A melhor Parte
A MensagemT1 · E69

A melhor Parte

16 de Setembro de 202623 min 46 s

Capítulos

Transcrição

Gerada automaticamente

Abertura e reflexão

Bem-vindo ao programa A Mensagem. Conta-se a história de uma mãe cujo filho vivia há vários anos num outro país. A distância era grande, as visitas eram raras e certo dia o filho telefonou-lhe e anunciou. Mãe, no próximo fim de semana eu vou estar contigo. Aquela notícia encheu-a de grande alegria. Durante os dias seguintes, ela começou a preparar tudo, limpou a casa, lavou as cortinas, escolheu a melhor toalha, comprou os alimentos preferidos do filho e decidiu confeccionar vários pratos que ela apreciava desde criança. Quando o filho chegou, abraçou-a demoradamente, queria realmente sentar-se com ela, queria contar-lhe como estava a sua vida e ouvir as novidades da família, mas a mãe respondeu, depois nós conversamos, ainda tenho muita coisa para fazer.

Enquanto ela permanecia na sala, ela continuava na cozinha e de vez em quando o filho aproximava-se e dizia, mãe, vem sentar-te um pouco comigo. Mas ela respondia, agora não posso, espera mais um pouco. Quero que tudo fique perfeito para ti. O jantar foi maravilhoso. A mesa estava bonita, a comida deliciosa. E no final da noite, porém, o filho segurou-lhe nas mãos e disse, mãe, agradeço tudo o que preparaste. Mas eu não vim por causa da mesa, eu vim para estar contigo. E o melhor que me podias oferecer era a tua presença. Talvez aquela mãe tenha percebido naquele momento que nós podemos fazer muitas coisas por alguém e ainda assim perdermos a oportunidade de estar verdadeiramente com essa pessoa.

Esta história ajudou-nos a entrar. numa das cenas mais humanas e mais eternas dos Evangelhos. Jesus visita uma casa onde vivem duas irmãs, a Marta e a Maria. E as duas amam a Jesus. As duas desejam recebê-lo bem. Contudo, elas reagem à presença de maneiras muito diferentes. Uma corre de um lado para o outro, procurando preparar tudo. E a outra senta-se aos pés de Jesus e a escuta. Uma está ocupada com muitas coisas boas e a outra percebe que naquele momento existe algo ainda melhor. Talvez também nós vivamos entre estas duas atitudes, não é? Queremos fazer aquilo que é certo, cumprir as nossas responsabilidades, cuidar das pessoas, mas por vezes ficamos tão absorvidos com aquilo que nós temos de fazer que deixamos de prestar atenção àquele que está connosco.

Convido-te a acompanhar a leitura da Bíblia do Evangelho de Lucas, no capítulo 10, nos versículos 38 até ao versículo 42. E a palavra de Deus, ela diz-nos assim. E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou numa aldeia e certa mulher por nome Marta o recebeu em sua casa. E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Marta, porém, ela estava distraída em muitos serviços e aproximando-se disse, Senhor, não se dá de que a minha irmã me deixe servir só?

Diz-lhe, pois, que me ajude. Respondendo, Jesus disse, Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária. E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada. Antes de nós retirarmos as três lições deste encontro, precisamos de compreender o cenário. Jesus estava a caminho de Jerusalém e Lucas diz apenas que ele entrou numa aldeia, mas o Evangelho de João permite-nos identificar aquela família com a casa de Betânia, onde viviam Marta, Maria e o irmão Lázaro. Betânia ficava cerca de Três quilómetros de Jerusalém, do outro lado do Monte das Oliveiras.

Para Jesus, aquela casa tornou-se um lugar de amizade e de descanso. Ali não era recebido como uma celebridade distante, mas como alguém da família. E depois das viagens cansativas, das multidões, das perguntas, da oposição, Jesus encontrava naquela casa pessoas que o amavam. E é importante perceber que esta passagem aparece logo depois da parábola do bom samaritano. Naquela parábola, Jesus elogia alguém que interrompe um caminho para cuidar de um homem que estava ferido. Portanto, Jesus não está ali a ensinar que agir, servir ou ajudar é errado. O problema de Marta não é trabalhar. O problema é permitir que o trabalho a afaste da presença de Jesus e a coloque contra a própria irmã.

