Olá, seja bem-vindo a mais um episódio do seu programa A Mensagem, aqui no canal Novo Tempo. Um programa no qual estamos habituados a poder conversar um pouquinho sobre um livro muito especial com o seu nome de Bíblia. Algo que é familiar para si e para mim, mas que, vez após vez, vemos e constantamos Tantas vezes, nos dias de hoje, mas também por toda a antiguidade, ela foi combatida, contestada e com tanta gente a trazer a Bíblia para o nível de mito. É verdade, muita gente quer colocar a Bíblia no nível do mito. Mas já pensou que a maior parte das vezes não dizem isso da Bíblia toda?
Já reparou que quando se fala em mito, normalmente vamos falar da Bíblia naqueles primeiros 10, 15 capítulos de Génesis. Uma história da criação, uma história de um dilúvio, um planeta que surgiu de uma só vez, em seis dias literais, por intermédio de um casal apenas, criado já no seu estado adulto. E, ao mesmo tempo, estamos envolvidos numa sociedade que nos coloca o evolucionismo como um facto adquirido. Realmente, isto causa algum conflito quando tentamos apresentar a Bíblia como sendo algo real, como algo que tem um significado desde a primeira página até a última página.
Mas uma coisa é dizer que estamos a falar apenas de uma fé cega. Mas será que podemos ir um pouquinho mais além do que a fé cega? Será que podemos ter um culto racional a apresentar ao nosso Deus? Quando nós olhamos Para os capítulos iniciais da Palavra Sagrada, nós
encontramos alguns relatos que, digo desde já, a não serem verdade, temos um problema muito grande. E vamos ver porquê em alguns textos e da forma como alguns personagens bíblicos lidavam com este início da Bíblia. Porque, como dizia, mais uma vez vou repetir, Normalmente, quem questiona a veracidade da Bíblia começa e fica-se, a maior parte das vezes, apenas por aqueles acontecimentos do início da Bíblia. Vejamos como é que o próprio Cristo lidava com esta situação. Mateus, no capítulo 19 e nos versos 4 e 5. A dado momento, Cristo, falando a alguns fariseus que questionavam sobre questões relacionadas com o divórcio, se era lícito, se não era lícito.
Aliás, fariseus, saduceus, naquele tempo de Cristo, eram pessoas que gostavam de passar horas conversando e discutindo e argumentando sobre as particularidades da lei. Cristo, num dado momento em que foi questionado e respondendo-lhes, dizia assim. Então, respondendo-lhes, respondeu de ele, Cristo, não tendo lido que o Criador desde o princípio os fez homem e mulher e disse que por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois numa só carne? Cristo apresenta nesta discussão com os fariseus a criação de dois seres humanos como um facto. Aliás, facto convincente o suficiente para poder parar com aquela discussão.
Se a Bíblia no seu início fosse apenas um mito, e se não tivesse existido uma criação, mas sim uma evolução guiada por Deus, tínhamos um problema logo à partida. E esse problema é, Cristo tinha afirmado uma mentira. E se Cristo tivesse afirmado uma mentira, todo o resto do plano da salvação ia ruir completamente. Já pensou que, sem a criação dos homens e da mulher, Cristo era um pecador como qualquer um de nós, porque não mentir é um dos mandamentos. Mas não apenas Cristo, principalmente Cristo, é o nosso modelo, é a nossa bitola. Mas, podíamos dizer, isto foi escrito por um segundo homem. Foi alguém, neste caso Mateus, que relatou o que Cristo tinha dito.
Será que nós temos na Bíblia alguém a afirmar na primeira pessoa a sua própria crença? Temos, sim senhor. Podemos ir ao livro de Romanos, escrito por Paulo, e ver o que próprio Paulo diz sobre este assunto. Vejamos Romanos 5 e no verso 12. E diz assim. A morte entrou no mundo por um homem. Isto é uma afirmação categórica mediante a qual a Bíblia não pode contemplar qualquer processo evolucionista.
Porquê? Porque o processo evolucionista pressupõe a sobrevivência do mais forte. Pressupõe que, por processos de seleção natural, ou seja, mais uma vez, pela lei do mais forte, os mais fracos vão morrendo e vão persistindo aqueles que estão melhor adaptados. No entanto, o que Paulo relata de uma forma tão simples é, por uma pessoa é que entrou a morte no mundo. Antes disso não havia morte. Também um outro apóstolo, também falando em primeira pessoa, refere-se não apenas à criação, mas a uma outra situação. Temos a segunda carta de Pedro, uma carta escrita pelo apóstolo Pedro, em que a dado momento, no capítulo 2 e no verso 5, Ele apresenta assim, O apóstolo testificando que para ele não havia dúvidas quanto à literalidade da existência de um dilúvio, de um cataclismo universal e que afetou todo este planeta.
