Olá, viva, seja muito bem-vindo a mais um episódio do Bíblia Aberta. Estivemos por cá na semana passada. Abrimos uma nova temporada sobre os dons, especificamente sobre o dom de profecia. Ao longo destas várias semanas iremos falar sobre este dom que é tão importante e tão fundamental. Aliás, hoje vamos já iniciar um pouquinho sobre esta temática que é... Vamos falar-se um bocadinho sobre o chamado de profetas, de um profeta, mas dizer-lhe que tivemos muita saudade sua e por isso é que voltámos, porque acreditamos que a nossa companhia também lhe faz, enfim, muito, dá-lhe um privilégio grande porque abrimos aqui a Bíblia e podemos ver o que a Bíblia tem para nos dizer. Estamos no canal 186 da Mel, somos a TV Novo Tempo Portugal e este programa, o programa Bíblia Aberta, é um programa que passa tanto na emissão regular da TV Novo Tempo como também nas emissões regulares da Rádio RCS.
para a Grande Lisboa, nos 91.2 FM, ou então, se não tem nenhum destes meios de comunicação, poderá ligar-se pelo YouTube no canal Novo Tempo Portugal, é exatamente o mesmo nome, mas pelo YouTube encontrará este programa, todos os episódios que já registámos, E, obviamente, também todos os outros que fazem parte da grelha de programação quer da Rádio Novo Tempo Portugal, quer, ou melhor, da TV Novo Tempo Portugal, quer da Rádia RCS, que também tem o nome Novo Tempo Portugal. Este segundo episódio desta temporada irá tratar exatamente do chamado sobre os profetas, sobre a forma como Deus chamava aqueles e aquelas por quem Ele, por meio da escrita, por meio do registro, ficou tudo aquilo que Deus entendeu que era importante e fundamental para nós.
Para esta conversa continuo a ter a equipa da semana passada. Sejam todos muito bem-vindos. Ruben e Ana. Muito obrigada. Já disse na semana passada que vocês são um casal. São bonitos vocês. E são também, digamos, teólogos. Trabalham exclusivamente na Igreja Adventista na área da Teologia. E a Raquel, que embora não tenha o curso de Teologia, já o disse também, é uma estudante da Bíblia e alguém que gosta muito de ler e aprofundar os seus conhecimentos. Muito obrigado por estarem comigo. Nós iremos ter aqui uma conversa que eu acredito que seja muito importante para
nós e também para quem está connosco. Vamos começar pelo princípio. Vamos começar por Abraão, digamos assim, que foi, sem dúvida, um defensor do concerto que Deus estabeleceu com a humanidade. Eu gostava de ir convosco a Génesis, capítulo 15, para lermos o versículo 6. E aqui fala-nos sobre Abraão, dizendo que creu Abraão a Deus e isso lhe foi imputado como justiça. Ou seja, Abraão foi escolhido por Deus, não pela sua perfeição, mas pela fé que ele tinha no seu Deus. Raquel, o que é que isto nos diz, digamos, ou pode dizer alguém sobre o que é que Deus realmente procura e, no fundo, quem Deus chama para o seu serviço?
Bom, eu para contextualizar aqui um bocadinho, uma vez que eu gosto muito de história, podemos tentar estabelecer aqui como é que era o contexto na altura de Abrão. Onde é que ele estava? Como é que era a sociedade à sua volta? Nós sabemos que entre Noé e Abrão aconteceu ali um acontecimento muito disruptivo para a humanidade, não é? Houve a construção da Torre de Babel, numa tentativa de do ser humano tentar chegar ao céu e autoproteger-se pelos seus próprios meios. Tinha acontecido um grande dilúvio antes e, portanto, esta foi a ideia brilhante que eles tiveram. O que aconteceu é que Deus achou que aquela ideia não era de todo ideal, confundiu as línguas e o que depois se passou foi que as pessoas se foram espalhando.
Espalharam-se conforme as línguas que falavam e o mundo nesta altura, portanto, era um mundo dividido. já não estava toda a gente junta. Abrão, concretamente, vivia na cidade de Uru, que não era uma aldeiazinha, era uma cidade, uma metrópole muito grande, que tinha templos, comércio, muito ativa, tinha também um porto que estava ligado a um rio, e, portanto, ele vivia uma vida muito confortável. uma vida estável financeiramente, provavelmente. E quando Deus faz este chamamento a Abrão, aqui dá-se no fundo o início a uma nova etapa na história da redenção. Deus está aqui a suscitar este tal pequeno povo, este remanescente, este povo fiel que foi sempre existindo ao longo das épocas.
E a resposta de Abrão é extraordinária. Nós sabemos que Ele demonstrou uma fé extraordinária na sua vida, mas também teve momentos de fraquezas, momentos de grandes erros, que depois tiveram consequências devastadoras, como nós sabemos, decisões erradas. Mas isto mostra-nos o quê? Que Deus não baseou este chamado a Abraão, ou o seu relacionamento com Abraão, na ausência de falhas. Portanto, aquilo que ele procurou foi alguém que confiasse nele. E foi isso que Abraão fez. Deus diz, sai da tua terra, deixa a tua parentela e vai para um sítio que eu te vou mostrar. Deus nem lhe diz para onde é que ele vai. Portanto, Abraão diz que sim, vai, obedece e vai então exatamente pela fé. A fé é o mais importante aqui nesta equação.
E Raquel, deixa-me só colocar este pormenor. Quando nós somos jovens temos um bocadinho aquela ideia da aventura, mas Abraão nesta altura já não era um jovem propriamente. Não, não, exatamente. Portanto, é como eu digo, ele tinha uma vida, toda uma vida estabelecida, certamente projetos e expectativas, e aqui do nada ele decidiu deixar tudo o que tinha com a idade que tinha e fazer o que Deus lhe pede, obedecer. E também aqui nos ensina que temos que ser humildes, humildes para podermos depender da graça de Deus. Ele aqui não impõe condições, Ele é extremamente humilde e com aquilo que ele tem ele parte.
