Olá, olá. Seja muito bem-vinda ao Sexta à Noite, aqui e só aqui na TV Novo Tempo Portugal. Hoje temos connosco um ex-ídolo. Já vai perceber melhor esta provocação. Ele tem uma história de vida que acredito que o irá inspirar. Martim Vicente é cantor e compositor português, conhecido dos portugueses, porque foi finalista do programa Ídolos, mas já há muito tempo, em 2009. Aliás, em 2010. Desde então, tem construído um percurso musical marcado pela sinceridade das suas letras e pela autenticidade da sua voz. A sua ligação à música começou muito cedo, aos oito anos pegou pela primeira vez numa guitarra e pouco depois entrou no Conservatório Nacional de Música, onde aprofundou a sua formação musical. Em 2016 lançou o seu primeiro álbum, Caminho, produzido por Diogo Clemente, e desde então tem vindo a afirmar-se com várias canções e colaborações com nomes conhecidos da música portuguesa, como Carolina Deslandes, Dino Santiago e muitos outros.
Mas o percurso de Martim Vicente vai além da música. A fé também faz parte da sua história desde muito cedo. Hoje serve na Igreja Evangélica de Benfim, onde tem estado envolvido no Ministério de Música e Louvor, no ensino e também na pregação. É ainda mentor e diretor artístico do projeto Vozes em Liberdade, que vamos conhecer mais à frente. Projeto esse que reúne dezenas de jovens e crianças em espetáculos que celebram valores como a liberdade, a igualdade e a inclusão, contando também com a participação de jovens esturdos através da língua gestual portuguesa.
No programa de hoje vamos conhecer melhor a sua história, ouvir a sua música e perceber como a fé, a arte e a vida se cruzam no seu percurso. Olá Martim, muito bem vindo. Martim, como é que a fé e a arte e a música se cruzam no teu percurso de vida? Parece que elas estão ligadas uma à outra quase desde sempre. Eu tenho... poucas memórias da minha vida sem que a música não fosse algo já muito especial em mim. Aliás, é um processo interessante que nos últimos cinco ou seis anos vou-me apercebendo, também relacionado agora com o crescimento dos meus filhos, e vou-me apercebendo algumas coisas que já ouvia ou já cantava em pequeno, e agora vou entendendo que já era diferente para mim, não era só música.
Eu não ouvia como a maioria das outras crianças. Olhava para os momentos musicais. Por isso tenho poucas memórias da minha vida em que a música não fosse logo a partir de uma coisa muito especial. E depois eu comecei a frequentar a igreja evangélica de Benfica, que era a igreja dos meus avós paternos. E, de facto, foi a música, o primeiro encontro, que me fez dizer, eu quero vir ao cá outra vez. Lembras-te de que idade tinhas? Tinha seis anos. Tinha acabado de entrar no primeiro ano de escolaridade. E os teus avós é que te levaram a frequentar a igreja? É, os meus avós, em conjunto com a minha irmã mais velha.
Tenho uma irmã que é 12 anos mais velha do que eu, então ela também, e assim como a minha segunda mãe, a acompanhar-me durante esse momento. E então eu lembro-me que aos seis anos chegámos lá e a música era uma das coisas que mais me fascinava, a oportunidade de poder cantar, poder cantar livremente. As canções eram e são. muito bonitas. E ainda te recordas de algumas das músicas que eram cantadas, presumo, nos anos 90, mais ou menos? Sim, sim, anos 90. Ou seja, claro que havia... Eu lembro perfeitamente que havia algumas daquelas típicas canções mais infantis que nos marcavam, como...
Oh, oh, oh, oh Zana... Aquelas que tinham gestos, aleluia, por aí fora. E tu ficavas fascinado com aquilo. Isso era uma das coisas que fascinava. Mas eu lembro-me também de algumas que eram mais profundas, e que eu não tinha sequer idade para conseguir interpretá-las, mas desde pequeno gostava muito delas e fazia muita diferença. Lembro-me perfeitamente daquela canção que dizia... Diga o fraco, o forte estou. Diga o pobre, rico sou. Por aquilo que ele fez por nós.
Dá-lhe graças, dá-lhe graças. Eu lembro perfeitamente de ser uma das canções que mais me tocava. E ser estranha para mim. Inclusive é a letra, porque ainda era muito pequena. Como assim o pobre diz que é rico e o fraco que é forte? Por isso são memórias muito presentes que eu tenho. A fé e a música acabaram por sempre estar muito cruzadas. E por isso esse meu percurso, esse meu crescimento dentro da igreja, ainda antes de... de conhecer mesmo Cristo e aceitar Cristo em minha vida, a música teve sempre esta ligação muito importante. A primeira guitarra recebes aos 8 anos, ou pelo menos a primeira vez que pegas numa guitarra foi com 8 anos.
Já neste percurso, Sim, essa guitarra é porque aparece uma guitarra em minha casa, por causa de um casamento que há a ver de uma prima, e a família estava a criar uma letra dentro de outra canção conhecida da época, que era o Postal dos Correios, do Rio Grande, que estava a dar muito naquela época. feito uma letra para o casamento. Para os noivos. Era uma surpresa para os noivos. E então apareceu a guitarra lá em casa porque o meu pai iria ter que treinar ali durante três ou quatro semanas a canção na guitarra para depois tocá-la no casamento. E eu descobri que o meu pai sabia tocar a guitarra. Não fazia ideia até... Não fazia a mínima ideia até aí.
Fiquei fascinado com isso. Então essa guitarra esteve lá em casa durante esse tempo e eu pedi logo para tocar e para aprender alguma coisa e o meu pai ensinou-me os três acordes, os três acordes que estava a usar nessa canção. Eram os poucos que ele sabia, ele não sabia muitos. E ele deu-me esses acordes e eu rapidamente comecei a esforçar-me muito para os fazer. esforcei mesmo muito para os fazer e comecei a compreender, cá está daquelas coisas que em meio tempo eu não percebia que já tinha de facto algum ouvido diferente para a música, que com aqueles três acordes eu conseguia tocar outras coisas e depois chegava assim, olha mas também dá para fazer esta! E pronto, depois aí comecei a perceber as reações dos adultos que já eram tipo, ok, não era suposto!
conseguiste fazer dessa maneira. Então foi aí que me fascinou, e então essa guitarra teve lá, era uma guitarra emprestada, de alguém não faço ideia de quem era, e que teve lá durante algum tempo em casa, e isso, pronto, empolgou-me muito, e depois foi óbvio que aquilo, ou seja, isto era para ir junho ou maio, uma coisa assim de género, e no Natal foi o presente. Então, na verdade, tu não tinhas grande influência com a tua família em relação à música, tinhas na igreja e algo que nasceu contigo sem tu perceberes, no fundo é isso. Pegaste-me uma guitarra e ao fim de pouco tempo percebeste, para ali, eu se calhar nasci aqui com alguma coisa. Eu não tinha ninguém músico na família ainda que acho que tenho pessoas perto que sempre tiveram um arte dentro de si e o meu pai tinha este jeito, ou seja, era daquelas pessoas que tinha aprendido em novo, e provavelmente não seguiu algum percurso mais artístico porque eram outros tempos onde não havia o mesmo tipo de oportunidades que eu tive.
