Bem-vindos ao programa Solo a Escritura, uma produção da Novo Tempo Portugal. Hoje vamos conhecer um dos maiores génios de toda a história, Isaac Newton. O seu nome está associado à ciência, à gravidade, às leis do movimento, mas poucos sabem que Newton foi também um homem profundamente religioso e estudioso das profecias bíblicas. Ele acreditava que a mente humana podia descobrir a ordem do universo criada por Deus e via na Bíblia o mesmo rigor e harmonia que encontrava na natureza. Neste episódio, vamos descobrir como o mesmo homem que decifrou o movimento dos planetas procurou também compreender o movimento do tempo profético, seguindo um método historicista, uma forma de interpretação que vê a história humana como o desenrolar dos planos de Deus.
Fique conosco e descubra o lado espiritual de um gênio que via em cada lei da natureza uma prova da sabedoria divina.
Hoje falamos de Isaac Newton, um nome que todos associamos à ciência, mas poucos conhecem a sua história pessoal. Ruben, como foi a infância deste homem que viria a transformar o pensamento moderno? A infância de Isaac Newton foi marcada por solidão e fragilidade. Ele nasceu em Woolstorpe, uma pequena aldeia de Lincolnshire, Inglaterra, no dia de Natal de 1642, de acordo com o antigo calendário, o que corresponde ao calendário atual a 4 de janeiro de 1643. Ele nasceu prematuro devido à morte do pai. A mãe ficou viúva antes mesmo de o ver nascer e por causa da morte do pai ele nasceu prematuramente. Um dos seus biógrafos, David Brewster, conta que era tão pequeno que podiam tê-lo colocado dentro de uma caneca.
Quando tinha apenas três anos, a mãe voltou a casar-se e deixou o pequeno Isaac ao cuidado da avó. Essa separação marcou profundamente o seu caráter. Era um menino introspectivo que raramente brincava com os outros. Preferia o silêncio das ideias ao ruído das brincadeiras. Uma biografia resume bem esta ideia ao dizer, a vida de Newton foi trágica antes
mesmo de começar. Mas essa perda e solidão moldaram uma das mentes mais brilhantes de todos os tempos. Depois então de uma infância marcada pela solidão, Newton começou a estudar em Grantham. Mas foi nessa fase que se revelou o seu talento excepcional. Ruben, como é que o jovem Newton se destacou nos estudos? Então, Newton estudou nessa escola, lá em Grantham, e no início era um aluno discreto, até ser provocado por um colega. Essa rivalidade exportou nele uma determinação que nunca mais o abandonou. Desde então, dedicou-se inteiramente aos livros e ao trabalho manual. Gostava de construir instrumentos, fazer experiências e observar a natureza. O seu professor reconheceu o talento e convenceu a mãe a deixá-lo continuar os estudos.
E aos 18 anos, Isaac entrou no Trinity College em Cambridge. Estávamos no ano de 1661. Ele era um jovem tímido e de poucos recursos que estudava com o apoio do colégio e realizava serviços na universidade para ajudar a custear as suas despesas. No entanto, o seu desejo de aprender é imenso. Nos seus cadernos, Newton estudava matemática, filosofia e teologia. Passava noites acordado a resolver problemas e a copiar livros que não podia comprar. Em 1665, terminou o curso sem grandes distinções formais, mas já dominava conhecimentos que ultrapassavam os seus professores. Naquele jovem, silencioso e persistente, nascia o pensamento que viria a mudar a
história da ciência. Ruben, a vida de Newton teve um momento decisivo quando a peste chegou a Inglaterra. E apesar deste ter sido um tempo muito difícil para o país, parece ter sido um tempo de grandes descobertas para ele, certo? Exatamente, Tiago. Em 1665, a peste obrigou a Universidade de Cambridge a encerrar por completo. E então Newton regressou à sua aldeia natal, Woolstorp, e ali viveu isolado durante cerca de dois anos. Mas esse isolamento foi o período mais produtivo de toda a sua vida. Entre os campos e os livros que tinha levado de Cambridge, Newton começou a desenvolver o que mais tarde seriam as leis do movimento e a lei da gravitação universal. Foi também nessa altura que formulou o cálculo diferencial, ao qual se chamou Método das Fluxões, e iniciou os estudos sobre a luz e a cor, que dariam origem à sua obra Optics.
