Olá, está a começar o Palavras e Virtudes. Seja bem-vindo ao nosso programa de hoje. As palavras têm poder, mas as virtudes dão-lhe a direção. Este é o espaço onde analisamos a sabedoria contida nos grandes conceitos e a sua aplicação prática no nosso cotidiano. Sinta-se à vontade para ficar connosco, pois o seu lugar está reservado.
Viver, dizem alguns, é como caminhar numa corda bamba. Exige foco, força e, acima de tudo, a capacidade de se ajustar cada passo. Hoje, o nosso tema é o equilíbrio, a virtude que nos permite manter a serenidade enquanto o mundo à nossa volta. parece oscilar. No centro de todas as grandes virtudes existe um ponto de apoio, o equilíbrio. Será ele a justa medida entre dois extremos? Hoje, no Palavras e Virtudes, vamos descobrir como encontrar esse meio termo na agitação dos nossos dias.
Mas o equilíbrio passa também pela coragem de ajustar o peso das nossas convicções. No espaço de hoje apresento-lhe o Guia de Estudo na Mira da Verdade. Esta ferramenta poderá confrontá-lo com algo novo. O Guia de Estudo na Mira da Verdade foi criado para quem procura recuperar o equilíbrio interno ao deparar-se com o inesperado, oferecendo clareza quando novas descobertas desafiam as suas convicções profundas. Pode fazer já o seu pedido, à Novo Tempo Portugal, pelo telefone 933 93 92 91.
933, 93, 92, 91. Estamos a colocar diante de si uma oportunidade de descobrir verdades que têm surpreendido milhares de pessoas. Alguns textos bíblicos considerados difíceis de entender são neste manual esclarecidos de forma sábia por estudiosos da Palavra de Deus. Então não hesite. O Guia de Estudo na Mira da Verdade é inteiramente gratuito. Tome nota do nosso contacto para o solicitar hoje mesmo. 933 93 92 91. Com esta sugestão, reafirmamos o nosso compromisso no canal Novo Tempo em
oferecer-lhe a esperança de que precisa para uma vida com propósito. A palavra equilíbrio remonta do latim, diz-se reequilibrium. A sua composição deriva do adjetivo reequus, que significa igual, e o substantivo libra, que se traduz por balança. Esta composição de elementos latinos tem o sentido de equilíbrio, tal como quando os pratos de uma balança estão em igual nível, ou seja, equilibrados. Neste contexto etimológico, a origem da tão conhecida expressão, o fiel da balança, remete-nos ao tempo em que as balanças assinalavam o peso por comparação quando os ponteiros do meio da balança mostravam-se havia equilíbrio entre os dois pratos.
Atualmente, a expressão continua a ser usada quando se pretende indicar o equilíbrio entre duas posições ou quando alguém se refere a um medidor fiável. O equilíbrio relaciona-se com a prudência no modo de agir e a sensatez no que respeita ao ajuizar. É usual falar-se em equilíbrio emocional quando uma pessoa consegue controlar as suas emoções diante de situações menos favoráveis ou até complexas. Deste modo, o equilíbrio na vida de uma pessoa é o indicador que garante a sua estabilidade mental, emocional e espiritual e relaciona-se quase sempre com o autocontrol.
Pensar antes de reagir ou ponderar antes de responder também poderá ser, de alguma forma, uma demonstração de equilíbrio. Por essa razão, esta característica tão essencial à vida humana pertence à sabedoria. E porque falamos em sabedoria, pensamos em Salomão, o autor do livro de provérbios da Bíblia Sagrada. Em tom quase hilariante, ele perguntava, Tens visto um homem precipitado no falar? Maior esperança há para um tolo do que para ele. Encontramos este texto no livro de provérbios capítulo 29 e versículo 20.
O verdadeiro equilíbrio nasce no silêncio da reflexão. É a virtude de saber que as nossas convicções precisam de tempo para maturar antes de se tornarem palavras. Falar com medida certa e no tempo devido é uma forma de equilíbrio, garantindo que o que sai da nossa boca não é apenas ruído, mas pode tornar-se numa semente de sabedoria e esperança. Então, o texto bíblico de provérbios que há pouco citei eleva o nível de gravidade da impulsividade ao compará-la com a tolice.
