, já lhe disse um incrível salto profético, onde o salmista, em palavras que se calhar nem ele compreendeu, mas que eram pura inspiração divina, onde ele registou, repartem entre si as minhas vestes e lançam sortas sobre a minha túnica.

Será possível que um detalhe desta natureza tenha acontecido na vida de Jesus? Por homens, aliás, que eram entre os seus carrascos, portanto, não podiam ter tentado cumprir A profecia. Vamos ler o que aconteceu. Evangelho João, no capítulo 19. Tendo, pois, os soldados crucificados Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram quatro partes para cada soldado uma parte e também a túnica. A túnica, porém, tecida toda de alta baixo, não tinha costura. Disseram, pois, uns aos outros, não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela para ver de quem E assim, estes homens, inconscientes dessa realidade, cumpriam com exatidão milimétrica, diríamos, as palavras do salmista na sua profecia.

E, finalmente, chegamos à última evidência que vos mostro. A profecia incrível, e esta contra todas as leis da natureza, de que no momento da morte do Messias haveriam trevas sobre a Terra, a um momento em que o Sol estaria no seu auge, a Terra escondeu a sua luz? Ora, isto foi profetizado pelo profeta Amós no capítulo 8 e no versículo 9. Leia comigo. Sucederá que naquele dia, diz o Senhor, farei que o Sol se ponha ao meio-dia e a Terra se entenebreça em dia de luz. Ora, este oráculo sobre um momento único da história desta terra veio a acontecer precisamente por intervenção divina que nós registamos, lemos no registro de Mateus no capítulo 27 e o versículo 45, que diz que desde a hora sexta houve trevas sobre toda a terra até à hora noite.

Ora, a hora sexta, no horário, na forma como os judeus, neste período, e os romanos contavam o tempo, sabemos que a hora sexta era precisamente o meio-dia. Meio-dia. Ora, a mos dizia precisamente Que o sol se iria pôr ao meio-dia. Que a terra ficaria cheia de trevas em plena luz. Foi exatamente aquilo que aconteceu. Entre o meio-dia e as três da tarde houve umas trevas tutais. Agora, depois destas incríveis desividências, o que é que podemos dizer? Nós, é verdade que não podemos colocar em causa a existência histórica de Jesus.

A verdadeira identidade

Mas como isso não pode ser negado, então muitos reduzem-no a um mestre, um homem sábio. Alguns até poderão dizer um profeta de Deus. Mas ao considerar apenas estas partes do que poderia ter sido o homem Jesus, obviamente que todas elas negam a sua verdadeira identidade, aquela que ele próprio afirmou, o Emmanuel, ou seja, Deus connosco. Aquele de quem as escrituras revelam que ele era o Verbo. O Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. E as mesmas escrituras estou a citar o apóstolo João, na abertura do seu livro, do seu evangelho, que diz também que o Verbo fez-se carne e habitou entre nós e que vimos a sua glória como a glória do unigénito do Pai.

Lembra-se destas palavras? Não sei se já as ouviu. Ora, diante de tão tremendas revelações como estas que nós ouvimos aqui, nós não podemos escolher aquilo que queremos que Jesus seja. Podemos é escolher se o aceitamos na nossa vida. Nós podemos rejeitar, ver e até querer nestas evidências. Mas não podemos afirmar outra coisa que não está revelado. Ou Jesus é tudo o que ele disse, e então o que a profecia revela é a verdade, ou então ele não é nada. o autor famoso, autor cristão, C.S. Lewis, que foi, aliás, um agnóstico na sua juventude, mas que se tornou-se um grande crente e um dos maiores defensores de Cristo e da causa cristã, ele resumiu esta ideia de haverem apenas duas possibilidades diante do que está revelado na Bíblia sobre Jesus, sobre as profecias.

