Teologia ou fundamento bíblico do culto familiar
Ser FamíliaT1 · E46

Teologia ou fundamento bíblico do culto familiar

13 de Abril de 202627 min 28 s

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Mais uma vez, bem-vindo. O Ser Família está de volta para este segundo episódio desta nova série Famílias segundo o Coração de Deus. Voltamos a estar na companhia de Daniel Bastos e António Morim. Bem-vindos. Muito obrigado. Daniel, antes de começarmos já com as perguntas para o assunto de hoje, podias, por favor, fazer um breve resumo daquilo que nos levou ao programa de hoje? Portanto, falando do programa anterior. Exatamente. Esta série de três programas, Famílias segundo o Coração de Deus, é a nossa temática, e temos a alegria de ter aqui connosco o António Mourim, coautor destes dois livros, com a sua esposa, e, portanto, eles abordam exatamente esta questão da espiritualidade, também na dimensão da família, Falamos sobre este aspecto e a importância da espiritualidade poder existir no casal e falamos do culto familiar como um momento especial para a espiritualidade da família, não é?

E, portanto, aqui estamos para continuar agora a conversa.

Fundamentos bíblicos da família

Amorim, no programa anterior nós falámos da espiritualidade de forma genérica e depois particularizando no contexto da família, mas para quem é crente cristão e que tem sobretudo a Bíblia como a sua base de fé, que princípios, o que é que nós podemos encontrar na Bíblia que nos traga precisamente como fundamento para essa teologia da família? Numa teologia da família partimos de uma premissa, que Deus criou o ser humano, criou o homem e uma mulher à sua imagem e semelhança. Deus é um ser comunicativo e Deus é amor. Ele exprime-se, sobretudo, por esta sua característica, Deus é amor, segundo as palavras bíblicas.

Então, a premissa é, foi Deus que criou o homem e a mulher, uni-os, para que eles formassem uma identidade, uma célula, a célula primeira e elementar da família, o matrimónio. E Deus abençoou este casal para que eles frutificassem, deu-lhes a capacidade procriadora, à imagem e semelhança de Deus. Então, a família do casal, ela alarga-se para os filhos. E depois, é claro, à medida que esta célula humana básica, o casamento, começa a se expandir nos filhos, e depois os filhos formam outras famílias, nós alargamos os círculos dos relacionamentos familiares. Encontramos um texto fundamental para o culto familiar em Deuteronómio, no capítulo 6, a partir do versículo 6.

Este é um texto muito especial para o judaísmo, é chamado Shema Israel. Shema Israel porque são as duas primeiras palavras que nós encontramos que houve Israel e temos aqui, digamos, o foco do relacionamento que Deus quer que possamos ter com ele, tanto a nível individual como a nível da família. E, na continuidade dessa ordem que Deus dá, e a ordem é, houve Israel, o Senhor, nosso Deus é o único Senhor, amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu poder. Agora, nós vemos na continuidade desta alerta, Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração, e as intimarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te, também as atarás por sinal na tua mão, e te serão portesteiras entre os teus olhos, e as escreverás nos umbrais da tua casa e nas tuas portas.

No judaísmo leva-se este texto à letra, com as mesuzás, aquelas caixinhas onde este texto está, na entrada de cada casa e de cada quarto, nos tefilins e, portanto, Aquelas caixinhas que se põem aqui na testa e depois há uns fios de couro que vêm da testa, passam aqui no braço com uma caixinha junto ao coração, onde o texto está nessa caixinha. Essas fitas, elas vão pelo braço, têm um determinado número de voltas e depois até ao dedo, porque é com a mão que nós agimos. E reparem que nós estamos aqui num contexto familiar.

Estas palavras, tu vais falar delas e vais ensinar aos teus filhos na tua casa, quando levantares, quando deitares, quando caminhares, estarão nas portas da tua casa. Ou seja, nós temos aqui uma espiritualidade doméstica, um relacionamento com Deus e a sua palavra em casa, no lar. Para mim, este é o texto fundamental dentro daquele contexto de Deus ser o nosso Criador e, ao ser criados à sua imagem e semelhança, nós somos chamados a comunicar e comunicar amor, porque Deus é amor, E apesar da consequência, da desordem que a Bíblia chama de pecado, há uma restauração que depois iremos falar.

