Olá, amigo. Olá, amiga. É bom estar contigo olhando para a Palavra de Deus. Muitas são as maneiras como Deus tem de comunicar, de interagir com cada um de nós. Há uma delas que nem todas as pessoas gostam. Eu, particularmente, sou daquelas pessoas que não gostam, que me façam muitas perguntas. Mas aquilo para que nós iremos olhar hoje Começa com o que diz Jó, no capítulo 38 e no verso 3 do seu livro. Diz-nos assim, relata a ele, se tens coragem, prepara-te para responder às perguntas que te vou fazer.
Não é Jó que está a dizer isto. Esta proposta é uma proposta de Deus a Jó. Cria coragem, tem coragem para responder às perguntas que eu te vou fazer hoje. E hoje eu queria que tu também tivesse coragem para responder às perguntas que Deus tem para nos fazer. Quando nós olhamos para a Bíblia nós vamos encontrar centenas e centenas de perguntas que nos são feitas por Deus. Perguntas do mais variado tipo, da mais variada forma.
Perguntas que Deus faz à humanidade, que Deus fez à humanidade e que Deus continua a fazer a cada um de nós porque quer o nosso bem. Nós vamos começar lá logo pelo princípio, o princípio de todas as coisas e o princípio da nossa Bíblia também. No capítulo 3 e no verso 9, do livro de Génesis, nós encontraremos não a primeira pergunta que nos é trazida pelas Sagradas Escrituras, porque existe uma outra pergunta, mas a primeira pergunta que é feita por Deus. No capítulo 3 e no verso 9, diz-nos assim, o Senhor Deus chamou pelo homem e perguntou, onde estás?
Esta é a primeira pergunta que Deus nos faz ao chamar-nos. Quem vai à procura de Adão é Deus. É Ele que vai à nossa procura também. É Ele que procura de todas as formas chegar até nós e nos pergunta, onde estás? Mais à frente, ainda no capítulo 3 e no verso 11, Deus continua a perguntar a Adão, quem te disse que estavas nu? No capítulo 3, universo 11, diz, Deus perguntou-lhe, quem é que te disse que estavas nu? É como se Deus estivesse a perguntar a Adão, porquê é que fizeste isso?
Porquê é que tu deste ouvidos a quem não devias? E a nós é como se ele nos tivesse a perguntar porquê é que disseste isso? Porquê é que te comportas dessa maneira ou de outra maneira? Porquê é que não aproveitaste as oportunidades que eu te dei? Esta é a pergunta que ele faz a cada um de nós quando nós pecamos e ele nos chama ao arrependimento. O arrependimento não é alguma coisa que vem de nós. O arrependimento é alguma coisa que é o próprio Deus que coloca em cada um de nós para nós sentirmos a enormidade do pecado e a necessidade de restauração.
Mais tarde, ele vai falar com Eva. Na sequência de ter falado com Adão, agora ele vai falar com Eva. E no verso 13, ele pergunta a Eva, o Senhor disse então à mulher, o que é que fizeste? Esta é a pergunta também que Deus nos faz quando nós quebramos um dos seus mandamentos. Eu tive o cuidado de te dar a minha lei. Porque te amava, eu dei-te a minha lei, dei-te princípios para a tua vida. Dei-te quatro princípios que têm a ver com a tua relação comigo e tu tens seis mandamentos para tu gerires, por assim dizer, o teu relacionamento com as outras pessoas.
Porquê é que tu não lhe obedeces? Porquê é que tu fizeste isso? Porquê é que tu fazes isso? Mais à frente, na história do povo de Israel, nós vamos encontrar Deus falando
com Moisés também. E faz-lhe outra pergunta, uma pergunta um tanto ou quanto descabida, porque Deus via o que é que Moisés tinha na mão, na sua mão. E Deus pergunta a Moisés, conforme diz Êxodo, no capítulo 4 e no verso 2. Então o Senhor perguntou-lhe, que é isso que tens na mão? E diz que Moisés respondeu, uma vara. Esta é a pergunta que Deus nos faz relativamente aos nossos recursos. Esta é a pergunta que Deus nos faz relativamente às nossas capacidades, ao conhecimento que nós adquirimos com a sua ajuda, ao tempo que Ele nos dá, às 24 horas que cada dia tem para nós podermos trabalhar para nós e que pouco trabalhamos, que pouco utilizamos para trabalhar para Ele.
