Se não virdes sinais e milagres

Se não virdes sinais e milagres

05 de Janeiro de 202628 min 5 s

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E. Olá, estamos de regresso aqui à Voz da Esperança. É um prazer estar de novo consigo, aqui na Novo Tempo, para mais... Nem chega bem a meia hora, é o tempo que temos, por isso, como vê, não vai ser assim muito longo, mas vai ser o suficiente para hoje descobrirmos mais uma fantástica aí viagem. Essa viagem estamos a fazê-la através da vida, quase da biografia, história à história, da vida de Jesus. E vamos fazê-lo por acreditarmos que Jesus, esse é um dos nossos motos aqui, Jesus é ele mesmo a voz da esperança.

Por isso venho daí, vamos juntos falar sobre esperança, compreender a esperança, mas também cantar sobre esperança. Esperança Vibra em nosso ser Porta guardamos o Senhor Fé possuímos que Jesus nos dá Venha, prometa que nos vês Eis que o tempo logo vem E as nações daqui a lã Têm alegria ao cantar Aleluia Aleluia!

Aleluia! Servos de vida trombita-te o cãe Pelo Jesus voltará A todo mundo a mensagem que vai Breve Jesus voltará Ondas e balas ao sol e com o ar Breve Jesus voltará Desde o mar a canção entoou Leva Jesus, voltará Leva-me-rá Leva-me-rá Leva-me-rá Leva Jesus, voltará E aí.

Grandes verdades da vida

Nestes últimos episódios aqui na Voz da Esperança temos estado a fazer uma viagem através da vida de Jesus. Obviamente que isso deixa-nos com a oportunidade de conhecer um pouco mais em detalhe algumas das histórias, especialmente os grandes encontros de Jesus. Mas também nos permite, a partir dessas histórias, compreender que há grandes verdades para a nossa vida, para a nossa fé, enfim, para todas as nossas decisões e escolhas do dia-a-dia, porque as histórias de Jesus são universais, têm implicações na nossa vida. Mas por falar em grandes verdades, tenho aqui uma coisa que hoje queria mostrar-lhe em particular.

Como sabe, todos os episódios aqui temos uma oferta especial. Isto também é uma marca aqui da Voz da Esperança e até diria de todos os programas aqui na Novo Tempo. Hoje tenho aqui uma revista muito especial. Já há algum tempo que não a partilhava aqui, creio. Já há muitos episódios. Na Mira da Verdade é um dos programas, este nome talvez o reconheça. Se não o reconhece, é um dos programas aqui da grelha da Novo Tempo, Portugal. Embora, claro, é um programa que vem do Brasil. e Na Mira da Verdade é um dos programas mais bem sucedidos da Novo Tempo Brasil, precisamente porque explora grandes verdades bíblicas, sobretudo através de perguntas difíceis. O professor Leandro Quadros, que é o autor deste guia de estudo e deste programa, ele gosta mesmo é de perguntas difíceis, que a verdade é que a fé, a espiritualidade e a Bíblia podem colocar-se perguntas bem difíceis.

Aqui, basicamente, vai encontrar uma série de perguntas difíceis e respostas extraordinárias, fundamentadas na Bíblia, com muita lógica e racionalidade, que o vão ajudar, certamente, a compreender melhor algumas das suas próprias questões. Então, envie uma mensagem para nós a pedir a revista Na Mira da Verdade. O nosso número já sabe, 933 939291. É muito simples de decorar. Envie uma mensagem para nós e vamos, então, oferecer-lhe esta revista. Na Mira da Verdade também esteve sempre Jesus, porque ele é a verdade. Ele se designou mesmo como o caminho à verdade e à vida e é por isso que, sendo ele um caminho, podemos fazer praticamente uma viagem através das histórias da sua vida, dos muitos encontros e hoje vamos para mais uma destas histórias.

O regresso de Jesus

Quando as notícias começaram a espalhar-se pela região da Galileia, as pessoas começaram a falar nessa altura com muito entusiasmo. De quem? O homem que tinha purificado o templo em Jerusalém. Já falámos aqui sobre essa história e esse momento extraordinário. Esse homem estava de volta. E aquelas histórias sobre o seu poder, sobre a sua autoridade tinham despertado curiosidade mas também esperança em muitos corações. Talvez especialmente nas pessoas mais simples. E essa esperança podia resumir-se assim, será que este é mesmo o libertador, o Messias tão esperado em Israel? Será que finalmente esse que Deus enviará para nos salvar, para nos resgatar, Será que ele está aqui entre nós?