Mas a minha irmã mais velha é muito ligada à música, é fascinada, é uma ouvinte insana de música. e desde muito pequenino que ela punha música em casa e percebia que eu gostava e então ela impulsionava-me pelo menos o gosto pela música. Então eu ouvi música desde muito cedo, música para adultos, também desde muito cedo e ela era persistente com a ideia de eu de eu ir percebendo o que é que as
canções diziam, apesar das letras serem diferentes e confusas, e isso foi logo uma coisa grande que me começou a fascinar. Martim, mais uma vez quero-te agradecer imenso por estares aqui connosco, a música é a tua vida, as canções são a tua vida e é nas canções que tu encontras algo. Explica-nos, o primeiro tema que nos vais cantar é precisamente este, só nas canções, o porquê de teres trazido este tema, teres escolhido como primeiro tema de apresentação para o público da Novo Tempo Portugal, que alguns ainda não te conhecem, mas vão conhecer agora. Esta canção é uma canção especial para mim, porque é uma canção que fala sobre uma aprendizagem importante que eu tive nos meus tempos de adolescência.
Eu, cá está, comecei a tocar guitarra muito cedo, e depois chegou aquela fase típica da adolescência, em que o nosso coração começa a palpitar algumas coisas. e eu tinha a guitarra e estava sempre muito agarrado às canções. Eu era aquele adolescente que sofria com as letras das canções e projetava-as nos meus romances e nas minhas lutas de conquista do coração de alguém. E lembro-me de ter sido baco para mim, porque eu já tocava, cantava, e ia perceber-me que a música não era o suficiente.
Eu ter talento podia não ser o suficiente para que a pessoa que eu queria que me correspondesse achasse-me também interessante, ou me desse uma oportunidade, ou algo do género. E isso era uma coisa que me acontecia nos meus tempos de adolescência, eu aprendia as canções e depois tentava descobrir qual era a canção preferida dessa pessoa ou não, e tentava aprender. E esta canção fala um pouco sobre isso, é uma homenagem também ou o Rui Veloso e o Carlos Esteu, que são grandes influências minhas, e essa era uma daquelas canções que eu tipo, ah, não queres aprender esta? E então eu aprendia as canções e a canção, e esta canção fala um pouco sobre isso, só essa nostalgia e essa minha aprendizagem daquilo que hoje os adolescentes chamam da friend zone, que é quando se chega à parte em que, olha, mas afinal ela só quer ser tua amiga.
Mas que eu acho que é sempre uma canção importante e esperançosa de compreensão que a vida tem outras coisas e que a adolescência é muitas vezes mais difícil do que parece para nós adultos. Vamos então começar com a primeira música do segmento de hoje. A letra de música é do nosso convidado, Martim Vicente. Chama-se Só nas Canções. Hoje vou pegar na viola, meter-la no saco e levá-la para a escola.
Vou levá-la por ti. Só eu sei quando no receio tu falas comigo que eu tremo e anseio que não saias de ao pé de mim. Mas hoje vou-te dizer Quando nas cordas tocar E a minha boca cantar Aquela canção do ruído ter E aí espero ver Os teus olhos a brilhar E a tua boca a trautear A canção que eu aprendi por ti Um dia, amor, eu serei mais forte e sem ser a cantar me darem à morte de olhar para ti.
Pegar na tua mão e sem mais receios falar dos teus olhos, do que sai do meu peito. Que eu quero amar-te sem ser só nas canções. Todos os dias, bem perto de ti Estou a falar de amizade e eu a dizer que sim Sem saber que não é assim que vou lá Toda a turma a ver que estou apanhado Que não quer ser amigo, mas sim o namorado Para que possa cuidar de ti Mas hoje vou-te dizer Quando nos cordas tocar E a minha boca cantar Aquela canção do Ui do Té E aí espero ver Os teus olhos a brilhar E a tua boca a trautear A canção que eu aprendi por ti Um dia, amor, eu serei mais forte e, sem querer a cantar, te darei à morte de
olhar para ti. Pegar-me a tua mão e, sem mais receios, falar dos teus olhos, do que vai no meu peito. Que eu quero amar-te sem ser só nas canções. Só nas canções Só nas canções Que eu quero amar-te sem ser só nas canções Só nas canções Só nas canções Que eu quero amar-te sem ser só nas canções Só nas canções Que eu quero amar-te sem ser só nas canções Este regresso à adolescência, só nas canções, a vida e a obra e a arte do nosso convidado materializado nesta música, o primeiro tema do Sexta à Noite de hoje, e estamos a ser afortunados em ter aqui no fundo um concerto que nos está a dar
a nós os quatro, não é? Aqui ao Joel, ao Bruno e ao Hélder, que estamos aqui a assistir e a participar na gravação deste programa.
Martim, tens uma história de vida muito interessante, já lá vamos falar mais em concreto, agora se calhar damos um salto para um projeto que tu tens atualmente, que é com o grupo Vozes em Liberdade. Queres partilhar um bocadinho como é que nasceu a ideia deste projeto e em que é que ele consiste e depois vamos ver um bocadinho dele. Ok. Rapidamente, eu trabalho também, part-time, na junta de freguesia de Benfica, num projeto que é o projeto SAFE, que é um serviço de apoio à família e ao estudante, que é um projeto que tem como grande abedição a prevenção do abandono escolar precoce. E trabalhamos em várias áreas, na área artística, desportiva, etc., com todos os jovens e crianças e alunos da freguesia de Benfica.
Na freguesia de Benfica. E o Presidente, na altura, fez-me convite e picou-me a tentar criar uma espécie de um couro. O público se chateou-me para essa parte. Ele disse que a gente gostava de fazer, mas não é sempre fácil. É difícil às vezes convencer as crianças. Hoje em dia elas acham sempre a ideia de couro um pouco careta. Então tivemos que pensar um bocadinho mais além. E por isso pensámos que o couro teria que ter alguns objetivos diferentes do que fosse só um grupo que se encontrava para cantar. Um dos objetivos foi que fosse um projeto que falasse acerca de liberdade, de igualdade, de direitos, e que isso fosse passado às crianças e aos jovens através da música, principalmente da música portuguesa.
