Compromissos
A MensagemT1 · E53

Compromissos

22 de Abril de 202623 min 2 s

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Abertura e introdução

É um enorme prazer e alegria estar aqui para podermos falar um pouco, pensar, meditar sobre algumas coisas que Deus deixou escritas na Bíblia, em que nós iremos, durante algum tempo, meditar sobre elas e como é que nós podemos aplicar no nosso dia a dia. Iremos falar um pouco sobre a história de Ananias e Safira e toda esta envolvência que eles tiveram, as suas dúvidas, como é que foi o seu percurso. E vamos descobrir, pelo menos para mim foi uma descoberta enquanto estive a trabalhar, a estudar, a meditar, a orar sobre esta história, para ver qual é que deve ser a nossa atitude, qual é que deve ser o nosso percurso perante esta informação que aqui a Bíblia nos traz desta história que tinha tudo para ter um final feliz, mas nem por isso.

Mas a Bíblia é mesmo assim. Não tem que, necessariamente, tudo ter um final feliz, mas ter a verdade. E, como tal, a verdade não quer dizer que tudo corra da maneira mais bonita e mais perfeita, porque a verdade é a verdade pura e crua. Mas deixem-me começar com uma história de um professor universitário em Inglaterra no século XIX, Thomas Huxley, em que ele era professor na Universidade de Londres e todos os dias apanhava um comboio para Londres. e depois teria que ir para a Universidade apanhando um táxi.

Vamos chamar-lhe um táxi no século XIX. Ou seja, uma carruagem puxada a cavalos, em que, vamos chamar o Uber da altura, em que iria desde a Estação dos Comboios, século XIX, Londres, em que iria desde a Estação dos Comboios até à Universidade. Mas um dia, já estava muito atrasado, porque o comboio atrasou, tivesse problemas no comboio, então este professor, o Thomas, já ia um pouco atrasado. Foi a correr, saiu do comboio a correr e apanhou a primeira carruagem que ali estava disponível e disse rapidamente, a toda a velocidade, vamos!

E aí foi. Os dois cavalos, a toda a velocidade, por dentro de Londres. Estamos a imaginar o que é que seria Londres no século XIX. Ou seja, ruas com lama, com pedras, com gente a andar de um lado para o outro, porque os automóveis ainda na altura não existiam, ou se houvesse eram muito poucos. E então era uma confusão, trânsito da direita, da esquerda, trânsito de carruagens, pessoas, uma confusão brutal e lá ia ele e os cavalos a velocidade total, quase a atropelar pessoas e o professor lá dentro a tentar agarrar-se dentro da carruagem para não bater com a cabeça em nenhum lado e ia de uma velocidade furiosa por dentro de Londres em direção à Universidade.

o resto da história. No final iremos saber qual é o resto da história. Está bem? Por isso, não falta muito e já iremos saber o resto da história.

A história de Ananias e Safira

Mas faço o desafio para abrimos as nossas Bíblias em Atos 5. Por isso, nós temos a nossa Bíblia, Novo Testamento, Atos dos Apóstolos, no 5, vamos ler do 1 a 4, onde nós lemos a história deste casal Ananias e Safira. Mas um certo varão, chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma propriedade e reteve parte do preço, sabendo também sua mulher, e levando uma parte, a depositou aos pés dos apóstolos.

Disse então Pedro, Ananias, porque encheu Satanás o teu coração para que mentisses ao Espírito Santo e retivesse parte do preço da herdade? Guardando-a, não ficava para ti, e vendida. não estava em teu poder, porque formaste este signo em teu coração. Não mentiste aos homens, mas mentiste a Deus. E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e a inspirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram." Este casal tinha poços, nomeadamente uma terra, e decidiu, e muito bem, porque a terra era deles, decidiu vender, mas decidiu que iria oferecer o valor para o templo, para a igreja.

Eles podiam muito bem ter ou ficado com a terra para eles, nada os obrigou a vender a terra, muito menos nada os obrigou a darem totalmente o valor para a igreja, podiam, dar 10% para a igreja, eu dizia-me, da venda da terra e ficavam com 90% para eles e podiam fazer o que bem entendessem ou podiam ajudar pessoas ou ficavam com dinheiro para eles e investiam de outra forma qualquer em que estavam no seu pleno direito. como aqui o próprio apóstolo diz, o Pedro, diz que tu a terra era tua, guardavas, era tua, vendias, o dinheiro ficava para ti.

