Modéstia

Modéstia

Novo27 de Outubro de 202625 min 17 s

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E Olá, bem-vindos. É com o coração alegre que inicio o programa de hoje. Sabendo que está desse lado, há palavras que têm o poder de iluminar os nossos dias aí mais cinzentos e é exatamente por isso que lhe trazemos cada semana, aqui no canal Novo Tempo Portugal, o Palavras e Virtudes. Eu sou o Jorge Machado e convido-o a estar connosco durante um pouco mais de 20 minutos.

Começa agora o seu Palavras e Virtudes, o programa semanal que foi feito a pensar em si. E sem mais demoras, lanço a palavra que servirá de tema para o nosso programa de hoje. O ponto de partida para a nossa reflexão de hoje vem através de uma palavra muito nobre, modéstia. Esta é a virtude que nos desarma, modéstia, que nos aproxima dos outros e nos liga à essência do que realmente importa. Num tempo onde o ego e o orgulho parecem dominar as redes sociais e o cotidiano, será que a modéstia ainda é uma virtude atraente?

É sobre este desafio que vamos falar já a seguir. Entretanto, antes de prosseguirmos com o tema que lhe propus para hoje, quero dizer-lhe que temos muito gosto em oferecer-lhe este utilíssimo guia de estudo. Trata-se de um manual com 90 páginas. É isso mesmo, um manual com 90 páginas repletas de conselhos práticos que poderão tornar-se num precioso auxílio ao crescimento harmonioso e ao bem-estar da sua família. O Guia de Estudo Entre Família Entre Família foi produzido pela Rede Novo Tempo de Comunicação e é inteiramente gratuito.

Se estiver interessado, então sugiro-lhe que entre em contato conosco através do telefone 933 939291. Os temas apresentados no manual Entre Família têm como objetivo tratar de questões atuais, fornecendo ideias sobre como melhorar a convivência familiar e lidar com os desafios típicos da nossa época. Tome nota do nosso contacto para o adquirir inteiramente grátis.

O significado da modéstia

933 93 92 91 Podemos chamar-lhe recato, descrição, moderação, sobriedade, talvez frugalidade, simplicidade ou até singeleza. Mas o mais comum é chamarmos-lhe modéstia. Pois é, eu hoje trago-lhe algo sobre essa palavra simples e que traduz o significado de uma das mais atraentes virtudes humanas. A palavra modéstia vem do latim, modestus, e deriva do termo modus, que significa medida ou moderação, e que é o viver na justa medida.

refere-se ao que vive ou atua com simplicidade, ou seja, de maneira moderada, sem incurrer em excessos. Daí que a modéstia seja associada à humildade, ao recato, que são formas de moderação no que concerne aos desejos, às condutas e às aspirações. A modéstia nega o excesso de vaidade, a que chamamos de esnobismo ou jactância, e que é percebida quando há tendência para a sobressaria ou o excesso de valor dado a si mesmo. Estimados amigos, vivemos numa era de extremos.

Somos constantemente bombardeados por mensagens que nos dizem que o nosso valor está vinculado ao que acumulamos ou ao que exibimos ou ainda ao impacto visual que causamos ao nosso redor. O convite do mundo é sempre para o excesso. Mais consumo, mais pressa, mais visibilidade. É precisamente neste cenário frenético que a virtude da modéstia se ergue, não como uma corrente que nos prende, mas como uma chave que nos liberta. Como vimos na sua origem latina, a palavra modéstia tem a ver com o modus, a medida certa.

Quando aplicamos este princípio ao nosso estilo de vida, começamos a perceber que a verdadeira elegância e a paz de espírito moram na simplicidade. Pois é, viver com modéstia é ter a coragem de dizer, eu tenho o suficiente para ser feliz. quando na realidade o temos, é desbastar o supérfluo para deixar emergir o que realmente importa, a nossa saúde mental, os nossos relacionamentos, o tempo de qualidade com a família e, acima de tudo, a nossa ligação com Deus.

A sabedoria bíblica

viver na justa medida. Essa busca pelo equilíbrio e pela simplicidade não é um conceito moderno, é uma sabedoria milenar registada nas páginas das Sagradas Escrituras. No livro de Provérbios, no capítulo 30, temos as palavras de um sábio chamado Agur. Não sabemos muito a respeito desse sábio, O que sabemos é que foi um sábio e escritor bíblico antigo, claramente identificado no primeiro versículo de Provérbios, capítulo 30, como o filho de Jacques, o Masaita. É interessante que o seu nome, Agur, significa colecionador.