O próprio Newton escreveu mais tarde. Tudo isto aconteceu nos dois anos da peste. 1665 e 1666, pois nesses dias eu estava no auge da idade para inventar. Conta-se que, durante esse tempo, Newton observava o movimento das maçãs no pomar da sua casa e começou a refletir sobre a força que fazia um corpo cair e, ao mesmo tempo, mantia a Lua em órbita. Mais tarde disso, nesse mesmo ano, comecei a pensar que a gravidade se estendia até à órbita da Lua.
Depois deste período de isolamento, que para Newton foi não só de ilusão, mas também de descobertas, ele regressa a Cambridge. E o que é que aconteceu nessa altura? Então, em 1667, Newton regressou à Universidade de Cambridge e foi eleito bolsista, um aluno bolseiro da Trinity College. Dois anos depois, com apenas 27 anos, tornou-se professor de matemática, sucedendo o seu antigo mestre, Isaac Barrow, e esse cargo deu-lhe estabilidade e liberdade para ensinar e continuar com as suas pesquisas. Pouco tempo depois, seria também eleito membro da Royal Society, a instituição científica mais prestigiada da Inglaterra. Em 1687, lançou o livro Philosophie Naturalis Principia Mathematica, conhecido simplesmente como Principia.
Robert Hetz descreve esta obra com palavras fortes. Provavelmente, é o livro mais importante alguma vez publicado na história da ciência. No princípio, Newton apresentou as três leis do movimento e a lei da gravitação universal. Mostrou que as mesmas forças que fazem uma maçã cair governam o movimento dos planetas e das estrelas. Apesar do sucesso, o preço foi alto. As polémicas e a pressão intelectual deixaram-nos exausto. No entanto, o princípio estabeleceu um novo paradigma. Uma visão ordenada, racional e matemática do cosmos. que unia a física terrestre e celestial sobre as mesmas leis. Este livro foi o culminar de 20 anos de trabalho e um triunfo de uma mente que
via, na natureza, a assinatura do Criador. Ruba, nós até agora vimos Newton como um gênio brilhante e muito disciplinado, mas há também um lado triste na sua vida. Sim, Tiago, é verdade. Por trás do homem da ciência havia um espírito inquieto em busca de algo mais profundo. Depois de anos de trabalho intenso e polêmicas constantes, Newton começou a sofrer algumas crises emocionais, especialmente após 1678, com a morte da sua mãe, que o abalou profundamente. Logo depois disso veio uma fase de isolamento e também uma fase de exaustão mental. Mas apesar de tudo, foi nesse período que ele também revelou que a sua fé estava intacta. Newton via a investigação da natureza como uma forma de adorar o Criador.
Ele próprio escreveu nos seus cadernos, Deus governa todas as coisas e conhece tudo o que é ou pode ser feito. Por isso, mesmo nos momentos difíceis e de solidão, Newton nunca se afastou da fé. Procurava compreender as leis do Universo, não para se agradecer, mas para se
aproximar de Deus. Depois de tantas descobertas e também de momentos difíceis, Newton acabou por alcançar reconhecimento público. Como é que foi essa fase final da sua vida? Bom, essa fase foi um tempo de mais prestígio e honra. Por exemplo, em 1696, Newton foi nomeado superintendente da Casa da Moeda e três anos depois tornou-se o seu mestre, um dos cargos mais respeitados do governo britânico. A sua inteligência e sentido de justiça ajudaram a formar o sistema monetário inglês. Newton tratava essa função com o mesmo rigor moral com que fazia ciência e acreditava que ordem e honestidade eram expressões do caráter divino. E em 1703 foi eleito presidente da Royal Society, cargo que manteve até a sua morte.
