Olá, é um gosto tê-lo connosco no programa Fórum Bíblico. Agradecemos por nos acompanhar em mais uma edição e esperamos que seja do seu agrado o programa de hoje. Se porventura se juntou a nós pela primeira vez, então fica a saber que este programa, tal como o próprio nome indica, é um fórum onde semanalmente pode participar. Para o fazer, poderá enviar as suas dúvidas, perguntas ou assuntos que gostaria de ver clarificados ou, quem sabe, receber esclarecimento acerca de algum tema da Bíblia em particular e que talvez ainda não tenha conseguido chegar a uma resposta. Pois bem, é exatamente o propósito principal deste programa responder às perguntas que nos enviar, porque sabemos que cada pergunta precisa de uma resposta. Fica assim lançado o desafio para si, para nos enviar as suas perguntas sobre um tema ou um tópico da Bíblia, e fica o nosso compromisso de tentar, se possível, respondê-las aqui e procurar trazer luz e orientação a cada questão.
Assim, pode enviar as suas perguntas para o nosso e-mail programas arroba novotempo.pt, memoriza ou registre programas arroba novotempo.pt ou, se preferir utilizar o telemóvel, também pode enviar uma mensagem por WhatsApp ou SMS para o número 933-9392-91. Novamente, 933-9392-91. Ao enviar a mensagem, mencione, por favor, o nome do programa, já sabe, Fórum Bíblico. Este programa está disponível na televisão, no canal 186 da Mel, no YouTube da Novo Tempo Portugal e também na programação da Rádio RCS, na frequência 91.2, na região da Grande Lisboa. Temos connosco, uma vez mais, Artur Machado, teólogo e convidado especial deste programa, para nos ajudar a responder às perguntas que hoje serão colocadas aqui e tenho a certeza de que, mais uma vez, tal como tem acontecido nos programas anteriores, seremos sabiamente guiados pelas páginas da Bíblia e pelas verdades que nela encontramos.
Olá, Artur. Muito bem-vindo por estar connosco e por nos ajudar uma vez mais a responder às perguntas que hoje serão aqui colocadas no Fórum Bíblico. E sem mais demora, avançamos para a primeira pergunta. A primeira pergunta está inserida numa mesma temática que vai abarcar todas as
outras e hoje vamos falar sobre genealogias na Bíblia. Por isso, fique atento aí desse lado e vamos descobrir juntos mais sobre este tema. Avançamos então para a primeira pergunta. Ela já está aqui no nosso monitor. E a pergunta é... Existem na Bíblia várias genealogias, logo desde o livro de Génesis. Há várias pessoas que as usam para procurar datar a idade da Terra. Será isso correto? É verdade que há muita gente que procura somar genealogias para encontrar datas na Bíblia. E uma delas seria o momento em que a Terra terá sido criada. Infelizmente não é muito correto e nós vamos ver porquê. Porque houve muitos cálculos ao longo da história que foram feitos para tentar encontrar justamente a idade da Terra.
Alguns filósofos indianos, há vários séculos atrás, tinham atribuído milhões de anos à idade da Terra. No século II a.C. houve um egípcio, Apolónios, que calculou que o nosso planeta teria aproximadamente 153.075 anos. Quando se tenta contar a idade da Terra a partir de uma perspectiva bíblica, portanto a partir da cronologia bíblica... o tempo desce assustadoramente. E, na verdade, por exemplo, quando nós vamos ver, os judeus colocavam o ano da criação como sendo o ano 3761 a.C. Um autor cristão chamado Teófilo de Antioquia, no século II da nossa era, escreveu, por exemplo, que Os anos da criação, até à morte de Aurelio Vero, que terá ocorrido no ano 169, eram um total de 5.698 anos.
Isto porquê? Muitos dos pais da igreja, nesta altura, acreditavam que a Terra teria menos de 6.000 anos de idade. Eles relacionavam isto com os seis dias da criação e olhavam o milénio que está descrito na Bíblia, sobretudo no livro de Apocalipse, como sendo o período de descanso, o sétimo milénio, portanto, como sendo o sétimo dia de descanso. Até que chegamos ao século XVII. No século XVII, há um arcebispo irlandês chamado James Usher. Ele viveu desde o ano 1571 até 1656. Ele usou as genealogias da Bíblia, achou que elas estavam todas certinhas, todas corretas, e calculou que o mundo teria sido criado no ano 4004 a.C.