Muitos também se lembravam nesta altura das palavras dos profetas e tudo o que os profetas tinham escrito sobre a vinda do Messias. Certamente na mente de muitos ecoavam as palavras do profeta Isaías. O Espírito do Senhor está sobre mim porque me ungiu para pregar boas novas aos pobres e enviou-me a curar os quebrantados de coração. E, portanto, muitos certamente começavam a perguntar, será que é ele? Pode ser ele? Mas quando Jesus chegou a Nazaré, a reação foi diferente. Estranho, não é? Ali, precisamente na pequena vila onde ele tinha crescido, onde todos o conheciam, não como esse possível Messias, mas conheciam-no como o pequeno Jesus, se calhar o filho do carpinteiro.

E nesse lugar, Jesus não encontrou essa mesma fé. O povo via apenas o exterior, claro. E, portanto, o que é que via? O homem simples, as roupas modestas, a sua falta de aparência, de realeza, de poder. E, portanto, não conseguiam reconhecer nele essa pureza, mas também grandiosidade da sua divindade. Estavam escondidas, se quiser, atrás daquela humildade. Ele era apenas o rapaz, ou o jovem agora, o homem que conheciam desde pequeno. Por isso, Jesus, ali em Nazaré, na Galileia, não fez muitos milagres. Um profeta, disse Jesus, aliás, não tem honra na sua própria terra.

E quando olhamos para esta história acabo por ser triste perceber quando o olhar limitado de alguém impede de ver o que Deus está a fazer diante dos seus olhos. E é interessante porque isto também acontece ainda hoje na nossa vida, muitas vezes. Quando o orgulho acaba por apagar a fé. E até o milagre que está diante dos nossos olhos se escala quando o orgulho fala

O desespero de um pai

mais alto. Da cidadezinha de Caná, já falámos aqui sobre ela e essa história. Desde essa altura que começaram com certeza a espalhar-se as notícias de que Jesus tinha regressado. Essa esperança chegou até a Cafarnaum. E ao chegar a Cafarnaum, chegou à casa de um homem que era um homem importante, era um oficial do rei. Um homem que tinha tudo o que o mundo podia oferecer. Era um homem que tinha uma posição de destaque, influência, conforto. Então, naquele tempo, comparado com a média das pessoas que viviam vidas extremamente difíceis. Mas agora, este homem enfrentava aquilo que nenhuma riqueza, nenhuma autoridade ou influência consegue resolver.

O seu filho estava à beira da morte. E quando o coração de um pai está em desespero, nós sabemos bem, aí acaba o status, o protocolo, o orgulho, nada resiste diante da dureza dessa realidade. E a Bíblia vai contar, os Evangelhos vão contar-nos esta história de um homem, este homem que ouviu falar de Jesus e decidiu ir. Talvez, na sua cabeça, fosse, de facto, a última esperança. E, então, ele fez essa longa jornada de Cafarnaum até Cana. E, quando finalmente chegou, encontrou-se diante daquele que parecia, afinal, apenas um homem comum, um homem cansado, até, podíamos dizer, um homem empoeirado por causa da viagem que tinha feito.

Eu imagino que, por um instante, ele tenha vacilado. Será que era mesmo este o homem de quem eu ouvi falar e do seu poder e dos seus milagres? Ainda assim, com o coração apertado, ele vai suplicar e vai ter o seu primeiro diálogo com Jesus. Senhor, vem comigo, desce à minha casa o meu filho, E Jesus olhou para ele com um olhar que atravessa a alma. Como em tantos outros encontros, conseguimos perceber esse olhar que vai fundo. E Jesus respondeu-lhe...

E estas palavras são muito interessantes. Porque, por um lado, é verdade, parecem palavras duras. Mas estas palavras de Jesus, obviamente, não eram apenas a dureza de Jesus tentar ser ofensivo ou fazer-se difícil. Sabemos bem. Estas palavras precisam antes de ser lidas como um espelho para aquele pai. Porque ele percebeu que a sua fé, na verdade, estava condicionada. Ele acreditaria em Jesus se visse o milagre acontecer. É assim que se pode entender esta expressão do mestre diante de um homem aflito como este, pai.

Agora pense comigo, quantas vezes nós também agimos da mesma forma? Eu falo por mim. Eu quero primeiro ver, para depois então crer. Mas o que os Evangelhos e o caminho que Jesus veio propor, o que podemos chamar o caminho do reino de Deus, ele é exatamente o oposto a isto. É o quê? É querer primeiro, é agir com fé, para então esperar para o agir de Deus. Ora, Jesus não quis apenas nesta história, aliás como em tantos outros momentos, Jesus não quis apenas curar uma criança naquele dia. Jesus quis que aquele momento fosse também uma oportunidade de cura e de compreensão mais profunda para o coração deste Pai.