E em 1705 recebeu o título de Cavaleiro, tornando-se Sir Isaac Newton. A sua saúde começou a enfraquecer depois de 1725, mas até ao fim manteve o hábito de estudar e de escrever sobre profecias bíblicas, especialmente sobre Daniel e sobre o Apocalipse. Os seus últimos dias foram tranquilos. Morreu em Londres em 20 de março de 1727, aos 84 anos, e foi sepultado com honras de Estado na abadia de Westminster, algo raro para um cientista. David Brewster descreve esse momento com reverência. Foi sepultado na abadia de Westminster, entre os túmulos dos reis, como o maior dos filósofos e o mais humilde dos cristãos.
Até hoje, o seu túmulo permanece um símbolo da união entre a razão e a fé, lembrando-nos que, para Newton, a verdadeira ciência era uma forma de adoração. Ruben, é curioso que, apesar de ele ser conhecido como o pai da física moderna, Newton também foi o profundo estudioso da Bíblia, como também já tinhas
referido. Qual era a sua motivação para este lado espiritual? Por detrás do cientista existia um homem de fé, profundamente convencido de que a mesma mente que organizou o universo inspirou também as escrituras. Newton via a ciência e a profecia como dois livros escritos pelo mesmo autor, o livro da natureza e o livro da revelação. Ele acreditava que as profecias de Daniel e Apocalipse revelavam o desenrolar contínuo da história humana até ao reino eterno de Jesus Cristo. Por isso, seguiu o método historicista de interpretação profética, o mesmo que os reformadores utilizaram séculos antes. Para Newton, as profecias não eram enigmas para satisfazer a curiosidade, mas eram provas da providência divina ao longo do tempo.
O historiador Steven Snobelin resume bem este pensamento ao escrever. Newton acreditava que a profecia não foi escrita para satisfazer a curiosidade, mas para inspirar fé na providência de Deus. Nos seus manuscritos teológicos, e sim, Newton escreveu muito sobre teologia, muito sobre profecias, Newton aplicou o princípio dia a ano para interpretar as profecias das 70 semanas e das 2300 tardes e manhãs, revelando a exatidão dos planos de Deus. Ele compreendia que a história se desenrola sob o controle divino, desde os impérios antigos até ao juízo final e à vitória definitiva de Cristo. Para Newton, a mesma precisão que governa os planetas também guiava os eventos da redenção. Ele escreveu, Aos olhos de Newton, cada equação e cada versículo eram refletos de um mesmo princípio, ordem, justiça e propósito divino.
E assim, o homem que revelou as leis do cosmos terminou a vida rendido ao maior dos mistérios, o da graça de Deus revelada nas Escrituras. Ao longo deste episódio, nós vimos que Isaac Newton não foi apenas um cientista, mas também um homem de fé que estudava as profecias da Bíblia, com a mesma dedicação que estudava as leis do universo. E se também deseja compreender melhor as profecias e o plano de Deus para a história, temos um presente especial para si. A Novo Tempo Portugal está a oferecer gratuitamente o curso bíblico O Grande Conflito, uma revista com 24 estudos sobre os temas centrais da Bíblia e da história cristã. O estudo que corresponde ao tema de hoje é o estudo número 16, sobre a interpretação profética esturicista. Nesta lição, vai descobrir como as profecias de Daniel e Apocalipse revelam o desenrolar dos acontecimentos desde os impérios antigos até o estabelecimento do Reino Eterno de Cristo, o mesmo método que Newton utilizava para interpretar as Escrituras.