Ora, como é que ele chega aqui? Ele acha que já tinha havido, portanto, antes dele, um monge chamado Dionísio Izigo, que no século VI fez uma cronologia para a data do nascimento de Jesus Cristo. Ele sabe que, mais ou menos, Dionísio Izigo se terá enganado em quatro anos e Dionísio disse que Jesus teria nascido no ano 4000 depois da criação do mundo. E, portanto, O Asher, o que ele fez foi simples. Se Dionísio e Zígrio se enganaram em 4 anos, é só adicionar 4 anos aos 4.000 e, portanto, a Terra terá sido criada no ano 4.004 a.C.
Porém, é preciso perceber que nós temos muitos limites quando utilizamos as cronologias desta maneira. Nós podemos datar com alguma exatidão, como eu já mencionei em programas anteriores, a data da morte do rei Salomão, porque de acordo com os dados bíblicos, com os dados assírios e também com os dados egípcios, A morte de Salomão vai andar por volta do ano 931 a.C. Sabemos que ele reinou 40 anos, pelo que a Bíblia nos diz. Sabemos que, segundo o que diz o 1º Livro de Reis, no capítulo 6 e no versículo 1, o êxodo teria tido lugar 480 anos antes de Salomão ter começado a construir o templo. Nós vimos que o templo teria sido construído entre o ano 970 e o ano 966, portanto, antes de Cristo.
Contando os quatro anos de corrigência entre David e Salomão, percebemos que a data do êxodo teria rondado entre o ano 1450 e o ano 1445. Sendo assim, podemos fazer outras contas. Podemos perceber, por exemplo, que Jacob teria entrado no Egito em 1880 a.C. e, uma vez que Jacob tinha 130 anos, quando entrou no Egito, teria nascido por volta do ano 2010 a.C. Logo, Isaac, o seu pai, teria nascido no ano 2070, antes de Cristo, e Abrão no ano 2170. Isto é o mais longe que nós conseguimos ir.
Mas, atenção, isto não podem ser datas fixas, não podem ser estanques, porque há aqui variáveis de um ou outro ano. Mas há outros dados que nós podemos ter também em consideração. Há alguns autores que, utilizando a tradução grega, a Septuaginta, que traduz Êxodo 12.40, mencionando que o período total que Israel passou no Egito foi de 430 anos, isso significaria que Israel teria estado no Egito 215 anos. E estes 215 anos vão entre o chamado de Abraão e a entrada de Jacó, portanto, em Canã, Eles são calculados atribuindo 25 anos a Abrão, 60 anos a Isaac, 130 anos a Jacó, o que se harmoniza com a passagem de Gálatas, capítulo 3, versículos 16 e 17, que afirma que a lei foi promulgada no Sinai 430 anos depois da aliança entre Deus e Abrão.
Agora, há que perceber se o apóstolo Paulo faz a referência à primeira promessa feita a Abrão em Arã ou Se os 430 anos teriam começado quando Abraão tinha 75 anos, mas essa mesma promessa é repetida a Jacob, quando Jacob vai a caminho do Egito. E, portanto, é normal que nós pensemos que, para contar os 430 anos, é melhor fazê-lo a partir de repetição. da promessa e, logo, os períodos destes 430 anos devem abranger o período que vai de 1880 antes de Cristo até à data de 1450, data em que Israel, portanto, sai do Egito.
E, portanto, só os filhos de Israel é que Poderiam ser contados, porque Abraão, Isaac e Jacó não contam como o Israel povo. Eles são os patriarcas que vão dar origem, mais tarde, ao povo de Israel. Se nós assumíssemos que as neologias de Génesis, capítulo 5 a 11, estariam todas elas completas, elas totalizam 1.656 anos, desde a criação até ao dilúvio, que se dá no ano 600 da vida de Noé. Ora, de acordo com a data que o arcebispo Asher deu, de 4.004 anos para a criação do mundo, o dilúvio teria acontecido no ano 2.348, ou seja, 178 anos antes do nascimento de Abraão.
Mas era preciso que as genealogias estivessem completas, e este é que é o grande problema. E não estão. Muito bem, depois de ouvirmos a resposta à primeira pergunta do nosso fórum de hoje, e antes de avançarmos para a segunda pergunta, eu gostaria de lhe apresentar este guia de estudo da Bíblia, intitulado Evidências. Este é um manual de estudo que não vai querer perder, escrito pelo Dr. Rodrigo Silva, e que está organizado ele em 14 lições. Cada lição tem o seu ponto de partida, imagine só também perguntas. Perguntas como qual é o sentido da vida, razão e a fé combinam, podemos nós crer na Bíblia, o mundo irá acabar? A leitura e o estudo deste manual lhe ajudarão certamente a encontrar respostas a estas e a muitas outras questões e dúvidas que também podem ser as suas.
