e aí Seja muito bem-vindo ou muito bem-vinda. Está a começar mais uma edição do Palavras e Virtudes, o seu encontro semanal aqui na Novo Tempo Portugal. Eu sou o Jorge Machado e é um privilégio ter a sua companhia para juntos explorarmos as palavras que definem as virtudes, que dão sentido à vida. Convido agora a deixar as preocupações de lado e a desfrutar deste momento.
Estamos prontos para começar e muito felizes por tê-lo aí, desse lado. Muitas vezes a virtude reside no que dizemos, mas a sabedoria de calar para conseguir ouvir, a palavra escolhida para hoje é o silêncio. O homem será, porventura, o ser mais ruidoso do planeta. Talvez, por isso, o silêncio seja um dos mais almejados bens que todos buscamos. Se é verdade que o mundo seria um lugar inóspito, sem sons, também é verdade que o mundo seria um lugar muito mais aprazível, sem a imensa poluição sonora que entra pelos nossos ouvidos.
Principalmente para quem vive numa grande cidade. Silêncio, silêncio é o tema escolhido para a nossa reflexão de hoje. Antes de darmos o próximo passo na nossa viagem, deixe-me partilhar consigo uma ferramenta valiosa para o seu bem-estar pessoal. Trata-se do Guia de Estudo Mente Feliz, um recurso pensado para quem procura renovar o ânimo e cultivar o equilíbrio mental. Queremos estar ao seu lado em cada etapa desta jornada, apoiando o seu bem-estar de forma genuína.
Por isso, a Novo Tempo Portugal faz questão de lhe oferecer este recurso, o Guia de Estudo Mente Feliz. É totalmente gratuito. Pode pedir o seu exemplar agora. Agora mesmo, ao terminar o nosso encontro, basta ligar para o 933 93 92 91. Vou repetir, 933 93 92 91. Ou então, aceder ao site da Novo Tempo Portugal. Aproveite esta oportunidade e comece hoje a sua leitura.
O silêncio. Silêncio é aquele convidado ilustre que todos dizem querer receber, mas a quem poucos oferecem abrigo permanente. Vivemos numa urgência constante de o encontrar. Procurámos-lo como quem busca oxigênio num quarto abafado. Todos o querem, mas nem todos o suportam. Contudo, a relação do ser humano com o silêncio é de uma ingratidão atroz. Mal a vida nos sorri, mal a euforia bate à porta ou o ritmo da música sobe, o silêncio é o primeiro a ser corrido à vassurada.
Eu não sei quem é o autor da frase que vou citar, mas ela tem muito de verdade. O silêncio é o único amigo que não trai, mas é também o primeiro que ignoramos quando a festa está animada. O ruído constante a que estamos sujeitos próprios dos grandes centros urbanos é um inimigo invisível que o nosso cérebro processa como uma ameaça contínua, muitas vezes sem percebermos. Por outro lado, o silêncio atua como um bálsamo para a mente, funciona como uma ferramenta de regeneração profunda, capaz de abrandar o ritmo dos pensamentos e restaurar o equilíbrio emocional que o dia a dia agitado desgasta.
Mas vamos começar por uma breve análise à palavra que dá nome a essa força regeneradora, a que chamamos silêncio. A palavra silêncio apareceu na nossa língua lá por meados do século XII, descendendo do latim silentium. que se originou a partir do termo silere, o mesmo que aquietar, acabando por adquirir o significado que hoje lhe damos. Afinal, silêncio, bom, é silêncio, mas será que é mesmo assim? Poderá parecer contraditório, mas nem sempre o silêncio é silêncio.
Certamente já ouviu aquela expressão, o silêncio fala mais alto. Na verdade, ao contrário do que a pessoa possa parecer, ou do que possa parecer a alguma pessoa, com o silêncio quantas vezes se expressa o que se sente. Mesmo sem palavras, o silêncio pode conter dentro de si um enorme turbilhão de comoções. Na maior parte das vezes isso acaba por se materializar em palavras ou ações, mas nem sempre é assim. Guardar dentro de si mesmo e permanecer em silêncio pode significar mais do que uma torrente de palavras.
