Olá, seja muito bem-vindo ao Sol à Escritura aqui na Novo Tempo Portugal. Hoje chegámos ao episódio 17 e vamos conhecer um homem que marcou profundamente o cristianismo moderno, John Wesley. Wesley viveu no século XVIII na Inglaterra, onde Deus levantou um movimento que colocou a Bíblia no centro e trouxe uma mensagem simples mas poderosa, a mensagem de uma vida transformada. Neste episódio vamos olhar para a sua história. as suas lutas, as suas decisões e também para a doutrina que ficou ligada ao seu nome, a santificação, o que significa na prática viver em santidade. É possível crescer espiritualmente de uma forma real todos os dias? E como é que esta verdade foi redescoberta e anunciada com tanta força?
Fique conosco, porque a história de Wesley não é apenas sobre o passado, é também convite para o presente.
No episódio de hoje, vamos começar pelo princípio para percebermos de onde vem John Wesley e o que é que o moldou. Antes de existir o movimento, existiu um contexto muito concreto. Ruben, quem era John Wesley no início da vida, onde é que nasceu e que tipo de ambiente familiar e espiritual é que o rodeava? John Wesley nasceu numa pequena localidade da Inglaterra, chamada Epworth. Uma biografia diz, John, o seu segundo filho, o fundador dos metodistas, nasceu em Epworth, a 17 de junho de 1703. Ele cresce numa casa pastoral. Seu pai, Samuel Wesley, era um pastor anglicano e ele foi colocado ali num cenário difícil. O mesmo autor descreve o estado espiritual da vila de forma muito direta.
O pastor Wesley encontrou os seus paroquianos num estado de depravação. E esta família não era apenas religiosa, era também marcada por esforço e resistência. O seu pai, Samuel Wesley, entrou no Exeter College em Oxford como estudante pobre e começou os estudos com apenas 2 livras e 16 chelins. Portanto, John Wesley nasce num lugar pequeno, numa casa pastoral, num contexto tenso e moralmente degradado e cresce a ver desde cedo que a fé verdadeira não se vive em teoria, vive-se no meio da pressão, do trabalho, da luta pela integridade. Ruben, nós percebemos então que ele nasce num lugar pequeno, numa casa pastoral, num ambiente social muito difícil, mas na infância de Wesley há um episódio que fica marcado para a vida inteira.
O que é que aconteceu e porque é que isso foi tão marcante para John Wesley? Bom, numa noite houve um violento incêndio em sua casa. Robert Sotter descreve que no meio do pânico, John, que tinha apenas seis anos, não foi acordado por tudo isso e no alarme e confusão foi esquecido, foi deixado para trás. Quando ele acorda percebe que está sozinho, está rodeado pelo fogo. Então ele teve uma ideia, ele subiu para cima da arca que estava perto da janela e foi permitido dessa forma ser visto do pátio. Não havia tempo para escadas, então um homem foi levantado sobre os ombros do outro homem para conseguir alcançar a janela e o tirar. E quando finalmente o levaram junto dos pais, o pá dele reagiu de uma forma muito forte.
Sota e regista as palavras de Samuel Wesley. Ele disse, venham vizinhos, ajoelhemos-nos, demos graças a Deus. Ele deu-me todos os meus oito filhos, deixem a casa arder, eu já sou rico o suficiente. Wesley guardou isto como uma lembrança de livramento. O mesmo livro diz que ele mandou gravar debaixo do seu retrato uma casa em chamas com o lema, não é este o Tição tirado de fogo? Esse livramento do incêndio marcou, já vimos que o marcou, mas acaba por não explicar tudo. Como é que John Wesley foi educado em casa? Que tipo de disciplina e de hábitos é que moldaram a sua infância? Então, em casa, a educação do John Wesley foi bastante rigorosa, mas também muito prática.
Não era apenas o ensinar a religião, era criar hábitos diários e ele e os seus irmãos eram ensinados a ter estes hábitos diários. Assim que eles conseguiam falar, as crianças eram ensinadas a oração do Senhor e eram levadas a repeti-la, ao levantar e ao deitar constantemente. E à medida que cresciam, juntavam-se porções das escrituras conforme a memória deles aguentasse. Portanto, a mãe tinha este hábito de ensinar a memorização de textos bíblicos. Ou seja, Wesley cresce num ambiente onde a fé é vivida com ordem, com rotina e onde os pais tentam moldar a maneira de pensar e falar e também a maneira de eles se comportarem. Depois havia um método muito concreto para o estudo que ele começou muito cedo. Uma biografia explica que a senhora Wesley não permitia que os filhos aprendessem as letras antes dos cinco anos e exigia domínio perfeito antes de avançarem.