No início de cada lição, encontrará um QR Code que lhe dará acesso a video-aulas gravadas pelo Dr. Rodrigo Silva, explorando os mesmos temas apresentados neste Guia de Estudo. Já sabe, pode solicitar este Guia de Estudo e Evidências de forma totalmente gratuita. Para isso, envie-nos uma mensagem para o número 933-939291. Anote bem, 933-939291. E nós teremos todo o gosto em enviar um exemplar para si.
Muito bem, Artur, avançamos para a segunda pergunta. Já tivemos a oportunidade de ver os limites e as dificuldades que existem quando tentamos procurar medir o tempo através das genealogias. Mas temos mais uma pergunta sobre genealogias. Existem diferentes tipos de genealogias, não é? É verdade. E, portanto, aqui é que está. Quando uma pessoa se põe a contar as genealogias como se fossem simples datas de nascimento, falha aquele que é o relato que a Bíblia tem para as próprias genealogias. Porque a Bíblia divide as genealogias. Há genealogias que são genealogias de origem e há genealogias que mostram, por exemplo, a continuidade de fé entre aquele que é o povo de Deus. E são dois tipos diferentes de genealogias.
Por exemplo, estas genealogias que mostram a continuidade de pessoas comprometidas com Deus são as de Génesis 5, que vão de Adão até Noé, ou de Génesis 11, de Noé até Hebrão. E depois nós temos as genealogias de origem. Essas sim vão nos mostrar como é que os povos vão aparecer. Temos as genealogias de Génesis 4, que mostram de Cain a Lameque, de Génesis 10, que mostra Sem, Cã, Jafé e os seus descendentes. Algumas destas genealogias não se limitam apenas a apresentar fulano de tal deu origem a fulano de tal, que deu origem a fulano de tal. Elas vão apresentar, por exemplo, o modo de vida de algumas pessoas.
Por exemplo, vai-nos dizer em Génesis 4 que os descendentes de Cain construíram uma cidade, ou que viveram em tendas, ou que criaram animais, ou que desenvolveram instrumentos musicais, ou que trabalharam o metal. Isso para nos mostrar o quê? Para nos mostrar que estas pessoas da descendência de Caim estavam mais preocupadas com o percurso, com o sucesso material, do que, propriamente dito, com aquilo que era espiritual. Em contraste, por exemplo, a genealogia de Génesis 5 assinala que houve uma pessoa chamada Enoch que andou com Deus. E aqui temos esta diferença. A genealogia de Caim, eles não querem mais saber do relacionamento com Deus, porque Caim justamente afastou-se de Deus, enquanto que a genealogia de Enoque mostra que há uma parte de seres humanos que continuam a apostar no seu relacionamento com Deus.
E Génesis 11 mostra também a continuidade da geração fiel a Deus, enquanto que em Génesis 10, há outra genealogia, mas que nos mostra a origem das nações. E estas nações vão ser mais tarde os vizinhos de Israel. Portanto, nós estamos a ver que há aqui diferentes tipos de genealogias. Depois, temos genealogias, de novo, em Génesis 25. Abraão, Isaac, Jacó. Em Génesis 35, para nos mostrar os filhos de Jacó que constituirão o povo de Israel, do livro do Êxodo. Em Êxodo 6, uma nova genealogia que nos mostra, por exemplo, a origem de Arão e de Moisés.
E, após o Êxodo, aparece de novo uma genealogia nos três primeiros capítulos do livro de números. E a próxima genealogia era um livro de Ruth. Porquê? porque ela vai nos mostrar que vai haver um rei que vai aparecer, que é o rei David, que é o rei de referência da história de Israel. E a genealogia de David vai voltar a reaparecer nos primeiros e segundos livros de reis, que nos mostram toda a sua sequência nos reis de Judá, até ao último rei de Judá, que é o rei Zediquias. Pelo contrário, as dinastias do Reino do Norte tinham genealogias de dinastias interrompidas. Enquanto que em Judá manteve-se sempre a dinastia do rei David, com altos e baixos do ponto de vista espiritual, no Norte essas dinastias são interrompidas.
Eles vão-se afastando continuamente de Deus, até ao momento em que vão ser levados pelos assírios em cativeiro, o que vai acontecer no ano 722 a.C., enquanto que no Reino do Sul sucedem-se sempre reis que pertencem à dinastia de David. Como eu disse, há reis mais fiéis a Deus, reis menos fiéis a Deus. o que levará a que eles também vão ser levados em cativeiro mais tarde pelos babilónios no ano 596 a.C. Após o exílio dos 70 anos do cativeiro babilónico, nós vamos encontrar genealogias de novo nos livros de Êsdras, no livro de Anemias, porque essas genealogias têm vários propósitos.