E essa restauração começa também em casa, na vivência deste relacionamento, na vivência destes valores. E um segundo texto, e ele, este texto que eu vou ler agora, são os últimos versículos do Velho Testamento, depois há ali um período intertestamentário, ali dois, três séculos em que não há revelação escrita na Bíblia, e é interessante que estas últimas palavras do Velho Testamento, que nós encontramos no último livro do Velho Testamento, Malaquias, no capítulo 4, O último capítulo e os versículos 5 e 6, os últimos dois versículos, diz-nos, és que eu vos envio o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do Senhor.

e converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais, para que eu não venha e fida a terra com maldição." Este é um texto profético que está ligado ao dia do Senhor, está ligado tanto à primeira vinda de Jesus Cristo, que a esta terra, como à sua segunda vinda. E passa-se em casa nos relacionamentos entre pais e filhos. Esta restauração E porquê Elias? Aqui não é Elias como pessoa, mas a função de Elias, a missão de Elias. O que é que Elias fez? Segundo a Bíblia, a principal missão de Elias foi restaurar o altar do culto a Deus que estava derribado.

Então quer dizer que as famílias têm esta responsabilidade, as famílias crentes, As famílias que acreditam igualmente em Deus e acreditam na sua palavra, a Bíblia, têm a responsabilidade de restaurar na sua casa, no seu lar, este altar. E o altar simboliza o culto a Deus, o verdadeiro culto a Deus. Este encontro com Deus, culto é um encontro com Deus. De uma forma muito resumida, Eu creio que nestes dois versículos, dentro deste contexto de Deus como Criador, nós encontramos os fundamentos para a vivência da espiritualidade doméstica através deste encontro com Deus que nós chamamos de culto familiar. Agora, Amorim, se é verdade que esta prática do culto familiar O altar da

Resolução de conflitos familiares

família não é assim tão frequente, ou pelo menos não são todas as famílias que têm este hábito tão saudável. Por outro lado, sabemos que os conflitos já são mais comuns e frequentes na família. Que soluções bíblicas nós encontramos na Palavra de Deus para este apaziguamento, esta reconciliação da família? Originalmente, o ser humano criado a imagem e semelhança de Deus estava em harmonia, tanto no seu relacionamento com Deus, como no relacionamento marido e esposa, com pais e filhos, irmãos e irmãs. Depois há um elemento que vai perturbar esta harmonia.

No exercício da liberdade de escolha, os primeiros pais da humanidade, Adam e Eva, voluntariamente eles decidem optar por um outro governo que não o governo de Deus. E entra uma desordem. A Bíblia chama de pecado. Uma desordem. Uma desordem no relacionamento com Deus, que vai se repercutir no relacionamento entre o casal e o relacionamento entre os filhos. A consequência dessa desordem, e vocês imaginem, este primeiro casal assistiu ao primeiro homicídio, que foi um dos seus filhos matar o outro filho. Um irmão que matou o outro irmão. E também o primeiro a perder um filho, não é? Exatamente. Jesus Cristo, que segundo a Bíblia é o Filho de Deus, o Verbo de Deus que se fez carne e que habitou em nós, que habitou entre nós, Deus que se faz humano, o Filho de Deus que se torna carne.

João, no seu primeiro capítulo, os versículos 1 a 14, ele explica essa dinâmica de, em Jesus Cristo, o Filho de Deus se fez ser humano, como nós, veio à nossa dimensão. Jesus é o restaurador, ele vem ensinar-nos quem é Deus, vem ensinar-nos o relacionamento ideal com Deus e também a restauração dos relacionamentos humanos. E no culto familiar nós somos inspirados pela palavra de Deus e pela presença de Deus através do Espírito Santo que traz a nossa casa à pessoa de Jesus. E Jesus torna-se o mediador. Jesus e a sua palavra tornam-se o mediador dos nossos relacionamentos. Temos um problema.

Nós conversamos tendo a consciência que estamos a conversar na presença do mediador, que é Jesus Cristo. Isto é fundamental. Vamos conversar entre nós, mas vamos conversar com Deus igualmente. Vamos orar. Vamos orar através desse mediador, através de Jesus Cristo, que está presente. E lembramos as palavras de Jesus, quando ele disse que quando dois ou três se reunirem em seu nome, ele estaria ali presente. O casal são dois. Ou uma mãe e um filho são dois. Dois é o mínimo, é o grupo mínimo. Dois é o grupo mínimo. Então, quando temos um grupo mínimo, é claro, eu sozinho, Deus também está comigo, mas agora estamos a falar em grupo. E o grupo mínimo são dois. Quando um grupo se reúne, Invocando a presença de Deus, através do Espírito Santo em Jesus, Jesus diz que está ali presente.

