Coisas boas que nos deixam fora do céu
A MensagemT1 · E70

Coisas boas que nos deixam fora do céu

23 de Setembro de 202622 min 34 s

Capítulos

Transcrição

Gerada automaticamente

Abertura

É um prazer poder estar aqui novamente consigo para mais uma mensagem. É também sempre uma grande responsabilidade porque estamos a transmitir uma mensagem que não é nossa, mas uma mensagem que se requer que seja verdadeira e divina. Eu gostava de começar hoje esta reflexão com uma história que se passou comigo há uns anos atrás, quando Eu estava a dar um estudo bíblico na casa de uma família. Era uma família já com alguma idade e, nos primeiros estudos, a senhora estava sozinha e revelou-me que ela tinha sofrido muito ao longo da vida, sobretudo porque tinha um marido que tinha abandonado a casa muitas vezes para para se meter com outras pessoas, com outras mulheres.

Também acabou por criar divisão entre ele e os filhos. Então, esta senhora vivia uma vida amargurada e triste por causa da infidelidade do seu marido e pela forma como ele a tratava, não só verbalmente, mas também fisicamente. A verdade é que, a determinada altura, este senhor começou também a ir aos estudos bíblicos e, numa das lições em que eu falava do pecado, do perdão do pecado, ele disse-me uma coisa que eu me recordo. Ele disse-me que Deus tinha um lugar para ele reservado lá no céu. E depois ele começa a dizer, pastor, eu amo a minha família, eu não roubo, não mato, não bebo, não fumo, pelo contrário, eu ajudo a comunidade, faço Faço tudo aquilo que é pedido de um cidadão, pago os meus impostos, faço o melhor pelo próximo, por isso acredito plenamente que o Senhor tem um lugar para mim no céu.

Eu, quando ouvia isto e sabendo a história deste homem, eu perguntava-me quantas pessoas existem no mundo que não pensam da mesma maneira, que acreditam por estarem a fazer coisas boas, ilícitas, elas também não terão um lugar guardado no céu. Não sei se é assim que pensa. Será que também pensa desta maneira? Por não roubar, não matar, por ser uma pessoa boa, cidadã, tem um lugar já reservado, Deus guardou um lugar?

Dias de Noé e Ló

Gostava que nós refletíssemos isso nesta meditação. Gostava de ler consigo um texto que serve de introdução, que se encontra no livro de Lucas. É Jesus, e Jesus vai dizer assim em Lucas 17, a partir do versículo 26, diz assim. Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do filho do homem. Comiam, bebiam, casavam-se e davam-se em casamento até ao dia em que Noé entrou na arca e veio o dilúvio e os destruiu a todos. O mesmo aconteceu nos dias de Ló. Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam. Mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre, e destruiu a todos." Quando nós lemos este texto de Génesis, quando vamos ao relato mesmo do capítulo 6 e depois mais à frente, no capítulo 19 de Génesis nós vemos quer a destruição do mundo pelo dilúvio, quer a destruição de Sodoma e Gomorra.

Nós vemos que a Bíblia descreve que aqueles dias eram dias maus, havia muita violência na Terra, que o coração do homem era mau continuamente. Falando de Sodoma, mais especificamente, diz que as pessoas estavam pervertidas a nível moral, havia a sexualidade pervertida, a homossexualidade, entre outras coisas, e nós podemos imaginar muitas outras coisas, que havia naquelas épocas, e é precisamente por causa disso que Jesus vai dizer, assim como foi nestes dias, também vai ser nos dias em que o Filho do Homem vier. No entanto, se nós repararmos, quando Jesus analisa este acontecimento, Jesus vai falar não propriamente dos crimes, da homossexualidade, do coração pervertido, da violência, não.

Jesus vai dizer ou vai falar sobre comer e beber. Quem é que não come e não bebe? Toda a gente come e bebe. Jesus vai falar em comprar e vender. Quem não compra, quem não vende, não é? Vai falar em casar, plantar, edificar. Tudo coisas normais que qualquer um de nós, cidadãos deste mundo, faz. Todos nós acabamos por fazer todas estas coisas. E é interessante nós pensarmos O que é que levou Jesus a não propriamente falar do mal que existia na sociedade nessa época, mas das coisas simples do dia-a-dia?