E esse foi um dos pontos, e depois o Presidente prometeu-nos que daria-nos espaço para ter ali um ou outro concerto grande, e uma banda ou viva, disse que era uma coisa importante para motivar a fazer uma coisa diferente, e então foi assim que nasceu, só que depois este Voz em Liberdade ganhou uma segunda dimensão relacionada com a inclusão. Dentro da freguesia existe um agrupamento de referência a nível do ensino de crianças e jovens surdos. É um grupamento de referência mesmo a nível nacional, com um trabalho espetacular. E eu apercebi, ao fazer os convites às crianças todas e por aí fora, que estava em falta...
Eu não podia convidar os surdos. Eles não cantam. E estava a convidar toda a gente para um projeto, menos um grupo específico. Isso tocou-me ali de uma certa maneira e eu fiquei... Isto, afinal, não é tão... Não é para todos. Estamos a falar de igualdade e liberdade e não está a dar para todos. E fiquem a pensar sobre isso. Jesus Cidência, na semana seguinte, no meu Instagram, eu fui marcado por um outro Instagram chamado Plano Gestual, que é um Instagram da Rita Blich e do André Varela Fortes, em que eles fazem gravações em língua gestual portuguesa, só de música portuguesa. Eles tinham acabado de fazer uma canção minha, aliás, do Só nas Canções, justamente desta canção.
Eles tinham acabado de fazer desta canção do Só nas Canções e marcaram. Eu olhei e achei a Rita, que é a intérprete, muito especial na forma como interpretava. Muito diferente do que eu tinha visto até aqui a nível da interpretação da língua gestual. E ali fez-me um clique. Ok, então está a dizer uma coisa em relação a isto. E então nasceu a ideia de juntar ao grupo de cantores um grupo de crianças e jovens surdos a fazer a interpretação em língua gestual. E o projeto claramente cresceu para outro patamar, além de ter o mote da arte e da liberdade, passou a ter também o baluarte da inclusão, que tem sido super importante porque eu também com o próprio projeto vim a descobrir que esta ideia da inclusão não está relacionada única e exclusivamente com incluirmos aqueles que normalmente não estão incluídos, mas também de, digamos, nós as pessoas padrão vamos chamar assim, incluirmo-nos naquilo onde normalmente não nos incluímos, que é a língua gestual portuguesa.
É difícil, obviamente, é uma segunda língua, é como aprender uma segunda língua, mas há pequenos gestos e pequenas coisas que podemos ir aprendendo e podemos fazer com que o próximo que encontramos numa paragem de autocarro, de comboio, na estrada, na rua, consigamos dizer um bom dia, uma boa noite, uma boa tarde, um olá, se está tudo bem, dizer obrigado, pedir desculpa por alguma coisa. E percebi que com este projeto nós estávamos a conseguir fazer isso e estávamos a conseguir chegar às pessoas através da música e porque o que aconteceu é que o projeto está a crescer de uma maneira que o grupo de surdos já não é só um grupo de surdos e temos agora ouvintes também a fazer também a interpretação da língua gestual. Então este vídeo que trouxeste para vermos, explica-nos, é uma composição tua e da Carolina Deslandes, e especificamente em que consiste o vídeo que vamos ver?
Ou seja, esta é uma canção minha e da Carolina, chama-se Somos Metade, faz parte do meu segundo álbum, Do Coração, e este é um dos espetáculos grandes que temos feito, este é o do último ano de 2025, no Grande Arraial de Benfica, onde atuámos para quase 20 mil pessoas, acho que é dentro desse número que está a assistência do Grande Arraial, com uma big band e fizemos esta pequena gravação ao vivo, ou seja, é uma das canções, fazia parte do reportório esta canção, e então este é um momento... normalmente as crianças são as estrelas e elas é que cantam mais, mas foi-me a perceber também que elas tinham muito gosto, às vezes, em cantar comigo, em que eu fosse a principal, e que elas acompanhassem, e que pudéssemos ter outros artistas convidados, e então temos de trabalhar também nessa área.
Então este é um momento do Somos Metade, é o Somos Metades featuring Vozes em Liberdade, em que as crianças cantoras e em termos de língua gestual estão a fazer todo o esforço. Vamos então ver esse concerto, ou pelo menos esta música desse grande concerto que teve lugar no ano passado em Benfica. Joguei a conhecer o nosso amor A conhecer o que sentia Mas não é inteiro se não for Feito dos dois dia a dia Não pode ser real se for matado Se me deixas a meio de saber O que seria de nós, na verdade Se tivesses ficado para ver É que eu
ergui a parede Numa casa onde tu não moras Eu ganhei picos dos pés Porque não fosse desembora Mas ao meu lado tome o medo Que nos abriu-se a guerra Não posso cessar a tua dúvida Se és a minha certeza Somos só eu e só. Fechaste portas e só um ficou.
Pares numa casa onde não moras E andei em bicos dos pés Para que não fosses embora Mas ao meu lado dorme o medo Entre nós abriu-se a guerra Não posso ser a tua dúvida Se és a minha certeza Somos metade Somos o sol, eu e sol Queixaste a porta E o sol ficou Mas eu dormia Não vi os sinais Que te diam Dois dias cedo mais Ararai, arabarami Dois iria ser demais Mas eu dormia Não vi os sinais De que um dia Dois iria ser demais
Obrigado. Obrigado, Martim. Lindíssimo este videoclipe e a forma como as crianças estavam realmente muito motivadas e como conseguiste fazer. Conseguiste e consegues porque acredito que em 2026, numa época de smartphones, conseguir mobilizar crianças para participar num coro é muito difícil. Vamos dizer que enorme tu tens, não é? É uma batalha, tem vindo a crescer, mas eu acho que eles próprios são surpreendidos quando chegam. O primeiro ano foi, de facto, o mais difícil de convencer a ficarem, até eles sentirem, mas assim que os primeiros, ou seja, eles próprios são os embaixadores disto, porque assim que eles conseguiram fazer o primeiro espetáculo, apresentaram outros que estavam a ver, começaram a pensar, ok, eu quero fazer parte disto.
Eles próprios também motivam outros amigos e colegas que têm e o grupo tem vindo a crescer assim. Nós no primeiro ano éramos 18. E agora são quantos? Eram 18 e agora entre cantores e intérpretes estamos cerca de 55 crianças em palco e jovens em palco. E entre os 8 e os 18 anos são idades muito disparas. Mas é um trabalho que me enche bastante. Martim, vamos para o terceiro tema do programa de hoje, também uma composição
tua, vai ser paixão para outro lado. Este concerto que vocês fizeram ano passado, tu explicavas, Menhof, que era o subordinado ao tema da mulher, e esta música também é um bocadinho sobre isso, não é? Sobre o desafio que é ser mulher ainda hoje na nossa sociedade, é um bocadinho isso. É também, e principalmente no sentido, ou seja, quando escrevi esta canção, tentei fazer aquilo um bocadinho ao jeito do Chico Buarque, que diziam que fazia isso muito bem, mas de tentar calçar os sapatos. da mulher, num fim de relação, que eu acho que nós temos papéis diferentes, reagimos de maneiras diferentes.