O silêncio tem tanto de suave como de abrupto, tanto de agradável como de detestável, tanto pode tranquilizar como agitar, tanto pode proteger como ferir. No mais profundo silêncio de um cárcere tenebroso sofre-se e no mais profundo silêncio de um recanto da natureza encontra-se a paz e eleva-se o espírito. O silêncio. O silêncio poderá ser companheiro da solidão, uma vez que na solitude ele está quase sempre presente. Umas vezes vazio, doloroso e triste. Outras vezes repleto de sentimento e de felicidade.
O silêncio. O silêncio é um mestre mudo extremamente eloquente. move-se através do pensamento. Numa vertiginosa viagem no tempo, devolvo-nos as lembranças do passado e faz-nos ouvir a consciência. Ou faz-se ouvir na consciência. O silêncio é também um instrumento de disciplina onde se aprende com o que se contempla e se ouve sem a necessidade de questionamento. Conter-se em falar em demasia, não interromper constantemente para ouvir, é um exercício que resulta, mais tarde ou mais cedo, no agir ou no falar com sabedoria.
Se é verdade que é no falar que se semeia, é no silêncio que se colhe, que se guarda e pondera. Por essa razão, fazer silêncio é uma virtude da sabedoria. Um dia, um sábio, ao ser questionado sobre o valor do silêncio, fez a seguinte comparação. As árvores crescem no silêncio da terra, enquanto as folhas agitam-se e fazem barulho ao vento. A cura e a nutrição acontecem na quietude invisível do solo. E depois concluía, o silêncio é a nossa raiz invisível, que sustenta a copa da nossa existência.
O silêncio é como uma pausa numa melodia que por segundos conserva o que se ouviu. Num diálogo ou num discurso é a pausa que permite a reflexão. Tal como na música, onde a pausa define o ritmo e a intenção, no diálogo o silêncio não é um vácuo, mas sim o espaço onde a mensagem assenta e ganha significado. Muitas vezes, o que deixamos de dizer, a tal pausa reflexiva ou a palavra poupada, comunica mais do que um discurso ininterrupto. Escutar é, nos nossos dias, uma arte cada vez mais rara.
Mas muito daquilo que ilumina o pensamento e dissipa as trevas da ignorância está na faculdade de saber calar para escutar e responder. Responder assertivamente, apenas quando e quando necessário. Deste modo, ficar em silêncio nem sempre é um sinal de ignorância, de medo ou de fraqueza. Pode ser uma forma de resposta que revela muitas vezes a serenidade perante uma provocação ou perante uma afirmação inadequada, pretenciosa ou até abusiva. O grande sábio Salomão, no seu livro de Provérbios, no capítulo 13, escreveu, Este texto faz-nos pensar em alguns que nunca se calam, que têm sempre algo para dizer, independentemente do tema da conversa ou do debate.
ao tentar sobrepor as suas ideias, essa pessoa atropela-se nas palavras, transformando o que deveria ser um diálogo num monólogo ruidoso e de perturbação. A Bíblia frequentemente compara a nossa vida a uma cidade ou a um castelo. E este texto que citamos de Salomão revela-nos que a boca é a porta principal desse castelo. Quando o texto diz que quem guarda a sua boca conserva a sua alma, ele está a fazer-nos Compreender que a nossa integridade espiritual e emocional depende da nossa capacidade de ser o porteiro dos nossos próprios lábios.
É muito comum aquela expressão usada em relação a um falador compulsivo. Ele fala pelos cotovelos. Diz-se que essa expressão foi criada pelo poeta grego Horácio. Originalmente a expressão seria mais ou menos assim, ele fala com os cotovelos. Ela aplicava-se às pessoas que eram excessivamente expressivas e que gesticulavam tanto que enquanto falavam parecia que os seus cotovelos estavam a participar ativamente na conversa. Assim, guardar a boca para conservar a alma é a arte de saber calar para ouvir, garantindo que a nossa presença no mundo seja pautada pela sensatez, pela moderação, em vez do caos e da perturbação.
Em suma, mais do que saber falar ou agir, antes de tudo, é preciso saber estar. E saber estar é também fruto do silêncio que nos permite refletir. Enquanto refletimos nas palavras que há pouco citei, no capítulo 13 de Provérbios de Salomão, convido-o para uma breve pausa e voltamos daqui a pouco ao nosso tema sobre silêncio. TV Novo Tempo, o canal da educação, o canal da esperança. Estamos de volta à sua companhia e retomamos a nossa emissão com uma oportunidade imperdível de adquirir totalmente grátis este guia de estudo.
