Seja muito bem-vindo ao programa Sexta à Noite aqui na TV Novo Tempo. Hoje temos a honra de receber uma das vozes mais marcantes da música cristã em português. Regina Mota nasceu em 1963, filha de uma família profundamente ligada à música. Cresceu entre coros, pianos e harmonias que marcaram a sua infância. Ainda jovem, integrou grupos como o Sol Maior e o Grupo VP, destacando-se pela sua voz e pela sua presença musical. Em 1991, lançou o seu primeiro álbum a solo, Outro Futuro, que trouxe músicas que rapidamente se tornaram clássicos daquela que podemos considerar a música adventista no Brasil. Seguiram-se outros trabalhos marcantes, como Voltei, Para Cima Brasil, Onde Está a Paz e Agora. Ao longo do seu ministério, Regina Mota gravou nove trabalhos a sol e participou em dezenas de projetos como cantora e produtora.
É licenciada em Letras e Música, especialista em regência coral e mestra em artes cénicas. Atualmente, dedica-se também ao ensino e à preparação vocal no Unaspe, Engenheiro Coelho. Casada com Rolf Mayer e mãe do Leonardo Mayer, Regina Mota é uma das referências para muitas pessoas, sobretudo pela forma como transmite a sua fé através da voz. No programa de hoje estará acompanhada ao piano por Linel Soares, que também nos brindará com a sua voz algumas das canções que temos preparadas para esta noite. Aproveitando o facto de ambos terem vindo do Brasil, abrimos as portas dos estúdios da Novo Tempo Portugal para juntos partilharmos a esperança. Muito bem-vindos, Lineu e Regina. Muito obrigado por terem aceitado o nosso convite, por estarem aqui. Não é a primeira vez que estão em Portugal. O Lineu já esteve até neste programa.
A Regina já estiveste cá... Faz um tempinho mais atrás. Eu lembro de ter vindo para as conferências que o pastor Farabi fez em Espinho. Na altura, no ano de mil novecentos e noventa. Noventa e sete ou noventa e oito, eu não lembro. Portugal mudou muito desde então. Até podemos dizer que talvez o ano mais marcante da história portuguesa recente terá sido o ano de mil novecentos e noventa e oito. Na altura houve uma grande exposição universal e parece que é um Portugal antes e depois desse ano. Se calhar é muito diferente do Portugal que encontraste desta vez. A comida continua ótima. É, isso é bom. Mas notaste muita diferença do país? Eu achei que... Primeiro que eu voei para lugares diferentes, né?
Da outra vez eu voei para o Porto e dessa vez eu voei para Lisboa. Então, eu achei que o aeroporto estava muito mais cheio, eu não sei se é a cidade ou... E, na verdade, eu achei que tinha bastante turistas, assim, onde eu ia sempre tinha muitos, muitos turistas. Eu não lembro de ter tido esse impacto. quando eu vim da outra vez. Eu lembro do pessoal levar a gente para passear um pouco e tal, e eu não me lembro que era tanta gente. É assim, bastante gente que está viajando aqui pelo Portugal, do Norte ao Sul, assim, né? Sim, há muito turista, muitas pessoas querem conhecer um pouco mais.
Podemos dizer até que Portugal está na moda, se calhar. Olha, eu acho uma moda maravilhosa. E nós agradecemos. Regina, falando no teu ministério musical, quando eu dizia no início desta introdução que tu és uma voz referência para a música adventista em português, eu sei que isso é uma grande responsabilidade, mas a minha questão é, procuraste ao longo da tua vida manter um ministério muito sólido para continuares sempre a transmitir a tua fé através das músicas e é por essa razão que apesar de ser jovem já tens um ministério com tantos anos. O jovem, não, não é? Vocês botaram o ano do meu nascimento ali. Ah, mas isso é público, está na internet. Qualquer pessoa vai ao chat do CPT e encontra. Verdade, verdade. Eu não sei... Mas eu acho que no teu caso é um elogio.
1963, quem for ver, ah, nunca pensei. Por isso é um elogio. Obrigada. Eu não sei se a voz afeta a questão do repertório. A voz, não tenho muito o que falar sobre a voz, né? Porque a voz Deus me deu e aí eu tenho esse timbre assim que foi uma genética muito privilegiada. O repertório que eu sempre escolhi, eu acho que eu tenho mantido esse direcionamento. Eu tenho sempre interesse em fazer música que tem mais complexidade, tanto do ponto de vista da poesia como do ponto de vista musical, harmônico e melódico, e sempre muito conectada com as raízes brasileiras.
Ou seja, a Regina Mota de 2025 facilmente, se regressasse no tempo, cantaria as músicas de 1993. Eu não sei se eu cantaria elas, porque a Regina de 2025 é tão diferente da de 91, do primeiro disco, vamos dizer, mas eu acho que eu continuo sendo coerente com a Regina de 91, sabe? Apesar de eu ter mudado como pessoa, como musicista também, eu acho que eu continuo um caminho coerente. Já vamos falar um bocadinho mais sobre o teu trabalho, também vamos falar daqui a pouco com o Linné, mas para já começaremos com a primeira música, que é de um gênio, acho que chamar João Alexandre de gênio não é nenhum eufemismo, pois não, ele é mesmo um gênio. Não é, ele realmente é genial. E tu tens o prazer de ser.
Amigo dele, por isso conhece-o melhor até do que qualquer outra pessoa. Sim, eu conheci ele, engraçado que a gente se conheceu fazendo vocal, porque ele apesar de ser um compositor e um violonista muito talentoso, ele também é um cantor muito talentoso. E a gente estava fazendo vocal num disco da Sonete. Foi assim que a gente se conheceu. E aí a gente clicou, a gente fez amizade rapidamente e aí a gente trabalhou muito junto com outros projetos de outras pessoas que a gente fazia vocal, ele produzia e tudo, que é mais ou menos também como eu conheci o Linneu, né, trabalhando nos projetos dele e tal. Então, eu tenho, eu diria que é um privilégio, né, ser amigo, amiga de pessoas como o Linneu e o João Alexandre.