Então, foi essa a minha tentativa de aproximação e tentar escrever uma canção que transmitisse esse sentimento de angústia de quando uma mulher quando há um final de relação e não há, e isso está naquele vai-não-vai em que a mulher vive de uma forma intensa e, na minha opinião, muitas vezes mais madura, esse momento. E até eu tentei calçar os sapatos do outro também para eu próprio compreender em que situação está a ver. Interessante, vamos então ouvir o terceiro tema, vai ser paixão para o outro lado, com o Martim Vicente.
Não quero estar contigo Não quero acordar contigo Não quero mais te amar Não quero respirar teu ar Deixa-me estar em paz comigo Não vou querer ler mais teu signo E acreditar que os astros Vão percorrer outros rastos e outra luz.
Meu amor, vai ser paixão para outro lado que meus pulmões estão cansados de respirar-te aos bocados porque inteiro não queres ser meu amor já que não queres ser meu eterno deixa-me pôr fim a este inferno de te querer e não te ter Ainda quero ser luz no teu olhar E que há histórias que ficaram por contar E até quis resolver o meu frio olhar Mas foste tu quem me disse pra nem tentar Por isso eu vou Por isso eu vou
Faz-se ter paixão para o outro lado Que meus pulmões tão cansados De respirar-te aos bocados Porque inteiro não me queres ser O meu amor Já que não queres ser meu eterno Deixa-me confiar este inferno De te querer e não te ter Vai ser paixão para o outro lado Cabelos, pulmões tão cansados De respirar-se aos bocados Porque inteiro não quer ser meu amor Já que não quer ser meu eterno Deixa-me por fim este inferno De te querer e não te ter Meu amor, vai ser paixão pra outro lado.
Meu amor, vai ser paixão pra outro lado. Vai ser paixão pra outro lado. Vai ser paixão pra outro lado. Sexta à noite com Martim Vicente. Chegamos ao final da primeira parte. Fico por aí. Ainda temos muitas músicas por ouvir.
Voltamos já a seguir. Até já. TV Novo Tempo, o canal da música, o canal da esperança. Segunda parte do Sexta à Noite, aqui na TV Novo Tempo, com Martim Vicente.
Martim Vicente, que é, enfim, um consagrado músico português e que tivemos a oportunidade de o ter aqui connosco, onde ele está a partilhar um pouco das suas canções, das suas músicas, das suas histórias de vida, também dos seus projetos. Martim, eu tenho aqui algumas fotos, são três fotos no fundo, algo ligado à tua história, no fundo são imagens que tu projetaste nas tuas redes sociais, mas eu gostava que falasses um bocadinho sobre essas pessoas que vamos agora ver. Esta é a primeira foto, que é daquilo que falavas há bocadinho, não é? É o teu pai a tocar guitarra. É. E a foto é mais especial. A vota é mais especial do que isso, porque o meu pai fez recentemente 75 anos e nós oferecemos-lhe uma guitarra.
Que foi a ideia do meu filho mais velho, do Xavier. O que é que queres oferecer ao avô? Aquela coisa. Não tínhamos a certeza do que é que havíamos de oferecer. A ver se podia sair-lhe alguma perna. E saiu! Uma guitarra! E foi uma coisa que nunca tínhamos pensado. E decidimos mesmo comprar para ele ter em casa, para tocar. O neto, o filho também gosta muito de fingir que toca, ter os seus instrumentos de brincar, etc. E depois apercebimos que, ou seja, em 75 anos, o pai sabe tocar, ele foi a pessoa que me ensinou os primeiros acordes e me impulsionou nesta área também. E ele nunca tinha tido uma guitarra. E esta, aos 35 anos, teve a sua primeira guitarra. E ele, durante muitos anos, não tocou.
E foi curioso, porque a gente conversou um pouco sobre isso. Já não estava a tocar há imenso tempo. E ele assim... Porque desde que tu sabes tocar a sério, eu fiquei mais inibido. No princípio eu tocava, acompanhava e tal. E depois, quando eu fui estudar, e comecei a aprender um pouco mais, senti-me mais inibido, já não me sentia à vontade em tocar desta forma assim, mal amanhada. Mas nesta tarde ele tocou. Tocou bastante. Tentaste lembrar-se de muita coisa. E fizeste alguma coisa com ele? Tocaste com ele também? Não, não. Não queria que ele parasse. Tinha um receio. Tinha um receio que começássemos a fazer isso. Ele parasse. Ele tocou. Ele tocou muita coisa. E lembrou-se de muita coisa. E foi muito emocionante. Tem ainda uma outra imagem aqui que quero que fales sobre estas duas.
São os meus dois filhos, o Xavier, que tem 4 anos, mais velho, e o mais novo, que é o Gaspar, que tem 1 ano. Que tem 1 ano, é uma foto atípica do Natal. É difícil pô-los parados para uma foto atrescente, que é bom. Não lhe conseguiria estar parado. E temos ainda uma última foto, que é da tua esposa. É, a Isabela, a minha mulher, que já estamos casados há... agora é aquela coisa que a gente fica confuso, mas... 6 anos. Agora estou a falhar, não sei o que tenho que fazer. Não, acho que fomos fazer 7. Acho que é isso. Acho que fomos fazer sete anos, mas que já me acompanha há...
Há muitos anos. Fomos namorados durante muitos anos. Conhecemos-nos na igreja. Foi na igreja que nos conhecemos e é a minha carne. Martim, vamos para mais um tema. O quarto sem amor. De que fala esta música? Fala de tudo o que eu era antes disto, na verdade. Fala de... Obviamente, apesar de ter conhecido Cristo cedo na minha vida e manter-me na igreja e ser parte, isto é uma descoberta constante, esta nossa caminhada na fé sobre quem Cristo é, o que Ele quer efetivamente de nós, o que é ou não seguir a Sua vontade, E o que é ou não o nosso foco.
O que são ou não os nossos falsos ídolos. E por aí fora. E esta é uma canção muito pessoal, porque é uma canção... Digamos, é como se fosse uma canção sobre o meu quarto. É uma canção sobre meu quarto e sobre aquela ideia Daquele tempo em que, graças a Deus, cresci e apercebi-me que alguns dos focos, algumas das coisas que estava a priorizar mais na minha vida não estavam relacionadas com o verdadeiro amor. E não o iam trazer, e por isso é que falo acerca de um quarto sem amor.
