E. Olá, seja bem-vindo, estamos de regresso aqui à Voz da Esperança. Obrigado por estar aí desse lado e continuar a fazer a história deste programa. De vez em quando gosto de lembrar, até porque mesmo para mim tem relevância pensar que este programa há mais de 60 anos que é produzido aí aqui em Portugal, sempre com esta marca Voz da Esperança e com os mesmos objetivos. durante muitos anos foi um programa que esteve na rádio. Aliás, é por isso que quando olha aqui para o nosso cenário, o nosso estúdio, percebe que temos aqui um pouco a evocação dessa história, com essa lembrança de que a rádio, há muitos anos atrás, era o instrumento, o veículo para fazer chegar esta mensagem, que se mantém uma mensagem comum, na verdade.
É uma mensagem de esperança, claro, que assenta A sua base está no facto de que Jesus é a voz da esperança e, particularmente, a nossa convicção profunda, a nossa fé de que a vinda de Jesus vai ser a grande apoteose da história desta terra e de que caminhamos a passos largos para esse magnífico encontro que nos fortalece e nos anima, que é o fundamento da nossa fé. E aqui vamos, enquanto ele não vem, Continuamos a descobrir as muitas lições e ensinamentos que Jesus tem para a nossa vida. É isso que hoje vamos voltar a fazer aqui, em mais um episódio. Vamos escutar agora, para preparar os nossos corações e abrir este programa mais uma vez, as vozes do quarteto Voz da Esperança.
Oh, que esperança vibra em nosso ser Pois é verdade o Senhor que possuímos Vejo que o tempo logo vem E as nações daqui além Vêm alerta, vão cantar Aleluia!
Servos de Deus, a trombita tocai, pregos Jesus voltará. A todo mundo a mensagem levai, pregos Jesus voltará. Onde as do mar a canção entoar Breves Jesus voltará Neve Jesus, voltará Neve Jesus, voltará.
Temos estado aqui, nesta temporada da Voz da Esperança, a fazer uma autêntica viagem na vida de Jesus, quase como uma biografia das suas histórias, aquelas que estão, claro, contadas nos Evangelhos, dos seus encontros. E hoje vamos mergulhar quase literalmente na história de um homem, que estava precisamente ali, muito perto de um... Sim, de uma piscina. um tanque, onde ele queria mergulhar. Mas Jesus ouviu o seu clamor e isso mudou a sua história. Também por isso, hoje quero partilhar consigo uma oferta muito especial, um dia de estudo com o título Deus me ouve. tem tudo a ver com a história que já vamos analisar e meditar juntos.
Deus Me Ouve é um estudo sobre a oração em particular e todos os instrumentos da nossa comunicação com Deus e por isso eu acredito que este manual pode ser muito útil para a sua vida, para fortalecer a sua fé. Faça o pedido, já sabe, como habitualmente, envia uma mensagem para o 933 939291. Ok? Este é o nosso número. 933-939291. É muito simples. Basta escrever uma mensagem. Diga que quer receber então a revista Deus me ouve e esta é a oferta que hoje temos para si. Vamos agora, como dizia, mergulhar na história de um homem que precisava muito de ser ouvido. E Jesus ouviu. Vamos à nossa viagem de hoje.
Agora, imagine comigo, Jerusalém, a grande, a fantástica Jerusalém, fervilha de gente. Estamos num dia de sábado e, portanto, o templo está cheio. Mas, junto à Porta das Ovelhas, assim chamado, há um outro templo, se lhe possa chamar assim. o tanque de Betesda, com os seus cinco alpendres totalmente lutados, mas lutados sobretudo de muito sofrimento. É verdade, cegos, mancos, paralíticos, coxos, homens e mulheres, crianças com as mais diversas dificuldades, sobretudo doenças, esperam o movimento das águas.
que era visto como um sinal, uma oportunidade. E às vezes a religião vira esta corrida. E quando a religião é uma corrida, claro que alguém vai ficando para trás. E neste lugar, aquela manifestação de fé, que ali estava, era uma corrida. É ali que Jesus chega. E Jesus vem sem cortejo, que o acompanha. Ele vem como quem procura alguém em particular. O facto de Jesus ir ali até aquele lugar também mostra que ele não evitava a dor. Talvez até mais, Jesus procurava a dor e o sofrimento. E é nesta ocasião que os olhos de Jesus vão repousar no homem. Um homem deitado numa esteira, que estava naquele lugar, naquela posição, com aquelas limitações, há 38 anos.
