Espero. Encontrá-Lo muito bem, aqui para mais um episódio da Voz da Esperança, aqui na Novo Tempo Portugal, o seu canal, onde encontra motivos de sobra para buscar esperança para a sua vida, mas também fundamentar a sua fé, descobrir como Deus tem um projeto de vida, na verdade, extraordinário para nós, para todos nós, e é por isso que aqui falamos de tantos temas que vão desde a família, à saúde, ao estudo da Bíblia, claro, ao estilo de vida como um todo, porque Deus realmente quer esperança para nós, uma vida abundante e isso descobre-se em todas estas dimensões da vida.
Por isso, deixo-vos ficar aí, estamos juntos para mais uns minutos aqui com a Voz da Esperança.
Viva em nosso ser Pois aguardamos o Senhor Repetimos o que Jesus nos dá Vens que o tempo logo vem As leções daqui a lém Bem alerta a não cantar Aleluia!
Aleluia! Aleluia! Servos de Deus a trombeta tocai, breve Jesus voltará. A todo o mundo a mensagem levai, breve Jesus voltará.
Montes e falas do sul em Coai Prevas Jesus voltará Ondas do mar a canção em Coai Prevas Jesus voltará Amém.
Amém.
Já sabe, se acompanha regularmente aqui a Voz da Esperança, que nós já estamos há alguns episódios a fazer uma longa Amém. jornada, que acredito vai nos continuar a conduzir aqui ao longo de muitas, muitas semanas. Estamos a fazer um percurso através da vida de Jesus, a sua vida, a sua obra, e vamos história a história, episódio a episódio, a tentar tirar lições e também encontrar aí os fundamentos para a nossa esperança. Hoje convido-a a voltar comigo ao deserto da Judeia. E encontramos aí uma mensagem sobre um momento único na vida de Jesus. Aqui em Lucas, no capítulo 4, eu vou ler aqui a partir precisamente do versículo 1.
Diz que Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto. E por 40 dias, Jesus foi tentado pelo diabo. e naqueles dias não comeu coisa alguma, e terminados estes 40 dias, Jesus teve fome. É neste cenário de solidão, de isolamento, de fome física, mas também de muita oração, que vai acontecer um embate decisivo entre aquele que podemos chamar o Príncipe da Luz, Jesus, e aquele que é o Chefe das Trevas, o inimigo de Deus, o Diabo.
Compreender, portanto, esta história vai ser muito importante para perceber alguns dos grandes desafios aos quais ainda hoje estamos envolvidos. Também para o ajudar, antes de prosseguir com esta mensagem e entrarmos propriamente dentro desta história da tentação de Jesus, eu quero dizer-lhe que há muitas outras histórias que hoje estão neste pequeno manual, um pequeno livro que tenho para lhe oferecer. Chama-se Histórias de Esperança. São histórias da vida de Jesus que podem transformar a sua. É o propósito deste pequeno livro. São 15 histórias da vida de Jesus. A tentação, precisamente, que hoje vamos estudar, também está. É uma delas. e depois, a partir dessa história, tem muitos ensinamentos. É um livro muito interativo e eu desafio a estudar a vida de Jesus através do livro Histórias de Esperança.
É uma oferta. Portanto, envie uma mensagem a pedir para receber este livro, que é um manual também de estudo da Bíblia, para o 933 93 92 91. Ele será seu. É esta a oferta que hoje tenho para si. Vamos agora voltar à Judeia e ao deserto, onde Jesus vai ter, talvez, o grande embate da sua vida. Ora, o destino do mundo podemos dizer que é o que está em jogo naquele momento. Pode parecer exagerado, mas o que acontece com Jesus, de certa forma, é um reflexo do que se vai repetir no coração humano, na vida de cada um de nós. Por isso, hoje, vamos caminhar, durante os próximos minutos, através destas três tentações que Jesus viveu e enfrentou, e aprender como é que podemos vencer, onde os homens e mulheres, ao longo da história, desde Adão, têm caído, e onde
cada um de nós, muitas vezes, escorrega também. Vamos começar. Primeiro, a tentação do apetite. Sim, Jesus tinha passado 40 dias em jejum. Portanto, é evidente que Jesus tem fome e que a sua fome é real, é física. O texto é que nos vai dizer que Satanás então vai aproximar-se de Jesus, disfarçado, claro, como mensageiro do céu. Uma espécie de tentativa de que Jesus não o conseguisse identificar. E então vai lançar sobre Jesus esta seta da dúvida. Se tu és o Filho de Deus, é assim que começa o relato da tentação. Estamos em Mateus no capítulo 4. Este é o versículo já a seguir àqueles que eu li há pouco, o versículo 3.