Que não é um quarto onde não há muita gente a querer entrar. E acho que de facto só a pessoa de Deus tem um amor acima de tudo que está disponível a entrar num quarto sem amor para explicar o que ele é. Vamos então entrar neste quarto sem amor e perceber o que lá há pela música do Martim Vicente. Um quarto sem amor só tinha uma janela, um cortinado de uma cor e uma vista que era bela.
Um quarto sem amor tinha paredes granuladas com retratos e poemas. das vitórias conquistadas. Mas o perigo desse quarto é que era cheio de fulgor e ninguém desconfiava que era um quarto sem amor. Só tu sabes como entrar Neste quarto afim de amar Eu nem fui tão bom para ti Como esqueces tanta dor Neste quarto sem amor Quero sair daqui Um quarto sem amor era cheio de inspiração Com truques de magia, tal a sua
perfeição Mas o perigo desse quarto é que era cheio de fulgor E ninguém desconfiava que era um quarto sem amor Só tu sabes como entrar Neste quarto a filha amar quero
No quarto sem amor entrou teu coração e ficou cheio de ti. Que grande momento, Martim, que nos proporcionaste a nós e aos nossos telespectadores aqui da Novo Tempo. Eu ficava aqui o dia todo só a ouvir-te, porque é maravilhoso ouvir-te e a forma como tu cantas é absolutamente incrível, Martim. Obrigado por estares aqui connosco. Ainda temos mais músicas para ouvir, mas agora eu vou oferecer para os nossos telespectadores lá em casa este guia de estudo da Bíblia.
A Mente Feliz é o guia que estamos a oferecer hoje, numa altura em que há tantas doenças mentais ligadas às ansiedades, depressão, etc. Temos este Guia de Estudo da Bíblia para aqueles que quiserem receber em casa, sem qualquer custo. Já sabe, é sempre assim, não tem qualquer fidelização, qualquer custo. O número é o 933-9392-91933-939291. Envie uma mensagem para o WhatsApp, primeiro e último nome, e o endereço para o qual quer receber este Guia de Estudo da Bíblia, Mente Feliz, como lidar com a depressão, como tratar desta verdadeira doença, uma doença profunda, como poder procurar ajuda, são estes alguns dos temas que encontrei neste Guia de Estudo da Bíblia. Mente Feliz é a revista Novo Tempo, que pode receber em sua casa sem qualquer custo. Agora mesmo, envie uma mensagem, seu primeiro e último nome, também a sua morada, tem que ser em território português, 933-939291.
Não tem qualquer fidelização. Vamos continuar com o nosso convidado, Martim Vicente. Nós aqui no estúdio temos a oportunidade de estar a assistir a um verdadeiro concerto e acredito que em casa também está a gostar bastante. Martim, há bocado falavas nos falsos ídolos, eu sei que estás certamente cansado
porque já passou 15 anos que estiveste nos ídolos. No entanto, a minha questão nem é propriamente ligada aos ídolos a um programa que até tem um nome um bocadinho estranho para nós cristãos. No entanto, a minha questão é outra. Para os jovens, hoje em dia, que gostam da música e que se deixam encantar com o fenómeno de facilmente conseguirem aceder às redes sociais e terem alguma projeção, em que medida é que, muitas vezes, a fama pode desequilibrar-nos no caminho que, muitas vezes nós queremos ter, um caminho mais ligado à fé, ligado a mensagens mais eternas? Aconteceu contigo isso em algum momento? Porque, olhando para o teu trajeto de vida, Começaste a frequentar a igreja com 6 anos, tiveste a tua primeira guitarra aos 8. Quantos anos tinhas depois, quando foste finalista no programa de televisão? Quando entrei no programa, tinha 21 anos.
Então ainda eras um adolescente. Quer dizer, se calhar 21 na altura não é o mesmo que 21 hoje em dia. Se calhar 21 hoje em dia ainda são adolescentes. Está a divulgar. De qualquer das formas, eras um jovem. E que passaste a ser reconhecido na rua, porque era um programa que tinha uma projeção incrível. Se calhar hoje em dia não há tantos programas que tinham a projeção como naquela altura. Que eram muito menos. Exatamente. E estamos a falar, portanto, anos 2000 e qualquer coisa, não é, Portugal? 2010, 2011... Por aí... Que foste finalista de um programa que tinha milhões de pessoas. Como é que era, na altura, ser reconhecido na rua? Isso foi de confusão? A dada altura achaste que eras mais do que o que eras? Sim, a fama é um fardo complicado de levar.
E eu acho que esse também é um dos motivos pelo qual nós admiramos as pessoas que são reconhecidas e reconhecemos. Elas, de facto, fizeram alguma coisa diferente à sua época, que as levou para esse fenómeno. Claro que podemos falar da família e tal, que obviamente também existe. Mas depois, esse reconhecimento é sempre um fardo um bocadinho pesado, não no sentido só do que carregamos, como agora estou exposto a tudo e mais alguma coisa.
Isso é uma coisa até da própria lei, ou seja, eu já apareci num... um programa, coisa, Código Civil. Agora, para todos os sermos, se quiserem tirar uma foto comigo, eu sou uma figura pública até... até desaparecer aqui. Por isso não há outra hipótese. Mas não é esse... O Fard é, efetivamente, essa... a ideia de... as pessoas começam a ver-nos de uma maneira diferente do que nos viam. E isso, obviamente, num jovem, com 21 anos, que eu estava também ainda a criar a minha identidade. Acho que todos ainda estamos, mas há uma fase da vida onde estamos a criar mais, e do período da adolescência e da juventude, onde a gente se está a construir como pessoas.
Estamos a progredir para a idade adulta. E então, obviamente, a alteração de um estado obviamente tem repercussões no crescimento da nossa identidade. E por isso ela é pesada. Eu fico... Eu fico sempre receoso nesse sentido. Com o grupo do Voz em Liberdade acontece algumas vezes existirem familiares que vêm ter comigo acerca dos seus filhos e perguntar-me o que é que eu acho do seu talento ou não. Porque eles estão interessados em ir a um talent show, apresentar-se. É normal... Aquilo... É um espetáculo televisivo extremamente bem feito e isso foi o que de melhor eu tirei durante aquele tempo.
Foi muito rápido, foram três meses, mas foi. Eu trabalhei com uma equipa de produção de topo internacional. conheci músicos do topo, a nata dos músicos da nossa praça, e isso ajudou-me imenso na continuação da minha carreira, e então essa oportunidade é magnífica, e eu agradeço-a. Agradeço-a muito, agradeço-a muito todos os dias. Mas aquilo tem um outro lado. que é toda essa gestão emocional. E depois quando me perguntam, eu sou muito perentório na resposta quando os pais perguntam. Ah, e acha que sim? Olha, eu posso, por ter tido a experiência, até não ser a pessoa que diga isto da forma mais imparcial, mas eu não o levava lá.