No caso do João, já vamos ouvir a primeira música dele, mas explica-me um bocadinho, o João Alexandre, como é que vem a criatividade dele, a forma como ele compõe as suas músicas, as suas letras, é algo natural ou ele esforça-se muito? Eu não sei dizer o quanto tem de esforço, eu acho que sempre tem um esforço, mas uma vez eu vi uma entrevista dele e a mulher, eu já conversei com a mulher dele, ela dizia, um pouquinho em cima do que ele tinha dito, que parece que ele tem umas mensagens que ficam dentro dele e que precisam sair, e que saem pela música, por isso que às vezes tem algumas mensagens em que você percebe que ele está exortando mesmo o povo de Deus, ou fazendo algum tipo de comentário ou crítica sobre quando a gente não é amoroso, ou alguma coisa dessa natureza.
Então, eu entendo que ele é uma pessoa que Ele é extremamente extrovertido, é um cara muito engraçado, muito falante, mas quando ele quer refletir sobre a palavra de Deus e a religiosidade do cristão, ele acaba fazendo isso através da música. A música para cima, Brasil, é dele, não é? É dele também. Não vais cantar hoje? Ou vais? Não, não pus no documentário. Mas é uma música que tem... Lá está, esta brasileira... não sei qual a palavra. Brasilidade? Brasilidade. Talvez que tu tens, ele também tem, não é? E a gente é contemporâneo, nós somos... Temos mais ou menos a mesma idade, o Linneo, eu, ele e vários assim, são pessoas assim, ou chegando nos 60 ou passando um pouquinho dos 60, o Jade, né?
Então, eu acho que a gente tem uma... coisa em comum, que é o tipo de Brasil que existiu quando a gente era criança, adolescente, jovem e adulto. A gente tem isso em comum. E a visão que tem agora também talvez seja em comum. Talvez essa música ainda se manteria atual, o Próximo a Brasil. Próximo a Brasil atual. Até Jesus voltar. Gravaste em que ano essa música? 98. 98, exatamente.
E estamos em 2025. Vamos então ao primeiro tema de hoje, que é este mensageiro de João Alexandre. Vamos então ouvir o primeiro tema com Regina Mota, a nossa convidada do Sexta à Noite de hoje. Só Deus sabe de onde vem esse instante Em que a alma voa assim distante E o pensamento se transforma em viajante Coração Não.
Devo me esquecer, sou. Um mero mensageiro. A voz, o violão, as armas de um guerreiro Que traz sobre seus ombros o peso verdadeiro da canção Quem. Canta sobre as coisas lá do céu Não deve desviar. Quem traz dentro de si a voz de Deus tem que sempre vigiar.
Quem traz dentro de si o caminho à verdade, a vida não se vende. Abre mão de todo o brilho e toda a glória desse mundo. Deus transforme o meu viver em poesia Que as. Rimas de sua graça sejam meu dia a dia A celebrar canções de verdade e alegria Frutos bons, frutos bons E.
Peço ao meu Senhor de maneira incessante. A ele o meu auxílio e refúgio. Presente que a minha vida seja um exemplo constante em suas mãos quem canta sobre as coisas lá do céu não deve desviar. Quem faz da sua voz a voz de Deus tem que sempre. Vigiar Quem.
Traz entre si o caminho, a verdade e a vida não se. Vende Abre mão de todo brilho e toda glória. Quem traz dentro de si o caminho à verdade A vida não. Se rende ao falso brilho E nem à glória passageral desse mundo Só.
Deus. Sabe de onde vem esse instante. Sexta-noite com Regina Mota, acompanhada por Lineu Soares. No fundo, é uma celebração de muitos e muitos anos do teu ministério, Regina. Eu queria que comentasse algumas das fotos que nós preparamos, até para aqueles portugueses que não te conhecem tão bem, pudessem ver algumas dessas fotos que traduzem um pouco os longos anos de ministério que tu tens e que, no fundinho, vais continuar, o teu ministério continua em diversas áreas. Eu pedia que pudéssemos ver algumas dessas fotos.
Esta, por exemplo, quantos anos tens, Regina? Não sei, uns quatro ou cinco. Que já cantavas, porque há o que julgo saber... Eu sempre cantei. Vocês faziam... O teu pai cantava nos arautos, não é? Ele cantava nos arautos e minha mãe também é muito musical, foi professora de piano, então ela disse que eu aprendi a cantar antes de falar. E vocês faziam harmonias dentro das viagens de carro? Aí mais tarde, com a minha irmã, que é um pouquinho mais nova que eu, A gente começou a cantar em vozes, eu fazia contra-alto, meu irmão soprano, minha mãe o baixo, uma oitava acima e meu pai o tenor. Ah, o teu pai era o primeiro tenor do Zeraldo? Segundo. Segundo tenor, ok. Igual o pai do Lineu. Os nossos pais cantaram exatamente a mesma voz.
Mas não cantaram juntos. Não, não. Porque são ambos segundos tenores. Sim. Esta foto, ó. Então, aí já tem meu irmão no meu colo, né? Aí eu tenho... o meu irmão nasceu quando eu tinha quatro anos e meio, então aí eu devo ter uns cinco e pouco. E essa loirinha do meu lado é a minha irmã, que fazia o soprano. Meu irmão nunca se juntou muito a gente. Depois, quando ele mudou de voz, ele era barítono. Então, algumas situações, ele cantou. Mas a gente cantava no carro, em viagem, cantava música folclórica, sempre em harmonia. Culto, na minha casa, era sempre em harmonia. Meu pai falava, não, esse hino não tem uma harmonia boa, escolhe outro.
Se fosse um hino muito melódico, já não era cantado em casa. Mas vocês ainda cantam de vez em quando? É raro, porque minha irmã não mora no Brasil, mas eu lembro que esse Natal passado a gente cantou, nós quatro, de novo. Meu irmão é falecido, então a gente não tem mais como tentar com ele. Mas nós quatro, quando existe uma possibilidade, eu lembro que em 2015, quando eu fiz um projeto Assim, chamou clássicos. O pessoal do Nasp fez uma trajetória. Eu gravei, eu cantei um hino com os meus pais. A gente fez um trio. O Mais Perto Quero Estar. Então, de vez em quando acontece. Sim. O que é que temos ainda mais?