Pode já solicitar o Guia de Estudo Mente Feliz, uma ferramenta essencial para quem procura entender a fundo o equilíbrio entre o corpo e a mente. O objetivo é inspirar confiança em Deus e a resiliência mental para enfrentar os desafios da vida. Por isso, não hesite. Contacte-nos desde agora, pois será com muito prazer que lhe enviaremos gratuitamente este exemplar do Guia Mente Feliz. Contacte-nos pelo telefone 933 93 92 91. Eu vou repetir, 933 93 92 91. Estamos aqui onde o seu coração encontra companhia.
O silêncio exerce um poder que a maioria das pessoas desconhece.
O maior exemplo do poder do silêncio encontramos em Cristo. Ao lermos nos Evangelhos sobre Jesus, é fácil compreender que ele também apreciava o silêncio da manhã. O Evangelho diz-nos que ele levantava-se muito cedo, sendo ainda escuro, Ia para um lugar deserto e ali permanecia em oração ao Pai. Nesse silêncio matinal, Jesus não buscava apenas o descanso, mas a bênção da comunhão com o Pai. A comunhão pela oração e a meditação na Palavra de Deus fortalece o espírito e ajuda-nos a enfrentar o nosso dia a dia.
Muitas vezes buscamos respostas no meio da agitação, mas o verdadeiro vigor para o nosso espírito nasce na quietude. É nesse tempo de quietude que a voz de Deus torna-se audível, transformando o silêncio num diálogo de paz e vigor para o espírito. Mas quantas vezes também se fez silêncio quando Jesus falava às multidões, ávidas dos seus ensinamentos, e quando a Sua Palavra enchia os corações de esperança? Quantas vezes se fez silêncio quando a Sua Palavra tornava-se o incómodo para os que o interrogavam com questões inúteis ou dissimuladas?
Jesus nunca aceitou nem se dispôs a um debate ruidoso ou a um diálogo fingido com os fariseus que tantas vezes o procuravam com o único intento de acharem um motivo para o silenciar. Mateus, na última parte do seu Evangelho, ele refere que quando Pôncio Pilatos o interrogava sobre as acusações que sobre ele recaíam, Jesus não respondeu a uma pergunta sequer, de modo que o governador muito se admirava. Como com o silêncio, Cristo revelava quem era e por que motivo tinha vindo ao mundo.
Mas o momento mais significativo do silêncio de Jesus, o ponto mais alto do seu poder expressivo revelou-se no caminho da cruz e nos acontecimentos que antecederam a sua morte. O dramático texto profético do Antigo Testamento podemos ler, ele foi oprimido e afligido mas não abriu a sua boca, como um cordeiro foi levado ao matadouro e como ovelha muda perante os seus tosteadores. Assim, ele não abriu sua boca. Podemos encontrar este texto no livro de Isaías, no capítulo 53. O peso da cruz, a dor e a agonia do calvário que Jesus teve de suportar em silêncio, sobreposto ao ruidoso escárnio dos que o viam em profunda aflição.
Jesus, ali pendente da cruz, faz-se ouvir no murmúrio de uma oração. Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Por fim, ao bradar em alta voz, Jesus rendeu o Espírito, aceitando em nosso benefício o silêncio da morte. Todos silenciamos quando morremos, mas o silêncio da morte de Cristo foi quebrado pelo grito de esperança. Ele ressuscitou. E é isso que nos garanta a certeza de que no dia da sua segunda vinda, ao som da trombeta de Deus, os que morreram em Cristo ressuscitarão para a vida eterna.
A Bíblia afirma que nesse dia, no dia da volta de Cristo a este mundo desgastado
por milénios de pecado, todos os ruídos serão abafados pelo clangor das trombetas que soarão ao mesmo tempo em redor do mundo. e todos os silêncios serão quebrados pelo brado glorioso que soará, vindo da trombeta de Deus, que fará rejubilar de alegria aqueles que o aguardam. Ouça, ouça o que disse o próprio Cristo sobre esse dia. No capítulo 24 do Evangelho de Mateus, Jesus fala da sua segunda vinda a este mundo.