Porquê que fizeste isso? Porquê? Qual é a necessidade? E acima tu não mentiste à igreja, não mentiste ao A, ao B, ao sacerdote, a mim, ou a ninguém, quer dizer, tu mentiste a Deus. Tu fizeste um pacto. Tu comprometeste com Deus. Comprometeste em que davas a totalidade para Deus. Isto é muito sério, quando nós nos comprometemos com Deus. É mesmo muito sério.

O perigo das falsas promessas

Nós, por vezes, levamos isto de uma maneira muito leve. em que a maior parte das vezes, quando nós estamos debaixo de pressão, nós prometemos e comprometemos-nos. Por vezes nós fazemos estes atos perante pessoas, nossos colegas de trabalho, nossos familiares, nossa esposa, nosso marido, nossos filhos. em que em momentos de maior aflição, em que nós comprometemos, em que ao nosso filho, olha, se tiras uma nota muito boa, eu vou-te dar X.

E vamos na emoção. E depois nós vemos que não temos capacidade, nem se calhar o que nós estamos a prometer é bom para aquela pessoa, não é. Porque é que o filho, a ter uma nota muito boa, há de receber um telemóvel topo de gama? Há. A vantagem de ter notas boas é dele próprio. Pode ter um diploma com uma nota mais alta, pode ir para um curso melhor, pode ir a um curso melhor para depois ter acesso a uma profissão melhor. Ou seja, o principal beneficiado já é a própria pessoa. Porquê um telemóvel topo de gama? Porquê? Ou seja, há uma série aqui de fatores e de camadas em que nós podemos colocar.

A mesma coisa que nós, quando estamos muito alegres, nós por vezes prometemos... Os portugueses têm uma frase... bastante interessante, não sei se eventualmente em outros países também tem, prometemos mundos e fundos. Estamos muito alegres. Aconteceu alguma coisa na nossa vida, alguma coisa correu muitíssimo bem. Estamos extremamente alegres e então prometemos, a partir de agora, vou fazer isto, aquilo, aquilo outro. Ou então, na passagem de ano, temos logo ali uma lista para ir de dez coisas. Vou emagrecer, sei lá, estou a dizer, não há nenhuma lista.

Pelo menos a minha não passa por aí. Sei lá, vou emagrecer, vou ao ginásio, vou ler a Bíblia todos os dias, vou ler a lição, vou isto, vou aquilo, vou com o outro e a partir de agora, pronto, vai ser um espetáculo. Dia 2, se calhar a lista já ficou um bocadinho mais curta. Dia 3 é tão... Ui! Dia 4 de janeiro... Isto já está a começar a ficar um bocadinho complexo. E nós começamos a ir por aí abaixo. Mais grave é quando nós nos comprometemos com Deus. Quando nós estamos numa situação aflita, em que nós estamos debaixo de uma pressão, debaixo de uma situação qualquer, financeira, numa situação amorosa, numa situação limite de saúde, etc., e nós nos comprometemos com Deus, se me ajudares a ultrapassar esta situação, eu comprometo-me X.

O grave é que muitas das vezes nós praticamente temos a certeza que nós não temos condições para cumprir. Nós não temos condições para cumprir. Não temos. Porque é que nós nos vamos comprometer em algo que nós não temos condições para cumprir? Já é muito mau quando nós nos comprometemos com os outros quando sabemos que não temos condições para cumprir. E nós, por vezes, vemos isto. Pessoas que, eventualmente, não têm muitas posses e comprometem-se em loucuras para impressionar os outros ou para demonstrar um amor eterno, etc., e depois vão falhar.

mas os outros são os outros. Agora, quando nós, porquê que nós nos comprometemos? Quando nós estamos lá em cima na felicidade suprema, que é momentânea, ou na infelicidade suprema, que também é momentânea, e então nós comprometemos com os outros e sabemos que nós não temos condições para cumprir, ou pelo menos Naquele momento não temos condições para cumprir, por isso não nos vamos comprometer. Mas ao saber desta lição que a Bíblia nos ensina aqui de Ananias e Safira, nós temos uma responsabilidade acrescida perante Deus, perante os irmãos, perante a Igreja, perante a sociedade, perante os colegas de trabalho e perante todos.

