É sempre muito bom, quando eu tenho a oportunidade de estar consigo e termos juntos este encontro a partir da Novo Tempo Portugal ou até mesmo pela Rádio RCS, porque este é o tempo de nós escutarmos a mensagem de Jesus e de nos envolvermos, envolvermos o nosso coração com a verdade que transforma e que prepara a nossa vida para a eternidade. Hoje eu gostava de falar um pouco sobre louvor e adoração. E para isso eu gostava de abrir a Bíblia, como é a panagem, digamos, na mensagem. Vamos abrir a nossa Bíblia no Evangelho de São João capítulo 4. Quero ler consigo São João capítulo 4, o versículo 23, que diz o seguinte.
Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Eu posso dizer-lhe com toda a franqueza, eu gosto imenso desta passagem porque ela mostra o que é que Deus espera de mim, o que é que Deus espera de cada um de nós quando nos encontramos com Ele. Ou seja, sempre que nos voltamos, sempre que nós voltamos os nossos olhos para o céu, o que Jesus mais espera de cada um de nós é que saia da nossa boca uma sonoridade de verdadeiro louvor e também de adoração. Bem sei que o Senhor Deus é o dono de todo o universo, foi Ele quem criou todas as coisas.
E a Bíblia diz que tudo subsiste pelo seu poder. Veja comigo algumas passagens que nos mostram este poder, esta capacidade de Deus. Vamos começar pelo Salmo 24, versículo 1. Salmo 24, versículo 1 diz, do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam. Se formos ao Salmo 50, lendo o versículo 12, é o próprio Deus a interpelar-nos a nós enquanto humanidade. Jesus diz, se eu tivesse fome não tu diria pois, meu é o mundo e também a sua plenitude. E se nós formos ao Salmo 89, o versículo 11, nós podemos ler, são teus os céus e a terra é tua.
O mundo e a sua plenitude, tu os fundaste. O profeta Ageu, um profeta do Velho Testamento, no capítulo 2, versículo 8, ele vai escrever algo também bastante interessante sobre Deus. Ele vai dizer, minha é a prata e meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos. E, por fim, nesta sequência de passagens, para nós podermos compreender o que a Bíblia diz sobre o poder de Deus, nós podemos ver esta soberania de Deus, claramente, esta certeza do poder, que é transversal em toda a Bíblia. E agora voltamos ao Novo Testamento, ao apóstolo Paulo, em 1 Coríntios, capítulo 10, versículo 26, quando ele afirma, já no fim desta passagem, dizendo, do Senhor é a terra, e a sua plenitude.
Ora, quando nós olhamos para estas passagens, eu diria claramente, não sobra quase nada para nós podermos dar a Jesus. Porém, há uma coisa que é extraordinária. Há algo que é extraordinário, maravilhoso, incrível. Eu posso dizer com toda a certeza, tem uma beleza imensa para o Criador. Sabe o que é? A nossa vida. Nós somos o produto de uma junção poderosa entre barro e sopro de vida dado pelo Criador aos nossos primeiros pais. E depois de Jesus ter pintado o Jardim do Éden com as cores da alegria, da fé, da certeza, da harmonia, Jesus criou o expoente máximo de toda uma semana de criação.
Fez o homem e a mulher à sua imagem e semelhança. Muito tempo depois, o próprio Criador da vida desceu do céu, tornou-se homem, viveu como homem para resgatar a sua própria criação. E hoje Jesus espera de nós o que nós pais mais gostamos de receber. Muito mais do que coisas materiais, os pais gostam de receber o melhor sorriso, o melhor gesto de gratidão, o melhor abraço, a melhor palavra de amor. Aquele que nos criou do nada, que soprou o fogo de vida em nós e nos fez partículas do seu amor.
Cada vez que ele ouve a sonoridade de louvor e adoração que sai dos nossos lábios, o seu coração enche-se e leva-o a desejar muito voltar a este mundo para vir buscar aqueles que são seus. Jesus deseja muito ter-nos ao seu lado. Eu imagino a alegria, a admiração daqueles pastores que foram a Belém para verem Jesus na Majedoura. Eu imagino os sábios que vieram do Oriente, guiados apenas por uma estrela. Que coisa estrondosa e magnífica! O evangelista Mateus diz que ao verem a estrela, regozijaram-se com grande alegria.
Ao entrarem na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e prostrando-se, o adoraram. Abriram-lhe os tesouros, ofertaram-lhe dádivas, ouro, incenso e mirra. Quando eu leio estes relatos de um imenso louvor e adoração, Eu penso em quão pequenino tem sido o meu louvor para com o meu Salvador. Existem muitas razões para nós o adorarmos, para nós adorarmos o nosso Deus. Primeiro, Ele é o Criador e a Ele todos os seres devem a sua existência. Eu gostava de ler consigo Apocalipse, capítulo 4, versículo 11.
