Seja muito bem-vindo, muito bem-vinda. Estamos a iniciar o Palavras e Virtudes. Este é o nosso habitual encontro, o encontro semanal aqui no canal Novo Tempo Portugal. Eu sou o Jorge Machado e estou aqui para convidá-lo a percorrer conosco mais uma etapa na descoberta do sentido das palavras que traduzem as virtudes que engrandecem a vida. A palavra escolhida para a reflexão de hoje é autoestima. A língua portuguesa tem nas suas raízes as mais diversas influências que vão desde o árabe ao indo-europeu, do grego ao latim.
Isto para não falarmos de toda a influência que recebeu através dos tempos das mais diferentes culturas que vão desde a América do Sul à África. Essa multiplicidade de influências está, pois, presente no nosso cotidiano como falantes do português ou do bom português. É relativamente comum encontrarmos no nosso idioma palavras compostas pela fusão de termos de diferentes origens. É o que acontece com a palavra que sugiro para hoje, para a nossa habitual reflexão. A palavra escolhida é autoestima.
Mas, antes de avançarmos, quero apresentar-lhe uma sugestão de leitura e de estudo, certamente irá interessar. Falo-lhe do guia de estudo Sentimentos, a ciência do existir. O que lhe propomos é inteiramente gratuito. São oito estudos preparados pela doutora Rosana Alves, diretora académica do Instituto Neurogénesis nos Estados Unidos. Este guia de estudo aborda de forma prática e simples os assuntos do dia a dia, tais como a saúde mental, a ansiedade, a depressão, com enfoque no neurocientífico.
Peça hoje mesmo o Guia de Estudo Sentimentos através do nosso habitual contacto, o 933 93 92 91. 933 93 92 91.
Descubra a verdade que liberta aqui no canal Novo Tempo Portugal. Voltamos então ao nosso tema. Falo-lhe de autoestima. A origem da palavra autoestima deve-se à união de dois termos de línguas diferentes. O termo grego autos, cujo significado é por si mesmo ou o mesmo, e o termo latino haestimare, que significa apreciar, valorizar ou avaliar. É interessante que este termo latino, arestimar, é composto pela raiz de ares, que deu origem à palavra aéris, que não era mais do que o nome dado a uma moeda de cobre romana.
Ora, neste contexto, a palavra autoestima tem como referência etimológica o atribuir um determinado valor. Mas, o que é autoestima? Em termos gerais, autoestima será a capacidade que, como pessoa, cada um tem de atribuir determinado valor a si próprio. Se se considera satisfeito ou não com o que pensa ser, ou se consegue ou não reconhecer o seu valor. Numa só frase, a autoestima é a avaliação pessoal que cada indivíduo faz de si.
Daí, o falar-se em autoestima positiva ou alta ou em autoestima negativa ou baixa. A autoestima, como as demais capacidades humanas, é adquirida e desenvolvida desde que nascemos. Muito dessa autoestima é fruto do que recebemos dos nossos pais na infância. Essa influência maternal ou paternal é determinante para o crescimento da autoestima. No entanto, esse desenvolvimento depende também de outros fatores externos, tais como os relacionamentos e tudo aquilo que marca cada indivíduo no seu percurso de vida.
Nem sempre a autoestima de uma pessoa está lá em cima ou sempre lá embaixo. Ela pode variar dependendo das mais diferentes circunstâncias. Conhecermos-nos bem é essencial, como é essencial conhecermos a necessidade de ajuda quando nos sentimos embaixo. Nos nossos dias, proliferam particularmente na internet inúmeros sites onde alguém parece ter a solução para todos os problemas que afetam a autoestima. Ofrecem seminários, palestras e até consultas online, tudo com a garantia de que temos a solução. Mas será assim tão fácil?
Bom, a verdade é que, respeitando a premissa de que não há regra sem exceção, a grande maioria desse tipo de ajuda não passa de um modo de obter dinheiro fácil, o protagonismo que se adquire com as centenas ou milhares de likes solicitados. Então, o que seria aconselhável a quem se sente deprimido em sua autoestima? Em primeiro lugar, reconhecer que precisa de ajuda. Isso não é uma atitude fraqueza, mas de inteligência e de reconhecimento de que ninguém vive para si mesmo. Depois, procurar essa ajuda, mas com muito, muito cuidado.
