E Olá, meu amigo, minha amiga. É com enorme satisfação que o cumprimento. Bem-vindo a mais uma edição de Palavras e Virtudes. Este é o nosso aí habitual encontro semanal aqui no canal Novo Tempo Portugal. Eu sou o Jorge Machado e estou aqui para convidá-lo a percorrer conosco mais uma etapa na descoberta do poder e do sentido das palavras que traduzem as grandes virtudes humanas, aquelas que, no fundo, dão mais valor à vida.
No programa de hoje abordamos um tema com impacto na vida de todos nós, mas que raramente é analisado sob a ótica dos valores. A palavra escolhida para hoje é dinheiro. Mais do que notas, moedas ou números num cartão, o dinheiro é uma ferramenta poderosa que testa o nosso caráter, as nossas escolhas e as nossas prioridades. Ao longo dos próximos minutos não vamos falar da Bolsa de Valores ou sobre o aumento dos bens de consumo, não. Vamos refletir sobre a virtude da generosidade contra a ganância, a virtude do equilíbrio contra o consumismo e a virtude da responsabilidade na gestão dos recursos.
Entretanto, aproveito a oportunidade para apresentar-lhe esta publicação, nem mais, o Guia de Estudo Educação Financeira à Luz da Bíblia. Não se trata de mais um dos inúmeros cursos sobre educação financeira que existem por aí. Neste guia de estudo é revelado um caminho seguro para honrar o nome de Deus em todos os seus empreendimentos. O propósito deste guia é desvendar o olhar bíblico sobre as finanças e o seu uso prático, promovendo a harmonia e a estabilidade no lar, num tempo em que os apelos ao consumo alcançam níveis nunca, nunca antes vistos.
o Guia de Estudo Educação Financeira à Luz da Bíblia é inteiramente gratuito. É mesmo assim, não tem de pagar nada. Pode reservar já o seu exemplar ligando para o número 933-939291. Ficamos a guardar o seu pedido. Hoje em dia, falar sobre dinheiro É quase como entrar num beco sem saída.
Pode-se falar do bem que ele nos proporciona como do mal que ele pode trazer. Mas, afinal, em que ficamos? O dinheiro, será uma bênção ou uma maldição? Já li e ouvi imensas frases sobre dinheiro, mas a que mais me fez refletir é a que li na Bíblia, onde se diz que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Esta citação bíblica chegou até nós através da primeira carta do apóstolo Paulo Timóteo, no capítulo 6 e no versículo 10. Antes de nos debruçarmos sobre esta verdade milenar de inspiração divina, proponho-lhe uma breve reflexão sobre a origem da palavra dinheiro.
A palavra dinheiro provém do latim, a partir do termo denarius, que era a designação atribuída a uma moeda de prata romana, a qual equivalia a 10 aces. O ace de cobre era uma moeda de referência na Antiguidade ou na Antiga Roma, mas com o passar do tempo o denarius adquiriu esse papel. Tal como aconteceu com muitas outras palavras latinas, a palavra denários passou por transformações no seu significado até chegar à língua portuguesa como a temos hoje dinheiro. Perguntamos, quem inventou o dinheiro?
Bom, alguns dos mais conceituados historiadores afirmam que os babilónicos foram os primeiros a criarem pequenas tabletes de argila que eram usadas como certificados de posse no tempo em que se trocavam bens como forma de negócio. Ao invés de trocarem entre si as sacas de produtos alimentares, passaram a usar essas tabletes de argila como se fosse dinheiro. O dinheiro, propriamente dito como referência monetária, só começou a ser usado como forma de pagamento por volta do século VII a.C. pelos lídios de Anatólia, um povo da região ocidental da antiga Ásia Menor, que, segundo o historiador e geógrafo grego Heródoto, foram os primeiros a cunhar e a usar moedas de ouro e prata.