Algumas fotos que podemos ver. Ah, esse é o Rolf, meu marido. Esse é o teu marido. Ah, e a gente não tinha filhos ainda. Filho, né? A gente tem um filho só. Isso aí a gente devia ter trinta e pouquinhos. Ainda temos mais duas, não é? Parece-me que temos ainda mais duas fotos que podemos ver. Ah, eu tinha vinte e nove. Acho que é a última foto. Ah, esse é meu filho no meio, que passou os pais. Hoje em dia ele está mais alto ainda, né? O Leonardo. Deve ter um metro e noventa. Noventa e seis. Ele gosta de música também? Ele tocava piano na infância, mas ele não é tão musical. Ele é bem mais do esporte. Ele ama jogar basquete e tal.
Mas ele, de vez em quando, eu ouço ele no quarto dele tocando violão. Assim, meio que é um... Sai com os amigos e leva o violão pra tocar.
Mas fiz poucas coisas musicais. Regina, vamos para a segunda música, Lá no Céu. O porquê de teres escolhido trazer este tema? Esta é uma composição do Ricardo Martins. É um tema muito conhecido no Brasil e tu resolveste trazê-lo e ele ainda vai cantar contigo, não é? Ele vai estrear como substituto do Dida. É a primeira vez que ele vai cantar? É. Essa música, sim. Essa música, é. Não é a primeira vez que ele canta comigo, mas essa música... Não, sim. Essa música vai ser estreia absoluta agora, nesse momento. Estreia aqui em Portugal. Na verdade, eu encontrei o Ricardo um tempo atrás, num encontro de músicos lá no Brasil. E ele mora no Canadá, e aí eu falei pra ele, Ricardo, eu queria cantar essa música. Mas ela é bem difícil de cantar sozinha, ela tem uma modulação que exige ter o contralto e o tenor.
Mas eu... Viajando pelo Brasil afora, eu percebo que tem gente mais nova que só me conhece por causa dessa música, porque ela é mais recente do que grande parte do meu trabalho, que é conhecido. E essa música as pessoas gostaram muito. Aí o Ricardo fez algumas ideias e tal. Eu tô pensando se eu vou poder ou se eu sempre vou pedir para o meu amigo Lineu cantar junto, que aí vai ser mais fácil. Já vamos falar mais à frente também um bocadinho com o Linneu. Vamos então a este que é o segundo tema, que vai ser o primeiro tema em que vamos também ouvir a voz de Linneu Soares, aqui com a Regina Mota.
Em que entrar em Jerusalém Lá não. Haverá noite Só a luz que vem do trono de Deus Eis que todas. As coisas serão novas em Jerusalém. E. Eu não mais terei sede Pois de água viva eu beberei Lá no céu.
Não haverá mais lágrimas E a morte. Já. Existirá. Lá não haverá o pranto e a dor Lá. Enfim verei a glória de meu Deus.
É preciso ser. Puro Para entrar na Santa Jerusalém Ter as vestes lavadas Pelo sangue do Cordeiro. De Deus Eis que logo Ele vem E aí a recompensa Ele trará Estarei face a face Com o eterno Deus. De Israel Lá no céu Não haverá mais lágrimas.
E a morte já não mais existirá. Lá não haverá o pranto e a dor Lá enfim. A glória. De meu Deus. Lá enfim verei a glória de meu Deus.
Lá no céu, a música de Ricardo Martins, aqui na voz de Regina Mota e também com Línia Soares. Vamos em frente no Sexta à Noite de hoje. Regina, temos mais um tema. Eu lembro, esta aqui é uma composição tua. Gostas de compor? Eu acho que os sucos criativos estão em todos os seres humanos, mas eu não tenho o hábito, eu estava falando do João, de ter a minha ideia, quando vem, geralmente eu escrevo, não música, texto. mas algumas vezes eu sentei para compor. Essa música, na verdade, quando teve a pandemia, eu tinha um convívio muito restrito com alguns músicos, e o Felipe Arco era um deles, o Lineu e a família dele.
A gente tinha um pequeno grupo, como não podia ir na igreja, e a gente já trabalhava junto, então a gente se encontrava lá, um pequeno grupo lá na minha casa. E o Felipe, ele foi meu aluno, depois tornou meu colega. de trabalho, ele falou, vamos compor e tal, eu não sei fazer letra. Aí, algumas músicas, eu dei a letra pra ele, e ele fez uma melodia. Outras, a gente meio que fez junto. Essa aqui, ele fez a música primeiro, e aí eu criei essa letra. E de todas as coisas que a gente já fez juntos, a gente já compôs quatro músicas juntos.
Eu só gravei duas delas. Uma, essa que eu vou cantar agora, o Entre Elas, gravou. E a outra, o Tom de Vida, que atualmente é dirigido por ele. Mas essa é a minha favorita. Esta é a única letra que tu trouxeste no programa de hoje. Que sou eu que faço. Porque eu tenho, eu gravei num álbum de 2015, eu gravei uma música que é música e letra minha, que é Tudo de Novo. Mas a música minha que eu fiz a letra, que é mais conhecida, é a que está no Inário, que é Obrigado, Bom Pai, que eu escrevi com a Risi Matheus, que é uma compositora, assim, muito prolífica, muitas coisas.
Gostas mais de letras ou de notas musicais? Ah, eu gosto mais de música. Eu amo texto. Eu não sei se é porque eu gosto mais, mas a música, ela corta o texto e aí o texto desaparece. Achas a música mais profunda do que o texto? Não sei, ela me toca mais. Tem formação nas duas áreas, né? Porque eu amo muito o texto, eu amo ler, eu adoro poesia e qualquer tipo de texto, né? E qualquer tipo de história escrita e tal, principalmente as históricas, né? Romance histórico ou até biografias e tal. Mas, quando tem a letra e a música, a minha mente vai para a música.
E vamos então ouvir a música da letra que escreveste. Chama-se Eu Lembro. A composição é do Filipe Arco e vamos ouvir na voz da Regina Mota. Eu lembro de um tempo Em que a vida era bonita Cada instante desses vive em meu coração.
Você estava triste Mas as suas lágrimas sequeram Sua alegria. Era minha fonte de prazer. O meu amor de tão intenso lhe bastava Em meio às mágoas meu abraço confortava Em dias de riso ou de sabor Desgosto.
Ou caro. A gratidão e a paz enchiam sua alma Mas. De repente a inquietação de um olhar. Nosso rumo se espaçou no seu exílio solidão.
Eu lembro de um tempo em que a vida. Cada dia desses vi você em oração. Espero sua volta Sou seu pai, sou. Redentor.
