A Solução ou o Problema
A MensagemT1 · E45

A Solução ou o Problema

25 de Fevereiro de 202623 min 18 s

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A fuga de Jonas

Estamos aqui hoje para falar um pouco sobre uma história que é à partida conhecida da maioria de cada um de nós. É um livro da Bíblia, muito pequeno, que está no Velho Testamento, e que eu convidava a cada um a que pudesse ir buscar a sua Bíblia e que de uma maneira especial pudesse abrir neste livro de Jonas. Irei dar um pequenino espaço para que, ou através da Bíblia em papel, ou mesmo num formato digital, pudéssemos abrir a nossa Bíblia em Jonas. Tem uma história que aqueles que já estão há mais tempo dentro da religião cristã, de certeza que já ouvimos falar nesta história.

É uma história em que muitas das vezes é fantasiada, em que é uma baleia, em que é um monstro marinho, em que é alguma forma aquática mais espantosa que tragou este nosso amigo. Mas não é sobre isto que nós iremos falar. Nós iremos falar sobre Os desafios foram colocados a este homem e, em especial, a maneira como ele reagiu a cada um destes desafios. Não tanto para criticar a maneira como ele foi reagindo ao longo do tempo a cada um dos desafios, mas sim vendo como ele foi reagindo e, eventualmente, a maneira como nós reagimos a cada um dos desafios que Deus nos vai colocando, ou a

A tempestade no mar

sociedade nos coloca, ou a família, ou as empresas, ou a escola, ou todo o meio ambiente. Agora que já temos a Bíblia aberta em Jónas 1, vamos ler os primeiros versículos. Jónas 1, 1 a 3. E veio a palavra do Senhor a Jonas, filho de Amittai, dizendo, Levanta-te, vai à grande cidade de Ninive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim. E Jonas se levantou para fugir de diante da face do Senhor para Tarsis. E descendo a Jope, achou um navio que ia para Tarsis.

Pagou, pois, a sua passagem e desceu para dentro dele, para ir com eles para Tarsis, de diante da face do Senhor. Aqui há alguns detalhes que eu gostaria de partilhar convosco. Este homem estava a cerca de 400 quilómetros no máximo, do seu destino para que Deus o desafiou a ir. Era um desafio complexo, já que esta cidade de Ninive, diz aqui no 2, levanta-te, vai à grande cidade de Ninive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim.

Era um desafio complexo. nós geralmente não gostamos de ser portadores de notícias agradáveis. O que nós gostamos mesmo é ser portadores de boas notícias. Tantas vezes nós conhecemos tantas pessoas que logo ao início da manhã, ou nas redes sociais, ou de alguma forma, olha, já sabes o que é que aconteceu. Aconteceu esta coisa, aconteceu aquela, etc. Mas quando se trata de ir pessoalmente a dar uma má notícia, Aí todos nós temos uma dificuldade tremenda para já de enfrentar a outra pessoa. Quantas vezes nós já ouvimos aquela situação de quem...

Ora bem, há uma boa e há uma má notícia. Qual é que tu queres primeiro? A boa ou a má? Ou seja, nós próprios temos alguma dificuldade de gerir isto tudo. No entanto, este nosso homem e nosso caro amigo Jonas só tinha uma má notícia para transmitir. E com tal, ele ficou muito, muito complexo e triste. E então, o que é que ele optou? Ok, tem um desafio para ir a Ninibe, para ir a Tarsis, perdão, e... o que é que, perdão, para ir a Nineve, perdão, e ele o que é que decidiu? Decidiu apanhar um barco que ia para Tarsis.

Tive a preocupação de ver onde é que era Tarsis. Eventualmente, quem nos está a ouvir neste momento, nunca imaginou onde é que é Tarsis. Tarsis fica muito perto de Portugal. A sério, fica ali na nossa fronteira. Fica mesmo na nossa fronteira com Espanha. No sul, junto da Vila Real de Santo António. Junto da Vila Real de Santo António, atravessando a fronteira pela Ponte Guadiana, subindo um bocadinho, vamos encontrar esta cidade de Tarsis. É uma pequena vila agora, já sem grande importância. Tem alguma importância histórica. principalmente pelas minas que já lhe existiram e porque era um porto pesqueiro.