Porque as coisas boas, atrás, para uma criança, ou mesmo para um adolescente jovem, tem um outro lado que é muito difícil de gerir. Porque aquilo é uma... Eu costumo dizer que é como fossemos uma pena, que fomos superados e lançados para muito longe, e ela vai caindo. E nós ainda não temos a identidade, muitas vezes, suficiente para conseguir sustentar. E isso traz, obviamente, dificuldades. E eu não estou a dizer que a experiência não deve ser feita, porque acho que depois, quando sou os mais crescidos... Aliás, eu fui proibido de ir pelos meus pais durante muito tempo.
Ou seja, desde os 15, 16 anos que tinha essa oportunidade e que eu queria muito. E os meus pais nunca me deixaram. E eu não percebia porquê. Se eu tinha talento, se eu tinha uma coisa diferente para mostrar, se eu achava que era capaz, se eu ouvia algo... Eu acho que ainda posso ser melhor que aquilo. Porque é que não podia? E então acabei só por inscrever-me mais tarde, já quando tinha mais alguma independência nesse sentido, e não contei a ninguém, até lá estar. não contei a ninguém até lá estar. Mas depois percebi o porquê, e ainda bem, que não me deixaram vir para aqui com 15, 16, 17, 18 anos. Aos 21 anos eu decidi ir porque foi uma altura que queria muito fazer algo diferente, queria muito ter aquele teste, porque era um teste interessante para mim, um teste público de mostrar a mais gente aquilo que eu sou e perceber o que é que as pessoas acham sobre mim.
Mas era o momento em que eu já me sentia preparado, no sentido de que já tinha confiança em mim o suficiente para que caso aquilo corresse mal a nível do programa e eu pudesse não passar, ser dos primeiros a sair nas partes dos finalistas, etc, que isso não me mandaria abaixo. Mas pronto, o programa até me correu muito bem, fiquei em segundo lugar, por isso nem foi essa hipótese de pôr. Mas depois o resto de todo o processo tem... É um farto, principalmente, na nossa identidade. E eu digo isto, não tem problema, porque os meus colegas, os meus amigos que fiz lá, todos nós falamos sobre isto, tivemos todas experiências diferentes e temos coisas muito boas e que agradecemos muito à produção e à oportunidade que nos
foi dada. E eu conquistei coisas enormes lá. Mas a fama é uma coisa complicada. Martim, vamos para mais um tema. Este tem como título a cruz. Não é uma composição tua, mas selecionaste-a para trazer. Porquê? Esta canção é do amigo Luís Roquete. Luis Roqueta é um autor de música cristã inacreditável. Vão ouvir, quem não conhece. Ele tem vários projetos a solo com outras pessoas, mas pesquisem. E eu conheci-o, e depois conheci esta música, fiquei muito fã, e trouxe-a não só pela mensagem inacreditável.
Ela fala acerca dos momentos finais de Jesus na cruz, daquele momento enigmático em que ele clama, meu Deus, porque me abandonaste, que é tão confuso às vezes para quem leu. Mas eu acho que... E o Luís, nesta letra, conseguiu explicar muito bem porque é que Jesus o diz, e como isso pode ser um espelho de nós em momentos difíceis, e como ele de facto estava a ensinar. Até nos seus momentos finais, até nos seus momentos de maior dor, Jesus não parou de ensinar, como vemos aqui.
Então eu escolhi, por isso escolhi, porque queria trazer algo que também estava relacionado com uma coisa que ocupa bastante também, e que faz parte de prioridade, na minha vida, que é o Ministério da Música e Louvor da Igreja onde congrego. Esta é uma das canções que nós trazemos. É sempre especial. Cada vez que a podemos cantar com a congregação é aquele momento porque é uma canção meio difícil. E há quem não tem problemas e cante e deixe-se ir. E há sempre quem prefira ficar só a ouvir e a ver aquilo como uma... e a ver a canção como uma oração. E então eu achei que seria importante trazer esse momento para aqui também. E vai ser essa oração que nós também vamos ouvir agora aqui na Novo Tempo, no Sexta à Noite, com o Martim Vicente.
É uma letra de Luís Roquet, letra e música. Chama-se Cruz. A cabeça inclinada Respiro O espírito entregue Tádifa total Toda a dor humana O abandono Meu Deus Meu Deus Por que me abandonaste?
Nebo, Deus, porque me abandonaste? Tudo entregue, A missão salvadora Por amor Por amor Pai, nas Tuas mãos eu entrego o meu espírito Tenho o coração em paz Porque confio em ti Eu abraço a minha cruz Porque confio em ti Tenho o coração em paz Porque confio em ti Eu abraço minha cruz
Tenho o coração em paz Porque confio em ti Eu abraço minha cruz Porque confio em Tenho o coração em paz Porque confio em ti Eu abraço a minha cruz Porque confio em ti Tenho o coração em paz Tenho o coração e paz Porque confio em ti Tenho o coração em paz porque confio em ti, a mensagem principal da música, a cruz.
No encerramento desta segunda parte, voltamos depois de um curto intervalo. Fico por aí, vamos continuar com Martim Vicente, no Sexta à Noite. TV Novo Tempo, o canal da música, o canal da esperança. Terceira e última parte do Sexta à Noite de hoje com o Martim Vicente. É o nosso convidado.
Onde estamos, no fundo, a fazer uma viagem por diversos temas musicais, diversas sonoridades. E agora, Martim, vais levar-nos precisamente até Santo Mé. Primeiro, qual a tua relação com Santo Mé? É único e exclusivamente de amigos. Ainda não tive a oportunidade de lá estar, mas tenho um grande amigo, que é o Dário Pequeno Paraíso, que é fotógrafo e videógrafo, inacreditável, vão pesquisar também. aconselha que vão pesquisar o seu trabalho, que é emocionante de ver o seu trabalho de fotografia e vídeo. E ele foi um amigo que eu conheci na faculdade e que eu vi a reconhecer e a conhecer as suas raízes africanas por uma viagem que fez até Santo Mé, que é de onde são os seus pais, e depois por lá ficou.
Ou seja, este videoclipo que nós vamos mostrar daqui a pouco resulta dessa amizade que tens. Sim, e o Dário é um grande amigo e quando está cá é uma das pessoas com quem eu tenho trabalhado mais a nível visual. Foi ele que fez todo o meu visual, quer seja de fotografia, quer seja de vídeo do meu último álbum e das minhas últimas produções. E por causa disso e por causa de toda essa descoberta, que eu também fui descobrindo muitas das minhas raízes ligadas à África, também pelas suas fotografias e pelas conversas que temos, obviamente, surgiu-me esta ideia que foi em 2000. E 24, quando comecei a criar o EP de Natal, em que decidi gravar 5 canções relacionadas com o Natal e fiz uma.