E confia totalmente em Deus. Quando nós sentimos as nossas limitações, quando Deus nos chama e nós nos ponhemos a pensar, não sou capaz, eu não sei fazer isto, eu não sei falar, e nós temos estes exemplos em outras histórias, Moisés disse, eu não sei falar, eu não sou capaz, o próprio Isaías, quando é chamado sente-se insuficiente para a missão que Deus lhe está a conceder, mas Abrão aqui demonstra uma total confiança em Deus e não depender apenas das suas fraquezas, mas sim depender da força de Deus. completamente. E nós vemos que na Bíblia Deus vai chamar todo o tipo de pessoas. Ele não chama só pessoas altamente capacitadas ou pessoas muito ricas ou pessoas com muitos talentos, não.
Ele chamou pescadores, ele chamou cobradores de impostos, até profetas que não queriam muito ser profetas, lembro-me logo de Jonas, não é? Ou seja, muito pessoas com histórias imperfeitas, como cada um de nós. E, portanto, nós não devemos ser nós a pôr em traves ao poder de Deus. E como é que Deus vai usar-me como seu instrumento, usar-me ao seu serviço? Portanto, o elemento comum não é eu ser perfeito ou sermos perfeitos para que Deus nos use, é exatamente estarmos disponíveis para confiar nele. E é isso que a história de Abrão nos mostra. E vemos, mais uma vez, que Deus olha para o coração de cada um de nós e ele encontra sempre coisas muito interessantes que nós até nem valorizamos ou não queremos valorizar.
E aqui foste muito clara dizendo que Abraão, no fundo, estava em completa sintonia com Deus e nem tão pouco uso perguntar, mas que cidade é essa? ou que local é esse? Vai demorar muito tempo? O que é que eu tenho que fazer? O que é que eu tenho que levar? Isto vai, no fundo, ilustrar o que é a justificação pela fé. Isso. Não é nada daquilo que ele faz, porque ele depois vai fazer imensas ajeneiras, não é? Não é nada daquilo que ele faz, mas sim a forma como ele confia plenamente em Deus. durante toda a sua vida. Ele sempre busca a Deus e ele faz aquilo que Deus lhe pede. Portanto, não é nada daquilo que nós fazemos que nos torna aptos a servirmos a Deus. É no processo da nossa vida, neste processo de confiança entre nós e Deus, que Deus nos vai transformar.
Que Deus nos vai formar à sua imagem e semelhança. Este processo de transformação acontece depois. Eu não tenho que fazer nada para que Deus me possa utilizar. Mas é assim que Deus me utiliza, porque eu estou disponível, que foi o que Abrão fez, então essa transformação vai acontecer. E no caso de Abrão até encontramos duas vezes essa total disponibilidade e total confiança em Deus, porque depois, a segunda vez que ele é chamado, foi um momento ainda mais difícil de viver, não é? Foi um momento incrível na vida da Brão. Mas nós temos que sair dos tempos da Brão, porque não podemos ficar aqui. Tínhamos muito mais para dizer sobre a Brão.
Vamos avançar até ao período de Elias e vermos também como é que este profeta, no fundo, foi chamado e qual foi a mensagem que o profeta Elias teve como responsabilidade de pregar. Eu gostava que pudéssemos abrir agora em 1ª de Reis, capítulo 18. E no versículo 21 nós vamos encontrar aqui já uma passagem que é o próprio Elias a colocar diante do povo. Capítulo 18, versículo 21, diz... Ou seja, Elias vai enfrentar ou vai confrontar Israel perante uma situação extremamente difícil que o povo está a viver.
E vai colocar aqui, quase como que uma escolha impossível, se quisermos, que era impossível adiar mais. E Elias leva mesmo esta recomendação de Deus. Já não é possível adiarmos mais tempo. Rubén, que formas de idolatria modernas podem, de alguma maneira, levar-nos hoje, cada um de nós, a viver uma vida dividida entre Deus e, ao mesmo tempo, outras lealdades que possamos considerar que... importantes para a nossa existência? Sim, nós estamos aqui a falar de profetas, daquilo que é o chamado de um profeta e daquilo que é a missão, seja ele quem for, já falamos de Abraão, agora estaríamos a falar sobre Elias, e um profeta é nada mais nada menos do que um porta-voz de Deus que tem uma mensagem específica que todas as mensagens de Deus não são condenatórias, são de salvação e pelo menos de informar a respeito de uma escapatória.
Mas, infelizmente, o ser humano, e isto via-se na urna dos caldeus, aquilo que diferenciou Abraão de outras pessoas foi precisamente a crença num só Deus. É isso que permite que Deus possa trabalhar depois com a própria pessoa de Abraão. Neste caso, Elias tem o mesmo perfil. Alguém que crê, alguém que isso lhe é importado, que vive dentro daquilo que é justo e correto, E tem uma missão específica. E nós temos aqui dois grupos. Temos o ser humano, que virou as costas a Deus. que tenta colmatar este relacionamento e este vazio espiritual com algo que se opõe a Deus, que vira idolatria.
E é aqui que Elias, chamado por Deus... Elias é o meu profeta favorito. Eu o vejo quase como um herói. Há uns anos ele dizia que era o super-herói. Sendo um super-herói. E Elias, e nós conhecemos o contexto em que se insere este versículo, foi uma situação muito difícil, em que ele estava quase sozinho, porque havia mais pessoas que seguiam também a Deus, é verdade, que não se tinham ajoelhado ainda a Baal, mas a maioria estava de costas voltadas para Deus. E a mensagem de Elias é basicamente até quando vocês vão estar a alternar o vosso pensamento entre o Deus único que existe e os deuses que não existem e que vocês estão a viver na mentira.