Imagina! Podemos dizer, portanto, que era um prisioneiro do seu próprio corpo. Só que este homem não sofre apenas no corpo. Ele também carrega uma culpa e um peso tremendo no seu interior. A ideia de que se está assim há tanto tempo é porque mereceu. E essa dor agonizante na alma era um peso tremendo sobre este homem. Então Jesus vai aproximar-se. Jesus inclina-se e pergunta o que ninguém pergunta. Até por vergonha, talvez, ou por incapacidade. Ninguém pergunta isto. Há alguém que sofre de um mal como este há 38 anos. E a pergunta é tão direta, tão simples e tão forte, ao mesmo tempo.
Queres ficar são? Queres ser curado? Claro, a resposta deste homem vem condicionada pelo que ele imaginava que Jesus poderia estar a querer dizer. E, portanto, o homem vai responder, Senhor, eu não tenho quem me ajude. Enquanto eu vou, outro desce primeiro. Precisamente porque naquele tanque havia este fenómeno extraordinário de que quem entrasse ali quando as águas mexiam, e isso era raro, essa pessoa era curada. Portanto, este homem, obviamente, diante da pergunta de Jesus, vai falar de quê? De logística. Das condições para poder chegar em primeiro lugar. Talvez a oferta de Jesus fosse ajudá-lo a que isso acontecesse.
Só que Jesus não lhe falava de logística e de movimento. Jesus falava de vida. Jesus não veio ali para discutir regras, nem negociar condições. E então Jesus vai surpreendê-lo e dizer-lhe apenas isto. levanta-te, toma a tua cama e anda. A água não mexe, mas a palavra de Deus sim. Moveu-se com muito poder. E agora cada nervo atrofiado no corpo deste homem desperta. Cada músculo que estava silencioso há 38 anos começa a obedecer. Este homem levanta-se, enrola a sua esteira e percebe que consegue andar.
É assim a graça de Deus. A vida chega quando alguém se ergue debaixo da autoridade da palavra de Jesus. Hoje talvez a sua esteira tenha outro nome. Pode ser um vício antigo, pode ser uma culpa persistente por um erro, uma falha que cometemos, uma ferida que moldou até a sua forma de viver. É por isso que Jesus não pergunta a ninguém se merece. Jesus não perguntou a este homem se tu tens hoje alguma coisa para me dar em troca. Jesus pergunta, queres?
Esta é a pergunta que Jesus faz ainda hoje. Sim, Jesus não manda para sentir e pensar e refletir. Ele diz a este homem uma ordem real e prática. Levanta-te e anda. É o mesmo que dizer, põe a tua vontade do lado da vontade de Jesus e age sobre o que ele disse. Este poder, esta graça, fará aquilo que tu não podes. Esta podia ser a descrição do que aconteceu com este homem. O apóstolo Paulo descreve isto como passar da morte à vida. Chamou-lhe a lei do espírito de vida.
E esta lei, ela quebra uma outra, a lei do pecado e da morte. Ou seja, quando Jesus fala, vidas atrofiadas Sejam elas físicas ou espiritualmente, podem erguer-se. Quando Jesus chama, até o lugar onde estamos habituados a estar ali, imóveis, pode tornar-se um testemunho. Sim. Há esta maravilha nesta história. É que a esteira que a carregava este homem, agora é ele que a carrega. E talvez esteja aqui uma metáfora incrível para o que pode acontecer na nossa vida também. Passámos nós a carregar essa esteira, essa dor que nos tem carregado a nós.
Agora repare, quando a graça atua, é claro que quando a graça começa a agir na vida de alguém, muitas vezes vêm as tradições, neste caso, a religião ofendida, que tenta parar o poder da graça de Deus. Porquê? Porque este homem vai encontrar um grupo de fariseus, sempre zelosos pelo cumprimento da lei. E estes homens fariseus vão dizer a este homem acabado de agraciar. E a pergunta parece ridícula, por um lado, e surpreendente. Porquê que tu levas a tua cama, tua esteira, num dia de sábado?