Por isso podemos dizer que sim, que Jesus quis libertar este homem de quê afinal? De uma fé superficial. De uma fé que depende de sinais. E, portanto, Jesus viu aqui uma oportunidade de conduzir este homem a ter uma fé viva, uma fé que confia na palavra do Salvador. Esta é a fé que não se apoia apenas no que os olhos veem, mas naquilo que é possível crer, de um conhecimento de quem Deus é e do que Ele pode fazer, e de que a sua vontade é a melhor. E então, como quem lança quase uma última esperança, este homem vai então responder a este desafio de Jesus com um clamor.

Senhor, desce antes que o meu filho morra. E nós vemos mais uma vez aqui este grito, um grito de quem não tem nada, já não tem nada mais para oferecer além da sua própria dor, da sua angústia. E foi aqui, precisamente neste momento, quase no limite do desespero, que podemos dizer que vai nascer uma fé genuína, profunda, que pode dar fruto. E Jesus, então, com autoridade, a sua autoridade, vai responder. Uma autoridade que vem no céu, que é divina. E diz-lhe, vai, o teu filho vive. Eu tremo diante de uma expressão como esta, é uma frase, apenas uma frase.

Jesus não precisou de nenhum gesto, de nenhuma presença ou uma ação física. Bastou a palavra, a palavra dita, proferida com autoridade. Este homem, este pai olha para Jesus e desta vez ele já não viu apenas aquele homem cansado, Ele viu, diante da força daquelas palavras, ele viu que diante de si estava o filho de Deus. E creu na sua palavra. E partiu. Enquanto ele voltava para casa, longe dali, porque o caminho ainda era

O poder da palavra

significativo, naquele momento o seu filho, em casa, abriu os olhos. A sua febre desapareceu, a cor voltou ao seu rosto, E então o menino reposou num sono tranquilo, que ele já não tinha há muito tempo. O que aconteceu foi isto. No exato momento em que a palavra foi pronunciada em Caná, a vida de um menino foi restaurada em Cafarnaum. E há uma beleza extraordinária e uma maravilha de podermos entender isto nesta história, que o poder está contido na palavra de Cristo, como em nenhuma outra coisa.

O Salmo 107, no versículo 20, quase que já antecipava isto, quando lá, poeticamente também, o salmista dizia, ele enviou a sua palavra e os cessarou. Podíamos dizer que quase esta ideia profética aplicou-se aqui precisamente. Agora veja, no caminho de volta, ao encontrar os servos que vieram ao seu encontro, porque assim que o menino melhorou em casa, eles começaram o caminho, ainda levaram tempo até se encontrar, e por isso este homem, este pai, não se vai surpreender muito quando estes homens, eu imagino, ofegantes, dizem, teu filho vive! E ele apenas perguntou, a que horas é que isso aconteceu? A história registra esse detalhe.

Foi quando aconteceu ontem, à sétima hora. E, nesse momento, este pai compreendeu. Era exatamente a mesma hora em que Jesus tinha dito, vai, o teu filho vive. Que maravilha! E, naquele instante, a fé deste homem deixou de ser fé. Tornou-se uma certeza profunda, ancorada na sua alma, mas também uma alegria que enche o seu coração. Só que o milagre não terminou ainda aqui. Porque este pai voltou a casa para encontrar o seu filho, mas ele voltou um homem diferente.

A sua fé é completamente diferente. O testemunho que ele trouxe vai transformar toda a sua casa. Ele e todos os seus creram em Jesus. A dor daquele pai, portanto, note bem, começou como uma dor e uma angústia tremenda. Mas essa dor e o que essa dor fez na sua vida foi o instrumento para a salvação de uma família completa. E obviamente que aqui há uma lição muito importante. nos leva a um lugar que é um berço, é o berço da fé, é o lugar onde a nossa fé nasce.

A aflição é muitas vezes o solo onde o milagre encontra as condições para germinar. É por isso que Jesus desejava que este milagre acendesse uma luz onde? Em Cafarnaum. Uma cidade que, curiosamente, depois com o tempo, aqui nós estamos no início do Ministério de Jesus, mas esta cidade viria a tornar-se até um centro, podemos dizer, do seu Ministério. Foi exatamente assim. O que começou como um pedido, talvez até egoísta, lembremos da resposta de Jesus, que ainda há bocadinho falava, esse pedido tornou-se um testemunho poderoso. Ou seja, Deus pode transformar até o motivo errado numa experiência transformadora e uma experiência de graça.