O tempo era dividido com regularidade. Das nove ao meio dia e das duas às cinco eram dedicadas ao estudo. Portanto, a infância dele foi moldada por esta mistura de disciplina, de estudo, de oração, de respeito e também rotina. E isso ajuda-nos a perceber porque é que mais tarde ele vai ser um homem tão metódico, tão constante, não só no trabalho, mas também na sua vida espiritual.
Depois de vermos como é que foi a infância dele, o incêndio em Epworth e a educação rigorosa que recebeu em casa, como acabámos de ver, nós percebemos que o Wesley cresceu com disciplina. Mas há uma noite já em adulto que ele próprio nunca esqueceu, porque acaba por mudar o rumo da sua vida. Ruben, o que eu te pergunto é, o que é que aconteceu nessa noite em Aldersgate Street, em 1738, e porquê que isso foi tão marcante para John Wesley? Então essa noite foi muito marcante porque John Wesley vinha de um período de grande peso interior. No próprio dia, que foi em 24 de maio de 1738, ele registra que tinha tido tristeza e um pesar no seu coração. E logo de manhã abre o Novo Testamento em palavras que ficaram ecoar durante todo aquele dia.
Depois, à tarde, ele vai à igreja de Santo Paulo e houve um cântico sobre o clamar do profundo e tudo aquilo o vai empurrando para a mesma pergunta. Como é que eu tenho paz com Deus? De forma real, não apenas em teoria. E é neste estado que ele diz que foi muito a contragosto a uma reunião na Aldersgate Street, como mencionaste, onde alguém lia o prefácio de Lutero à apístola dos Romanos. Lothair aparece em quase todas as histórias dos reformadores e aqui também. E então ele descreve este momento como uma curta frase, mas muito forte. Mas o mais importante é o que vem a seguir.
E ele não apresenta isso como um êxtase emocional. Ele explica que, a partir dali, passou a confiar em Cristo somente para a salvação. E isso começa logo a mexer com a forma com que ele reage às pessoas. Ele diz que começou a orar com todas as suas forças por aqueles que o tinham maltratado, por aqueles que o tinham perseguido, e testemunhou abertamente aos outros aquilo que sentia no seu coração. E ao mesmo tempo ele é honesto porque ele descreve que quase de imediato vem uma dúvida por dentro. Se não pode ser a fé, por onde está a tua alegria? E ele conclui que a fé não depende de sentir algo mais. mas de ter paz e vitória sobre o pecado. Ou seja, não foi apenas uma frase bonita, foi realmente um ponto real de viragem na luta com a tentação, com as dúvidas, mas com uma nova segurança de que ele não tinha visto antes.
Vimos então que aquela noite foi um ponto de viragem interior, mas nós agora queremos ver como é que isso se torna visível cá fora, no terreno, com pessoas
reais, fora dos templos e das suas rotinas normais. Como é que Wesley passa então do ambiente das reuniões e das igrejas para a pregação ao ar livre e o que é que o leva a dar esse passo e como foi também esse início? Esse passo acontece em 1739, quando Wesley está ocupado em Londres com a sociedade de Fetter Lane e com vários pedidos para expor a Bíblia. Ele recebe cartas insistentes para ir a Bristol, que ainda era um pouco distante de Londres. E ele diz que não tinha grande vontade de ir e até houve debate entre os irmãos, mas acabaram por decidir a sua ida. E assim Wesley segue viagem e chega a Bristol em 31 de março de 1739, onde encontra George Whitefield. E é aqui que vemos o lado humano dele.
Wesley admite que ao início custou-lhe muito aceitar o método que o Whitefield queria que ele implementasse. Mas que método é esse? Ele escreve que mal se conseguia reconciliar com esta maneira estranha de pregar nos campos. Ou seja, não pregar na igreja apenas, mas sim ir para os campos, ir para as vilas e pregar lá. Mas dois dias depois ele dá esse passo. Em 2 de abril de 1739, às 4 da tarde, ele vai para junto da cidade e prega o povo na rua. Ele usa uma expressão muito forte para descrever o sentido. Senti-me a ser ainda mais desprezado. Ele registra que falou para cerca de 3 mil pessoas. E a partir daí, isto deixa de ser um episódio isolado e passa a ser o seu novo rumo de vida.