Vamos ser responsáveis. Vamos ser racionais. Vamos orar, vamos saber aquilo que nós podemos. Até onde é que eu consigo chegar? Quais são as camadas que eu consigo cumprir? E quais são os objetivos que eu consigo cumprir? E a partir daí, sim, nós devemos colocar objetivos. Todos devemos ter objetivos. O objetivo supremo é estar um dia com Deus no céu. Esse deve ser o nosso objetivo. Está lá em cima. Esse nunca muda. Dia 1 de janeiro, 15 de junho, 25 de junho, que é o dia que o meu filho faz anos, 30 de novembro, também que a minha filha faz anos, se eu não refiro os dois, depois de lá em casa eu ia ter problemas.

Ou outra data qualquer, nós devemos manter sempre. Esse é o nosso objetivo supremo. Isso tem que estar lá sempre no topo. Também devemos prometer e comprometer-nos em partilhar a Cristo. Sempre. Esses têm que lá estar. Sempre no topo. Sempre. Sempre. Ajudar os outros que estão perto de nós, claro que sim. Ajudar. Sempre. Dar a mão àqueles que estão perto de nós. Aquelas pessoas, por algum motivo, se incompatibilizaram conosco, devemos orar, devemos ir buscar perdão, nós devemos ir com eles e orarmos juntos. Nós um dia vamos ter que viver todos juntos. Vamos começar já aqui a treinar.

Eu costumo muitas das vezes dizer, vamos começar já aqui, vamos lá. Isso tem que estar na nossa lista de prioridades, onde nós devemos comprometer e prometer. O que vemos é que, várias vezes, ou muitas vezes, quando nós prometemos e não conseguimos cumprir, nós vamos estar numa situação pior do que estávamos anteriormente. Foi o que aconteceu com este casal. Eles foram fulminados. Caíram. Foram fulminados. Comprometeram-se com Deus. Não cumpriram a sua parte. Foram fulminados. Não quero com isto dizer que Deus nos vá fulminar quando nós prometemos alguma coisa e não cumprimos, vamos que é para o lado há donos.

Não, mas a nossa relação com Deus, a nossa com Deus, não a Deus conosco, a nossa relação com Deus vai ficar minada. Depois nós vamos entrar num processo em que como que estamos em dívida para com Deus, começamos-nos a afastar. começamos a ficar comprometidos e cada vez nos vamos afastando mais porque sabemos que não temos condições para cumprir e Satanás trabalha de uma maneira muito astuta sempre dessa forma. Não! Mesmo que nós possamos errar, há sempre forma. Deus ama-nos. Erramos, não temos condições, vamos pedir perdão a todos aqueles que nós não conseguimos cumprir.

Vamos tentar corrigir ao máximo. Vamos tentar corrigir ao máximo. Não fazer a geneira sobre a geneira, mas tentar corrigir ao máximo aquela situação que foi mal feita, aquela promessa, aquilo que nós nos comprometemos.

Prioridades na vida espiritual

E então, pedir perdão a Deus, às pessoas, aquelas que nós afetámos, e vamos seguir em frente. Vamos continuar a olhar para Deus, manter aquela nossa prioridade, aquelas nossas prioridades, sempre. Vamos relembrar. Temos as prioridades sempre. Estar com Deus no céu um dia. Partilhar a Cristo. Depois temos as nossas prioridades todas para cá abaixo. Ok. São legítimas. São naturais. Devemos ser ambiciosos. Ter uma condição melhor de vida é perfeitamente natural. Devemos lutar desde que não possamos interferir, que isso não possa interferir com a nossa vida espiritual. Nem que possa prejudicar os outros, etc. É algo que é natural. É algo que nós devemos atingir, mas não deve ser essa a razão da nossa existência, nem devemos fazer tudo por isso.