Uma delas é um original meu, que é este, que é a Luz. Depois, quando comece a pensar como é que eu vou apresentar isto visualmente, pensei nisso. Vou apresentar de uma maneira que eu acho que nunca ninguém apresentou. Porque não se fala do calor quando estamos no Natal. Aliás, quem está no calor no Natal tenta simular muitas vezes o frio para ficar com aquela ideia e faz neves e coisas do género. Na Califórnia, toda a gente vê essas cenas, todos nós conhecemos isso das nossas séries e dos filmes. Mas o Natal é sobre o nascimento de um bebê que foi para todos. E então eu achei que seria importante falar sobre esse nascimento, sobre essa luz, com uma visão, com outra visão do hemisfério, diferente do nosso imaginário, do Natal.
Eu sei que foi disruptivo e na altura que é lançada depois é sempre estranho para quem está em Portugal assistir a um videoclipe quente, mas era esse mesmo o lado do objectivo. Então pedi ao Dário e ele ouviu as canções e ele tem uma sensibilidade muito grande e ele agarrou nas canções e foi gravar. E foi para a rua. Ou seja, não é comigo, não tem nada a ver comigo. Eu não estava lá e deixei entregue à curadoria total dele, por isso, o que vamos ouvir é tudo meu, mas o que vamos ver é única e exclusivamente do Dário Parede. Vamos então ver este videoclipe com imagens de Santo Mé, a voz é de Martim Vicente, o tema é sobre o Natal, chama-se Luz. Abri-me os olhos para esta luz Que veio até nós como um bebê Numa noite escura como outras Rodeado de animais nasci uma fé A profecia que se fez cumprir Não era tão nobre como esperada Que estranhos planos fazeste, Deus, surgir Para que
a minha alma seja resgatada Luz que vem dos céus preencher a nossa terra de amor e paz em carne e osso nasceste disposto a morrer Pra que hoje eu possa viver.
És os que vêm dos céus preencher a nossa terra de amor e paz em carne e osso nasceste disposto a morrer para que hoje eu possa viver Pra que hoje eu posso viver?
Lindíssimas estas imagens, Martim. Lindíssimas estas imagens. E, no fundo, esta viagem que pudemos fazer até Sainte-Homé e agradecer ao Dário París. Realmente é um gênio. O seu amigo. Ele estava claramente... inspirado. Foi muito emocionante quando ele mandou pela primeira vez. E foi também interessante ver depois, porque eu tive a oportunidade, quando lançámos o videoclipe, estava num evento cristão e estavam lá algumas pessoas que eram de Santo Mé. Curiosamente. E foi emocionante ver o ar delas.
De surpresa quando eles disseram, agora vamos apresentar a nova canção de Natal do Martim. E pusemos o vídeo. E elas começaram a ver imagens da sua terra e disseram... E inclusive depois conheci a Bia Unga, até conheci uma das pessoas que aparece no videoclipo.
E eu pensei, ok, deu certo. Era isto. Martim, vamos para mais um tema. Esta é uma composição tua. Aliás, os últimos dois temas que vamos ouvir são composições tuas. Esta aqui é inspirada no Sermão da Montanha, ou no Sermão do Monte. Chama-se No Teu Amor. do que fala, como é que te inspiraste, como é que criaste esta música. Conta-nos um bocadinho a história. Ela está relacionada com aquele pequeno, não é com o sermão todo, como é óbvio, mas com aqueles pequenos ensinamentos acerca da ansiedade. E dos estarmos ansiosos. Reparem como os pássaros e os lírios não se preocupam.
com isso, quanto mais vocês, que eu cuidei de outra forma especial e que eu próprio, Deus, estou aqui a falar convosco, em pessoa. E essa passagem, quando eu... Eu lembro que eu estava a estudar, nessa altura estava no meu primeiro curso bíblico, que era o Sejam Obrero Aprovado, do qual hoje tenho a honra de poder ser professor no mesmo, E estudámos essa passagem e isso tocou-me muito e pensei, realmente, não faz sentido. Quer dizer, faz parte, mas depois, juntando, é nisto que temos que pensar, na forma como podemos estar ligados e abraçados ao pai dessa forma e basta olhar e lembrar-nos muitas vezes para eles, para ficarmos um pouco mais seguros.
Vamos, então, ouvir este tema. Chama-se No Teu Amor. É inspirado no capítulo 6 do Evangelho de Mateus. A composição é do Martim Vicente. Quando me aqueces no teu abraço Fico tranquilo pois sei que tudo isto é teu Todos os campos e oceanos Tu inventaste nesse jeito que é só teu E se até os pássaros Que lá no alto não se preocupam com o que há onde comer Porque estou eu tão melindrado Se me criaste nesse jeito que é só teu No teu amor encontro conforto Que qualquer filho busca Nos braços de um pai No
teu amor encontro a certeza Que nada nesta vida Qualquer filho busca nos braços de um pai.
Meu coração sussurra Olha pra cima e vê teu pai Meu coração sussurra Olha pra cima e vê teu pai Meu coração sussurra E aí Falamos da paz, do sossego, da ansiedade que encontramos no Sermão da Montanha, aqui nesta música do Martim Vicente, no Teu Amor.
E, a propósito, falamos também disso no Guia de Estudo da Bíblia que estamos a oferecer hoje aos nossos telespectadores que quiserem enviar uma mensagem para o 933. 939291, 933939291, é este o número pelo qual pode enviar o seu primeiro e último nome com a sua morada, recorde, tem que ser um endereço em Portugal, pode ser continental ou ilha, bem diferente, tem que ser em território nacional, e sem qualquer custo, sem qualquer fidelização, vai receber este Guia de Estudo da Bíblia. Mente feliz sobre como poder lidar com aquelas que são as grandes doenças do século, designadamente, a ansiedade e a depressão e todas as doenças ligadas ao
foro mental. Vamos em frente, Martim, com este último tema, Bom Demais. Este que, aliás, todas as músicas que tu aqui apresentaste podemos ouvi-las nas plataformas digitais. Por isso, todos aqueles que quiserem conhecer melhor o trabalho de Martim Vicente, seja no YouTube, Spotify, enfim, qualquer lugar encontra o trabalho do Martim. Este último tema, Bom Demais, faz parte do teu segundo álbum, Coração, não é? E o porquê de teres selecionado como último tema para a apresentação aqui hoje? É uma canção que tem a palavra Deus dentro dela. Eu já cantei outras que, claramente, as canções têm Deus dentro dela.