Apocalipse, capítulo 4, versículo 11, o apóstolo João escreveu, digno és, Senhor, de receber glória e honra e poder, porque tu criaste todas as coisas. E se saltarmos para o livro de Salmos, o salmista lança-nos o desafio de estarmos na presença de Deus, porque esse é o lugar onde Deus mais gosta de escutar o nosso louvor. Se formos ao Salmo 99, versículo 9, diz, exaltai o Senhor nosso Deus e adorai-o no seu santo monte, porque o Senhor nosso Deus é santo.
Contudo, há uma diferença que necessitamos de assinalar entre louvor e adoração, porque adoração não é sinónimo de louvor. Louvor significa, por exemplo, elogio, exaltação ou até mesmo uma aclamação. Quando nós queremos apreciar, por exemplo, a culinária típica de um país ou alguém famoso ou até mesmo a paisagem de um lugar quando estamos de férias ou em lazer, nós elogiamos, nós louvamos, nós exaltamos. Mas a duração? Adoração, ela só é devida a um ser superior a nós. E neste caso, ao Criador do Universo, a Deus.
Porque adorar é prestar culto. Implica a existência de uma relação direta entre o adorador e a divindade. Nós podemos louvar a Deus porque toda a expressão que sai dos nossos lábios forma um conjunto de expressões que demonstram o nosso sentimento. Porém, a nossa presença num lugar de adoração deve ficar pautada não exclusivamente pelo louvor que vamos prestar a Deus, mas sobretudo e acima de tudo pela nossa adoração. É verdade que muitas vezes o nosso coração está partido pelas angústias, pela dor que sofremos. Muitas vezes sentimos que a nossa vida está feita em pedaços, destruída.
Ela pode quebrar-se. Mas Deus tem a arte, o amor, a criatividade, o poder de voltar a fazer-nos um vaso novo, a colocar de pé aquilo que se quebrou. E por esta razão, é um erro pensar ir à presença de Deus porque Deus tem bênçãos para nos oferecer ou irmos à presença de Deus para que Ele se lembre de nós. Este é um erro. Ao sábado, o dia especial do encontro com Deus. Foi este o dia que Deus estipulou para o encontro com Ele. O dia do encontro com Deus, o sábado. Esse momento serve para oferecermos louvor e adoração.
É o momento onde demonstramos a nossa total dependência de Deus. E aí, nesse dia, é o nome de Deus que deve ser exaltado. É o nome de Deus que deve ser glorificado e proclamado. Não são os nossos problemas. Não são os nossos problemas o foco para a nossa adoração a Deus. Permitam-me usar aqui uma expressão de Liliane Ducan. Ela diz, o Criador pretende que na vida dos seres humanos, a adoração tenha prioridade sobre qualquer outra atividade humana. E quando vamos a uma outra passagem de Leandro Dalla, este autor afirma que o ato de adorar é a nossa homenagem voluntária, a nossa gratidão e o nosso louvor à divindade.
É uma forma de nós reconhecermos que somos seres criados à imagem e à semelhança do Criador. e que graças a Ele existimos, vivemos e nos movemos. Se quisermos, podemos dizer que a adoração é aquilo que se gera dentro de nós, aquela vontade de querer segredar ao ouvido de Deus o tamanho do nosso amor por Ele. E o louvor é a expressão dessa gratidão que nós sentimos. por fazermos parte de uma família que um dia se encontrará com Jesus. Nesta ocasião de louvor e adoração, é preciso termos bem presente que sempre que
adoramos a Deus, nós louvamos o seu nome. Ou seja, não é possível adorar sem louvar, mas é possível louvar sem adorar. Como assim? Pergunta você desse lado. É possível adorar sem louvar, mas é possível louvar sem adorar? Sabe, não sou eu quem o afirma, é o próprio Jesus. E nós podemos ler esta questão claramente em Mateus, capítulo 15, versículo 8. Jesus é o próprio a dizer, este povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Deixe-me agravar esta ideia. Eu gosto muito de música.
Não vivo sem música. O dom da música é a minha grande paixão. Porém, também como músico, eu não me importo de afirmar que sempre que adoramos, a música é um elemento extraordinário. Mas nem sempre a música que nós usamos permite uma adoração genuína. Ou seja, nem toda a música serve para nós podermos louvar verdadeiramente a Deus. Eu não posso trazer para a adoração a Deus o que eu gosto de ouvir, mas aquilo que Deus gosta de escutar. Vejam esta afirmação que eu quero ler para si. Pelo poder do Espírito Santo, nós precisamos aprender a amar o que Deus ama e a odiar o que Deus odeia.