Quando lemos o capítulo 30 de Provérbios, facilmente percebemos que esse tal Agur era um colecionador de sabedoria. Aqui, em Provérbios capítulo 30, versículos 8 e 9, encontramos uma oração extraordinária que resume perfeitamente a etimologia de modéstia. Agur orava a Deus dizendo Mantém-me longe ou mantém longe de mim a falsidade. Não me deixe nem pobreza nem riqueza. Dá-me apenas o alimento necessário.

Se não, tendo demais, eu te negaria e te deixaria e diria quem é o Senhor. Porém, se eu ficasse pobre, poderia vir a roubar, desonrando assim o nome do meu Deus. Reparem no perigo dos extremos que o texto bíblico de Provérbios 30 nos alerta. O sábio dizia, não me deixes nem pobreza nem riqueza. As palavras do sábio Agur revelam a rejeição dos extremos. A modéstia opõe-se ao excesso. Ela não pede o luxo nem quer a miséria. Ele busca o meio termo.

Pedir apenas o alimento necessário. E isso reflete uma postura modesta de satisfação com o essencial para viver, sem ganância ou sem a preocupação de ostentação. O princípio de modéstia está na essência da conduta, na escolha deliberada pela simplicidade e na recusa em viver para dar-nos vistas. Não significa desleixo ou desinteresse pela aparência, mas sim uma elegância natural que se manifesta de forma discreta, priorizando a autenticidade e o respeito próprio em detrimento da aprovação alheia.

A verdadeira modéstia não esconde o valor de uma pessoa. Ela revela a dignidade de quem sabe que pertence a Deus. Quando o valor de uma pessoa está afirmado no facto de pertencer a Deus, ela liberta-se da necessidade de competir ou de chocar a sociedade para ser notada. O seu brilho vem da sua paz interior e do seu caráter. A modéstia, segundo a palavra de Deus, revela-se no amor, no respeito próprio e no bom senso. Trata o corpo e a mente como criações divinas que devem expressar ordem, beleza, respeito e retidão.

Em suma, a verdadeira modéstia diz ao mundo, eu sei quem eu sou. Sei quanto valho e sei a quem pertenço. Por isso, recuso-me a reduzir-me a um mero objeto de consumo visual ou social. É por essa razão que modéstia é o viver na justa medida. Ninguém é perfeito. Todos sabemos disso. E é por essa razão ninguém... é tão belo, tão nobre ou tão sábio ao ponto de com justeza considerar-se acima dos outros. Talvez foi a refletir sobre isso que o apóstolo Paulo, na sua carta à Igreja de Roma, escreveu sobre o modo de viver na justa medida.

Na sua epístola aos Romanos, no capítulo 12 e no versículo 3, lemos o seguinte, digo-vos que ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter. Mas, pelo contrário, pense de si com modéstia. Pensar de si com modéstia não significa diminuir o seu valor ou anular os seus talentos. Significa, sim, compreender que os nossos dons não nos tornam melhores do que ninguém. A modéstia é o ingrediente que equilibra a nossa alma. Ela desarma os conflitos, humaniza as nossas relações e traz paz ao coração.

É isso mesmo. Seja na forma de proceder, no vestir ou no falar, quem vive com modéstia não precisa deprovar nada a ninguém. Apenas desfruta da beleza de ser autêntico. A modéstia é, por sua vez, aquele ingrediente que é capaz de nos tornar um pouco mais belos, mais nobres e mais sábios, mas, sobretudo, de nos tornar, aos olhos dos outros, melhores pessoas. Viver com modéstia é de facto saber viver, é experimentar aquilo que a vida nos oferece de melhor, o equilíbrio da vontade nas nossas escolhas, nos nossos relacionamentos.

Na segunda parte do programa, iremos refletir sobre aquele que foi o modelo ideal para todas as áreas da nossa vida, incluindo esta importante virtude que todos devemos cultivar, a modéstia. Até já! TV Novo Tempo, o canal da criação, o canal da esperança. É um prazer continuar aqui convosco no Palavras e Virtudes. Aproveito este reinício para, uma vez mais, apresentar-lhe este guia de estudo Entre Família. Há neste manual uma novidade dinâmica, muito moderna e interativa para o aprendizado no lar.