Nos dias seguintes, ele volta a pregar a multidões em Bristol, depois em Kingswood, a gente simples, a trabalhadores, a famílias, a pessoas que não entravam na igreja, mas que paravam para ouvir a sua mensagem. Então, a partir daqui, ele já não é só um homem com uma experiência espiritual muito forte, ele começa também a ser um pregador que está a tocar multidões e
também a criar um movimento. Ruben, como é que o Wesley organizou esse movimento? Ele percebeu muito cedo que as multidões são importantes, mas não chegam. Se ele queria que as pessoas crescessem e se mantivessem firmes, tinha de haver um acompanhamento regular e próximo. E ele queria uma forma simples e prática de o fazer. E ele decidiu dividir as pessoas em pequenos grupos. E ele escreve um momento muito concreto em Londres, quando muitos se reuniam para aconselhar sobre um método adequado para liquidar uma dívida, e eles decidiram três coisas, como ele escreve no seu diário. Que toda a sociedade fosse dividida em pequenas companhias ou classes, cerca de 12 em cada classe, e que uma pessoa em cada classe recebesse a contribuição dos restantes e entregasse semanalmente aos mordomos.
Isto demonstra duas coisas. Primeiro, Wesley era muito realista. Havia necessidades práticas e ele organizava respostas a soluções simples. Segundo, esta estrutura não era só para dinheiro, era sobretudo para as pessoas. O objetivo era conhecer cada um, acompanhar, corrigir, animar e manter a fé viva no dia a dia. Ele próprio diz que esse sistema não foi uma ideia passageira. Depois de explicar que queria ter um melhor conhecimento de cada pessoa, Wesley afirma Esta foi a origem das nossas classes em Londres, pela qual nunca poderei louvar-se suficientemente a Deus. A utilidade indizível desta instituição tem-se tornado desde então cada vez mais evidente. Portanto, a força do movimento não estava apenas na pregação, na pregação que Wesley tinha, estava também na sua organização, que era uma organização simples, em classes, em grupos pequenos, mas com líderes próximos, com acompanhamento regular.
É isso que transforma um reavivimento numa obra duradoura.
Ruben, nós até aqui vimos o nascimento do movimento, a pregação ao ar livre, a forma como ele organiza as pessoas para não se perderem no meio das multidões, mas Wesley não foi só um grande líder, ele foi também um homem que levou essa missão até ao fim da vida. E a pergunta que te faço agora é como é que foram os últimos dias de John Wesley e qual foi o legado que ele acaba por deixar na prática? Então, Tiago, os últimos dias do John Wesley mostram um homem muito frágil no corpo, mas firme na fé e no seu propósito. Já muito doente, o Wesley disse que queria escrever. Puseram-lhe então uma caneta na mão e ele não conseguiu. Então alguém sugeriu. Deixem-me escrever por si. Diga-me o que quer dizer. O Wesley respondeu, nada, senão que Deus está connosco. E pouco depois, quando já quase não tinha forças, e Tineman descreve que ele fez um último esforço e disse com ênfase, o melhor de tudo é que Deus está connosco.
Repetindo outra vez a frase. Isto resume bem o legado dele. Wesley não queria que as pessoas ficassem apenas com um nome ou com uma organização. Ele queria que ficassem com esta simples certeza que Deus está connosco. E essa certeza foi o motor da sua vida, da sua vida inteira de trabalho, de pregação, de discipulado, de transformação real no coração e na vida da gente comum. A história de John Wesley ajuda-nos a perceber que a fé cristã não é apenas teoria, é uma experiência viva que transforma a vida. E é precisamente para ajudar as pessoas a justar a Bíblia, de forma clara e prática, que existe a revista O Grande Conflito. Esta revista corresponde a um curso bíblico gratuito preparado para quem quer compreender melhor a história do cristianismo, as grandes verdades da Bíblia e as doutrinas redescobertas pela Reforma Protestante.
O tema que hoje abordámos, John Wesley e a santificação, corresponde ao estudo número 17 da revista. Se gostaria de receber este curso e-link em sua casa de forma totalmente gratuita, é muito simples. Basta enviar uma mensagem de SMS ou WhatsApp para o 933-939291 a pedir a revista O Grande Conflito. Se sente o desejo de compreender melhor a fé cristã e de ter uma base sólida na Bíblia, este é o curso para si. Não tem qualquer custo, é uma oferta e pode fazer o estudo ao seu ritmo e em casa.
Na Igreja do Tempo dos Apóstolos, a santificação era vista como o caminho normal de quem se tinha encontrado com Cristo. Eles acreditavam que o Evangelho não era só perdão, mas era também transformação. Quando uma pessoa aceitava Jesus, começava uma nova vida e essa nova vida tinha sinais visíveis, uma mudança de mentalidade, de prioridades, de caráter e também de escolhas. Por isso, a santificação aparece no Novo Testamento como a vontade de Deus para todos os crentes. Paulo diz claramente em 1ª de Santa Licência 4.3, ou seja, não é apenas uma ideia opcional, é o objetivo de Deus para a vida cristã.