A aflição vai desfazer. É o Sexta à Noite com Regina Mota e acompanhada por Linil Soares. Vamos fazer uma curta pausa, ainda dá tempo. Diga aos seus amigos para verem o programa, porque ainda temos a segunda e a terceira parte do Sexta à Noite. Até já. TV Novo Tempo, o canal da música, o canal da esperança.
Segunda parte do Sexta à Noite com Regina Mota, a nossa convidada. Claro que aproveitamos o facto dela estar no nosso país e, claro, convidamos-la a estar connosco. E ela trouxe um amigo, um compositor, também já esteve connosco, o Lineu Soares, e estamos a acompanhar as músicas que, no fundo, retratam o ministério da Regina e muitas delas são também composições do Lineu, como a música que já vamos ouvir
a seguir. Temos aquele momento em que todas as pessoas que estiverem em casa e quiserem participar e receber este Guia de Estudo da Bíblia, eu no universo. Aquela pergunta clássica que haverá certamente um momento em que alguém a faz. Onde é que eu estou? O que é que eu estou aqui a fazer? Porquê é que eu estou aqui? Qual é o meu lugar neste universo infinito? As respostas para estas questões encontra na Bíblia. Para encontrar e perceber como descobri-las na Bíblia, pode fazer este estudo da revista Novo Tempo e ter também o apoio de um instrutor bíblico da Novo Tempo para fazê-lo conhecer mais em pormenor a Palavra de Deus. Para receber então este estudo da Bíblia, 933-939291. 933-939291 é este o número para o qual pode enviar a sua mensagem por WhatsApp. Só tem que enviar o seu primeiro e último nome e, claro, a morada para a qual quer receber, de forma completamente gratuita, este Guia de Estudo da Bíblia em sua casa.
Agora, vamos continuar com música, porque o próximo tema é de Linel Soares e Valdeci Lima. Linel Soares, vocês tiveram muitas composições em conjunto e ainda continuam, ou talvez menos agora? Não é como já foi no passado, né? A gente já produziu muito material, mas continuamos produzindo, sim. Recentemente, a gente trabalhou num projeto especial com o Novo Tom, de 25 anos, tem várias composições nossas, atendendo a encomendas, né? Por exemplo, agora está acontecendo um projeto Sonhando Alto no Brasil, que é relacionado ao departamento de publicações e aí a gente fez a música tema. Então, de vez em quando aparece uma oportunidade e a gente continua a escrever. Mas aqui em Portugal, se calhar vocês nunca ouviram, já ouviram falar em Rui Veloso?
Não. Rui Veloso é talvez o maior artista musical, assim, da cultura mais popular em Portugal. E ele tinha também uma pessoa com quem ele fazia muitas letras. O nome dele era Carlos T. E eles se chatearam. Ainda hoje não sei porque é que eles se chatearam. Então, foi um escândalo em Portugal. Como é que é possível? um dos maiores compositores de músicas e de letras que seriam chateadas e nunca mais compuseram músicas juntos. Tem essas histórias no Brasil também, de parceiros que se estressam um com o outro. E o público é que sofre com isso. A gíria do Brasil para isso hoje em dia seria, eles tretaram. Ah, tretaram. Exatamente. Mas ainda bem que nunca aconteceu isto nem com o Lino, nem com o Valdir. O pessoal brinca no Brasil que nós somos o Tom Jobim e o Vinícius da Igreja Adventista.
E, graças a Deus, eles também compuseram. Até o fim da vida. E nós continuamos. Ainda bem. E este tema, Paz em Suas Mãos, é uma composição que já tem algum tempo. Sim. Ela foi composta nos anos 90. A gravação original é do Tom de Vida. Depois a Regina gravou também. E deve ter mais uma ou duas gravações por aí também. O Leonardo Gonçalves. Ah, o Leonardo, exatamente. Leonardo Gonçalves, que cada programa que falam nele eu digo sempre, o meu sonho é um dia trazer o Leonardo Gonçalves aqui. Está quase, Leonardo se me estás a ver. Pelo menos ele mora na Europa, é mais fácil. Sim, sim, sim. E ele responde às mensagens que eu tenho mandado, mas ainda não conseguimos encontrar uma data. Leonardo, se me estás a ver, responde à mensagem que eu te mandei, que é para ver se tu consegues ficar. Regina, vamos então.
Quarto tema, paz em suas mãos. Vamos então ouvir. A doce mão de um poderoso amigo. Me traz a paz do alto do.
Seu trono E me faz sentir que não estou perdido. E atormenta o sono Que bom ter Deus, meu Pai e meu Senhor Sentir. A sua doce paz a me amparar.
Andar feliz à sombra. Desse amor E em suas mãos seguro vou me abrir. Se aflito estás em busca de um auxílio se não tens.
Paz nem vida tens também levanta os. Olhos. Perdido. Estás nas mãos de um. Deus que te quer bem Que bom ter Deus, meu Pai, meu Senhor. Sentir.
A sua doce paz A me amparar. Me amparar. Andar feliz A sombra deste. Amor. Em suas mãos, seguro Vou Me. Abrir.
A solenidade desta mensagem pelas mãos de Lina Suáz e pela voz de Regina Mota. Regina, vamos ouvir mais um tema, que é um dos mais bonitos, até este, se calhar, que gostas muito de cantar, e este ainda, Sou o Mesmo, uma composição do Evaldo Vicente. É mais um compositor dessa minha geração. A gente era amigo no tempo da faculdade, eu morava no Rio, e aí Ele, o Jader e eu, a gente tinha bastante amizade e fazíamos algumas coisas juntas, embora cada um fizesse suas coisas também, né? Ele é um compositor que também tem umas ideias muito maravilhosas. Essa música, especificamente, foi gravada primeiramente pelo Coral Jovem do Rio.
E agora vamos ouvir na tua voz, vamos? Então vamos. Tudo que eu criei foi pra você O vento que eu soprei fez você. Viver E um dia contemplando o que. Eu construí Eu planejei fazer você feliz.
Mesmo assim, o que aconteceu? Você não me conhece ou se esqueceu? E agora então me vejo tão longe de mim Mas sei que vou Fazer. Você feliz Eu não mudei Ainda sou. O mesmo Meus braços ainda estão abertos. Minhas mãos estão feridas Eu não mudei.