Em relação aos mais jovens, os pais serão quase sempre bons conselheiros, dependendo da situação, um profissional competente na área da psicologia ou do aconselhamento, ou mesmo alguém por quem depositamos profunda confiança, mas com provas de um caráter sustentado por valores e princípios de equidade.
Falar a alguém, mas não a qualquer um, poderá ser um bom começo. Ninguém nos conhece melhor do que nós mesmos, mas também ninguém nos conhece melhor do que aquele que nos criou e que é capaz de sondar o nosso coração. Quando falo de autoestima, lembro-me quase sempre do Rei Davi. A história do Rei Davi é repleta de episódios e peripécias que o levaram a altos e baixos na sua experiência de vida. Davi esteve muitas vezes lá em cima, com a sua autoestima elevada, como também lá embaixo, debatendo-se com as dúvidas e incertezas que o cercavam.
No entanto, ele soube encontrar o conselho sábio à orientação segura. Quando falava sobre Deus, falava de alguém que sonda o coração e nos conhece profundamente, de alguém que nunca erra a nosso respeito. Davi, movido pela experiência de uma relação com Deus muito próxima, orava e dirigia-se a Deus com palavras carregadas de uma profunda sinceridade e com elevadíssima convicção. A prova disso? encontramos num dos seus Salmos, o Salmo 139.
É uma oração rara, de uma rara beleza e de reconhecimento da onisciência de Deus. Se tiver a sua Bíblia, convido a acompanhar a leitura do Salmo 139, Senhor, Tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e quando me levanto. De longe penetras os meus pensamentos. Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar. E conheces todos os meus caminhos. Ainda a palavra não chegou à língua e Tu, Senhor, já a conheces toda.
Tu me cercas por trás e por diante, e sobre mim pões a tua mão. Tal conhecimento é maravilhoso, maravilhoso demais para mim, e sobre modo elevado não o posso atingir. Graças te dou, visto que por modo assombroso, assombrosamente maravilhoso me formaste, As tuas obras são admiráveis e a minha alma o sabe muito bem, pois tu formaste o meu interior e me tecestes no seio da minha mãe. Graças te dou, porque de um modo maravilhoso, assombrosamente maravilhoso me formastes.
As tuas obras são admiráveis e a minha alma o sabe muito bem. Repetimos este texto, mas depois repar, os meus ossos não te foram encobertos quando no oculto foi formado e entretecido nas profundezas da terra. Os teus olhos me viram, a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem havia ainda um deles. Que preciosa, que preciosos para mim, ó Deus, dizia Davi, são os teus pensamentos, e como é grande a soma deles.
Se os contasse, excedem os grãos da areia. Contaria, contaria, sem jamais chegar ao fim. Ah, foi esta convicção que levou David a libertar-se de todas as amarras que o impediam de prosseguir com a paz e a confiança na sua jornada de vida. Mas, quando falamos de autoestima, Não podemos deixar de referir Jesus Cristo como aquele que neste mundo mais contribuiu para ajudar pessoas a encontrarem o equilíbrio e um novo sentido para as suas vidas. E é dele que pretendo falar-lhe um pouco mais no contexto do nosso tema de hoje.
Porém, como tem sido nosso hábito, convido agora para uma pequena pausa. Será breve, apenas alguns momentos. Voltarei já, já, já à sua companhia. Estamos de volta ao Palavras e Virtudes. Obrigado por ainda estar conosco. Aproveito este reinício para, uma vez mais, apresentar-lhe este guia de estudo Sentimentos. Trata-se uma série de estudos preparados pela doutora Rosana Alves, diretora acadêmica do Instituto Neurogênesis, nos Estados Unidos.
Este guia de estudo, com oito lições abordando temas no contexto da ciência do existir, é totalmente gratuito. Para o receber, só é preciso uma coisa. Ligue para a Novo Tempo Portugal.