Ao mesmo tempo, a Igreja Apostólica entendia que esta santificação era um processo diário, não uma experiência emocional de um dia. Era uma caminhada. Por isso a Bíblia também diz em Hebreus 12-14, segui a santificação. Para a igreja apostólica, a santificação era Deus amoldar uma pessoa por dentro, através da palavra. E isso começava a aparecer por fora na vida, na prática. Com o passar dos séculos, aquilo que no Novo Testamento era simples, uma vida transformada por Cristo, começou a ser misturado com outras ideias. A santificação, que era para todos os crentes, começou a ser vista como reservado só para alguns. A primeira grande mudança foi esta.
A santificação passou do coração para a estrutura. Em vez de a ênfase estar em Cristo mudar a vida, começou a ganhar força a ideia de que a santidade dependia mais das instituições, de rituais e de formas externas. Depois, uma alteração foi a forma como as pessoas passaram a entender como se chega à santidade. Em vez de santificação como fruto de uma relação viva com Deus, foi crescendo uma mentalidade de mérito, de eu faço, eu pago, eu compenso. E a fé começou a ser confundida com um sistema de práticas. de penitências, de promessas, de peregrinações, de jejums, atos de expiação, como se isso por si só produzisse a santidade.
Quando a Reforma Protestante começa, uma das grandes redescobertas é esta. A salvação é obra de Deus, não é comprada, não é merecida, não é conquistada por penitências ou por rituais. A pessoa é aceita por Deus pela fé, por causa de Cristo. Mais tarde, veio a redescoberta da santificação. Ela vem acompanhada por duas ideias simples. Primeiro, a santidade é para todos, não para uma elite de religiosos. Segundo, a santidade é um caminho diário, não é um momento mágico, mas sim um crescimento. E quando chegamos ao século XVIII, com John Wesley, esta mensagem ganha uma clareza muito prática. E ele pega nesta verdade e diz na prática, Deus não quer apenas perdoar os pecados, Deus quer libertar do pecado e formar um caráter santo.
E para isso ele insiste em coisas muito concretas como a oração, o estudo da bíblia, a comunhão cristã, o serviço, a disciplina, a escolha diária. Hoje, a doutrina da santificação continua a ser falada em quase todo mundo cristão, mas muitas vezes aparece com confusão ou desequilíbrios. E vemos dois extremos muito comuns. O primeiro extremo é quando a santificação fica quase esquecida. Fala-se muito de fé, fala-se muito de perdão, fala-se muito de graça, mas pouco se fala de transformação. O segundo extremo é o oposto. É quando a santificação é pregada como se fosse o perfeccionismo humano. A pessoa vive a tentar fazer tudo certo para se sentir aceito por Deus. E isso gera medo, culpa, comparação e até hipocrisia.
No meio desses tremos, a visão bíblica volta a chamar-nos para a verdadeira santificação. A santificação é Cristo a viver em nós, a mudar a nossa mente, os nossos desejos, as nossas escolhas. É uma caminhada diária com Deus, sustentada pela palavra e pela graça.
Depois de conhecermos a vida de John Wesley e a forma como a santificação marcou o seu ministério, chegou o momento de nós abrirmos a Bíblia. E neste estudo bíblico, Ruben, vamos ver o que é que é a palavra de Deus sobre a santificação. E a primeira pergunta é mesmo essa. O que é a santificação? Bem, vamos abrir a Palavra de Deus, vamos começar pelo Romanos 12, versículo 2, que diz... Vamos agora à 2ª de Pedro, 3,18, onde diz... O que é que estes versículos nos sugerem?
Sugerem que a santificação é, de facto, um processo de transformação espiritual. É um processo em que vamos crescendo em graça e é um processo em que Deus vai renovando a nossa mente e também o nosso coração. E tem como objetivo final vivermos de acordo com a vontade de Deus. E isso é algo que se faz diariamente no nosso dia-a-dia. Portanto, a santificação é algo que nos leva a uma prática e a uma vivência diferente no nosso dia-a-dia. Quem é que realiza essa transformação na vida do cristão? Mais uma vez vamos à 2ª de Coríntios 3,18 que diz Galatas 5,16 diz-nos Mais uma vez, vamos agora ao Velho Testamento, Ezequiel 36, a partir do versículo 26 que nos diz...