E é interessante porque ele usa a expressão, pelo menos os tradutores traduziram na sua maioria como até quando coxiereis entre dois pensamentos. e nós, se tivermos a imagem de alguém que é coxo, é alguém que está inclinado, hesitante, vacilante entre duas formas de pensar. Aqui, neste caso, seria duas formas de pensar e ele é aparentório e diz, se o Senhor que nós conhecemos é realmente a Deus, então seguiu, mas de forma exclusiva. Mas se Baal é Deus, Então que sejam coerentes e que sigam somente a Baal. Porque estava aqui em causa é que havia um sincretismo religioso nesta altura, em que o povo israelita, aqui já, via um Deus como real.
mas também não colocavam de parte a possibilidade de haver outras divindades, outros panteões de deuses, e então andavam aqui a vacilar entre duas possibilidades. É interessante também que nesta fase da história, e da história também dos povos à volta do povo de Israel, eles tinham outras filosofias, outras ideias que também acreditavam num deus, que era o deus de Israel, mas também acreditavam em deuses menores. Isto chama-se enotaísmo. Deus era o deus principal, mas havia a possibilidade de outros deuses, inclusive Ebaal.
E isto, infelizmente, acontece com o ser humano. Porque Deus não é ciumento da forma como nós pensamos. Deus é Deus e sabe a realidade dos factos e só existe Ele. E então Ele não quer que nós sejamos enganados ao projetarmos a nossa necessidade espiritual e da adoração para algo que não existe. Sabendo que existe também um inimigo de Deus que aproveita esta nossa necessidade para tentar ser adorado de uma forma indireta. E então Deus é honesto e diz, só existo eu. É normal que vocês me adorem porque não há outra solução. Eu sou o vosso Criador. É uma resposta natural de quem é criado.
E é interessante a questão que tu disseste esta palavra de coerência. Porque o que faltou no tempo de Elias, desde o início, o que falta é coerência. E hoje em dia é exatamente o mesmo ponto. Falta coerência nas nossas atitudes, nas nossas ações, nas nossas filosofias de vida, nas nossas crenças. Nós muitas vezes empanturramos, passando a expressão de Deus em determinados momentos, mas quando já me apetece outra coisa já viramos o disco e... E há uma falta de sintonia, usando uma palavra que ainda há pouco falávamos, há uma falta de sintonia entre decisões pessoais.
E conveniências, desculpa. Quando Jesus aparece a João na ilha de Patmos e João diz que ele é a testemunha fiel, mas é o próprio Deus mais uma vez. Quando ele fala das mensagens às igrejas, Na última igreja é isto que Jesus diz. que mais valia sermos frios ou sermos totalmente quentes, mas mornos, vocês estão a perder o vosso tempo. E a arte e manha de Satanás desde sempre, não é? É isso que estavas a dizer. Tenho aqui Deus, mas tenho aqui outros deuses menores. É a mistura da verdade com o erro. E nós hoje continuamos a ser vítimas exatamente disto. Temos aqui Deus, mas de vez em quando resvalamos ali mais para o lado para o que nos interessa, para o que nos é confortável.
E por muito que isso nos choque, isso é idolatria. Porque estamos a colocar diante de Deus alguma coisa que nós estamos a adorar e que é o que eu posso colocar. O mandamento não traz outros deuses adiante de mim. Diz, não traz outros deuses diante de Deus. O que quer dizer que nós não podemos projetar a nossa necessidade de adoração para algo que não é Deus. E isto, nos nossos dias, há muitas coisas que podem tomar o lugar de Deus. E, desculpa, ainda falando do mandamento, Deus faz essa distinção. Ele podia ter feito só o mandamento a dizer, não farás imagens de escultura, não farás para ti imagens de escultura.
Mas não, ele depois vai fazer essa distinção, porque não só são as imagens de escultura que são ídolos. E por isso vem depois o mandamento seguinte, dizendo, não trazes outros deuses diante de mim. Porque deuses é tudo aquilo que nós priorizamos em relação do próprio edifício. E às vezes nós focamos naquilo que é muito técnico do ponto de vista religioso e pensamos Isto não é uma imagem e, portanto, eu estou a cumprir os mandamentos de Deus. Os mandamentos de Deus, eles, basicamente, protegem e tentam assegurar aquilo que é relacional e aquilo que é o nosso próprio amor a Deus. Se nós acabamos por amar outra coisa que não Deus, nas nossas vidas, Estamos, basicamente, a ir contra aquilo que é a nossa resposta natural, que é de olharmos para Deus como aquilo que merece a nossa adoração.
E em cada fase da história, o ser humano cai nesta esparrela, se assim podemos usar a expressão, de transferir esta necessidade para coisas. e no mundo moderno acontece. Pode ser o nosso desejo de sucesso, de focarmos tanto nas nossas carreiras laborais, que acabamos por deixar de lado este relacionamento e ainda a semana passada nós falamos sobre a necessidade relacional que Deus tem com as suas criaturas e que também passou para as suas criaturas esta necessidade. Pode ser o nosso desejo de exposição e vivemos numa era em que todos estamos conectados, ao mesmo tempo estamos separados, mas através das redes sociais e queremos ir em busca de likes, ir em busca de pessoas que admiramos que estão nas redes sociais, podem ser ídolos.
Pode ser também a questão de nós almejarmos bens materiais, o desejo de riqueza, e eu não estou a falar de nós termos dinheiro, mas sim quando passamos para o dinheiro aquele sentido de servi-lo e de olhar para o dinheiro como uma espécie de um Deus. E o próprio Jesus fala disso, um pouco como Elias, que vocês não podem servir a Deus e às riquezas ao mesmo tempo. E, portanto, nós podemos transferir, mesmo no nosso mundo moderno, muitas coisas que podem colocar o lugar de Deus em risco, porque ou é o orgulho, ou somos nós mesmos, ou fazemos de nós mesmos o nosso próprio Deus.
E, aliás, isso é a gênese de todo pecado. Isso aconteceu com Lúcifer. em que ele queria ser igual a Deus, ele queria subir ao trono de Deus, acima das estrelas, e há ali o pronome pessoal eu, eu, eu. Quando Deus deixa de ser Deus e passamos a ser nós, podemos inclusive estar a idolatrar a nossa própria pessoa. E Deus é o único Deus que existe e é o único digno de adoração. Aliás, em Apocalipse, simbolicamente, nós vemos os seres celestiais a exaltar o ser de Deus porque ele é o único que é digno dessa mesma adoração. Eu quase que não preciso falar. Esta foi uma ótima conversa, isso é muito bom.
