Olá, querido amigo, é um prazer novamente poder estar aqui e poder dirigir-lhe algumas palavras que eu acredito que não são propriamente minhas, mas que vêm da palavra do Senhor. Eu gostava hoje de falar-lhe de roupa. Talvez esteja a pensar, ó, lá vem o pastor falar de mordomia cristã. Se calhar vem nos dizer como devemos ir vestidos para a igreja ou coisas devemos levar ou não levar. Na realidade, eu vou falar de roupa, mas não é sobre mordomia que eu vou falar, embora o assunto da mordomia, sobretudo nos nossos dias, é fundamental. Talvez muitos irmãos tenham se esquecido de meditar neste tema. Mas, embora seja de roupa, não é propriamente de mordomia o assunto que eu vou abordar hoje convosco.
Eu não sei se vocês gostam de passar roupa, passar a roupa a ferro. Por exemplo, eu lembro-me de um dia ouvir alguém dizer que passar a ferro era a pior coisa que ela podia fazer porque era uma perda de tempo. Ela passava para depois voltar a ter que passar e eram horas e horas indetermináveis. Eu, de certa forma, até concordo com esta afirmação. Realmente perde-se muito tempo a passar a roupa. Eu não sei se vocês gostam de roupa bem passada ou mal passada. Sabem que há pessoas que eu chamaria os engumadinhos, que não podem ver um vinco em nenhuma roupa.
Têm todo o cuidado para que a roupa não tenha vincos e quando arrumam, por exemplo, a roupa numa mala tentam fazer de tal maneira que quando a tirarem da mala possa vir sem vincos, não é? Essas pessoas são daquelas que até passam a ferro aquele lençol que estica, não é? O lençol de baixo. Porquê? Porque tudo tem que estar perfeito. Mas existe um outro tipo de pessoas que eu talvez chamaria os desleixados, que são pessoas que chegam ao pé da máquina de lavar roupa, tiram a roupa, elas gostam de roupa lavada, claro, sacodem, está bom, vestem, está tudo bem.
Para elas deixam a roupa aqui, no quarto, na casa de banho, na sala, e não mexam porque elas sabem onde é que está, por isso se mexerem vai atrapalhar. Então, estas pessoas são desleixadas em relação à roupa e nem se importam com os vincos, não é? Eu não sei se se encaixa numa destas duas características.
Qualquer das maneiras poderá-me perguntar, mas afinal o que é que isto tudo tem a ver com a mensagem que eu tenho para transmitir? Ao trazer esta mensagem sobre roupa, eu penso sobretudo nos Evangelhos. Sabe que os Evangelhos têm pormenores extraordinários. E eu aprendi já há muitos anos que nenhuma palavra está escrita na Bíblia por acaso. Não há nada que esteja escrito por acaso. Tudo tem um sentido, tudo tem uma razão de ser. Então, eu gostava que analisássemos aqui um relato que tem a ver com a morte e a ressurreição de Jesus.
E nestes relatos, vendo o Evangelho em Evangelho, nós vamos descobrir algumas coisas interessantes. E, com certeza, nessas coisas haverá roupa pelo meio, porque senão não fazia sentido eu ter começado com roupa. Vamos tentar perceber o que o Evangelho de Mateus nos fala sobre a morte e a ressurreição de Jesus. Em Mateus 20, 28, versículo 1 diz assim. No findar do sábado, ao entrar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. Mas o anjo dirigiu-se às mulheres e disse, não temais, porque sei quem buscais, Jesus, que foi crucificado.
Ele não está aqui, ressuscitou, como tinha dito. Vim de ver onde ele jazia. E depois, depressa, e dizei aos seus discípulos que ele ressuscitou dos mortos e vai adiante de vós para a Galileia, e ali o vereis. É como vos digo. E retirando-se elas apressadamente do sepulcro, tomadas de medo e de grande alegria, correram a anunciá-lo aos discípulos. Então, temos aqui um primeiro texto que nos fala sobre o que aconteceu naquele tempo em que Jesus esteve no sepulcro, em que ele ressuscita e o anjo anuncia. Marcos vai nos contar praticamente a mesma história.