Esta história não opõe uma vida ativa a uma vida contemplativa, como se nós tivéssemos que escolher entre servir e orar. Ela ensina-nos a colocar cada coisa no lugar certo. O serviço é necessário, mas deve nascer de um coração que primeiro esteve com Jesus. Podemos ver aqui, então, a primeira lição desta história.

Jesus entra na vida

É que Jesus entra na nossa vida como um amigo. Nós vemos que Lucas começa por dizer que Marta recebeu Jesus em sua casa. Este pormenor revela a iniciativa, generosidade e a coragem. Naquele tempo, saber receber um viajante implicava muito mais do que abrir a porta. Era necessário oferecer água para lavar os pés, marcados pelo pó, proporcionar descanso, preparar uma refeição. Hospitalidade era uma responsabilidade séria e Marta assumia de coração. Marta não é inimiga desta história. Ela ama Jesus e ela deseja honrá-lo. Foi ela quem abriu a porta. Sem a hospitalidade de Marta, talvez nem sequer existisse aquele encontro naquela casa.

Contudo, Jesus não entra naquela casa apenas para receber uma refeição. Ele entra para oferecer amizade, ensino, paz, vida. E Marta pensa sobretudo naquilo que pode fazer por Jesus. Maria percebe aquilo que Jesus deseja fazer por ela. E aqui nós encontramos uma verdade maravilhosa, é que o cristianismo começa não com aquilo que nós fazemos por Deus, mas com aquilo que Deus deseja fazer por mim, por nós. Muitas pessoas imaginam que, para se aproximarem de Deus, precisam primeiro de organizar completamente a sua vida. Elas pensam, quando eu deixar este hábito, quando eu resolver os meus problemas, quando eu compreender melhor a Bíblia ou quando me tornar uma pessoa melhor, então eu vou procurar Deus.

Mas Jesus não espera à porta até que a casa esteja perfeita. Ele entra na realidade da nossa vida. Ele entra onde existem preocupações, relações difíceis, perguntas, cansaço e até alguma desarrumação interior. Talvez estejas a ouvir esta mensagem e penses que Deus não tem ou não teria interesse em entrar na tua vida. Talvez tenhas cometido erros no passado que te envergonham. Talvez a tua família esteja dividida, a tua fé seja pequena ou a tua história esteja longe daquilo que idealizaste. Mas repara, porém, no modo como Jesus se relacionava com as pessoas. Entrava na casa de quem o recebia. Ele sentava-se à mesa com as pessoas rejeitadas, aproximava-se dos doentes e permitia que aqueles que carregavam culpa encontrassem nele um novo começo.

Então Jesus continua a aproximar-se. Ele não entra para humilhar, mas para restaurar. Ele não chega para comparar a tua casa com a casa dos outros, mas Ele chega porque te conhece, porque te ama e também porque Ele deseja estabelecer contigo uma relação verdadeira. Maria senta-se aos pés de Jesus. E esta expressão é realmente muito importante, porque sentar-se aos pés de um mestre era assumir a posição de um discípulo, de um estudante, de um aluno. Isto é, de alguém que deseja aprender e que deseja deixar-se orientar-se. Orientar. Naquela sociedade esta posição era geralmente reservada aos homens.

Contudo, Jesus permite que Maria ocupe o lugar de uma discípula. Ele reconhece nela a capacidade e o direito de ouvir, de aprender, de crescer espiritualmente. Jesus não vê Maria apenas através das expectativas da sociedade. Mas ele vê uma pessoa com valor, com inteligência, com sede espiritual, com potencial. É que na presença de Jesus, ninguém é reduzido ao seu passado, ao seu género, à sua condição social ou até à opinião das outras pessoas. Talvez algumas pessoas tenham decidido quem tu és e aquilo que tu podes vir a ser. Talvez alguém te tenha definido por um fracasso, por uma escolha errada ou por uma fase difícil da tua vida, mas Jesus vê mais longe.