Começámos por Abrão, tivemos que dar um salto até Elias e agora eu gostava que nós pudéssemos ir ver como é que Deus chama um outro profeta. Também muito importante, os dias de Isaías. Aliás, este profeta escolhido por Deus tem um livro que é recheado de advertências. Existem excelentes conselhos no livro de Isaías, revelações únicas. Aliás, podemos mesmo até dizer, e muitos dos estudos que existem mostram que o profeta de Isaías até é considerado o profeta do Evangelho do Velho Testamento. Eu gostava muito rapidamente que nós pudéssemos ler Isaías 53, versículo 6. Porque nesta passagem nós vamos encontrar aqui um pouco esta ideia do Evangelho.
Isaías 53, 6 diz, todos nós andámos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós. Esta passagem mostra que Isaías descreve este Salvador que não se preocupa com o que vai sofrer, mas que vem sofrer no lugar de todos os outros. Isso ficou escrito muitos séculos antes da cruz que Jesus teve que suportar. Ana, como é que este capítulo pode dizer a cada um de nós, pode dizer a qualquer outra pessoa, sobre o que é a natureza do amor de Deus? Isaías, não tirando o mérito dos outros homens e mulheres chamados por Deus, mas Isaías vem num tempo que era necessário acordar o povo para aquilo que realmente importava.
E não só para o povo de Israel, mas obviamente nós hoje estamos aqui e necessitamos de entender Isaías e as mensagens de Isaías e como dissemos há pouco, disseste Jorge, o profeta do Evangelho. Isaías vai trazer esta imagem e este foco que o povo estava a perder, naquilo que realmente importava no plano da salvação, se assim podemos dizer de forma clara, apontado no livro de Isaías. Como disseste, séculos antes de Jesus nascer, séculos antes da cruz, nós temos Isaías a descrever neste capítulo 53 o servo sofredor, como dizemos em teologia. E é interessante, e aqui faço um pequeno parênteses, que Ao longo dos séculos, Israel e os judeus, em particular, vão olhar para este capítulo de 53 e vão trazer novas imagens e novas tentativas simbólicas de interpretação deste mesmo capítulo.
E pensavam que eram eles mesmos. E era exatamente isso que eu ia dizer. Israel, ou os judeus e até mesmo os judeus mais ortodoxos, olham para o capítulo de 53, e dizem que este texto é sobre nós. Que sofremos. Que sofremos. Ainda para mais as diásporas e no último século aquilo que aconteceu também com o Holocausto. Então toda a teologia judaica do Holocausto centra-se muito no capítulo 53 de Isaías. Só que este capítulo, apesar do sofrimento do povo de Israel, que obviamente é de lamentar e entristece a raça humana, Mas este capítulo vai muito mais além do que um povo, este capítulo vai muito mais além da experiência individual do ser humano, este capítulo aponta única e exclusivamente para Jesus.
Então nós podemos ver que ao longo do capítulo Isaías vai dizer nós merecíamos, mas ele leva. As nossas culpas ele carrega. Os nossos pecados estão com ele. Isto é uma imagem de transição, de transferência da nossa culpa, do que nós merecemos, da nossa indignidade colocada naquele que não merecia, naquele que não precisava. Eu vou dizer algo para muita gente que se calhar nos vai ouvir ou até aqui vão ficar chocados, mas é uma realidade. Deus não precisa de nós para rigorosamente nada.
Nada. Deus ama-nos tanto que não quer ficar sem nós. Mas a realidade é que Deus não precisa de ser adorado por nós, por pecadores que falhamos. Ele já sabe quem é Deus. Deus. Então, aqui nós vemos a realidade do amor. É que a realidade do amor de Deus é que nós esperamos que o culpado pague. A nossa natureza é, cometeste um crime, consequências. É a lei da causa e feito. Mas em Isaías 53 nós temos exatamente o oposto. que é, vocês são culpados, as vossas iniquidades, mas eu estou a assumir o erro. Este servo, que não merecia, pela descrição de Isaías, é alguém que não merecia.
Versículo 7, ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca, como cordeiro foi levado para o matador e como ovelha muda perante os seus tusqueadores, ele não abriu boca, ele não merecia, mas Deixa-me só dizer-te, talvez nós pudéssemos dizer, é tão diferente do que é um julgamento, por exemplo, num tribunal, não é? Sem dúvida. Porque quem entra lá como réu dificilmente sai como inocente, não é? Sem dúvida. Mas neste caso nós entramos como réus e Deus diz, entraste porque eu quero te libertar. Exatamente. Isso é algo extraordinário da parte de Deus. E é algo que a nós tem que fazer algo, porque eu reconhecer as minhas falhas, eu reconhecer as minhas limitações, as minhas fraquezas, o meu pecado, e perceber que não mereço, que sou indigna, mas olhar para Jesus e perceber que apesar dele não precisar em termos práticos de mim para nada, mas ele ama-me tanto, ao ponto de dar a vida dele, ao ponto dele pagar o custo da minha vida, isso é algo que nos tem que fazer suspirar de alívio, acima de tudo, mas de gratidão.
Porque nós, quando olhamos para Deus, vemos que Ele não deixou de ser Criador, Ele ainda hoje é Criador e será sempre Criador. Ele podia ter feito uma coisa muito simples, que era apagar este mau registro deste planeta e reconstruir tudo do certo. Recriar tudo de novo. Resete. Mas Deus não funciona assim. Mas aqui vê-se que Deus ama-nos individualmente. Não é uma questão de Ele ama a humanidade. Ele ama o ser humano como ele é com a sua individualidade. É interessante que tu falaste de que, havendo culpa, existiria um tribunal. Aos nossos olhos nós funcionamos desta forma e Deus aproveita também as nossas realidades e conhecimento para adaptar também o ensinamento.