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A história da interpretação profética é, na verdade, a história da forma como a Igreja compreendeu o modo de Deus agir no tempo. Desde os dias de Daniel e do apóstolo João, a profecia foi revelada como uma linha contínua de acontecimentos que mostrava o desenrolar dos planos divinos até ao reino eterno de Cristo. Nos livros de Daniel e Apocalipse, a profecia não é um retato estático, mas um filme da história, onde cada império, cada perseguição e cada vitória do povo de Deus aparecem em sequência. Daniel 2 e 7 apresentam essa visão, uma sucessão de reinos, Babilónia, Medopérsia, Grécia e Roma, até o momento em que o Deus do Céu levantará um reino que não será jamais destruído.
Nos primeiros séculos do Cristianismo, os pais da Igreja, como Irineu e Hipólito de Roma, mantiveram esta leitura histórica. Eles entendiam que as profecias de Daniel e João descreviam a história da Igreja e o avanço do Reino de Deus. Mas à medida que os séculos avançavam, o olhar da Igreja sobre a profecia começou a mudar. A partir do século V, na Idade Média, o método mais aceito já não era o histórico, mas o alegórico. A leitura alegórica via em cada texto uma figura espiritual, mas deixava de lado o sentido histórico e cronológico. Este tipo de leitura fortaleceu a autoridade da igreja institucional, porque afastava o foco do texto literal e colocava a interpretação nas mãos do clero.
Durante quase mil anos, o sentido profético ficou oculto sobre a linguagem simbólica e o povo perdeu o acesso direto às escrituras. No entanto, no século XII surge uma figura notável, Joaquim di Fiori, um monge italiano que rompeu parcialmente com o allegorismo dominante. A sua visão não era ainda um método historicista completo, mas recuperava a ideia de que a história é o palco da revelação divina. Joaquim acreditava que as profecias se cumpriram progressivamente e que a humanidade caminhava para um tempo de renovação espiritual guiado por Deus. O seu pensamento abriu caminho para que, séculos mais tarde, os reformadores protestantes voltassem a ler a profecia como uma narrativa histórica.
Quando chega à Reforma do século XVI, o livro de Daniel é redescoberto. Martinho Lutero, João Calvino Malangton e João Knox voltaram ao método literal histórico. Eles rejeitaram o logurismo medieval e reconheceram que as profecias descrevem a sucessão dos impérios e o conflito entre a verdade e o erro dentro da história cristã. A Reforma devolveu a profecia ao povo e mostrou que a palavra de Deus interpreta a própria história. Nos séculos seguintes, o método esturcita foi sendo consolidado por grandes pensadores protestantes, entre os quais Isaac Newton. Newton aplicou ao estudo da profecia a mesma precisão que aplicava à física. Nos seus escritos teológicos interpretou as visões de Daniel e Apocalipse como uma linha contínua desde o tempo dos profetas até o tempo do fim do mundo.
Ele escreveu, as profecias foram dadas não para satisfazer a curiosidade, mas para confirmar a fé, demonstrando que Deus governa o curso da história. Com o tempo, outras interpretações como o pretarismo e o futurismo tentaram fragmentar a profecia, restringindo-a ao passado ou empurrando-a apenas para o fim dos tempos. Mas o método historicista continua a ser o único que reconhece a continuidade do plano de Deus e a sua presença constante na história. Hoje, olhamos para o mundo moderno, o desafio é o mesmo, compreender o tempo em
que vivemos à luz da profecia. Chegámos agora ao momento do nosso estudo bíblico. Hoje vamos compreender o que significa a interpretação profética esturicista, um método que Isaac Newton estudou e aplicou nas suas investigações sobre as profecias de Daniel e Apocalipse. Ruben, a pergunta que te faço é o que é este método esturicista e quem o ensinou? Vamos à palavra de Deus ver, em Daniel 2, 44 diz, Daniel 7, nós vimos e estes grandes animais que são quatro, são quatro reis que se levantarão da terra, mas os santos baltíssimos receberão o reino e possuirão o reino para sempre, sim, para todo o sempre.