Então nestes três versículos nós vemos em todos os três a mesma coisa. Quem faz esta obra de transformação é o Espírito Santo. Não é pela nossa força, pelas nossas capacidades, mas é o Espírito do Senhor que vem ter connosco e nos transforma. E Ele transforma-nos de glória em glória, ou seja, não é um processo que é feito no momento, mas é um processo que vai sendo feito pouco a pouco, dia a dia. E Ele muda o nosso coração e nos dá poder para vencer o pecado. Qual é então a vontade de Deus para a vida do cristão? Essa pergunta é muito interessante. Vamos novamente abrir os escritos de Paulo, em 1ª de Santa Lucia, 4.3, que nos diz...
1ª de Pedro, 1, a partir do versículo 15, diz-nos... Porque está escrito, sede santos porque eu sou santo. E agora em 2 Coríntios 7, 1 diz-nos, Ora amados, pois que tínhamos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor do Senhor. Então o que é que estes versículos nos ensinam? Eles ensinam-nos que esta vida de santidade é um chamado de Deus. Deus quer que nós vivamos em santidade, não em pecado.
Santidade é viver de acordo com a vontade de Deus, não só exteriormente, mas sobretudo interiormente. É algo que vem de dentro para fora. E é uma caminhada diária de pureza e também de reverência a Deus. Como é que se relaciona a santificação com a justificação? Vamos a Romanos, capítulo 6, versículo 22, que nos diz, Mas agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna. Filipenses 2, 13, Paulo também nos diz, Porque Deus é o que opera em vós, tanto querer como efetuar, segundo a sua boa vontade. Então, é verdade que a justificação, ela tira a culpa do pecado. A justificação, ela perdoa-nos, mas o objetivo da santificação é ir mais longe, é nos transformar e nos libertar do poder do pecado e é mudar a nossa vida.
Deus trabalha em nós e Ele quer fazer em nós o querer e o efetuar, ou seja, ter uma vida em harmonia com a sua vontade. Quais são os frutos visíveis da santificação? Vamos abrir a Palavra de Deus em João 15, 5, onde nos diz a sua videira. Também em Romanos 7, 4 nos diz assim. Também em Gálatas 5, a partir do versículo 22, nos diz, Mas o fruto do Espírito é amor, gozo, paz, longaminidade, benignidade, bondade, fé, mansedão, temperança.
Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivem em espírito, andemos também em espírito. Estes versículos são muito claros. A santificação vê-se no caráter de Cristo nas nossas vidas. O fruto aparece e são os frutos que nós lemos, o amor, a alegria, a paz, o domínio próprio, ou seja, a santificação é algo que se vê. Por isso Cristo diz que seremos conhecidos pelos nossos frutos. E só há fruto quando estamos diretamente ligados a Cristo, diariamente. É então a santificação importante para a salvação? É fundamental. Paulo, em 1ª de Santa Licência, capítulo 4, versículo 7, diz...
Em Hebreus 12, diz-nos... Ou seja, Deus não nos chama para a prática do pecado, para a imundícia, mas chama-nos para a santificação. para a santidade. A santificação então não é opcional, é indispensável na vida do cristão. Sem santidade, repara Tiago, sem santidade, ninguém verá o Senhor. Por isso, esta deve ser a nossa decisão e deve ser a nossa decisão diária. Chegámos ao fim do nosso estudo bíblico. Hoje vimos que a santificação é um processo contínuo, realizado pelo Espírito Santo, que transforma a nossa vida e produz fruto. E vimos também que Deus nos chama a viver em santidade, porque sem ela ninguém verá o Senhor.
Ruben, que apelo deixas a quem nos está a ouvir em casa? Hoje, Deus não está apenas a convidar-nos a acreditar. Está a convidar-nos a mudar a nossa vida com Ele. Se há algo que precisa ser deixado para trás, um pecado, um hábito, um vício, uma atitude, entregue isso a Cristo agora. Peça a Deus um coração novo e permita que o Espírito Santo faça em si a obra de santificação. Tome essa decisão hoje. Viver mais perto de Jesus, dia após dia. Muito obrigado por terem estado connosco neste Sol à Escritura, aqui na Novo Tempo Portugal. Lembro que pode receber gratuitamente a revista O Grande Conflito e fazer em casa o estudo número 17 sobre John Wesley e a santificação.
Para pedir, envie SMS ou WhatsApp para 933 939291. Até ao próximo programa.
Neste episódio de Sola Scriptura, conhecemos a história de John Wesley, uma das figuras mais influentes do cristianismo moderno. A sua vida, marcada por disciplina espiritual, experiências profundas com Deus e um intenso ministério de pregação, ajudou a reacender a compreensão bíblica sobre a santificação, uma vida transformada pela graça de Cristo.