Primeiro, mostrar de quem é a Terra, porque eles foram para o cativeiro, mas a divisão da terra pertence às mesmas famílias, mostrar quais são os indivíduos de origem sacerdotal, porque há que reiniciar, digamos, os serviços do templo, mostrar quem são também os potenciais descendentes do rei David. e logo o propósito das genealogias não é só contar o tempo de nascimento de umas pessoas para outras. Eles têm objetivos concretos e é preciso perceber que nem sempre esses objetivos concretos estão ali para nos referir matematicamente quem sucedeu a quem. Muito bem. Penso que ficou claro que existem diversos tipos de genealogias e cada uma delas com o seu propósito.
E antes de conhecermos as últimas duas perguntas do nosso fórum, chegou o momento agora para um brevíssimo intervalo. Continuo por aí porque nós voltamos já já de seguida. TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança. Estamos de volta ao programa Fórum Bíblico, hoje a responder a perguntas relacionadas com as genealogias na Bíblia, e está connosco, como sempre, o teólogo Artur Machado, para nos orientar e guiar nas respostas e no aprofundamento deste tema. Se começou a assistir apenas agora a este programa na televisão ou se nos está a ouvir na rádio pela primeira vez, então quero dizer-lhe que este é um espaço onde as suas perguntas ou dúvidas sobre os mais diversos assuntos relacionados com a Bíblia poderão encontrar aqui a resposta que talvez procure.
Se for esse o caso, pode enviar a sua dúvida ou questão para o nosso e-mail programas arroba novotempo.pt ou então por mensagem por WhatsApp ou SMS através do número 933 939291, indicando sempre o nome do programa Fórum Bíblico. Passemos de seguida, e sem demora à terceira pergunta, ainda a propósito, das genealogias, e a primóxima pergunta é exatamente esta, qual era o propósito das genealogias? Já abordámos um pouquinho na resposta da pergunta anterior, mas agora sistematizando um pouquinho mais. Exato. Portanto, além de ser para dizer quem era o proprietário da terra, quem podia exercer a função sacerdotal, quem era de linhagem real, tinha ainda um quarto propósito, que era de veicular uma história porque a genealogia vai preencher espaços que podem ser deixados em branco.
Além do mais, a própria palavra genealogia, no livro de Gênesis, Toledote, não está relacionada com nenhum nascimento de ninguém. Está relacionada com a história da Terra. e mostra-nos como é que Deus é interventivo ao longo da história de vida dos seres humanos. A palavra toledote, que nos dá a palavra genealogia, vem do verbo yalad, que significa ter filhos ou gerações, e portanto mostra-nos como é que Deus vai acompanhando essas gerações. E este é o grande propósito da genealogia, é que Deus está ao lado do ser humano, acompanha o ser humano e procura dar um sentido à vida do ser humano. Não é só para contar ali os anos de vida deste ou daquele.
Muito bem, penso que ficou claro. Temos uma última questão, uma quarta questão. A resposta também já foi abordada nas questões anteriores, elas interligam-se, que é, as genealogias estão completas? Pois essa é que é a grande questão e nós temos todas as razões do mundo para acreditar que elas não estão completas. Porque era comum entre os judeus querer provar uma genealogia sem recorrer, portanto, ao critério de estarem completas ou não. Desde que ele conseguisse provar o ponto, aceitava-se a genealogia. É por isso que nós encontramos na Bíblia discrepâncias de genealogias. Por exemplo, no livro de Êsdras, no capítulo 7, versículos 1 a 5, se nós compararmos essa genealogia que está aí com a que está em 1ª de Crónicas, capítulo 6, versículos 3 a 15, percebemos que Êsdras deixou seis nomes.
após ter mencionado Maranhote e outros nomes após ter mencionado Seraías e Êsdras. E há uma descoberta arqueológica interessante que nos pode elucidar. Em 1971 é feita a descoberta, a nordeste de Jerusalém, de um túmulo denominado Givat Hamevtar, que é datado do primeiro século da nossa era. Nesse túmulo encontra-se a seguinte inscrição. Eu, Abá, filho do sacerdote Eleazar, filho de Arão, O sumo sacerdote, eu, Abá, o oprimido e perseguido que nasci em Jerusalém, fui para o exílio em Babilónia e trouxe de volta para Jerusalém Matatias, o filho de Judá, e entrei na gruta que adquiri por escrito. Quando nós lemos esta inscrição, nós percebemos que há aqui umas grandes discrepâncias.