Anote o nosso contacto 933-939291. Deus sabe tudo a nosso respeito. Nada lhe estava dado. É impossível esconder de Deus, seja o que for. Foi precisamente isso que referi quando lhe falava há pouco de Davi e da sua experiência com Deus. Ele conhece-nos melhor do que nós nos conhecemos a nós mesmos? Nada. Nada daquilo que sentimos, daquilo que pensamos, nada lhe é oculto.
Mas, para além de saber tudo a nosso respeito, há uma outra particularidade em Deus. Ele nutre por cada um dos seus filhos um amor profundo que mal se explica em linguagem humana. Um amor que transcende tudo, tudo o que podemos pensar acerca do que é amor. O amor de Deus é um amor eterno e por ser eterno não se pode explicar. O que sabemos é que Ele nos ama e que esse amor nunca pode acabar. E é com esse amor inexplicável, com esse amor eterno que Deus nos atrai.
Deus fala-nos do Seu amor numa linguagem humana e aqui na Bíblia, no livro do profeta Jeremias, No capítulo 31, no versículo 3, há um texto bem conhecido que hoje quero partilhar consigo. Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí. Este texto do profeta Jeremias, capítulo 31, versículo 3, é uma das declarações mais profundas e consoladoras de toda a Bíblia. Nele, Deus revela a essência do seu relacionamento com a humanidade. Esse relacionamento com o homem, segundo o texto que acabei de partilhar, esse relacionamento está profundamente fundamentado em dois pilares inabaláveis, a eternidade e a benignidade de Deus.
Quando o Criador afirma, com amor eterno te amei, Ele deixa claro que o seu afeto não dependa de circunstâncias do tempo ou do merecimento humano. Não. É um amor que existia antes da fundação do mundo e que não tem fim. Não é uma reação ao comportamento humano, mas uma expressão voluntária do próprio caráter de Deus. Na segunda parte do texto nós lemos Por isso, com benignidade te atraí. Essa expressão revela a forma como esse amor opera. Deus não força o ser humano a aproximar-se dele através do medo ou da coerção.
Pelo contrário, ele manifesta bondade, manifesta graça e paciência, conquistando o coração com suavidade. É um convite persistente, baseado no afeto, feito para gerar uma resposta voluntária de entrega e comunhão. Falo-lhe agora um pouco acerca de Jesus Cristo. Durante o seu ministério terreno, Quantos corações se abriram diante de Jesus? Quantas histórias ele ouviu vindas de corações oprimidos? Quantos pecados foram confessados? Quantas vidas foram restauradas?
Ele próprio convidava os atribulados de espírito a virem a ele quando apelava ao coração. Quem não conhece o maravilhoso convite de Jesus que é revelado no Evangelho segundo Mateus capítulo 11 e versículo 28? Oh, como eu não posso, poderia esquecer desse texto. Vinde a mim, vós que estáis cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Eu pergunto, será hoje diferente? Não estará hoje Jesus tão interessado em nós como nas pessoas daquele tempo? Não estará Ele igualmente disposto a ouvir-nos, a ouvir a nossa história de vida?
A promessa que Ele nos deixou foi de que não nos deixará órfãos, mas que estaria conosco até o fim. Sim, estimado amigo, podemos ir a Cristo tal como somos. Com as nossas alegrias, a nossa pequena fé, podemos ir a ele também com as nossas fraquezas, com as nossas tristezas, com os nossos fardos, com tudo aquilo que nos deixa lá embaixo. As Sagradas Escrituras afirmam que a sua mão permanece estendida e que com o seu ouvido nos escuta. Sim, que felicidade! Já pensou?
No tempo em que quase ninguém quer ouvir alguém, Jesus anima-nos e convida-nos para um tempo de intimidade com Deus. Ouça! Ouça o que Cristo diz no Seu Evangelho, segundo Mateus, capítulo 6. Ele diz, entra no teu aposento e fechando a tua porta, ora a teu Pai que vê o que está oculto e teu Pai que vê o que está oculto te recompensará. Ah, o aposento secreto não é um lugar de isolamento, mas de encontro íntimo. Aqui no Evangelho segundo Mateus, capítulo 6, versículo 6, Jesus convida-nos a fechar a porta para os ruídos do mundo, despindo-nos das aparências e da necessidade de aprovação alheia.