Não. Mas vamos avançar um pouco mais, onde nós vemos que nós, em que muitas situações, em que prometemos e que essa promessa é algo que é ofensivo para Deus, em que nós vemos que várias pessoas incorrem neste erro, neste engano, em que, através da promessa que fazem, não estão a ver que estão a ofender próprio Deus e também a ofender as outras pessoas que estão à volta.

em que nós vamos para além dos limites do razoável, ultrapassamos os limites, em que, para podermos atingir, nós, por vezes, temos que sacrificar algumas coisas, como, por exemplo, a guarda do sábado, como, por exemplo, o descanso. Nós temos os princípios, como, por exemplo, o New Start, em que o descanso é um deles. a confiança em Deus, a água, o sol e tudo mais. Nós, muitas das vezes, andamos tão ocupados nas nossas prioridades porque nós queremos atingir aquele objetivo que nos esquecemos das outras prioridades e do que, por exemplo, nós temos no nosso relacionamento para com Deus.

o respeito pelo nosso corpo e então tudo depois começa a desmoronar, as nossas prioridades começam a desmoronar porque nós não conseguimos cumprir com aquilo

Corrida sem rumo e conclusão

que nós estipulamos para nós próprios. Quero terminar com a história que começamos. Este professor ia na sua carruagem, a alta velocidade, por dentro de Londres, tinha dito ao condutor da carruagem, vamos a toda a velocidade. E o condutor ia a toda a velocidade por dentro de Londres, quase atropelado todas as pessoas, etc, etc. E até que o professor pergunta ao condutor desta carruagem, falta muito para chegar? Ao que o condutor responde. Não faço a mínima ideia.

O Senhor só me disse para eu ir a toda a velocidade. É isso que eu estou a fazer. Eu estou a ir a toda a velocidade, mas não faço a mínima ideia para onde. Eu estou a cumprir ordens. Será que nós, na nossa vida, fazemos exatamente o mesmo? Preocupamos em andar a toda a velocidade, meter uma série de promessas, uma série de tarefas, uma série de prioridades e andamos a toda a velocidade, quase a atropelar tudo e todos, sempre numa azáfama tremenda. Não temos respeito pelos outros, não temos respeito pelos nossos superiores, não temos respeito pelos superiores hierárquicos. Não temos respeito por nós próprios, não temos respeito pelo nosso descanso, não temos respeito por Deus, não temos respeito pela Bíblia, não oramos.

Não temos tempo para ler a lição, não temos tempo para estar uns com os outros, com comunhão, ter um sábado tranquilo, deleitoso, com os nossos irmãos, conversar, visitar as pessoas, por algum motivo, não estão já há algum tempo conosco, os mais idosos. Temos que ter esse tempo e não é correr em frente, correr sem saber qual é o destino. Nós, como cristãos, sabemos exatamente qual é o nosso destino. Sabemos por onde é que devemos de correr. O nosso destino é claramente um. Estar um dia com Deus no céu. Mas eu não quero estar sozinho com Deus no céu. Não. Aquilo não é um clube privado.

Não é. Nem está limitado em número. Não está limitado em número. Há lugar para todos. Todos são bem-vindos. Há lugar para todas as pessoas. E vamos lá encontrar quem mesmo nós não esperávamos. Vamos convidar todos. Vamos partilhar esta boa nova. Eu quero te ver a ti lá. Eu quero ver os meus pais, quero ver os meus filhos, quero ver todas as pessoas, quero ver todas as pessoas da minha igreja, quero ver todas as pessoas que trabalham comigo, quero ver toda a minha vizinhança, como vocês também, de certeza. Cada um de nós quer ver cada um. Todos os que estão a ver aqui neste momento, por favor, quero um dia estar convosco no céu.

A sério, é sinceramente este o nosso desejo. Para isso, vamos colocar as nossas prioridades. Não vamos prometer quando estamos lá em cima, nem cá embaixo. Vamos manter a nossa vida espiritual o mais estável possível, para que Deus possa operar na nossa vida para que nós possamos comprometermos e prometermos a partilhar a Cristo sempre de uma maneira que seja para glória, que seja digna, para que um dia possamos ver Jesus face a face. E deixo mais uma vez aqui esta ideia. Cada dia que passa é um dia a menos para nós vermos a Jesus.

Façamos a nossa parte e para que nós nos possamos comprometer com a missão.

Sobre este episódio

Neste episódio de "A Mensagem", exploramos a história de Ananias e Safira e a importância da integridade no nosso compromisso com Deus. O que acontece quando as nossas promessas não são sinceras? Através de uma reflexão profunda sobre prioridades, descobrimos que correr na vida sem um destino claro de nada serve. Aprenda a focar-se no objetivo supremo: a eternidade ao lado de Cristo. Um convite para abrandar e fortalecer a sua fé com verdade e propósito.

Série
A Mensagem · 70 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 53
Estreou
22 de Abril de 2026
Categoria
Espiritualidade