Vamos ler em Marcos 16, agora do versículo 1 ao 8. Diz assim. Passado o sábado, Maria Madalena, Maria Mãe de Tiago e Salomé, pelos vistos aqui, Marcos já mete mais alguém. Salomé, estão a ver? Há pessoas que olham para isto e dizem, estão a ver, os evangelhos contradizem-se. Mas não, é uma riqueza. É informações que nos são dadas a mais e isto ajuda-nos, não é? Diz que estas três mulheres compraram aromas para ir embalsamá-lo e muito cedo, no primeiro dia da semana, ao desapontar o sol, ao despontar o sol foram ao túmulo. Diziam umas às outras, quem nos removerá a pedra da entrada do túmulo?
E olhando, viram que a pedra já estava removida, pois era muito grande. Entretanto, o túmulo Desculpem. Entrando no túmulo, viram um jovem assentado ao lado direito, vestido de branco, e ficaram surpreendidas e atemorizadas. Eu, porém, lhes disse, não vos atemorizeis. Buscais a Jesus, o Nazareno, que foi crucificado. Ele ressuscitou. Não está mais aqui. vê do lugar onde o tinham posto. Mas ida, dizei aos seus discípulos e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galileia." Aqui é interessante que não é só para dizer aos discípulos, é para dizer aos discípulos e a Pedro. Marcos fala aqui de Pedro. Então, nada está lá por acaso.
Pedro estava a viver um momento dramático, tinha negado o Senhor, e aqui havia uma palavra mencionando Pedro. Quer dizer que Jesus estava a pensar em Pedro também. E o texto termina dizendo, lá o vereis, como ele vos disse, e sendo elas fugiram do sepulcro, porque estavam possuídas de temor, e de assombro, e de medo, e nada disseram a ninguém. Então, estes dois relatos são trazidos pelos primeiros dois evangelhos, e é interessante perceber que estes dois evangelistas, depois, acabam por seguir um caminho. No entanto, quando nós vamos ler Lucas e João, eles vão nos dar mais alguns pormenores sobre o que se passou ali no sepulcro.
E eu convido-vos então a ler Lucas 24, a partir do versículo 11. Vamos ler o 11 e o 12. E diz assim... Tais palavras lhes pareciam como um delírio e não acreditavam nelas. Pedro, porém, levantando-se, correu ao sepulcro e, abaixando-se, nada viu senão os lençóis de linho e retirou-se para casa, maravilhado do que havia acontecido." Então, estas mulheres foram aos discípulos. Pedro ouviu, não acreditou, mas ouviu e foi ao sepulcro, e quando chegou ao sepulcro, diz que só viu ali os lençóis de linho. Interessante, não é? Entretanto, João vai acrescentar mais alguma coisa.
Em João, capítulo 20, versículos 6 e 7, o apóstolo diz assim. Então Simão Pedro, seguindo, chegou e entrou no sepulcro. Ele também viu os lençóis e o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus e que não estava com os lençói, mas deixado num lugar à parte. Então, aqui João vai nos dar aqui um pormenor, mas é interessante que há versões da Bíblia que utilizam, neste versículo 7, dizem assim, bem como o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus, ele estava dobrado à parte, separado das faixas de linho. Então, João aqui é o único evangelista que nos dá aqui uma indicação.
Ele fala-nos do lenço que estava sobre a cabeça de Jesus, mas que naquele momento, quando ele entrou no sepulcro, estava à parte, dobrado ao lado dos
lençóis de linho. É interessante pensar porquê que João nos dá este pormenor. Quando nós vamos analisar, nós podemos tirar três lições interessantes sobre isto. Talvez leiamos o lenço que estava sobre a cabeça de Jesus e pensemos, bem, porque é que isto tem assim de tão especial? Mas eu gostava de trazer três lições que nós podemos aprender deste lenço que estava ali à parte e dobrado. A primeira razão Ela pode-se ilustrar com uma história que aconteceu comigo há uns anos atrás.
Eu estava a estudar Teologia em França e, no segundo ano que eu estava ali, houve uma moça que me tocou pelas costas e apresentou-se e perguntou-se se eu não a conhecia. Eu disse, não, não te conheço. E ela então vai contar uma experiência que se passou alguns anos antes, talvez quatro anos antes desse episódio. Isto aconteceu quando eu tinha 22 anos de idade. Eu estava na minha igreja e naquele dia, naquele sábado, tinha ido àquela igreja um pastor da República Dominicana. Ele tinha ido lá pregar. Ele estava lá e a sua família. A mãe, ou esposa, neste caso, e a filha, a tal menina que me tocou nas costas.