Então o que é que nós podemos aprender? Nós temos aqui um diálogo entre Daniel e o anjo. E neste diálogo nós vemos claramente que as profecias bíblicas revelam o desenrolar contínuo da história, desde o tempo do profeta até o estabelecimento do reino eterno de Deus. O anjo foi quem ensinou a Daniel o método historicista, por isso o método historicista não é uma invenção humana, mas sim foi a maneira como o anjo explicou a Daniel a interpretação profética, mostrando que Deus é soberano sobre os acontecimentos humanos. Que eventos é que estão perdidos nesta profecia das 70 semanas que já tinhas falado há pouco? Bom, a profecia das 70 semanas foi uma daquelas que Isaac Newton estudou e se nós formos ver em Daniel 9 e lemos esta profecia, vamos ler o versículo 24, 70 semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santacidade para cessar a transgressão e para dar fim aos pecados e para espiar a iniquidade e trazer a justiça eterna e instalar a visão, a profecia e para ungir o santo dos santos.
Então esta profecia das 70 semanas, ela prediz o tempo entre o decreto para a reconstrução de Jerusalém até à vinda do Messias. Ora, é óbvio que isto não podia ser em 70 semanas literais, da importância desta relação de dia a ano na interpretação profética. E então nós, com esta profecia, conseguimos entender a data da vinda do Messias. Inclui o seu ministério, nesta profecia inclui a sua morte e também o fim do
tempo determinado para Israel como nação escolhida. O que é então este princípio dia-ano na interpretação profética? Nós, para entendermos o dia-ano, temos que ir a Ezequiel e números. Por exemplo, Ezequiel diz e quando tiveres cumprido estas, tornarte-lhás a deitar sobre o teu lado direito e levarás a iniquidade da casa de Judá quarenta dias. Um dia te dei para cada ano. Em números catorze diz, segundo o número dos teus dias, em que espiaste a terra quarenta dias. Cada dia por um ano levareis as vossas iniquidades quarenta anos e conhecereis a minha reprodução. Então o que é que nós temos aqui? Temos o princípio de ano que nos ensina que em profecias simbólicas, e só em profecias simbólicas, um dia representa literalmente um ano.
Ou seja, se nós falamos, por exemplo, 10 dias, isso são 10 anos. Este princípio é essencial para compreender o cumprimento cronológico das profecias e, usando este método, as profecias todas se encaixam perfeitamente. Isaac Newton utilizou este método para interpretar tanto a profecia das 70 semanas como a profecia das 2300 tardes e manhãs. Como é que se aplica o princípio dia-ano à profecia das 70 semanas? Agora vamos ver, vamos olhar. É um pouco complexo, mas vamos tentar desvendar aqui este princípio. Daniel 9, 25 diz... As ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos de angustiosos.
E se nós fomos a Ésdras, no capítulo 7, nós vemos exatamente o decreto a decretar, a promulgar a tal restauração, a ordem para restaurar e edificar Jerusalém. Nós lemos em Ésdras 7, 12 e 13, Artaxestes, o rei dos reis, é Ésdras, sacerdote, escriba da lei do Deus do céu. Paz perfeita em tal tempo. Por mim se decreta que em todo o meu reino, qualquer do povo de Israel e dos seus sacerdotes e levitas quiser ir comigo a Jerusalém, vá. E este decreto, esta lei, foi instituída com o propósito de eles irem restaurar a Jerusalém. Então nós conseguimos, vendo pela história, identificar e aplicar estas 70 semanas, que, aplicando o princípio de Ano Tiago, 70 semanas são, então, 490 anos.
E nós sabemos que este período em que foi promulgada esta lei começou no outono de 457 a.C., ou seja, o tal decreto para reconstruir Jerusalém. Então, se nós acrescentarmos a esta data 490 anos, nós vemos que este período profético termina precisamente no outono do ano 34 d.C. marcando o fim do tempo determinado para Israel e o início da pregação do Evangelho aos gentios, o início da Era Cristal, como conhecemos hoje.