Quem tiver interesse, por favor, vá a Tarsis, ela existe, está lá. A Bíblia comprova, a história comprova a Bíblia e mais uma vez aqui temos este facto. Como tal, ele em vez de fazer estes 400 quilómetros, tanto, até onde estava, ele fez e apanhou um barco para fazer 1700 quilómetros, ou seja, ele foi o mais longe que ele pôde, atravessando da cerca de onde hoje em dia é a Turquia, atravessando o Mediterrâneo todo, ele queria atravessar o Mediterrâneo todo, até fugir até a Espanha, aqui mesmo junto à fronteira de Portugal. No entanto, durante esta viagem, nós vemos no versículo 4 e 5 o que é que aconteceu.

No 4 e 5 vimos. Mas o Senhor mandou ao mar um grande vento e fez no mar uma grande tempestade e o navio estava a quebrar-se. Então também eram os marinheiros e clamava cada um ao seu Deus e lançavam no mar as fazendas que estavam no navio para o aliviarem do seu peso. Jonas, porém, desceu aos lugares do porão e se deitou e dormia um profundo sono. Deus fez com que se levantasse uma tempestade. Uma tempestade em que aqueles navegadores experientes temeram e para aliviar a carga do barco optaram por enviar um termo que é utilizado mesmo por nós ainda portugueses para aliviar a carga, enviaram carga para o mar.

Dessa forma o barco ficava mais leve, poderia navegar mais facilmente. Mas o nosso Jonas deitou-se a dormir, tranquilo, como se nada passasse. Mas vamos ler um bocadinho mais à frente. No 6. E o mestre do navio chegou-se a ele e disse-lhe. Que tens tu, dormente, levanta-te, invoca o teu Deus. Talvez assim Deus se lembre de nós, para que não pressamos. Que desafio! Será que nós, por vezes, somos desafiados por aqueles que não têm uma fé genuína em Deus? desafiam-nos para que nós oremos ao nosso Deus, enquanto nós estamos a dormir?

Será que nos esquecemos da nossa missão e nos deixamos dormir, mesmo quando há tempestades? Quando parece que o mundo está a desavar, nós mantemos-nos a dormir, fechamos a nossa concha, deixas estar que isto vai passar? E vêm os outros bater à nossa porta? Podes orar? Podes fazer alguma coisa? Estamos à espera que as pessoas venham ter connosco para nós orarmos por elas? É essa a nossa função?

O reconhecimento da culpa

É essa a nossa missão como cristãos? Ou temos que estar mais despertos, ativos e mostrar que somos uma ferramenta nas mãos de Deus? Vamos continuar a ler. No 8 e 10 temos Então lhe disseram, declara-nos tu agora porque a razão nos sobreveio este mal. Que ocupação é a tua? De onde é que vens? Qual é a tua terra? E de que povo és tu? Perguntaram os marinheiros a este nosso jovem. E ele lhes disse, eu sou hebreu e temo ao Senhor, o Deus do céu, que fez o mar, e fez a terra seca.

Então os homens se encheram de grande temor e lhe disseram,— Por que é que fizeste tu isto? Pois sabiam os homens que fugia de diante do Senhor, porque Ele lhe o havia declarado. pela pressão social e apenas pela pressão, depois de ter sido descoberto, declarou que era hebreu, qual é que era a sua função? Mais uma vez transpondo para os nossos dias, será que Só que depois de muita pressão social, depois de alguém ver que nós temos um Cristo, que nós temos uma fé, que nós somos Adventistas, ou não interessa.

É que nós nos declaramos que temos uma mensagem, temos as boas novas, temos uma esperança. Tem que mais uma vez as outras pessoas virem perguntar o que é que nós somos, o que é que nós acreditamos, quais são os nossos valores, porque é que nós fazemos isto ou aquilo, ou não fazemos isto ou aquilo. Será que as pessoas já não deviam ter visto isto na nossa vida, no nosso comportamento, no nosso dia a dia? Será que tem que perguntar? E é bastante interessante que, mais uma vez, os outros é que vêm ter com este Jonas. Este Jonas, então, é que vai dizer exatamente o que é que se passa. No versículo 12, queria salientar aqui algum ponto muitíssimo interessante.