A inclusão de um QR Code, no início de cada capítulo, que facilitará imenso acesso a conteúdos audiovisuais complementares, permitindo que as famílias aprofundem as reflexões de forma prática e apelativa através dos vídeos. Com 15 temas abordados e sendo totalmente gratuito, este manual é um recurso valioso para o fortalecimento dos laços e valores familiares. Para quem nos está a acompanhar e deseja receber o seu exemplar em poucos dias, sem qualquer custo, relembramos o nosso contacto telefónico. 933 93 92 91.

Quando pensamos em modéstia, não podemos deixar de referir a pessoa de Jesus Cristo. Afinal, para nós cristãos, Jesus apresenta-se como um modelo de vida plena.

Jesus o supremo exemplo

Ele é o exemplo a ser seguido sem qualquer equívoco e sem o receio de sermos guiados por excessos. Por essa razão, iremos concluir este segundo bloco do Palavras e Virtudes a falar de modéstia, referindo-nos ao maior exemplo, Jesus Cristo. Há quem possa questionar. Jesus Cristo foi de facto modesto. Afinal, não era ele o homem que atraía multidões de todos os quadrantes da sociedade? Os seus ensinos não superavam a sabedoria de qualquer outro mestre? Não era invejado e até odiado por causa da forma como era visto e admirado por aqueles que o seguiam por toda a parte?

É verdade, a todas essas interrogações respondemos sem hesitar com um sim. Mas tudo isso que se via em Jesus era fruto do seu equilíbrio, da sua verdade e da sua modéstia. Jesus nunca usou o seu conhecimento ou a sua oratória para humilhar os outros ou para exaltação própria. Sobre os milagres que operava, os ensinos que proferia e todas as outras ações que realizava, ele afirmou, na verdade, na verdade vos digo, que o filho por si mesmo não pode fazer alguma coisa se não vir fazer o Pai.

porque tudo quanto ele faz, o filho faz igualmente. Assumindo a condição indigna humana, Jesus fez-se igual aos homens e adotou para si o viver simples, tornando-se exemplo de equidade, despojado de qualquer indício de vaidade ou ostentação. Algumas das características morais de Jesus descritas na Bíblia Sagrada, não se acham visíveis em nenhum outro ser humano. O seu modo de viver estava fundamentado no amor com que servia àqueles que, no seu dizer, andavam desgarrados e errantes como ovelhas que não têm pastor.

No relacionamento com os seus discípulos, o seu trato era cuidadoso e amável, ensinando-os, pelo exemplo, o viver honesto e sóbrio, negando todo tipo de ostentação. Sim, Cristo negou-se a aceitar títulos e referências de proeminência, embora que, em verdade, o pudesse fazer porque Ele é o Senhor e o Rei. Quando um príncipe judeu o chamou de bom mestre, ele respondeu, Bom, há um só, o Pai que está nos céus. Uma das mais conceituadas escritoras cristãs, Helen White, no seu livro Conselhos aos Pais e Professoras, ou Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, quando descreve a missão de Cristo ao vir ao mundo, ela faz a seguinte afirmação.

Não foi para envergar as suntuosas vestes do sumo sacerdote, nem possuir as riquezas terrenas que ele veio ao mundo, mas para ministrar aos sofredores e aos necessitados. Sua vida constitui uma repreensão a todo interesse egoísta. Enquanto andava fazendo o bem, revelou o caráter da lei de Deus e a natureza do seu abnegado serviço. Sim, Jesus Cristo. Jesus Cristo foi o maior exemplo de modéstia que o mundo conheceu. Ele não nasceu num palácio, não andou rodeado de ostentação.

O seu estilo de vida era despojado de qualquer jactância e focava o seu trabalho nas pessoas e na sua missão. Após realizar milagres, milagres impressionantes como a multiplicação dos pães e dos peixes alimentando milhares de pessoas e outros milagres impressionantes, a Bíblia relata que ele frequentemente retirava-se sozinho para o monte ou ordenava às pessoas que não espalhassem o ocorrido. na chamada entrada triunfante ou triunfal na cidade de Jerusalém, onde viria a ser julgado e condenado a morrer crucificado, ele não entrou montado num cavalo de guerra, como os reis daquele tempo, mas sim num jumento emprestado, um símbolo claro de paz e modéstia.