E eu acredito que Ele está presente. Por isso eu ponho-me a questão, Jesus que está presente, como é que eu vou demonstrar a minha alegria pela sua presença aqui em casa? Como é que eu vou manifestar essa alegria? E aí entra o louvor. Pode ser através de um cântico, pode ser através, enfim, de uma palavra de agradecimento, pode ser através de uma música, de uma poesia. E tendo Jesus presente na minha casa, porque eu acredito que Ele está aqui presente, eu quero saber o que é que Ele me tem a dizer. Então eu vou estudar a Bíblia, eu vou ler um texto bíblico, eu vou procurar na Bíblia o que é que Deus, através de Jesus, pela ação do Espírito Santo, me tem a dizer. E eu tenho a consciência que falhei em alguns aspectos.

Eu tenho a oportunidade, agora na presença de Jesus, de pedir que ele me restaure, que ele me cure da minha falha. E também, na presença dos meus filhos, da minha esposa, o meu núcleo familiar, eu tenho a oportunidade, na presença de Jesus, de procurar um penso espiritual para essas feridas. Eu vou pedir perdão. Eu vou pedir perdão à minha família e vou pedir perdão a Deus. tendo sempre a consciência que Jesus está presente. Então, através desta vivência espiritual, trazendo Jesus, e não é só isso, vocês pensem, Jesus em espírito, ele está presente. Eu falei no primeiro episódio, os anjos de Deus, que segundo a Bíblia são seres espirituais enviados por Deus para ministrar em nosso favor, é o que diz o texto bíblico, estão na nossa casa.

A nossa casa recebe a presença do próprio Deus. E tendo esta consciência, a nível individual e familiar, quer dizer que a minha família está debaixo de uma proteção maior e adquire mais força e mais poder para enfrentar os dilemas, os desafios reais da nossa vida, que está ainda marcada pela imperfeição. E nesse sentido, esse encontro com Deus fortalece-me individualmente, mas fortalece os vínculos familiares. Inspira-me e cura-me. cura-me, tem esta função de restaurar, no sentido em que é uma primeira solução ou o princípio de uma solução, por vezes é muito mais complexo e muitas vezes precisamos de ajuda externa, mas temos ali o início, temos ali pelo menos o início de uma restauração e de uma inspiração que me vai animar, que me vai encorajar para enfrentar os dilemas da vida tanto pessoal como familiar.

Na presença de um conflito, a presença de um mediador é fundamental e fazer o culto é convidar esse mediador para poder, é quase que não podemos ficar indiferentes. Quando temos um problema e estamos na presença do mediador, ir à procura de uma solução, não é? Exatamente. Eu agora sou eu que peço perdão, mas vamos ter que interromper a nossa agradável conversa para fazer um pequenino intervalo, só apenas dois minutinhos e voltamos já de seguida com uma oferta especial para si. TV Novo Tempo, o canal da família, o canal da esperança. Estamos de volta para trazer a segunda parte. A conversa estava tão animada que nem tínhamos vontade de fazer o intervalo.

Mas a verdade é que temos uma oferta especial para si que é realmente muito importante. Dois guias de estudos que são destinados a públicos diferentes, neste caso a crianças ou adolescentes, para o ajudar no culto familiar. Estamos a falar sobre culto familiar, a importância de estudar juntos a Bíblia e nestes dois guias de estudos vai encontrar formas muito criativas de poderem estudar a Bíblia em conjunto no contexto familiar. Pois bem, para crianças pequenas temos o guia de estudo Descobrindo Tesouros e para solicitar este guia de estudo, o número de telefone será o mesmo para os dois, basta enviar uma mensagem a dizer Descobrindo Tesouros para o 933 939291.

Se, por outro lado, o que tem já é as crianças pequeninas que cresceram, os adolescentes lá por casa, então este é o guia de estudo indicado para si. Eu, no Universo. É isto que deve escrever então na mensagem. Eu, no Universo. Para o mesmo número de telefone. 933 933. 9291. Depois nós mesmos entraremos em contacto consigo para fazer chegar gratuitamente este guia de estudo para a sua casa. Agora sim, mais uma vez, restaurando a nossa conversa, voltamos ao nosso assunto e depois já temos percebido até de alguma forma mais direta ou indireta a importância do culto familiar, nem que seja na restauração dos relacionamentos, como falávamos há pouco, Eu gostaria de lhe perguntar, de uma forma mais