No versículo 12. Ainda estamos em Jonas 1, 12. E ele, Jonas, lhes disse. levantai-me e lançai-me ao mar e o mar se aquietará, porque eu sei que por minha causa vos sobreveio esta grande tempestade." Deixem-me abrir o meu coração convosco. Eu sei que pode ser doloroso, pode parecer um pouco estranho, aquilo que eu vou comunicar. Será que alguns maus que vêm não são por nossa causa?

Será que há uns problemas que a empresa que eu estou a gerir, ou a empresa onde eu trabalho, ou na minha família, ou no meu círculo familiar mais alargado, ou na minha igreja, não seremos como estes homens? Eu sei porque mal é que estamos a passar. Lancem-me à água. Será que nós temos a Desculpem o termo, a honestidade intelectual de dizermos claramente eu sou o problema, reconheço que eu sou o problema, lancem-me a água. Ou seja, não levar isto de uma maneira literal, mas sim que eu sei que sou um problema Porque é que eu não dou como que um passo atrás, revejo a minha posição, vejo que eu sou o problema, em vez de continuar constantemente em querer fazer prevalecer a minha opinião, em querer prevalecer sempre.

A minha razão é que está em certeza absoluta, em contrário ao que os outros estão a pensar, em contrário ao que o grupo está a ir. Por vezes nós podemos ter razão, claro que sim, vamos defendê-la. Se está à luz da Bíblia, claro que nós devemos fazer. Claro que sim. Sem dúvida absolutamente nenhuma. Agora, nós devemos ter a esperteza vinda de Deus e a iluminação vinda de Deus de lança-me à água. É duro? É difícil de admitir?

Claro que sim. Nunca ninguém gosta de admitir que erra. Nunca. É muito difícil admitir isso. No entanto, nós temos que ter a humildade em oração, em dedicação à missão, em reconhecermos isso. Mas não basta reconhecer, dar o passo em frente. Se errarmos por algum motivo, pedir perdão. Quer seja individualmente, quer seja no coletivo. Ok, errei, lancem-me à água, eu corrijo e vamos para a frente.

Nas entranhas do peixe

Como é que este nosso jovem foi para a frente? Vamos ver no 2.1. E orou Jonas ao Senhor, seu Deus, nas entranhas do peixe. Será que temos que estar nas entranhas do peixe três dias para orarmos a Deus? Será que temos que passar por provações para orarmos a Deus? Só quando estamos apertados é que nos lembramos de Deus? Só quando trovejo é que nos lembramos de Deus? Só quando estamos debaixo de alguma aflição, de algo que nos está a correr mal, é que nós não vamos lembrar de Deus, como este Jonas fez?

Reconheceu bem. Ok, lancei-me a água. Corrigi o problema. Deus, para que tudo se completasse este ciclo, fez com que ele pudesse passar por um ciclo e reconhecer, repensar e avançar. Foi feito nas entranhas do peixe. Três dias que ele ali passou. Por vezes, o nosso percurso de entranhas de peixe dura mais que três dias. Às vezes podem ser anos, às vezes envolve migrar para outro país, às vezes envolve uma doença, às vezes envolve um divórcio, às vezes envolve mudar de emprego, mudar de família, mudar de contexto, mudar de cidade.

Mas nós devemos confiar em Deus. Deus tem um plano para nós. É difícil, quando estamos, como este Jonas, envoltos em algas, na escuridão, nas profundezas do mar, entender qual é o plano de Deus. Mas, mesmo assim, devemos confiar. E confiar que é um plano bom que Deus tem para nós. E é tão bom que nós devemos acreditar que Ele está a preparar um lar para cada

O arrependimento de Nínive

um de nós. Vamos avançar para o 3.10 e seguir logo para o 4.1. No 3.10 vimos. E Deus viu as obras deles desta cidade, ou seja, esta cidade. mudou toda a sua maneira de estar, quando Jonas apelou para eles mudarem a sua maneira de estar, os seus pecados, etc., e aquela cidade, o seu líder, mudou a maneira, os seus pecados, etc., e entregaram-se a Deus. E então, temos aqui no 3.10. E viu Deus as obras deles, como se converteram do seu mau caminho, e Deus se arrependeu do mal que tinha dito, que lhes faria, e não o fez.