E é interessante que, havendo um tribunal que julga as nossas iniquidades, Jesus, quando veio cá à Terra, e Jesus é Deus, segundo o próprio, ele depois, a Bíblia demonstra-nos no Novo Testamento que o próprio Jesus é juiz, que o próprio Jesus é advogado, e o próprio Jesus fez-se de culpado, não é? Mas assume a nossa culpa. O que quer dizer que a postura de Deus face à humanidade é uma postura positiva, e isto é a graça de Deus. Isto é incrível. E só para terminar esta minha intervenção, é curioso de que nós não precisamos de conquistar o amor de Deus. E voltando aqui ao que a Raquel estava a dizer há pouco, Deus não está à espera de que eu mereça o amor dEle.
Porque, sejamos sinceros, nós nunca vamos merecer o amor. Nunca. Porque a nossa natureza é contrária a esse amor. Mas aí está Deus. em que, mesmo não merecendo, este texto diz aí, a 53, mostra-nos que não é só para estarmos aqui a dizer, uau, Jesus é incrível. Não, é um convite a refletirmos e a tomarmos decisões também importantes para a nossa vida, a percebermos de que houve alguém que não precisava, que não tinha porque, mas A sua essência e a sua compaixão e aquilo que o move é tão grande para connosco que ele quer resgatar-nos individualmente a cada um de nós. quase que podemos terminar esta primeira parte dizendo uau!
Descobrimos que afinal Deus quer mesmo salvar-nos, que nós não temos qualquer possibilidade de rever a vida eterna ou a harmonia do Éden se não for por esta via de Jesus. Já sabe, nós estamos aqui para falar sobre a Bíblia e mantemos a Bíblia aberta. Mantenha também desse lado a sua Bíblia aberta. Nós vamos fazer um curto intervalo, mas logo a seguir vamos falar sobre Daniel. Não perca! Até já! TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança. Voltemos para a segunda parte do programa Bíblia Aberta.
Estamos a falar sobre profetas e o chamado que Deus fez a vários dos profetas que nós encontramos na Bíblia. Começámos por Abraão, passámos por Elias, terminámos a primeira parte em Isaías e agora vamos forçosamente avançar porque existem muitos outros profetas que merecem a nossa atenção. Pena é que não temos tempo para todos eles, porque todos eles têm muito para nos dizer. Por isso, o convite que nós temos é que mantenhamos a nossa Bíblia aberta, o que significa que diariamente podemos sempre conhecer mais sobre estes homens de Deus. Antes de voltarmos à conversa, eu tenho para lhe oferecer, gratuitamente, a máquina humana, ou melhor, o guia de estudo que fala sobre a máquina humana. Neste guia de estudo, você poderá encontrar o segredo da saúde nos oito remédios da natureza, e poderá encontrar forma de ativar os bons costumes e os bons hábitos para que a sua vida seja mais saudável ao longo do tempo.
Também algumas dicas de que o nosso corpo precisa de retirar ou de serem retiradas algumas coisas que podem estar menos bem. Então, olha, já sabe, se desejar ter este Guia de Estudos em sua casa, totalmente gratuito, oferecido pela Novo Tempo Portugal, Pode fazer agora um pedido através de uma mensagem para o 933 93 92 91. 933 93 92 91. E nós deste lado, ao recebermos a sua mensagem, o seu pedido, iremos tratar do assunto e brevemente receberá gratuitamente em sua casa este e qualquer outro que, porventura, tenha intenção de pedir. Vamos avançar, então, para a nossa conversa, que ela estava a ser tão interessante que eu praticamente nem falei.
Vocês estavam, digamos, a interagir uns com os outros. Foi muito interessante. Vamos, como eu disse, vamos entrar aqui no profeta Daniel, porque o profeta Daniel é outro ícone da Bíblia, se quisermos, não é? Daniel e depois mais tarde também João vão escrever cada um o seu livro muito em torno daquilo que são as profecias dos tempos finais da história universal e portanto nós precisamos de entrar um bocadinho aqui sobre Daniel, ver este visionário da fé se quisermos. Daniel capítulo 2 versículo 47 É a passagem que eu pretendo ler. 2.47 de Daniel diz que o vosso Deus é, em verdade, o Deus dos Deuses e o Senhor dos Reis.
Quase que havia aqui uma mensagem transversal em todos os profetas que já vimos, de assinalarem que realmente Deus é o único Deus que existe. E, portanto, nós vemos que Estas palavras de Daniel até foram ditas por um rei pagão depois de testemunhar a fidelidade de Daniel, mas Daniel vai escrevê-las para que ficassem registadas. Raquel, o que isto pode sugerir sobre o poder do testemunho, muitas vezes até silencioso, de uma vida consistente, de uma vida, digamos, aprumada com Deus? A história de Daniel é realmente muito bonita. E se nós formos a ver, o livro de Daniel vai nos falar de um Daniel que surge quando é chamado à pedra, em situações de tensão ou de pressão.
Temos uma pequenina janela para a sua vida privada, mas muito pouco sim. Então, para mim, este testemunho silencioso faz todo o sentido, porque ele certamente teve uma vida muito discreta. e era uma pessoa muito discreta na sua vida. E estas palavras que Nabucodonosor diz, ele vai dizê-las exatamente depois de Daniel ser chamado à corte para poder interpretar um sonho que ele não se lembrava. Que sonho era? Não estamos aqui a falar, como mais tarde, um sonho que ele tem, lembra-se e quer que alguém lhe o explique, aqui não era. Eu sonhei qualquer coisa, por favor digam-me com o que é que eu sonhei. E, portanto, Daniel vai providenciar o teor do sonho. Quem não conseguisse morria. Portanto, Daniel vai aqui interceder não só a favor dele, mas também de toda a sua classe.
Ele fazia parte do grupo de sábios, não é? Do reino. Hoje seria uma espécie de consultores, não é? E, então, ele vai ali, no fundo, tentar livrar a sua própria vida, mas também a vida de todos os outros que não tinham ainda conseguido solucionar este problema. E o rei Nabucodonosor ficou de tal forma maravilhado e espantado com a interpretação que Daniel dá a este sonho, que então ele diz que este é realmente o Deus de verdade, o Deus dos Deuses, o Senhor dos Reis. E nós sabemos que Daniel não chegou a este momento, lá está, através de nenhuma pregação inflamada. ou de alguma imposição da sua fé, ele era realmente esta pessoa discreta, mas também era uma pessoa íntegra, uma pessoa humilde e uma pessoa fiel.