Benefícios do culto familiar

abrangente, quais são os benefícios de uma família que tem no seu dia-a-dia esta prática regular de fazer o culto familiar? Como eu mencionei anteriormente, Em primeiro lugar, convidar e trazer seres espirituais para partilharem a nossa vivência no lar. E através do culto familiar invocamos essa presença de Deus, invocamos Cristo através do Espírito Santo, invocamos os anjos para estarem connosco em casa. Em segundo lugar, é um momento de comunicação e tendo essa consciência que Deus está presente, muitas vezes a comunicação familiar está distorcida, ela está marcada por frustrações, violência e a forma de exprimir essa frustração muitas vezes leva até a bloquear a comunicação, a julgar que não vale a pena falar das coisas porque é falar por uma parede ou porque nos vamos exaltar, vamos gritar.

mas tendo a consciência que Deus está presente, essa consciência da presença de Deus e essa ação de Deus que é real, vai de alguma maneira acalmar, vai permitir que se possa conversar, mas agora fazendo o esforço de conversar na presença de Deus, porque estamos na presença de Deus. E essa comunicação pode tornar-se mais aberta e menos agressiva. Eu digo pode-se porque vai depender depois do tempo e da profundidade do desajuste das dinâmicas familiares. E aqui estou a falar para famílias que praticam uma fé e que exprimem essa fé através de uma religião.

E repito, religião no sentido etimológico de restabelecer uma ligação com Deus e uns com os outros. não de rituais, mesmo o culto familiar ele pode cair num ritual, por isso é importante que essa prática regular se torne uma rotina sim, mas com relevância e significado e com interesse, também já aqui falamos. Sendo aprazível e agradável, não sendo um momento de diversão, que são duas coisas diferentes. Mas deve ser agradável para toda a família, não é? Deve ser um momento prazeroso, que deve ser procurado como tal. Mas aí surge uma preocupação, que é... Pode haver pessoas bastante impressionadas, que estão precisamente a assistir ao nosso programa de hoje, ou ao programa anterior, e decidiram, realmente isto é importante na minha família.

Então chegam a casa, ou vão reunir a família, a partir de agora vamos fazer o culto familiar. Esse tipo de atitude impositiva, sendo algo aprezeroso para todos e negociado pela família, pode ser, eu diria, o contrário daquilo que é pretendido. Em vez de ser um momento aprezeroso e de espiritualidade entre a família, pode ser um momento de tensão entre os pais, não é? Exatamente. Por isso é que é importante, por exemplo, os jovens casais que ainda não têm filhos. e eles estão nesta dinâmica de restabelecer esta ligação com Deus através de crenças associadas a uma fé ou a uma denominação religiosa. É importante que, logo desde o início, como casal, eles tenham este encontro com Deus.

Quando Deus os abençoar com uma nova vida, uma criança, ela é recebida dentro deste contexto. Em segundo lugar, é importante que este encontro com Deus seja como Deus quer. E como Deus quer não é através de imposição, porque as crianças são crianças e elas devem sentir-se que são amadas pela sua família e também por Deus, que naquele momento específico foi invocada, sua presença foi invocada para estar entre a família. Portanto, deve haver um cuidado para ser bondoso, para ter mais paciência ainda. Deus é misericordioso para connosco, é paciente desenvolver as virtudes que são virtudes divinas que Deus partilha com o ser humano criado à sua imagem e semelhança.

A imposição do culto familiar, a dureza e até mesmo a seriedade do culto familiar ela pode fazer com que crianças que se tornam adolescentes não queiram mais estar presente e se lembrem, de uma forma negativa, de quando elas eram crianças e a forma como lhes era imposto o culto familiar. Portanto, tem que haver esse bom senso, porque estar na presença de Deus é uma alegria. Estar na presença de Deus deve ser vivido, como vemos no livro dos Salmos, deve ser vivido com alegria. É claro que nós devemos ter respeito pela presença de Deus, mas, no entanto, Deus está no nosso lar, onde deve existir alegria.

Precisa de ser algo natural, não é? Exatamente. E os nossos relacionamentos em casa devem estar baseados na alegria.

Espiritualidade no estilo de vida

E, portanto, Jesus vai participar da nossa alegria. E quando falamos do culto familiar, não é apenas aquele momento formal, mas passa a ser um estilo de vida. Por exemplo, os pais estão a passear com as crianças e vê que a criança está muito feliz. Param ali um bocadinho, num jardinzinho, param ali um bocadinho e falam dessa alegria, dessa felicidade. E essa felicidade também é graças a Deus. E esse é o momento para uma curta oração ou um pensamento agradecer a Deus. Isto é culto familiar. Ou então, eu lembro-me muitos episódios com os meus filhos, lembro-me certa ocasião que o meu filho tinha a chave da garagem no bolso e foi jogar futebol e perdeu a chave, não havia outra chave para abrir a garagem.