Então, logo à partida, o que temos aqui é que o Novo Testamento e os seus autores vão sublinhar e assinar por baixo todas as declarações do Novo Testamento.
Temos aqui todo um conjunto homogêneo. Agora, além disso, há uma outra pessoa muito mais relevante, e permitam aqui pessoa entre aspas, que relata e autentica o facto de Gênesis ser literal. E esse alguém vai ser encontrado de uma forma discreta e que vou tentar ver consigo e chegarmos a essa conclusão de quem é. Para lá chegar, eu vou ter que me recorrer a uma situação que tem muito a ver com o contexto dos séculos em que este livro maravilhoso foi escrito. Cada vez que um autor, que alguém, um rei, quando determinava uma lei, quando fazia uma carta, sempre que ele ia dizer alguma coisa, ele identificava-se e designava a razão pela qual tinha autoridade para falar.
Vejamos alguns episódios em que isto acontece assim ao longo da Bíblia. Se nós formos a êxodo 20, quando Deus dá os 10 mandamentos, nós encontramos logo de imediato um momento em que Deus segue esta regra literária. Diz assim logo no verso 1. Então falou Deus todas estas palavras. Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Por isso não traz outros deuses diante de mim. Primeiro, Deus identificou porque é que Ele tinha autoridade para dar as regras. Foi Ele que tirou o povo de Israel. Por isso, Ele ia designar, então, quais eram as regras para a sociedade. Não é só isto. Se nós formos ao profeta Isaías, logo no capítulo 1, no verso 1, é identificada uma fórmula de abertura que se repete tanto no livro de Isaías como no livro de outros profetas.
E diz assim, visão de Isaías, filho de Amoz, que ele teve acerca de judais de Jerusalém. Antes de começar a dizer o que é que viu, identifica, eu estou a falar porque tive uma visão vindo da parte de Deus e que eu vou transmitir, não é de mim mesmo. Está aqui a autoridade pela qual eu falo. Não ficou por aqui. O profeta Jeremias. Palavras de Jeremias, filho de Eliquias, a quem vem a palavra do Senhor. Escrito logo nos primeiros dois versos do livro de Jeremias. Isto ia acontecendo em todo o Velho Testamento. Mas não ficamos por aqui. Podemos ver também, ainda há bocado falámos, mas podemos ir lá novamente, ao livro de Romanos. Como é que o apóstolo Paulo falou àquele povo de Romanos, habituados à autoridade pesada, de ferro, do próprio Império Romano, como é que ele começa a escrever?
Logo no capítulo 1, verso 1. Mais uma vez, Paulo começando a identificar que ele falava não por autoridade própria, mas porque lhe foi dada autoridade por intermédio de Deus. Temos aqui todo um contexto dos vários escritores bíblicos, mas também do próprio Deus quando dá os Dez Mandamentos, em que quem vai falar algo vai primeiro dizer porquê é que eu tenho a autoridade para falar. E se nós tivéssemos alguma dúvida que isto fosse apenas em relação à Bíblia, há outras situações, a nível da escrita antiga, que temos vários episódios em que isto acontece igual.
Temos os Tratados de Titas, do século XIV, XIII a.C., que sempre começam com o chamado Triângulo Real. O rei, quando declarar alguma coisa, identifica-se. Eu sou o rei tal, governador do império tal, que vai dizer alguma coisa. Outro texto muito famoso, que está preservado no Grande Museu, o Código de Hammurabi, onde o rei Hammurabi dá uma certa quantidade de leis, e ele próprio começa dizendo, eu sou Hammurabi, rei perfeito, rei poderoso, a quem chamás concedeu a lei. Mais uma vez, nós sabemos que no Reino Antigo sempre eram as divindades que andavam a par com os reis. Os reis sempre se identificavam como sendo defendidos por uma determinada divindade.