E eles pregaram, só que no final havia o desejo de eles partirem, mesmo naquele dia, para Madrid, Espanha. E a verdade é que eu tinha carro e levei-os à central de caminhonetas e quando lá chegaram, o episódio é interessante, não posso explorá-lo todo porque ocuparia muito tempo, mas é interessante ver que eles ficaram numa fila e o guichê estava fechado, pensando que era hora de almoço e que a senhora vinha. A verdade é que a senhora apareceu, mas não era por causa de voltar do almoço, é porque se tinha esquecido de alguma coisa lá dentro. E se ela não tivesse voltado, não teria vendido os bilhetes para eles poderem sair no dia seguinte para Madrid.
Então aquilo foi uma providência divina. Mas à parte disto, eles depois não tinham onde ficar e eu, como os meus pais estavam numa outra casa, eu convidei-os para irem dormir naquele dia, naquela noite, a minha casa. E preparei as coisas e eles dormiram lá para depois, no dia seguinte, levá-los até à estação de caminhonetas e eles partirem para Madrid. E é interessante que na manhã, quando eu acordei e fui ter com eles, eles já estavam vestidos, preparados para sair, com a roupa, os lençóis tudo dobradinho. Tudo dobradinho. E, de certa forma, o que eles estavam a dizer com aquela mensagem é que eles agradeciam tudo aquilo que eu tinha feito por eles, mas eles estavam só de passagem ali e tinham que partir.
E, de certa forma, Aquele lenço que Jesus pôs à parte do brado tem a mesma lição. Jesus estava a dizer que ele estava agradecido por tudo aquilo que fizeram por ele, por terem-lhe dado um sepulcro por ele estar ali, mas a sua passagem pela tumba foi temporária. Ele precisava de continuar, precisava de voltar de onde ele tinha vindo. Então, a primeira lição é esta. O sepulcro foi uma passagem para Jesus. Jesus não ficou lá. Jesus não está lá, mas está no céu e hoje é nosso intercessor.
Então, a passagem dele por este mundo foi importante, mas ele não está cá porque está a trabalhar pela nossa salvação, intercedendo, diz a Bíblia, por cada um de nós, porque existe um acusador dos irmãos. que todos os dias nos acusa diante do Pai. Então, o Senhor Jesus está lá a defender-nos e a interceder por nós. Então, este nós podíamos dizer que foi a primeira lição.
Há uma segunda lição e eu gostava de ler o texto que se encontra em Mateus 27. Vejam o que este texto nos pode ensinar. No dia seguinte, Ou seja, Jesus morreu na sexta, no sábado, no dia seguinte, que era o dia depois da preparação, reuniu-se os principais sacerdotes e fariseus e, dirigindo-se a Pilatos, disseram-lhe, Senhor, lembramos do que aquele embusteiro, enquanto vivia, disse. Depois de três dias ressuscitarei. Ordena, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até o terceiro dia, para não suceder que, vindo os discípulos, o roubem e depois digam ao povo ressuscitou dos mortos e será o último embuste pior do que o primeiro.
Disse-lhe Pilatos, ei, tendes uma escolta, ida e guardai o sepulcro, como bem vos parecer. Indo eles, montaram guarda no sepulcro, selando a pedra e deixando ali a escolta." Vejam o que estava a acontecer aqui. Nós percebemos que os sacerdotes não tinham como crença a ressurreição, eles não acreditavam na ressurreição. Mas lembravam-se que Jesus tinha dito que ia ressurgir. Eles, pensando que aquilo poderia ser uma armadilha, em que os discípulos fossem lá e retirassem o corpo e depois dissessem que Jesus tinha ressuscitado, então estes homens pediram soldados para estar ali, para estar ali e guardar a porta do sepulcro e o corpo não ser levado.
Mas agora pensem, quando nós ouvimos falar em ladrões que roubam casas, Quando eles entram e quando eles saem, a casa fica arrumadinha? Não fica, pois não. A casa fica toda em pantanas, tudo virado ao contrário. Porquê? Porque eles foram lá com o objetivo, era conseguir encontrar o máximo que pudessem. Então eles não estavam preocupados em arrumar as coisas. Imagina se os discípulos agora dessem uma tareia naqueles soldados e de repente entrassem lá, sacassem Jesus e levassem o corpo. Será que os discípulos estariam preocupados em pôr um lenço dobrado à parte?