Mais tarde, os romanos estabeleceram e fixaram o seu sistema monetário cunhando moedas, algumas delas com esfinge do imperador. Na Idade Média, o uso da moeda passou a ser frequente tanto no mundo cristão como no mundo muçulmano. Os árabes ostentavam, nessa altura, as suas valiosas moedas em ouro e prata, tais como o dinar, o direm, ou o félus de cobre. No mundo ocidental foram cunhadas moedas também de cobre, prata e ouro, entre as quais o Ducatus Argenti, em Veneza, e o Florin de Ouro, em Florença.
Em Castela surgiu o real e, em Inglaterra, o estrelino. Ora, assim, com o decorrer dos séculos, cada nação foi criando e adaptando o seu sistema monetário. O dinheiro em papel, como não podia deixar de ser, surgiu também onde se originou o papel. Foi em meados do século V d.C. que os chineses, como consequência da escassez de metais para o fabrico de moedas, começaram a usar notas de papel. Mas o primeiro país na Europa a usar notas como meio de pagamento foi a Suécia, durante o século VII.
Só depois, no século seguinte, algumas das colónias norte-americanas que se encontravam sobre a tutela britânica começaram a emitir papel-moeda para financiar a Guerra da Independência. A partir daí, o dinheiro, em seus diversos suportes materiais, não deixou de evoluir ao longo da história. Nos nossos dias, o dinheiro em notas ou moedas é cada vez menos usado, havendo mesmo países como a Suécia e a Noruega, onde os pagamentos são aceitos unicamente através do cartão multibanco ou o correspondente ao nosso MBWay.
No mundo de hoje, quase tudo pode ser comprado e vendido. Atualmente, a lógica da compra e venda não se resume apenas aos bens materiais, pois o dinheiro tem cada vez mais domínio sobre os mais variados aspectos da vida. É verdade, tudo tem um preço, tudo se compra e vende, seja na saúde, na educação ou na justiça. Rapidamente passamos a ter uma sociedade de mercado onde todos, quase sem exceção, pagamos o preço por vivermos num círculo comum em que tudo, tudo está à venda. Milhões de pessoas são presas fáceis dos atores publicitários que enchem as televisões e a internet com propaganda sedutora, tentando convencer de que precisam de um carro melhor, de roupas de marca ou de um sem número de objetos para todos os fins e gostos.
É incrível como se fazem créditos num quase abrir e fechar de olhos que facilitam o endividamento e onde alguns escorregam quase sem dar em conta. Para muitos, vale mais o parecer do que o ser. O importante é a ostentação, seja a que preço for, mesmo que se corra o risco de ficar sem nada. O equilíbrio O equilíbrio na vida é um dos segredos do viver feliz. E a felicidade não está no ter, mas no ser. A ambição é inerente à vida, mas o seu freio é a prudência que gera o comedimento.
Luís Vasco Camões, o poeta inteligente, no seu verso dos Lusíadas escreveu, porque essas honras vãs, esse ouro puro, verdadeiro valor, não dá à gente. Melhor é merecê-los sem os ter, que possuí-los sem os merecer. Salomão, o mais sábio dos homens que viveu entre nós, escreveu no seu livro de provérbios. Salomão, ao escrever sobre o bom nome, referia-se ao bom caráter como o maior valor.
Será que na sociedade de hoje ainda damos a mesma importância a este ensinamento? Pense nisso nos próximos minutos. Este vai ser precisamente o ponto de partida para a segunda parte do nosso
encontro de hoje. Saímos para um breve intervalo, mas voltamos já a seguir. TV Novo Tempo, o canal da criação, o canal da esperança. É muito bom estar de regresso e contar com a sua presença até o final deste nosso encontro. O tema de hoje é bastante pertinente. A palavra escolhida é dinheiro. Falar de dinheiro é tão atual como falar de saúde mental ou do bem-estar. O dinheiro deixou de ser um tabu que se esconde debaixo do colchão para passar a ser uma conversa normal à mesa das famílias.