Já pensou nisso? Porquê que Jesus não referiu os crimes? Será que Jesus não conhecia os crimes que tinham havido, as faltas que o homem tinha cometido? Porquê que Jesus fala das coisas banais do dia-a dia? Sabe, querido telespectador, Jesus, quando não fala das coisas más, mas menciona as coisas banais, Ele está-nos a dizer uma coisa muito importante. É que nós podemos estar a fazer coisas lícitas, coisas boas, e mesmo assim não ganhar o céu. Vamos ver o que a Bíblia nos apresenta em Génesis, no capítulo 1, com Noé. A Bíblia diz-nos que disse o Senhor a Noé, entra na arca tu e tua casa porque reconheço que tens sido justo diante de mim e no meio desta geração.

E no versículo 4, no capítulo 7, versículo 4, Jesus vai dizer assim, porque Desculpa, o texto de Gênesis vai dizer assim, porque daqui a sete dias farei chover sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites e da superfície da terra exterminarei todos os seres que fiz. Reparem que as pessoas nesta altura, elas estavam a viver o seu dia a dia normal. diz que a porta da arca foi fechada e foi fechada de uma forma sobrenatural. Foi o próprio Deus que fechou a porta da arca. Ela fechava-se pelo lado de fora. E durante sete dias, Noé, a sua família e os animais ficaram ali e ainda nem tinha chovido.

Quer dizer que, para aquelas pessoas que viviam naquela altura, o tempo da sua vida, o tempo da graça, tinha sido terminado, a porta tinha-se fechado. Ainda não tinha chovido, mas elas já estavam condenadas. E, de certa forma, algo do género, Jesus diz que vai acontecer antes dele voltar. As pessoas vão estar a viver o seu dia-a-dia. Vão estar a comer, a beber, a plantar, a edificar, a comprar, a vender e, sem se aperceberem, a porta da graça, a salvação para elas, pode ter terminado. E é importante nós termos em conta esta ideia, porque se aconteceu no passado e Jesus diz que vai acontecer no futuro, quem sabe não podemos ser um desses que anda distraído com coisas lícitas e boas, mas que no fim nos levarão, se calhar, à perdição.

O apóstolo Paulo, ele vai dizer na primeira carta aos desalonicentes, no capítulo 5, versículo 2, o seguinte. Reparem, aqui Paulo está a dizer que o dia do Senhor vem como um ladrão. Quer dizer que vem de forma inesperada. E para aquelas pessoas que viveram no tempo de Noé, O dia do Senhor não veio quando começou a chover. É interessante pensar nisto. O dia do Senhor veio quando? O dia do Senhor veio quando a porta da arca fechou. Por isso, é importante percebermos se nós não estamos a viver, talvez, o último dia na nossa vida nesta Terra.

Pode acontecer que eu feche os olhos hoje, adormeça, e o meu destino já está traçado. Tudo o que eu fiz, ou tudo o que eu tive para fazer, filo enquanto vivia. Depois de morrer, já não há nada a fazer. O que é que eu ando a fazer com o tempo que me resta? O que é que eu ando a fazer com os dias? Ando distraído, é verdade, com coisas boas, lícitas, que ninguém condena em si

A parábola da grande ceia

próprias, mas que ocupam o primeiro lugar na nossa vida? Será que é isso que tem acontecido? Deixem-me partilhar convosco algo mais que Jesus vai ensinar mais à frente numa parábola. Jesus vai falar em Lucas 14, de uma parábola que é muito interessante e que nos ilustra bem esta mensagem que era transmitida. Ele diz assim, ele porém respondeu, certo homem deu uma grande ceia e convidou a muitos. À hora da ceia, enviou o seu servo para avisar os convidados. Vinde, porque tudo está preparado.

Não obstante, todos a uma começaram a escusar-se. Disse o primeiro, comprei um campo e preciso ir vê-lo. Rogo-te que me tenhas por escusado. Outro disse, comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las. Rogo-te que me tenhas por escusado. E outro disse, casei-me e por isso não posso ir. Voltando o servo, tudo contou ao seu senhor. Então, irado, o dono da casa disse ao seu servo, sai depressa pelas ruas e becos da cidade e traz para aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos. Depois disse ao servo, senhor, feito está como mandaste e ainda há lugar.