Mais à frente, ainda, nesta conversa que Deus tem com Moisés, em que chama Moisés a fazer um trabalho extraordinário que ele tinha para fazer, que era tirar o povo do Egito para o levar para a terra de Canaã, e perante a recusa de Moisés, dizendo, ai Senhor, eu não tenho jeito para falar com o faraó, eu não tenho capacidade para falar com o faraó, a minha boca é pesada, a minha língua é pesada, porque faz bastante tempo que eu lido apenas com ovelhas, não estou habituado a lidar com pessoas. E no verso 11, Deus faz outra pergunta a Moisés, e a pergunta é, o Senhor respondeu.
Quem é que deu a boca ao homem? Quem o faz ser mudo, surdo, cego ou ter vista? Não sou eu o senhor? Ah, apresado amigo, apresado amiga, quantas e quantas vezes nós inventamos desculpas, aquilo que nós chamamos normalmente de desculpas esfarrapadas, para nos deixarmos utilizar pelo Senhor? Esta é a pergunta que Deus nos faz quando nós inventamos essas mesmas desculpas. Muitas vezes achamos mais confortável estar calados e estar na nossa zona de conforto do que sair e falar. Muitas vezes nós nem precisamos de falar tanto assim.
Bastava que nós entregássemos um folheto e dissessemos às pessoas, Deus ama-te. Olha aqui como Deus te ama. E nem isso nós temos coragem de fazer. Porquê? Porque nós não confiamos suficientemente no Senhor, tal como Moisés não estava a confiar suficientemente no Senhor. Mas o Senhor lembrou-lhe. Isso que tu tens na mão, isso que eu coloco na tua mão, os recursos que eu coloco à tua disposição, se tu os usares, tu podes ser aquilo que eu preciso que tu sejas. Se tu utilizares a boca como eu quero que tu utilizes, me deixares falar por ti, por assim dizer, influenciado pelo meu espírito, tu podes fazer grandes coisas.
Vamos mais, vamos continuar. Vamos agora ao primeiro livro de Reis e vamos encontrar outra pergunta que é feita por Deus. E é uma pergunta que Deus faz a Elias. No capítulo 19 e no verso 9 de 1ª de Reis, Diz-nos assim, Ali procurou uma caverna e nela passou a noite. Então o Senhor dirigiu-se a ele e disse, Que fazes aqui, Elias? Quando nós olhamos para esta parte da história, vemos que Elias tinha extraordinariamente desafiado os profetas de Baal, tinha mostrado quem era o verdadeiro Deus, mas a seguir ele teve medo de Jezabel e fugiu.
E nesta fuga ele vai ter a ajuda de Deus, porque Deus primeiro alimenta-o e dá-lhe forças para ele poder caminhar durante 40 dias. E depois de ter alimentado, de ser alimentado por Deus durante 40 dias, Deus faz-lhe esta pergunta. Deus vai encontrá-lo deitado numa caverna, cheio de medo, e Deus faz-lhe esta pergunta. O que é que tu fazes aqui, Elias? Porquê é que tu fugistes? Depois de eu me ter mostrado a ti de forma extraordinária, o que é que tu fazes aqui? Esta é a pergunta que Ele nos faz também, quando nós estamos desanimados, quando nós estamos apáticos. Conta-se que, certa vez, John Longbottom viajava até Wauquan, no estado de Iowa, visitar membros afastados.
Eles têm que atravessar o rio Mississippi, que estava gelado. E diz que o condutor determinou chegarem junto àquele lago gelado, àquele rio gelado. Pergunta-lhe como que, em termos de brincadeira, nós chegámos ao Mar Vermelho, temos que atravessar?" E Eleanor White, que acompanhava John Longborough, diz-lhe, avance confiando no Deus de Israel. E diz que depois de terem avançado naquele lugar, eles fortaleceram os irmãos daquela cidade. E ali foram encontrados dois pregadores. Um ia na carruagem com Ellen White.