Estes homens estavam incapazes de celebrar uma vida que tinha sido erguida. Estavam mais interessados em policiar o peso da esteira. É aqui que nós percebemos qual é o risco da tradição. A tradição religiosa, muitas vezes, tem este dramático vício de esquecer o coração de Deus e a sua ação. para se focar apenas naquilo que os homens querem e definiram e gostam. O que aconteceu aqui foi isto, estes homens mostraram como eram capazes de transformar o sábado que tinha sido feito, concedido ao ser humano para descanso, para cura, para alegria, para desfrutar, transformaram-no em quê?
É isto, numa maratona de proibições. E essas proibições empurram a misericórdia para Outro lugar. A misericórdia talvez possa vir depois no domingo ou na segunda-feira. O sábado não era o dia da misericórdia para estes homens. Mas este homem, tão simples, responde com uma teologia profunda, mesmo se na formulação não podia ser mais singela. Aquele que me curou disse, toma a tua cama e anda. Ele vai citar a palavra do mestre. Este homem percebeu que quem tem poder para dar vida e para curar, também tem autoridade para orientar a vida. E esta é talvez uma das lições mais extraordinárias nesta história.
Sim, a palavra de Jesus orienta a nossa vida. O sábado, portanto, não era para este homem, nem para Jesus, o palco para a culpa ou para o medo. O sábado era o palco para a misericórdia. Uma palavra que o próprio Jesus, o próprio Deus, já tinha deixado bem clara. Misericórdia quero e não sacrifícios. Ora, se o nosso Deus trabalha para sustentar a vida, essas obras que sejam de compaixão, qualquer que seja a sua forma, essas obras honram o Sábado, não o violam.
Mais tarde, Jesus encontra este homem no Templo. Ele foi agradecer, claro. Foi expressar a sua gratidão por esta nova vida. Ele vai dizer, eis que estás são, ou curado, diz-lhe Jesus. Não peques mais, porque nunca te venha a acontecer nada pior. Mais uma vez, como em tantos outros encontros e curas, nós percebemos que Jesus cura por fora. Neste caso, um homem paralítico. Mas Jesus não ignora, ou talvez eu até possa dizer que ele está mais interessado numa cura que é mais profunda, que é do ser inteiro. Esta graça que Jesus veio ensinar e viver é uma graça tão verdadeira que ela não apenas levanta aquele que está caído, Jesus quer endireitar a vida das pessoas.
Por isso é que podemos dizer que receber vida envolve abandonar aquilo que nos corrói. Mais uma vez, uma lição tão útil para nós hoje. A ordem de Jesus não é paga o milagre. A ordem é agora guarda como um tesouro a liberdade que tu recebeste. Percebe que há uma grande diferença aqui. Qual é a promessa que Deus nos faz? Dar-vos-ei um coração novo, purei dentro de vós o meu espírito, dizia o profeta. Onde o espírito está, ali há liberdade. É por isso que este homem agora vivia para uma liberdade de fazer a vontade de Deus.
Mas voltamos ao comum nesta história. Ele já se tinha encontrado uma vez com os fariseus e agora a notícia desta cura vai chegar a quem? Aos líderes religiosos. E em vez de celebrarem e de reconhecerem o sinédrio, esses juízes, em vez de
adoração, vão assumir o seu papel de inquirição. E o que é que vão fazer? Acusar Jesus de violar o sábado. E pior, vão acusar Jesus de blasfémia por chamar Deus de pai, obviamente tornando-se ele próprio e, portanto, o filho de Deus. Só que Jesus não recua e, diante destas acusações, Jesus vai dizer as seguintes palavras, meu pai trabalha até agora e eu trabalho também. Jesus vai colocar-se como filho, mas no sentido mais elevado possível. Ele é um com o Pai. E é um com o Pai em natureza, mas também em vontade, em desígnio.
A sua obra e a do Pai são a mesma. Portanto, a questão, claro, não é uma cama que é carregada. A questão aqui é quem tem autoridade para dizer o que o Sábado significa. É a autoridade para interpretar o que é o Sábado. Estes homens, que se rogavam o direito, na verdade, de interpretar as escrituras e a vontade de Deus, eles agarram-se a cercas que eles próprios ergueram. E Jesus quer conduzi-los de volta lá, ao início, ao jardim, ao Génesis, onde Deus criou todas as coisas. E esse Deus que cria foi o Deus que abençoou, que repousou e que convidou o ser humano para esse lugar de descanso.