E até mesmo este rei diz, eu estou a falar, empoderado pelos deuses. No Egito, de igual modo acontecia, sempre que alguma coisa era escrita, os faróis identificavam-se como familiares, como deuses. De uma forma que por esse motivo é que podiam falar. E várias outras telas continuam a acontecer sempre este episódio. A que sim diz o rei, a que sim diz o imperador, havia sempre um emissor que declarava a sua autoridade. Com isto em mente, vamos ao nosso primeiro verso da Bíblia e vamos ver se realmente não temos uma coisa muito parecida. Um texto que certamente sabe de cor. O mundo inteiro sabe de cor, mas que muitas vezes, infelizmente, é levado para o campo do mito.
Como diz em Génesis 1.1, no princípio criou Deus os céus e a terra. A partir do verso 2, começa a descrever como estava a Terra. E a Terra, porém, estava sem forma e vazia. E vai continuando, começando do primeiro dia da criação até ao sétimo dia, em que Deus descansou. No primeiro momento, não temos nada mais nada menos do que a mesma fórmula de conversa de um rei perante os seus súbditos. No princípio, Deus criou. Esta é a autoridade que ele tem para poder dizer como é que aconteceu, como é que ele fez. E se eu tivesse algum tipo de dúvida que este Génesis 1.1 pudesse ter este significado de ser a autoridade pela qual Moisés escreveu como aconteceu, não porque Moisés imaginou, mas porque o próprio Deus testemunhou, podemos recorrer a um outro relato no qual é escrito a própria fala de Deus.
Falo do livro de Jó. A dado momento, Jó, este personagem massacrado por tantos problemas, por tanto sofrimento, ao ponto de perguntar a Deus, porquê a mim? Há momento em que Deus entra em cena e vai ter um discurso muito simples. Jó, onde estavas tu quando o mundo foi criado? Onde estavas tu quando as estrelas foram colocadas no seu sítio? Quando foi estendido o céu? Quando foi criado o ser humano? Quem é que te deu a autoridade para falares sobre o mundo e sobre aquilo que está a acontecer? não estavas lá.
Da mesma forma, Moisés, quando escreve sobre a criação, ele sente a necessidade de começar logo escrevendo... No princípio, criou Deus os céus e a Terra. Por isso, ele é que tem a autoridade para dizer como aconteceu.
Aliás, um dos grandes desafios da discussão entre evolucionismo e criacionismo não tem a ver com provas científicas. porque a criação ou a evolução são factos, ocorrências, que não dá para repetir, não dá para simular em laboratório. Tanto a evolução como a criação é uma questão de fé. A diferença é que no caso da criação há alguém que reivindica ser testemunha ocular da ocorrência. O próprio Deus diz, eu criei e porque eu criei posso dizer. Já na evolução não temos testemunhas. E quando dizemos que aparecem muitas provas na ciência, é verdade. Lamento dizer, mas o que nós temos são evidências.
E as evidências têm que ser interpretadas. Uns interpretam de uma maneira, outros de outra, mas as evidências levam a ter que fazer deduções ou induções que, na maior parte das vezes, partem do imaginário de cada um e dos pressupostos que assumimos no início do nosso raciocínio. Agora, uma coisa eu sei, é que quando eu começo a falar sobre as origens e quando eu começo a falar sobre um Deus criador, eu vou-me esbarrar numa questão fundamental. num texto muito bem conhecido, infelizmente muito adulterado ao longo dos tempos. Já passámos pelo início, ex do 20.
Em cada momento, no seu verso 8 em diante, diz assim, lembra-te do dia de sábado para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas no sétimo dia, o sábado do Senhor, teu Deus, não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem tua serva, nem teu animal, nem o faroesteiro nas tuas portas, porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou. Já pensou que este texto dos Dez Mandamentos, escrito pela mão do próprio Deus, lá ele declara Eu dou-vos o sábado para vocês se lembrarem e para terem um momento de partilha comigo, porque eu descansei nesse dia, depois de ter criado a Terra.
Em que é que nós ficamos se Deus não criou? O próprio Deus como mentiroso? O próprio Deus que justifica a obediência com base num mito? Se assim fosse, não precisávamos de Cristo. Aliás, O grande problema na teoria da evolução, em termos de raciocínio comum,
tem a ver com o facto da moral. Hoje, para mim, para si, é mais que óbvio que matar é errado. Ninguém questiona isso. Por todo o mundo é errado a morte. Quando nós vemos minorias que sofrem, nós temos a ideia que temos que proteger. As crianças são para proteger. Pessoas mais desfavorecidas. Muitos programas há de inclusão de pessoas com incapacidades físicas. Então, mas quem é que teve essa ideia? Se o mundo fosse proveniente de uma evolução, então isso queria dizer que só estamos aqui por acaso, e por sobrevivência dos mais fortes.