É no silêncio desse espaço recolhido que a alma se aquieta e apresenta-se tal como é, sem máscaras ou artifícios. Ali onde ninguém mais vê, o Pai vê. Essa promessa de que Deus nos observa no secreto transforma a oração. Ela deixa de ser um formalismo público e passa a ser um ato de profunda entrega. A recompensa divina não se mede em aplausos humanos. mas na paz inexplicável de sabermos que somos plenamente conhecidos e amados por aquele que habita no invisível.
Então, alguém poderá questionar como proceder quando as adversidades comprometem a estabilidade emocional e os momentos de crise intensificam o sofrimento.
Uma das respostas talvez possamos encontrar aqui na palavra de Deus. Não sabemos ao certo quem escreveu o Salmo 94 das Sagradas Escrituras, mas pela sua leitura conseguimos perceber que foi escrito por uma pessoa que passou por um período de ansiedade e temor. Sem hesitação, ele recorreu a Deus e encontrou a devida recompensa. Nesse Salmo, no versículo 19, podemos ler as palavras da sua oração de gratidão. Ele dizia, multiplicando-se dentro de mim as minhas ansiedades, as tuas consolações reanimaram a minha alma.
É verdade. Quem quer que tenha sido autor desta oração, foi sem dúvida alguém que, refugiando-se em Deus, encontrou novo folgo e novo ânimo para prosseguir. Por isso ele dizia, as tuas consolações reanimaram a minha alma. Ah! Eu imagino alguém aflito, refugiando-se no seu aposento, de joelhos, buscava a ajuda da intervenção divina para a sua vida. Veja o resultado! A sua autoestima foi restaurada, ele foi consolado, recebeu a paz de Deus e encontrou o ânimo para a sua alma. Quando buscamos a Deus e nos encontramos com Ele, O que Deus faz não é apenas anestesiar a nossa dor.
Ele reanima. Noutras traduções, neste mesmo texto, lemos que as consolações de Deus alegram a alma. Isso significa que a paz de Deus é tão poderosa que consegue gerar alegria mesmo quando as circunstâncias exteriores continuam difíceis. Quando passamos por tormentas, Deus não nos promete mudar o vento imediatamente, mas promete fortalecer o barco da nossa alma para que possamos navegar em águas seguras. Ah, meu querido amigo, se hoje no seu íntimo os medos e ansiedades multiplicam-se, pare de tentar resolver tudo sozinho.
Busque a Jesus. Siga o seu conselho. Entre no seu quarto e, fechando a sua porta, abra-lhe o seu coração e conte-lhe tudo, tudo o que o perturba. Confie as suas inquietações e agitação interior ao amparo do Deus que concede a verdadeira consolação. Deixe o Espírito Santo aplicar as contas de Deus no seu coração. E que contas são essas? Pois é, ele subtrai o medo, divide o fardo e multiplica a paz que excede todo o entendimento. Aquela paz que só ele, só Jesus, pode conceder.
O nosso tempo está praticamente esgotado. Hoje refletimos sobre autoestima, a virtude que dá significado e dignidade e também cor à vida. Aproveito para lembrá-lo que tem à sua disposição este guia de estudo Sentimentos É um manual que poderá ajudá-lo nas questões mais atuais relacionadas com a saúde mental e o bem-estar. É lhe oferecido sem qualquer custo para si. Basta contactar-nos pelo telefone 933 939291. Para a semana, Voltamos com mais uma edição, com mais uma palavra, aqui no canal da Esperança, o canal Novo Tempo Portugal.
Despeço-me com um amizade. Até ao nosso próximo encontro.
O que realmente sustenta a nossa autoestima quando surgem dúvidas, ansiedade e insegurança? Descubra onde encontrar valor, paz e esperança.