Ele, o autor, volta ao livro. Nenhuma nota de rodapé humana pode riscar aquilo que Jesus disse, escreveu. E por isso Jesus é quem tem a autoridade de interpretar. E Jesus vai além. Jesus vai dizer como o Pai ressuscita os mortos e os vivifica, assim também o Filho, ou seja, Ele próprio. Ninguém julga, dizia Jesus, mas deu ao Filho todo o juízo, para que todos honrem o Filho como honram o Pai." Que expressão grandiosa.
Grandioso é este homem porque ele é o humilde carpinteiro, sim, mas ele ergue o véu e mostra-se como o Senhor da vida, o Criador, o Senhor de toda a história. Mas ele também é esse coração terno e sensível e cheio de misericórdia. Porque o juiz é o mesmo que veio aqui provar a nossa dor. Como dizia o apóstolo aos hebreus, foi tentado em tudo, mas sem pecado. Por isso, esta história, esta afirmação de autoridade, de juiz de Jesus, o que é que mostra? Que o juiz julga, mas ele é o advogado, é aquele que nos amou até ao fim, que nos defende.
E é por isso que a promessa que Jesus faz é esta. Quem ouve a minha palavra e crê naquilo que me enviou tem a vida eterna. Não entra em juízo, mas passou da morte para a vida. Percebe qual é a ordem que Jesus aqui está a dar? É ouvir, crer. E esse é um chamado urgente. Não é um dia, talvez, é agora. Por isso é que temos que reconhecer o seguinte, e eu desafio a reconhecer comigo hoje, que o Evangelho convida-nos a viver com este verdito já antecipado. Porque quando nós vivemos em Cristo é como se o futuro estivesse adiantado. Ele também alargou até a lente da sua observação e disse, vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz.
É verdade. Esta é a esperança que nos move. A cura que vimos aqui em Betesda é apenas uma miniatura do que a voz de Jesus fará um dia numa escala cósmica. Hoje, quando ele fala, mortos espirituais levantam-se. Por isso, a voz da esperança, quando é proferida, a voz do mestre, ela ergue os que são mortos espiritualmente. Mas vai chegar um dia que Jesus vai falar e a sua voz vai levantar mortos, fisicamente. Vão levantar-se do pó da terra para a ressurreição da vida. Ou para a condenação, se essa foi a sua escolha. Por isso, hoje precisamos de discernir e escolher dá resposta a esta voz.
E quem se rende à voz de Jesus hoje, não a vai temer amanhã, quando ela soar.
Escute essa voz e deixe que ela erga também a sua vida espiritual. O céu abrir-se ao Anunciando sua vida Trovões soará Como sons de ovos A luz do seu olhar Cobrirá os que esperam E nós doveremos Anhos plenos Os anjos cantarão Canções de vitória Os mortos que dormem
Terão transformado o céu estrangeira Faça, faça a glória É daí, Senhor, é daí, Senhor É daí, Glória
Que. Esta esperança, esta fé na intervenção de Jesus possa hoje ser um ânimo e uma força na sua vida também. Nós chegamos ao final deste nosso encontro. Hoje, se quer conhecer mais como é que Deus quer ouvir o seu clamor para poder intervir na sua vida, já sabe, estamos a oferecer a revista Deus Me Ouve. Fica o nosso encontro marcado. Continuo em conexão com Deus. E se Deus quiser, na próxima semana voltamos a estar juntos. Até lá, se Deus quiser.
Neste episódio da Voz da Esperança, mergulhamos numa das histórias mais tocantes da vida de Jesus, o encontro com o paralítico junto ao tanque de Betesda. Um homem esquecido, marcado pela dor, pela culpa e por 38 anos de espera, é finalmente ouvido. Jesus aproxima-se, faz a pergunta que muda tudo e a Sua palavra transforma completamente aquela vida
✨ Esta mensagem recorda-nos que Jesus não evita o sofrimento humano. Pelo contrário, Ele procura quem sofre, escuta o clamor silencioso e oferece vida nova. Não discute regras, nem negocia condições. Jesus fala e a Sua palavra gera movimento, cura e esperança.
🙏 Neste episódio, refletimos também sobre a oração, a misericórdia, o verdadeiro sentido do sábado e a autoridade de Jesus como Senhor da vida. Uma mensagem profunda que nos desafia a deixar a “esteira” que nos prende e a responder hoje à voz da esperança.
📖 “Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna.” Uma promessa viva, atual e transformadora.