Este homem diz que pertence, portanto, o seu filho é Eleazar, faz referência a Arão, mas ele não é enterrado ali em Jerusalém no tempo da morte de Arão, nem no tempo da morte de Eleazar. Acontece é que ele, na sua genealogia, ignorou dez séculos. Ou seja, faz remontar a genealogia a Arão e a Eleazar para provar que ele é de ascendência sacerdotal. Isto era absolutamente normal. Nós encontramos isto na própria genealogia de Jesus Cristo. E essas lacunas induzem erros depois, não é? E essas lacunas induzem erros quem vai à procura de contar o tempo das genealogias. Porque as genealogias não estão lá para nos fazer contar o tempo, elas estão lá para nos veicular uma teologia da história.
E o mesmo acontece logo na genealogia de Mateus acerca de Jesus. E Mateus diz que cortou aquela genealogia, porque ela vai dizer que daqui até ali são X gerações, daqui até lá são outras gerações, daqui até lá são outras gerações. Mas se nós fizéssemos o cómputo geral, percebíamos que havia ali lacunas. E o que Mateus quer dizer é que Jesus é o filho de David, e por isso ele corta as gerações ali, literalmente, no propósito que ele quer realizar. E, portanto, quando nós estamos a ler genealogias, não há muita gente que goste de ler, eu concordo, mas temos que perceber isto. Elas estão ali para nos dar um ensinamento e não, forçosamente, para nos ajudar a contar períodos históricos. Este é o grande propósito da genealogia.
mostrar que Deus dá um sentido à história do ser humano através das gerações e que, no fundo, através daqueles que lhe são fiéis, ele consegue realizar o seu propósito. Muito bem. Podemos não gostar muito de ler, pode parecer até um tema complexo, mas tenha certeza que as perguntas que foram colocadas e as respostas que nos foram dadas elucidaram-nos sobre este tema e sobre o propósito, lá está, das genealogias da Bíblia. O meu desejo é que, aí desse lado, seja pela televisão, no YouTube ou, quem sabe, na rádio, tenha ficado mais esclarecido sobre o assunto muito interessante que foi hoje abordado. Não queria deixar de terminar sem apresentar novamente o Estudo da Bíblia e Evidências. Ao longo das suas páginas, o autor, conhecido Dr.
Rodrigo Silva, vai guiá-lo numa jornada de reflexão e da descoberta de respostas a muitas questões com base nas evidências disponíveis. Já sabe, o Guia de Estudo da Bíblia e Evidências é totalmente gratuito. E para pedir o seu, basta apenas enviar uma mensagem para o número 933-939291. Anote bem o nosso número 933-939291. Como já percebeu, pode participar no Programa Fórum Bíblico, sempre que entender, através do envio das suas questões. É muito fácil fazê-lo. Podem enviar as suas perguntas, as suas dúvidas ou assuntos que gostava de ver melhor esclarecidos e respondidos aqui no programa para o nosso e-mail. O e-mail é programas-arroba-novo-tempo.pt ou então poderá fazê-lo também por mensagem pelo WhatsApp ou através de uma SMS enviando para o número 933-939291 e se assim Preferi por aqui indicar sempre o nome do programa, Fórum Bíblico.
Pode continuar a acompanhar este programa semanalmente na televisão, no canal 186 da Mel, ou pode ver no YouTube do Novo Tempo, ou então ouvir na rádio RCS em 91.2 FM, na região da Grande Lisboa. Estamos mesmo mesmo a acabar. Despeço-me do Artur e despeço-me de si que nos acompanhou. O programa de hoje termina aqui, mas o fórum volta a abrir na próxima semana, porque toda a pergunta procura sempre uma resposta. Fica o encontro marcado. Até lá.
No episódio desta semana do Fórum Bíblico, exploramos as genealogias presentes na Bíblia. Analisamos como diferentes personagens e acontecimentos se entrelaçam através destas listas de ascendência, e como elas podem ser interpretadas de várias maneiras.
Aprofundamos a questão de se as genealogias bíblicas estão completas ou não, e como isso afeta a nossa compreensão da história e da fé. Discutimos como era comum entre os judeus provar uma genealogia sem necessariamente recorrer ao critério de estar completa.
Analisamos também a discrepância de genealogias como no livro de Esdras no capítulo 7, versículos 1 a 5, onde Esdras deixou seis nomes. Através da leitura do livro de Génesis percebemos porque é que Deus se revela ao longo da história de vida dos seres humanos. Este é o grande propósito da genealogia.