Provavelmente quando se pedia, descreve Daniel uma palavra, a maior parte de nós diria fidelidade. É uma característica que salta à vista na vida dele. Mas aquilo que ele nos ensina é que nada daquilo que eu possa dizer ou explicar sobre quem Deus é, vai superar aquilo que eu faço, as minhas atitudes. E nós, muitas das vezes, quando falamos de educação, dizemos muito isto. Tu podes dizer N coisas aos teus filhos Mas aquilo que tu fazes no teu dia-a-dia, a forma como eles te observam, no teu comportamento, nas tuas atitudes, isso vai falar sempre muito mais alto do que tudo aquilo que tu lhes possas dizer oralmente. E a vida de Daniel mostra exatamente isto. Ele discretamente, paulatinamente, era este homem íntegro, este homem fiel aos seus princípios, mas sendo fiel aos seus princípios, muitas das vezes, mesmo quando entrava em confronto com aquilo que eram as regras da sociedade onde ele estava integrado, as pessoas o admiravam por isso.
Ele sabia medir muito bem as suas palavras, não era? Exatamente. Quantos palavras era muito incisivo naquilo que era importante? Com certeza. E Deus utilizava-o dessa forma junto destas pessoas tão importantes. Ele podia ter-se atemorizado. Estou aqui. Ele era cativo. Podia estar numa posição muito importante porque foi chamado para se destacar dessa forma. Mas não deixava de ser um cativo. Uma pessoa que estava ali de forma serviçal, que tinha sido retirada da sua terra e que estava agora ao serviço de um rei que não era o seu. que perdeu toda a sua família e nunca mais os viu. Ele podia sentir-se injustiçado e teria um monte de desculpas que ele poderia utilizar para dizer, bom, não vou ser fiel a Deus mais, não vale a pena. E, no entanto, ele faz exatamente o contrário. Ele é fiel nas pequeninas coisas e no início da história dele vemos isso, quando ele se recusa a comer do do banquete do rei, porque aqueles alimentos eram oferecidos aos deuses antes de serem comidos e, portanto, ele escolhe fazer algo completamente diferente e continuar fiel aos mandamentos de Deus e Deus o abençoou.
Deus foi sempre abençoando. Não sei se vocês já tiveram esta experiência. Mesmo quando vocês são alvos de crítica porque querem ser fiéis a Deus ou porque querem guardar o sábado ou porque não comem isto ou porque não comem aquilo, Bem lá no fundo do seu ser as pessoas admiram-vos por vocês enfrentarem essa dificuldade ou esse desconforto para serem fiéis àquilo em que vocês acreditam. E tal como aconteceu com o Nabucodonosor, quando houver alguma situação de pressão ou de tensão e eles precisarem de alguém com quem podem realmente contar, eles vão se lembrar de nós. E isto é extraordinário. Portanto, fidelidade a Deus no dia-a-dia, nas pequenas coisas, O nosso caráter é o mais importante, a nossa coerência dá um testemunho de quem Deus é às outras pessoas.
Até agora estivemos a falar, digamos assim, dos homens profetas clássicos da
Bíblia, não é? Vamos entrar, talvez, agora naqueles que são um bocadinho mais práticos, que se aproximam, talvez, mais de nós, não é? Que é o caso de João Batista. João Batista teve uma responsabilidade muito interessante, muito importante, que era preparar o caminho para a chegada do Messias Prometido. E se formos a Mateus capítulo 11, versículo 6, Diz isto, bem-aventurado aquele que não achar em mim motivo de escândalo." Ou seja, João fez o seu ministério, já estava neste período em prisão, sozinho, com muito poucas respostas ou mesmo sem respostas. Ele envia, no fundo, esta mensagem, não vou dizer de desespero, mas uma mensagem muito incisiva a Jesus, não é?
Como é que uma pessoa pode, de alguma forma, manter a fé? E é aqui que eu queria perguntar à Ana, como é que uma pessoa realmente pode manter a fé quando Deus não responde ou quando Deus está em silêncio e não tem o comportamento que nós esperamos, não é? Eu gosto muito deste João Batista. Eu gosto do João Batista que prega e que também diz o pecado pelo nome e não tem papas na língua para o seu objetivo. Mas eu gosto deste também. E podem estar-se a perguntar porquê. Porque às vezes associamos a esta pergunta que João manda pelos discípulos a Jesus.
És tu que estamos à espera ou vem outro. E nós olhamos para a resposta de Jesus em que voltem a João e contem aquilo que viram, ouviram, os milagres, expliquem-lhe tudo. E nós às vezes olhamos e dizemos que estranho, mas João conhecia Jesus. João batizou Jesus. João, o discípulo jovenzinho no seu evangelho, vai descrever ocasiões em que João olha para Jesus, João Batista, e diz Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Então, João tinha uma ideia de quem seria o seu primo. Apesar de que, aparentemente, não tiveram muito contacto ao longo da sua vida. Mas João entende que aquele homem é diferente.
João não duvidava. Não duvidava. No início do ministério, digamos. No início. Mas é interessante que agora o paradigma muda. Porque João já não está no deserto a pregar. João já não está com aquele ânimo de... bora para a frente sem papa na língua, agora João está preso. E eu gosto deste João porque ele mostra-me que a fé madura, e eu considero João Batista um herói da fé, foi alguém que teve uma missão extraordinária, e mostra-me que esta fé não significa ausências de perguntas, de questionamentos. E de dúvidas. De dúvidas. Mas mostra-me que a fé dele é continuar a confiar em Deus mesmo quando ainda nós não temos as respostas todas.
E temos que ir à procura das respostas. Eu ia só dizer que no fundo aqui nesta pergunta nós sentimos que João está a querer que Jesus lhe reconfirme se a injustiça que ele está a passar vai valer a pena. E eu gostei agora de tu teres usado a palavra injustiça porque na nossa vida as injustiças ou os sofrimentos levantam muitas vezes perguntas que nós nunca tínhamos feito. Sobretudo muitos porquês. Muitos porquês. E às vezes é nestes momentos que a nossa fé, aquela fé que nós dávamos por invencível às vezes em certos momentos, abana. Então nós precisamos de reconfirmações ou confirmações da parte de Deus.