Quem não fala de dinheiro, não o controla. E quem não o controla, acaba quase sempre controlado por ele. Mas, nem a propósito, antes de prosseguirmos com o tema de hoje, quero uma vez mais apresentar-lhe o nosso Guia de Estudo Educação Financeira, à luz da Bíblia. Este não é apenas mais um curso de finanças. Este guia de estudo gratuito revela o caminho bíblico para gerir o seu dinheiro com sabedoria, promovendo a estabilidade no lar num tempo de consumo desenfriado. O Guia de Estudo Educação Financeira à Luz da Bíblia contém orientações que ajudarão a aplicar princípios divinos no nosso dia-a-dia e a honrar a Deus em cada decisão económica.
Garanta já o seu exemplar gratuito. Ligue para o 933-939291 e faça hoje mesmo o seu pedido. Se bem se lembra, a primeira citação bíblica que referi um pouco depois do início do programa de hoje, foi uma referência do apóstolo Paulo quando escreveu a sua primeira carta ao seu amigo Timóteo. E ele disse, o amor ao dinheiro é o quê? A raiz de todos os males. Afinal, qual a intenção ou o significado desta afirmação de Paulo? O apóstolo não diz que o dinheiro é um mal em si mesmo.
Ele diz que o amor ao dinheiro, o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Ou seja, Paulo alerta que amar o dinheiro é uma forma de idolatria espiritual, pois coloca a riqueza no lugar de Deus como fonte de segurança e gera males como o egoísmo, a ganância e conflitos humanos. Segundo a mesma lógica bíblica exposta por Paulo, a ganância desmedida e o materialismo deixaram de ser apenas falhas de caráter individuais para se tornarem os grandes motores dos conflitos entre nações e outros conflitos sociais da atualidade.
Quando a acumulação de riqueza e o controlo de recursos escassos se sobrepõem à dignidade humana, a guerra e a divisão tornam-se inevitáveis. Disputas armadas e invasões territoriais são frequentemente mascaradas por ideologias, mas nascem do desejo latente de controlar petróleo, minérios e terras férteis. A obsessão pelo lucro desmedido acumula capital em poucas mãos, gerando a miséria extrema que serve de combustível para revoltas e criminalidade urbana.
Mas há mais, muito mais do que isto. O suborno e o desvio de dinheiros públicos sacrificam a saúde e a segurança de populações inteiras para satisfazer a avareza de elites financeiras. Em suma, a idolatria do capital que Paulo diagnosticou no plano espiritual reflete-se hoje no cenário internacional. Esta obsessão pelo ter destrói a capacidade humana de viver em paz. É assim que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Charles Assef é um professor de ciências contábeis e autor do livro A Ilusão da Posse.
Este perito em administração e empreendedorismo descreve no seu livro a sociedade moderna como uma sociedade que confunde frequentemente o preço com o valor. Ele defende este conceito e usa várias ilustrações para o exemplificar. Eu achei interessante quando ele diz no seu livro que um relógio de luxo mede o tempo da mesma forma que um modelo simples de um outro qualquer relógio. Mas o relógio, ainda que seja valioso e de luxo, não consegue prolongar os momentos felizes com quem vivemos. Ele repete depois a mesma ideia quando diz que uma mansão pode oferecer espaço, conforto, luxo e até segurança, mas é incapaz de criar o calor humano que transforma uma casa humilde num verdadeiro lar.
Para este conceituado professor, coisas como o respeito, a reputação e a integridade são outros exemplos de bens intangíveis que se conquistam com caráter e não com transferências bancárias. Por isso, quando tentamos comprar estes valores, o que obtemos, segundo o mesmo autor, é apenas uma imitação barata e temporária. podendo concordar ou não com Charles Hasseff, é de sua autoria a seguinte premissa, a verdadeira riqueza reside na capacidade de valorizar o que é invisível aos olhos e gratuito ao bolso.
É bem verdade, estimado amigo, dormir de consciência tranquila, rir, até chorar com um amigo e sentir o abraço apertado de um filho ou de um neto, são luxos únicos que permanecem connosco para sempre. Ao fim da vida, o que levaremos connosco?