Mas não tem a palavra... Deus, esta tem a palavra Deus e muitas vezes vemos a nossa cidade a reação de parar quanto a isso, não é? E sabemos a dificuldade que temos no nosso processo de evangelização diário quando falamos de Deus e dizemos Deus. Ainda mais difícil quando dizemos de Jesus. Ainda mais difícil quando dizemos de Jesus. E tu sentes isso no meio artístico? Porque todas as pessoas conhecem a tua fé e estás também ligado no meio artístico português. Sentes que há alguma diferença ou não faz diferença em nenhum facto da tua fé ser visível? Depende um bocadinho das classes que estamos a falar de um meio artístico.
Porque eu sempre senti-me muito bem acolhido pelos artistas, e inclusive achei que existia sempre uma grande curiosidade. por parte de todas as pessoas com quem trabalho e trabalhei até hoje, sobre a minha fé e como eu relacionava isso com a minha vida, com as minhas composições, etc. Mas a música depois é mais do que só os músicos. Quando entramos depois no outro campo da apresentação, Há sempre, não é uma rejeição, mas há sempre o alerta. Atenção, queres mesmo dizer isso?
Queres dizer assim, dessa maneira? Como é que ficará a coisa? Não queremos criar a rejeição logo à partida? Aí há, obviamente, diferentes entradas. E, no entanto, esta canção... Que é a única canção, acho que eu, por acaso, posso estar a dizer errado, mas acho que é a única das minhas canções todas que eu tenho que tem a palavra Deus. É sempre uma canção extremamente bem acolhida por quem não conhece ainda Deus. E muitas vezes o comentário que fazem é... Uau! É sobre Deus, mas é... É bem disposta é sobre esperança, positivo, sobre algo que a gente não imaginava.
E isso é interessante pensar e de analisarmos, acho que é uma coisa que para todos nós cristãos refletimos e pensámos como é que será que estamos a passar efetivamente a nossa mensagem de esperança. Porque depois as pessoas dizem, mas pronto, quando é Deus, ai meu Deus, ai meu Deus. As pessoas acham que pode passar só por isto, e falam sempre muito positivamente da canção dessa maneira. E por isso eu decidi pôr esta canção como final, porque acho que ela traz essa alavanca de esperança, porque sei que não serão só cristãos que irão ver este programa, e ela fala A frase por central diz, Deus foi bom demais.
Para mim. E é a ideia de... Ele tem a capacidade de nos surpreender e de dar-nos muito além do que pedimos, de muito além do que imaginamos que sequer poder ter. E é uma canção sobre amor e sobre como um casal de amigos é surpreendido com a ideia de, uau, afinal vamos ficar juntos para o resto da vida, não só como amigos. E Deus tem o seu tempo para tudo e quando nos apercebemos disso, podemos dizer uau. Deus foi bom demais para mim. Obrigado, Martim, por este programa que nos deste e realmente por terminares desta forma. Bom demais este último tema.
É delicioso. Ficava aqui a noite inteira a ouvir-te. É muito bom não só ouvir-te cantar, mas também ouvir-te falar. E para aqueles que quiserem conhecer mais sobre o Martim Vicente, é só escrever Martim Vicente em qualquer lado e vão encontrar o trabalho do nosso convidado. Muito obrigado, Martim. Que Deus continue a abençoar o teu ministério. E vamos continuar a acompanhar o teu trabalho e a tua sensibilidade para a arte e para a música, que é algo que certamente vais continuar a fazer em canções futuras e em projetos futuros. Que Deus te abençoe, Martim. Quanto a nós, ficamos por aqui. Termina mais um Sexta à Noite. Continua ligado na Novo Tempo Portugal. Continua ligado nos nossos programas, que transmitem, acima de tudo, esperança. Ficamos, então, com o tema Bom Demais, por Martim Vicente. Até ao próximo programa. Um abraço.
Naquela noite de verão quente Na casa branca e amarela Pareceste-me tão diferente Pareceste- me a mais bela Na casa branca amarela Eu não podia imaginar Quem ver hoje de dois dias meu coração fosse mudar? Meu coração fosse mudar?
Pela primeira vez na vida Olhei para a cor do teu cabelo Sorriste para mim e pensei Como é possível ser tão belo? E esses teus olhos, cor de amêndoa, penetraram-me com tal jeito, que a minha face rosou em brasa, foi-te incerteira em meu peito.
De te ter guardado aqui tão perto Foi bom demais para mim Por só agora me ter desperto A abrir o teu coração Mas o fim da noite chegou Era hora do sonho terminar Mas a minha mão alcançou teu lugar E o tempo parou E o tempo parou Deus, foi bom demais pra mim Por te ter guardado aqui tão perto Deus, foi bom demais pra mim Por só agora me ver, espero abrir o teu coração Compor-te uma canção
Sempre estiveste aqui Eu vou abrir o meu coração Compor-nos esta canção É que eu só agora nos vi E nós sempre estivemos aqui Deus foi bom demais para mim Foi bom demais pra mim
Neste episódio do Sexta à Noite, recebemos Martim Vicente, cantor e compositor português que muitos conheceram através do programa Ídolos, mas cuja história vai muito além da televisão e dos palcos.
Martim partilha como a música entrou na sua vida ainda em criança, desde os primeiros acordes de guitarra até à formação musical, e como a fé sempre acompanhou o seu percurso. Uma conversa sincera sobre talento, identidade, fama, família, vocação e a descoberta de que o verdadeiro propósito não está apenas no reconhecimento, mas naquilo que fazemos com os dons que recebemos.
Falamos também sobre a experiência de ser finalista do Ídolos, o impacto da fama aos 21 anos e os desafios emocionais que um jovem pode enfrentar quando passa, de repente, a ser reconhecido por milhares de pessoas. Martim explica ainda por que razão olha com cautela para a participação de crianças e adolescentes em grandes concursos de talentos.
Conhecemos igualmente o projeto Vozes em Liberdade, que reúne crianças e jovens através da música e promove valores como liberdade, igualdade e inclusão. Um projeto onde jovens surdos participam através da Língua Gestual Portuguesa, mostrando que a arte pode derrubar barreiras e aproximar pessoas.
E, claro, há muita música! 🎸🎤
Entre histórias pessoais, canções e reflexões profundas, descobrimos um artista que procura colocar a sua fé também na forma como vive, compõe e serve os outros.
🙏 Como lidar com a ansiedade? 🙏 Como confiar em Deus quando não conseguimos controlar o futuro? 🙏 Pode a fama transformar a nossa identidade? 🙏 Como usar a música para transmitir esperança e inclusão? 🙏 O que significa reconhecer que “Deus foi bom demais para mim”?
Assista até ao fim e descubra a história e as canções de Martim Vicente no Sexta à Noite.
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