Outro foi encontrado naquela localidade, que era Osei Amid. E, antes de se despedirem daquele lugar, diz que Ellen White perguntou a Longborough, o que fazes aqui, Elias? Espantado, diz que Longborough Respondeu, meio atrapalhado, eu trabalho como carpinteiro. Então diz que Ellen White perguntou-lhe de novo, o que fazes aqui, Elias? E diz que perguntou uma segunda e uma terceira vez. E diz que estas perguntas fizeram a diferença na vida daquele homem. Ele tornou-se um pioneiro valoroso, ele tornou-se um escritor, ele tornou-se um pregador.
Deus faz-nos esta mesma pergunta. O que fazes aqui José? O que fazes aqui João? O que fazes aqui Maria? O que fazes aqui Adélia? O que fazes aqui? Deus não quer que nós estejamos parados. Deus quer que nós estejamos continuamente em movimento. Deus quer que nós possamos ser úteis à sua obra. Deus quer que nós possamos ser úteis onde quer que nós estejamos. Não tínhamos medo da nossa língua, não tínhamos medo de utilizar os nossos recursos, não tínhamos medo de estarmos nus. Utilizemos tudo aquilo que Deus nos pode dar para nós podermos trabalhar, para
nós podermos avançar. Mas vamos avançar agora no tempo e vamos encontrar uma outra pergunta que é feita por alguém especial. No capítulo 5 e no verso 6 do Evangelho de João, nós vamos encontrar aqui uma outra pergunta feita pelo próprio Jesus. Lemos no capítulo 5 e no verso 6, Jesus ao vê-lo deitado e ao saber que já estava ali doente há muito tempo, perguntou-lhe, queres ser curado? Uma pergunta estranha feita a alguém que fazia 38 anos que estava deitado numa cama a pedir esmola.
Pergunta estranha feita a alguém que como resposta diz, eu estou aqui há tanto tempo, eu preciso que me levem para dentro da piscina, mas ninguém me leva e eu não consigo chegar a tempo. E a pergunta fica no ar, queres ficar curado? Prezado amigo, prezada amiga. Como resposta a todas estas perguntas, Jesus faz-nos esta pergunta. Queres ser curado? Queres ser curada? Queres ser transformada? Queres ser utilizada por mim? Queres ter capacidade de falar? Queres ter capacidade para utilizar os teus recursos?
Voltemos a Jó. E ao longo do livro de Jó nós vamos encontrar muitas e muitas perguntas feitas
por Jó e seus amigos a Deus. Perguntas e mais perguntas. No livro de Jó nós encontramos, em quatro capítulos apenas, cerca de setenta perguntas que são feitas por Deus a Jó. No capítulo 38, 39, 40 e 41, nós encontramos mais de 70 perguntas feitas por Deus, aquele Homem. E através dessas perguntas, Deus mostra a Jó quem é, Deus mostra a Jó quem foi que criou e mantém a Terra e todos os seres vivos, Deus mostra a Jó quem tem poder sobre tudo e sobre todos, Deus mostra a Jó, quem pode comandar a nossa vida.
Deus mostra a Jó ainda e mostra a cada um de nós quem nos dá a liberdade de escolha, etc. E depois vem a resposta de Jó. São seis versículos, mas vale a pena nós lermos? Vale a pena nós olharmos para esta resposta que Jó dá a Deus, para vermos como Jó pode compreender realmente quem era Deus, o Deus a quem ele servia, o Deus, a quem o tinha deixado que acontecessem todas aquelas desgraças, permitido que acontecessem todas as desgraças que aconteceram na sua vida, mas que agora estava, por assim dizer, a dar uma volta, a virar tudo de pernas para baixo ou de pernas para cima, como queiramos dizer.
para que tudo voltasse a ser como era antes, ou melhor ainda, do que seria. No capítulo 42, nos versos 1 a 6, diz-nos assim, Jó respondeu então ao Senhor, Reconheço que tudo é possível para Ti e que para Ti nenhum plano é inatingível. Reconheço que tudo é possível para ti e que para ti nenhum plano é inatingível." Jó reconhecia que o Deus que tinha criado todas as coisas, o Deus que tinha sido capaz de criar o vento, o Deus que era capaz de criar a neve, o Deus que era capaz de criar as montanhas, o Deus que era capaz de criar os aguaceiros, o Deus que era capaz de criar todas as belezas que estavam à sua volta, Para ele, nada é inatingível.