Enquanto o tolo pode ser ensinado, o precipitado sofre de uma espécie de autossuficiência perigosa. Ele acredita que a sua reação instintiva é suficiente, fechando portas para o
discernimento. No mesmo livro de provérbios de Salomão, É-nos dito o que devemos guardar e nunca perder de vista. Partilho agora consigo um texto do capítulo 3 deste mesmo livro de provérbios. Meu filho, guarda contigo a sensatez e o equilíbrio. Nunca os percas de vista. Reparou? Sensatez e equilíbrio. Embora não sejam a mesma coisa, estão muito próximas no seu significado. Eu costumo dizer que a sensatez é a voz da prudência que analisa o terreno antes de dar o passo.
O equilíbrio, por sua vez, é a tradução prática dessa clareza que nos ajuda a não pender para os excessos. Eu gosto de ilustrar isso da seguinte maneira. Vamos imaginar um pequeno barco. Temos uma carga ainda volumosa para pôr dentro desse barco. Ora, se colocarmos toda a carga num só lado do barco, o que é que vai acontecer? Ela ou ele, o barco, está sujeito a virar. Então, o que é sensato fazer? Bom, o sensato será distribuir a carga pelo barco de forma harmoniosa.
Desse modo, o barco fica equilibrado e flutua de forma estável, permitindo que avance sem naufragar. A proximidade entre a sensatez e o equilíbrio reside no propósito. Não existe verdadeiro equilíbrio que não nasça de uma decisão sensata, tal como a sensatez perde a sua força se não resultar numa vida equilibrada. A Bíblia está repleta de exemplos de vidas com equilíbrio, mas também do oposto. Um dos grandes exemplos de equilíbrio do Antigo Testamento foi o patriarca José, filho de Jacó.
A história de José é incrível. Ela está relatada nos últimos 14 capítulos do Livro de Génesis. Ele demonstrou grande equilíbrio no trato com os seus irmãos, que o tinham vendido como escravo para o Egito. Conteve-se perante a oportunidade de vingança, oferecendo-lhes hospitalidade e segurança num tempo de fome e de aflição. O reencontro com os seus irmãos foi o seu maior teste de equilíbrio. Em vez de guardar mágoa, José optou por um perdão regenerador. Ele soube desassociar as feridas antigas do que precisava de fazer no presente, repondo a união familiar sem abdicar da sua autoridade.
O seu equilíbrio foi notório durante o tempo que permaneceu no Egito, granjeando a confiança do faraó, passando de escravo para governador daquela grande nação. Mas ainda há um outro grande exemplo. O outro grande exemplo de equilíbrio e com contornos semelhantes é o do profeta Daniel. Ele fez parte de um grupo de jovens que foram deportados para a Babilónia. Existe um livro na Bíblia que foi escrito por ele e que contém a sua história de vida equilibrada. Apesar de viver numa sociedade com conceitos antagónicos aos valores que desde a sua infância guiavam o seu viver, Daniel demonstrou generosidade e respeito para com o rei pagão.
No entanto, manteve-se fiel aos princípios que norteavam a sua vida. Daniel manteve-se fiel aos princípios que norteavam a sua vida no tempo do rei Nabucodonosor, sem abdicar de nenhum deles. Daniel não sobreviveu apenas pela sua inteligência, mas pela forma como geriu a sua integridade. Este equilíbrio, tal como aconteceu com o patriarca José, valeu a Daniel a admiração do rei e uma posição de destaque no Império de Babilónia. Não se deixou embriagar pelo poder, nem paralisar pelo medo.
o seu equilíbrio emocional e espiritual. Era tão evidente que os seus adversários não conseguiam encontrar falhas no seu modo de viver. O Rei não admirava apenas a sua capacidade de interpretar sonhos, mas a constância do seu caráter. O equilíbrio de Daniel trouxe-lhe segurança num império de intrigas, provando que quem é fiel nos princípios e equilibrado nas atitudes torna-se indispensável. Havia muitos outros exemplos de vidas equilibradas para realçarmos, mas no tempo que ainda me resta, gostaria de vos falar do maior e mais elevado modelo de equilíbrio que o mundo já conheceu.