Ainda sou o mesmo Tão cheio de amor Volte. Pra mim Porque eu não mudei Toda. Vez que eu olho. Percebo. A obra-prima que eu criei E vejo cada traço que um dia desenhei Eu quero ver você viver feliz Eu não.
Mudei, ainda sou o mesmo Meus braços. Ainda estão abertos Minhas mãos estão feridas, eu não mudei Ainda sou o mesmo, tão cheio de amor.
Eu sou o mesmo Tão cheio de amor.
A página doce voz de Regina Mota é tão bom poder estar a ouvir este programa e eu sou um privilegiado por estar aqui e os técnicos também. Vocês estão a gostar, não estão? Está a ser muito bom poder partilhar este momento aqui juntos e também quem nos vai ver lá em casa daqui a uns tempos. Regina, eu tenho aqui um desafio para ti, até para descansares um bocadinho, cantares tuas músicas assim um bocadinho, enfim, longas, profundas. O que é que achas que é o seguinte? Eu tenho aqui algumas perguntas, porque há algo que, peço desculpa estar a usar o telefone, mas eu vou precisar mesmo do telefone. Porquê? Porque eu sei que tu gostas muito de desporto e que és uma conhecedora profunda. Se calhar poucas pessoas sabem, não é? Que tu és uma intelectual do desporto, poderia dizer assim, porque tu tens um conhecimento profundo. Se calhar estou já a criar expectativas altíssimas e depois, se calhar, não sei.
Tu não fazes a mínima ideia do que aqui tem, mas eu tenho algumas perguntas de um nível, digamos assim, de 0 a 10. Ai, a casa vai cair e todo. Mundo vai saber que não sei nada. Não sei, não sei. Queres arriscar? Vamos a isto? Vamos a isto, então. As pessoas lá em casa se calhar não sabem. Se calhar nunca fizeste isto em público, que é... Nunca! Vai ser a primeira vez. Ninguém sabe que eu gosto de esportes, só os meus amigos. Então, mas agora, além dos seus amigos, toda a gente vai perceber que gosta de esporte. Assim, no nível de 0 a 10, estas são perguntas entre 15 e 20. Vamos ver, Regina Mota, a minha primeira pergunta é a seguinte. A Seleção Brasileira de 1992 e 82, 82, desculpa, dirigida por Tele Santana, é lembrada pelo futebol arte. Diz-me cinco jogadores dessa equipa de 1982.
Zico, Júnior, Falcão, o Sócrates e o cara que não devia ter ido. Eu estava pensando no Serginho Julapa, porque, na verdade, quem deveria ter ido era o Carioca. Não era Carioca? O menino que jogou no Guarani, o Careca. O Lineu é a ajuda do público. O Lineu está ali. O Lineu e eu já estamos um ajudando ao outro. Então vamos tornar isso ainda mais difícil. No vôleibol, gostas de vôleibol? Gosto. Eu gosto de todos os esportes. O Brasil tornou-se uma potência mundial. Em que ano a seleção masculina conquistou o seu primeiro título olímpico e em que cidade?
Por isso foi nos Jogos Olímpicos. Só vale a medalha de ouro? O primeiro título olímpico, por isso terá que ser a medalha de ouro. Ah, tem que ser a medalha de ouro. Eu posso dar três ajudas. Foi Barcelona. Barcelona. Mas o ano... É fácil, nos Jogos Olímpicos Barcelona. Eu não lembro. Não? Foi 92. 92? Eu ia lutar 90 e alguma coisa. Próxima. O Brasil tem grandes nomes no atletismo. Quem foi o atleta brasileiro que conquistou a medalha de ouro no salto com vara nos Jogos Olímpicos em 2016? Foi épico este momento. Foi épico? Eu estava nessa Olimpíada. Eu fui assistir algumas coisas. Foi contra um francês. Exatamente, mas eu não estava nesse dia. Eu fui para o Rio assistir alguns esportes e alguns jogos e tal, mas eu não estava nesse dia.
Eu não vi nada do atletismo, na verdade. Meu marido, se estivesse aqui, lhe acertaria isso. Eu não lembro. É Tiago alguma coisa? Tiago Brás. Brás. Muito bem. E última pergunta. Não, ainda tenho outra. A Ayrton Senna conquistou três campeonatos mundiais de Fórmula 1. Se você perguntar o ano... Em que anos? Ah, não. Eu não vou lembrar. Acho que 92 e... 92, 93. 92 e... porque ele morreu em 94. Foi antes. Foi antes, 92. Depois o Schumacher começou também a ganhar, não é? É verdade. É, não lembro. É, 88, 90 e 91. E eu assisti ele lá no Brasil. A corrida não era em Interlagos, era no Rio. Eu lembro de ter ido ver algumas, mas não lembrava os anos.
Queres a última pergunta? Vamos arriscar esta? Claro, quem sabe eu acerto esta. No Mundial do Catar, em 2022, o Brasil foi eliminado pela Croácia. Recordam-se daquele jogo. Em que minuto é que foi o gol da Croácia? Ah, come on! Não tenho ideia. Exatamente. Foi na prorrogação. Exatamente. Eu estava em missão nessa... Ah, ok. Desculpa. E a gente tinha bem pouco acesso. Na realidade foi eliminado nos pênaltis depois, né? Exatamente. Exatamente. Foi o golo e... E depois eu acabei torcendo... Eu acabei torcendo para a Croácia na final, mas... Ah, sim. Foi o minuto 117. 116? 17, 117. Olha, é um número que eu vou decorar. Regina, é muito bom conhecer-te.
Eu conheci-te um pouco melhor nestes dias e tu realmente és uma pessoa muito eclética nos teus gostos e na tua forma de ser na vida. Isso traduz-se também na música e na forma como tu transmites a tua fé através da música. Nunca ninguém tinha me falado isso. E tu és eclética? É, mas é uma coisa que agora eu vou pensar nisso porque, na verdade, eu fui muito questionada por causa do repertório eclético, muitas vezes. Principalmente, agora não, porque todo mundo já se acostumou que não vai mudar, né? Mas, no começo, tive muito questionamento, né? Em entrevista, e pessoas, e cartas... Você sabia as cartas? Alguém mandava cartas? Oh, yes! Mas agora não, já acabou. Não, agora não. Agora já acabou, sim.