Se tu és o Filho de Deus, Manda que estas pedras se tornem em pães. Não sei se está a ver qual é o método do inimigo. Sempre começa com a desconfiança da palavra de Deus. Se tu és. Esta desconfiança da parte do diabo, inimigo de Deus, é assim desde o princípio. Foi assim no Jardim do Éden, tal como a Bíblia nos diz. A serpente aproximou-se de Eva e questionou. É assim que Deus disse? exatamente o que acontece no deserto, se tu és. Esta mesma realidade, este mesmo método também está diante de si e de mim hoje. Será que Deus te ama? Será que Deus existe?
Será que vale a pena ser fiel e obedecer a Deus? Jesus foi confrontado com este mesmo princípio da dúvida permanente. Como é que Jesus vai responder? enfrentar este momento. Jesus não debate, não tenta provar nada, nem sequer entra em provocação. Jesus vai refugiar-se no mesmo lugar onde eu e você também precisamos e podemos refugiar-nos diante da tentação e da dúvida. Na palavra. Então Jesus começou a responder assim, está escrito, nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. Sim, estava escrito lá em Deuteronómio. O pão sustenta o corpo, isso é uma verdade.
Da mesma forma, a palavra de Deus sustenta a nossa vida espiritual. Cristo vence no ponto, exatamente no ponto em que Adão caiu lá no início. Adão e Eva, o casal original, cercados pela abundância, cederam ao apetite de provar aquele fruto. Cristo estava em privação física e de alimento, é verdade, mas vai negar-se a si mesmo, ou seja, negar o seu apetite, a sua vontade de comer para confiar na providência do Pai. Esta é que é a vitória que nós também podemos obter. Nós que vivemos em tempos em que a cultura popular à nossa volta nos diz satisfaste agora?
Satisfaste sem limites? É o que tu desejas e o que tu queres? Jesus chama-nos a esta grande verdade tão fora de moda talvez? a capacidade de sermos temperantes, ou seja, de termos domínio próprio, equilíbrio nas nossas escolhas. Não responder simplesmente ao que apetece, ao que dá prazer imediato. Isto não é fácil, mas é possível. E é possível pela mesma palavra que sustentou Jesus neste deserto.
Vamos agora à segunda tentação, podemos chamar-lhe a da presunção. Satanás vai perceber que Jesus confia na palavra, claro, então agora o que é que vai fazer? Vai tentar usar a palavra contra Jesus. Agora, leva-o ao pináculo do templo, uma espécie de visão, e diz-lhe, se és o filho de Deus, lança-te daqui abaixo, porque está escrito, veja, vai usar a mesma expressão que Jesus tinha dito, e diz-lhe, está escrito, aos seus anjos dará ordens a teu respeito. Percebeu, então, o truque do inimigo? Ele cita o Salmo 91, só que vai cortar, eliminar do Salmo, talvez, a parte essencial desta promessa. Porque, de facto, depois daquela expressão de que Deus te guardará, ele vai dizer, ou te protegerá, vai dizer para te guardarem em todos os teus caminhos.
Ou seja, nos caminhos de Deus. Não nos caminhos da imprudência, do risco, da vontade própria. E é aqui que está a diferença entre a fé e a presunção. O convencimento próprio. A fé apoia-se em quê? Nas promessas. Como a fé se apoia no que Deus prometeu, a fé leva, produz a obediência. Esta palavra é muito importante e às vezes há muita confusão sobre ela. A presunção, ela usa promessas de Deus para justificar o risco e a desobediência, ou seja, exige de Deus um sinal para suprir ou responder à nossa própria imprudência. Este é o método do diabo.
É por isso que Jesus vai responder-lhe, mais uma vez, com o que está revelado com a Escritura, e vai responder-lhe assim, está escrito, não tentarás o Senhor teu Deus. E aqui Jesus, mais uma vez, ensina-nos algo extremamente importante. Nós não devemos criar situações para forçar Deus a nos livrar. Porque isso seria colocarmo-nos na posição do tentador. E a Bíblia, na verdade, diz que Deus não pode ser tentado. E também não tenta ninguém. Nós não devemos ir onde Deus não nos mandou. Tão simples quanto isto. Nós não devemos brincar com o perigo, esperando um milagre sobrenatural à ação extraordinária de Deus.
Deus guarda os seus filhos, sim, mas a expressão é nos seus caminhos. E há aqui uma grande diferença. Sabe que às vezes a tentação, ou seja, A forma como o inimigo nos atrai para si, com frequência, vem travestida de espiritualidade. Dá esse salto porque Deus vai-te segurar. É a voz do diabo. E o que é que o céu responde? Obedência primeiro. A fé não é um espetáculo. A fé é a confiança obediente de trilhar os caminhos que Deus designou para nós. Finalmente, chegamos à terceira tentação.