Por agora, vamos fazer um breve intervalo. Daqui a pouco, voltaremos então para a segunda parte do Palavras e Virtudes. Até já. TV Novo Tempo, o canal da criação, o canal da esperança. Estamos de volta à sua companhia e retomamos com uma oportunidade imperdível de adquirir totalmente grátis este guia de estudo. Pode já solicitar o guia de estudo na mira da verdade, através do telefone 933 939291.
933 939291. Diante do impacto de novas descobertas, este guia serve como suporte para ajudar a compreender e a reorganizar as suas convicções. devolvendo-lhe a clareza e a estabilidade necessárias. Pode, depois, adquirir, a partir de agora, sem qualquer custo, inteiramente
grátis, o Guia de Estudo na Mira da Verdade. Entra em contacto connosco pelo telefone. Mais uma vez, repito, 933 93 92 91. Falo-lhe hoje de equilíbrio, uma característica dos que sabem pesar todas as decisões antes de agir, evitando os extremos. A maior demonstração de elevado equilíbrio encontramos em Cristo. Jesus humano era alguém que possuía um notável equilíbrio. Era visível o perfeito control da sua sensibilidade, na maneira como falava e no modo como agia.
Isso ficou claramente demonstrado em diversas situações narradas nos Evangelhos. Jesus foi algumas vezes acusado de se sentar à mesa com os publicanos, os quais eram odiados pelos judeus. O desprezo dos judeus pelos publicanos não era apenas uma questão de não gostar, era um abismo ético e espiritual. Eles odiavam, de facto, os publicanos. É verdade que os publicanos os extorquiam cobrando o indevido? Eram vistos como traidores da nação por trabalharem para um império pagão, para um império romano, e como pecadores impuros pela prática comum de extorsão.
Mas aquele julgamento moral transformou-se com o passar do tempo num profundo ódio. E o ódio é uma evidência de total desequilíbrio. Eu vejo o ódio como o desgoverno total da alma. Ao entrar na casa dos publicanos, Jesus não estava a pactuar com o procedimento desonesto dos publicanos, mas ia à casa deles com o propósito de o chamar para o caminho do arrependimento e da restauração. Com essa atitude, Jesus fazia então realçar o seu repúdio por todo o tipo de preconceito e discriminação social.
A tónica de Jesus era esta. Os sãos não precisam de médico e sim os doentes. Eu não vim chamar os justos e sim os pecadores ao arrependimento. Sim, estimado amigo, é verdade. Cristo convivia com pessoas que eram consideradas indignas, aceitando a hospitalidade de algumas delas. Não entanto, não se deteve em censurar a hipocrisia dos fariseus, que disfarçavam a sua presunção através de uma aparente religiosidade. A hipocrisia É um pecado terrível, é um pecado que Deus abomina.
Ela causa um tipo de cegueira pretenciosa. Ao acreditar na própria encenação, o hipócrita perde a capacidade de autoexame. Sem essa introspeção, não há correção. E sem correção, o desequilíbrio torna-se permanente. Um certo dia, Jesus entrou no templo em Jerusalém e viu algo que o encheu de indignação. Havia barulho por toda a parte. O som das moedas e os pregões daqueles que vendiam animais. Na época da Páscoa, em Jerusalém, a cidade recebia milhares de peregrinos.
Estes precisavam de animais para os sacrifícios rituais. Os vendedores aproveitavam-se da necessidade religiosa para cobrar preços exorbitantes, transformando a adoração num negócio lucrativo. Ora, foi isso que indignou Jesus. Os peregrinos vinham de várias regiões, traziam moedas gregas ou romanas que ostentavam efígios consideradas pagãs ou idólatras. Para pagar o imposto do templo, era obrigatório usar uma moeda própria do templo, chamada o ciclo de tiro. Os cambistas cobravam taxas de câmbio abusivas para realizar essa troca, lucrando sobre o dever religioso do povo.
Quando Jesus expulsou os cambistas e os vendilhões do templo, numa primeira análise, pode-se ficar com a ideia de que Jesus perdeu o control ao derrubar as mesas dos cambistas e ao usar cordas como chicote para os expulsar. Mas, na realidade, o que Jesus estava a fazer era a repor a ordem e a devolver à casa de Deus a dignidade que há muito havia sido posta em causa. O aparente ato violento de Cristo tinha como único propósito chamar a atenção para a verdade acerca do lugar consagrado por Deus para adoração.