Ou seja, o destino daqueles milhares de pessoas. Aquela cidade era enorme, tinha três dias de caminho. Era gigante. E já não estava com medo de ir transmitir a Boa Nova àquelas pessoas. Aquelas pessoas estavam à espera. Quantas vezes nós temos medo de ir partilhar a Cristo àqueles que estão à nossa volta? Porquê? Eles estão à nossa espera. Aquela cidade estava à espera. Já nós tínhamos medo terrível de ir lá com uma notícia bá. Isto vai correr mesmo muito mal. Vai mesmo correr mal. E então ele foi, cheio de medo, depois de sair do país, etc.

E, ao enfrentar todo aquele povo e o seu líder, eles se arrependeram E Deus poupou aquela cidade, poupou aqueles milhares, largos milhares de pessoas, poupou aquela cidade. No entanto, Jonas ainda teve alguns precalços. Ficou muito feliz quando veio uma aboboreira durante a noite e que o cobriu do sol, mas depois secou e ele então desejou a morte. E então, parece a nossa vida, parece uma montanha russa. Ou estamos cá em cima muito felizes, ou estamos muito tristes, ou muito felizes, ou muito tristes. e andamos de uma maneira, por vezes, muito desarticulada. Deus pede-nos para mais constância na nossa vida, na nossa maneira de estarmos.

Uma maneira alegre, uma maneira feliz, porque é assim como o cristão deve viver, mas não em tantos picos em cima, nem tantas fossas em baixo, mas uma maneira mais tranquila. Mas se nós lermos o 4.1, vemos. Mas desgostou-se Jonas extremamente disso e ficou todo ressentido. Cá temos novamente o nosso Jonas. Então Deus poupou aquelas pessoas e tudo mais e Jonas ficou triste por causa disso. O livro de Jonas não conta o resto da história.

Quem quiser ler o resto do livro de Jonas pode ler o resto. Depois já entram em Miqueias. Mas é extremamente interessante todo este percurso maravilhoso de Jonas, a sua ligação com Deus, o seu afastamento, a sua aproximação. Mas a maneira como nós devemos viver com Cristo Devemos também ter estes momentos de aproximação constante. Satanás distrai-nos com muitas, muitas distrações. Ficamos tristes, por vezes com pequeninas coisas, e às vezes ficamos tão alegres com coisas que, sinceramente, ok, pronto, nós ficamos alegres, já é bom, já não se perde tudo.

Mas o que é fundamental é nós mantermos a nossa relação com Deus e reconhecermos, termos honestidade intelectual, reconhecermos se somos ou não nós um problema. Se somos nós um problema, devemos reconhecer, pedir perdão a Deus, pedir perdão àqueles que eventualmente nós afetámos com o nosso comportamento e seguir em frente. Seguir e ir anunciar a boa nova que lhes está à nossa espera. Partilhar a Cristo no local de trabalho. Partilhar a Cristo junto dos nossos familiares. E deixar uma última nota a terminar.

Cada dia que passa é um dia a menos para Jesus voltar. É uma fantástica notícia que nos deve deixar muito, muito alegres. Deixo o desafio para cada um de nós. Pensem uma ou duas pessoas que neste momento estão à nossa espera para receber esta mensagem de esperança. Não vamos esperar nem mais um dia. Vamos falar com elas. Vamos espalhar a boa nova. Vamos dizer que Jesus está a preparar um lugar para cada um deles. É o meu desejo e a minha sincera oração. Amém.

Sobre este episódio

Neste episódio da série "A Mensagem", exploramos a história de Jonas de uma perspetiva prática e atual. Mais do que um relato sobre um grande peixe, analisamos os desafios, as fugas e a importância de reconhecermos os nossos erros perante Deus. Sabia que Társis, o destino da fuga de Jonas, fica bem perto de Portugal? Descubra como esta narrativa bíblica nos convida a despertar da nossa dormência espiritual e a cumprir a missão de partilhar esperança com quem nos rodeia.

Série
A Mensagem · 70 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 45
Estreou
25 de Fevereiro de 2026
Categoria
Espiritualidade
Convidados
Carlos Dias