A primeira hipótese seria que as suas alegações são falsas. Esta é a primeira hipótese. Tudo o que Cristo diz que é, É falso. E se ele não sabe que é falso, então ele foi apenas um lunático, um homem louco completamente alienado à realidade, que se deu a morrer sem saber bem porquê. Mas se ele sabe, a outra hipótese é que ele sabe que ele não é nada daquilo que afirmou, então nesse caso o que ele teria feito era defraudar, mentir e agir hipocritamente. Mas agora note, de uma ou de outra forma, Jesus Cristo teria morrido. E, portanto, é um louco de qualquer das maneiras e, neste caso, seria a própria realidade a desqualificá-lo como sendo um profeta ou até mesmo um grande mestre.

Mas agora há uma segunda hipótese, então, que temos que analisar, que todas as alegações de Jesus sobre si mesmo são totalmente verdadeiras. é a alternativa que nos resta. E, nesse caso, ele é muito mais do que um profeta ou do que um mestre. Nesse caso, ele é Deus, Deus feito homem. Entenda que, com estas duas alternativas que analisámos aqui, isto significa o quê? Que Jesus nunca poderá ser um homem sábio ou um profeta. Porque, se ele não é Deus, não é o Messias, então, a sua sabedoria o levou à morte? Não há sabedoria nenhuma. Ou então, ele é o filho de Deus. e a sua morte na cruz foi uma dádiva ao mundo inteiro. E, diante disso, nós temos apenas isto, pesado amigo ou amiga, temos uma posição a tomar.

É se aceitamos ou se rejeitamos a dádiva da sua vida e a sua identidade como messias. Eu já lhe tinha dito que muitas outras profecias bíblicas eu não pude incluir aqui neste estudo, até por uma questão de tempo, e mesmo para não ser demasiado extenso essa leitura, Mas, de qualquer maneira, aquelas que fizemos aqui são suficientes para atestar isto, que Jesus Cristo é o Messias prometido de Deus. E o Messias veio para cumprir aquilo que estava escrito dele, escrito na lei de Moisés, escrito nos profetas, escrito nos salmos. Por isso, quando ele mesmo afirmou Estou a lembrar-me das palavras de Jesus, em que ele disse que são as Escrituras que de mim dão testemunho.

Como está registado em João, no capítulo 5. Ele estava a falar de quê? Do Antigo Testamento e destas profecias, precisamente, que acabámos de ler. Foram estas profecias que, com certeza, foram mostradas àqueles dois discípulos, no caminho de Imaus.

O propósito das Escrituras

Ao terminar este estudo, eu queria perguntar ainda, qual é a grande promessa que foi feita a todos os que reconhecem que Jesus é o Messias? e aqueles que creem nele. Essa é uma promessa incrível. E foi uma promessa registada, dita mesmo por um dos discípulos, que realmente teve o cuidado de deixar registadas estas grandes verdades, algumas destas verdades proféticas, como lemos hoje aqui vários dos seus textos. João, no capítulo 20, Resumiu a ideia, nos versículos 30 e 31, a ideia do porquê este evangelho e de ele escrever para que fosse lido por muitos. E ele disse, Jesus pois operou também em presença dos seus discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro.

Estes, porém, foram escritos para que creias que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. O conhecimento de Jesus. através das profecias, em primeiro lugar, e depois no relato dos evangelhos. Elas não têm como propósito apenas um acumular de informação. Não é a frieza de um saber intelectual que está aqui em causa. Aqui está em causa um conhecimento que nos abre os horizontes para uma vida abundante, como Jesus dizia. Essa vida abundante é em Cristo que nós podemos obtê-la. conhecê-lo a ele, Jesus, e perceber a dimensão do que a Bíblia revela sobre quem ele foi, implica na nossa vida uma decisão.

Não podemos é ficar indiferentes. É por isso que nós, quando somos confrontados com a verdade de Jesus ser o Emmanuel, Deus connosco, profetizado por tantos e tantos profetas, ficamos na mesma posição do que ficou Pilatos. que teve também uma evidência de que aquele homem não era digno da morte.