Enquanto os expulsava do templo, Jesus repetiu a recomendação divina que eles bem conheciam através do profeta Isaías. A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos. Em tudo, Cristo foi equilibrado. Mesmo quando se confrontou com a traição de Judas, não o impediu de participar na ceia com os demais discípulos, limitou-se a revelar que conhecia desde sempre os seus desleais propósitos. Jesus não o expulsou da mesa. Judas, ele próprio, auto-excluiu-se do grupo dos que seguiam Jesus.
Já na etapa final da sua caminhada neste mundo, à saída do Getsemani, quando os soldados romanos vieram prendê-lo, Pedro, num desequilíbrio e atitude intempestiva, puxou de uma espada e cortou a orelha do sumo sacerdote.
Porém, Jesus manteve-se perfeitamente sereno e numa atitude de grande equilíbrio emocional atenuou aquele momento de grande tensão ao curar o ferimento do servo. O maior momento de equilíbrio que Jesus viveu e que o universo conheceu veio através da cruz. A cruz não é apenas um símbolo de sacrifício, mas o ponto de convergência ou de reconciliação entre o homem e Deus. A verticalidade da cruz representa a reconciliação entre a divindade e a humanidade.
É o restabelecimento da ponte entre o Criador e a criatura. O apóstolo Paulo fala sobre essa verticalidade na sua segunda carta aos Coríntios, no capítulo 3. Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens. A horizontalidade da cruz representa os braços do acolhimento de Deus, quebrando todas as barreiras que nos impedem de chegar a Ele. Jesus já antes havia dito, eu quando for levantado da terra atrairei todos a mim. A cruz funciona como um imã de acolhimento que não exclui ninguém.
A cruz não foi apenas um evento histórico, foi o maior momento de equilíbrio que o universo já testemunhou. Ali, no corpo de Cristo, a justiça e a paz se beijaram e o peso do pecado do mundo foi finalmente anulado pelo peso de uma glória eterna. O salmista Davi, antevendo o sacrifício de Jesus no Calvário, escreveu no seu livro de Salmos A misericórdia e a verdade se encontraram, a justiça e a paz se beijaram.
No final de tudo, no último momento, na altura da sua crucificação, Jesus, entre os dois salteadores, representava o fiel da balança, o ponto de equilíbrio da nossa salvação. De um lado alguém escarnecia e zombava e do outro lado alguém suplicava. Suplicava por perdão e misericórdia. Jesus nunca deixou o pecador sem resposta. Nunca virou as costas ao que busca o perdão. Ele não ignora o clamor de um coração arrependido. Ele é o Salvador. a rocha inabalável e o ponto de equilíbrio para todo aquele que deposita nele a sua fé diante do trono da sua graça.
Não existe silêncio para quem clama. O convite que hoje lhe faço é um chamado a ir a Jesus. Venha! Venha aos pés de Cristo. Ir a Cristo não é um ato de fraqueza, nem requer qualquer tipo de preparação. Venha como está. Ir a Cristo é o início de uma vida restaurada. Eu não sei quem está do outro lado desta câmara. Talvez eu hoje esteja a falar para alguém que um dia se afastou de Jesus. Por qualquer razão, por qualquer circunstância que não importa. Talvez você sinta que o caminho de volta é longo, longo demais, ou que o tempo e as escolhas cavaram um abismo entre você e Deus.
Você pode até pensar, depois de tudo o que eu fiz, como ele poderia aceitar-me. Mas ouça, ouça a voz daquele que conhece o seu nome e sabe tudo a seu respeito. Jesus diz, o que vem a mim, de maneira nenhuma, o lançarei fora. Se a sua caminhada tem sido marcada pela oscilação, pelo cansaço, venha, venha em busca da estabilidade, o equilíbrio para a sua vida. Que o seu coração se firme nesta certeza. Nele, em Cristo, a sua redenção é plena e o seu equilíbrio é restaurado. O nosso tempo chegou ao fim, mas ainda tenho alguns minutos para apresentar-lhe de novo esta revista, na mira da verdade.
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Neste episódio de Palavras e Virtudes, refletimos sobre uma das qualidades mais importantes para uma vida plena: o equilíbrio.