O amor ao mundo. A ambição de poder. Este é mais um dos atalhos. de Satanás. É querer chegar ao poder sem a cruz. À glória sem o caminho da cruz. Satanás, então, o que é que vai fazer a Jesus? Vai mostrar-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles. E então propõe a Jesus. Continua o relato de Mateus. E aqui está esta oferta que é um atalho E o atalho é este, cumpra a tua missão. Cumpre Jesus, mas sem dor, sem cruz, sem gólgata, sem sofrimento. Basta uma inclinação, um acordo, um pequeno compromisso com o mal para que eu te dê toda a tua glória.
Já pensou quantas vezes esta proposta, na verdade, também nos aparece à frente? Ela vem em formas diversas. Por exemplo, mantenha a tua fé, não há problema. Mas faz esta concessão. É só uma vez. Ou, ninguém vai ver, é hoje. Ou, é só um pouquinho, também não é um exagero. É isto, o inimigo promete sempre a glória fácil. Uma recompensa imediata. E o preço é sempre o mesmo. Ele ser adorado. A sua vontade ser satisfeita. Por isso, como é que Jesus responde a esta tentação? Jesus corta o mal pela raiz. Vai de Satanás.
Vai-te, sai, abandona este deserto e este lugar, porque está escrito ao Senhor teu Deus adorarás e só a ele servirás. Jesus é claro na sua resposta, na sua atitude. Não há talho seguro fora da vontade de Deus. Estes atalhos que evitam, precisamente, a cruz terminam sempre em perdição. Já dizia o perfeito, há caminhos que ao homem parecem bons, mas o seu fim é a morte. Então, Cristo escolhe o caminho do Pai. Esse caminho, muitas vezes, é um caminho de serviço, de renúncia, de cruz. Mas é através desse caminho que é possível chegar a uma conquista ou uma vitória que é total e que é definitiva.
Então, depois disto, os anjos vêm e servem Jesus. Veja qual foi a sequência. Primeiro, a obediência. Depois, o alívio. Primeiro, a fidelidade. Depois, o consolo da presença dos anjos de Deus. Percebe que há aqui um mapa espiritual. Eu queria desafiá-lo a entender este mapa, que é tão importante para nós. Estas três tentações resumem aquilo que a Bíblia chama a concupiscência da carne, ou o desejo da carne. E o texto de Primeira de João diz que esse desejo, a concupiscência dos olhos, é a soberba da vida.
Sobre cada uma destas tentações, Jesus ergueu a mesma bandeira. Está escrito. Ou seja, é a vontade de Deus e eu conheço essa vontade. Repare que Jesus não vai fazer nenhum milagre para si mesmo. Não vai ter uma ação sobrenatural para poder livrar-se. Jesus também não vai negociar com o mal, tentando ver até onde pode ir, testando os limites. Como às vezes nos questionamos, será que posso ou não posso? Estamos sempre a ver qual é o limite até onde podemos ir. Jesus não testa o Pai também, para ver se o Pai está lá ou não está. Jesus simplesmente confia em Deus, conhece a sua palavra e obedece àquilo que
estava deixado como revelação. É por isso que é tão importante nós olharmos para estas histórias e trazermos para a nossa vida, para a realidade que nós hoje vivemos. Deixe-me tentar atualizar isto. Talvez hoje, meu querido amigo, pesado amigo, talvez tenha um deserto na sua vida. Só que este deserto vai ter um nome diferente, vai ter um contexto. Por exemplo, o seu deserto pode ser uma luta contra um apetite que não controla. É. O seu deserto pode ser um vício que o escraviza. O seu deserto pode ser uma ansiedade profunda que o faz tremer, que o torna descontrolado diante das circunstâncias da vida.
O seu deserto pode ser uma carência afetiva que o leva a tomar más decisões. Pode ser uma tentação permanente para com a sensualidade, talvez na forma da pornografia, que o arrasa e o mantém preso. O seu deserto pode ser uma pulsão para comprar e consumir E seja em sites, seja online, seja em lojas, comprar e ter coisas é um apelo constante. O seu deserto pode ser a pressa por ter resultados a qualquer custo, conquistar a vontade de pular do pináculo.
Talvez o deserto seja o estar constantemente a tentar provar a alguém o seu valor e torna-se escravo dessa tentativa, torna-se escravo do outro e das suas expectativas. Talvez até tenha tentado usar, quem sabe, versículos bíblicos, porções das escrituras aqui ou ali, para cobrir as decisões que tem feito e que sabe que Deus não o chamou para essa decisão. No fundo, talvez seja a proposta de um atalho. Esses atalhos são uma tentação permanente. para ganhar tempo, para ganhar dinheiro, para ganhar influência.