E o desaparecimento dos mais fracos foi algo normal e diretamente ligado à seleção natural. Já pensou que se assim fosse, então estas regras que temos hoje de moral não têm justificação nenhuma? Porque se desde milhões de anos tivesse havido a sobrevivência do mais forte, seria agora nestes últimos que alguém se ia lembrar, sem motivo nenhum, que afinal a morte está errada? Só há uma coisa que consegue defender esta ideia de que a morte é errada, que não é natural, que o ser humano não está preparado para ela. É o facto de que nós fomos criados com um propósito. É o facto de que um Deus, Criador, não nos colocou cá por um mera caso, mas porque nos amou antes mesmo de termos surgido.
Isso faz toda a diferença. Para mim faz e para si certamente que sim. Agora, pensando diretamente naquilo que neste momento vai na sua cabeça sobre esta questão das origens que parece que pode não ter muito a ver, mas tem. Todos nós precisamos saber de onde viemos, o que é que estamos aqui a fazer e o que é que nos espera. Quando eu aceitar que eu estou aqui não por um acaso, mas que Deus amou-me. Permitiu que eu viesse à ocorrência. Não por uma probabilidade ínfima, que matematicamente é zero, mas porque Ele me desejou. E porque Ele me desejou permitiu que eu viesse à existência.
Permitiu que você estivesse aí. Ele sabe a quantidade de coisas difíceis porque está a passar. Talvez um divórcio. Talvez a morte de um ente querido. Talvez problemas financeiros. Quem sabe problemas familiares. Mas Deus deixou uma promessa. Muito em breve não haverá mais dor. Muito em breve um novo céu e nova terra. Se Ele criou uma vez na perfeição, então significa que Ele tem o poder para recriar. Se foi Ele que criou, Ele tem o poder para curar. Se foi Ele que fez o primeiro casamento, Ele pode solucionar a sua vida. É este Deus pessoal que cuida de nós, que me faz ter vontade de ultrapassar tantos problemas que se vêm à nossa frente e dizer, este é um bocadinho de sofrimento, que aconteceu não porque o meu Deus quer, mas porque o inimigo me tenta afastar de Deus.
Mas muito em breve isto vai acabar." Já pensou o quão diferente isto pode fazer a sua vida? O quão grande é a diferença de ter a certeza que este mundo é uma passagem, numa grande viagem de comboio, é um apiadeiro? Esta é a mensagem que eu tenho para si hoje. Lembre-se, A Bíblia, o livro pelo qual nós várias vezes vamos fazendo este programa sobre a mensagem, traz uma mensagem especial para si. Nós não estamos cá por acaso. Ele criou-nos. Foi ele que pôs o mundo a funcionar.
Em seis dias. Ele próprio testificou. E disse-o com toda autoridade. Eu criei e declaro que foi assim que criei. Criei a ti. Criou a mim. Mas ele disse mais. Mesmo tendo caído. Mesmo tendo pecado. Mesmo, como diz o apóstolo Paulo, todos nós sendo merecedores da morte porque todos pecaram. Ele veio a este mundo para nos redimir e passou neste mundo sem pecado, ao ponto de dizer, virei outra vez, para que onde eu estiveres, estejam vós também, por isso não temam, a vossa redenção está perto. Eu quero lá estar, eu não quero ter mais problemas, por isso desafio.
Comente esta alegria com alguém. Partilhe com alguém esta certeza de que não estamos sós. E, de repente, teve duas bênçãos. Uma, por um momento esqueceu o seu problema. Duas, ganhou um novo amigo. Uma coisa eu lhe garanto. Para este novo céu e nova terra, nós não vamos levar riquezas. Não vamos levar coisas. Mas vamos levar pessoas. Amigos. Amizades que perdurarão por uma eternidade. Quer lá estar? Eu quero, mas quero contar consigo. Por isso, hoje digo, não perca de vista o Nosso Senhor Jesus Cristo. Marcamos encontro na Pátria Celestial. Deus o abençoe.
Neste episódio de "A Mensagem", refletimos sobre uma pergunta decisiva, a Bíblia é apenas um conjunto de mitos ou um relato fiável da nossa origem e do propósito da vida?