Ele conhece a pessoa que és e também aquela pessoa em que, pela sua graça, tu podes-te tornar. A primeira lição deste encontro é, portanto, muito simples. Jesus deseja entrar na nossa vida como um amigo. Ele não procura apenas uma casa bem organizada, procura um coração aberto. Ele não deseja apenas ser servido, mas Ele deseja ser recebido. A segunda lição é que nós podemos encontrar aqui nesta história que a

A inquietação e a ansiedade

inquietação, ela pode roubar-nos a presença de Jesus. Veja, enquanto Maria escuta, Marta trabalha. E Lucas diz que ela andava distraída em muitos serviços. E é interessante que a palavra utilizada no texto transmita a ideia de alguém que está a ser puxado em várias direções. Marta queria estar com Jesus, mas os muitos afazeres afastavam-na de um lado para o outro. O corpo estava na casa onde Jesus se encontrava, mas a sua mente estava presa à lista de tarefas que ainda estavam por realizar. É possível estar fisicamente perto de alguém e ao mesmo tempo estar emocionalmente distante. Podemos sentar-nos à mesa com a família e permanecer presos ao telemóvel.

Podemos estar numa igreja a pensar apenas nos problemas da semana. Podemos fazer uma oração enquanto a nossa mente ocorre por dezenas de preocupações. Marta começa por servir. Mas, pouco a pouco, o serviço transforma-se em ansiedade. Depois, a ansiedade transforma-se em irritação. E, finalmente, a irritação leva a acusar a irmã, imaginem, e a dar ordens a Jesus. Ela aproxima-se e pergunta, Senhor, diz-nos o texto, não será, não se te dá de que a minha irmã me deixe servir só? Diz-lhe a ela que me ajude.

Reparem naquilo que aconteceu dentro dela. É que Marta já não consegue ver o gesto de Maria como uma expressão de amor. Ela interpreta-o como abandono. Ela já não vê Jesus como o hóspede que ela deseja ouvir. Ela vê-o como alguém que deve resolver o conflito a seu favor. A preocupação, ela altera a forma como nós interpretamos as pessoas e até a maneira como nós nos relacionamos com Deus. Quando nós estamos dominados pela ansiedade, nós começamos a pensar que ninguém compreende o nosso esforço, que os outros não fazem o suficiente e que Deus não está a prestar atenção. Talvez já tenhas feito uma oração parecida com a de Marta. Senhor, não vês o que está a acontecer? Tu não te importas comigo.

Diz esta pessoa que mude. Resolvi isto da maneira que eu considero a mais correta. Marta, ela não pede a Jesus que lhe dê paz. Pede-lhe que mude a Maria. Muitas vezes nós fazemos o mesmo. Pedimos que Deus transforme as circunstâncias e as pessoas quando Ele deseja começar por transformar quem? O nosso coração. E Jesus responde, Marta, Marta. É interessante que esta repetição do nome não é uma repreensão fria, mas é a linguagem da ternura. Jesus poderia tê-la exposto, mas Jesus chama pelo seu nome. e antes de corrigir a sua prioridade, aproxima-se do seu coração. E depois Jesus diz, estás ansiosa e muito afadigada com muitas coisas.

Jesus não nega que existem tarefas, não diz que a refeição é inútil ou que receber bem as pessoas não tem qualquer valor, mas Ele próprio, Ele também serviu os outros e depois da ressurreição chegou mesmo a preparar uma refeição para os discípulos junto ao mar. O problema não é que Marta está a fazer, mas aquilo em que se está a tornar enquanto o faz. Ela está cansada, ressentida, incapaz de desfrutar da presença da pessoa para quem, afirma, está a trabalhar. Há atividades boas que podem ocupar um lugar errado. O trabalho é importante, mas pode-se tornar o centro da identidade. Cuidar da família é uma benção, mas pode ser realizado com tanta ansiedade que nós deixamos de desfrutar das pessoas que nós amamos.