Cartas boas e cartas ruins também. É. Mas, hoje em dia, é pior, né? Para quem... Quem está começando agora, porque as redes sociais amplificam tudo. É uma coisa que todo mundo... As cartas horríveis que eu recebi, ninguém viu, né? E guardaste e estás fora. Não, não, eu não guardo nem a mágoa e nem a carta. Eu leio. Muito obrigada. Tchau. Sabes que é público, o pastor Ayrton Koehler, ele recebeu uma carta que não queriam que ele fosse pastor da primeira igreja onde ele foi pastor, e agora apresenta a Conferência Geral. Por isso, essas coisas acontecem naturalmente. É melhor não ter a carta, porque aí não guarda a rancor pela pessoa. Exatamente. Vamos para mais um dueto com o Lineo, outra composição do Lineo, que também
trouxe aqui ao programa, que é este Perdão, Senhor. Vamos ouvir? Perdão, Senhor Pela paz que desprezei Pelos dons que não usei Pela herança que. Não quis Perdão. Senhor.
Pelo mal que eu pratiquei Por andar sem fé, sem lei Por ter sido infeliz Hoje volto, Pai querido. A tua voz, insistindo em restaurar a amizade entre nós.
Perdão, Senhor. Por caminhos maus andei. Muitos. Males pratiquei E ofendi meu Salvador Mesmo sendo como sou A despeito do que fiz Sei que ainda tens pra mim.
Agradeço-te, Senhor Pela chance de viver Caminhando. Em Tua lua. Agradeço-te, Senhor Pela vida que me dás E por seres meu. Juiz Quero herdar a tua graça.
E cuidar a tua paz E em teus. Braços ser feliz E os braços ser feliz E em teus braços ser feliz. Ser feliz E em Teus braços ser feliz.
Perdão, senhor, a composição de Linu Soares e Valdeci Lima, aqui na voz do próprio Linu Soares, acompanhado pela Regina Mota. Regina, para aqueles que ouviram a introdução que eu fiz, tu és professora, és professora no NASP, uma das maiores universidades adventistas do mundo. Que aulas é que tu dás? Como é que é o teu dia-a-dia e o teu trabalho ligado à música naquela instituição? Eu tenho três fontes de trabalho no NASP. Eu dou aula na Faculdade de Música. A gente tem uma licenciatura em Música. As matérias que eu dou dependem de semestre para semestre. Geralmente, eu dou as matérias de voz, técnica vocal, pedagogia da voz. performance vocal em música popular brasileira, que é uma coisa histórica, né, de como que a gente chegou a cantar do jeito que a gente canta agora.
Portanto, também tens uma estrada em artes cênicas, não é? É isso. Mas a minha pesquisa em artes cênicas sempre foi o cantor. o cantor em cena, o cantor se comunicando por completo, não apenas o som da voz. Mas, sim, eu busquei... Inclusive, no meu mestrado, eu fiz matérias do Instituto de Música também e eles me deixaram fazer um combinado. Os créditos eram diferentes, então eu tive que fazer mais matérias. O peso dos créditos era diferente nos dois cursos, mas o meu interesse sempre foi o canto, né?
Eu dou aula, por exemplo, fora da faculdade, que eu dou também aula de teoria musical e tal, mas no conservatório eu dou aula de canto e de teoria musical. E um terceiro momento do meu trabalho lá é que eu trabalho como preparadora vocal do coral que o Lineu rege, que chama Academia da Voz.
E que nós aqui em Portugal também já vimos muito do vosso trabalho. Regina, vamos para a última música ainda deste bloco, que é uma composição de Jader Santos, Vem para Jesus. Tu cantaste esta música, não, se calhar não, em 97 já havia esta música ou não? Já, já vi. Ela é muito antiga. O Jader fez ela no começo dos anos 90. E eu gravei em 91, originalmente. Depois várias outras pessoas gravaram essa música. E quem não gravou, cantou. Porque ela é muito adequada para um fim de sermão que vai ter um chamado. E ele fez com esse objetivo. Ele estava pensando nas conferências do pastor Bulhon, quando ele fez essa música.
Sim, e vamos ouvi-la agora então. Vem para Jesus, composição de Jader Santos, na voz de Regina Mota. Quando Jesus te chama e tu não vens, pra onde vas então? Voltas pro mundo e tudo que contém, mas voltas triste.
Porque voltar pro frio gelado que destrói. E abandonar os braços de amor do pai? Porque insistir no que te faz tão mal No que te rouba a paz? Vem, vem pra Jesus Vem, vem pra. Jesus Agora é o momento, não podes deixar pra depois.
Vem, vem pra Jesus Vem. Vem pra Jesus Agora é o momento, não podes deixar.
Jesus te chama. E tu não vens, pra onde vais então? Voltas pro mundo e tudo que contém, mas voltas triste e com. Junto de Cristo existe sempre um bom lugar Onde. Calor e abrigo pode se encontrar Com Ele a vida pode retomar Sua força e seu vigor.
Vem, vem pra Jesus Vem, vem pra Jesus Agora é o. Momento Não podes deixar pra depois. Vem, vem pra Jesus Vem, vem pra Jesus Agora é o momento Não podes deixar Pra depois.
Quando. Jesus te chama e. Tu não vês Pra onde vais? Curta a pausa, voltamos já a seguir.
Terceira e última parte do Sexta à Noite com Regina Mota, que está em Portugal e, claro, tivemos que a trazer aqui aos estúdios da Novo Tempo, em Sintra, e também Lineu Soares, ele que está a acompanhá-la. Este programa, que pode ver e voltar a ver às vezes quiser no YouTube, ou então ainda pode convidar o seu amigo, o seu vizinho, o seu familiar, para ver no canal 186 da MEO, ou então, se está vendo a MEO, pode facilmente, através da sua box, retroceder uns dias, ou enfim, o tempo que for necessário para ver este programa desde o início. Estamos já na última parte e é também a última oportunidade que lhe estamos a dar para receber em sua casa este Guia de Estudo da Bíblia. Eu, no Universo, não é Multiverso, é Universo, este Guia de Estudo da Bíblia da TV Novo Tempo, onde estamos então a dar oportunidade daqueles que quiserem poderem conhecer melhor a Palavra de Deus.