Sim, o que levaremos? Nada, absolutamente nada. Há um pequeno texto que encontramos na primeira carta de Paulo Timóteo, no capítulo 6, que poucas vezes é referido, mas contém uma das maiores verdades universais. No versículo 7, ele afirma o seguinte, porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele. Esta declaração de Paulo a Timóteo, bastante óbvia, estabelece uma das fronteiras mais realistas e inquestionáveis da existência humana, a nossa nudez existencial no começo e no final da vida.
Ela lembra-nos de que nascemos de mãos vazias e partimos exatamente da mesma forma. Se não podemos levar os bens materiais, o que realmente importa é o que deixamos no coração das pessoas e os princípios que moldaram o nosso caráter. As virtudes cultivadas na vida com o amor, a bondade, o domínio, o domínio próprio, a generosidade e outras mais são os únicos bens não parecíveis. Alguém poderá herdar os bens materiais que aqui deixarmos, mas, em geral, não seremos lembrados por isso.
Eu costumo dizer aos meus filhos e aos meus netos que, no final da vida, a nossa história não será avaliada pelo património acumulado, mas sim pela profundidade dos laços que criamos e pelas memórias que deixamos no coração dos outros. E, acima de tudo, se cumprimos em nosso viver o mais elevado de todos os princípios de vida deixado por Jesus Cristo. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu pensamento e ao teu próximo como a ti mesmo. Amarás ao teu próximo como à ti mesmo. A relação entre o caráter e estes dois mandamentos, que resumem toda a lei moral de Deus, reside no facto de que esta ordem é a fórmula estrutural para a formação de uma personalidade íntegra, virtuosa e coerente.
O caráter é o conjunto de traços morais que definem quem somos no nosso íntimo.
E estes dois mandamentos desafiam o ser humano a alinhar todas as dimensões da sua identidade com a virtude mais elevada, o amor. Uma das mais preciosas verdades encontramos nas cartas do apóstolo Pedro, e uma delas é a que lemos na sua primeira carta, logo no primeiro capítulo. Ouça o que ele nos diz. sabendo que não foi com coisas corrutíveis, como a prata e o ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes de vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado.
A Pedro está a falar da salvação em Cristo e do plano de Deus para a transformação do caráter. Ele fala de resgate ou de remissão e apresenta o preço pelo qual fomos resgatados ou comprados. Segundo este texto de Pedro, ser resgatado significa mudar de dono e de identidade. Quem foi resgatado por Cristo assume a mente de Cristo. Logo, o caráter transformado, que é fruto da ação do Espírito Santo, torna-se a evidência visível desse resgate espiritual. O sangue de Cristo resgatou o homem para uma vida nova.
Com o preço pago foi o sangue de Cristo o mais elevado preço possível. A única resposta digna do ser humano é viver, então, um caráter íntegro. A integridade passa a ser a forma de honrar esse sacrifício. Mas é preciso que entendamos que isso só é possível por uma vida de comunhão e dependência de Cristo. No modo de Deus medir, Não existe moeda de troca. O preço da nossa salvação foi pago. Não por ouro ou prata, mas pelo sangue vertido por Cristo na cruz do Calvário.
Meu estimado amigo, minha estimada amiga, O nosso tempo está a chegar ao fim. No entanto, não quero despedir-me de si sem antes lembrá-lo que tem à sua disposição, sem qualquer custo, o nosso Guia de Estudo Educação Financeira à Luz da Bíblia. Peço hoje mesmo ou quando tiver disponibilidade o seu exemplar inteiramente gratuito. Basta ligar para o número 933-939291 e teremos muito gosto em enviá-lo para si. Também eu tive muito gosto em estar consigo em mais uma edição de Palavras e Virtudes.
Não se esqueça, no modo de Deus medir, não existe moeda de troca. O preço da nossa salvação foi pago, não por ouro ou prata, mas pelo sangue vertido por Cristo na cruz do Calvário. Em nome de toda a equipa que realizou e produziu este programa, o nosso muito obrigado e até ao próximo encontro de Palavras e Virtudes.