Que eventos específicos ocorreram durante estas 70 semanas? Vamos ler. Sabendo que já sabemos as datas em que começam e terminam esta profecia, já aplicámos o princípio de ano e agora vamos ler tentando entender que acontecimentos estão perdidos nesta profecia. Para isso vamos ler Daniel 9, versículos 26 e 27. E depois das 62 semanas será cortado Messias, mas não para si mesmo, e o povo do príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será como uma inundação, e até ao fim haverá guerra. Estão determinadas as solações e ele firmará um concerto com muitos por uma semana e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares.
Finalmente há Tchete, mas ele estando cheio do Espírito Santo e fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus e Jesus, que estava à direita de Deus e disse, eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem que está em pé à direita de Deus. Nós lemos estes textos e, ao princípio, eles parecem um pouco desconexos, mas cada um destes textos são o cumprimento da profecia das 70 semanas lá de Daniel, capítulo 9. Então nós vimos que o período das 70 semanas começa em 457 a.C., com uma reconstrução de Jerusalém. Nós vimos isto em Ésdras, capítulo 7. Mas após as 69 semanas, ou seja, após os 483 primeiros anos desta profecia, chegámos precisamente ao ano 27, que foi o quê?
Foi precisamente na altura que Jesus foi batizado e iniciou o seu ministério. E depois a profecia fala-nos de meia semana, ou seja, de três anos e meio. E o que é que aconteceu? O que é que diz a profecia? O cumprimento é exatamente o ano de 331 d.C., que foi Jesus crucificado e fazendo cessar o sistema de sacrifícios, como lemos nos textos anteriores. E, por fim, o último acontecimento que lemos em Atos foi no ano 34 d.C., com a morte de Estêvão e o início da pregação aos gentios, com por isso o período terminado para Israel. Então, cada um destes versículos aqui que nós lemos do Novo Testamento são o cumprimento desta profecia de Daniel, capítulo 9, e as datas encaixam certinho ao milímetro, ou seja, é o método historicista, com o princípio de ano, é o método certo para interpretar a visão profética da Bíblia.
Chegámos ao fim do nosso estudo bíblico. Hoje percebemos que a profecia não é apenas um conjunto de símbolos ou datas, mas uma revelação do amor e da justiça de Deus a atuar na história. Isaac Newton, um dos maiores génios de todos os tempos, compreendeu que as mesmas leis que governam o universo também revelam o plano de Deus para a humanidade. As profecias de Daniel e Apocalipse são um lembrete de que a história não está nas mãos dos homens, mas nas mãos do Criador. Ruben, tens algo mais a acrescentar? O método historicista mostra-nos que o Senhor dirige os acontecimentos, cumprindo cada promessa no tempo certo. As profecias não servem para alimentar a curiosidade, mas para fortalecer a fé e preparar-nos para o regresso de Cristo. Hoje, Deus convida-nos a confiar no seu plano e a viver com esperança, sabendo que o mesmo Deus que guiou os impérios do passado continua a governar o nosso presente.
As profecias cumpriram-se com precisão até aqui e cumprem-se ainda hoje diante dos nossos olhos. Por isso, o maior desafio não é entender todas as datas, mas permitir que a Palavra transforme o nosso coração e nos prepare para o Reino Eterno que está prestes a ser estabelecido. Se deseja continuar a compreender as profecias e a fortalecer a sua fé, pode pedir gratuitamente o curso bíblico O Grande Conflito. O estudo de hoje corresponde ao estudo número 16 sobre a interpretação profética suricista. Peça já o seu exemplar através do SMS ou WhatsApp para o número 933-939291. Que o mesmo Deus que guiou Daniel, inspirou Newton e sustém o universo, guie também a sua vida. Até ao próximo programa.
Isaac Newton é mundialmente reconhecido como o pai da física moderna, responsável pelas leis do movimento e pela lei da gravitação universal. No entanto, poucos sabem que Newton também dedicou grande parte da sua vida ao estudo da Bíblia e das profecias de Daniel e Apocalipse.