Mesmo que isso signifique abandonar os seus muitos gostos e convicções pessoais. Embora fragilizados por uma natureza caída, nós devemos lutar para sentir aversão ao pecado e à falsa adoração. O que eu mais quero enquanto filho de Deus, irmão de Jesus, ministro do culto, é que todos nós tenhamos um sentido de verdadeiro louvor e de adoração que chegue ao céu e seja escutado por Deus. Sabe porquê? Porque Ele merece tudo o que nós podemos oferecer de melhor. Nós não podemos ficar pela superficialidade. Deus não nos fez com superficialidade.
Ele fez-nos semelhantes a Ele na imagem e semelhança. Deus deu-nos as valências para dominar o mundo. E quando olhamos para o termo dominar, tão longe do verdadeiro significado bíblico, pensamos que dominar é subjugar os outros àquilo que nós pensamos ou àquilo que nós gostamos. Quantas vezes vejo que as ideias de alguns se tentam impor quando falamos de louvor e de adoração. Mas a imposição foi sempre inimiga do verbo dominar. Porque na Bíblia, dominar na Bíblia leva-nos a uma ideia prática de que é necessário que eu faça o outro feliz.
Ora, para eu fazer os outros felizes, eu não posso dominar com o significado desta palavra, digamos que no senso comum, que nós muitas vezes vemos e ouvimos. Tenho antes de me esforçar para oferecer o que de melhor consigo dar. E para Deus, Ele pretende que eu domino o meu louvor e a minha adoração. E se dominar na Bíblia leva-nos ao conceito de fazermos os outros felizes. Então, meus amigos, sempre que vimos à presença de Deus, sempre que entramos pelas portas do céu, nós temos de dar o melhor a Jesus. Eu tenho de lhe trazer a melhor oferta. Eu tenho de fazer Jesus feliz com a minha presença, com o meu louvor e a minha adoração?
É por tudo isto que eu afirmo que estar na presença de Deus não serve para nós recebermos, mas antes para nós darmos. Dar a Jesus a minha adoração e o meu louvor. Que seja esta a sua intenção neste momento. Deus é o ser do universo que nos convida a entrar no seu santo monte. Este é o maior privilégio que nós podemos ter. Dar a Deus, adorá-lo em espírito, em verdade. Dar a Deus a nossa adoração em espírito, em verdade. Que cada um de nós tenha sempre este desejo e esta intenção.
É aquela intenção que o salmista escreveu num dos salmos mais interessantes, no salmo 146, versículo 2. O salmo 146, versículo 2, diz o seguinte, louvarei ao Senhor durante toda a minha vida, cantarei louvores ao meu Deus enquanto eu viver. Eu espero muito sinceramente. que neste tempo em que nós temos à nossa frente, que é um tempo de graça que o Senhor Deus nos dá, é um tempo de excelência para nós nos encontrarmos com Deus, para nós podermos dar-lhe louvor e adoração, para pensarmos que Deus gosta mais de nos ouvir louvar o seu nome do que propriamente ouvir da nossa boca o que porventura nós temos necessidade.
A Bíblia diz que Jesus conhece todas as nossas necessidades e supre todas as nossas necessidades no momento próprio, porque Ele sabe o que é que nós mais necessitamos. Por isso, quando vamos à presença de Deus, o que mais importa não é dizer-lhe o que é que eu sinto de necessidade, o que é que eu acho que preciso para a minha vida. Quando eu vou à presença de Deus, quando eu tenho a oportunidade de entrar no céu e de ser recebido por Deus no céu, Aquilo que importa verdadeiramente é que eu louvo e adoro o nome do meu Criador, que também se tornou o meu Salvador. É com este princípio de certeza que o Senhor Deus depois derrama sobre nós as Suas bênçãos.
É a partir deste princípio de alegria e de satisfação no coração de Deus, que Deus abre os seus braços e nos recebe com um amor extraordinariamente belo, maravilhoso. Por isso, viva esta prioridade na sua vida e verá que a volta de Jesus irá acontecer gradualmente na sua vida. Que o Senhor o abençoe.
O que significa verdadeiramente adorar a Deus? Neste episódio da série "A Mensagem", exploramos a diferença profunda entre louvor e adoração. Baseado em João 4:23, descobrimos que o Pai procura adoradores que O adorem em espírito e em verdade. Aprenda por que a adoração deve ser a nossa maior prioridade e como podemos oferecer o melhor de nós ao Criador, focando-nos em Quem Ele é e não apenas nas nossas necessidades imediatas. ✨🙏