Será que isso ia acontecer? Claro que não! Isso mostra-nos o seguinte, isso mostra-nos que Jesus foi Ele Próprio que o fez e é uma prova indiscutível que Jesus ressuscitou e está vivo. Já pensou nisto? Jesus, ao deixar aquele lenço dobrado, está a mostrar a todos e a nós que Ele usou o lenço, é verdade, mas dobrou-o e hoje está vivo. O apóstolo Paulo, ele diz assim na primeira carta aos Coríntios, capítulo 15, versículo 17. Queridos amigos, já pensaram se Jesus Cristo não tivesse ressuscitado?
O que é que teria acontecido connosco? O que é que teria acontecido com aquelas pessoas que morreram antes de Cristo? que puseram a sua fé no Redentor que viria. Então, Jesus, ao dobrar o lenço, estava a dizer, eu estou vivo, ninguém me levou daqui, foi eu próprio que ressuscitei. E o Senhor que ressuscita, o Senhor que tem poder sobre a morte, tem poder sobre tudo. Eu não sei o que é que pode estar a viver hoje, não sei se está a viver problemas financeiros, Talvez há algum problema de saúde grave que os médicos não dão solução, ou pelo menos a solução vai ser difícil.
Ou talvez há algum problema familiar, relacional. Eu não sei qual é o problema, mas eu gostava que não se esquecesse de uma coisa. O nosso Senhor Jesus está vivo. O Deus dos impossíveis ressuscitou. E se este Deus dos impossíveis ressuscitou, Ele pode resolver qualquer problema da nossa vida.
A terceira lição deste lenço que está dobrado à parte, ao lado dos lençóis, é uma outra lição muito interessante. Há em determinados lugares do mundo, seguindo aquela etiqueta que é rigorosa muitas vezes, há pessoas que quando vão, por exemplo, a um restaurante, elas sentam-se para comer, mas depois têm um guardanapo E esse guardanapo, quando ele é posto na mesa, ele pode indicar duas coisas. Ou a forma como ele é posto na mesa pode indicar duas coisas. Primeiro, pode indicar que a pessoa não gostou da refeição.
Então, a pessoa mete o guardanapo de qualquer maneira em cima da mesa. E ela diz, o objetivo para o que eu vim não foi cumprido. Ou então ela pode dizer pode dobrar o guardanapo e deixar a mensagem de que o objetivo que eu vim aqui foi cumprido, estou satisfeito. E, de certa forma, o que Jesus está a dizer, ao dobrar o guardanapo, neste caso o lenço que estava na sua cara, e pô-lo de parte, Jesus estava a dizer que estava satisfeito com aquilo que veio realizar. Aliás, não sou eu que o digo, é o próprio livro de Isaías. Quando nós lemos Isaías, capítulo 53, versículo 11, é dito assim, Então, Jesus está a dizer, eu vim, cumpri o que tinha a cumprir e estou satisfeito, estou satisfeito.
Reparem, em 1ª Hóstia Santa do Unicéncio o apóstolo Paulo diz assim no capítulo 4, versículo 14. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará em sua companhia os que dormem. Então, reparem, Jesus está-nos a dizer que não só houve uma passagem dele pelo sepulcro, como ele está vivo. Como ele ficou satisfeito, e quando nós vamos a um restaurante que gostamos e estamos satisfeitos, o que é que acontece? Nós voltamos a esse restaurante. Querido amigo, quando Jesus disse, ou quando Jesus colocou o lenço dobrado à parte, Ele está-nos a dizer a nós hoje, que Ele ia, mas Ele estava satisfeito com o seu trabalho.
mas que não ia ficar lá em cima. Ele ia, mas voltaria. Então, o lenço dobrado lembra-nos que Jesus não só passou pelo sepulcro, como Jesus está vivo no céu e como Ele vai voltar um dia a esta terra. Essa vinda está para breve, eu aguardo esse momento. Eu não sei se você que me está a ouvir e a ver, se também aguarda ansioso por este momento. Não importa o que os outros dizem, não importa se há muitas pessoas que não acreditam naquilo que Jesus prometeu. Eu acredito e nós somos beneficiados, somos bem-aventurados se nós atendermos às palavras de Jesus.
Jesus vai voltar, quer acreditemos ou não. e eu quero estar entre aqueles que um dia estarão com Ele no céu. E eu desejo que também você possa estar com Jesus e possamos usufruir agora uma vida ao lado de Jesus para sempre. Que Deus o abençoe e nunca se esqueça que nada está na Bíblia por acaso. Amém.