No final deste Guia de Estudo tem oito QR Codes onde através do seu telemóvel poderá ter acesso exclusivo a vídeos com as aulas que aqui tem dentro deste Guia de Estudo da Bíblia. Eu, no Universo, para receber de forma completamente gratuita em sua casa, é só enviar uma mensagem para o 933-939291-933-939291. Com o seu primeiro e último nome e a morada, e depois vai recebê-lo de forma
completamente gratuita em sua casa. Vamos, então, continuar para esta terceira e última parte, Regina, com uma composição de Mário Jorge Lima. Ele também já esteve aqui neste programa. Ele que é uma pessoa muito querida, enfim, é um gênio também, ao nível da composição e que... Sim, e ele. E o Lineu, no caso, essa música que eu vou cantar é só dele, mas ele e o Lineu têm umas parcerias, assim, incríveis. O Lino dá-se bem com toda a gente no fundo, não é? Porque ele tem parcerias com toda a gente. Não há ninguém que não goste. Conheço uma única alma que não gosta do Lino. Eu também não. Então, esta dependência de Deus, porque é que resolveste trazê-la para o teu reportário? É uma música que te diz muito? Essa música o Mário me deu e ele falou que queria que eu... Isso é uma das coisas mais maravilhosas, né?
Pessoas assim, Chego e falo, essa música é para você. Eu não mereço tanto, né? Mas tens um timbre único, a tua voz é reconhecida em qualquer lado, não é? Mas ele fez uma exigência, você vai gravar essa música com o seu pai. E aí, a forma como ela acontece, o Lineu fez o arranjo, teve que ter uma modulação forte lá para que... O meu pai é tenor e eu sou contralto. Para não ficar um duetinho de terças paralelas, ficou assim dois solos e aí no fim a gente faz o duetinho, né? Mas para não ficar o tempo todo e cansar.
Então, essa música eu ganhei, né? De presente. É para você e é para gravar com o seu pai. Ela veio meio já... O Mário já concebeu com o que ele queria, né? E depois ficou em algum dos teus álbuns? Essa música, com o meu pai, está no Próximo a Brasil. Ah, ok. E agora vai ser o Lineu que fará, então, a voz que o teu pai fez. O Lineu hoje é o substituto de todos os solistas. Também o Lineu sozinho faz o trabalho de sete a oito. Vamos então, vamos ouvir esta Dependência do Deus, uma composição do Mário Jorge Lima, aqui nas vozes de Linen Soares e de Regina Mota.
Eu quero ter, Senhor, dependência completa da Tua Pessoa e do Teu grande amor Eu quero ter, Senhor, a consciência correta Daquilo que esperas de mim, pecador Quero ter mente clara pra compreender Tua inteira vontade e o que devo fazer.
Me. Convença e inspire e eu vivo sob. A influência do bem. Viver, Senhor, sem chorar o passado, deixando o presente aos cuidados do céu. Quero esperar, Senhor, sem temer o futuro.
Sabendo que. Verei o meu Deus Quero ser instrumento usado por Ti Que por. Mais que eu faça Nada venha de mim. Vem Santifico a Deus Meus motivos e impulsos.
Toda a ansiedade eu lancei em meu Jesus Posso agora em seu amor descansar Descansar Eu quero ter, Senhor Dependência completa bem bem.
Sexta-noite. Com a Regina Mota. Estamos já na reta final deste programa. No entanto, a Regina tem aqui algumas perguntas difíceis que eu gostaria de fazer. Até porque temos aqui algum tempo... Muitas perguntas difíceis. Acho que não. De esporte, agora. Vamos ver qual é a próxima dos desafios. No fundo, sobre a tua vida, sobre momentos marcantes. Mas não tem sido nada de complicado. Não, não. Não tem sido normal. Eu errei? Foi difícil no esporte, porque eu errei uma. Não erraste nenhuma. Foi só do Ayrton Senna, porque... Eu não sabia os nomes, os anos. E eu não sabia o minuto do Gola. Ah, sim, está bem.
Isso aí foi uma falha grave. Ok. Então, vou-te fazer as seguintes perguntas. A música que mais marcou a tua vida, não necessariamente aquela que tu cantas. É mais difícil do que o Minuto 117. É mais difícil e impossível. Não existe. Eu, assim, sou muito ligada em muitas músicas. Por exemplo, eu sou extremamente ligada à primeira música que eu cantei hoje à noite, que é Mensageiro. porque fala da minha profissão, né? E eu sou extremamente ligada a algumas músicas que foram feitas pra mim e que contam a minha história. Então, assim, mas não tem uma. Eu sou muito ligada.
Uma vez me perguntaram qual era a coisa mais incrível que você viveu musicalmente e eu respondi que era o Herói da Fé. que todas as coisas em relação ao Herói da Fé, que é uma obra do Linneu e do Mário Jorge. Então, assim, eu tenho alguma... As oportunidades, para mim, foram muitas e muito especiais, com música muito maravilhosa. Então, eu não consigo escolher uma. O lugar mais especial onde já cantaste? Consegues-te lembrar? Prefere dizeres do desporto. Eu... Deve ter sido Lisboa, né? Eu lembro de um lugar muito incrível que eu cantei junto quando eu fazia parte do Novo Tom e o coral, o Lineu regia o coral Nasp na época.
que era um teatro, assim, muito perfeito. No Novo Tom, no Nordeste. Fortaleza. Fortaleza. E aí, com o Novo Tom, também lembro de uma noite incrível que foi naquele teatro em Niterói. É, que é um projeto do Niemeyer. O lugar, para ficar legal, às vezes não basta a música, tem que a acústica ser boa, o som tem que ser bom. Eu lembro também de uma coisa que a gente fez junto na Igreja Nova Semente uma vez, com banda ao vivo e tudo. Você está falando do lugar, arquitetonicamente falando? Acho que o mais bonito foram esses dois, o teatro de Niterói e de Fortaleza.
Qual é o segredo que tens, se é que tens algum segredo, para manter a tua voz tão saudável? Eu disse a tua data de nascimento no início, porque é público, mas tens uma voz muito jovem. Continuas a ser uma jovem, mas a tua voz é mais jovem ainda daquilo que tu és. Como é que tu fazes disso? Também não tem segredo, porque a saúde vocal está muito ligada à saúde da pessoa. Então, eu tento ser saudável, comer saudavelmente, fazer exercício e tal. Não sou a pessoa mais fitness do mundo. Mas a voz, por exemplo, existem algumas coisas que a pessoa não deveria fazer em termos de gritos.