Até o serviço religioso pode transformar-se numa fuga quando nós fazemos muitas coisas para Deus, mas já não passamos tempo com Deus. Nós vivemos numa sociedade que valoriza a produtividade. Perguntam-nos o que fazemos, quantos objetivos atingimos, quanto conseguimos produzir. É fácil começar a medir o nosso valor pela agenda preenchida. Contudo, uma vida cheia de atividades pode esconder um coração vazio. Podemos ter muitos contactos e pouca comunhão, muita informação e pouca sabedoria, muitos meios de comunicação e pouca capacidade de escutar. Talvez estejas esgotado. Acordas já a pensar naquilo que tens de resolver, passas o dia a responder a necessidades e quando finalmente paras, sentes a culpa por não estares a fazer alguma coisa.

Jesus não te censura por seres responsável. Também não menospreza o peso que carregas. Ele conhece as contas, o trabalho, os filhos, a doença, as decisões e as pessoas que dependem de ti. Mas olha para ti com a mesma ternura com que olhou para Marta e chama-te pelo teu nome. Talvez te diga, estás inquieto com muitas coisas. Há preocupações que te estão a dividir por dentro. Estás a trabalhar ou estás a tentar controlar tudo e já não consegues ouvir a minha voz. Jesus não deseja acrescentar mais uma tarefa à tua lista, mas deseja oferecer-te a sua presença.

Não te convida a abandonar as responsabilidades, mas a deixar de as carregar sozinho. A segunda lição É esta, a inquietação pode roubar-nos a presença de Jesus, quando tudo parece urgente, quando precisamos de recordar aquilo que é essencial. A terceira nota deste texto, para mim, é que a melhor parte é uma relação que ninguém nos pode tirar.

A melhor parte

Aqui o texto diz-nos que Jesus conclui, ele vai mesmo dizer no versículo 27, ele diz, ele vai dizer que realmente é importante nós escolhermos a boa parte, a qual não nos será tirada. Numa casa onde se preparava uma refeição, Jesus utiliza a expressão boa parte ou boa porção. Marta preocupava-se com aquilo que iria colocar diante de Jesus. Maria escolheu receber aquilo que Jesus tinha para lhe oferecer. Maria percebeu que aquele momento não voltaria da mesma forma. A refeição poderia ser mais simples, algumas tarefas poderiam até mesmo esperar, mas a oportunidade de ouvir Jesus era demasiado preciosa para ser desperdiçada.

A boa parte não era o chão onde Maria estava sentada. Era a relação que estava a construir. Era a palavra de Jesus a entrar no seu coração. Era a paz de ter Deus como centro da sua vida. E isso não significa que Maria nunca servisse. Mais tarde, o Evangelho de João vai nos mostrar mesmo oferecer a Jesus um perfume de grande valor. Ela não ficou para sempre sentada, ela levantou-se, ela agiu com uma generosidade extraordinária. Ouvir Jesus não nos torna passivos, mas ensina-nos a agir pelas razões certas. A comunhão não substitui o serviço, mas purifica-o.

Quando nós sabemos o amor de Cristo, deixamos de servir para provar o nosso valor e começamos a servir porque já sabemos que somos amados. Também é importante não deixar Marta presa a este momento da sua história. Mais tarde, quando o irmão Lázaro morreu, Marta foi ao encontro de Jesus e declarou em João capítulo 11, versículo 27, Eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus que havia de vir ao mundo. E esta é uma das mais belas confissões da fé dos Evangelhos. Marta, ela continuou a crescer. Aquela mulher inquieta, ela aprendeu a confiar. Jesus não a rejeitou por causa daquele dia, mas ele acompanhou até que a sua fé se tornou mais e mais profunda.

Talvez te reconheças mais em Marta do que em Maria, mas isso não significa que Jesus tenha desistido de ti. A sua correção é um convite, não é uma condenação. Ele chama-te para uma vida em que o serviço e a serenidade podem caminhar juntos. o que significa hoje escolher a melhor parte. Pode começar com alguns minutos de silêncio, desligar o telemóvel, abrir um dos Evangelhos e dizer, Jesus, ajuda-me a conhecer-te melhor. Pode significar ler uma pequena passagem sem pressa, perguntando, o que é que este texto revela sobre Jesus? O que é que ele está a dizer ao meu coração? Que passo me convida a dar? Pode significar transformar exatamente o meu coração.