Respondeu-lhe o senhor, sai pelos caminhos, atalhos, Sai pelos caminhos e atalhos e obriga todos a entrar para que fique cheia a minha casa, porque vos declaro que nenhum daqueles homens que foram convidados provará a minha ceia. Repare, prezado telespectador, nós temos aqui um convite que foi feito. E este convite foi feito a várias pessoas. E uma a uma, cada uma delas foi excusando-se, dizendo que não podia ir a esta festa. A primeira, ela vai dizer que tinha comprado um campo e por isso ia vê-lo, não dava para ir ao banquete.

Sabe, esta pessoa, antes de comprar o terreno, devia ter ido vê-lo. Normalmente, quando alguém compra alguma coisa, tenta se inteirar primeiro do que vai comprar. E foi precisamente isso que esta pessoa não fez, ou pelo menos, escusava-se dizendo que agora precisava de ir ver o terreno. O terreno estava comprado. Ela podia simplesmente ir ver o terreno depois do banquete. Nada impedia que isso acontecesse. Mas não tinha interesse no banquete. Quis realmente escusar-se. A outra, ela vai dizer que tinha comprado cinco juntas de bois e que ia experimentá-los.

Ora, ninguém compra cinco juntas de bois para depois ir experimentá-los. Primeiro experimenta, primeiro tenta perceber se está a comprar algo que é bom, que vai ser rentável, e depois acaba por experimentá-los antes de fazer a compra. Mas não foi isso que aconteceu. O que aconteceu com este homem é que deu-se por escusado porque precisava de fazer isso. Precisava de ir ver, porque tinha comprado, e precisava de ver se estavam bem, não é? E, finalmente, há um terceiro que diz, casei-me e, por isso, estou em lua de mel, talvez, vou passar umas férias fora, neste momento não posso ir ao banquete.

Se reparar, todas estas coisas eram lícitas. Nós compramos terrenos, o sítio onde nós vamos viver pode ser para negócio, não há mal nenhum comprar um terreno. A verdade é que este homem, ao dar aquela desculpa, estava a negligenciar algo mais importante. Também, o trabalhar é proveitoso. A Bíblia diz que seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Então, trabalhar é saudável. Aquele homem ia experimentar as juntas de bois, é saudável, iria ser o seu trabalho, iria ajudá-lo. Mas foi no sítio errado, no momento errado. Havia um convite primeiro. E, finalmente, aquele homem que se casou, ele podia ter dito bem, agora vou aproveitar e vou levar a minha esposa e esse banquete também, mas ele simplesmente não quis ir nem quis levar a sua esposa.

Entende? Eram coisas todas lícitas. A Bíblia fala que quem acha uma esposa acha um tesouro, não é? Uma boa coisa. Então, não havia nada de mal em casar, em comprar uma junta de bois para o trabalho, em comprar um terreno como negócio. O problema foi que estes homens puseram essas coisas em primeiro lugar. Preferiram isso a estar no banquete que o Senhor tinha a oferecer. E a verdade é que muitos de nós pode-nos acontecer o mesmo. Estar tão envolvidos em coisas importantes, até com o trabalho na igreja, podemos estar tão envolvidos com o que nós fazemos para o Senhor, esquecemos quem é o Senhor e o que é que Ele significa para nós.

Trabalhamos, mas não estamos a trabalhar propriamente para Ele, estamos a

Esquecimento de Deus

trabalhar para nós. O profeta Jeremias transmite um sentimento de Deus em relação a estas pessoas que se esquecem de Deus e acabam por fazer as coisas que não são más em si próprio, mas que não honram a Deus. Jeremias capítulo 2, 31 e 32, o Senhor faz esta queixa. Ó que geração, considerai vós a palavra do Senhor? Porventura tenho eu sido para Israel um deserto? Acaso se esquece a virgem dos seus adornos ou a noiva do seu cinto? Todavia o meu povo se esqueceu de mim por dias sem conta." E no versículo 35, Deus termina dizendo assim, ainda dizes, estou inocente.