Só que a questão é que existe uma diferença clara entre duvidar, ter dúvidas ou questionamentos e desistir daquilo que Deus é e daquilo que Deus fez. E rejeitar. João tem as suas dúvidas, precisa de aclarações, mas ele não desiste de Deus. E como dizia a Raquel, é quase ter a certeza. Ok, eu estou nesta posição. João sabia qual seria o seu fim. Era questão de tempo, apesar da amizade que nós entendemos pelos evangelhos ou da apreciação que o rei tinha por João Batista, ele sabia que mais cedo ou mais tarde essa pseudo-amizade não ia ser suficiente para mantê-lo vivo, porque ele falava demasiadas coisas contra uma nação.
Exatamente, João não deixou de dizer ao rei. As coisas todas também. E então nós percebemos, e agora tornando para nós a nossa parte, É relativamente fácil confiar em alguém quando a nossa vida corre bem. Quando as circunstâncias à nossa volta são favoráveis. E por isso é que nós olhamos para Daniel, olhamos para Elias, olhamos para Abraão. E até podemos dizer, ok, quando as coisas estão bem, é fácil confiar. Mas quando as coisas mudam, o paradigma da nossa vida à perspetiva muda, Aí é que o desafio se levanta. Aí é quando o desafio da confiança é abanado, no sentido de quando oramos por algo e a resposta aparentemente não vem, quando a doença continua, quando a porta não se abre, a expectativa não se torna realidade, o sofrimento permanece, etc.
Mas é interessante esta imagem de João, porque ele mesmo sem compreender, ele escolhe confiar. E nós percebemos porque ele precisava de uma resposta, mas a trajetória de vida de João mostra-nos que, independentemente da resposta, ele estava disponível e disposto a continuar a confiar em Deus. E é interessante porque o texto que eu leste há pouco, Jorge, o versículo 6 de Mateus 11, Jesus vai dizer, feliz aquele ou bem-aventurado aquele que não acha em mim motivo de escândalo. E esta palavra escândalo, na minha versão aqui ao lado, diz tropeço e vem reconfirmar a resposta que João precisava, porque nós podemos traduzir por Feliz aquele que não perde a fé, mesmo quando as expectativas não são cumpridas como ele quer.
Às vezes o maior desafio não é acreditar que Deus existe. Às vezes é aceitar que nem sempre Deus age da forma como nós queremos. E eu acho que, e olhando para Jesus, o que vai dizer posteriormente sobre João, João foi o maior profeta que existiu. O versículo 11 é muito bonito, não é? João foi incrível. Em verdade, nunca ninguém apareceu maior do que João Batista, mas o menor no reino dos céus é o maior do que ele. A confirmação do chamado de João que Jesus dá aqui é algo extraordinário. E para terminar mesmo a minha intervenção, todos nós, nesta mesa e quem nos ouve, temos as nossas prisões, os nossos momentos de dúvida, os nossos questionamentos.
Não é necessariamente como o do João, neste sítio em particular. E nesses momentos, A pergunta que nós devemos colocar não é, será que Deus deixou a sua fidelidade para connosco? Mas é, eu quero continuar a confiar mesmo quando as coisas não parecem ter sentido. Porque nós a partir daí vamos ter uma atitude completamente diferente. E essa atitude vai ajudar-nos até que a nossa fé, que pode estar um pouco mais frágil, ganho um novo alívio, um novo suspiro para enfrentarmos com Deus aquilo que vem aí. É muito interessante ver também que todos os profetas que falámos aqui, e faltam-nos muitos, nós não pudemos falar da maioria, falámos só de dois ou três, todos eles abriram caminho.
Abraão abriu caminho, Elias também, Daniel, agora falámos de João Batista, o que significa que há um chamado que Deus não deixou de fazer quando se fechou o cánon bíblico, e digamos que a Bíblia ficou fechada como o único livro que nós podemos dizer o livro de Deus.
Continua a haver um chamado profético hoje, por mais que nós pensemos que não, que isto é um tempo antigo, não. Há um chamado profético. Eu gostava de vos levar a Isaías capítulo 6. Porque em Isaías capítulo seis, versículo oito, nós vamos encontrar uma passagem também de Isaías, pouco importa, mas é uma passagem que diz respeito aos nossos dias. Diz que depois disso, ouvi a voz do Senhor que dizia, a quem enviarei? E quem há de ir por nós? Então disse eu, eis-me aqui, envia-me a mim. Isaías responde claramente ao chamado de Deus, logo depois de ter sido confrontado com a sua própria indignidade. E Ruben, o que é que pode impedir hoje, e vamos trazer um bocadinho este conceito de chamado de Deus, o que é que pode impedir hoje uma pessoa de dizer, eis-me aqui, envia-me a mim?
Na introdução à pergunta que tu fizeste, tu disseste que estávamos a ver a história de vários profetas que abriam caminho. Mas o propósito dos profetas é mesmo esse, é abrir o caminho para que as pessoas possam voltar a reconciliar-se. com Deus. E, portanto, por vontade de Deus, todos os seres humanos seriam profetas para mostrar àqueles que ainda não acreditam nele que ele é realmente a melhor solução. Neste sentido, quando nós vemos aqui esta visão de Isaías, nós podemos perceber que existe uma espécie de padrão, ao nível do chamado, que deveria ser transversal a todos os seres humanos.
E a partir deste exemplo de Isaías podemos perceber precisamente isto. Nós vemos que Isaías, sendo profeta, e este é o chamado de Deus para ele, ele de alguma forma encontra-se em visão. E a Bíblia mostra-nos que Deus, quando precisa de informar a humanidade a respeito de alguma coisa, Ele age de alguma forma. Seja em sonhos, seja em visões, e como dizia o livro de Hebreus, e nos últimos dias foi através do próprio Deus vir a dar aqui as informações todas. na pessoa de Jesus. E então nós percebemos que antes de Isaías dizer, eis-me aqui, envia-me a mim, aconteceu alguma coisa antes. Ele tem um encontro com Deus, vê a santidade de Deus, Ele ouve anjos estranhos, seres celestiais estranhos com seis asas, a dizer sobre Deus, santo, santo, santo.