Por exemplo, você falou que eu sou fã de esporte. Mas eu nunca grito com um verdadeiro grito. Eu grito impostado. Gooo! Sabe? Fica ali retraído, a sombra ali. Já sabe a técnica. Não, não. Eu solto o som, mas com a. Voz, assim, impostada, né? Então... E todas as vezes que existe. Um uso muito grande, às vezes eu passo muitas horas gravando, né, vocais e tal, um... aí eu faço a compensação com silêncio. Então, eu acho que o segredo tá em saber que ela acaba. E, para não acabar, eu preciso cuidar dela e quando eu usei demais, cansei, eu preciso cuidar até...
Eu só posso voltar a ter a voz que eu normalmente tenho quando eu fizer esse repouso aí. Uma espécie de jejum de falar, não foi? Regina, a última pergunta que é, que música gostarias que fosse lembrada como uma espécie da tua assinatura? Tens alguma música que se alguém pensasse na Regina Mota, gostava que pensasse nesta música? Tem que ser minha? Não, não precisa ser tua. Não, eu digo, tem que ser música que eu canto? Não, não, não, claro que não. Ah, bom. Ah, entendi. Uma música que eu gosto tanto que eu... Na verdade, o Milton Nascimento, que é um compositor brasileiro, ele tem uma música que começa certas canções, me tocam tanto, eu não vou citar Ipsys Litteris, mas que eu fico pensando como não fui eu que fiz.
Então, assim, tem algumas coisas que eu adoraria que eu tivesse... eu gostaria muito, assim, né? Ai, isso aqui tinha que ter saído da minha mente, né? Mas agora que eu entendi a sua pergunta, eu ainda não sei responder. Quem sabe no próximo programa que tu venha... Eu vou pensar, eu vou pro Brasil pensando e vou trazer assim... Eu acho que se existir uma música que fala assim, ela... ela... viveu intensamente tudo o que ela quis viver, essa música me representaria.
Regina, vamos pôr à penúltima música, Memórias, de Stânio Március, que é também muito da linha do João Alexandre, também um gênio. Um poeta, né? Maravilhoso. E do Edilson Botelho, que tu trouxeste para cá. Por que trouxeste esta música? Essa música é a mais recente que eu gravei. Eu gravei um single no Dia das Mães, em maio. Aqui também é maio. Então, e aí eu lancei como uma comemoração, né? Porque é uma música que ele fez dando voz a Maria, mãe de Jesus, né? Então, como ela é a mais recente, eu queria que vocês também tivessem... Eu tenho, assim, eu não me lembro se eu já cantei essa música. Ao vivo. A gente gravou em maio, ele viajou em seguida, depois voltaram as aulas, a gente não fez mais música junto, então eu diria que também Portugal está tendo uma estreia mundial da parte ao vivo de cântico.
Vamos então ouvir este Cântico de Maria pela Regina Marques. Tu já foste indefesa criança Não consigo entender Como pude tomar-te em meus braços E envolver o teu ser Tantas noites ouvi o teu choro.
A pedir pão e leite e consolo acaricias pra tudo. De alguém e até pra dormires também. Um balanço e a minha voz para te ninar. Teus primeiros passosinhos e quedas Com orgulho segui Ensaiaste as primeiras palavras Que entender eu fingi Travessuras sem mal diminuí.
Quantas vezes me deixaram rindo Em altura e graça aumentou Tão bonito e viril se tornou Tudo tão depressa que eu nem percebi. Mas ao olhar o. Presente eu vejo as multidões te seguindo. Buscando paz, esperança e o conforto que existe em tuas palavras o teu poder cessa a fúria do mar e as enfermidades se vão quando ordenas se vão.
Hoje eu entendo as palavras do anjo Quando ele disse o teu nome Tu és a tão esperada promessa O Deus do céu entre nós És do teu povo o libertador Tu és o meu salvador e o Cordeiro de Deus E. Pensar que algum dia te embalei nos meus braços.
E chegamos assim ao final de mais um Sexta à Noite. Regina, foi muito bom ter-te aqui. Nossa, a oportunidade foi toda nossa. A gente ficou muito feliz com esse convite. Sim, foi bom conhecer-te melhor também o teu ministério, porque, no fundo, tu és uma pessoa muito conhecida no nosso país, porque tens um ministério muito consolidado. Praticamente todas as pessoas aqui que gostam de música adventista, música cristã brasileira, conhecem o teu ministério e estares aqui com esta juvialidade, com esta alegria e conhecerem-te melhor é muito bom. Graças a Deus por isso e que Deus continue a te abençoar. São 40 anos de música, não é? Aí tem bastante coisa para lembrar. Sim, sem dúvida. Muito obrigada pelo carinho. E obrigado ao Lineu também, mais uma vez, por termos tido a oportunidade de ter o Lineu aqui. Já é a terceira vez, o novo tom, quando trouxeste também as tuas músicas com cantores portugueses e agora com a Regina Mota.
E quem sabe me venhas com o Leonardo Gonçalves, que eu estou farto de o convidar. Muito obrigado aos dois. Vamos terminar então com o tema Ovelha e Rante, uma composição de Jader Santos, marcando encontro para o próximo programa, contando sempre consigo aí desse lado
para acompanhar a programação da Novo Tempo Portugal. Muito obrigado pela sua companhia, um forte abraço, continue ligado connosco. Eu já fui o venerante Do pastor eu me afastei Quis seguir os meus caminhos E do aprisco me ausentei Foi um passo após o outro.
E já era noite escura Quis voltar, não consegui. E cercou meu desespero Tive medo de morrer Pois o frio congelou. Se.
Pudesse. Eu voltaria Para nunca mais sair De. Repente o vento. Tão familiar era o. Meu pastor chamando. Me avistou lá no. Penhasco e correu pra me alcançar me estendeu o seu cajado conseguiu me resgatar.
Do. Meu peito sinto a dor, dor maior é quando penso que deixei. Seu. Peito e com força me sustém Seu amor então me acalma E me faz sentir tão bem Seu amor então me acalma E me faz sentir tão.
Bem.