No seu sermão, conhecido como o Sermão da Montanha, Ele ensinou que a vida é mais do que o mantimento e que o corpo é mais do que vestuário. Depois convida-nos a olhar para os lírios do campo e para as aves do céu, que não semeiam nem cegam, nem a juntam em celeiros, para que percebamos que a providência divina manifesta-se naquilo que é apenas essencial. Sim, em tudo, em tudo Jesus Cristo é o supremo exemplo. Acima ou abaixo dele, não há modelo para nós. Por essa razão, devemos e podemos imitá-lo. Nos episódios da vida, nas pequenas e nas grandes coisas, é para ele que nos devemos voltar.

E é à medida que o vamos conhecendo, vamos também crescendo em virtude. Conhecer Jesus é mais do que saber sobre Ele. É ser Seu amigo, andar com Ele, é crer Nele, é seguir os Seus ensinos, é aceitar a Sua verdade. Não há maior gozo ou mais abundante graça do que aquela que Deus nos concedeu de podermos conhecer Jesus. Conhecer Jesus... Sabem como eu vejo Jesus? Eu vejo Jesus como alguém que caminhava pelas ruas de cidade em cidade, de aldeia em aldeia, espalhando uma serenidade profunda por onde passava.

Vejo-o como alguém desprovido de preconceitos, que nunca agiu para se destacar ou procurar os holofotes do mundo. Ah, a sua verdadeira alegria estava em alegrar-se com os corações alheios, em aliviar o peso dos ombros cansados, em tornar mais leve o fardo de quem já não conseguia andar. Ele comovia-se verdadeiramente com a dor do enfermo e com o desespero de quem se sentia perdido. Fez da modéstia o seu perfume mais marcante e, sem precisar de erguer a voz, atraía a todos com a força e um olhar profundamente carregado de simpatia e amor.

Sim, Jesus continua hoje a atrair multidões em todo o mundo. A cada dia crescem ou cresce o número daqueles que conheceram e que agora o seguem. Sim, há algo de especial em Cristo, algo que não podemos verdadeiramente produzir por palavras humanas, mas que apenas percebemos à luz dos Evangelhos. Não existe maior repto lançado à humanidade do que este, conhecer Jesus.

Encerramento

Aprendamos com Jesus, que é manso e humilde coração, pois a promessa é, encontrareis descanso para a vossa alma. O nosso tempo está a chegar ao fim. Hoje falei-lhe da modéstia, como o viver na justa medida. Antes de nos despedirmos, permitam-me ainda falar-lhe brevemente sobre este excelente guia de estudo, o Guia de Estudo Entre Família. Este guia de estudo foi elaborado pensando em todas as famílias que buscam, através dos ensinos bíblicos, um roteiro para o equilíbrio do viver em família.

Se estiver interessado, e eu espero que sim, pode obtê-lo gratuitamente e então sugiro-lhe que entre em contacto conosco através do telefone 933 939291. Não hesite, faça hoje mesmo o seu pedido e irá receber no seu endereço este Guia de Estudo Entre Família. Adotar a modéstia como um modo de vida simples transforma a nossa rotina. Libertamos-nos da escravidão das comparações. Deixamos de comprar o que não precisamos com o dinheiro que não temos para impressionar pessoas que nem sequer conhecemos.

Passamos a valorizar o conteúdo em vez do envólucro. Que hoje, a olharmos para Jesus Cristo, grande exemplo, o único modelo perfeito, possamos fazer uma avaliação à nossa vida. Onde é que estamos a cometer excessos? Em que áreas precisamos de resgatar o modus a justa medida? Lembre-se, quem precisa de pouco para ser feliz, possui uma riqueza que dinheiro nenhum consegue comprar. Pois é, foi com muito prazer que hoje fizemos o Palavras e Virtudes. Obrigado por estar connosco. Prometemos regressar na próxima semana aqui mesmo no canal Novo Tempo Portugal.

Em nome de toda a equipa que produziu e realizou este programa, o nosso muito obrigado. Até ao nosso próximo encontro.

A nossa oferta

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Entre Família

Série
Palavras e Virtudes · 23 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 23
Estreou
27 de Outubro de 2026
Categoria
Outros