Muitas vezes nós referimos a esta expressão como que os anjos estariam a falar da trindade, mas não seria muito por aí, é mais a falar da magnificência do próprio Deus. Isto é uma tripla adjetivação. Mas aquilo que nós percebemos é que Isaías percebe que Deus é Deus e que ele é ser humano, pecaminoso, caído, ao ponto de ele dizer, ai de mim que eu vi a Deus na sua glória, eu sou o pecador, alguma coisa me vai acontecer. E é precisamente aqui que se vê a graça de Deus em ação, que de alguma forma estes anjos vêm até junto de Isaías e basicamente colocam umas brasas nos seus lábios a dizer cala-te, não precisas de mais nada, só precisas da graça de Deus.
Ele sente-se perdoado, E é aqui que então Deus faz o convite. Após Isaías sentir-se indigno, após Isaías sentir se perdoado e ter sido perdoado pelo próprio Deus, há o convite e então Isaías diz, se é assim, então eu estou aqui, estou disponível, já que a tua postura é uma postura de graça. e de aceitação, então eu quero servir a este Deus. Mas podia ser um convite imposto, não é? Deus podia dizer, eu escolhi-te, agora tem que ir. Vai. Há pouco nós falamos do Éden. Se o convite fosse imposto, nunca teria havido pecado da forma como nós conhecemos.
Porque Deus não nos fez robôs. Porque a relação seria imposta. Mas o perigo de pensarmos, ou de, possivelmente, se houvesse uma relação imposta, não haveria a capacidade livre de amar. Porque iríamos somente adorar a Deus, porque seríamos obrigados. e não seria uma adoração em reconhecimento daquilo que lhes é. E nem estaríamos aqui nós agora a falar de chamadas, não é? Porque quando há um chamado... A liberdade está condicionada. Quando faço um chamado eu estou preparada para receber um sim e um não. E Isaías teve essa oportunidade de dizer não, obrigada. Só que eu acho que, e não querendo interromper-te, mas eu acho que trazendo para os nossos dias O chamado é exatamente o mesmo, porque a quem é que eu vou enviar?
A quem é que vai abrir o caminho? Mas Deus não obriga a que ninguém diga eu vou. É por isso que às vezes rejeitamos. É por isso que rejeitamos, infelizmente. Isso não pergunta de uma forma mais prática. O ser humano, não passando por este processo que passou Isaías, às vezes rejeita por medo, não aceita o chamado por algum tipo de incapacidade aparente. E aconteceu com alguns profetas. Moisés, que já não falava a língua dos egípcios há décadas, sentiu medo. Jeremias era muito... Era o chorão, o lamentador. Tinha medo de tudo, achava que ainda era bastante criança. O Jonas não tinha medo, mas também não queria ir. Esse não queria ir, é mesmo a própria vontade de não ir, não passar por dificuldades.
Às vezes é o conforto, às vezes é a distração, às vezes é um pecado não resolvido. Por isso é importante nós olharmos para este exemplo de Deus com Isaías e percebermos que Deus tem vontade de chamar. de que Deus chama a todo o ser humano para abrir o caminho. Deus tem vontade de informar, tem vontade de levar uma mensagem de salvação a todas as pessoas. E, neste caminho, Deus quer usar os seres humanos para alcançar seres humanos. Porque Deus podia fazer tudo sozinho, mas Ele quer que nós sejamos incluídos e, portanto, chama-nos a toda a gente. Todo o ser humano, crente ou descrente, É chamado por Deus.
E é a única forma de nós compreendermos o grande amor de Deus. Se nós não tivermos a participação no chamado, nós nunca íamos compreender, na sua essência, o amor de Deus. Mas como nós somos chamados, nós vamos aprender a amar a Ele e, em consequência, a amar os outros. Sem dúvida. Que bom ter-vos aqui. Vou convidar-vos mais vezes. Porque, de alguma forma, a nossa conversa foi muito boa. Tivemos aqui um resumo muito prático daquilo que é este e outros homens da Bíblia e também mulheres. Não podemos esquecer que houve mulheres muito importantes na proclamação da verdade e da mensagem. Todos nós hoje somos chamados a proclamar essa mensagem de arrependimento, de fé, de totalidade da justiça de Cristo e por isso fica o convite de brevemente vocês voltarem a estar comigo para nós podermos falar sobre as coisas que a Deus tem para nós.
Antes de nos irmos embora, deixe-me dizer-lhe que temos aqui um guia de estudo bastante interessante. Fala sobre a máquina humana, portanto fala sobre o nosso corpo. a forma como nós devemos gerir o nosso tempo, cuidar da nossa saúde, enfim, das boas práticas para que tenhamos uma vida o mais saudável possível. E tudo isto é, se quisermos, podemos considerar, uma fonte de cura. Não porque tenhamos a possibilidade, por este caminho, de termos a vida eterna, mas isto também nos poderá ajudar a compreender o que é a vida eterna. e a desejarmos ter a vida eterna na nossa existência. Por isso, cuide do seu corpo e nada melhor do que usar um pouco os conhecimentos que existem, extraídos da Bíblia, em primeiro lugar, e também de tudo aquilo que é científico, mas que é importante nós termos em conta.
A Máquina Humana é um guia de estudo sobre a nossa saúde física, mental e espiritual. Portanto, se desejar, poderá pedir para o 933 93 92 91 e nós, simpaticamente, enviaremos para a sua casa. Está tudo dito por hoje. Para a semana vamos voltar. É importante marcar este encontro consigo. Esperamos realmente da sua presença no próximo episódio porque vamos continuar a falar sobre os dons que Deus nos deu, o chamado profético e o dom de profecia. Até lá. Tenha uma boa semana com Jesus.
Sente que a sua fé vacila perante as dificuldades da vida? Descubra como os profetas bíblicos responderam ao chamado de Deus e encontre inspiração para a sua jornada espiritual neste episódio especial.