Porque sejamos honestos, quantas vezes nós buscamos Deus por necessidade, por medo e muitas vezes mesmo por desespero. Alguns de nós, aliás, só vamos a Deus nessas circunstâncias. E Deus, na sua muita bondade e misericórdia, pode usar até o nosso egoísmo como ponto de partida para uma fé que não seja apenas isso, o desespero. Uma fé verdadeira, profunda. O problema, portanto, não é começar com pouca fé. O problema pode ser se nós ficarmos nesse tipo de fé. E Jesus quer levar-nos além de uma fé que é apenas pedir milagres porque estamos desesperados. E se Jesus fizer alguma coisa, então vamos querer nele.

Jesus quer dar-nos ou conduzir-nos, talvez, a uma fé que permanece mesmo quando os milagres não vêm ou parecem não vir. Muitos querem ver antes de acreditar. Mas o ensino do Evangelho é que o verdadeiro discípulo aprende antes. aprenda a acreditar antes. Jesus disse a Marta, outra célebre história que haveremos de ver com certeza um pouco mais à frente aqui na Voz da Esperança, mas a Marta, a irmã de Lázaro, Jesus disse-lhe diante do túmulo mesmo do seu irmão. Eu não te disse que se quereres verás a glória de Deus? Está lá em João capítulo 11. Ou seja, a fé vem primeiro.

Este oficial de Cafarnaum aprendeu. Aprendeu que a palavra de Cristo é tão poderosa quanto a sua presença. Ele não precisava que Jesus estivesse fisicamente em sua casa. Bastava que a sua palavra fosse dita. E esta é uma verdade que ainda se mantém válida hoje, milhares de anos depois. Quando Deus fala, o impossível curva-se. como uma pequena folha na sua mão. Quando Deus promete, o tempo e o espaço dobram-se, inclinam-se diante da sua vontade. Muitos de nós, como aquele pai, queremos ver um filho curado, queremos ver um problema resolvido, queremos ver uma porta abrir-se que hoje está fechada.

Jesus pode responder, vai, o teu filho vive. E o que ele pede é que caminhemos na confiança da sua palavra antes mesmo de vermos o resultado. É esta fé genuína que caminha sobre a palavra, não sobre evidências. Por isso é que o maior milagre não foi a cura deste menino, mas a transformação do coração deste pai. E é esta mesma experiência que nós podemos viver.

Momento musical e encerramento

Jesus curou a alma deste homem, o seu interior, antes de curar o corpo do seu filho. Este momento vai passar Como as notas que se perdem no ar Antes que o tempo se vá De passar no ar Vou dar e dar Minha vida ao Senhor Antes que o tempo se vá Este

momento Sem a desista de Deus Ele perde a nova vida. Sinta Seu amor. O momento vai acabar Mas Deus é eterno e sabe amar Vamos sorrir, espalhar seu amor estrangeira

Ele é a nova vida Sinta seu amor Este momento não vai voltar De se entregar Voltando depressa Para o seu salvador Antes que o tempo se voe Antes que o tempo se apague.

Este é o momento, como ouvimos, é o momento em que a fé, uma fé que se agarra a Cristo mesmo quando há silêncio, esta é a fé que nos faz avançar e querer no que Deus pode fazer na nossa vida. Foi um gosto ter estado consigo durante estes minutos. Desejo que Deus o abençoe. Já sabe que hoje temos uma oferta. A Revista na Mira da Verdade envia uma mensagem para nós, se quiser recebê-la. E, se Deus quiser, estamos juntos no próximo Voz da Esperança. Que Deus o abençoe. Até lá.

Sobre este episódio

Neste episódio da Voz da Esperança, viajamos pela vida de Jesus para descobrir uma das verdades mais profundas do Evangelho, a fé que confia na Palavra de Cristo mesmo antes de ver o milagre acontecer.

A partir do encontro de Jesus com o oficial de Cafarnaum, somos desafiados a refletir sobre o tipo de fé que temos, uma fé condicionada por sinais ou uma fé viva, que caminha sustentada apenas na Palavra do Salvador. 🙏

Esta história revela que o maior milagre nem sempre é o que vemos com os olhos, mas a transformação do coração. Jesus não curou apenas um filho à distância, curou primeiro a fé de um pai e, através disso, alcançou toda uma família.

✨ Quando Deus fala, o impossível curva-se. ✨ A fé verdadeira acredita antes de ver.

📖 “Ele enviou a Sua palavra e os sarou.” Salmo 107:20

Série
Voz da Esperança · 68 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 39
Estreou
05 de Janeiro de 2026
Categoria
Outros