Ele estava muito aflito, ele estava muito estressado, a chave tinha caído lá no meio da erva. Aquele foi o momento para dizer Miguel, vamos colocar-nos de joelhos e vamos invocar a presença de Deus para que ele nos ajude a encontrar a chave. E assim fizemos. E fomos de novo procurar a chave. E foi ele que encontrou a chave. Quando ele encontrou a chave, ele dava saltos de alegria. E agora é o momento para dizer, vamos agradecer a Deus. Não foi tão bom. Nós temos chamado Deus para estar connosco, Jesus para estar connosco, para nos ajudar nesta procura da chave. Esse é um momento relevante. Esse é um momento forte. E continua a ser culto familiar. Informal, mas continua a ser culto familiar.

Quer dizer que, então, o culto familiar, ele tem um momento mais formal de encontro da família com Deus, mas depois ele expande-se no nosso estilo de vida. Passa a ser parte do nosso estilo de vida. Transversal às atividades da vida. Exatamente. E é aí que nós falamos a vivência da fé num contexto familiar, a vivência doméstica da fé. Dá-me a impressão que esta questão da imposição muitas vezes resulta de nós não fazermos nada, depois decidimos que temos que fazer, e com um sentimento de culpa por não ter feito, vamos agora criar ali um problema e o resultado normalmente não é bom, não é? Sim, e Daniel, Deus quer que nós o sigamos porque sentimos culpa, Pergunto eu.

Pois. Porque temos medo. Deus fica satisfeito de eu o seguir porque tenho medo dele? Deus fica satisfeito de eu o seguir porque sinto culpa e quero aliviar a minha culpa? Deus fica satisfeito de eu o procurar para que eu tenha uma lâmpada mágica para resolver os meus problemas? Certamente que não. Claro. Estamos aqui a falar da verdadeira natureza do relacionamento tanto com Deus como uns com os outros. Muito bem, mas não vamos fechar este assunto. Ainda vamos fazer mais um programa. Temos certamente ainda muitas sugestões que também queremos partilhar consigo. Mas antes de terminar, temos uma oferta especial para si. Tenho já falado nos outros programas, como ao longo do programa de hoje, destes dois guias de estudo.

Em particular, agora, deste guia de estudo dedicado às crianças. É uma forma muito criativa de poder estudar a Bíblia com os seus filhos, cheio de desenhos bastante aplicativos, mas também atividades práticas para fazer em família. E depois este, mais virado para os adolescentes, também com muitas partes práticas. Aliás, cada folha tem partes práticas de exercícios para fazer com os adolescentes. E, certamente, vão ser dois guias de estudos muito úteis, precisamente neste seu momento muito especial com Deus, mas em família. E o melhor que tudo é que é mesmo totalmente gratuito. Basta enviar uma mensagem para o 933 93 92 91.

Já sabe, para os adolescentes a mensagem que deve escrever é EU NO UNIVERSO e depois para as crianças mais pequeninas DESCOBRINDO TESOUROS. Depois nós mesmos entraremos em contato consigo para os enviar gratuitamente para a sua casa pelo correio. A fechar, dizer-lhe que quer este programa, quer o programa anterior, estão disponíveis em podcast em rádio rcs.pt e também no YouTube da Novo Tempo Portugal, bem como todos os outros programas que fizemos até agora. A fechar, dizer-lhe que tínhamos feito um desafio e continuamos a fazer, para di-lhe connosco, mande-nos uma mensagem e diga como está a fazer o culto familiar em sua casa. Que formas criativas encontrou para ter este momento feliz e de intimidade com Deus e com a sua família.

Queremos saber. Se já sabe o número de telefone é o mesmo. Foi um prazer estar na sua companhia. Marcamos encontro no próximo programa, onde vamos trazer mais um Ser Família.

A nossa oferta

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Eu no Universo

Sobre este episódio

Neste episódio, continuamos a explorar como a espiritualidade pode transformar o ambiente familiar, trazendo princípios bíblicos essenciais para viver uma fé autêntica dentro de casa. A conversa aprofunda o papel do culto familiar como base para fortalecer relações, restaurar vínculos e promover uma comunicação mais saudável entre pais e filhos.

Série
Ser Família · 66 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 46
Estreou
13 de Abril de 2026
Categoria
Família
Convidados
António Amorim