A grande escolha

E, no entanto, quando perguntou que farei de Jesus chamado Cristo, essa era a dúvida de Pilatos. O que é que eu farei de Jesus? Hoje nós estamos diante deste mesmo dilema, felizmente por razões totalmente diferentes. Mas diante da evidência que nós hoje tivemos aqui, que é uma evidência sobrenatural, Esta evidência que nos chega através de profecias cumpridas com exatidão na vida de Cristo. Nós não podemos reduzir Jesus à ideia de ser apenas um homem no passado, mesmo que considerando que foi um homem sábio ou bondoso. Nós não podemos reconhecê-lo apenas como mais um no meio de tantos outros líderes religiosos e homens bons. Nós somos desafiados a não fazermos o mesmo que Pilatos, que em relação à sua própria pergunta, o que farei com Cristo, qual foi a sua resposta?

Lavar as mãos. Eu não quero ter nada a ver com isto. E assim ele ignorou a evidência. da identidade daquele homem como filho do Deus vivo, Deus salvador no meio de nós. Hoje, apesar de a mim, a escolha está diante de si. Mas digo-lhe, também está diante de mim. Não é o facto de eu estar aqui, de lhe ter trazido estas coisas, que me traz alguma garantia eterna ou plena. Está diante de nós a responsabilidade de fazer uma escolha. como fizeram com Jesus nas últimas horas da sua vida. Nós também podemos estar, metaforicamente, entre aqueles que desprezam Cristo. Ou até, quem sabe, como aqueles que se opõem a Ele e à Sua Palavra. Podemos até ser dos que escarnecem d'Ele com o nosso desprezo.

No limite, pelo nosso exemplo, nós podemos estar até entre os que o crucificam. Porque o rejeitam e o colocam na morte, no silêncio. Uma morte, estou a falar, claro, no nosso coração. Mas, ao contrário de tudo isto, nós podemos simplesmente maravilhar-nos diante deste amor profundo. Maravilhar-nos e ficarmos humildemente diante de uma dádiva extrema como esta? E a nossa resposta só pode ser uma. É a ela que Deus nos chama, hoje mesmo, no momento em que me ouve. Essa resposta à qual Deus o chama é a reconhecê-lo como Jesus, o Messias, o Salvador, vindo de Deus, logo, o Senhor da sua vida.

O que é que aconteceu com os discípulos de Emmaus? Foi por onde nós começámos este estudo. Depois de eles reconhecerem que caminharam ao lado do mestre, eles disseram, mas não nos ardia o coração quando nós o ouvíamos? É isto que vai acontecer na sua vida também. Acredita o que acontece muito na minha. Por isso é que às vezes aqui até entro aqui numa espécie de êxtase ao ler estes textos, porque eles fazem arder-nos o coração. Quando nós abrimos as Escrituras para lermos e aprendermos de Cristo, somos confrontados com este desafio. De que lado é que vamos estar? Eu desafio a que fique do lado, deste lado, que vai fazer também arder-lhe o coração de fé, de graça, diante da dádiva de Jesus e Ele vai transformar a sua vida e dar-lhe propósito e sentido.

Eu oro neste momento, oro de todo o meu coração, para que Deus o abençoe. e o ajuda a tomar esta escolha, a ficar do lado de Cristo. Que Deus o abençoe. Se desejar receber este estudo, quem sabe até para voltar a analisar bem estas profecias, pode fazê-lo. Entra em contato connosco no www.ouvotempo.pt, é o nosso site, em busca da verdade. Preencha um pequeno teste, que vai com certeza ser interessante para si fazer, e então teremos todo o gosto em enviar-lhe também este estudo. Até ao próximo programa, se Deus quiser, e até lá, que Deus continue a guardar e a abençoar a sua vida.

Série
Em Busca da Verdade · 15 episódios
Temporada e episódio
Temporada 2
Estreou
31 de Janeiro de 2022
Categoria
Espiritualidade