Esse será o maior evento de todo o universo, onde os redimidos e os anjos se encontrarão como uma só família, a família de Deus. Aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem, dizia Jesus. E todas as tribos da terra se lamentarão. e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens dos céus com poder e grande glória. E Ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos de uma a outra à extremidade dos céus."
Você já imaginou esse momento? Serão milhões e milhões de anjos que acompanharão Jesus em sua segunda vinda. Eu não sei descrever como será o som de cada trombeta que cada anjo fará soar, mas a descrição feita pelo próprio Jesus é impressionante. Do alto um estrondo que faz tremer a terra e o firmamento, o rijo que l'amor da trombeta ecoará com o despertar da própria eternidade. Não haverá um único canto esquecido ou abismo profundo que não ouça o chamado de Jesus.
sob o comando da voz de Cristo. Os anjos cruzarão os céus, percorrendo a vastidão do mundo com a velocidade do relâmpago. Eles não buscarão exércitos, mas aqueles que o Pai reclama como seus escolhidos. Todos, todos os escolhidos serão resgatados de uma a outra extremidade dos céus por um encontro definitivo com Deus. A Bíblia diz que ao soar da trombeta de Deus, os que morreram em Cristo ressuscitarão. A Bíblia descreve esse dia glorioso como um evento de glória visível, onde o som da trombeta de Deus marcará a vitória final sobre a morte.
Esse dia é frequentemente chamado de grande, a grande esperança, pois garante que a separação causada pela morte é apenas temporária para os que a creem. Meus amigos, a promessa é clara, a trombeta soará e os céus se abrirão. Cristo virá com os seus anjos numa manifestação de glória e poder que nunca aconteceu. Nunca aconteceu em todo o universo. Mas a pergunta que importa hoje, no silêncio deste momento, não é quando isso irá acontecer, mas quem seremos nós naquele dia.
Estamos preparados para o encontro com Cristo? De que lado estaremos quando Jesus voltar? Por isso, por isso hoje eu faço-lhe um apelo. Jesus disse que muitos naquele dia serão surpreendidos. Meu amigo, minha amiga, não permita que aquele dia o surpreenda como ladrão de noite. Se há algo em sua vida que precisa de mudar com urgência, deixe que o som dessa trombeta futura mude o seu caminhar hoje, no presente. Ouça, ouça a voz de Jesus que o chama para uma nova experiência de vida.
Se sente hoje o toque da graça. Não adie a sua entrega a Jesus. Escolha ser parte desse povo que, naquele dia, ao ver o sinal dos céus, não lamentará com temor ou tristeza, mas clamará com alegria. Este é o nosso Deus a quem aguardávamos. Na sua salvação, exultaremos e nos alegraremos. Ah, meu amigo, que no grande dia em que os anjos reunirão os escolhidos, o seu nome esteja escrito no Livro de Deus e esteja pronto para subir com Cristo e os
anjos em direção ao Reino Eterno. Estamos a chegar ao fim do Palavras e Virtudes de hoje. Ainda é tempo de falar-lhe deste Guia de Estudo Mente Feliz. Reservamos para si. Cultive uma mente equilibrada e recupere o seu bem-estar com este Guia de Estudo Mente Feliz, um guia desenvolvido especialmente para renovar o seu ânimo. Pode recebê-lo gratuitamente em sua casa. Bastando, para isso, entrar em contato conosco, faça-o através do telefone 933 93 92 91.
Hoje falei-lhe sobre silêncio. Esse intervalo invisível que dá sentido a todas as palavras, mas também do som das trombetas que soarão em breve, quebrando todos os silêncios e todos os ruídos, anunciando a vinda de Jesus. Por hoje, fazemos também silêncio. Marcamos novo encontro para a próxima semana. Até lá, viva cada dia com alegria e com a certeza de que Deus cuida de cada detalhe da sua vida. Em nome de toda a equipa que produziu e realizou este programa, o nosso muito obrigado e até breve.
O silêncio pode fortalecer a fé e preparar o coração para ouvir Deus. E haverá um dia em que todos os silêncios serão quebrados pela esperança.