Depois ele continua no verso 3. Como se atreve alguém a denegrir a verdade com palavras insensatas? Também eu falei, sem perceber, de maravilhas demasiado grandes para mim. Quando nós olhamos para a história de Jó, quando nós olhamos para o sofrimento que ele teve que enfrentar com a sua doença, quando nós olhamos para a história de Jó e vemos as perdas que ele teve, ele tinha todas as razões para reclamar do Senhor. Ele podia ter chegado e feito aquilo que a sua esposa lhe recomendou a fazer. Amaldiçou o Senhor e morre. Mas eu respondo-lhe de uma maneira um tanto ao quanto quase que agressiva.
Como uma louca falas tu. Se Deus me ajudou até aqui, porque é que eu não hei de continuá-lo a servi-lo agora? E agora no verso 4, ele começa a reconhecer tudo aquilo. que de errado, os seus amigos tinham dito, e que ele mesmo, de errado, provavelmente perante o sofrimento porque tinha passado. Perante o sofrimento físico em que ele estava, em que tinha que se esfregar com um caco de telha para arrancar aquelas pústulas. E ele diz a Deus, ouve-me por favor, tenho algo para te dizer.
Quero fazer-te uma pergunta para me responderes. Eu acho maravilhoso esta maneira como Jó agora se dirige a Deus. Eu acho espetacular quando alguém consegue virar-se para Deus e dizer-lhe, ouve-me, por favor, tenho algo que dizer, quero fazer-te uma pergunta para me responderes. Agora é o próprio Jó que pede a Deus que responda à sua pergunta. Mas não é um pedido de resposta com arrogância, com revolta, com nada disso. É um pedido humilde que eu faço a Deus.
E depois ele continua no verso 5. De facto, eu mal tinha ouvido falar de ti, mas agora vi-te com os meus próprios olhos. Ah, prezado amigo, prezado amiga, quando nós olhamos para Deus, quando nós conseguimos reconhecer aquilo que Deus faz nas nossas vidas, quando nós olhamos para o sacrifício de Jesus e vemos o amor expresso nesse sacrifício por cada ser humano, quando nós olhamos para os Evangelhos e vemos toda a vida de Jesus e o que ela representa, o que ela deve representar para cada um de nós, nós podemos dizer que vemos o próprio Deus com os nossos próprios olhos.
Aliás, Jesus diz que Ele veio mostrar o Pai, que Ele veio viver no meio de nós para que nós pudéssemos conhecer melhor o Pai. E agora, Ele termina dizendo, é quase que o meia-culpa que Ele faz. Ele diz, por isso renego o que disse arrependo-me e faço penitência, cobrindo-me de terra e cinza. Quando nós olhamos para todos os 30 e tal capítulos que nós temos para trás a respeito da história de Jó, quando nós olhamos para tudo aquilo que aconteceu na sua vida, quando nós olhamos que para além do sofrimento físico que ele tinha, para além do sofrimento mental de ter perdido os seus filhos, de ter perdido as suas propriedades, de ter perdido a saúde, Ainda tem que, desculpem a expressão, aguentar aqueles amigos que lhe fazem perguntas, que lhe fazem acusações incómodas.
Ele tem ainda a coragem, como eu dizia há pouco, de louvar a Deus. De dizer à sua esposa que ela é uma louca com a afirmação que ela faz. Deus me deu, Deus me levou, bendito seja o nome do Senhor. Foi a resposta que Jó teve para todas estas questões que lhe eram colocadas a respeito das perdas que ele teve. Prezado amigo, prezada amiga, todas as perguntas que Deus nos faz, todas as perguntas que nós vimos quer Adão e Eva, quer a Moisés, quer a Elias, quer a pergunta feita àquele paralítico que agora é curado por Jesus, são as mesmas perguntas que Deus faz a cada um de nós.
Eu gostaria de ir até à pergunta que Jesus faz àquele paralítico. A pergunta que Jesus faz a Elias. que fazemos nós aqui? Quanto de nós está à disposição de Deus? Será que queremos ser curados? Será que queremos ser efetivamente mudados? Será que queremos responder da mesma maneira que Moisés respondeu, da mesma maneira que Elias depois respondeu, da mesma maneira que aquele paralítico respondeu a Jesus? Sim, Senhor, eu quero ser curado. que nós possamos responder a todas estas perguntas de Deus com sim senhor, usa-me, transforma-me, usa-me para ti, usa-me para ajudar na tua obra e ajudar aqueles que estão ao meu redor.