Em vez de apresentares apenas uma lista de pedidos, permanece um pouco na presença de Deus. Conta-lhe aquilo que tu sentes, mas permite também que a sua palavra confronte, console e reorganize as tuas prioridades. Escolher a melhor parte também significa aprender a estar presente com as pessoas. Talvez a tua família não precise de mais coisas. mas de mais atenção. Talvez alguém ao teu lado necessite menos de uma solução imediata e mais de ser ouvido. Há muitas coisas que nos podem ser tiradas. A saúde pode mudar, o emprego pode terminar, os projetos podem falhar e os bens podem até perder-se. Até as pessoas que nós amamos não ficam connosco para sempre.

Mas Jesus diz que existe algo que ninguém pode tirar, a relação com Ele e aquilo que a Sua Palavra forma dentro de nós. A paz que nasce da Sua presença. Pode acompanhar-nos na doença, na perda, na solidão e até mesmo diante da morte. Quando Cristo é o centro, Nós continuaremos a ter problemas, mas já não os enfrentaremos sozinhos. Continuaremos a trabalhar, mas o trabalho deixa de definir o nosso valor. Continuaremos à servir, mas já não precisamos de competir nem de criticar os outros para justificar o nosso esforço. A melhor parte é conhecer Jesus. É descobrir que, antes de te pedir alguma coisa, Ele deseja estar contigo.

Antes de receber o teu serviço, Ele oferece-te a sua graça. Antes de te mandar caminhar, Ele convida-te a sentar e a ouvir. Ele chama-te a parar e a ouvir! Voltando àquela história inicial daquela mãe que preparou cuidadosamente a visita do seu filho. A casa estava limpa, a mesa estava perfeita, a refeição estava deliciosa, mas

Conclusão e chamado

aquilo que o filho mais desejava não podia ser colocado num prato. Ele queria a presença da mãe. Também nós podemos passar a vida a preparar muitas coisas. e a perder o encontro que dá sentido a todas as coisas da nossa vida. Talvez com Marta estejas cansado de tentar cuidar de tudo. Talvez te sintas, ou talvez sintas que ninguém reconhece o teu esforço. Talvez até estejas magoado com Deus, porque parece que Ele não está a agir como tu esperavas. Houve a ternura que Jesus pronunciou aquele nome, Marta, Marta. Coloca o teu nome nessa frase.

Jesus conhece-te. Ele vê o esforço que os outros não vêem e as preocupações que escondes. Ele não veio para te acusar, mas para te libertar daquilo que te divide por dentro no teu coração. Talvez tenhas afastado de Deus há muito tempo. Talvez nunca tenhas aberto verdadeiramente a Bíblia. Podes pensar que não sabes o suficiente para te aproximares de Jesus. Maria também não se sentou aos pés de Jesus porque já soubesse tudo. Ela sentou-se porque desejava aprender. E sabes, podes começar hoje. Não precisas de resolver toda a tua vida antes de abrir a porta. Diz apenas, Jesus, entra na minha vida.

No meio de tantas vozes, ajuda-me a ouvir a tua voz. Ensina-me a distinguir o urgente daquilo que é essencial. e dá-me paz para cumprir as minhas responsabilidades sem perder a tua presença. Quero conhecer-te e escolher a melhor parte. Sabes, Jesus continua a entrar na casa de quem o recebe. Continua a sentar-se perto das pessoas cansadas. Continua a ensinar àqueles que reconhecem que precisam dele. Não permitas que as muitas coisas, mesmo as coisas boas, te roubem a única coisa indispensável. A mesa pode esperar alguns minutos, o telemóvel pode ficar em silêncio, a agenda pode fazer uma pausa.

Jesus está perto. Senta-te aos seus pés, escuta a sua palavra e recebe o seu amor. Escolhe a melhor parte e essa ninguém te poderá tirar.

Sobre este episódio

No meio de tantas tarefas, será que estamos a perder aquilo que é essencial? Jesus convida-nos a parar, ouvir e escolher a melhor parte.

Série
A Mensagem · 70 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 69
Estreou
16 de Setembro de 2026
Categoria
Espiritualidade
Convidados
José Lagoa