Talvez eu consiga tudo isto se eu ceder um pouco, um pouco nos meus valores, um pouco naquilo que eu li que a Escritura diz. E então Jesus, no deserto, tem hoje uma mensagem para si. Não negociei os seus valores, não negociei os princípios, não teste Deus. Não queira viver só de pão ou para o pão físico. Viva da palavra, como Jesus dizia. Se calhar, ao ouvir estas coisas, está a pensar, sim, reconheço que isto é verdade e que é a experiência que tenho vivido, mas eu sou fraco. Não tenho hipótese. Já caí tantas vezes. Se é isto que pensa, se é este o seu sentimento, então ouça o que diz o Evangelho.
A essência do Evangelho é esta, nós temos um sumo sacerdote, ou seja, um intercessor, e ele pode ter compaixão das nossas fraquezas. Porquê? Porque em tudo ele foi tentado. Por isso é que estas tentações são tão relevantes para nós. Jesus em tudo foi tentado, mas ele conseguiu vencer. Está lá escrita em Hebreus 4. Jesus venceu onde nós muitas vezes falhamos. E ele não venceu para nos humilhar, para dizer, estás a ver? Eu consigo vencer e tu és um desgraçado. É exatamente o contrário. A vitória de Jesus, como nós lemos aqui nestas histórias e nestas tentações, a vitória de Jesus é um instrumento para nos capacitar. Lembra-se o que é que Jesus disse em João 16?
É uma promessa maravilhosa. Versículo 33. Tenham bom ânimo. Eu venci o mundo. Jesus vencer não é uma fasquia muito alta e eu fico coitado, ele venceu e eu não consigo. Não, é a força que me inspira para poder vencer. O apóstolo Pedro dizia que foi pelas grandes e preciosas promessas de Deus que nós nos tornámos participantes da natureza divina. É exatamente isso. Em outras palavras, a vitória de Jesus pode tornar-se a sua vitória, porque o Espírito Santo vem e o Espírito Santo dá poder e inspira. E se esconder a Palavra de Deus no coração, como dizia Davi no Salmo, então é aí que é possível vencer.
Precisamos de dar passos práticos que aprendemos aqui no deserto. Primeiro, encha o coração da Palavra. Jesus não teve que andar ali a folhear um pergaminho à procura daquela frase que ele precisava. Ele conhecia as Escrituras. A palavra estava dentro dele. Por isso, memorize promessas. Ore com a Bíblia aberta. Ore. E quando a tentação vier, então vai ter coragem e força para dizer que está escrito. E sabe onde está escrito. Mais, vigie. Vigie os atalhos. Aquilo que promete glória rápida. E que corta ou deixa de lado a obediência. Isso é sempre uma cilada. E já sabe, as tentações também nos ensinam a disciplinar os nossos apetites.
O equilíbrio, a temperança, o domínio próprio é a ferramenta do espírito para conseguir clarear a nossa mente, fortalecer a vontade e abrir espaço para Deus. ao escutarmos agora esta mensagem que vamos ouvir na voz da Flávia, que Deus o inspire a pensar em todas estas coisas e a deixá-las agir na sua vida.
Vejo as tuas maravilhas Vejo o lindo entardecer E pergunto assim calada O que fiz para merecer Esse amor tão declarado Esse amor que vem de Deus Meu desejo é ser leal Meu desejo é ser fiel É viver o dia a dia Já sonhando com o céu Se amigos meus me deixarem E do teu nome até zombarem Ainda assim eu não te deixarei E como feja qual, eu não te deixarei Senhor Eu só vou poder dormir em paz E só vou descansar Se comigo Tu ficares
Só o brilho dos teus olhos é capaz de te devolver A esperança já perdida, a vontade de viver Só teu braço tão amigo Eu abrigo onde eu posso me esconder Meu desejo é ser leal Meu desejo é ser fiel É viver o dia a dia Já sonhando com o céu Se amigos meus me deixarem E do teu nome até zumbarem Ainda assim eu não te deixarei E como que veja qual Eu não te deixarei Sem mal me abençoares Senhor Eu só vou poder dormir em paz E só vou
descansar Se comigo Tu Meu Deus.
Não te deixarei. É esta a promessa que Jesus lhe faz mesmo diante das mais duras tentações. Mantenha-se firme e Deus estará sempre ao seu lado. Esta a promessa com que o deixo hoje ao terminar este episódio da Voz da Esperança. Se Deus quiser estamos juntos já na próxima semana. Até lá. Deus o abençoe.