Eis que entrarei em juízo contigo, porque dizes, não pequei. Então, este povo fazia as coisas que aparentemente eles achavam lícitas, mas que punham Deus de lado, e depois diziam, o que é que eu fiz de mal? Não fiz nada. Então, repare, naquela parábola em que Jesus diz que aqueles homens agora iam ser deixados de lado, Aqui, Deus está a trazer um juízo sobre estas pessoas. Jesus, ó Deus, iria julgá-los. Queridos amigos, será que na nossa vida nós estamos a esquecer do principal?

Será que estamos a fazer muita coisa, mas para nós próprios e não para Deus? A Bíblia diz em Colossenses 3.2, pensai nas coisas do alto, não nas que são daqui da terra. Vocês poderão dizer, mas pastor, nós precisamos de pensar nas coisas da terra, fazem parte, não é? O trabalhar, o comprar, o educar. É verdade, fazem parte, mas em primeiro lugar têm que estar as coisas do céu. Quando eu faço estas coisas aqui embaixo, será que eu estou a fazê-las para o Senhor ou estou a fazê las para mim? Estou a fazer para honrar o Deus que me criou ou estou a fazer para me exaltar e para sobressair?

É importante nós refletirmos nisso. Estamos a viver tempos difíceis.

A preparação espiritual

Ainda este verão, estes dois últimos meses, nós vimos as notícias nos jornais. Nós percebemos os terremotos que houveram em várias partes do mundo. Nós vimos fogos, vimos granizo, vimos tantos acontecimentos a acontecer aqui bem ao lado, na Europa. Nós olhámos agora para este último acontecimento no Nepal, aquelas enxurradas que subterraram uma série de pessoas. Vejam pessoas que estavam à espera que a sua vida continuasse, pessoas que estavam no seu dia-a-dia a fazer o seu trabalho, as suas coisas lícitas. mas que foram apanhados numa enxurrada e muitas delas desapareceram.

O tempo da graça, a porta tinha-se fechado para elas. Que destino elas terão? É curioso que nesta imagem do Nepal apareceu uma casa ficou de pé. Uma casa no meio daquela enxurrada, onde todas as casas praticamente foram derribadas, engolidas, destruídas. Houve uma casa que ficou de pé. E eu achei interessante ver isto, como é que aquela casa ficou de pé. Houve jornalistas que foram à procura de saber o porquê. E o curioso e o interessante foi que a pessoa que construiu aquela casa construiu numa boa base.

construiu com fundações fortes, bem cimentada. E esta pessoa, quando construiu, não sabia se algum dia a sua casa poderia ser alvo de uma enxurrada, mas ela preveniu-se, ela preparou-se. mesmo não sabendo quando essa enxurrada chegaria, a casa estava lá e ficou de pé. A família estava lá dentro da casa, estava no terraço, nós vemos a família no terraço, com aquela água toda a passar. E aquela família permaneceu viva. Porquê? Porque se prepararam para aquele momento. Não sabiam quando é que ia chegar, mas chegou e elas estavam preparadas e foram salvas.

Querido amigo, apresado irmão, como é que está a tua vida? Tens-te preparado para a vinda de Jesus? Será que estás tão ocupado com tanta coisa que é lícita, que é boa, que até pode ser para o bem dos outros, mas que tem ocupado de tal maneira a tua vida que o Senhor tem sido posto em segundo lugar, em segundo plano? Será que é isso que tem acontecido na tua vida? Se é assim que tem acontecido, ainda há tempo de voltar. Ainda estamos a viver o nosso dia, ainda podemos pedir perdão a Deus e ir-nos preparando, porque a porta da graça vai chegar como um ladrão, vai fechar como um ladrão quando vem roubar.

E será que nos vai achar despreparados? e se não aconteça connosco. Deus o abençoe e proteja não só a si, mas a sua família, e que um dia eu e cada um de vós possa estar no céu, porque se preparou para a vinda de Jesus. Amém.

Sobre este episódio

Será que fazer coisas boas é suficiente para estar preparado para a eternidade? Jesus alerta-nos para um perigo subtil: viver distraídos com aquilo que parece normal.

Série
A Mensagem · 70 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 70
Estreou
23 de Setembro de 2026
Categoria
Espiritualidade
Convidados
Samuel Aires